Jeremias 36:1
" Sucedeu, pois, no ano quarto de Jeoiaquim, filho de Josias, rei de Judá, que veio esta palavra do SENHOR a Jeremias, dizendo: "
Entenda os temas principais e aplique Jeremias 36 na sua vida hoje
32 versiculos | Almeida Corrigida Fiel
Deus manda Jeremias escrever em um rolo tudo o que havia dito desde os dias de Josias, mostrando a importância do registro escrito da revelação. Mesmo quando o rei queima o rolo, a mensagem é reescrita, indicando que a Palavra do Senhor não pode ser destruída por atos humanos.
O objetivo de Deus ao mandar escrever e ler o rolo é que o povo ouça o mal que viria e se converta de seu mau caminho, para que haja perdão. O juízo é real e sério, mas a intenção divina é levar ao arrependimento, não apenas anunciar destruição.
Ao ouvir o rolo, alguns oficiais temem e reconhecem a gravidade da mensagem, enquanto o rei Jeoaquim reage com desprezo, cortando e queimando o rolo, sem qualquer sinal de arrependimento. O contraste destaca diferentes respostas possíveis à voz de Deus.
Jeremias dita fielmente a mensagem, Baruque escreve e lê com coragem diante do povo e dos príncipes, e alguns oficiais intercedem para que o rei não queime o rolo. Mesmo sob ameaça de prisão, eles permanecem comprometidos com a verdade.
Jeoaquim, ao rejeitar e destruir o rolo, atrai sobre si um juízo específico: perda da continuidade no trono de Davi, morte desonrosa e punição sobre ele, sua descendência e seus servos. A responsabilidade das lideranças diante da Palavra de Deus é tratada com seriedade.
O episódio de Jeremias 36 ocorre no quarto e no quinto ano do reinado de Jeoaquim, filho de Josias, rei de Judá, por volta de 605–604 a.C. É um período de grande instabilidade política: o império babilônico está em ascensão, e Judá vive sob a sombra da ameaça de invasão e exílio. Jeremias já vinha profetizando há anos, desde o reinado de Josias, chamando o povo ao arrependimento e alertando sobre a destruição que viria do norte.
Jeoaquim, diferente de seu pai Josias (que promoveu reformas religiosas), é apresentado como um rei rebelde, resistente à palavra profética. O jejum mencionado no verso 9 provavelmente foi um evento nacional de crise, talvez motivado por ameaças externas ou desastres internos, em que o povo era convocado a buscar a Deus. Nesse ambiente de tensão, Deus ordena que as mensagens de Jeremias sejam registradas em um rolo e proclamadas publicamente em Jerusalém.
O texto também ilumina a prática administrativa e religiosa do período: havia escribas oficiais (como Elisama e Safã), câmaras dentro do templo onde documentos eram guardados, leitura pública de textos sagrados e conselhos de príncipes que assessoravam o rei. O ato de Jeoaquim de queimar o rolo é um gesto deliberado de rejeição política, religiosa e simbólica da autoridade da palavra de Deus.
Jeremias 36 apresenta uma narrativa bem articulada, com foco na origem, leitura, rejeição e reescrita do rolo profético:
Ordem divina para escrever o rolo (36:1-3)
Deus fala a Jeremias no quarto ano de Jeoaquim, ordenando que todas as palavras já proferidas contra Israel, Judá e as nações sejam registradas, com o propósito de levar o povo ao arrependimento.
Ditado de Jeremias e escrita de Baruque (36:4-8)
Jeremias chama Baruque para escrever tudo o que o profeta dita. Por estar impedido de ir ao templo, Jeremias envia Baruque para ler o rolo à congregação, especialmente no dia de jejum.
Leitura pública no templo e reação inicial (36:9-13)
No quinto ano de Jeoaquim, durante um jejum nacional, Baruque lê o rolo na casa do Senhor. Micaías ouve e relata aos príncipes na casa do rei todas as palavras ouvidas.
Leitura diante dos príncipes e temor reverente (36:14-19)
Os príncipes chamam Baruque, pedem que leia novamente e reagem com temor. Eles decidem informar o rei e aconselham Baruque e Jeremias a se esconderem.
Leitura diante do rei e queima do rolo (36:20-26)
O rolo é levado à presença de Jeoaquim. Jeudi lê algumas colunas, e o rei, sentado em sua casa de inverno, corta o rolo com um canivete e o lança ao fogo, ignorando os apelos de alguns príncipes e ordenando a prisão de Jeremias e Baruque, que são protegidos pelo Senhor.
Nova palavra de Deus e reescrita do rolo (36:27-32)
Após a queima, Deus fala novamente a Jeremias, mandando escrever outro rolo com as mesmas palavras, além de um acréscimo de juízos sobre Jeoaquim, sua descendência e Judá. Baruque escreve de novo tudo o que Jeremias dita, com muitas palavras semelhantes acrescentadas.
Este capítulo enfatiza, antes de tudo, a soberania e a permanência da Palavra de Deus. O fato de as profecias serem ordenadas a serem registradas por escrito mostra que Deus deseja que sua revelação seja preservada, proclamada e lembrada. Quando o rei tenta destruir o rolo, o texto sublinha que nenhuma ação humana é capaz de anular o que Deus declarou: a mensagem é reescrita, e ainda ampliada.
Também se destaca a intenção misericordiosa de Deus, mesmo quando anuncia juízo. O motivo declarado para a escrita e leitura pública é que o povo, ao ouvir o mal anunciado, possa se converter do seu mau caminho e receber perdão (v.3,7). O juízo não é arbitrário; é resposta a uma longa recusa de ouvir, e vem acompanhado de oportunidade para arrependimento.
A reação de Jeoaquim ilustra a rebelião humana contra a revelação divina. Em vez de rasgar as vestes em sinal de humilhação, ele corta o rolo e o queima, encarnando a dureza de coração que rejeita não apenas a mensagem, mas o próprio Deus que fala. O texto mostra que a forma como as lideranças respondem à Palavra impacta profundamente o destino do povo.
A fidelidade de Jeremias e Baruque revela a vocação profética e ministerial: transmitir a mensagem de Deus com exatidão, mesmo quando ela é impopular e perigosa. O cuidado de Deus em esconder seus servos e em conservar sua Palavra mostra que Ele protege seu propósito e sustenta aqueles que lhe obedecem.
Por fim, a sentença sobre Jeoaquim (sem sucessor estável no trono de Davi, morte humilhante, castigo sobre ele e sua casa) afirma que a verdadeira continuidade da promessa davídica não depende de reis infiéis, mas da fidelidade de Deus. O capítulo prepara o coração para compreender que o plano divino não será frustrado pela infidelidade humana, mas seguirá seu curso soberano.
Jeremias 36 toca em temas relevantes para o cuidado emocional e espiritual: resistência à verdade, dureza de coração, medo das consequências, coragem diante de ameaças e consolo na fidelidade de Deus. A história de Jeoaquim mostra como a negação insistente da realidade e da responsabilidade pode levar a atitudes autodestrutivas, semelhantes à recusa de encarar feridas, pecados ou limites pessoais.
Ao mesmo tempo, a atitude de Jeremias e Baruque ilustra a importância de dar voz ao que é verdadeiro, mesmo quando isso desperta medo ou oposição. Eles seguem realizando sua missão apesar do risco, o que pode ser comparado ao processo de colocar em palavras dores profundas, traumas e verdades difíceis em um contexto de cuidado e segurança.
A proteção de Deus sobre Jeremias e Baruque, e a ordem para reescrever o rolo, oferecem uma imagem terapêutica de continuidade e restauração: mesmo quando algo precioso é “queimado” ou perdido, o Senhor é capaz de reconstruir, recontar a história e acrescentar novo sentido. O texto também sinaliza que a mudança genuína começa quando se para de fugir da verdade e se acolhe a confrontação de forma humilde.
Para processos de cura emocional, o capítulo inspira a reconhecer resistências internas, a lidar com a raiva diante de verdades incômodas e a confiar que a Palavra de Deus, firme e perseverante, é um fundamento seguro para reconstrução e esperança.
O capítulo descreve comportamentos e atitudes que, em um contexto de saúde emocional e espiritual, acendem alertas importantes:
Em contextos pastorais ou terapêuticos, atitudes semelhantes podem apontar para risco de endurecimento espiritual, relações abusivas, ambientes opressores à verdade ou processos de negação que impedem arrependimento e cura. A leitura pede discernimento e, em situações de perigo real, busca de apoio adequado e seguro.
Jeremias 36 oferece várias implicações práticas para a vida diária:
Deus ordenou que Jeremias recolhesse em um rolo todas as palavras que Ele havia falado sobre Israel, Judá e as nações para que fossem preservadas e proclamadas de forma clara. O objetivo era que a casa de Judá ouvisse o mal que viria e se convertesse de seus maus caminhos, recebendo perdão. O registro escrito dava permanência à mensagem, garantia exatidão e possibilitava leitura pública repetida.
Baruque, filho de Nerias, era o escriba e colaborador próximo de Jeremias. Neste capítulo, ele escreve no rolo tudo o que Jeremias dita, palavra por palavra, e depois lê publicamente o conteúdo, primeiro no templo e depois diante dos príncipes. Quando o primeiro rolo é queimado, Baruque escreve novamente, a partir do ditado de Jeremias, incluindo muitas palavras semelhantes. Ele exemplifica fidelidade, competência e coragem no serviço à Palavra de Deus.
Jeoaquim queimou o rolo porque rejeitou a mensagem de juízo e arrependimento ali registrada. Ao ouvir que o rei da Babilônia viria destruir a terra e fazer cessar homens e animais, ele reagiu com desprezo, cortando o rolo com um canivete de escriba e lançando-o no fogo. Esse gesto foi uma forma simbólica de tentar silenciar e anular a palavra de Deus, revelando dureza de coração, orgulho e recusa de se submeter à correção divina.
Não. A queima do rolo não anulou a Palavra de Deus. Depois do incidente, o Senhor fala novamente a Jeremias, mandando que ele tome outro rolo e escreva de novo todas as palavras que estavam no primeiro, queimado por Jeoaquim. Além disso, Deus acrescenta novas palavras de juízo contra o rei e seu povo. O episódio mostra que, mesmo quando os seres humanos tentam destruir ou calar a revelação de Deus, o propósito divino permanece e a mensagem pode ser restaurada e até ampliada.
Deus declarou que Jeoaquim não teria quem se assentasse no trono de Davi de forma estável, rompendo assim sua expectativa de continuidade honrosa na dinastia. Anunciou também que seu cadáver seria lançado ao calor do dia e à geada da noite, uma morte e sepultamento desonrosos. Além disso, o Senhor prometeu castigar a iniquidade dele, de sua descendência e de seus servos, trazendo sobre eles e sobre os moradores de Jerusalém todos os males que já tinham sido anunciados e não foram ouvidos.
Jeremias 36 revela um contraste doloroso entre corações sensíveis e corações endurecidos. De um lado, alguns príncipes escutam o rolo e ficam tomados de temor; a mensagem os alcança por dentro, e eles se dão conta da gravidade da situação. De outro lado, o rei, diante da mesma palavra, reage com frieza, corta o rolo e o queima, como se pudesse apagar a verdade simplesmente se livrando do texto. Nessa história, a dor de Deus aparece nas entrelinhas: Ele não fala de juízo por indiferença, mas porque deseja conversão e perdão. As palavras do início do capítulo mostram essa intenção: talvez ouvindo o mal que viria, cada um se converteria do seu mau caminho, e Ele perdoaria. O coração divino não se alegra com destruição; Ele chama, alerta, insiste, manda escrever de novo quando tudo é queimado. Há também cuidado terno com os que se mantêm fiéis. Jeremias está impedido de ir ao templo, mas Deus o usa por meio de Baruque. Quando o rei decide perseguir os dois, o Senhor os esconde. No meio da hostilidade, o cuidado de Deus não desaparece. Ele protege, guarda e continua falando. A narrativa pode tocar memórias de situações em que a verdade foi rejeitada, em que a voz foi silenciada ou desprezada. Ainda assim, o capítulo sussurra que, mesmo quando pessoas queimam “rolos” – palavras, histórias, esforços –, Deus não abandona o que é verdadeiro. Ele é capaz de recontar a história, de reescrever o que foi rasgado, de acrescentar novas palavras sobre antigas feridas. Ali onde há sensibilidade, temor e abertura, a Palavra de Deus encontra espaço para consolar, corrigir e renovar. Ali onde há dureza, o texto mostra um Deus que continua presente, ainda que respeite as escolhas e permita colheitas dolorosas. No meio desse cenário tenso, permanece uma certeza silenciosa: o amor de Deus é mais resistente do que qualquer fogo humano que tente apagá-lo.
Jeremias 36 é um texto fundamental para compreender a formação e a autoridade da Palavra de Deus na história de Israel. Em termos literários e históricos, o capítulo registra um momento em que a profecia deixa de ser apenas oral e passa a ser consolidada em forma escrita, abrangendo um período extenso: desde os dias de Josias até aquele presente. Isso reforça a ideia de que os livros proféticos resultam de processos de composição, compilação e edição ao longo do ministério do profeta. O cenário histórico (quarto e quinto ano de Jeoaquim) situa o leitor na transição entre potências mundiais: a Babilônia se forma como império dominante, e a ameaça de invasão torna-se concreta. Nesse contexto, a mensagem de Jeremias sobre a vinda do rei da Babilônia e a devastação da terra não é mera abstração teológica; é interpretação profética dos acontecimentos internacionais à luz da aliança com Deus. O texto evidencia diferentes instâncias de autoridade: o templo, a casa do rei, os escribas oficiais, os príncipes conselheiros e o próprio rei. A Palavra de Deus transita por todas elas: nasce na experiência profética, é registrada pelo escriba particular (Baruque), é lida no santuário e na corte, e finalmente é confrontada pelo poder régio. Essa circulação mostra que a revelação divina não está confinada a um espaço, mas confronta tanto estruturas religiosas quanto políticas. A reação dos príncipes é teologicamente significativa: eles temem, reconhecem o peso da mensagem e, ao mesmo tempo, tentam agir com prudência (guardando o rolo e orientando Jeremias e Baruque a se esconderem). Já o rei encarna a rejeição absoluta: sentado confortavelmente na casa de inverno, aquecido por um braseiro, ele corta o rolo coluna por coluna e o lança ao fogo. A ausência de temor (não rasgaram as vestes) contrasta com tradições bíblicas de arrependimento diante de juízos proféticos. Do ponto de vista da teologia da Bíblia, a destruição do primeiro rolo e sua reescrita posterior, com acréscimos, reforçam duas verdades. Primeiro, a Palavra de Deus é indestrutível em seu propósito: pode ser atacada, mas não anulada. Segundo, o processo de transmissão da revelação não é estático; há desenvolvimento, ampliação e reiteração, sem perda de essência. O acréscimo de palavras semelhantes aponta para a dinâmica da tradição profética, em que o núcleo da mensagem é mantido, mas aplicado e renovado conforme as circunstâncias históricas. Por fim, a sentença contra Jeoaquim destaca a teologia da aliança davídica: embora Deus prometesse um trono duradouro à casa de Davi, reis específicos poderiam ser removidos e envergonhados por causa da infidelidade. O texto prepara o leitor para entender que a esperança messiânica não se apoia em qualquer sucessor imediato, mas no compromisso de Deus em, no tempo devido, suscitar o verdadeiro rei fiel à aliança.
Jeremias 36 coloca em cena situações muito parecidas com desafios práticos do dia a dia: lidar com verdades difíceis, reagir a correções, enfrentar autoridades resistentes, manter integridade em ambientes hostis e recomeçar depois de perdas. No campo das decisões pessoais, o contraste entre os príncipes e o rei é instrutivo. Os príncipes escutam, pedem esclarecimentos, querem entender como o texto foi escrito e reagem com temor. Eles não ignoram a gravidade da situação; tomam iniciativa para informar o rei e cuidar da segurança de Jeremias e Baruque. Essa postura sugere um caminho saudável de liderança: ouvir com atenção, checar a procedência da informação, avaliar os riscos e proteger pessoas que agem corretamente. Já o comportamento de Jeoaquim é um alerta para qualquer pessoa em posição de influência: em vez de avaliar a mensagem, ele ataca o mensageiro e tenta apagar o conteúdo que o incomoda. Cortar e queimar o rolo simboliza a tendência de rejeitar conselhos, abafar alertas, afastar pessoas que confrontam. Na prática, uma liderança assim cria ambientes inseguros, onde ninguém se sente à vontade para dizer a verdade. A atuação de Jeremias e Baruque oferece um modelo de trabalho conjunto: um fala, o outro registra; um está impedido de entrar no templo, o outro o representa; um recebe a revelação, o outro garante sua preservação e divulgação. Essa parceria mostra o valor de dons complementares nas tarefas diárias, sejam ministeriais, familiares ou profissionais. Quando o rolo é queimado, poderia parecer o fim de um esforço longo: todo o trabalho de ditar, escrever e ler em público é destruído em minutos. Ainda assim, o texto mostra um recomeço imediato: outro rolo é tomado, e tudo é escrito de novo, com acréscimos. Em termos práticos, isso fala sobre não desistir diante de perdas, frustrações ou oposição. Projetos, estudos, ministérios, trabalhos podem ser interrompidos de forma abrupta, mas há espaço para reconstruir com mais profundidade. Em relacionamentos e conflitos, o capítulo sugere que a forma de reagir à verdade define rumos. Quem escuta, pondera e muda de rota abre portas para preservação e paz. Quem insiste em calar qualquer voz que desafie o status quo caminha para consequências mais duras. No cotidiano, isso se traduz em cultivar ambientes onde a correção seja possível, a conversa franca seja bem-vinda e ninguém precise se esconder por simplesmente falar o que é certo.
Jeremias 36 trata da Palavra de Deus não apenas como informação, mas como instrumento de transformação eterna. A ordem de escrever tudo em um rolo e lê-lo ao povo, com o objetivo de levá-los ao arrependimento, mostra que o Senhor fala com intenção de resgatar, não apenas de anunciar juízo. A preocupação divina com o arrependimento revela um Deus que busca a reconciliação, abrindo espaço para perdão e restauração espiritual. A reação do rei Jeoaquim, ao destruir deliberadamente o rolo, é um retrato sério do perigo espiritual da dureza de coração. Quando alguém se acostuma a rejeitar repetidamente a voz de Deus, pode chegar a um ponto em que já não se comove, mesmo diante de alertas claros. Espiritualmente, isso significa caminhar para uma vida cada vez mais distante da vontade divina, com implicações não só históricas, mas eternas. Ainda assim, a narrativa exibe a perseverança da revelação: o rolo queimado é refeito, e a mensagem é reafirmada, com acréscimos. Há aqui um sinal de que Deus continua falando, convidando e esclarecendo, mesmo depois de atos de rejeição. Enquanto há tempo, há chamado. A Palavra não é frágil; ela permanece, e quem se abre a ela encontra direção para salvação, esperança e propósito. A sentença sobre Jeoaquim e sua descendência ressalta que nenhum poder humano, nenhum trono ou prestígio é definitivo diante de Deus. O verdadeiro eixo da história não é o poder político, mas a resposta à Palavra do Senhor. Do ponto de vista eterno, vale mais estar alinhado com o que Deus diz do que ocupar qualquer posição alta sem submissão a Ele. A fidelidade de Jeremias e Baruque, por outro lado, aponta para um tipo de vida espiritual voltada ao chamado: obedecer, guardar, proclamar e preservar o que Deus fala, independentemente do custo. Esse tipo de fidelidade está em sintonia com uma perspectiva eterna, que não mede tudo por resultados imediatos, mas por permanecer fiel ao Deus que fala. Assim, Jeremias 36 convida a perceber a vida como uma resposta contínua à voz de Deus. Essa resposta, feita de escuta, arrependimento e obediência, molda não apenas o curso da história pessoal e coletiva, mas também a trajetória eterna diante do Senhor.
" Sucedeu, pois, no ano quarto de Jeoiaquim, filho de Josias, rei de Judá, que veio esta palavra do SENHOR a Jeremias, dizendo: "
" Toma o rolo de um livro, e escreve nele todas as palavras que te tenho falado de Israel, e de Judá, e de todas as nações, desde o dia em que eu te falei, desde os dias de Josias até ao dia de hoje. "
" Porventura ouvirão os da casa de Judá todo o mal que eu intento fazer-lhes; para que cada qual se converta do seu mau caminho, e eu perdoe a sua maldade e o seu pecado. "
" Então Jeremias chamou a Baruque, filho de Nerias; e escreveu Baruque da boca de Jeremias no rolo de um livro todas as palavras do Senhor, que ele lhe tinha falado. "
" E Jeremias deu ordem a Baruque, dizendo: Eu estou encarcerado; não posso entrar na casa do Senhor. "
" Entra, pois, tu, e pelo rolo que escreveste da minha boca, lê as palavras do Senhor aos ouvidos do povo, na casa do Senhor, no dia de jejum; e também, aos ouvidos de todos os de Judá, que vêm das suas cidades, as lerás. "
" Pode ser que caia a sua súplica diante do Senhor, e se converta cada um do seu mau caminho; porque grande é a ira e o furor que o Senhor tem expressado contra este povo. "
" E fez Baruque, filho de Nerias, conforme tudo quanto lhe havia ordenado Jeremias, o profeta, lendo naquele livro as palavras do Senhor, na casa do Senhor. "
" E aconteceu, no quinto ano de Jeoiaquim, filho de Josias, rei de Judá, no mês nono, que apregoaram jejum diante do Senhor a todo o povo em Jerusalém, como também a todo o povo que vinha das cidades de Judá a Jerusalém. "
" Leu, pois, Baruque naquele livro as palavras de Jeremias, na casa do Senhor, na câmara de Gemarias, filho de Safã, o escriba, no átrio superior, à entrada da porta nova da casa do Senhor, aos ouvidos de todo o povo. "
" E, ouvindo Micaías, filho de Gemarias, filho de Safã, todas as palavras do Senhor, daquele livro, "
" Desceu à casa do rei, à câmara do escriba. E eis que todos os príncipes estavam ali assentados, a saber: Elisama, o escriba, e Delaías, filho de Semaías, e Elnatã, filho de Acbor, e Gemarias, filho de Safã, e Zedequias, filho de Hananias, e todos os outros príncipes. "
" E Micaías anunciou-lhes todas as palavras que ouvira, quando Baruque leu o livro, aos ouvidos do povo. "
" Então todos os príncipes mandaram Jeudi, filho de Netanias, filho de Selemias, filho de Cusi, a Baruque, para lhe dizer: O rolo que leste aos ouvidos do povo, toma-o na tua mão, e vem. E Baruque, filho de Nerias, tomou o rolo na sua mão, e foi ter com eles. "
" E disseram-lhe: Assenta-te agora, e lê-o aos nossos ouvidos. E leu Baruque aos ouvidos deles. "
" E sucedeu que, ouvindo eles todas aquelas palavras, voltaram-se temerosos uns para os outros, e disseram a Baruque: Sem dúvida alguma anunciaremos ao rei todas estas palavras. "
" E perguntaram a Baruque, dizendo: Declara-nos agora como escreveste da sua boca todas estas palavras. "
" E disse-lhes Baruque: Da sua boca ele me ditava todas estas palavras, e eu com tinta as escrevia no livro. "
" Então disseram os príncipes a Baruque: Vai, esconde-te, tu e Jeremias, e ninguém saiba onde estais. "
" E foram ter com o rei ao átrio: mas depositaram o rolo na câmara de Elisama, o escriba, e anunciaram aos ouvidos do rei todas aquelas palavras. "
" Então enviou o rei a Jeudi, para que tomasse o rolo; e Jeudi tomou-o da câmara de Elisama, o escriba, e leu-o aos ouvidos do rei e aos ouvidos de todos os príncipes que estavam em torno do rei. "
" Ora, o rei estava assentado na casa de inverno, pelo nono mês; e diante dele estava um braseiro aceso. "
" E sucedeu que, tendo Jeudi lido três ou quatro folhas, cortou-as com um canivete de escrivão, e lançou-as no fogo que havia no braseiro, até que todo o rolo se consumiu no fogo que estava sobre o braseiro. "
" E não temeram, nem rasgaram as suas vestes, nem o rei, nem nenhum dos seus servos que ouviram todas aquelas palavras. "
" E, posto que Elnatã, e Delaías, e Gemarias tivessem rogado ao rei que não queimasse o rolo, ele não lhes deu ouvidos. "
" Antes deu ordem o rei a Jerameel, filho de Hamaleque, e a Seraías, filho de Azriel, e a Selemias, filho de Abdeel, que prendessem a Baruque, o escrivão, e a Jeremias, o profeta; mas o Senhor os escondera. "
" Então veio a Jeremias a palavra do Senhor, depois que o rei queimara o rolo, com as palavras que Baruque escrevera da boca de Jeremias, dizendo: "
" Toma ainda outro rolo, e escreve nele todas aquelas palavras que estavam no primeiro rolo, que queimou Jeoiaquim, rei de Judá. "
" E a Jeoiaquim, rei de Judá, dirás: Assim diz o SENHOR: Tu queimaste este rolo, dizendo: Por que escreveste nele, dizendo: Certamente virá o rei de babilônia, e destruirá esta terra e fará cessar nela homens e animais? "
" Portanto assim diz o Senhor, acerca de Jeoiaquim, rei de Judá: Não terá quem se assente sobre o trono de Davi, e será lançado o seu cadáver ao calor do dia, e à geada da noite. "
" E castigarei a sua iniqüidade nele, e na sua descendência, e nos seus servos; e trarei sobre ele e sobre os moradores de Jerusalém, e sobre os homens de Judá, todo aquele mal que lhes tenho falado, e não ouviram. "
" Tomou, pois, Jeremias outro rolo, e deu-o a Baruque, filho de Nerias, o escrivão, o qual escreveu nele, da boca de Jeremias, todas as palavras do livro que Jeoiaquim, rei de Judá, tinha queimado no fogo; e ainda se lhes acrescentaram muitas palavras semelhantes. "
Aviso importante: Esta orientacao biblica nao substitui cuidados profissionais de saude mental. Se voce estiver com sintomas de crise, entre em contato com o 988 (National Suicide Prevention Lifeline) ou procure ajuda profissional imediata.