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Jeremias 50:1 - Significado e aplicação

Entenda como este versículo fala com o que você está vivendo e como aplicá-lo hoje

Tradução: Almeida Corrigida Fiel

" A palavra que falou o SENHOR contra a babilônia, contra a terra dos caldeus, por intermédio de Jeremias, o profeta. "

Jeremias 50:1

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1 A palavra que falou o SENHOR contra a babilônia, contra a terra dos caldeus, por intermédio de Jeremias, o profeta.

2 Anunciai entre as nações; e fazei ouvir, e arvorai um estandarte, fazei ouvir, não encubrais; dizei: Tomada está babilônia, confundido está Bel, espatifado está Merodaque, confundidos estão os seus ídolos, e quebradas estão as suas imagens.

3 Porque subiu contra ela uma nação do norte, que fará da sua terra uma solidão, e não haverá quem nela habite; tanto os homens como os animais fugiram, e se foram.

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auto_stories Comentário Bible Guided

Esta é uma palavra contra a Babilônia, falada por aquele cujas ações sempre correspondem às suas palavras, e cujas palavras nunca falham. O rei da Babilônia tinha mostrado bondade a Jeremias, mas, ainda assim, Jeremias precisava anunciar a ruína daquele reino. Os profetas de Deus não podem ser guiados por favores pessoais ou afetos naturais. Se as pessoas são nossas amigas, mas continuam sendo inimigas de Deus, não devemos falar paz para elas.

A destruição de Babilônia é descrita aqui como se já tivesse acontecido. Deve ser anunciada às nações como notícia verdadeira, grande notícia, notícia que diz respeito a todas elas. Que seja espalhada por toda parte, como quando se levanta uma bandeira em dia de vitória: Babilônia foi tomada. Deus deve receber a honra por isso, e o seu povo deve encontrar consolo nisso, por isso a notícia não pode ser escondida. Precisa ser conhecida, para que o Senhor seja conhecido por meio dos juízos que executa (Salmo 9:16).

A queda também é descrita como completa. Primeiro, os ídolos de Babilônia, que o povo tentava proteger e dos quais esperava socorro, serão destruídos. Bel e Merodaque eram seus principais deuses, e serão envergonhados, com suas imagens despedaçadas. A própria terra será devastada (Jeremias 50:3). O ataque virá do norte, da Média, que ficava ao norte da Babilônia, e também da Assíria, por onde Ciro marchou para entrar em Babilônia. De lá virá a nação que tornará a sua terra desolada. Babilônia tinha causado males às terras do norte, por isso muitas vezes foi advertida de um mal que viria do norte. Deus pode achar nações ainda mais ao norte para castigá‑la. Da mesma forma, o poder e o esplendor da antiga Roma foram mais tarde abatidos por povos do norte, como os godos e vândalos.

Há aqui também uma palavra para o povo de Deus, tanto para Israel quanto para Judá, pois muitos das dez tribos se juntaram às duas tribos quando voltaram da Babilônia. A primeira promessa é que eles voltarão a Deus antes de voltar à sua terra. Sua conversão e renovação abrem espaço para todas as outras promessas (Jeremias 50:4, Jeremias 50:5). Eles virão chorando atrás do Senhor, como toda a casa de Israel fez no tempo de Samuel (1 Samuel 7:2). Não são lágrimas de tristeza sem esperança, como as que derramaram quando foram levados cativos. São lágrimas de arrependimento pelo pecado, e lágrimas de alegria pela bondade de Deus, quando a libertação começa a raiar.

Eles também buscarão o Senhor. Não serão esmagados pelo seu pesar, mas se empenharão em encontrar o consolo de que precisam. Irão chorando para buscar o Senhor seu Deus. Os que buscam o Senhor devem buscá‑lo com tristeza pelo pecado, como os pais de Cristo o buscaram (Lucas 2:48). E os que estão em tristeza devem buscar o Senhor, porque assim sua tristeza em breve se transformará em alegria, pois ele se deixa achar por aqueles que o buscam dessa maneira. Eles buscarão o Senhor como seu próprio Deus, e não terão mais nada a ver com ídolos. Quando ouvirem que os ídolos de Babilônia foram quebrados e envergonhados, será o momento certo de perguntar pelo seu próprio Deus e voltar-se para aquele que vive para sempre. Deus muitas vezes permite que as pessoas sejam decepcionadas pelos falsos deuses, para que passem a confiar somente no Deus verdadeiro.

Eles também começarão a pensar seriamente em voltar ao seu próprio país. Verão isso não apenas como um favor, mas como um dever, porque Sião, o monte santo onde a casa do Senhor ficava, está ali (Jeremias 50:5). Perguntarão pelo caminho de Sião, com os rostos voltados para lá. Sião era a cidade de suas reuniões sagradas, que eles muitas vezes recordavam com saudade no cativeiro (Salmo 137:1). Agora que a ruína de Babilônia lhes dá esperança de libertação, só conseguem falar em voltar para Sião. Seus corações já estavam voltados para lá, e agora seus rostos também se voltam nessa direção. Desejam estar ali, põem-se a caminho de Sião e se recusam a parar antes de chegar. A jornada é longa, e eles não conhecem a estrada, mas perguntarão pelo caminho, porque estão decididos a prosseguir até o fim. Estão determinados a não voltar atrás e zelosos para não errar a vereda.

Isso também retrata o retorno dos pobres pecadores para Deus. O céu é o Sião que eles têm como alvo. Seus corações estão firmados nele, e seus rostos estão voltados para ele, por isso perguntam pelo caminho até lá. Não perguntam o caminho do céu enquanto prendem o coração ao mundo. Nem apenas se viram na direção do céu e seguem adiante ao acaso, sem buscar a senda certa. Em todo verdadeiro convertido há um sincero desejo de alcançar o alvo, e um cuidado constante em permanecer no caminho correto. É algo belo ver pessoas perguntando pelo caminho do céu, com os rostos já firmemente voltados para ele.

Eles também renovarão a sua aliança, obrigando-se a andar mais de perto com Deus no futuro: “Vinde, e unamo-nos ao Senhor em uma aliança eterna”. Eles haviam quebrado a aliança com Deus e, na prática, se separado dele. Agora resolvem unir-se novamente a ele e renovar o compromisso de pertencer a ele. Quando os que se desviaram retornam, precisam fazer de novo as primeiras obras e renovar a aliança que antes tinham feito. Deve ser uma aliança eterna, que nunca seja quebrada. E, para que não seja esquecida, precisam lembrá-la com frequência, pois a lembrança constante favorece a obediência constante.

Sua condição presente é então descrita como muito triste, e assim vinha sendo há muito tempo. “O meu povo”, ele diz, reclamando-os de novo para si enquanto voltam, “tem sido ovelhas perdidas” (Jeremias 50:6). Têm andado de um monte a outro, lançados de lugar em lugar, sem encontrar pasto. Esqueceram até o seu lugar de descanso em sua própria terra e não sabem mais o caminho de volta. Sua miséria foi agravada porque seus próprios pastores — seus governantes e sacerdotes — os desviaram. Eles afastaram o povo do seu dever, e assim trouxeram sobre ele o juízo de Deus que os expulsou da terra. É algo terrível quando aqueles que deveriam guiar um povo para a segurança o conduzem, na verdade, ao erro.

Quando andavam desgarrados, ficaram expostos às feras, que os trataram como se não tivessem dono, como animais perdidos, sem ninguém que os reivindicasse (Jeremias 50:7). Era como um rebanho em dispersão: todo aquele que o encontrava o devorava e fazia dele um despojo. E quando lhes fizeram o pior mal, ainda zombaram deles, dizendo que seus próprios profetas há muito haviam advertido que eles mereciam aquilo.

Essa desculpa não tornava inocentes os que os maltratavam. Eles tentavam justificar sua crueldade dizendo: “Não somos culpados, porque eles pecaram contra o Senhor.” Mas não podiam dizer com sinceridade que os babilônios tinham sido pessoalmente ofendidos por eles. Ainda assim, o juízo contra Judá era real, porque haviam pecado não contra um simples governante humano, mas contra o Senhor, o Deus vivo e verdadeiro.

Ele é descrito como o lugar de habitação da justiça e a esperança de seus pais. Judá havia desprezado o templo e a fé recebida de seus antepassados, e isso tornava ainda maior a sua culpa. Isso não desculpava os seus inimigos, mas mostrava por que o juízo de Deus era justo: eles tinham abandonado o lugar da justiça e o Deus em quem seus pais confiaram.

Eles são então chamados a sair depressa, assim que o caminho da liberdade lhes for aberto (Jeremias 50:8). São ordenados a partir, não apenas dos limites da Babilônia, mas da própria cidade. Mesmo que estivessem estabelecidos ali, não deviam permanecer, mas voltar apressadamente para Sião, indo adiante como os bodes-guia na frente do rebanho. É adequado ser o primeiro em uma boa obra e liderar outros por meio de um bom exemplo. Um bode que vai à frente tem um porte vistoso (Provérbios 30:31).

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