O capítulo é poético e altamente simbólico, com imagens fortes da natureza e do corpo humano. Pode ser estruturado assim:
1) Renovação da criação (vv.1-2)
- Deserto, ermo e lugar solitário se alegram e florescem.
- Referências ao Líbano, Carmelo e Sarom como padrões de beleza e fertilidade.
- Ênfase na glória e no esplendor de Deus revelados na criação restaurada.
2) Encorajamento aos desanimados (vv.3-4)
- Imperativos pastorais: fortalecer mãos fracas, firmar joelhos trementes.
- Palavra direta aos turbados de coração.
- Anúncio da vinda de Deus com vingança e recompensa, trazendo salvação.
3) Cura e libertação física (vv.5-6a)
- Quatro grupos transformados: cegos, surdos, coxos e mudos.
- Imagens de movimento e som: saltar, cantar.
4) Transformação do deserto em lugar de águas (vv.6b-7)
- Águas irrompem no deserto, ribeiros no ermo.
- Terra seca vira lagos, terra sedenta vira mananciais.
- Substituição de animais selvagens (chacais) por vegetação abundante.
5) O Caminho Santo e a segurança dos remidos (vv.8-9)
- Apresentação de uma estrada especial, o Caminho Santo.
- Exclusão do imundo e dos animais ferozes.
- Garantia de que os caminhantes não errarão, nem mesmo os “loucos”.
6) Clímax: retorno e alegria dos resgatados (v.10)
- Os resgatados voltam a Sião com júbilo.
- Alegria eterna sobre as cabeças, gozo e alegria alcançam o povo.
- Tristeza e gemido fogem, encerrando o poema com vitória e consolo.