Gênesis 16:1
" E veio a mim outra vez a palavra do SENHOR, dizendo: "
Entenda os temas principais e aplique Gênesis 16 na sua vida hoje
63 versículos | Almeida Corrigida Fiel
A serpente questiona e distorce a ordem divina, criando dúvida sobre o caráter de Deus e sobre o que ele disse. A queda começa quando a Palavra é relativizada e substituída pela avaliação própria do que parece bom aos olhos.
Ao comerem do fruto proibido, o homem e a mulher desobedecem diretamente a Deus. Seus olhos se abrem, mas não para a liberdade prometida, e sim para a vergonha, para o medo e para a sensação de vulnerabilidade diante de Deus e um do outro.
A quebra da comunhão com Deus afeta tudo: o relacionamento entre homem e mulher, a experiência do trabalho, a maternidade e a própria terra. Sofrimento, cansaço, conflitos e morte entram no cenário humano como resultado da rebelião.
Deus julga a serpente, a mulher e o homem, mas no meio do juízo anuncia inimizade entre a serpente e a descendência da mulher, apontando para uma vitória futura sobre o mal, mesmo que envolva ferida e sofrimento.
Versículos-chave: 15
O homem e a mulher tentam se cobrir e se esconder de Deus, revelando a culpa interna e a ruptura do relacionamento. Deus, porém, se aproxima, chama, confronta e, por fim, os veste com túnicas de peles, sinal de cuidado mesmo após o pecado.
Para impedir que a humanidade caida viva para sempre em seu estado de rebelião, Deus expulsa o homem do jardim e coloca querubins para guardar o caminho da árvore da vida, estabelecendo limites à condição humana pós-queda.
Gênesis 3 faz parte da seção inicial de Gênesis que trata das origens: do mundo, da humanidade e do pecado. O cenário é o jardim do Éden, apresentado como um lugar de comunhão direta entre Deus e os primeiros seres humanos, Adão e Eva. A narrativa não descreve um povo específico de Israel ainda, mas lida com a origem universal da condição humana. No pano de fundo teológico hebraico, a serpente se torna símbolo de oposição a Deus e de engano. A imagem de Deus caminhando no jardim pela viração do dia transmite a ideia de proximidade e relacionamento. A maldição à terra, o surgimento de espinhos e o trabalho penoso refletem a realidade da agricultura em regiões do antigo Oriente Médio, onde o cultivo da terra exigia esforço intenso e era cercado de frustrações. A presença de querubins e da espada inflamada guardando o caminho da árvore da vida traz imagens de guarda celestial e de acesso restrito à presença especial de Deus, temas que depois aparecem no tabernáculo e no templo de Israel.
O capítulo se organiza como uma narrativa contínua, com movimentos bem definidos:
Introdução da serpente e diálogo de tentação (3:1-5)
Ato da desobediência e abertura dos olhos (3:6-7)
Encontro com Deus e tentativa de esconderijo (3:8-10)
Interrogatório divino e transferência de culpa (3:11-13)
Declaração das sentenças (3:14-19)
Nomeação de Eva e veste provida por Deus (3:20-21)
Deliberação divina e expulsão do jardim (3:22-24)
Gênesis 3 é um dos capítulos mais determinantes para a teologia bíblica. Ele explica por que o mundo criado bom em Gênesis 1–2 agora é marcado por sofrimento, culpa, rupturas e morte.
A narrativa mostra o pecado como rebelião consciente contra um mandamento claro de Deus, motivada por desconfiança do caráter divino e desejo de autonomia. A tentação passa pela distorção da Palavra, pela sedução dos sentidos e pela ambição de ser "como Deus". A partir daqui, o pecado deixa de ser apenas um ato isolado e torna-se uma condição que atinge toda a humanidade e toda a criação.
O capítulo destaca o caráter justo e santo de Deus: ele não ignora o pecado, confronta, investiga e sentencia. Ao mesmo tempo, revela sua misericórdia: Deus procura o homem, faz perguntas que chamam ao reconhecimento, preserva a vida, dá uma promessa velada de vitória sobre a serpente e provê vestes mais duradouras que as folhas improvisadas.
O versículo 15 é visto ao longo da tradição cristã como um anúncio inicial da obra redentora futura: a descendência da mulher que esmagaria a cabeça da serpente, mesmo sendo ferida no calcanhar. Dessa forma, a teologia da salvação, da graça e da restauração começa a ser delineada já no contexto da queda.
A expulsão do Éden e o bloqueio da árvore da vida apontam para a seriedade do pecado e para a necessidade de mediação para se aproximar de Deus. Ao longo das Escrituras, essa tensão entre juízo e graça se desenvolve, culminando na obra de Cristo e na esperança de um novo céu e nova terra, onde a árvore da vida volta a aparecer como símbolo de cura e plenitude.
Lido de forma terapêutica, Gênesis 3 revela a dinâmica interna da culpa, da vergonha e do medo que acompanha o ser humano desde muito cedo. A experiência de se perceber "nu" e tentar se cobrir com recursos limitados ecoa na tendência humana de disfarçar fraquezas, esconder erros e construir máscaras sociais e religiosas.
O texto também expõe o padrão de transferência de culpa nas relações: culpar o outro, culpar as circunstâncias, ou até mesmo responsabilizar Deus pelas próprias escolhas. Esse mecanismo de defesa protege o ego momentaneamente, mas mantém os relacionamentos feridos e impede a cura profunda.
Ao mesmo tempo, o capítulo traz uma imagem fundamentalmente terapêutica de Deus: um Deus que se aproxima, que chama pelo nome, que faz perguntas não porque ignora os fatos, mas porque convida à verdade. Mesmo depois do erro e das consequências, Deus cuida: veste, preserva a vida, estabelece limites e abre, a longo prazo, um caminho de restauração.
Na perspectiva da saúde emocional, o texto ajuda a nomear a sensação de distância de Deus, de conflito interior e de luta com o próprio corpo, com o trabalho e com as relações. Ele legitima a realidade do sofrimento, sem negar que existe um cuidado divino atuando no meio dessa condição quebrada.
Este capítulo descreve culpa, vergonha, medo e conflitos relacionais profundos. Pessoas com histórico de abusos religiosos, culpa crônica ou dificuldades graves com autoimagem podem ler o texto de forma distorcida e reforçar sentimentos de autodesprezo ou de condenação sem esperança.
A frase sobre o "domínio" do marido pode ser mal utilizada para justificar controle, violência ou opressão em relacionamentos, o que contraria o caráter geral de amor, justiça e cuidado presentes nas Escrituras. Leituras que romantizam sofrimento ou que incentivam permanência em situações de abuso em nome de submissão são perigosas e prejudiciais.
Este conteúdo bíblico não substitui acompanhamento profissional. Quando há sinais de depressão profunda, ideação suicida, relacionamentos abusivos, transtornos de ansiedade severos ou traumas, é importante buscar ajuda especializada de profissionais de saúde mental e, quando possível, apoio pastoral equilibrado. A leitura de Gênesis 3 deve ser feita com sensibilidade, lembrando sempre o conjunto da mensagem bíblica de graça, perdão e renovação.
Gênesis 3 oferece princípios práticos para a vida cotidiana:
O texto apresenta a serpente como um ser criado por Deus, mais astuto que os demais animais do campo, que se torna instrumento de engano e oposição à vontade divina. Ao longo da Bíblia, especialmente em livros posteriores, a serpente passa a ser associada de forma mais clara a Satanás, o acusador e inimigo de Deus. Em Gênesis 3, o foco principal está na sua função de tentadora e na origem da ruptura entre Deus e a humanidade.
A serpente promete que, ao comer do fruto proibido, o homem e a mulher teriam uma espécie de autonomia moral, assumindo para si o direito de decidir o que é bem e mal, em vez de confiar na definição de Deus. Não se trata apenas de adquirir informação, mas de ocupar um lugar que pertence a Deus: o de norma última do certo e do errado. O resultado, porém, não é liberdade verdadeira, e sim vergonha, medo e ruptura.
A pergunta de Deus não revela ignorância, mas graça. Ele se aproxima com uma pergunta que convida à consciência e à confissão. É uma forma de abrir espaço para que o ser humano saia do esconderijo, nomeie sua condição e volte a falar com Deus. Ao longo das Escrituras, Deus frequentemente faz perguntas que ajudam a revelar o coração e a conduzir a um encontro mais profundo com ele.
A inimizade anunciada por Deus indica um conflito duradouro entre o mal representado pela serpente e a humanidade representada pela mulher e sua descendência. A tradição cristã vê nesse versículo uma primeira promessa de redenção: uma descendência específica da mulher que feriria a cabeça da serpente, trazendo derrota definitiva ao mal, ainda que isso implicasse ferimento e sofrimento. Assim, Gênesis 3:15 é muitas vezes chamado de um anúncio inicial da esperança de salvação.
Depois que o homem e a mulher comem do fruto proibido, eles passam a conhecer o bem e o mal em uma condição de rebelião. Se, nesse estado, comessem da árvore da vida e vivessem para sempre, ficariam eternamente presos à sua condição caída. Ao expulsá-los do Éden e guardar o caminho da árvore da vida, Deus impõe limites que são, ao mesmo tempo, juízo e proteção. A morte física e a limitação de acesso à árvore da vida se tornam parte de um cenário em que a restauração será buscada por outro caminho, preparado por Deus ao longo da história.
Gênesis 3 mostra um momento de ruptura profunda, e isso conversa muito com as experiências humanas de perda, vergonha e medo. O homem e a mulher, que viviam em plena comunhão com Deus, de repente se veem nus, expostos, tentando se cobrir às pressas e se esconder. Essa imagem fala de tantos sentimentos que surgem quando alguém erra, é descoberto, ou simplesmente se percebe frágil demais. A culpa que aparece aqui não é só um conceito; ela é sentida no corpo: medo, vontade de fugir, dificuldade de olhar nos olhos. O texto não romantiza nada disso. Ele mostra que o pecado fere, desorganiza por dentro, bagunça relações e traz dor. A dor da mulher no parto, a dureza do trabalho do homem, as tensões no relacionamento, tudo isso são lembranças de que o mundo não está como deveria estar. Ao mesmo tempo, há gestos delicados de cuidado. Deus procura: "Onde estás?". Ele pergunta, conversa, ouve as justificativas, revela a verdade. Não é um Deus distante, indiferente. É um Deus que se aproxima mesmo quando o ser humano está se escondendo. E, depois de tudo, ele faz túnicas de peles e os veste. Eles tinham costurado folhas frágeis; Deus lhes dá algo mais firme, mais duradouro. No meio das consequências, há um toque de cuidado. Para um coração cansado, Gênesis 3 lembra que Deus conhece os buracos da alma, vê as fugas, as desculpas, as tentativas de encobrir a dor. E, ainda assim, ele se aproxima, chama pelo nome, oferece um jeito mais verdadeiro de lidar com a própria história. As marcas da queda continuam, mas não anulam o interesse e a ternura de Deus por pessoas quebradas.
Gênesis 3 é estruturado como uma narrativa paradigmática que explica teologicamente a origem do pecado e da condição humana atual. A figura da serpente é introduzida como "mais astuta" que os outros animais, preparando o leitor para um diálogo em que a Palavra de Deus será questionada e torcida. Há um movimento claro: primeiro, exagero da proibição ("não comereis de toda a árvore"), depois negação frontal do juízo ("certamente não morrereis") e, por fim, imputação de um motivo egoísta a Deus ("Deus sabe que... sereis como Deus"). O pecado, nesse quadro, é menos uma simples infração e mais uma mudança de autoridade: quem define o bem e o mal? Deus ou o ser humano? A mulher "vê" que a árvore é boa para comer, agradável aos olhos e desejável para alcançar entendimento; essa tríplice avaliação mostra uma substituição da visão de Deus pela avaliação própria, sob influência da serpente. O homem, por sua vez, come sem resistência registrada, indicando participação ativa e responsável. As reações subsequentes — confecção de aventais, esconderijo, transferência de culpa — revelam o impacto existencial da queda: vergonha diante do outro, medo diante de Deus, fragmentação dos vínculos. As perguntas de Deus funcionam como um procedimento quase judicial, mas com forte dimensão pastoral: ele conduz o casal a verbalizar o que aconteceu. As sentenças são proporcionais aos envolvidos: a serpente, associada ao engano rasteiro, passa a rastejar e comer pó; a mulher, ligada à geração de vida e ao relacionamento conjugal, verá dor acentuada na maternidade e tensão no vínculo; o homem, responsável pelo cultivo, enfrentará uma terra resistente, com espinhos e suor, até retornar ao pó de onde foi tirado. O versículo 15 ocupa lugar central na teologia bíblica. A referência à "semente" da mulher, em contraste com a serpente, ecoa ao longo da Escritura na expectativa por uma linhagem que trará vitória sobre o mal. A expulsão do Éden, com querubins e espada inflamada, introduz temas que reaparecem no tabernáculo e no templo: acesso limitado à presença de Deus, mediado e cuidadosamente guardado. Assim, Gênesis 3 articula, de forma literária e teológica, a passagem de um mundo "muito bom" para um mundo marcado por ruptura, e prepara o terreno para toda a narrativa de redenção que se seguirá.
Gênesis 3 traduz, em uma história, muitos dilemas práticos que aparecem na rotina. A cena da tentação mostra como decisões importantes raramente começam grandes; elas nascem de pequenas conversas, dúvidas alimentadas e da vontade de ir além do limite que Deus colocou. A serpente não obriga ninguém a comer; ela instiga, convence, mexe com desejos. O passo final é dado pela própria pessoa. Isso traz uma lição concreta: atenção às fontes de influência. Palavras, conteúdos, amizades, ambientes de trabalho e de estudo podem reforçar a confiança em Deus ou alimentá-la de suspeitas. Quando a pessoa passa a decidir apenas pelo que é "agradável aos olhos" ou pelo que parece dar vantagem rápida, corre o risco de colher depois vergonha, segredos, conflitos. O texto também mostra como, diante de um erro, a tendência é se esconder e culpar outros: o cônjuge, amigos, contexto familiar, até Deus. Esse padrão enfraquece os relacionamentos e impede soluções. Reconhecer a própria responsabilidade, sem negar a influência do ambiente, é um caminho mais maduro para recomeçar. Na esfera familiar e profissional, Gênesis 3 lembra que a vida não será livre de dor, cansaço ou frustração. A terra produz espinhos; o trabalho exige suor; os relacionamentos exigem diálogo, perdão e ajustes constantes. Em vez de esperar um cenário perfeito, faz diferença aprender a trabalhar com limites, negociar em vez de dominar, pedir ajuda em vez de tentar encobrir tudo sozinho. Por fim, o gesto de Deus ao fazer túnicas e vestir o casal traz uma dica para a prática diária: soluções improvisadas para problemas profundos duram pouco. Folhas de figueira não sustentam a vida toda. É melhor buscar respostas mais sólidas, alinhadas com o que Deus oferece, em vez de apenas remendar situações com desculpas ou aparências. Isso vale para finanças, casamento, criação de filhos e escolhas de carreira.
Gênesis 3 coloca a alma diante das grandes questões: quem define o sentido da vida, o caminho do bem e do mal, os limites da liberdade? A narrativa mostra que a queda não é apenas um erro moral; é uma mudança de centro. O ser humano passa a tentar viver a partir de si mesmo, decidindo sem Deus, e o resultado é um tipo de despertar que traz peso, não paz. O conhecimento do bem e do mal, separado da comunhão com Deus, gera consciência pesada, vergonha e distância. A imagem do casal se escondendo entre as árvores fala do impulso de fugir justamente daquele de quem mais se precisa. Ainda assim, Deus chama: "Onde estás?". Essa voz continua atravessando gerações, convidando a alma a sair dos esconderijos — sejam eles práticas religiosas vazias, ativismos, distrações ou máscaras morais. A promessa de inimizade entre a serpente e a descendência da mulher abre uma linha de esperança. A história humana não ficará eternamente presa ao ciclo de engano e morte. Uma descendência virá, ferida, mas vitoriosa, esmagando a cabeça da serpente. Nessa luz, o capítulo deixa de ser apenas relato de tragédia e se torna também o começo de uma promessa que culmina na restauração plena da comunhão com Deus. A expulsão do Éden parece, num primeiro olhar, apenas um castigo duro. Mas, espiritualmente, é também proteção: viver para sempre em estado de queda, sem possibilidade de mudança, seria um tipo de condenação definitiva. Ao limitar o acesso à árvore da vida, Deus deixa aberta a porta para outro caminho de vida eterna, que não passa pela negação do pecado, mas pelo confronto honesto com ele e pela graça oferecida por Deus. Para a alma que busca propósito, Gênesis 3 lembra que a vocação humana original não foi anulada, mas ferida. Ainda existe chamado para cultivar, cuidar, relacionar-se, refletir a imagem de Deus. Porém, tudo isso agora precisa ser vivido a partir da reconciliação com o próprio Deus, que cobre a vergonha, redefine identidade e promete, em última instância, um novo jardim, onde a árvore da vida volta a estar acessível para quem foi restaurado.
" E veio a mim outra vez a palavra do SENHOR, dizendo: "
" Filho do homem, faze conhecer a Jerusalém as suas abominações. "
" E dize: Assim diz o Senhor DEUS a Jerusalém: A tua origem e o teu nascimento procedem da terra dos cananeus. Teu pai era amorreu, e tua mãe hetéia. "
" E, quanto ao teu nascimento, no dia em que nasceste não te foi cortado o umbigo, nem foste lavada com água para te limpar; nem tampouco foste esfregada com sal, nem envolta em faixas. "
" Não se apiedou de ti olho algum, para te fazer alguma coisa disto, compadecendo-se de ti; antes foste lançada em pleno campo, pelo nojo da tua pessoa, no dia em que nasceste. "
" E, passando eu junto de ti, vi-te a revolver-te no teu sangue, e disse-te: Ainda que estejas no teu sangue, vive; sim, disse-te: Ainda que estejas no teu sangue, vive. "
" Eu te fiz multiplicar como o renovo do campo, e cresceste, e te engrandeceste, e chegaste à grande formosura; avultaram os seios, e cresceu o teu cabelo; mas estavas nua e descoberta. "
" E, passando eu junto de ti, vi-te, e eis que o teu tempo era tempo de amores; e estendi sobre ti a aba do meu manto, e cobri a tua nudez; e dei-te juramento, e entrei em aliança contigo, diz o Senhor DEUS, e tu ficaste sendo minha. "
" Então te lavei com água, e te enxuguei do teu sangue, e te ungi com óleo. "
" E te vesti com roupas bordadas, e te calcei com pele de texugo, e te cingi com linho fino, e te cobri de seda. "
" E te enfeitei com adornos, e te pus braceletes nas mãos e um colar ao redor do teu pescoço. "
" E te pus um pendente na testa, e brincos nas orelhas, e uma coroa de glória na cabeça. "
" E assim foste ornada de ouro e prata, e o teu vestido foi de linho fino, e de seda e de bordados; nutriste-te de flor de farinha, e mel e azeite; e foste formosa em extremo, e foste próspera, até chegares a realeza. "
" E correu de ti a tua fama entre os gentios, por causa da tua formosura, pois era perfeita, por causa da minha glória que eu pusera em ti, diz o Senhor DEUS. "
" Mas confiaste na tua formosura, e te corrompeste por causa da tua fama, e prostituías-te a todo o que passava, para seres dele. "
" E tomaste dos teus vestidos, e fizeste lugares altos pintados de diversas cores, e te prostituíste sobre eles, como nunca sucedera, nem sucederá. "
" E tomaste as tuas jóias de enfeite, que eu te dei do meu ouro e da minha prata, e fizeste imagens de homens, e te prostituíste com elas. "
" E tomaste os teus vestidos bordados, e as cobriste; e o meu azeite e o meu perfume puseste diante delas. "
" E o meu pão que te dei, a flor de farinha, e o azeite e o mel com que eu te sustentava, também puseste diante delas em cheiro suave; e assim foi, diz o Senhor DEUS. "
" Além disto, tomaste a teus filhos e tuas filhas, que me tinhas gerado, e os sacrificaste a elas, para serem consumidos; acaso é pequena a tua prostituição? "
" E mataste a meus filhos, e os entregaste a elas para os fazerem passar pelo fogo. "
Ezequiel 16:21 mostra Deus denunciando Israel por sacrificar seus próprios filhos a ídolos. A ideia é que, ao colocar outros amores, desejos ou ambições acima …
Ler análise completa" E em todas as tuas abominações, e nas tuas prostituições, não te lembraste dos dias da tua mocidade, quando tu estavas nua e descoberta, e revolvida no teu sangue. "
" E sucedeu, depois de toda a tua maldade (ai, ai de ti! diz o Senhor DEUS), "
" Que edificaste uma abóbada, e fizeste lugares altos em cada rua. "
" A cada canto do caminho edificaste o teu lugar alto, e fizeste abominável a tua formosura, e alargaste os teus pés a todo o que passava, e multiplicaste as tuas prostituições. "
" Também te prostituíste com os filhos do Egito, teus vizinhos grandes de carne, e multiplicaste a tua prostituição para me provocares à ira. "
" Por isso estendi a minha mão sobre ti, e diminuí a tua porção; e te entreguei à vontade das que te odeiam, das filhas dos filisteus, as quais se envergonhavam do teu caminho depravado. "
" Também te prostituíste com os filhos da Assíria, porquanto eras insaciável; e prostituindo-te com eles, nem ainda assim ficaste farta. "
" Antes multiplicaste as tuas prostituições na terra de Canaã até Caldéia, e nem ainda com isso te fartaste. "
" Quão fraco é o teu coração, diz o Senhor DEUS, fazendo tu todas estas coisas, obras de uma meretriz imperiosa! "
Ezequiel 16:30 mostra Deus denunciando um coração fraco que insiste em desobedecer, mesmo depois de muitos cuidados e avisos. A imagem da prostituta aponta para …
Ler análise completa" Edificando tu a tua abóbada ao canto de cada caminho, e fazendo o teu lugar alto em cada rua! Nem foste como a meretriz, pois desprezaste a paga; "
" Foste como a mulher adúltera que, em lugar de seu marido, recebe os estranhos. "
" A todas as meretrizes dão paga, mas tu dás os teus presentes a todos os teus amantes; e lhes dás presentes, para que venham a ti de todas as partes, pelas tuas prostituições. "
" Assim que contigo sucede o contrário das outras mulheres nas tuas prostituições, pois ninguém te procura para prostituição; porque, dando tu a paga, e a ti não sendo dada a paga, fazes o contrário. "
" Portanto, ó meretriz, ouve a palavra do Senhor. "
" Assim diz o Senhor DEUS: Porquanto se derramou o teu dinheiro, e se descobriu a tua nudez nas tuas prostituições com os teus amantes, como também com todos os ídolos das tuas abominações, e do sangue de teus filhos que lhes deste; "
" Portanto, eis que ajuntarei a todos os teus amantes, com os quais te deleitaste, como também a todos os que amaste, com todos os que odiaste, e ajuntá-los-ei contra ti em redor, e descobrirei a tua nudez diante deles, para que vejam toda a tua nudez. "
" E julgar-te-ei como são julgadas as adúlteras e as que derramam sangue; e entregar-te-ei ao sangue de furor e de ciúme. "
" E entregar-te-ei nas mãos deles; e eles derrubarão a tua abóbada, e transtornarão os teus altos lugares, e te despirão os teus vestidos, e tomarão as tuas jóias de enfeite, e te deixarão nua e descoberta. "
" Então farão subir contra ti uma multidão, e te apedrejarão, e te traspassarão com as suas espadas. "
" E queimarão as tuas casas a fogo, e executarão juízos contra ti aos olhos de muitas mulheres; e te farei cessar de ser meretriz, e paga não darás mais. "
" Assim satisfarei em ti o meu furor, e os meus ciúmes se desviarão de ti, e me aquietarei, e nunca mais me indignarei. "
" Porquanto não te lembraste dos dias da tua mocidade, e me provocaste à ira com tudo isto, eis que também eu farei recair o teu caminho sobre a tua cabeça, diz o Senhor DEUS, e não mais farás tal perversidade sobre todas as tuas abominações. "
" Eis que todo o que usa de provérbios usará contra ti este provérbio, dizendo: Tal mãe, tal filha. "
" Tu és filha de tua mãe, que tinha nojo de seu marido e de seus filhos; e tu és irmã de tuas irmãs, que tinham nojo de seus maridos e de seus filhos; vossa mãe foi hetéia, e vosso pai amorreu. "
" E tua irmã, a maior, é Samaria, ela e suas filhas, a qual habita à tua esquerda; e a tua irmã menor, que habita à tua mão direita, é Sodoma e suas filhas. "
" Todavia não andaste nos seus caminhos, nem fizeste conforme as suas abominações; mas como se isto fora mui pouco, ainda te corrompeste mais do que elas, em todos os teus caminhos. "
" Vivo eu, diz o Senhor DEUS, que não fez Sodoma, tua irmã, nem ela, nem suas filhas, como fizeste tu e tuas filhas. "
" Eis que esta foi a iniqüidade de Sodoma, tua irmã: Soberba, fartura de pão, e abundância de ociosidade teve ela e suas filhas; mas nunca fortaleceu a mão do pobre e do necessitado. "
" E se ensoberbeceram, e fizeram abominações diante de mim; portanto, vendo eu isto as tirei dali. "
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