Números 3:1
" E estas são as gerações de Arão e de Moisés, no dia em que o SENHOR falou com Moisés, no monte Sinai. "
Entenda os temas principais e aplique Números 3 na sua vida hoje
51 versículos | Almeida Corrigida Fiel
Deus toma a tribo de Levi como substituta de todos os primogênitos de Israel, marcando-os como propriedade especial Sua. Essa escolha está ligada à lembrança da libertação do Egito e à santificação de todo primogênito ao Senhor.
A menção da morte de Nadabe e Abiú e a advertência de que o estranho que se aproximar morrerá reforçam a santidade do sacerdócio e a necessidade de obediência precisa às ordens de Deus.
Cada família levítica recebe tarefas bem definidas e um lugar específico ao redor do tabernáculo. O serviço a Deus é apresentado como algo organizado, responsável e cuidadosamente estruturado.
Quando o número de primogênitos excede o de levitas, Deus estabelece o resgate por meio de prata entregue a Arão e seus filhos. Isso ilustra o princípio de substituição e redenção que atravessa toda a Escritura.
Números 3 está situado no início da jornada de Israel pelo deserto, pouco tempo depois da saída do Egito, ainda no Sinai (v. 1, 14). Israel já havia recebido a Lei, construído o tabernáculo e estabelecido o sacerdócio aarônico. Agora era necessário organizar o serviço contínuo do santuário móvel que acompanharia o povo em suas peregrinações.
A tribo de Levi, descendente de Levi por meio de Gérson, Coate e Merari (v. 17), é separada de modo especial. Em Êxodo 12, Deus poupou os primogênitos israelitas ao ferir os primogênitos do Egito. Em resposta, todo primogênito passou a pertencer ao Senhor (v. 13). Em Números 3, Deus concretiza essa consagração ao tomar os levitas “em lugar de todo o primogênito” (v. 12, 41, 45).
O tabernáculo era um santuário portátil, cuidadosamente construído, com mobiliário sagrado (arca, mesa, candelabro, altares) e estruturas (tábuas, colunas, cortinas, cordas). Como o povo precisava desmontar e montar o acampamento conforme Deus guiava pela coluna de nuvem e fogo, era indispensável um grupo treinado e consagrado para esse trabalho. Daí a divisão de responsabilidades: Gérson cuida das cortinas e coberturas (v. 25-26), Coate dos objetos mais sagrados (v. 31) e Merari das estruturas e bases (v. 36-37).
O “siclo do santuário” (v. 47, 50) era uma unidade de peso/padrão oficial usada em contextos religiosos, garantindo justiça e padronização nas ofertas e resgates. O contexto geral mostra um povo recém-liberto sendo moldado em nação santa, com adoração centralizada e liderança espiritual claramente definida.
O capítulo apresenta uma estrutura ordenada, refletindo o tema de organização no serviço a Deus:
Introdução e registro da família sacerdotal (v. 1-4)
Chamado e função geral dos levitas (v. 5-10)
Consagração dos levitas em lugar dos primogênitos (v. 11-16)
Listagem e funções das famílias levíticas (v. 17-39) a) Estrutura familiar (v. 17-20)
Contagem dos primogênitos e princípio do resgate (v. 40-51)
Números 3 aprofunda temas fundamentais da teologia bíblica: santidade de Deus, substituição, redenção, sacerdócio e serviço.
1) Santidade de Deus e do sacerdócio A lembrança de Nadabe e Abiú (v. 4) mostra que aproximar-se de Deus de forma imprópria traz consequências graves. O sacerdócio não é lugar de criatividade irreverente, mas de obediência cuidadosa. A repetida advertência de que o “estranho que se chegar morrerá” (v. 10, 38) reforça a separação entre o santo e o comum. Deus se revela acessível, mas não banalizado.
2) Substituição dos levitas pelos primogênitos Deus declara: “todo o primogênito é meu” (v. 13). Ele toma os levitas “em lugar de todo o primogênito” (v. 12, 41, 45). Esse princípio de substituição prepara terreno para o conceito de sacrifício vicário: alguém ocupa o lugar de outro por designação divina. Ao longo da Bíblia, essa lógica culmina em Cristo, que se entrega em lugar dos culpados.
3) Memória da redenção do Egito A santificação dos primogênitos está ligada ao dia em que Deus feriu os primogênitos do Egito (v. 13). A organização do culto e do serviço não é um ritual vazio, mas resposta concreta a uma grande libertação. O povo é chamado a viver constantemente lembrando que pertence a Deus porque foi resgatado por Ele.
4) Ordem, vocação e diversidade de dons Cada família levítica tem um chamado específico: Gérson com cortinas e coberturas, Coate com os objetos mais santos, Merari com a estrutura. Nenhum grupo é supérfluo; todos são necessários para que o tabernáculo funcione. Isso antecipa a ideia do corpo de Cristo, no qual diferentes membros possuem funções distintas, mas interdependentes.
5) Resgate e valor O excedente de primogênitos é resgatado por meio de prata conforme o “siclo do santuário” (v. 46-50). Esse resgate não é apenas contábil; ele expressa o valor que Deus atribui ao Seu povo. Ninguém fica sem representação; todos são cuidadosamente contados e incluídos.
6) Centralidade da presença de Deus O tabernáculo, símbolo da presença divina, está no centro do acampamento, cercado pelos levitas (v. 21-23, 27-29, 33-38). Moisés, Arão e seus filhos acampam à frente, ao oriente, indicando liderança espiritual colocada imediatamente diante de Deus e do povo. A vida da comunidade deve girar em torno da presença do Senhor, protegida e honrada.
Este capítulo, embora altamente técnico e organizacional, transmite verdades que podem aliviar ansiedades ligadas a identidade, pertencimento e responsabilidade.
O foco de Deus em contar, nomear e atribuir funções (v. 15-20, 22, 28, 34, 39, 43) comunica que ninguém é anônimo ou irrelevante diante dEle. Cada família levítica tem um lugar definido ao redor do tabernáculo e uma tarefa clara. Isso toca sentimentos humanos profundos de querer ser visto, ter um lugar e uma contribuição significativa.
A substituição dos levitas pelos primogênitos (v. 12-13, 41, 45) reforça a ideia de que a relação com Deus se baseia na iniciativa dEle, não na performance do povo. Ele organiza o modo de aproximação, provê representantes e estabelece até um sistema para cobrir o que “sobra” (v. 46-48). Essa imagem pode oferecer conforto para quem sente que nunca “encaixa” ou que está sempre em dívida: Deus mesmo cria meios para inclusão e pertença.
Ao mesmo tempo, a seriedade do sacerdócio e a lembrança da morte de Nadabe e Abiú (v. 4, 10, 38) podem despertar sentimentos de temor ou culpa em pessoas sensíveis ou perfeccionistas. A leitura terapêutica precisa equilibrar a percepção da santidade divina com a compreensão de que o próprio Deus fornece mediadores, estruturas e normas para que o relacionamento com Ele seja possível e seguro.
A organização do acampamento ao redor do tabernáculo sugere um centro estável em meio à jornada. Em contextos de caos emocional ou de grandes mudanças, essa imagem de Deus no centro, cercado por pessoas chamadas a servi-Lo com tarefas específicas, pode oferecer uma sensação simbólica de ordem e estabilidade interiores.
Alguns trechos de Números 3 podem acionar gatilhos em leitores emocionalmente fragilizados ou com histórico religioso rígido:
1) Linguagem de morte e exclusão - Expressões como “o estranho que se chegar morrerá” (v. 10, 38) e a recordação da morte de Nadabe e Abiú (v. 4) podem despertar medo intenso em quem já vive com culpa religiosa, ansiedade espiritual ou imagem de Deus extremamente punitiva. - Pessoas com histórico de abuso espiritual podem ler essas passagens como confirmação de que Deus é violento e imprevisível.
2) Temas de substituição e resgate - A ideia de que só alguns (levitas) são aceitos em lugar de outros (primogênitos) (v. 12, 41, 45) pode ser mal interpretada por quem se sente constantemente rejeitado, levando à sensação de não ser escolhido ou amado por Deus. - A linguagem de pagamento e resgate com prata (v. 46-51) pode ser distorcida em mentes já marcadas por manipulação financeira em contextos religiosos.
3) Ênfase em regras e funções específicas - A forte organização por família, função e hierarquia (v. 17-37) pode intensificar sentimentos de inadequação em quem não encontra facilmente seu “lugar” ou vocação, ou em quem vive sob alta pressão de desempenho religioso ou familiar.
Diante desses riscos, leituras pastorais e terapêuticas deste texto precisam: - Ressaltar o contexto histórico específico de Israel e do tabernáculo, evitando generalizações simplistas para a vida atual; - Enfatizar que a própria severidade da linguagem aponta para a necessidade de mediação e graça, desenvolvidas plenamente na revelação posterior; - Lembrar que o cuidado de Deus em contar e incluir mostra interesse, não desprezo, pelo indivíduo.
1) Pertencimento e identidade A forma como Deus chama pelo nome cada grupo levítico (v. 17-20) inspira comunidades a reconhecer e valorizar pessoas específicas, não apenas “massas anônimas”. Igrejas e famílias podem cultivar práticas de conhecer histórias, dons e limites de cada um, reforçando um senso de pertencimento.
2) Dons diversos, um mesmo propósito Gérson, Coate e Merari exercem funções diferentes, porém igualmente necessárias (v. 25-26, 31, 36-37). Na prática, isso incentiva a reconhecer que tarefas consideradas “de bastidores” são tão espirituais quanto as funções visíveis. Trabalho de organização, limpeza, manutenção, administração e cuidado prático pode ser encarado como serviço sagrado quando direcionado a Deus.
3) Ordem no serviço e na vida comunitária A precisão na distribuição das tarefas (v. 7-8, 25-26, 31, 36-37) aponta para a importância de clareza de responsabilidades em famílias, ministérios e equipes. Estabelecer quem cuida de quê, com respeito e comunicação, reduz conflitos, sobrecarga e confusão.
4) Centralidade de Deus nas decisões O tabernáculo no centro do acampamento, cercado pelos levitas (v. 23, 29, 35, 38), sugere que a presença de Deus deve ser o eixo organizador da vida. Na prática, isso significa considerar princípios bíblicos na gestão de tempo, trabalho, finanças e relacionamentos, perguntando qual decisão mais honra a Deus e fortalece a comunhão com Ele.
5) Responsabilidade espiritual séria A seriedade com que Deus trata o acesso ao santuário (v. 10, 38) ensina que liderança espiritual e serviço religioso não são espaços de autopromoção, mas de temor reverente. Comunidades podem aplicar isso valorizando formação, caráter e prestação de contas de líderes, e evitando banalizar o sagrado.
6) Memória da redenção A conexão entre os primogênitos e a libertação do Egito (v. 13) inspira práticas de lembrar, de forma concreta, o que Deus já fez. Isso pode ocorrer por meio de celebrações, testemunhos, símbolos e momentos de gratidão que mantenham viva a consciência de que a vida e os dons pertencem a Deus.
Deus declara que tomou os levitas “do meio dos filhos de Israel, em lugar de todo o primogênito” (v. 12). Originalmente, todo primogênito pertencia a Ele em memória da libertação do Egito (v. 13). Ao separar Levi, Deus concentra o serviço sagrado em uma tribo específica, garantindo preparo, continuidade e organização no cuidado do tabernáculo e no auxílio ao sacerdócio de Arão (v. 6-9). Em vez de cada família cuidar de seu próprio primogênito consagrado, a nação passa a ter uma tribo inteira dedicada ao serviço divino.
Os sacerdotes eram Arão e seus filhos (v. 2-3, 10), responsáveis pelos sacrifícios, pelo incenso e pelas funções diretamente ligadas ao altar e ao lugar santo. Eles eram os “sacerdotes ungidos”. Já os levitas, descendentes de Levi em geral (Gérson, Coate e Merari e suas famílias), serviam como auxiliares do sacerdócio: cuidavam da guarda do tabernáculo, do transporte, montagem e manutenção dos utensílios e estruturas (v. 7-8, 25-26, 31, 36-37). Todo sacerdote é levita, mas nem todo levita é sacerdote.
A expressão aparece em v. 10 e 38 e se refere a qualquer pessoa não autorizada que tentasse exercer funções sacerdotais ou se aproximasse de maneira indevida do serviço reservado a Arão e seus filhos. Isso inclui tanto israelitas de outras tribos quanto estrangeiros. O objetivo era preservar a santidade do santuário e impedir práticas religiosas improvisadas ou idólatras. A linguagem forte ressalta o caráter único da presença de Deus e a necessidade de mediação adequada.
Ao comparar o número de levitas (22 mil, v. 39) com o de primogênitos (22.273, v. 43), percebe-se um excedente de 273 primogênitos (v. 46). Como cada levita representava um primogênito, esses que excediam precisavam ser “resgatados” com uma quantia em prata, cinco siclos por cabeça (v. 47). Esse dinheiro foi entregue a Arão e seus filhos (v. 48-51). Assim, todos os primogênitos estavam simbolicamente cobertos, sem que nenhum ficasse sem representação diante de Deus.
A disposição dos levitas cerca o tabernáculo como um anel de proteção e serviço: Gérson ao ocidente (v. 23), Coate ao sul (v. 29), Merari ao norte (v. 35), e Moisés e Arão com seus filhos à frente, ao oriente (v. 38). Essa organização mostra que a presença de Deus está no centro do povo e que todo o serviço levítico existe para guardar, honrar e facilitar o relacionamento da nação com o Senhor. Espiritualmente, isso aponta para uma vida comunitária estruturada em torno de Deus, e não em torno de interesses humanos.
Números 3 revela um Deus que conta, nomeia e organiza o Seu povo com cuidado. Não é apenas uma lista fria: são famílias, histórias e responsabilidades que Deus vê e valoriza. A forma como Ele separa a tribo de Levi, família por família, mostra que ninguém passou despercebido. A lembrança da morte de Nadabe e Abiú (v. 4) carrega dor e seriedade. Essa tragédia fica registrada ao lado da continuidade do cuidado de Deus por meio de Eleazar e Itamar. Mesmo quando há falhas graves, a história não termina ali; Deus preserva o sacerdócio e continua caminhando com o povo. Isso ressoa com momentos em que a vida parece marcada por perdas ou erros que parecem definitivos: o capítulo mostra que Deus segue escrevendo a história, trazendo novas gerações para o serviço. Outro aspecto consolador é o modo como Deus cuida para que todos os primogênitos estejam representados, inclusive aqueles que precisavam ser resgatados com prata (v. 46-51). Ninguém fica de fora da contagem; não há pessoas “sobrando” ou “sem lugar”. A própria matemática do capítulo comunica acolhimento: Deus garante que cada vida tenha valor diante dEle. A imagem final é de um povo acampado ao redor da presença de Deus, com cada grupo sabendo o que fazer (v. 21-23, 27-29, 33-38). Em meio ao deserto, há um centro seguro. Em tempos de desorganização interior ou de insegurança, esse quadro lembra que Deus pode trazer ordem, lugar e propósito, mesmo quando por fora tudo parece instável.
Números 3 é um texto-chave para compreender a teologia do sacerdócio levítico e a organização do culto israelita. O capítulo faz a ponte entre a consagração dos primogênitos na saída do Egito (Êxodo 12–13) e a posterior instituição dos levitas como substitutos desses primogênitos (v. 12-13, 41, 45). O relato se inicia com a genealogia de Arão e uma breve referência à morte de Nadabe e Abiú (v. 1-4), estabelecendo a legitimidade e a continuidade da linhagem sacerdotal por meio de Eleazar e Itamar. Em seguida, Deus determina a função da tribo de Levi como auxiliares do sacerdócio e guardas do tabernáculo (v. 5-10). A distinção entre sacerdotes (filhos de Arão) e levitas (restante da tribo de Levi) é fundamental para a leitura de todo o Pentateuco. A contagem levítica (v. 15-16) usa um critério diferente do censo militar do capítulo anterior: aqui são contados os homens “da idade de um mês para cima”. Isso reforça que se trata de um censo cultual, não militar. As três subfamílias (Gérson, Coate e Merari) recebem locais específicos ao redor do tabernáculo e tarefas claramente delimitadas (v. 21-37). Coate ocupa posição especial por carregar os utensílios mais sagrados, sob a supervisão direta de Eleazar (v. 31-32), o que antecipa seu papel destacado em outros textos bíblicos. Na segunda metade do capítulo (v. 40-51), o foco se volta à equivalência numérica entre levitas e primogênitos. A diferença de 273 primogênitos a mais (v. 43, 46) é resolvida por um sistema de resgate, usando o “siclo do santuário” como padrão. O resultado é uma complexa, porém coerente, formalização do princípio de que todo primogênito pertence a Deus, agora representado coletivamente por uma tribo inteira dedicada ao serviço sagrado. Em perspectiva canônica, esse arranjo prepara o terreno para conceitos de mediação, substituição e redenção desenvolvidos mais plenamente na teologia bíblica posterior.
Números 3 mostra, na prática, como uma comunidade pode se organizar ao redor de um propósito maior. Cada família levítica sabe claramente onde deve acampar e o que deve fazer: Gérson com as coberturas e cortinas (v. 25-26), Coate com os objetos mais sagrados (v. 31) e Merari com a estrutura física do tabernáculo (v. 36-37). Isso é um retrato de trabalho em equipe, no qual diferentes funções cooperam para um mesmo objetivo. Para a vida cotidiana, esse capítulo levanta o valor da clareza de funções e responsabilidades. Quando todos sabem de que parte são responsáveis, há menos sobrecarga, menos conflitos e mais eficiência. Em uma família, por exemplo, cuidados da casa, finanças e educação dos filhos podem ser distribuídos de forma consciente, evitando que uma pessoa faça tudo. Em um ambiente de trabalho, definir quem é responsável por qual etapa de um projeto evita duplicidade de esforços e frustrações. O texto também comunica respeito pelas tarefas aparentemente simples. Alguns levitas lidam com cortinas, cordas, colunas — nada disso é glamouroso, mas tudo é indispensável para o funcionamento do tabernáculo. Na vida prática, isso corrige a tendência de valorizar apenas funções visíveis ou de prestígio. Atividades como manutenção, limpeza, organização e suporte administrativo podem ser vistas como parte essencial da missão, não como algo menor. Por fim, a centralidade do tabernáculo (v. 23, 29, 35, 38) sugere um princípio para organizar prioridades: algo precisa ocupar o centro. O texto convida a revisar o que está no centro das decisões, do uso do tempo e do manejo de recursos. Quando Deus e Seus valores ocupam esse lugar central, as demais áreas da vida podem ser reorganizadas de forma mais coerente e saudável.
Números 3 trabalha silenciosamente com temas profundos de consagração, mediação e pertencimento espiritual. O capítulo começa com a linhagem sacerdotal de Arão e culmina com a plena substituição dos primogênitos pelos levitas, acompanhada de resgate em prata (v. 1-4, 11-13, 40-51). Tudo isso fala de um Deus que reivindica para Si um povo e provê caminhos para que esse povo viva perto dEle. Quando Deus diz “todo o primogênito é meu” (v. 13), Ele afirma um direito de propriedade baseado na redenção: Israel existe como nação porque foi poupado no Egito. A separação dos levitas formaliza essa verdade: a vida do povo pertence ao Senhor, e parte dele é explicitamente colocada a serviço do santuário. Em termos espirituais, isso aponta para a ideia de que a existência humana é dom recebido e destinado à glória de Deus. O sistema de substituição e resgate (v. 41, 45-47) antecipa o mistério da redenção: ninguém se apresenta diante de Deus por conta própria; há sempre uma representação indicada por Ele. Os levitas ocupam o lugar dos primogênitos, e quando faltam representantes, entra em cena o resgate. A mensagem subjacente é que Deus não abandona nenhuma vida à margem; Ele cria meios legítimos para aproximar e incluir. A disposição do acampamento com o tabernáculo no centro e os levitas ao redor (v. 21-23, 27-29, 33-38) sugere uma espiritualidade em que a presença de Deus é o eixo em torno do qual tudo gira. A vida não é organizada primeiro em torno de interesses materiais, mas em torno do sagrado. Em perspectiva eterna, isso aponta para o chamado de viver com Deus como centro, reconhecendo que a verdadeira segurança e identidade não vêm do que se possui ou realiza, mas do fato de pertencer a Ele, por meio da mediação e do resgate que Ele mesmo providencia.
" E estas são as gerações de Arão e de Moisés, no dia em que o SENHOR falou com Moisés, no monte Sinai. "
" E estes são os nomes dos filhos de Arão: o primogênito Nadabe; depois Abiú, Eleazar e Itamar. "
" Estes são os nomes dos filhos de Arão, dos sacerdotes ungidos, cujas mãos foram consagradas para administrar o sacerdócio. "
" Mas Nadabe e Abiú morreram perante o Senhor, quando ofereceram fogo estranho perante o Senhor no deserto de Sinai, e não tiveram filhos; porém Eleazar e Itamar administraram o sacerdócio diante de Arão, seu pai. "
" E falou o Senhor a Moisés, dizendo: "
" Faze chegar a tribo de Levi, e põe-na diante de Arão, o sacerdote, para que o sirvam, "
" E tenham cuidado da sua guarda, e da guarda de toda a congregação, diante da tenda da congregação, para administrar o ministério do tabernáculo. "
" E tenham cuidado de todos os utensílios da tenda da congregação, e da guarda dos filhos de Israel, para administrar o ministério do tabernáculo. "
" Darás, pois, os levitas a Arão e a seus filhos; dentre os filhos de Israel lhes são dados em dádiva. "
" Mas a Arão e a seus filhos ordenarás que guardem o seu sacerdócio, e o estranho que se chegar morrerá. "
" E falou o Senhor a Moisés, dizendo: "
" E eu, eis que tenho tomado os levitas do meio dos filhos de Israel, em lugar de todo o primogênito, que abre a madre, entre os filhos de Israel; e os levitas serão meus. "
" Porque todo o primogênito é meu; desde o dia em que tenho ferido a todo o primogênito na terra do Egito, santifiquei para mim todo o primogênito em Israel, desde o homem até ao animal: meus serão; Eu sou o Senhor. "
" E falou o Senhor a Moisés no deserto de Sinai, dizendo: "
" Conta os filhos de Levi, segundo a casa de seus pais, pelas suas famílias; contarás a todo o homem da idade de um mês para cima. "
" E Moisés os contou conforme ao mandado do Senhor, como lhe foi ordenado. "
" Estes, pois, foram os filhos de Levi pelos seus nomes: Gérson, e Coate e Merari. "
" E estes são os nomes dos filhos de Gérson pelas suas famílias: Libni e Simei. "
" E os filhos de Coate pelas suas famílias: Amrão, e Izar, Hebrom e Uziel. "
" E os filhos de Merari pelas suas famílias: Mali e Musi; estas são as famílias dos levitas, segundo a casa de seus pais. "
" De Gérson é a família dos libnitas e a família dos simeítas; estas são as famílias dos gersonitas. "
" Os que deles foram contados pelo número de todo o homem da idade de um mês para cima, sim, os que deles foram contados eram sete mil e quinhentos. "
" As famílias dos gersonitas armarão as suas tendas atrás do tabernáculo, ao ocidente. "
" E o príncipe da casa paterna dos gersonitas será Eliasafe, filho de Lael. "
" E os filhos de Gérson terão a seu cargo, na tenda da congregação, o tabernáculo, a tenda, a sua coberta, e o véu da porta da tenda da congregação. "
" E as cortinas do pátio, e o pavilhão da porta do pátio, que estão junto ao tabernáculo e junto ao altar, em redor; como também as suas cordas para todo o seu serviço. "
" E de Coate é a família dos amramitas, e a família dos jizaritas, e a família dos hebronitas, e a família dos uzielitas; estas são as famílias dos coatitas. "
" Pelo número contado de todo o homem da idade de um mês para cima, eram oito mil e seiscentos, que tinham cuidado da guarda do santuário. "
" As famílias dos filhos de Coate armarão as suas tendas ao lado do tabernáculo, do lado do sul. "
" E o príncipe da casa paterna das famílias dos coatitas será Elisafã, filho de Uziel. "
" E a sua guarda será a arca, e a mesa, e o candelabro, e os altares, e os utensílios do santuário com que ministram, e o véu com todo o seu serviço. "
" E o príncipe dos príncipes de Levi será Eleazar, filho de Arão, o sacerdote; terá a superintendência sobre os que têm cuidado da guarda do santuário. "
" De Merari é a família dos malitas e a família dos musitas; estas são as famílias de Merari. "
" E os que deles foram contados pelo número de todo o homem de um mês para cima, foram seis mil e duzentos. "
" E o príncipe da casa paterna das famílias de Merari será Zuriel, filho de Abiail; armarão as suas tendas ao lado do tabernáculo, do lado do norte. "
" E os filhos de Merari terão a seu cargo as tábuas do tabernáculo, os seus varais, as suas colunas, as suas bases, e todos os seus utensílios, com todo o seu serviço. "
" E as colunas do pátio em redor, e as suas bases, as suas estacas e as suas cordas. "
" E os que armarão as suas tendas diante do tabernáculo, ao oriente, diante da tenda da congregação, para o nascente, serão Moisés e Arão, com seus filhos, tendo o cuidado da guarda do santuário, pela guarda dos filhos de Israel; e o estranho que se chegar morrerá. "
" Todos os que foram contados dos levitas, que contaram Moisés e Arão por mandado do Senhor, segundo as suas famílias, todo o homem de um mês para cima, foram vinte e dois mil. "
" E disse o Senhor a Moisés: Conta todo o primogênito homem dos filhos de Israel, da idade de um mês para cima, e toma o número dos seus nomes, "
" E para mim tomarás os levitas (eu sou o Senhor), em lugar de todo o primogênito dos filhos de Israel, e os animais dos levitas, em lugar de todo o primogênito entre os animais dos filhos de Israel. "
" E contou Moisés, como o Senhor lhe ordenara, todo o primogênito entre os filhos de Israel. "
" E todos os primogênitos homens, pelo número dos nomes dos da idade de um mês para cima, segundo os que eram contados deles, foram vinte e dois mil e duzentos e setenta e três. "
" E falou o Senhor a Moisés, dizendo: "
" Toma os levitas em lugar de todo o primogênito entre os filhos de Israel, e os animais dos levitas em lugar dos seus animais; porquanto os levitas serão meus: Eu sou o Senhor. "
" Quanto aos duzentos e setenta e três, que se houverem de resgatar dos primogênitos dos filhos de Israel, que excedem ao número dos levitas, "
" Tomarás, por cabeça, cinco siclos; conforme ao siclo do santuário os tomarás, a vinte geras o siclo. "
" E a Arão e a seus filhos darás o dinheiro dos resgatados, dos que sobram entre eles. "
" Então Moisés tomou o dinheiro do resgate dos que excederam sobre os resgatados pelos levitas. "
" Dos primogênitos dos filhos de Israel recebeu o dinheiro, mil e trezentos e sessenta e cinco siclos, segundo o siclo do santuário. "
Números 3:50 mostra que o povo entregou dinheiro em lugar dos primogênitos, reconhecendo que tudo pertence a Deus. Esse valor pago lembra que a vida …
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