Jeremias 50:1
" A palavra que falou o SENHOR contra a babilônia, contra a terra dos caldeus, por intermédio de Jeremias, o profeta. "
Entenda os temas principais e aplique Jeremias 50 na sua vida hoje
46 versículos | Almeida Corrigida Fiel
Babilônia, instrumento que Deus havia usado para disciplinar seu povo, agora se torna alvo do juízo divino por causa de seu pecado, arrogância e crueldade. O texto descreve seu colapso militar, terror do rei, ruínas totais e desolação permanente, comparável a Sodoma e Gomorra.
Os deuses de Babilônia, como Bel e Merodaque, são apresentados como confundidos, espatifados e incapazes de salvar a cidade. O capítulo mostra que toda estrutura religiosa baseada em ídolos e imagens esculpidas será humilhada diante do Deus vivo.
Enquanto Babilônia é destruída, Israel e Judá são descritos voltando chorando para buscar o Senhor, perguntando pelo caminho de Sião e entrando numa aliança eterna. Deus promete trazê-los de volta à sua morada, alimentá-los em lugares férteis e perdoar a maldade do remanescente.
Em contraste com os opressores que recusam libertar os cativos, o Senhor se apresenta como Redentor forte que pleiteia a causa do seu povo, traz descanso à terra e inquieta aqueles que oprimem. Ele mesmo se levanta contra o soberbo e garante a libertação final.
A soberba de Babilônia, expressa em violência, confiança em poder militar e desprezo por Deus, é diretamente confrontada. Deus declara ser contra o soberbo, anuncia seu tropeço e queda definitiva, e ordena que se pague à cidade conforme as suas obras.
O povo de Deus é chamado a fugir de Babilônia antes da catástrofe, como um rebanho que corre adiante. Há um contraste claro entre permanecer no sistema opressor e idólatra ou seguir o caminho de volta a Sião e à aliança com o Senhor.
Jeremias 50 foi pronunciado no contexto do fim do século VII e início do VI a.C., quando Babilônia se tornou a potência dominante do antigo Oriente Médio. Após derrotar a Assíria e conquistar Judá, levando muitos cativos, Babilônia representava o auge do poder político, militar e religioso da época. Para os judeus exilados, parecia impossível imaginar sua queda.
O profeta Jeremias, que havia anunciado o exílio como disciplina de Deus por causa do pecado de Judá, agora proclama a sentença divina contra a própria Babilônia. A referência a uma “nação do norte” e a uma “congregação de grandes nações” aponta para a coalizão liderada pelos medos e persas que, historicamente, derrubou o império babilônico em 539 a.C.
Personagens e elementos importantes: - Babilônia e a Caldéia: nomes que representam tanto a cidade quanto o império e sua região. - Bel e Merodaque: principais deuses babilônicos, símbolos de sua religião e poder espiritual aparente. - Israel e Judá: os dois reinos que haviam sido divididos, agora vistos juntos como um só povo a ser restaurado. - Assíria e seu rei: lembrança de uma opressão anterior sobre Israel do norte, contrastada com o juízo agora sobre Babilônia.
O texto também dialoga com tradições anteriores de juízo, como a destruição de Sodoma e Gomorra, usando essa memória histórica para enfatizar a gravidade da condenação de Babilônia e a certeza de sua desolação.
Jeremias 50 é um oráculo extenso, poético e profético, com linguagem forte e imagética. A estrutura pode ser vista em blocos:
O texto usa paralelismos, metáforas pastorais (ovelhas, rebanho), imagens de guerra, agricultura e natureza para tornar o juízo e a restauração vívidos e memoráveis.
Jeremias 50 apresenta verdades teológicas centrais sobre Deus, seu povo e as nações.
Deus é Senhor soberano sobre as potências mundiais Babilônia, mesmo no auge do poder, não está fora do controle de Deus. O Senhor levanta nações, usa impérios como instrumentos e depois os julga por sua própria maldade e soberba. A história política é vista como palco da justiça divina, e não como mero jogo de forças humanas.
Juízo divino contra a idolatria A derrota de Bel e Merodaque mostra que deuses falsos não podem sustentar um império nem proteger quem neles confia. A idolatria é associada à loucura, à violência e à seca espiritual, culminando em desolação. O texto reafirma que somente o Deus de Israel é o verdadeiro Senhor dos Exércitos.
Justiça retributiva de Deus O princípio “como ela fez, assim lhe fazei” destaca a justiça retributiva: Babilônia recebe conforme suas obras. Quem oprime, saqueia e se alegra com a desgraça da herança de Deus colhe juízo proporcional. Isso reforça a seriedade moral das ações das nações e indivíduos diante de Deus.
Fidelidade de Deus à aliança Mesmo após o exílio e o pecado do povo, Deus promete uma “aliança eterna que nunca será esquecida” (vv. 4-5). Ele não abandona Israel e Judá, mas os trata como ovelhas perdidas que serão reconduzidas ao descanso. A restauração territorial (Carmelo, Basã, Efraim, Gileade) sinaliza a fidelidade às promessas antigas.
Graça que perdoa e restaura o remanescente A declaração de que a maldade de Israel e os pecados de Judá não serão encontrados (v. 20) aponta para o perdão soberano de Deus sobre um remanescente. O juízo não é a última palavra; a graça redentora é. Essa realidade prepara terreno para compreensões posteriores de purificação e justificação.
Deus como Redentor forte O título de Redentor (goel) aplicado ao Senhor (v. 34) o apresenta como parente resgatador que defende a causa dos seus, liberta da escravidão e faz justiça. Ele traz descanso à terra e perturba os opressores. A imagem antecipa, em termos teológicos, a obra redentora que culmina em Cristo.
Queda inevitável do orgulho humano A figura do “soberbo” (v. 31-32) sintetiza o espírito de Babilônia: autossuficiência, arrogância, desprezo por Deus e confiança em poder humano. Deus se opõe diretamente ao soberbo, mostrando que nenhum império, sistema ou pessoa pode permanecer de pé contra o Santo de Israel.
Este capítulo, embora duro em sua linguagem de juízo, pode ser lido como um texto profundamente terapêutico para comunidades feridas pela injustiça e pela opressão. Para quem se sente cativo de sistemas abusivos, contextos violentos ou estruturas que pareciam invencíveis, Jeremias 50 oferece a imagem de um Deus que vê, ouve e age no tempo certo.
A dor do povo é reconhecida em imagens como “ovelhas perdidas”, “cordeiro desgarrado” e cativos que não são soltos. Em resposta, o capítulo apresenta o Senhor como Redentor forte, capaz de dobrar até mesmo o maior império. A mensagem de que o mal não terá a última palavra e de que os opressores não ficarão sem resposta traz alívio para sentimentos de impotência e injustiça não reparada.
A promessa de perdão e restauração também fala à culpa e ao arrependimento. O fato de Deus anunciar um tempo em que a maldade não será mais encontrada sugere cura profunda da história de pecado e vergonha. Espiritualmente e emocionalmente, esse texto ajuda a integrar disciplina e misericórdia, juízo e consolo, justiça e graça.
Há ainda um aspecto libertador em ouvir o chamado para “fugir do meio de Babilônia”: simbolicamente, é um convite a se desapegar de sistemas destrutivos, da idolatria de poder e de alianças que produzem cativeiro interior. A esperança de voltar ao “lugar do repouso” aponta para restauração de identidade, de comunidade e de descanso na presença de Deus.
O conteúdo de Jeremias 50 é carregado de imagens de guerra, destruição total, matança e vingança, o que pode ser perturbador para pessoas em situação de trauma, violência recente, pensamentos de vingança ou medo intenso do juízo divino.
Possíveis gatilhos: - Linguagem de massacre, espada e matança (vv. 16, 27, 35-37), que pode reativar memórias de violência física, abuso ou guerras. - Imagens de desolação total, deserto e abandono (vv. 12-13, 39-40), sensíveis para quem enfrenta depressão profunda, sensação de vazio ou medo de ser abandonado. - Foco na vingança e retribuição (vv. 15, 28-29), que pode reforçar fantasias de vingança pessoal ou alimentar culpas excessivas em pessoas com tendência à autocondenação. - Referências à seca, fome e colapso social (vv. 16, 26, 38), delicadas para quem vive insegurança alimentar, pobreza extrema ou ansiedade catastrófica.
Em contextos de acompanhamento emocional e espiritual, é importante: - Enfatizar que o foco do texto é o juízo histórico sobre uma potência opressora específica, e não uma ameaça aleatória sobre qualquer pessoa. - Destacar as partes que falam de restauração, perdão, aliança eterna e o Senhor como Redentor forte. - Evitar usar o texto para legitimar violência, ódio étnico, nacionalismo agressivo ou discursos de vingança pessoal. - Ler em conjunto com passagens que enfatizam o amor, a misericórdia, o chamado ao perdão e a obra de reconciliação de Deus.
Reconhecer a soberania de Deus sobre estruturas injustas Jeremias 50 convida a enxergar que nenhum sistema, empresa, governo ou grupo opressor é maior do que Deus. Na prática, isso fortalece a perseverança em contextos difíceis, sem idolatrar poderes humanos nem se entregar ao desespero.
Rejeitar a idolatria moderna As imagens de deuses espatifados e de uma terra enlouquecida por ídolos estimulam a examinar quais “deuses” contemporâneos ocupam o lugar de Deus: sucesso, dinheiro, prestígio, ideologias, relacionamentos. A aplicação concreta envolve escolhas diárias de adoração, prioridades e valores.
Tratar com seriedade o orgulho e a soberba O juízo sobre o “soberbo” desafia lideranças, famílias e indivíduos a não confiarem em si mesmos como se fossem inabaláveis. Uma prática saudável é cultivar humildade, prestação de contas, arrependimento rápido e disposição de reconhecer limites.
Ouvir o chamado para “sair de Babilônia” Em termos práticos, esse chamado pode significar romper com ambientes e práticas que alimentam injustiça, corrupção, exploração ou idolatria. Isso inclui decisões éticas no trabalho, em negócios, em relacionamentos e na vida online, buscando alinhar-se mais com o caminho de Sião do que com a lógica de Babilônia.
Valorizar o cuidado de Deus com o rebanho Ver Israel e Judá como ovelhas perdidas lembra a importância de pastoreio responsável. Líderes espirituais, pais, mentores e influenciadores são chamados a conduzir ao “lugar do repouso”, e não a desviar o rebanho. Na prática, isso envolve ensino fiel, cuidado com os mais frágeis e rejeição de abusos de poder.
Viver a esperança de restauração e perdão A promessa de que o pecado não será encontrado no remanescente estimula uma vida de arrependimento sincero e confiança na graça divina. Isso se traduz em buscar reconciliação com Deus, restaurar relacionamentos quebrados na medida do possível e caminhar com uma identidade marcada pela misericórdia recebida, não apenas pela culpa passada.
Em Jeremias 50, Babilônia é ao mesmo tempo uma realidade histórica e um símbolo teológico. Historicamente, é o império que conquistou Judá e levou o povo ao exílio. Teologicamente, representa um sistema de poder arrogante, idólatra e opressor que se levanta contra Deus e o seu povo. O juízo sobre Babilônia mostra que nenhum poder que se opõe a Deus permanece de pé para sempre.
O texto mostra que o fato de Deus usar uma nação como instrumento de disciplina não isenta essa nação de responsabilidade moral. Babilônia é julgada por sua própria soberba, crueldade, idolatria e abuso sobre a “herança” de Deus. Deus continua justo e coerente: corrige seu povo por meio das nações, e depois julga essas nações por seus próprios pecados.
Israel (reino do norte) e Judá (reino do sul) haviam se dividido politicamente, mas em Jeremias 50 aparecem juntos como um único povo de Deus. Isso indica uma restauração abrangente, em que Deus reúne novamente seu rebanho disperso. É um sinal de que a obra de Deus ultrapassa divisões históricas e aponta para uma unidade renovada do povo da aliança.
Essa promessa indica que Deus não apenas traz o povo de volta à terra, mas também lida com a culpa do pecado. Procurar-se-á a maldade e ela não será achada, porque Deus decidiu perdoar o remanescente. Teologicamente, isso aponta para uma restauração profunda, em que Deus apaga a culpa e restaura a relação de aliança com seu povo.
O “Redentor forte” é o próprio Senhor dos Exércitos. A palavra remete à figura do parente resgatador, aquele que tem o direito e o dever de libertar um parente da escravidão, defender sua causa e restituir o que foi perdido. Em Jeremias 50, Deus se apresenta assim em relação a Israel e Judá: Ele pleiteia a causa deles, traz descanso à terra e perturba os opressores.
Sim. Embora o contexto original seja histórico, o chamado para sair de Babilônia pode ser aplicado espiritualmente como convite a se afastar de sistemas, valores e práticas que se opõem a Deus: idolatria, injustiça, orgulho, exploração. Seguir o “caminho de Sião” hoje significa alinhar a vida com o reino de Deus, e não com estruturas que o rejeitam.
Jeremias 50 descreve um cenário de guerra, queda e desolação, mas por trás de cada imagem dura há um coração divino profundamente comprometido com o cuidado do seu povo. O texto fala de ovelhas perdidas, de um cordeiro desgarrado, de gente que anda e chora, buscando novamente o rosto do Senhor. No meio da história dolorosa de exílio e opressão, aparece a voz de um Deus que não esquece quem sofre. Os filhos de Israel e Judá haviam sido levados cativos, retidos à força, sem que ninguém quisesse soltá-los. Ainda assim, o capítulo diz: “Mas o seu Redentor é forte”. Para corações cansados e marcados por injustiças, essa é uma palavra de consolo profundo. Não se trata apenas de um ajuste político, mas de um Deus que se levanta em defesa de quem foi esmagado, que escuta o choro de quem foi enganado por maus pastores e conduz de volta ao “lugar do repouso”. A promessa de que haverá um retorno, de que haverá aliança eterna, de que o pecado não será mais encontrado, fala muito com sentimentos de culpa, vergonha e abandono. O povo se havia afastado, errara, mas Deus ainda os chama de “meu povo” e planeja um futuro de pastos férteis e repouso. Mesmo quando tudo ao redor parece ruir, o capítulo lembra que a história não termina na ruína de Babilônia, mas na restauração do rebanho e no abraço de um Redentor que não desiste de cuidar dos seus.
Jeremias 50 se destaca no livro como uma extensa profecia contra Babilônia, que combina teologia da história, crítica à idolatria e esperança escatológica. Literariamente, o capítulo alterna entre oráculos de juízo e promessas de restauração, construindo um contraste forte entre o destino de Babilônia e o de Israel/Judá. Do ponto de vista histórico, é importante notar que Babilônia havia sido instrumento de Deus para o juízo sobre Judá, mas isso não a imuniza ao juízo divino. A menção de uma “congregação de grandes nações da terra do norte” remete à coalizão medo-persa que, séculos depois, de fato derrubou o império babilônico. O recurso a imagens como o “martelo de toda a terra” (Babilônia) sendo quebrado e a comparação com Sodoma e Gomorra situam Babilônia em uma linha de continuidade com outras cidades paradigmáticas do juízo divino. Teologicamente, o capítulo articula duas linhas centrais do pensamento profético: a soberania absoluta de Deus sobre as nações e a fidelidade à aliança com o seu povo. A humilhação dos deuses Bel e Merodaque enfatiza o monoteísmo: não há competição real entre Iavé e outras divindades. Ao mesmo tempo, a descrição do retorno de Israel e Judá, a busca pelo caminho de Sião e a promessa de perdão à maldade do remanescente apontam para uma restauração que vai além do simples fim do exílio. O uso da figura do “Redentor forte” evoca o conceito do goel, fundamental para entender a dimensão pessoal e comunitária da redenção na teologia bíblica. Do ponto de vista da estrutura canônica, o juízo contra Babilônia se torna mais tarde um modelo para leituras apocalípticas, em que “Babilônia” é símbolo de todo sistema mundial oposto a Deus. Jeremias 50, portanto, não é apenas um oráculo circunstancial, mas um texto que molda a compreensão de como Deus lida com poderes arrogantes e, simultaneamente, restaura seu povo segundo a graça da aliança.
Lido em chave prática, Jeremias 50 confronta com perguntas sobre que tipo de “Babilônia” molda decisões diárias. Babilônia, aqui, é uma sociedade poderosa, orgulhosa, violenta, centrada em ídolos e na confiança em sua própria força. Esse retrato ajuda a perceber semelhanças com contextos modernos em que sucesso, riqueza ou status passam a ocupar o lugar de Deus e justificam a exploração de outros. Ao mesmo tempo, o texto fala de um povo enganado por seus próprios pastores, conduzido de monte em outeiro, até esquecer o lugar de descanso. Isso toca diretamente a responsabilidade de quem lidera famílias, comunidades e organizações. Quando orientações afastam do cuidado de Deus, colocam o rebanho em risco. Em termos práticos, o capítulo incentiva lideranças a avaliar se estão conduzindo pessoas em direção à verdade e ao descanso, ou apenas reforçando sistemas de produtividade, visibilidade e poder. O chamado “Fugi do meio de Babilônia” também tem implicações concretas. Muitas vezes, “sair” não é uma mudança geográfica, mas uma decisão de não compactuar com práticas injustas: rejeitar corrupção na empresa, não participar de esquemas de exploração, recusar-se a usar pessoas como degraus para ascensão pessoal. A vida cotidiana está cheia de pequenas escolhas que revelam se se caminha mais no espírito de Babilônia ou no caminho de Sião. Por fim, a visão de Deus como Redentor forte dá coragem para tomar decisões certas mesmo sob pressão. Saber que o Senhor pleiteia a causa dos que são seus, que ele vê injustiças e age com justiça, sustenta integridade prática em ambientes hostis. O capítulo encoraja a viver com humildade, a rever prioridades e a alinhar atitudes concretas com o Deus que derruba orgulhos, mas levanta um povo restaurado para viver em sua presença.
" A palavra que falou o SENHOR contra a babilônia, contra a terra dos caldeus, por intermédio de Jeremias, o profeta. "
" Anunciai entre as nações; e fazei ouvir, e arvorai um estandarte, fazei ouvir, não encubrais; dizei: Tomada está babilônia, confundido está Bel, espatifado está Merodaque, confundidos estão os seus ídolos, e quebradas estão as suas imagens. "
" Porque subiu contra ela uma nação do norte, que fará da sua terra uma solidão, e não haverá quem nela habite; tanto os homens como os animais fugiram, e se foram. "
" Naqueles dias, e naquele tempo, diz o Senhor, os filhos de Israel virão, eles e os filhos de Judá juntamente; andando e chorando virão, e buscarão ao Senhor seu Deus. "
" Pelo caminho de Sião perguntarão, para ali voltarão os seus rostos, dizendo: Vinde, e unamo-nos ao Senhor, numa aliança eterna que nunca será esquecida. "
" Ovelhas perdidas têm sido o meu povo, os seus pastores as fizeram errar, para os montes as desviaram; de monte para outeiro andaram, esqueceram-se do lugar do seu repouso. "
" Todos os que as achavam as devoravam, e os seus adversários diziam: Culpa nenhuma teremos; porque pecaram contra o Senhor, a morada da justiça, sim, o Senhor, a esperança de seus pais. "
" Fugi do meio de babilônia, e saí da terra dos caldeus, e sede como os bodes diante do rebanho. "
" Porque eis que eu suscitarei e farei subir contra a babilônia uma congregação de grandes nações da terra do norte, e se prepararão contra ela; dali será tomada; as suas flechas serão como as de valente herói, nenhuma tornará sem efeito. "
" A Caldéia servirá de presa; todos os que a saquearam serão fartos, diz o Senhor. "
" Porquanto vos alegrastes, e vos regozijastes, ó saqueadores da minha herança, porquanto vos engordastes como novilha no pasto, e mugistes como touros. "
" Será mui confundida vossa mãe, ficará envergonhada a que vos deu à luz; eis que ela será a última das nações, um deserto, uma terra seca e uma solidão. "
" Por causa do furor do SENHOR não será habitada, antes se tornará em total assolação; qualquer que passar por babilônia se espantará, assobiará por todas as suas pragas. "
" Ordenai-vos contra babilônia ao redor, todos os que armais arcos; atirai-lhe, não poupeis as flechas, porque pecou contra o SENHOR. "
" Gritai contra ela ao redor, ela já se submeteu; caíram seus fundamentos, estão derrubados os seus muros; porque esta é a vingança do Senhor; vingai-vos dela; como ela fez, assim lhe fazei. "
" Arrancai de babilônia o que semeia, e o que leva a foice no tempo da sega; por causa da espada aflitiva virar-se-á cada um para o seu povo, e fugirá cada um para a sua terra. "
" Cordeiro desgarrado é Israel; os leões o afugentaram; o primeiro a devorá-lo foi o rei da Assíria; e, por último Nabucodonosor, rei de babilônia, lhe quebrou os ossos. "
" Portanto, assim diz o SENHOR dos Exércitos, Deus de Israel: Eis que castigarei o rei de babilônia, e a sua terra, como castiguei o rei da Assíria. "
" E farei tornar Israel para a sua morada, e ele pastará no Carmelo e em Basã; e fartar-se-á a sua alma no monte de Efraim e em Gileade. "
" Naqueles dias, e naquele tempo, diz o Senhor, buscar-se-á a maldade de Israel, e não será achada; e os pecados de Judá, mas não se acharão; porque perdoarei os remanescentes que eu deixar. "
" Sobe contra a terra de Merataim, sim, contra ela, e contra os moradores de Pecode; assola e inteiramente destrói tudo após eles, diz o Senhor, e faze conforme tudo o que te mandei. "
" Estrondo de batalha há na terra, e de grande destruição. "
" Como foi cortado e quebrado o martelo de toda a terra! Como se tornou babilônia objeto de espanto entre as nações! "
" Laços te armei, e também foste presa, ó babilônia, e tu não o soubeste; foste achada, e também apanhada; porque contra o SENHOR te entremeteste. "
" O SENHOR abriu o seu depósito, e tirou os instrumentos da sua indignação; porque o Senhor DEUS dos Exércitos, tem uma obra a realizar na terra dos caldeus. "
" Vinde contra ela dos confins da terra, abri os seus celeiros; fazei dela montões de ruínas, e destruí-a de todo; nada lhe fique de sobra. "
" Matai a todos os seus novilhos, desçam a matança. Ai deles, porque veio o seu dia, o tempo do seu castigo! "
" Eis a voz dos que fugiram e escaparam da terra de babilônia, para anunciarem em Sião a vingança do SENHOR nosso Deus, a vingança do seu templo. "
" Convocai contra babilônia os flecheiros, a todos os que armam arcos; acampai-vos contra ela em redor, ninguém escape dela; pagai-lhe conforme a sua obra, conforme tudo o que fez, fazei-lhe; porque se houve arrogantemente contra o SENHOR, contra o Santo de Israel. "
" Portanto, cairão os seus jovens nas suas ruas; e todos os seus homens de guerra serão desarraigados naquele dia, diz o Senhor. "
" Eis que eu sou contra ti, ó soberbo, diz o Senhor DEUS dos Exércitos; porque veio o teu dia, o tempo em que te hei de castigar. "
" Então tropeçará o soberbo, e cairá, e ninguém haverá que o levante; e porei fogo nas suas cidades, o qual consumirá todos os seus arredores. "
" Assim diz o Senhor dos Exércitos: Os filhos de Israel e os filhos de Judá foram oprimidos juntamente; e todos os que os levaram cativos os retiveram, não os quiseram soltar. "
" Mas o seu Redentor é forte, o SENHOR dos Exércitos é o seu nome; certamente pleiteará a causa deles, para dar descanso à terra, e inquietar os moradores de babilônia. "
" A espada virá sobre os caldeus, diz o SENHOR, e sobre os moradores de babilônia, e sobre os seus príncipes, e sobre os seus sábios. "
" A espada virá sobre os mentirosos, e ficarão insensatos; a espada virá sobre os seus poderosos, e desfalecerão. "
" A espada virá sobre os seus cavalos, e sobre os seus carros, e sobre toda a mistura de povos, que está no meio dela; e tornar-se-ão como mulheres; a espada virá sobre os seus tesouros, e serão saqueados. "
" Cairá a seca sobre as suas águas, e secarão; porque é uma terra de imagens esculpidas, e pelos seus ídolos andam enfurecidos. "
" Por isso habitarão nela as feras do deserto, com os animais selvagens das ilhas; também habitarão nela as avestruzes; e nunca mais será povoada, nem será habitada de geração em geração. "
" Como quando Deus subverteu a Sodoma e a Gomorra, e as suas cidades vizinhas, diz o Senhor, assim ninguém habitará ali, nem morará nela filho de homem. "
" Eis que um povo vem do norte; uma grande nação e muitos reis se levantarão dos extremos da terra. "
" Armam-se de arco e lança; eles são cruéis, e não têm piedade; a sua voz bramará como o mar, e sobre cavalos cavalgarão, todos postos em ordem como um homem para a batalha, contra ti, ó filha de babilônia. "
" O rei de babilônia ouviu a sua fama, e desfaleceram as suas mãos; a angústia se apoderou dele, como da que está de parto. "
" Eis que ele como leão subirá da enchente do Jordão, contra a morada forte, porque num momento o farei correr dali; e quem é o escolhido que porei sobre ela? porque quem é semelhante a mim, e quem me fixará o tempo? E quem é o pastor que poderá permanecer perante mim? "
" Portanto ouvi o conselho do SENHOR, que ele decretou contra babilônia, e os seus desígnios que intentou contra a terra dos caldeus: certamente os pequenos do rebanho serão arrastados; certamente ele assolará as suas moradas sobre eles. "
" Ao estrondo da tomada de babilônia estremeceu a terra; e o grito se ouviu entre as nações. "
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