Isaías 49 - Significado, temas e aplicação

Entenda os temas principais e aplique Isaías 49 na sua vida hoje

26 versículos | Almeida Corrigida Fiel

Sobre o que é Isaías 49?

Isaías 49 apresenta o Servo do SENHOR chamado desde o ventre, com uma missão que vai além de restaurar Israel: ser luz para as nações e salvação até os confins da terra. O capítulo alterna entre a voz do Servo e as respostas de Deus ao lamento de Sião, que sente-se abandonada. Em meio a essa dor, o SENHOR revela seu amor incomparável, promete restauração, multiplicação de filhos, reversão do cativeiro e vitória sobre opressores, mostrando-se como Redentor poderoso e fiel.

Temas principais em Isaías 49

A missão do Servo do SENHOR (versículos 1-7)

O Servo é chamado desde o ventre, equipado com palavra afiada e protegido pela mão de Deus. Sua missão não é apenas restaurar Jacó, mas tornar-se luz para os gentios e instrumento de salvação até a extremidade da terra, sendo glorificado aos olhos do SENHOR.

Versículos-chave: 1, 3, 6

Consolo e restauração para o povo (versículos 8-13)

Deus promete ouvir no tempo aceitável e agir no dia da salvação, usando o Servo como aliança do povo. Presos são libertos, famintos e sedentos são supridos, caminhos são abertos e exilados retornam de todas as direções, resultando em júbilo nos céus e na terra.

Versículos-chave: 8, 9, 10, 13

O amor inesquecível de Deus por Sião (versículos 14-16)

Mesmo quando Sião sente-se abandonada, o SENHOR responde com uma das imagens mais fortes da Escritura: ainda que uma mãe se esquecesse do filho, Deus não se esqueceria de seu povo. Ele o tem gravado nas palmas das mãos, atento aos seus muros e à sua reconstrução.

Versículos-chave: 14, 15, 16

Multiplicação de filhos e reversão da vergonha (versículos 17-22)

A cidade antes desolada torna-se cheia de habitantes, a ponto de o lugar parecer pequeno demais. Aquela que se via desfilhada, solitária e em cativeiro é surpreendida pela quantidade de filhos trazidos até ela, inclusive por meio das nações.

Versículos-chave: 18, 19, 21, 22

Libertação do poder dos opressores (versículos 24-26)

Deus questiona a impossibilidade humana de tirar a presa do poderoso e, em seguida, afirma que Ele mesmo libertará os cativos, contenderá com os inimigos do seu povo e o redimirá, revelando-se como Salvador e Redentor, o Forte de Jacó.

Versículos-chave: 24, 25, 26

Contexto histórico e literario

Isaías 49 faz parte da seção conhecida como "Cantos do Servo" no livro de Isaías, situada num contexto de juízo e esperança para Judá. O profeta antecipa o exílio babilônico e, ao mesmo tempo, a restauração futura do povo. O capítulo fala a uma comunidade que enfrentaria destruição de Jerusalém, perda de terra e templo, e dispersão entre as nações.

O "Servo" aqui pode ser entendido em camadas: Israel como povo chamado por Deus; um remanescente fiel dentro de Israel; e, em sentido pleno, o Messias que cumpriria de forma definitiva essa missão. A menção às "ilhas" e "povos de longe" mostra uma mensagem direcionada não apenas a Israel, mas ao mundo inteiro. A linguagem de cativeiro, opressores, reis e nações sublinham o cenário de dominação estrangeira e expectativas de libertação política, que Deus amplia para uma libertação espiritual e universal.

O texto reflete a esperança de retorno do exílio, reconstrução da cidade, multiplicação de habitantes e reconhecimento do Deus de Israel pelas nações, uma visão que ultrapassa a restauração física e aponta para um plano redentivo global.

Estrutura de Isaías 49

Isaías 49 apresenta-se como um discurso poético-profético com alternância de vozes e oráculos:

  1. Chamado e identidade do Servo (vv. 1-4)

    • O Servo convoca ilhas e povos distantes para ouvir seu testemunho.
    • Relato de chamado desde o ventre e de capacitação divina.
    • Tensão entre sensação de fracasso e confiança no juízo de Deus.
  2. Missão ampliada do Servo (vv. 5-7)

    • Deus reafirma a formação do Servo desde o ventre.
    • Ampliação da missão: restaurar Jacó e ser luz para os gentios.
    • Promessa de honra diante de reis e príncipes por causa da fidelidade de Deus.
  3. O Servo como aliança e libertador (vv. 8-12)

    • Declaração do "tempo aceitável" e "dia da salvação".
    • O Servo é dado como aliança do povo para restaurar a terra.
    • Imagens pastorais de provisão, cuidado e condução a águas.
    • Reunião de exilados de todas as direções.
  4. Convite ao louvor cósmico (v. 13)

    • Céus, terra e montes conclamados à exultação pela consolação de Deus.
  5. Lamento de Sião e resposta de Deus (vv. 14-16)

    • Sião expressa sensação de abandono.
    • Deus responde com metáfora materna e da gravação nas palmas das mãos.
  6. Promessa de filhos e inversão da desolação (vv. 17-21)

    • Saída de destruidores, chegada apressada dos filhos.
    • Imagens de noiva adornada com os que se ajuntam.
    • Surpresa de Sião diante da multiplicação de descendentes.
  7. Participação das nações na restauração (vv. 22-23)

    • Deus levanta mão e bandeira para os gentios.
    • Reis e rainhas servindo como aios e amas, em atitude de honra e submissão.
  8. Garantia de libertação dos poderosos (vv. 24-26)

    • Pergunta retórica sobre tirar a presa do poderoso.
    • Resposta divina afirmando resgate, contenda contra inimigos e juízo.
    • Conclusão com reconhecimento universal do SENHOR como Salvador e Redentor.

Significado teológico

Isaías 49 é central para a compreensão bíblica da missão do Servo e do alcance universal da salvação. Revela um Deus que chama, forma e envia seu Servo desde o ventre, evidenciando soberania e propósito eterno. A missão do Servo não se restringe à restauração étnica de Israel, mas se abre para todas as nações, antecipando a inclusão dos gentios no plano redentivo.

O capítulo ressalta a fidelidade de Deus diante da aparente inutilidade do trabalho do Servo (v. 4). A obra de Deus não é medida por resultados imediatos, mas pela sua vontade soberana. A expressão "no tempo aceitável" e "no dia da salvação" aponta para momentos específicos em que Deus intervém na história, conceito retomado no Novo Testamento como realização em Cristo.

A teologia do amor de Deus é exposta de forma profunda na resposta ao lamento de Sião. Deus se revela mais comprometido e constante que o amor materno e apresenta a imagem de seu povo gravado nas palmas de suas mãos, sugerindo cuidado permanente e memória infalível.

O texto articula também a doutrina da redenção: Deus mesmo contende com os opressores, liberta os cativos e se apresenta como Salvador e Redentor, o Forte de Jacó. Redenção aqui envolve libertação real de opressão, restauração de herança e reconhecimento público da glória de Deus, apontando para a obra redentora definitiva que uniría justiça, juízo e misericórdia.

Por fim, Isaías 49 sustenta a esperança escatológica: ajuntamento de dispersos, participação das nações, submissão de reis e consolação plena do povo de Deus. Esse horizonte aponta para um futuro em que a salvação alcança os confins da terra e toda carne reconhece o SENHOR.

Aplicação restauradora e de saúde mental

Isaías 49 oferece um forte recurso para cuidado emocional e espiritual em contextos de abandono, fracasso percebido e perda de esperança. O capítulo valida a experiência de quem se sente esquecido ou desamparado, ao registrar que Sião declara: "Já me desamparou o Senhor". Em vez de repreender esse sentimento, Deus responde com imagens de carinho, compromisso e presença constante.

A descrição do Servo que sente seu trabalho como "debalde" ressoa com quem se percebe esgotado, sem ver frutos. Ao mesmo tempo, o texto desloca o foco do resultado visível para a segurança do "direito perante o Senhor" e do "galardão" diante de Deus, promovendo uma reorganização interna de expectativas e senso de valor.

A metáfora materna e a imagem de estar "gravado nas palmas" das mãos oferecem base para reconstrução da autoimagem e da sensação de pertencimento. O contraste entre desolação e futura abundância ajuda a lidar com luto e perdas, lembrando que a situação atual não define para sempre a identidade nem o destino do povo de Deus.

Como linguagem terapêutica, o capítulo trabalha esperança realista: reconhece cativeiro, opressão e destruição, mas insere tudo isso dentro de uma narrativa maior de redenção. Para processos de cura, Isaías 49 contribui reforçando a ideia de que há um Deus que vê, lembra, luta pelos seus e transforma cenários de orfandade em lugares de acolhimento e crescimento.

warning Importante: maus usos comuns

O capítulo contém imagens fortes de juízo e violência contra opressores (v. 26), que podem ser angustiantes para pessoas em estado emocional frágil, com histórico de trauma ou exposição a violência. Essa linguagem pode ser mal interpretada como incentivo à vingança pessoal, quando o texto fala, na verdade, da ação soberana de Deus contra a injustiça.

A promessa de restauração abundante pode ser lida de forma simplista como garantia de prosperidade imediata, gerando frustração em pessoas em sofrimento intenso ou crônico, caso não se faça a distinção entre promessa escatológica e resolução instantânea de problemas.

Para pessoas com sentimentos de abandono ou depressão severa, as declarações de amor de Deus podem gerar tensão interna se usadas para minimizar a dor ou cobrar "mais fé". É importante que o texto seja trabalhado com sensibilidade, acolhendo o lamento de Sião como parte da experiência de fé, e não apenas contrapondo-o com respostas rápidas.

Em contexto de abuso, a ideia de que Deus "contenderá" com os que contendem pode ser mal utilizada para desencorajar a busca de ajuda prática e proteção, se aplicada de forma a promover passividade extrema. O texto aponta para a ação de Deus, mas não invalida a responsabilidade humana de buscar justiça, segurança e apoio adequado.

Aplicação prática para hoje

Isaías 49 inspira várias aplicações práticas para a vida cotidiana:

  1. Sentido de chamado e identidade: a consciência de que o Servo é chamado desde o ventre encoraja a viver com a percepção de que Deus trabalha com propósito, mesmo antes de qualquer realização visível. Em termos práticos, isso orienta escolhas e prioridades, lembrando que identidade em Deus precede desempenho.

  2. Perseverança diante da sensação de fracasso: o reconhecimento do trabalho "debalde" e, ao mesmo tempo, da confiança no juízo de Deus oferece um modelo para quem trabalha, serve, cuida de outros ou lidera sem ver frutos imediatos. Convida a continuar fiel, baseando o valor do esforço em Deus, e não apenas em resultados mensuráveis.

  3. Cuidar de sentimentos de abandono: a queixa de Sião e a resposta de Deus encorajam a nomear a dor, sem negá-la, e ao mesmo tempo a confrontá-la com a verdade do amor constante de Deus. Na prática, isso pode se traduzir em dar espaço para o lamento, mas também em revisitar promessas de Deus como referência para interpretar a própria história.

  4. Acolher quem vem "de longe": a visão de exilados voltando de todas as direções e nações participando da restauração sugere uma postura aberta a pessoas diferentes, marginalizadas ou que retornam após períodos difíceis. Comunidades de fé podem inspirar-se nesse texto para receber, apoiar e integrar quem esteve "afastado".

  5. Confiar na justiça de Deus diante de opressão: a certeza de que Deus contende com os que contendem com seu povo ajuda a resistir à tentação de vingança pessoal e alimenta a busca por justiça de forma responsável, confiando que o juízo final pertence ao SENHOR.

  6. Cultivar esperança em meio a cenários devastados: a transição de deserto e solidão para plenitude e vida incentiva a olhar para realidades quebradas com fé de que Deus pode reverter situações, reconstruir vínculos e reordenar histórias que pareciam terminadas.

Perguntas frequentes

Quem é o "Servo" descrito em Isaías 49?

O "Servo" em Isaías 49 aparece como uma figura chamada por Deus desde o ventre, preparada para falar em nome do SENHOR e cumprir uma missão de restauração. Dentro do próprio livro, o Servo às vezes é identificado com Israel como povo, outras vezes com um representante específico. Neste capítulo, a missão de ser luz para os gentios e salvação até a extremidade da terra aponta para uma realização que ultrapassa qualquer líder comum, sendo tradicionalmente entendida como antecipação do Messias, em quem a vocação de Israel é plenamente cumprida.

O que significa o Servo ser "luz dos gentios"?

Ser "luz dos gentios" significa que a ação do Servo não se limita ao povo de Israel. Seu ministério traz revelação, orientação e salvação para todos os povos. A metáfora da luz indica tirar da escuridão da ignorância de Deus, da idolatria e do pecado, conduzindo as nações ao conhecimento do SENHOR. Assim, o plano divino é universal: todas as etnias são convidadas a participar da salvação que Deus oferece.

Como entender a frase "No tempo aceitável te ouvi"?

A expressão "no tempo aceitável" e "no dia da salvação" faz referência a um momento específico em que Deus decide agir de forma decisiva em favor do seu povo. Indica que há um calendário divino para certas intervenções e que a salvação acontece no tempo certo de Deus, não simplesmente quando o ser humano deseja. Essa ideia é retomada posteriormente como anúncio de que chegou o tempo favorável de Deus por meio da obra do Servo.

O que significa Deus ter gravado seu povo "nas palmas das mãos"?

A imagem de estar gravado nas palmas das mãos comunica memória constante, afeto e compromisso inquebrável. Diferente de algo escrito que pode ser apagado, o gravado sugere algo permanente. As mãos, símbolo de ação e cuidado, indicam que o povo está sempre diante de Deus, presente em sua lembrança e em suas obras. É uma forma poética de afirmar que Deus não se esquece dos seus, mesmo quando eles se sentem abandonados.

Como interpretar as imagens fortes de juízo contra os opressores no final do capítulo?

As imagens de opressores sendo julgados e "sustentados com a sua própria carne" pertencem ao repertório profético de linguagem intensificada para expressar a seriedade do juízo de Deus contra a injustiça. Não são um chamado à violência humana, nem um incentivo à vingança pessoal, mas um anúncio de que Deus levará a sério o mal praticado contra seu povo e trará justiça. A intenção é consolar os oprimidos, assegurando-lhes que a maldade não ficará impune e que o Senhor é Salvador e Redentor.

Perspectivas dos nossos guias espirituais

Heart
Heart

Isaías 49 é uma resposta profunda para corações que se sentem esquecidos e cansados. O capítulo não esconde o desânimo: o Servo diz que trabalhou em vão, e Sião declara que foi abandonada. Essa honestidade mostra que a dor, a sensação de fracasso e o sentimento de desamparo fazem parte da experiência de fé narrada na Bíblia. Dentro desse cenário, a maneira como Deus responde é carregada de ternura. Ele não nega a dor, mas revela seu amor de um jeito que toca o afeto mais profundo: compara-se a uma mãe e diz que, mesmo se uma mãe pudesse se esquecer do filho, Ele não se esqueceria do seu povo. A imagem de estar "gravado nas palmas" das mãos comunica que a história, as feridas e os muros quebrados de Sião estão sempre diante de Deus. A voz do Servo, chamado desde o ventre, também traz consolo. Mesmo quando tudo parece inútil, o texto afirma que o valor do trabalho não está apenas no que se vê, mas no fato de que o direito e o galardão estão diante de Deus. Isso fala a quem serve, cuida, ama e, ainda assim, se sente invisível ou sem resultados. Aos olhos do SENHOR, nada disso é desprezado. As promessas de restauração – filhos voltando, lugares desolados se enchendo de vida, exilados regressando de longe – funcionam como imagens de esperança para corações desolados. O capítulo mostra um Deus que não só compreende o lamento, mas se compromete a reverter situações de solidão, esterilidade e perda, transformando-as em surpresa e alegria. É um convite a deixar que essa verdade toque as áreas internas marcadas por sensação de abandono, lembrando que, mesmo quando a alma diz "fui esquecida", Deus responde: "Eu não me esquecerei de ti".

Mind
Mind

Do ponto de vista exegético, Isaías 49 se destaca como o segundo dos chamados Cânticos do Servo, oferecendo uma descrição mais desenvolvida de sua identidade e missão. O texto alterna entre a fala do Servo (vv. 1-4), os oráculos de Deus a respeito dele (vv. 5-7, 8-12) e a resposta divina ao lamento de Sião (vv. 14-26). A autoapresentação do Servo inclui elementos típicos do chamado profético: convocação de testemunhas universais (ilhas e povos de longe), escolha desde o ventre e capacitação da boca como "espada aguda". A metáfora da flecha escondida na aljava sugere uma preparação longa para um momento específico de uso, reforçando a ideia de tempo divino na missão. Há uma tensão teológica importante no v. 3: o Servo é chamado "Israel", mas em seguida, nos vv. 5-6, torna-se claro que ele atua para restaurar Jacó e Israel. Isso tem levado intérpretes a verem aqui uma personificação de Israel ideal, ou um representante dentro do povo (um remanescente ou figura messiânica) que cumpre a vocação que a nação falhou em cumprir. A ampliação da missão – ser luz para os gentios e salvação até os confins da terra – abre a compreensão do propósito de Deus além das fronteiras étnicas. Os vv. 8-13 introduzem a linguagem de aliança, tempo aceitável e dia da salvação, que ecoa em desenvolvimentos posteriores da teologia bíblica. O Servo é dado como "aliança do povo", expressão que sugere personificação da relação pactuada de Deus com o seu povo. As imagens pastorais e de êxodo (libertação de presos, pasto nos caminhos, condução a águas) retomam motivos da saída do Egito, aplicando-os a uma nova libertação do exílio e, por extensão, a uma redenção mais ampla. A seção de vv. 14-26 desloca o foco para Sião. A queixa de abandono é respondida com duas imagens teológicas robustas: a mãe que não esquece o filho e a gravação nas palmas das mãos. A menção aos muros continuamente diante de Deus sugere a centralidade de Jerusalém na economia da salvação. A partir daí, desenvolve-se uma escatologia de restauração: retorno de filhos, participação das nações no transporte de descendentes, submissão de reis e rainhas, e juízo contra opressores. Teologicamente, o capítulo articula um quadro abrangente: vocação do Servo, inclusão das nações, restauração de Israel, reafirmação do amor de Deus e garantia de juízo contra a injustiça. Esse conjunto fornece base para leituras que veem em Isaías 49 um eixo entre a eleição de Israel, a figura do Messias e o alcance universal da salvação.

Life
Life

Isaías 49 conversa diretamente com desafios práticos que aparecem em trabalho, família, comunidade e projetos pessoais. A experiência do Servo, que afirma ter trabalhado em vão, dialoga com quem investe tempo, energia e recursos em algo – seja um ministério, um relacionamento, um empreendimento – e não enxerga o retorno esperado. O texto mostra que até uma missão dada por Deus pode passar por fases em que os resultados parecem mínimos, convidando a reorganizar motivações e a lembrar que a avaliação final vem do SENHOR. A expansão da missão do Servo para além de Israel oferece um princípio útil para a vida: muitas vezes, a perspectiva humana é estreita, e Deus amplia o alcance daquilo que se faz com fidelidade. Tarefas aparentemente pequenas podem ter impacto mais amplo do que se imagina, principalmente quando são exercidas com integridade e compromisso com o propósito de Deus. A imagem de libertar presos, conduzir à luz os que estão em trevas e prover pasto no caminho sugere uma vocação comunitária de cuidado. Em termos práticos, isso inspira envolvimento com pessoas em diferentes tipos de cativeiro – emocional, social, financeiro, espiritual – e a criação de ambientes onde elas encontrem sustento, direção e descanso. A queixa de Sião por sentir-se desamparada e a resposta de Deus com uma imagem de amor constante oferecem uma chave importante para lidar com a narrativa interna em momentos difíceis. No cotidiano, muitas decisões são influenciadas pela percepção de valor pessoal e de apoio recebido. O capítulo convida a reavaliar essas percepções à luz do que Deus diz, e não apenas das circunstâncias. A promessa de que lugares desolados ficarão pequenos demais para os moradores desafia a olhar para situações de aparente esterilidade – projetos que não andam, relacionamentos quebrados, comunidades enfraquecidas – com esperança ativa: planejar, preparar e agir como quem crê que Deus ainda pode trazer crescimento e renovação. Por fim, a garantia de que Deus contende com opressores lembra que a busca por justiça não se limita ao esforço humano. Na prática, isso encoraja a usar os meios corretos – leis, diálogo, proteção – sem alimentar um espírito de vingança, sabendo que a justiça última está nas mãos do Redentor.

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Versículos em Isaías 49

Isaías 49:1

" Ouvi-me, ilhas, e escutai vós, povos de longe: O SENHOR me chamou desde o ventre, desde as entranhas de minha mãe fez menção do meu nome. "

Isaías 49:2

" E fez a minha boca como uma espada aguda, com a sombra da sua mão me cobriu; e me pôs como uma flecha limpa, e me escondeu na sua aljava; "

Isaías 49:4

" Porém eu disse: Debalde tenho trabalhado, inútil e vãmente gastei as minhas forças; todavia o meu direito está perante o Senhor, e o meu galardão perante o meu Deus. "

Isaías 49:5

" E agora diz o Senhor, que me formou desde o ventre para ser seu servo, para que torne a trazer Jacó; porém Israel não se deixará ajuntar; contudo aos olhos do Senhor serei glorificado, e o meu Deus será a minha força. "

Isaías 49:6

" Disse mais: Pouco é que sejas o meu servo, para restaurares as tribos de Jacó, e tornares a trazer os preservados de Israel; também te dei para luz dos gentios, para seres a minha salvação até à extremidade da terra. "

Isaías 49:7

" Assim diz o Senhor, o Redentor de Israel, o seu Santo, à alma desprezada, ao que a nação abomina, ao servo dos que dominam: Os reis o verão, e se levantarão, como também os príncipes, e eles diante de ti se inclinarão, por amor do Senhor, que é fiel, e do Santo de Israel, que te escolheu. "

Isaías 49:8

" Assim diz o Senhor: No tempo aceitável te ouvi e no dia da salvação te ajudei, e te guardarei, e te darei por aliança do povo, para restaurares a terra, e dar-lhes em herança as herdades assoladas; "

Isaías 49:9

" Para dizeres aos presos: Saí; e aos que estão em trevas: Aparecei. Eles pastarão nos caminhos, e em todos os lugares altos haverá o seu pasto. "

Isaías 49:10

" Nunca terão fome, nem sede, nem o calor, nem o sol os afligirá; porque o que se compadece deles os guiará e os levará mansamente aos mananciais das águas. "

Isaías 49:13

" Exultai, ó céus, e alegra-te, ó terra, e vós, montes, estalai com júbilo, porque o Senhor consolou o seu povo, e dos seus aflitos se compadecerá. "

Isaías 49:15

" Porventura pode uma mulher esquecer-se tanto de seu filho que cria, que não se compadeça dele, do filho do seu ventre? Mas ainda que esta se esquecesse dele, contudo eu não me esquecerei de ti. "

Isaías 49:15 mostra que o amor de Deus é mais forte que o de uma mãe por seu bebê. Mesmo quando alguém se sente abandonado, …

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Isaías 49:16

" Eis que nas palmas das minhas mãos eu te gravei; os teus muros estão continuamente diante de mim. "

Isaías 49:16 mostra que Deus não esquece seu povo, pois o tem “gravado nas palmas das mãos”, como alguém que faz uma marca permanente. Mesmo …

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Isaías 49:18

" Levanta os teus olhos ao redor, e olha; todos estes que se ajuntam vêm a ti; vivo eu, diz o Senhor, que de todos estes te vestirás, como de um ornamento, e te cingirás deles como noiva. "

Isaías 49:19

" Porque nos teus desertos, e nos teus lugares solitários, e na tua terra destruída, agora te verás apertada de moradores, e os que te devoravam se afastarão para longe de ti. "

Isaías 49:20

" E até mesmo os filhos da tua orfandade dirão aos teus ouvidos: Muito estreito é para mim este lugar; aparta-te de mim, para que possa habitar nele. "

Isaías 49:21

" E dirás no teu coração: Quem me gerou estes? Pois eu estava desfilhada e solitária; entrara em cativeiro, e me retirara; quem, pois, me criou estes? Eis que eu fui deixada sozinha; e estes onde estavam? "

Isaías 49:22

" Assim diz o Senhor DEUS: Eis que levantarei a minha mão para os gentios, e ante os povos arvorarei a minha bandeira; então trarão os teus filhos nos braços, e as tuas filhas serão levadas sobre os ombros. "

Isaías 49:23

" E os reis serão os teus aios, e as suas rainhas as tuas amas; diante de ti se inclinarão com o rosto em terra, e lamberão o pó dos teus pés; e saberás que eu sou o Senhor, que os que confiam em mim não serão confundidos. "

Isaías 49:25

" Mas assim diz o Senhor: Por certo que os presos se tirarão ao poderoso, e a presa do tirano escapará; porque eu contenderei com os que contendem contigo, e os teus filhos eu remirei. "

Isaías 49:26

" E sustentarei os teus opressores com a sua própria carne, e com o seu próprio sangue se embriagarão, como com mosto; e toda a carne saberá que eu sou o Senhor, o teu Salvador, e o teu Redentor, o Forte de Jacó. "

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