Gênesis 28:1
" E veio a mim a palavra do SENHOR, dizendo: "
Entenda os temas principais e aplique Gênesis 28 na sua vida hoje
26 versiculos | Almeida Corrigida Fiel
Deus se apresenta a Abrão não apenas como doador de bênçãos, mas como o próprio escudo e grande galardão. A proteção e o valor de Abrão estão fundamentados na pessoa de Deus, e não apenas nos presentes que Ele pode conceder.
Versiculos-chave: 1
Abrão expõe sua angústia por não ter filhos e por ver seu servo como possível herdeiro. Mesmo em meio à dor e incerteza, ele dialoga com Deus e recebe promessas ainda maiores, sendo chamado a olhar para as estrelas e crer no impossível.
Quando Abrão crê no Senhor, essa fé é considerada como justiça. A relação com Deus é mostrada como fundamentada na confiança nas promessas divinas, e não em obras ou méritos humanos.
Versiculos-chave: 6
Deus manda Abrão preparar animais para um ritual de aliança. Durante um profundo sono, sinais de fumaça e fogo passam entre as metades, indicando que o próprio Deus assume o compromisso da promessa, vinculando-se soberanamente à palavra dada.
O Senhor revela o futuro da descendência de Abrão: peregrinação, escravidão por quatrocentos anos, juízo sobre a nação opressora, libertação com grande riqueza e retorno à terra. Deus também mostra que espera o tempo em que a injustiça dos amorreus chegará ao limite.
Gênesis 15 situa-se na época dos patriarcas, provavelmente por volta do segundo milênio antes de Cristo, após a vitória de Abrão sobre os reis aliados e o encontro com Melquisedeque (Gênesis 14). Abrão vive como estrangeiro em Canaã, sem ainda possuir a terra de modo estabelecido e sem o tão esperado filho. No contexto do antigo Oriente Médio, a ausência de herdeiro era motivo de grande insegurança, pois ameaçava a continuidade do nome, da propriedade e do legado familiar. Por isso, considerar um servo nascido em casa, como Eliézer de Damasco, como herdeiro era uma solução culturalmente aceitável.
O ritual de partir os animais e colocar as metades frente a frente remete a práticas de alianças solenes entre povos antigos. Geralmente, as partes que faziam o pacto passavam entre os pedaços, simbolizando que sofreriam destino semelhante ao dos animais caso quebrassem o acordo. No texto, porém, apenas os símbolos da presença divina (forno de fumaça e tocha de fogo) passam entre as metades, sublinhando que a aliança depende decisivamente da fidelidade de Deus.
A promessa da terra desde o “rio do Egito” até o Eufrates descreve a abrangência máxima do território prometido à descendência de Abrão. A menção aos povos cananeus (queneus, quenezeus, cadmoneus, heteus, perizeus, refains, amorreus, cananeus, girgaseus e jebuseus) mostra que a ocupação daquela região não estava vazia e que o cumprimento da promessa envolveria processos históricos complexos, sob o governo soberano de Deus.
Gênesis 15 pode ser dividido em três grandes movimentos literários:
Consolação e promessa de descendência (versículos 1-6)
Confirmação da promessa da terra (versículos 7-11)
Visão, profecia histórica e formalização da aliança (versículos 12-21)
Este capítulo é fundamental para a compreensão bíblica de fé, justiça e aliança. Em primeiro lugar, Gênesis 15 mostra que a iniciativa na relação entre Deus e Abrão parte do próprio Deus: Ele vem, fala, consola, promete e se apresenta como escudo e recompensa. A fé de Abrão é resposta a uma revelação graciosa, não um esforço humano isolado.
A afirmação de que Abrão creu no Senhor e isso lhe foi imputado por justiça estabelece um princípio central: a justificação diante de Deus se baseia na confiança em Sua palavra e promessas. A justiça que conta para Deus não é apenas comportamento moral, mas uma relação de fé que se apoia no caráter fiel do Senhor. Mais tarde, outras partes das Escrituras irão retomar esse versículo como um marco dessa verdade, ligando a experiência de Abrão ao modo como Deus trata Seu povo ao longo da história.
A aliança firmada por Deus, representada pelo forno de fumaça e pela tocha de fogo passando entre as metades, ressalta que o Senhor se compromete unilateralmente com o cumprimento de Suas promessas. Mesmo sabendo que os descendentes de Abrão enfrentariam períodos de pecado, opressão e sofrimento, Deus se vincula à palavra que deu. A segurança da promessa não descansa na perfeição do ser humano, e sim na fidelidade do Deus que promete.
O anúncio profético sobre quatrocentos anos de escravidão, juízo sobre a nação dominadora e retorno à terra revelam que Deus governa não apenas a vida de Abrão, mas a história de povos e impérios. A referência à injustiça dos amorreus, cuja medida ainda não estava cheia, demonstra que o juízo de Deus tem um tempo determinado, em que a maldade é plenamente conhecida e enfrentada. Assim, a promessa da terra não é um ato arbitrário, mas está inserida num plano justo e soberano.
Gênesis 15 também conecta a identidade do povo que surgirá de Abrão com a experiência de peregrinação, sofrimento e libertação. A descendência será numerosa, mas antes passará por um processo de formação em contexto de aflição. A aliança, portanto, não promete ausência de dificuldades, e sim a presença fiel de Deus que guia, disciplina, protege e, no tempo certo, liberta e faz herdar o que prometeu.
Gênesis 15 traz elementos com forte potencial terapêutico para quem vive ansiedade, frustrações e sensação de atraso na vida. Abrão aparece como alguém que teme o futuro, sente a dor de expectativas não realizadas e expõe isso diante de Deus. Em vez de repreender ou minimizar a angústia, o Senhor acolhe, responde, amplia a visão de Abrão e lhe dá sinais concretos de que não o esqueceu.
O capítulo trabalha com a realidade da espera prolongada e da incerteza. A fé de Abrão não é retratada como ausência de dúvidas, mas como confiança mesmo quando as circunstâncias parecem contradizer a promessa. Isso pode ajudar pessoas que se culpam por terem medo ou questionamentos, mostrando que a caminhada de fé comporta momentos de escuridão e profunda vulnerabilidade.
A imagem de Deus como escudo e grande galardão oferece base para ressignificar a busca por segurança e valor pessoal. Em um contexto de perdas, medos financeiros, inseguranças familiares ou profissionais, esse texto aponta para um Deus que Se torna Ele mesmo a proteção e o tesouro do ser humano. O foco não está apenas no que ainda não aconteceu, mas em quem Deus é no presente.
Além disso, o anúncio de que a descendência de Abrão passaria por quatrocentos anos de aflição, mas sairia com grande riqueza, abre espaço para uma compreensão mais realista da vida: o sofrimento não significa ausência de propósito. A história é conduzida por um Deus que conhece o início, o meio e o fim. Essa perspectiva pode aliviar a culpa de quem passa por períodos prolongados de dificuldade, ajudando a enxergar a dor dentro de um enredo maior, sem romantizá-la nem negá-la.
Algumas passagens de Gênesis 15 podem gerar dificuldade específica para pessoas em sofrimento emocional. A longa espera por um filho e o tema da infertilidade ou ausência de descendentes podem ser gatilhos para quem enfrenta luto gestacional, infertilidade, perdas familiares ou frustrações ligadas à maternidade e paternidade. Nesses casos, a promessa particular feita a Abrão não deve ser interpretada como promessa automática de filhos biológicos para qualquer pessoa.
O anúncio de quatrocentos anos de escravidão e aflição pode ser lido de forma distorcida por quem já sofreu abusos ou violência, como se Deus aprovasse ou desejasse o sofrimento em si. O texto descreve o que Deus sabe e governa na história, mas não convida ninguém a aceitar abusos ou injustiças como algo a ser mantido. Nesse sentido, é importante distinguir entre submissão a Deus e tolerância passiva a violências humanas.
Imagens de escuridão, grande espanto, animais sacrificados e aves sobre cadáveres podem despertar desconforto em pessoas com histórico de trauma, especialmente ligadas à morte, violência ou medo noturno. Em contextos de saúde mental fragilizada, a leitura dessas cenas requer cuidado, acolhimento e, quando necessário, acompanhamento pastoral e profissional.
Também é preciso atenção para não transformar o ensino sobre fé e justiça em cobrança moral. O fato de Abrão ter sua fé contada como justiça não significa que pessoas em sofrimento, sentindo-se fracas ou confusas, estejam fora do alcance do cuidado de Deus. O texto apresenta a fé como confiança em um Deus que se aproxima com graça, e não como performance religiosa para merecer amor divino.
Gênesis 15 sugere caminhos práticos para a vida cotidiana. A honestidade de Abrão ao falar com Deus sobre seus medos e frustrações encoraja uma espiritualidade sem máscaras, em que oração inclui também queixa, dúvidas e exposição sincera das dores. Em vez de cultivar um discurso religioso distante da realidade, o texto valoriza o diálogo franco com o Senhor.
A visão das estrelas convida a cultivar hábitos que lembrem as promessas de Deus em meio à rotina. Pequenos símbolos, versículos memorizados, histórias de cuidado divino no passado e a lembrança de livramentos podem servir como “estrelas” que reacendem a confiança quando a esperança parece pequena.
A imagem de Deus como escudo inspira escolhas concretas de confiança: em momentos de insegurança, a pessoa pode aprender a devolver a Deus o controle que tenta carregar sozinha, seja em decisões financeiras, familiares ou profissionais. Isso se traduz em buscar sabedoria, agir com responsabilidade e, ao mesmo tempo, reconhecer limites pessoais sem se consumir de ansiedade.
O anúncio de uma caminhada longa, com períodos de aflição e depois libertação, incentiva uma visão de longo prazo nas decisões. Em vez de interpretar toda dificuldade como fracasso definitivo, é possível enxergá-la como etapa de um processo maior. Isso influencia a forma de lidar com crises, evitando decisões precipitadas e alimentando perseverança.
Por fim, a certeza de que Deus se compromete com Sua palavra encoraja a cultivar fidelidade mesmo quando os resultados ainda não são visíveis. A vida diária pode ser organizada a partir de valores firmados na promessa de Deus — justiça, integridade, generosidade —, ainda que o ambiente ao redor pareça seguir outro caminho.
Eliézer de Damasco é apresentado como mordomo da casa de Abrão, provavelmente o servo principal e administrador de seus bens. Em contextos antigos, quando um homem não tinha filhos, era comum que um servo de confiança ou alguém nascido na casa fosse considerado herdeiro potencial. Abrão menciona Eliézer porque, sem descendência biológica, ele seria o mais provável sucessor. Deus, porém, afirma que o herdeiro prometido viria das entranhas de Abrão, afastando essa solução alternativa.
Dizer que Abrão creu no Senhor e isso lhe foi imputado por justiça significa que Deus considerou a fé de Abrão como a base de sua aceitação diante dEle. Não se trata apenas de um sentimento positivo, mas de uma confiança concreta no caráter e na palavra de Deus, mesmo quando as circunstâncias pareciam contrárias. A justiça, nesse contexto, não é primeiro uma lista de obras, mas um relacionamento correto com Deus, fundamentado na confiança em quem Ele é e no que Ele promete.
O preparo dos animais partidos ao meio está ligado a um costume de alianças solenes na antiguidade. As partes que faziam o pacto costumavam passar entre os pedaços dos animais mortos, simbolizando que seriam como aqueles animais se quebrassem o acordo. Em Gênesis 15, Abrão prepara o cenário, mas quem passa entre as metades são os sinais da presença divina, representados pelo forno de fumaça e a tocha de fogo. Isso indica que o compromisso principal da aliança recai sobre o próprio Deus, enfatizando Sua fidelidade à promessa.
A profecia dos quatrocentos anos anuncia que a descendência de Abrão seria peregrina em uma terra que não era sua, onde seria escravizada e afligida. Mais adiante na Bíblia, isso se conecta à experiência do povo de Israel no Egito. Deus também promete julgar a nação opressora e libertar Seu povo com grande riqueza. Essa palavra mostra que o plano divino inclui períodos de sofrimento, mas que o sofrimento não é o fim da história; Deus permanece Senhor sobre a opressão e o tempo, conduzindo Seu povo à libertação e ao cumprimento da promessa.
A frase indica que o juízo de Deus sobre os amorreus, um dos povos de Canaã, ainda não havia chegado ao limite estabelecido pelo próprio Deus. É uma maneira de dizer que a medida da maldade daquele povo ainda não havia atingido o ponto em que o juízo divino se manifestaria plenamente. Isso mostra que Deus é paciente, observa o desenvolvimento da injustiça e age no tempo certo, unindo a promessa da terra a Abrão com um ato de justiça contra a maldade persistente dos povos que ali habitavam.
Em Gênesis 15 aparece um Abrão muito humano: com medo, cansado de esperar e sentindo o peso de uma promessa que parecia distante demais. Ele não esconde isso de Deus. Fala sobre a dor de não ter filhos, sobre a sensação de que um servo teria que ocupar o lugar do herdeiro. Esse desabafo não afasta Deus; ao contrário, abre espaço para um encontro ainda mais profundo. O primeiro gesto do Senhor é consolo: “Não temas, Abrão, eu sou o teu escudo, o teu grandíssimo galardão.” Antes de resolver o problema externo, Deus se oferece como proteção e recompensa. Há uma ternura nesse cuidado: Deus não ignora o medo, mas se coloca como abrigo no meio dele. A cena de Abrão olhando para o céu escuro, tentando contar as estrelas, carrega uma beleza especial. No meio da noite e da incerteza, Deus aponta para uma promessa que ultrapassa tudo o que Abrão consegue imaginar. A fé que nasce ali não é fé perfeita, sem dúvidas, mas fé que escolhe confiar em quem falou, mesmo sem ver o resultado. E essa confiança é acolhida por Deus como justiça. O sono profundo, a escuridão e o espanto que caem sobre Abrão mostram que a jornada espiritual inclui momentos de peso, silêncio e mistério. Não é só luz e vitória; há também tempos em que o futuro parece assustador. Mas, justamente ali, Deus passa no meio do cenário da aliança, como fogo e fumaça, garantindo que Ele mesmo carregará o compromisso de cumprir o que prometeu. Para corações cansados, esse capítulo mostra um Deus que não abandona quem está lutando com o medo e a demora. Ele escuta, responde, firma aliança, atravessa a noite junto e continua trabalhando na história, mesmo quando a pessoa se sente parada. A segurança não está na força de quem crê, mas na fidelidade de quem prometeu.
Gênesis 15 é um dos textos-chave para compreender a estrutura da aliança abraâmica e o conceito bíblico de justificação pela fé. O capítulo se constrói em forma de diálogo entre Deus e Abrão, marcado por perguntas do patriarca e respostas divinas que ampliam e aprofundam as promessas já dadas em Gênesis 12 e 13. No início, a expressão de Deus “eu sou o teu escudo, o teu grandíssimo galardão” indica que a relação entre Deus e Abrão não se limita ao recebimento de bênçãos materiais; Deus se coloca como o próprio benefício maior. A queixa de Abrão quanto à falta de filhos revela que, do ponto de vista humano, a promessa de grande nação permanecia sem base concreta. A menção a Eliézer de Damasco encaixa-se em práticas jurídicas da época, em que um servo podia ser designado herdeiro na ausência de descendência biológica. A resposta de Deus corrige essa expectativa: o herdeiro virá do próprio corpo de Abrão. O convite para olhar as estrelas reforça a dimensão da promessa e estabelece uma imagem duradoura para a posteridade. O versículo 6 — Abrão crê e isso lhe é imputado por justiça — marca teologicamente a passagem, mostrando que o critério de justiça diante de Deus está ligado à confiança em Sua palavra. O segundo movimento do capítulo aprofunda a promessa da terra. Deus relembra Sua ação passada ao tirar Abrão de Ur dos caldeus, vinculado agora ao propósito de dar-lhe a terra para herança. A pergunta “como saberei que hei de herdá-la?” mostra que a fé bíblica não exclui a busca por confirmação. Deus responde com um ritual de aliança típico do antigo Oriente Médio: animais partidos ao meio, dispostos em paralelo, formando um corredor entre as metades. O detalhe de que apenas os símbolos da presença divina — forno de fumaça e tocha de fogo — passam entre as porções é crucial. Em alianças humanas, as duas partes caminhariam juntas entre os animais, assumindo obrigações recíprocas. Aqui, Deus Se apresenta como parte principal, assumindo o risco do pacto. O texto enfatiza a unilateralidade da promessa divina: a aliança se apoia na fidelidade de Deus mais do que na capacidade de Abrão. A profecia sobre quatrocentos anos de peregrinação, escravidão e aflição, seguida do juízo sobre a nação opressora e da saída com grande riqueza, antecipa o período do Êxodo. A menção à “quarta geração” e à “medida da injustiça dos amorreus” introduz o tema do tempo do juízo divino. Deus não age de modo arbitrário; Ele considera o avanço da maldade até um limite moral em que o juízo se torna inevitável. A lista final de povos e a delimitação geográfica da terra sintetizam o alcance histórico e territorial da promessa. Assim, Gênesis 15 combina elementos narrativos, jurídicos e proféticos para apresentar um Deus que se revela, promete, firma aliança e governa a história com soberania e justiça, enquanto chama o ser humano à confiança responsiva.
Gênesis 15 mostra uma tensão muito parecida com a da vida prática: promessas grandes convivendo com circunstâncias que parecem pequenas ou até contrárias. Abrão havia recebido de Deus a palavra de que se tornaria uma grande nação, mas sua realidade concreta era de um homem envelhecendo sem herdeiro. Ele não ignora isso, põe o assunto na mesa e fala claramente sobre Eliézer como opção. Esse movimento ensina algo sobre tomada de decisão e planejamento. Abrão tinha um plano razoável para seu contexto (um servo herdeiro), mas ele o submete à palavra de Deus. Em muitas áreas da vida — trabalho, família, finanças — há soluções que fazem sentido humanamente, mas precisam ser avaliadas à luz do propósito e dos valores que Deus estabelece. O capítulo convida a não se apoiar apenas em estratégias próprias, por mais lógicas que pareçam, mas a revisar os planos quando Deus traz direção. Quando Deus manda Abrão olhar para o céu e contar as estrelas, Ele está, na prática, treinando a imaginação e a perspectiva de Abrão. Em termos de rotina, isso aponta para a importância de alimentar diariamente a visão do que Deus considera prioridade. Em vez de deixar a mente ser guiada apenas pelas limitações presentes, vale criar hábitos que lembrem constantemente os princípios e promessas de Deus — leitura bíblica regular, conversas significativas, participação em comunidade de fé. O ritual da aliança também tem um eco prático: antes de momentos importantes, Abrão obedece a instruções concretas, organiza os animais, protege o que foi colocado diante de Deus (afasta as aves). Na vida real, confiar em Deus não exclui o cuidado com aquilo que já foi colocado nas mãos dEle. É agir com responsabilidade, manter a ordem, vigiar o que pode ser “roubado” por distrações, descuidos ou influências que enfraquecem compromissos assumidos. A revelação de que a descendência de Abrão passaria por anos de escravidão e depois sairia com grande riqueza ensina a olhar a trajetória em vez de focar só na fase atual. Em termos práticos, isso encoraja a planejar a longo prazo, a não interpretar todo período difícil como sinal de que nada dará certo, mas como parte de um processo em que perseverança, caráter e dependência de Deus estão sendo trabalhados. Por fim, saber que Deus se compromete com Sua própria promessa encoraja escolhas consistentes com aquilo que Ele valoriza, mesmo quando o ambiente não ajuda. Ética no trabalho, fidelidade nos relacionamentos, generosidade com recursos e cuidado com a verdade se tornam respostas concretas ao Deus que garante que Sua palavra não é vazia, ainda que os resultados demorem a aparecer.
Em Gênesis 15, Abrão entra num espaço de profundidade espiritual onde fé, medo e revelação se encontram. Deus não apenas promete coisas; Ele Se apresenta: “eu sou o teu escudo, o teu grandíssimo galardão”. Isso desloca o centro da espiritualidade: o maior bem não é aquilo que Deus pode dar, mas o próprio Deus. A alma humana encontra descanso quando percebe que, antes de qualquer realização, o Senhor Se oferece como proteção e recompensa. O caminho de Abrão revela que a fé bíblica não é uma certeza fria, sem tensão. Ele pergunta, questiona, busca sinal: como saberá que herdará a terra? O próprio Deus legitima essa busca e responde com um pacto. Há aqui um convite à maturidade espiritual: levar perguntas profundas diante de Deus, não para barganhar, mas para aprender a viver na tensão entre promessa e cumprimento. Quando Abrão crê e isso lhe é imputado por justiça, a espiritualidade ganha um eixo: a relação com Deus se estabelece a partir da confiança em Seu caráter. A justiça deixa de ser apenas um esforço humano para alcançar o divino e se torna resposta ao Deus que se revela e se compromete. A vida interior é chamada a se apoiar na fidelidade de Deus mais do que na própria estabilidade emocional ou eficiência moral. A visão do sono profundo, da grande escuridão, do forno de fumaça e da tocha de fogo traz uma dimensão contemplativa importante. Há momentos em que a alma atravessa noites de espanto, silêncio, sensação de peso. É justamente nesse cenário que Deus passa entre as metades, assumindo o risco da aliança. A experiência espiritual madura reconhece que nem toda escuridão é ausência de Deus; muitas vezes é o ambiente em que Ele firma compromissos profundos, além da compreensão imediata. O anúncio de que a descendência de Abrão será peregrina, oprimida e depois liberta, com juízo sobre a nação opressora e retorno à terra, amplia o horizonte da alma para além da vida individual. O propósito de Deus percorre gerações, alcança povos, envolve tempos de espera e de juízo. A frase sobre a “medida da injustiça dos amorreus” lembra que o tempo de Deus inclui tanto paciência quanto justiça plena. Assim, Gênesis 15 convida a alma a habitar nessa confiança serena: Deus conhece o fim desde o começo, assume a aliança com Seu povo, caminha pela noite e governa a história. A resposta espiritual é uma fé que se entrega, mesmo sem entender todas as etapas, descansando no Deus que prometeu e que, no tempo certo, cumpre o que disse.
" E veio a mim a palavra do SENHOR, dizendo: "
" Filho do homem, dize ao príncipe de Tiro: Assim diz o Senhor DEUS: Porquanto o teu coração se elevou e disseste: Eu sou Deus, sobre a cadeira de Deus me assento no meio dos mares; e não passas de homem, e não és Deus, ainda que estimas o teu coração como se fora o coração de Deus; "
" Eis que tu és mais sábio que Daniel; e não há segredo algum que se possa esconder de ti. "
" Pela tua sabedoria e pelo teu entendimento alcançaste para ti riquezas, e adquiriste ouro e prata nos teus tesouros. "
" Pela extensão da tua sabedoria no teu comércio aumentaste as tuas riquezas; e eleva-se o teu coração por causa das tuas riquezas; "
Ezequiel 28:5 mostra que a riqueza obtida com habilidade e negócios levou à arrogância. O problema não é o dinheiro em si, mas quando o …
Ler analise completa" Portanto, assim diz o Senhor DEUS: Porquanto estimas o teu coração, como se fora o coração de Deus, "
" Por isso eis que eu trarei sobre ti estrangeiros, os mais terríveis dentre as nações, os quais desembainharão as suas espadas contra a formosura da tua sabedoria, e mancharão o teu resplendor. "
" Eles te farão descer à cova e morrerás da morte dos traspassados no meio dos mares. "
" Acaso dirás ainda diante daquele que te matar: Eu sou Deus? mas tu és homem, e não Deus, na mão do que te traspassa. "
" Da morte dos incircuncisos morrerás, por mão de estrangeiros, porque eu o falei, diz o Senhor DEUS. "
" Veio a mim a palavra do Senhor, dizendo: "
" Filho do homem, levanta uma lamentação sobre o rei de Tiro, e dize-lhe: Assim diz o Senhor DEUS: Tu eras o selo da medida, cheio de sabedoria e perfeito em formosura. "
" Estiveste no Éden, jardim de Deus; de toda a pedra preciosa era a tua cobertura: sardônia, topázio, diamante, turquesa, ônix, jaspe, safira, carbúnculo, esmeralda e ouro; em ti se faziam os teus tambores e os teus pífaros; no dia em que foste criado foram preparados. "
" Tu eras o querubim, ungido para cobrir, e te estabeleci; no monte santo de Deus estavas, no meio das pedras afogueadas andavas. "
" Perfeito eras nos teus caminhos, desde o dia em que foste criado, até que se achou iniqüidade em ti. "
" Na multiplicação do teu comércio encheram o teu interior de violência, e pecaste; por isso te lancei, profanado, do monte de Deus, e te fiz perecer, ó querubim cobridor, do meio das pedras afogueadas. "
" Elevou-se o teu coração por causa da tua formosura, corrompeste a tua sabedoria por causa do teu resplendor; por terra te lancei, diante dos reis te pus, para que olhem para ti. "
" Pela multidão das tuas iniqüidades, pela injustiça do teu comércio profanaste os teus santuários; eu, pois, fiz sair do meio de ti um fogo, que te consumiu e te tornei em cinza sobre a terra, aos olhos de todos os que te vêem. "
" Todos os que te conhecem entre os povos estão espantados de ti; em grande espanto te tornaste, e nunca mais subsistirá. "
" E veio a mim a palavra do Senhor, dizendo: "
" Filho do homem, dirige o teu rosto contra Sidom, e profetiza contra ela, "
" E dize: Assim diz o Senhor DEUS: Eis-me contra ti, ó Sidom, e serei glorificado no meio de ti; e saberão que eu sou o SENHOR, quando nela executar juízos e nela me santificar. "
" Porque enviarei contra ela a peste, e o sangue nas suas ruas, e os traspassados cairão no meio dela, estando a espada contra ela por todos os lados; e saberão que eu sou o Senhor. "
" E a casa de Israel nunca mais terá espinho que a fira, nem espinho que cause dor, entre os que se acham ao redor deles e que os desprezam; e saberão que eu sou o Senhor DEUS. "
" Assim diz o Senhor DEUS: Quando eu congregar a casa de Israel dentre os povos entre os quais estão espalhados, e eu me santificar entre eles, perante os olhos dos gentios, então habitarão na sua terra que dei a meu servo, a Jacó. "
" E habitarão nela seguros, e edificarão casas, e plantarão vinhas, e habitarão seguros, quando eu executar juízos contra todos os que estão ao seu redor e que os desprezam; e saberão que eu sou o Senhor seu Deus. "
Aviso importante: Esta orientacao biblica nao substitui cuidados profissionais de saude mental. Se voce estiver com sintomas de crise, entre em contato com o 988 (National Suicide Prevention Lifeline) ou procure ajuda profissional imediata.