Números 7 - Significado, temas e aplicação

Entenda os temas principais e aplique Números 7 na sua vida hoje

89 versículos | Almeida Corrigida Fiel

Sobre o que é Números 7?

Números 7 descreve a consagração do tabernáculo e, em especial, do altar, por meio das ofertas dos príncipes das doze tribos de Israel. Após a montagem e unção do tabernáculo, os chefes das tribos trazem carros, bois e uma série de ofertas padronizadas – utensílios de prata e ouro, farinha com azeite, incenso e diversos animais para holocaustos, oferta pelo pecado e sacrifícios pacíficos. Cada príncipe oferece no seu dia, de forma organizada e igualitária, até que a consagração do altar é completada. O capítulo termina com a cena de Moisés ouvindo a voz de Deus de cima do propiciatório, no Santo dos Santos.

Temas principais em Números 7

Consagração do tabernáculo e do altar (versículos 1, 10-11, 84-88)

O capítulo gira em torno da dedicação do tabernáculo e, em especial, do altar, por meio de ofertas específicas e solenes. A unção e a santificação do tabernáculo, dos utensílios e do altar indicam que tudo é separado exclusivamente para o serviço de Deus.

Versículos-chave: 1, 10, 84

Unidade e igualdade entre as tribos (versículos 12-83)

Cada príncipe traz exatamente o mesmo tipo e quantidade de oferta. Essa repetição mostra que, diante de Deus, todas as tribos participam igualmente da consagração e carregam responsabilidade conjunta na adoração.

Versículos-chave: 12, 18, 24

Serviço ordenado e vocações diferenciadas (versículos 3-9)

Os carros e bois são distribuídos aos levitas conforme o tipo de serviço: Gérson e Merari recebem recursos para transportar partes do tabernáculo, enquanto Coate carrega os objetos sagrados aos ombros. O serviço é organizado e respeita funções distintas.

Versículos-chave: 5, 7, 9

Generosidade coletiva no culto (versículos 12-88)

Os príncipes oferecem utensílios valiosos e muitos animais para holocaustos, ofertas de alimentos, expiação do pecado e sacrifícios pacíficos. A adoração envolve custo real, entrega e abundância, não apenas formalidade.

Versículos-chave: 13, 17, 87

Presença e voz de Deus no meio do povo (versículos 89)

Após toda a consagração, o capítulo culmina com a intimidade de Moisés ouvindo a voz de Deus de cima do propiciatório, entre os querubins. O Deus santo, que exige consagração, também se aproxima e fala.

Versículos-chave: 89

Contexto histórico e literario

Números 7 situa-se no período logo após a montagem do tabernáculo no deserto, durante a peregrinação de Israel após a saída do Egito. O tabernáculo havia sido construído conforme as instruções detalhadas dadas a Moisés no Sinai, e agora é erguido, ungido e consagrado para ser o centro de adoração e da presença de Deus no meio do povo.

Os "príncipes" mencionados são os chefes das tribos, anteriormente nomeados no recenseamento (Números 1). Eles representam politicamente e espiritualmente suas tribos diante de Deus. As ofertas seguem pesos e medidas "segundo o siclo do santuário", isto é, um padrão oficial usado nos assuntos sagrados.

As três famílias levíticas – Gérson, Coate e Merari – já haviam recebido responsabilidades específicas: Gérson cuidava das cortinas e coberturas; Merari, das estruturas (tábuas, colunas); e Coate, dos objetos mais sagrados (arca, mesa, candelabro, altar, etc.). Por isso, carros e bois são dados a Gérson e Merari, que transportam peças mais pesadas, enquanto Coate transporta os objetos santos diretamente aos ombros, sem auxílio de carros, respeitando a santidade desses itens.

O cenário é uma grande cerimônia de dedicação, realizada em doze dias consecutivos, na qual cada tribo contribui com as mesmas ofertas para o altar. A soma final mostra a magnitude dos recursos investidos na adoração e na manutenção do culto.

Estrutura de Números 7

Números 7 apresenta uma estrutura repetitiva e cuidadosamente organizada, típica de textos litúrgicos e cerimoniais:

  1. Introdução: conclusão e consagração do tabernáculo (7:1-3)

    • Moisés termina de levantar o tabernáculo, unge e santifica o tabernáculo, os utensílios, o altar e seus pertences.
    • Os príncipes trazem carros e bois como oferta inicial.
  2. Instruções divinas e distribuição dos recursos aos levitas (7:4-9)

    • Deus ordena que Moisés receba os carros e bois para o serviço.
    • Distribuição: Gérson (2 carros, 4 bois), Merari (4 carros, 8 bois), Coate (nenhum, pois leva o santuário aos ombros).
  3. Ordem divina para a consagração do altar pelos príncipes (7:10-11)

    • Os príncipes apresentam ofertas para a consagração do altar.
    • Cada príncipe oferece em um dia distinto.
  4. Lista das ofertas de cada príncipe, tribo por tribo (7:12-83)

    • Doze blocos quase idênticos, um para cada tribo (Judá até Naftali).
    • Cada bloco traz:
      • Nome do príncipe e tribo.
      • Utensílios de prata e ouro com farinha e incenso.
      • Animais para holocausto, expiação do pecado e sacrifícios pacíficos.
    • A repetição enfatiza a igualdade das ofertas e a participação de todas as tribos.
  5. Resumo numérico da consagração do altar (7:84-88)

    • Recapitulação de todos os utensílios e animais oferecidos.
    • Total de prata, ouro, holocaustos, bodes para expiação e sacrifícios pacíficos.
  6. Conclusão: Moisés ouve a voz de Deus no tabernáculo (7:89)

    • Moisés entra na tenda da congregação.
    • Deus fala com ele de cima do propiciatório, entre os querubins.

Essa estrutura une forma e conteúdo: a repetição reforça a ideia de ordem, solenidade e igualdade na adoração.

Significado teológico

Números 7 ilumina vários aspectos da teologia bíblica:

  1. Santuário como lugar da presença santa de Deus O tabernáculo não é um espaço comum; é ungido e santificado, assim como o altar e seus utensílios. A santidade de Deus exige consagração de pessoas, objetos e ofertas. A presença de Deus no meio do povo está ligada a essa separação cuidadosa.

  2. Adoração como ato comunitário, não apenas individual As ofertas não vêm de indivíduos isolados, mas dos príncipes que representam tribos inteiras. A consagração do altar é um gesto coletivo: todo Israel, por meio de seus líderes, se envolve na manutenção do culto e no reconhecimento da santidade de Deus.

  3. Igual valor diante de Deus Cada tribo oferece exatamente a mesma coisa. Embora as tribos tenham tamanhos e histórias diferentes, a liturgia mostra que, diante do altar, não há favoritismo: todas contribuem com a mesma honra e responsabilidade.

  4. Diversidade de funções no povo de Deus A distribuição de carros e bois ilustra a diversidade de vocações: Gérson, Merari e Coate têm tarefas distintas, mas igualmente necessárias. O fato de Coate carregar os objetos santos aos ombros ressalta a reverência devida ao que é mais sagrado e mostra que certos serviços exigem um cuidado especial, sem "atalhos".

  5. Sacrifícios e o caminho de acesso a Deus Os vários tipos de sacrifícios – holocausto, oferta de alimentos, expiação do pecado e sacrifícios pacíficos – revelam dimensões diferentes do relacionamento com Deus: entrega total, consagração da vida diária, perdão de pecados e comunhão. A teologia sacrificial do Antigo Testamento anuncia a necessidade de expiação e o desejo de Deus de restaurar a comunhão.

  6. Deus que fala do meio do propiciatório O encerramento do capítulo, com Deus falando a Moisés de cima do propiciatório, reforça a ideia de que a revelação divina flui do lugar da expiação. O Deus santo, que requer sacrifícios, é também o Deus que se revela, orienta e permanece acessível por meio do caminho que Ele mesmo estabeleceu.

Aplicação restauradora e de saúde mental

Lido numa perspectiva de cuidado da alma, Números 7 transmite segurança, ordem e pertencimento. O texto mostra um Deus que organiza o serviço, valoriza cada tribo igualmente e não se esquece de nenhuma contribuição. Há conforto na percepção de que a vida de fé não é caos: Deus distribui funções, reconhece ofertas e faz do coletivo um lugar de acolhimento e propósito.

A repetição das ofertas pode ser vivida como monótona, mas também pode ser percebida como um ritmo litúrgico que acalma: dia após dia, a mesma entrega, o mesmo padrão, a mesma fidelidade. Isso fala de estabilidade e constância, algo especialmente significativo em meio a inseguranças emocionais.

Além disso, o capítulo culmina com a voz de Deus falando a Moisés do meio do lugar santíssimo. A imagem final é de um Deus que não fica distante, mas se comunica, depois de todo um processo de preparo e consagração. Essa cena oferece esperança a corações cansados: a jornada de organização, dedicação e entrega não termina no silêncio, mas na comunhão com Deus.

warning Importante: maus usos comuns

Para pessoas sensíveis a temas de culpa, sacrifícios ou rigidez religiosa, Números 7 pode despertar alguns pontos delicados:

  • A ênfase na quantidade de sacrifícios e no valor material das ofertas pode ser mal interpretada como exigência de desempenho, perfeccionismo espiritual ou meritocracia diante de Deus.
  • A estrutura altamente organizada pode disparar sentimentos de inadequação em quem se sente "fora do padrão" ou incapaz de corresponder a regras rígidas.
  • A repetição das ofertas de cada príncipe pode soar cansativa ou opressiva a quem associa rituais a experiências religiosas pesadas ou legalistas.

Em leituras cuidadas, é importante ressaltar que o texto descreve um momento específico da história de Israel, com práticas ligadas à antiga aliança, e que sua mensagem central aponta para a graça de um Deus que se aproxima, organiza o povo para o bem comum e fala a partir de um lugar de expiação, não de opressão.

Aplicação prática para hoje

Números 7 inspira várias aplicações práticas para a vida cotidiana:

  1. Valor de cada contribuição Mostra que toda tribo, por meio de seus príncipes, participa. Na realidade comunitária, cada pessoa, família ou grupo tem algo a oferecer. O valor não está em ser "mais" que o outro, mas em ser fiel ao que foi confiado.

  2. Importância da ordem e da responsabilidade A organização do serviço dos levitas ensina que o trabalho, o ministério e as tarefas diárias ganham fluidez quando funções são claras e respeitadas. Reconhecer dons e limites, distribuir tarefas adequadamente e evitar sobrecarga são atitudes sábias.

  3. Constância nas práticas espirituais A sequência de doze dias com ofertas idênticas evoca disciplina e regularidade. A vida espiritual amadurece por meio de práticas constantes – mesmo quando parecem repetitivas – como leitura bíblica, adoração e serviço.

  4. Igualdade e humildade na comunidade Todas as tribos oferecem a mesma coisa, o que combate comparações e disputas de valor. Em famílias, igrejas e grupos, a humildade e o reconhecimento mútuo evitam competição e alimentam respeito.

  5. Centralidade da presença de Deus A cena final, com Deus falando a Moisés, relembra que toda organização, todo sacrifício e toda oferta só fazem sentido se o centro for a presença de Deus. Planejamento, esforço e serviço encontram propósito quando estão orientados para a comunhão com Ele.

Perguntas frequentes

Por que Números 7 repete tantas vezes as mesmas ofertas das tribos?

A repetição intencional das ofertas de cada príncipe destaca que todas as tribos, sem exceção, participaram de forma igualitária da consagração do altar. Essa forma literária valoriza cada tribo, registrando seu nome, líder e oferta, como se cada contribuição fosse solene demais para ser apenas resumida. A repetição reforça ainda a ideia de ordem, unidade e igualdade diante de Deus.

Quem eram Gérson, Coate e Merari mencionados no capítulo?

Gérson, Coate e Merari eram os três principais clãs descendentes de Levi, cada um com responsabilidades específicas relacionadas ao tabernáculo. Gérson cuidava das cortinas e coberturas; Merari, das estruturas (tábuas, colunas, bases); e Coate, dos objetos mais sagrados, como a arca, a mesa e o candelabro. Em Números 7, carros e bois são dados a Gérson e Merari para facilitar o transporte, enquanto Coate carrega os objetos santos nos ombros, em reverência especial.

O que significa o "siclo do santuário" citado no capítulo?

O "siclo do santuário" era uma medida de peso padrão usada nas coisas sagradas, como ofertas e utensílios para o tabernáculo. Mencionar o siclo do santuário garante que o valor das ofertas era exato e justo, sem fraude ou variação. Isso sublinha a seriedade e a integridade exigidas quando se trata do que é dedicado a Deus.

Qual é a importância da cena final de Moisés ouvindo a voz de Deus?

O versículo 89 mostra o objetivo de toda a estrutura do tabernáculo e da consagração: possibilitar que Deus habite no meio do povo e fale com ele. Moisés entra na tenda da congregação e ouve a voz de Deus de cima do propiciatório, entre os querubins. A mensagem é que, por meio do caminho da santidade e da expiação, o Deus santo se revela e guia o seu povo.

Por que o altar precisou ser consagrado com tantas ofertas?

O altar era o ponto central do sistema sacrificial, o lugar onde as ofertas eram apresentadas a Deus. A consagração com muitos utensílios e animais enfatiza a importância espiritual do altar e da adoração. O número e a variedade de ofertas – holocaustos, ofertas de alimentos, expiação do pecado e sacrifícios pacíficos – expressam a abrangência da relação do povo com Deus: entrega, consagração, perdão e comunhão.

Perspectivas dos nossos guias espirituais

Heart
Heart

Números 7 traz uma imagem de um povo inteiro se organizando para oferecer algo precioso a Deus. Cada tribo, representada por seu príncipe, chega com a mesma oferta, no seu dia, sem tentar competir, sem tentar se destacar mais que as outras. Essa igualdade suave e ordenada transmite um senso de segurança: ninguém é esquecido, ninguém é menos visto. Há também um detalhe terno na forma como Deus cuida do serviço dos levitas. Gérson e Merari recebem carros e bois porque suas tarefas exigem isso; Coate não recebe, porque seu tipo de serviço, carregando os objetos mais santos, precisa ser diferente. Deus vê as necessidades específicas de cada grupo e reparte os recursos conforme o tipo de responsabilidade. Isso mostra sensibilidade divina: nenhum trabalho é ignorado, e ninguém é chamado a fazer o impossível sem ajuda. Para quem se sente cansado de rotinas, a repetição aqui pode tocar num lugar delicado. Mas, ao mesmo tempo, mostra que há beleza em atos repetidos de fidelidade. Doze dias, doze ofertas, o mesmo padrão. Em cada dia, um novo nome, uma nova tribo, a mesma dedicação. O coração encontra paz ao perceber que constância, e não brilho momentâneo, é o que sustenta a caminhada. O final do capítulo é como um abraço silencioso: depois de toda a consagração, Moisés entra na tenda e ouve a voz de Deus. Não é uma cerimônia vazia; há resposta, há presença, há diálogo. Em meio a tantas estruturas e números, o centro é um Deus que fala, que se aproxima e que não abandona seu povo, mesmo no deserto.

Mind
Mind

Números 7 é um texto notável pelo seu caráter litúrgico e pela forma como combina precisão administrativa com teologia da presença de Deus. Do ponto de vista estrutural, a longa sequência de ofertas idênticas não é redundância descuidada, mas recurso literário: o autor faz questão de registrar nominalmente cada príncipe e tribo, conferindo honra igual e sublinhando a solidariedade entre todas as tribos na consagração do altar. Historicamente, o capítulo se encaixa logo após a montagem do tabernáculo (Êxodo 40) e das instruções sobre os deveres dos levitas (Números 3–4). A menção ao "siclo do santuário" reforça a padronização cultual, evitando arbitrariedade nos pesos e valores. O tabernáculo surge aqui como um sistema completo: espaço sagrado, utensílios, altar, sacerdócio, levitas, tribos participantes e, culminando, a voz divina no propiciatório. Teologicamente, a distribuição diferenciada dos carros e bois (vv. 6-9) ilumina a compreensão de vocação e serviço. Gérson e Merari recebem auxílio porque transportam estruturas volumosas; Coate, responsável pelos objetos mais santos, não recebe carros, pois esses objetos devem ser carregados nos ombros, como prescrito em outras passagens. Essa distinção impede a trivialização do sagrado e mostra que nem todo serviço pode ser "otimizado" sem perda de reverência. Os elementos das ofertas – prata, ouro, flor de farinha com azeite, incenso, novilhos, carneiros, cordeiros e bodes – articulam diversos tipos de sacrifício: holocaustos (entrega total), ofertas de alimentos (consagração da vida cotidiana), sacrifícios de expiação (tratamento do pecado) e sacrifícios pacíficos (comunhão). O resumo final (vv. 84-88) funciona como fechamento contábil e teológico, mostrando a magnitude do compromisso de Israel com o culto. Por fim, o versículo 89 é teologicamente central: a voz de Deus procede de cima do propiciatório, entre os querubins. A revelação divina está vinculada ao lugar da expiação e à estrutura cultual que Deus ordenou. O capítulo, portanto, não é mera lista administrativa, mas narração de como o povo, em unidade e ordem, prepara o cenário em que o Deus santo decide falar.

Life
Life

Números 7 mostra uma comunidade inteira se organizando, assumindo responsabilidades claras e contribuindo juntos para algo maior do que cada um individualmente. Isso tem implicações bem práticas para qualquer grupo: família, equipe de trabalho, igreja ou projeto coletivo. Os príncipes trazem ofertas iguais, no seu dia. Não há disputa para ver quem oferece mais, nem desculpa para não participar. O que aparece é compromisso compartilhado e respeito pela ordem. Na prática, isso se traduz em pessoas que cumprem seu papel no tempo certo, sem procrastinar e sem tentar ocupar o lugar dos outros. A distribuição dos carros e bois aos levitas ensina sobre gestão inteligente de recursos. Gérson e Merari recebem ajuda porque o tipo de carga que transportam exige isso; Coate fica sem carros porque o modo como os objetos santos devem ser carregados é diferente. Aplicado ao cotidiano, isso aponta para a importância de adaptar recursos às tarefas: quem tem responsabilidade pesada precisa de apoio adequado; certas funções pedem ferramentas específicas; outras exigem cuidado tão especial que não comportam atalhos. Outro ponto prático é a constância. Doze dias, a mesma oferta, a mesma estrutura. A vida raramente é feita apenas de momentos extraordinários; ela avança pela fidelidade às pequenas rotinas: cumprir horários, honrar compromissos, estabelecer hábitos saudáveis. A repetição aqui não é perda de tempo, mas construção de uma base sólida. No final, o texto lembra que toda essa organização serve a um propósito: criar espaço para a presença e a voz de Deus. Em termos práticos, planejar, organizar tarefas, administrar recursos e assumir responsabilidades ganha sentido quando está a serviço de algo maior – valores, princípios e um propósito que não se limita ao imediato. Sem esse centro, a rotina vira peso; com ele, rotina vira caminho.

Soul
Soul

Números 7 retrata uma grande consagração: um povo inteiro, através de seus líderes, dedicando altar, utensílios e sacrifícios ao Deus que habita no meio deles. Espiritualmente, é uma cena de entrega coordenada, em que cada tribo assume que sua existência está ligada ao culto, à presença divina e à necessidade de expiação. A sequência de ofertas por doze dias revela uma verdade profunda sobre a jornada espiritual: não se trata apenas de um momento pontual de decisão, mas de uma caminhada marcada por atos repetidos de dedicação. Cada tribo, no seu dia, apresenta a mesma oferta, como se a espiritualidade de Israel fosse um coro onde todas as vozes cantam a mesma melodia. Isso aponta para a ideia de que toda a comunidade do povo de Deus é chamada a um mesmo padrão de santidade e consagração. Os diferentes tipos de sacrifícios – holocausto, oferta de alimentos, expiação do pecado e sacrifícios pacíficos – esboçam um mapa da relação humana com Deus: há o reconhecimento da soberania divina (holocausto), a oferta da vida diária e do sustento (farinha com azeite), a necessidade de perdão (bode para expiação) e o convite à comunhão (sacrifícios pacíficos). Juntos, eles indicam que a espiritualidade autêntica envolve entrega, dependência, arrependimento e celebração. Ao final, tudo converge para uma cena silenciosa e grandiosa: Moisés entra na tenda e ouve a voz de Deus, que fala a partir do propiciatório, entre os querubins. O lugar da expiação se torna o lugar da comunicação. Isso sugere que o caminho para ouvir a voz de Deus passa por um coração reconciliado, por uma vida colocada sob a cobertura da graça. O Deus santo, que exige consagração, é também o Deus que se dá a conhecer, que fala, que guia. Assim, Números 7 convida a enxergar a própria vida como um espaço a ser consagrado: tempo, recursos, dons, tudo orientado para um centro – a presença de Deus. E lembra que, quando a existência é reordenada em torno desse centro, a voz divina não é apenas uma teoria distante, mas realidade que se manifesta no íntimo do lugar santificado.

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Versículos em Números 7

Números 7:1

" E aconteceu, no dia em que Moisés acabou de levantar o tabernáculo, e o ungiu, e o santificou, e todos os seus utensílios; também o altar, e todos os seus pertences, e os ungiu, e os santificou, "

Números 7:2

" Que os príncipes de Israel, os cabeças da casa de seus pais, os que foram príncipes das tribos, que estavam sobre os que foram contados, ofereceram, "

Números 7:3

" E trouxeram a sua oferta perante o Senhor, seis carros cobertos, e doze bois; por dois príncipes um carro, e cada um deles um boi; e os apresentaram diante do tabernáculo. "

Números 7:5

" Recebe-os deles, e serão para servir no ministério da tenda da congregação; e os darás aos levitas, a cada qual segundo o seu ministério. "

Números 7:8

" E quatro carros e oito bois deu aos filhos de Merari, segundo o seu ministério, debaixo da mão de Itamar, filho de Arão, o sacerdote. "

Números 7:10

" E ofereceram os príncipes para a consagração do altar, no dia em que foi ungido; apresentaram, pois, os príncipes a sua oferta perante o altar. "

Números 7:11

" E disse o Senhor a Moisés: Cada príncipe oferecerá a sua oferta, cada qual no seu dia, para a consagração do altar. "

Números 7:13

" E a sua oferta foi um prato de prata, do peso de cento e trinta siclos, uma bacia de prata de setenta siclos, segundo o siclo do santuário; ambos cheios de flor de farinha, amassada com azeite, para oferta de alimentos; "

Números 7:17

" E para sacrifício pacífico dois bois, cinco carneiros, cinco bodes, cinco cordeiros de um ano; esta foi a oferta de Naassom, filho de Aminadabe. "

Números 7:19

" E como sua oferta ofereceu um prato de prata, do peso de cento e trinta siclos, uma bacia de prata de setenta siclos, segundo o siclo do santuário; ambos cheios de flor de farinha amassada com azeite, para a oferta de alimentos; "

Números 7:23

" E para sacrifício pacífico dois bois, cinco carneiros, cinco bodes, cinco cordeiros de um ano; esta foi a oferta de Natanael, filho de Zuar. "

Números 7:24

" No terceiro dia ofereceu o príncipe dos filhos de Zebulom, Eliabe, filho de Helom. "

Números 7:24 mostra que o líder de Zebulom também participa das ofertas para o tabernáculo, seguindo a mesma ordem dos outros. Isso destaca igualdade e …

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Números 7:25

" A sua oferta foi um prato de prata, do peso de cento e trinta siclos, uma bacia de prata de setenta siclos, segundo o siclo do santuário; ambos cheios de flor de farinha amassada com azeite, para oferta de alimentos; "

Números 7:29

" E para sacrifício pacífico dois bois, cinco carneiros, cinco bodes, cinco cordeiros de um ano; esta foi a oferta de Eliabe, filho de Helom. "

Números 7:31

" A sua oferta foi um prato de prata, do peso de cento e trinta siclos, uma bacia de prata de setenta siclos, segundo o siclo do santuário; ambos cheios de flor de farinha, amassada com azeite, para oferta de alimentos; "

Números 7:35

" E para sacrifício pacífico dois bois, cinco carneiros, cinco bodes, cinco cordeiros de um ano; esta foi a oferta de Elizur, filho de Sedeur. "

Números 7:37

" A sua oferta foi um prato de prata, do peso de cento e trinta siclos, uma bacia de prata de setenta siclos, segundo o siclo do santuário; ambos cheios de flor de farinha amassada com azeite, para oferta de alimentos; "

Números 7:37 descreve a oferta de um líder de tribo, detalhando peso e tipo de cada item. Isso mostra cuidado, generosidade e obediência a Deus, …

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Números 7:41

" E para sacrifício pacífico dois bois, cinco carneiros, cinco bodes, cinco cordeiros de um ano; esta foi a oferta de Selumiel, filho de Zurisadai. "

Números 7:43

" A sua oferta foi um prato de prata, do peso de cento e trinta siclos, uma bacia de prata de setenta siclos, segundo o siclo do santuário; ambos cheios de flor de farinha, amassada com azeite, para oferta de alimentos; "

Números 7:47

" E para sacrifício pacífico dois bois, cinco carneiros, cinco bodes, cinco cordeiros de um ano; esta foi a oferta de Eliasafe, filho de Deuel. "

Números 7:49

" A sua oferta foi um prato de prata, do peso de cento e trinta siclos, uma bacia de prata de setenta siclos, segundo o siclo do santuário; ambos cheios de flor de farinha, amassada com azeite, para oferta de alimentos; "

Números 7:49 descreve uma oferta específica e valiosa apresentada a Deus, preparada com cuidado e conforme o padrão do santuário. O versículo ensina que Deus …

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