Êxodo 28:1
" Depois tu farás chegar a ti teu irmão Arão, e seus filhos com ele, do meio dos filhos de Israel, para me administrarem o ofício sacerdotal; a saber: Arão, Nadabe, e Abiú, Eleazar e Itamar, os filhos de Arão. "
Entenda os temas principais e aplique Êxodo 28 na sua vida hoje
43 versículos | Almeida Corrigida Fiel
Arão e seus filhos são separados dentre os filhos de Israel para exercer o sacerdócio. Esse chamado envolve proximidade com Deus, serviço contínuo e um processo de consagração que inclui vestes especiais, unção e santificação para o ministério.
As vestes sacerdotais são feitas "para glória e ornamento" e para santificar Arão no seu ofício. Cada peça aponta para a santidade de Deus e para a necessidade de pureza, respeito e beleza espiritual na presença do Senhor.
As pedras de ônix nos ombros e as doze pedras no peitoral lembram que o sacerdote representa todo o povo diante de Deus. Arão leva os nomes de Israel sobre os ombros e sobre o coração, como memória e intercessão contínua diante do Senhor.
O peitoral é chamado de "peitoral do juízo" e recebe Urim e Tumim, instrumentos pelos quais o juízo e a direção de Deus são buscados. O sacerdote leva o juízo dos filhos de Israel diante do Senhor continuamente, apontando para Deus como fonte última de discernimento.
A lâmina de ouro na testa de Arão, com a inscrição "SANTIDADE AO SENHOR", simboliza que todo o serviço e as ofertas precisam estar marcados pela santidade. Arão leva a iniquidade das coisas santas para que o povo e suas ofertas sejam aceitos diante de Deus.
O capítulo é repleto de detalhes sobre materiais, medidas e forma de confeccionar as vestes. Essa minúcia ressalta que o culto a Deus não é conduzido segundo conveniências humanas, mas segundo a ordem e o padrão estabelecidos pelo próprio Senhor.
Êxodo 28 se insere no período em que Israel, recém-liberto do Egito, acampa ao pé do Sinai. Ali Deus estabelece não apenas a aliança, mas também toda a estrutura de culto que regerá a vida do povo. O tabernáculo já havia sido descrito em detalhes (Êxodo 25–27) e agora o foco se volta para aqueles que ministrariam dentro dele.
Na cultura do Antigo Oriente Próximo, sacerdotes eram figuras centrais no culto, mediam a relação entre divindades e povo, e frequentemente usavam vestes elaboradas, cheias de simbolismo. Em Israel, porém, tudo é definido pelo próprio Deus: quem são os sacerdotes (Arão e seus filhos, da tribo de Levi), quais roupas devem vestir e qual significado espiritual essas roupas carregam.
A escolha de materiais preciosos (ouro, pedras, linho fino, tecidos coloridos) reflete o valor da presença de Deus no meio do povo. O peitoral com doze pedras gravadas com os nomes das tribos e as pedras de ônix nos ombros ligam diretamente o ministério sacerdotal à representação de toda a comunidade. Urim e Tumim, colocados no peitoral, eram meios reconhecidos em Israel para se buscar a decisão de Deus em questões difíceis, embora o texto não explique seu funcionamento exato.
Esse capítulo prepara o terreno para o sistema sacrificial e para o Dia da Expiação descrito em Levítico, destacando que o contato com o Deus santo requer mediação, pureza e obediência às formas estabelecidas por Ele.
Êxodo 28 apresenta uma estrutura organizada e detalhada, típica das seções legais e cultuais do Pentateuco:
Introdução ao sacerdócio de Arão e seus filhos (28:1-3)
Lista geral das vestes sacerdotais (28:4-5)
O éfode e as pedras de memória (28:6-14)
O peitoral do juízo e sua fixação (28:15-28)
Função representativa e Urim e Tumim (28:29-30)
O manto do éfode e sua função protetora (28:31-35)
Lâmina de ouro: "SANTIDADE AO SENHOR" (28:36-38)
Demais vestes e consagração dos sacerdotes (28:39-41)
Calções de linho e exigência de pudor e pureza (28:42-43)
Êxodo 28 desenvolve verdades centrais sobre Deus, o culto e a mediação entre Deus e o povo.
Em primeiro lugar, destaca a santidade de Deus. A necessidade de vestes específicas, a ameaça de morte se algumas exigências não forem cumpridas e a inscrição "SANTIDADE AO SENHOR" mostram que Deus não é tratado com informalidade ou descuido. Sua santidade exige reverência, pureza e um padrão de culto que Ele próprio define.
Em segundo lugar, o capítulo enfatiza a mediação sacerdotal. Arão e seus filhos são separados para representar o povo diante de Deus: carregam os nomes de Israel nos ombros e sobre o coração, levam a iniquidade das coisas santas e apresentam as ofertas. Isso aponta para a realidade de que pecadores não têm acesso livre ao Deus santo sem um mediador aprovado por Ele.
Terceiro, o texto apresenta a ideia de representação corporativa. O sacerdote não está ali em nome próprio; seus ombros e seu peito estão marcados pelos nomes das tribos. O ministério de um atinge muitos, tanto para bênção quanto para responsabilidade. A adoração é comunitária, e a liderança espiritual carrega o povo diante de Deus.
Quarto, há uma forte ênfase na beleza da santidade. As vestes são para "glória e ornamento", feitas de materiais preciosos e cores ricas. A beleza não é vazia: comunica o valor da presença de Deus e a honra do serviço prestado a Ele. O culto é ao mesmo tempo reverente e belo, refletindo o caráter de Deus.
Quinto, o peitoral do juízo e o uso de Urim e Tumim sublinham que o juízo pertence ao Senhor. As decisões importantes para a nação não são tomadas apenas com base em cálculo humano, mas buscando a vontade de Deus. O sacerdote leva o juízo de Israel diante do Senhor, reconhecendo que a verdadeira sabedoria vem dEle.
Por fim, esse capítulo se torna um pano de fundo rico para compreender a figura do Sumo Sacerdote perfeito no restante da Escritura. A função de carregar o povo nos ombros e no coração, de levar a iniquidade e de garantir aceitação diante de Deus encontra cumprimento pleno em Cristo, que se oferece a si mesmo e abre um novo e vivo caminho de acesso ao Pai. As vestes de Arão antecipam, em forma e símbolo, a perfeita santidade, beleza e eficácia do ministério sacerdotal de Cristo.
Êxodo 28, embora trate de vestes sacerdotais, fala a dimensões profundas da experiência humana: pertencimento, responsabilidade, identidade e segurança diante de Deus.
Ao mostrar o sacerdote carregando os nomes do povo nos ombros e sobre o coração, o texto toca o anseio por não ser esquecido ou anônimo. A imagem comunica que o povo é lembrado e representado diante de Deus, o que pode confortar sentimentos de abandono ou insignificância.
A ênfase em "SANTIDADE AO SENHOR" e na aceitação das ofertas aborda a angústia de culpa e inadequação. O capítulo traz a ideia de que Deus provê um caminho para que pessoas imperfeitas possam se aproximar, não pela própria perfeição, mas pela mediação que Ele estabelece.
Os muitos detalhes e regras podem falar às pessoas que buscam controle absoluto como forma de lidar com ansiedade. O texto mostra que o controle último pertence a Deus, que define o caminho e cuida dos detalhes do relacionamento com Ele. Isso pode reduzir a pressão de ter de "se autojustificar" em tudo.
Por outro lado, a exigência de pureza e de respeito aos limites também ajuda a nomear e validar o senso interno de que nem tudo é banal ou indiferente. Há espaços, relações e atitudes que pedem cuidado, reverência e proteção, assim como o uso de calções de linho para preservar pudor e dignidade.
Assim, o capítulo oferece uma base simbólica para trabalhar temas de identidade espiritual, vergonha, culpa, responsabilidade comunitária e confiança na provisão de Deus para o acesso à Sua presença.
Alguns aspectos de Êxodo 28 podem ser mal interpretados e gerar desconforto emocional ou espiritual:
Medo excessivo de punição: As expressões "para que não morra" e a ameaça de morte pela quebra de instruções podem ser lidas de forma distorcida, especialmente por quem já lida com medo intenso de Deus ou histórico religioso marcado por abuso espiritual. É importante lembrar que o contexto é a formação de um povo e um sistema de culto específicos, não um padrão de terror arbitrário.
Perfeccionismo espiritual: A quantidade de detalhes pode alimentar, em pessoas perfeccionistas, a sensação de que qualquer falha mínima trará rejeição imediata. O sentido do texto, porém, é ressaltar a seriedade da santidade de Deus e a suficiência da mediação que Ele mesmo fornece, e não exigir perfeição impecável em cada gesto humano da vida cotidiana.
Sentimento de distância intransponível de Deus: A figura do sacerdote como mediador pode ser entendida, de forma desequilibrada, como se Deus estivesse permanentemente inacessível e desinteressado. O próprio texto, ao mostrar que Deus prepara um caminho, indica Sua intenção de se aproximar do povo, não de afastá-lo.
Vergonha corporal exacerbada: A instrução sobre calções para cobrir a nudez pode ser mal usada para reforçar vergonha do corpo ou repressão do sentido saudável de pudor. Aqui, o foco está na reverência no contexto do culto, não em desprezo pelo corpo humano.
Culpa esmagadora por não "ser santo o suficiente": A frase "SANTIDADE AO SENHOR" pode ser lida como um peso insuportável, especialmente por quem luta com culpa crônica. O texto, porém, mostra que a santidade pertence primeiramente a Deus e que Ele providencia meios para que Seu povo seja aceito, mesmo em sua fragilidade.
Em leituras pastorais e terapêuticas, é importante enfatizar o cuidado de Deus em prover mediação, acolhimento e um caminho de aproximação, e não apenas os aspectos de juízo e exigência.
Êxodo 28 inspira práticas e atitudes que podem ser traduzidas para a vida diária, mesmo em contextos muito diferentes do tabernáculo:
Valorizar a santidade e a reverência: A maneira como se entra em ambientes de culto, se fala sobre Deus e se lida com a fé pode refletir o respeito à santidade divina. Isso se expressa em atitudes de atenção, sinceridade, integridade e cuidado, não em formalismo vazio.
Reconhecer a importância da representação responsável: Quem exerce liderança espiritual, familiar ou comunitária carrega simbolicamente pessoas "sobre os ombros" e "sobre o coração". O texto estimula responsabilidade, intercessão, lembrança do bem-estar dos outros e consciência de que decisões pessoais afetam muitos.
Cuidar da identidade e do testemunho visível: As vestes de Arão o identificavam como sacerdote. Hoje, mais do que roupas, trata-se de caráter e conduta: honestidade, justiça, misericórdia e fidelidade à fé comunicam quem se é e a quem se pertence.
Buscar a sabedoria de Deus nas decisões difíceis: O papel de Urim e Tumim aponta para a busca de direção divina. Na prática, isso se traduz em oração, estudo das Escrituras, busca de conselhos sábios e disposição de submeter planos à vontade de Deus.
Ver a beleza como expressão de honra a Deus: O cuidado com excelência e beleza em tudo o que se faz para Deus — seja na música, na organização, no serviço ao próximo — reflete o princípio das "vestes para glória e ornamento". Não se trata de luxo por vaidade, mas de honrar a Deus com o melhor possível dentro da realidade de cada um.
Praticar pudor e respeito nos contextos adequados: Os calções de linho indicam respeito pelo próprio corpo e pelo ambiente de culto. Hoje, esse princípio pode se refletir em escolhas de postura, linguagem e vestimenta que comuniquem dignidade e respeito por si, pelos outros e por Deus.
Reconhecer que Deus se importa com detalhes: Os minuciosos comandos lembram que aspectos aparentemente pequenos da vida — palavras, gestos, atitudes discretas — têm peso diante de Deus. Isso encoraja a viver com consciência e propósito até nas tarefas simples.
Os detalhes ressaltam a santidade de Deus e a importância do sacerdócio. As vestes não são simples adereços, mas sinais visíveis de verdades espirituais: representação do povo, juízo divino, santidade, glória e beleza do serviço a Deus. Ao definir cada parte, Deus mostra que o culto não é deixado ao acaso, mas segue um padrão que comunica quem Ele é e como deve ser adorado.
As pedras de ônix nos ombros e as doze pedras do peitoral simbolizam que o sacerdote representa todo o povo diante de Deus. Levar os nomes "sobre os ombros" sugere responsabilidade e carga; levar sobre o coração aponta para afeição e intercessão. Assim, o sacerdote se apresenta diante do Senhor não apenas por si, mas em nome de toda a comunidade de Israel.
O peitoral do juízo era uma peça de tecido quadrada, ricamente adornada com doze pedras preciosas, cada uma com o nome de uma tribo. Ele é chamado de "do juízo" porque nele eram colocados Urim e Tumim, por meio dos quais se buscava o juízo, isto é, a decisão de Deus em assuntos importantes para o povo. O sacerdote, ao entrar diante do Senhor, levava simbolicamente o juízo de Israel sobre o coração.
O texto bíblico não explica em detalhes o que eram fisicamente Urim e Tumim, nem exatamente como funcionavam. O que se sabe é que eram colocados no peitoral do juízo e usados para buscar a direção de Deus em decisões difíceis. Representam a convicção de que o juízo final e a verdadeira sabedoria pertencem ao Senhor, e que o povo deveria consultar a vontade dEle, em vez de confiar apenas em sua própria análise.
A lâmina de ouro na testa de Arão, com a inscrição "SANTIDADE AO SENHOR", indicava que todo o seu serviço e tudo o que ele apresentava a Deus pertenciam e eram dedicados ao Senhor. Ela também simbolizava que o sacerdote carregava a iniquidade das coisas santas, garantindo que as ofertas do povo fossem aceitas. Era um lembrete constante de que o culto deve ser marcado pela santidade e de que a aceitação diante de Deus depende da mediação que Ele mesmo institui.
A menção à morte enfatiza a seriedade de estar na presença de um Deus absolutamente santo. Não se tratava de ameaças arbitrárias, mas da realidade de que o pecado e a irreverência são incompatíveis com a santidade divina. As instruções sobre as vestes, o som das campainhas e o uso dos calções de linho faziam parte de um conjunto de proteções e limites para que o sacerdote se aproximasse de Deus de forma correta e segura.
Êxodo 28 apresenta uma cena cheia de símbolos, e muitos deles tocam o coração de quem se sente esquecido ou cansado. Os nomes das tribos gravados nas pedras sobre os ombros e sobre o peito do sacerdote mostram que, diante de Deus, o povo não é uma massa anônima. Cada tribo tem seu nome cuidadosamente esculpido e carregado de forma permanente. Isso revela um Deus que não trata Seu povo como números, mas como pessoas com identidade e história. A imagem de Arão entrando no santuário com os nomes sobre o coração sugere cuidado, lembrança e intercessão constante. Para corações que lutam com a sensação de invisibilidade, esse capítulo oferece um consolo silencioso: diante de Deus, o Seu povo é lembrado, nome por nome. A inscrição "SANTIDADE AO SENHOR" também fala a quem se sente sujo ou inadequado. O texto diz que ela está sobre a testa de Arão para que ele leve a iniquidade das coisas santas e para que o povo tenha aceitação diante do Senhor. Há reconhecimento de falhas, de ofertas imperfeitas, mas também a mensagem de que Deus providencia um meio de acolher, não de rejeitar. Os detalhes das vestes, tecidos, cores e pedras formam uma imagem de beleza. Em tempos de dor, a alma muitas vezes perde o senso de beleza e de valor. A forma como Deus cuida da aparência do sacerdote lembra que, mesmo em meio à dureza do deserto, Ele se importa em preencher a adoração com dignidade e beleza, como um cuidado delicado com o coração do Seu povo. Por fim, a necessidade de cobrir a nudez com calções de linho não é um gesto de humilhação, mas de proteção da dignidade. Em contextos de vergonha, essa imagem pode ser vista como um lembrete de que Deus não expõe para humilhar; Ele cobre para proteger, preservando o valor e o pudor de quem se aproxima dEle.
Êxodo 28 é um texto fundamental para entender a teologia do sacerdócio no Antigo Testamento. Ele mostra que o sacerdócio não nasce de iniciativa humana, mas de um chamado divino específico: Arão e seus filhos são escolhidos dentre os filhos de Israel. A sua função é mediadora, servindo de elo entre Deus e o povo no contexto da aliança mosaica. As vestes descritas aqui não são meras roupas de cerimônia; funcionam como uma linguagem visual de alta densidade teológica. O éfode, peça central, liga-se ao peitoral do juízo de forma inseparável, indicando que a representação do povo (os nomes das tribos) e o exercício do juízo divino (Urim e Tumim) fazem parte integral da identidade sacerdotal. As pedras nos ombros e no peito remetem à dupla dimensão do ministério: responsabilidade (peso sobre os ombros) e afeição/intercessão (coração). O uso de materiais de mesma qualidade do tabernáculo (ouro, azul, púrpura, carmesim, linho fino) mostra uma correspondência entre o santuário e o sacerdote. O mediador é, de certo modo, uma extensão viva do próprio santuário onde Deus habita. Isso prepara o caminho para compreensões posteriores, em que o povo de Deus e, em última instância, o próprio Cristo, são vistos como templo e sacerdote. O título "peitoral do juízo" e a presença de Urim e Tumim indicam que o templo não era apenas lugar de sacrifícios, mas também de discernimento da vontade de Deus para a comunidade. A esfera jurídica e a esfera cultual se entrelaçam, reforçando a ideia de que o verdadeiro juízo nasce da presença de Deus e não apenas de estruturas humanas. A lâmina com "SANTIDADE AO SENHOR" sintetiza a identidade sacerdotal e a natureza do culto. A função do sacerdote inclui lidar com a "iniquidade das coisas santas", uma expressão que implica que até as ofertas podem ser marcadas pela imperfeição humana. O sistema cultual, então, não supõe perfeição do ofertante, mas a provisão divina de santidade para que o pecador encontre aceitação. Do ponto de vista canônico, o capítulo prepara temas que serão desenvolvidos em Levítico e retomados na reflexão posterior sobre o sacerdócio. Ele cria uma matriz simbólica que será essencial para a compreensão da figura do Sumo Sacerdote ideal, cuja mediação é plena, cuja santidade é absoluta e cuja obra torna possível um acesso definitivo à presença de Deus.
Embora Êxodo 28 trate de um contexto muito específico, ele traz princípios que se aplicam diretamente à vida prática. Um primeiro ponto é a responsabilidade de quem lidera. O sacerdote carrega nomes nos ombros e sobre o coração, lembrando que liderança não é privilégio vazio, mas carga real pelas pessoas. Em qualquer posição de influência — família, trabalho, comunidade — existe um chamado para assumir o peso de cuidar dos outros com seriedade e empatia. O texto também mostra que a forma importa. As vestes eram "para glória e ornamento". Isso fala de postura, aparência e comportamento que combinam com a função exercida. Na prática, isso se traduz em coerência: quem diz servir a Deus e ao próximo precisa alinhar fala, atitudes e jeito de se apresentar com os valores que defende. Outro princípio é o da diligência nos detalhes. Os muitos elementos — correntes, anéis, medidas, cores — exigiam gente sábia de coração e habilidosa. A vida diária, seja em tarefas simples ou complexas, também pede esse espírito de excelência: fazer com capricho, com consciência de que mesmo o que parece pequeno pode fazer parte de algo maior diante de Deus. A inscrição "SANTIDADE AO SENHOR" na testa do sacerdote sugere identidade declarada. A ideia de ter a mente e a frente marcadas por algo maior que interesses pessoais inspira escolhas éticas no trabalho, honestidade nas finanças, fidelidade nos relacionamentos e compromisso com a verdade. Os calções de linho e a preocupação em cobrir a nudez apontam para a importância do pudor e do respeito ao corpo e ao ambiente. Isso se aplica a como se lida com intimidade, com exposição nas redes sociais, com o clima nos ambientes de trabalho e de culto. A mensagem é que dignidade e respeito não são detalhes supérfluos, mas parte de viver de forma saudável e honrada. Por fim, o fato de tudo isso ser descrito como "estatuto perpétuo" para a descendência de Arão lembra que exemplos e padrões se prolongam nas gerações. As escolhas de hoje em caráter, ética e culto a Deus ajudam a moldar a herança que famílias e comunidades recebem no futuro.
" Depois tu farás chegar a ti teu irmão Arão, e seus filhos com ele, do meio dos filhos de Israel, para me administrarem o ofício sacerdotal; a saber: Arão, Nadabe, e Abiú, Eleazar e Itamar, os filhos de Arão. "
" E farás vestes sagradas a Arão teu irmão, para glória e ornamento. "
" Falarás também a todos os que são sábios de coração, a quem eu tenho enchido do espírito da sabedoria, que façam vestes a Arão para santificá-lo; para que me administre o ofício sacerdotal. "
" Estas pois são as vestes que farão: um peitoral, e um éfode, e um manto, e uma túnica bordada, uma mitra, e um cinto; farão, pois, santas vestes para Arão, teu irmão, e para seus filhos, para me administrarem o ofício sacerdotal. "
" E tomarão o ouro, e o azul, e a púrpura, e o carmesim, e o linho fino, "
" E farão o éfode de ouro, e de azul, e de púrpura, e de carmesim, e de linho fino torcido, de obra esmerada. "
" Terá duas ombreiras, que se unam às suas duas pontas, e assim se unirá. "
" E o cinto de obra esmerada do seu éfode, que estará sobre ele, será da sua mesma obra, igualmente, de ouro, de azul, e de púrpura, e de carmesim, e de linho fino torcido. "
" E tomarás duas pedras de ônix, e gravarás nelas os nomes dos filhos de Israel, "
" Seis dos seus nomes numa pedra, e os outros seis nomes na outra pedra, segundo as suas gerações; "
" Conforme à obra do lapidário, como o lavor de selos lavrarás estas duas pedras, com os nomes dos filhos de Israel; engastadas ao redor em ouro as farás. "
" E porás as duas pedras nas ombreiras do éfode, por pedras de memória para os filhos de Israel; e Arão levará os seus nomes sobre ambos os seus ombros, para memória diante do Senhor. "
" Farás também engastes de ouro, "
" E duas cadeiazinhas de ouro puro; de igual medida, de obra de fieira as farás; e as cadeiazinhas de fieira porás nos engastes. "
" Farás também o peitoral do juízo de obra esmerada, conforme à obra do éfode o farás; de ouro, de azul, e de púrpura, e de carmesim, e de linho fino torcido o farás. "
" Quadrado e duplo, será de um palmo o seu comprimento, e de um palmo a sua largura. "
" E o encherás de pedras de engaste, com quatro ordens de pedras; a ordem de um sárdio, de um topázio, e de um carbúnculo; esta será a primeira ordem; "
" E a segunda ordem será de uma esmeralda, de uma safira, e de um diamante; "
" E a terceira ordem será de um jacinto, de uma ágata, e de uma ametista; "
" E a quarta ordem será de um berilo, e de um ônix, e de um jaspe; engastadas em ouro serão nos seus engastes. "
" E serão aquelas pedras segundo os nomes dos filhos de Israel, doze segundo os seus nomes; serão esculpidas como selos, cada uma com o seu nome, para as doze tribos. "
" Também farás para o peitoral cadeiazinhas de igual medida, obra trançada de ouro puro. "
" Também farás para o peitoral dois anéis de ouro, e porás os dois anéis nas extremidades do peitoral. "
" Então porás as duas cadeiazinhas de fieira de ouro nos dois anéis, nas extremidades do peitoral; "
" E as duas pontas das duas cadeiazinhas de fieira colocarás nos dois engastes, e as porás nas ombreiras do éfode, na frente dele. "
" Farás também dois anéis de ouro, e os porás nas duas extremidades do peitoral, na sua borda que estiver junto ao éfode por dentro. "
" Farás também dois anéis de ouro, que porás nas duas ombreiras do éfode, abaixo, na frente dele, perto da sua juntura, sobre o cinto de obra esmerada do éfode. "
" E ligarão o peitoral, com os seus anéis, aos anéis do éfode por cima, com um cordão de azul, para que esteja sobre o cinto de obra esmerada do éfode; e nunca se separará o peitoral do éfode. "
" Assim Arão levará os nomes dos filhos de Israel no peitoral do juízo sobre o seu coração, quando entrar no santuário, para memória diante do Senhor continuamente. "
" Também porás no peitoral do juízo Urim e Tumim, para que estejam sobre o coração de Arão, quando entrar diante do Senhor: assim Arão levará o juízo dos filhos de Israel sobre o seu coração diante do Senhor continuamente. "
" Também farás o manto do éfode, todo de azul. "
" E a abertura da cabeça estará no meio dele; esta abertura terá uma borda de obra tecida ao redor; como abertura de cota de malha será, para que não se rompa. "
" E nas suas bordas farás romãs de azul, e de púrpura, e de carmesim, ao redor das suas bordas; e campainhas de ouro no meio delas ao redor. "
" Uma campainha de ouro, e uma romã, outra campainha de ouro, e outra romã, haverá nas bordas do manto ao redor, "
" E estará sobre Arão quando ministrar, para que se ouça o seu sonido, quando entrar no santuário diante do Senhor, e quando sair, para que não morra. "
" Também farás uma lâmina de ouro puro, e nela gravarás como as gravuras de selos: SANTIDADE AO SENHOR. "
" E atá-la-ás com um cordão de azul, de modo que esteja na mitra, na frente da mitra estará; "
" E estará sobre a testa de Arão, para que Arão leve a iniqüidade das coisas santas, que os filhos de Israel santificarem em todas as ofertas de suas coisas santas; e estará continuamente na sua testa, para que tenham aceitação perante o Senhor. "
" Também farás túnica de linho fino; também farás uma mitra de linho fino; mas o cinto farás de obra de bordador. "
" Também farás túnicas aos filhos de Arão, e far-lhes-ás cintos; também lhes farás tiaras, para glória e ornamento. "
" E vestirás com eles a Arão, teu irmão, e também seus filhos; e os ungirás e consagrarás, e os santificarás, para que me administrem o sacerdócio. "
" Faze-lhes também calções de linho, para cobrirem a carne nua; irão dos lombos até as coxas. "
" E estarão sobre Arão e sobre seus filhos, quando entrarem na tenda da congregação, ou quando chegarem ao altar para ministrar no santuário, para que não levem iniqüidade e morram; isto será estatuto perpétuo para ele e para a sua descendência depois dele. "
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