Levítico 26:1
" Não fareis para vós ídolos, nem vos levantareis imagem de escultura, nem estátua, nem poreis pedra figurada na vossa terra, para inclinar-vos a ela; porque eu sou o SENHOR vosso Deus. "
Entenda os temas principais e aplique Levítico 26 na sua vida hoje
46 versículos | Almeida Corrigida Fiel
A obediência aos estatutos e mandamentos de Deus traz uma vida marcada por provisão, segurança, crescimento e comunhão íntima com o Senhor. As bênçãos abrangem a terra, o trabalho, as relações e, sobretudo, a presença de Deus no meio do povo.
A rebeldia persistente contra Deus provoca uma sequência crescente de juízos. Cada etapa tem o objetivo de corrigir o povo e levá-lo ao arrependimento, mas, se não houver retorno, as consequências se tornam mais severas, alcançando até a destruição e o exílio.
Mesmo diante da infidelidade de Israel, Deus afirma que não anulará totalmente sua aliança. Caso o povo confesse seus pecados e se humilhe, o Senhor se lembrará das promessas feitas aos patriarcas e preservará Israel, mostrando graça em meio ao juízo.
O capítulo começa reafirmando a proibição da idolatria e o chamado à reverência dos sábados e do santuário. A relação com Deus exige exclusividade e rejeição completa de qualquer forma de culto a imagens ou deuses falsos.
A terra prometida participa das bênçãos e juízos da aliança. Quando o povo obedece, a terra frutifica; quando desobedece, ela se torna estéril e desolada. Até o descanso sabático da terra é levado a sério, a ponto de ser recuperado durante o exílio.
Levítico 26 está inserido na conclusão da seção de leis dadas por Deus a Israel no deserto, no contexto da aliança estabelecida no monte Sinai. Após libertar o povo da escravidão no Egito, o Senhor firma com Israel um pacto no qual Ele se compromete a ser o seu Deus, e Israel é chamado a viver como povo santo, separado e obediente.
No mundo antigo, era comum que tratados de soberania entre reis e povos vassalos incluíssem uma lista de bênçãos pela lealdade e maldições pela traição. Esse capítulo segue um padrão semelhante: apresenta as consequências da obediência e da desobediência à aliança. A terra de Canaã, ainda não totalmente ocupada quando Levítico foi dado, é apresentada como cenário onde essas promessas e advertências se cumpririam ao longo da história de Israel.
Mais tarde, a história de Israel registrada em Juízes, Reis, Crônicas e nos profetas mostra o cumprimento dessas palavras: períodos de bênção na obediência, mas também seca, pragas, derrotas, exílios e, finalmente, o cativeiro assírio e babilônico quando a idolatria e a rebeldia se tornaram persistentes. A ênfase na terra descansar em seus sábados (vv. 34-35) dialoga diretamente com a prática do ano sabático descrita em outros textos, e com a interpretação posterior de que o exílio veio, em parte, como compensação dos sábados não observados.
Levítico 26 é construído como um discurso de aliança com clara organização e contraste entre bênçãos e maldições:
Proibição da idolatria e chamada à santidade básica (vv. 1-2)
Bênçãos da obediência (vv. 3-13)
Maldições da desobediência – primeira etapa (vv. 14-17)
Escalonamento do juízo – segunda etapa (vv. 18-22)
Escalonamento do juízo – terceira etapa (vv. 23-26)
Escalonamento do juízo – quarta etapa extrema (vv. 27-33)
A terra descansa e o medo domina os sobreviventes (vv. 34-39)
Arrependimento e restauração baseada na aliança (vv. 40-45)
Conclusão (v. 46)
Levítico 26 é um dos textos centrais para entender a teologia da aliança no Antigo Testamento. Ele mostra que o relacionamento entre Deus e Israel é um pacto que abrange todas as dimensões da vida: espiritual, social, política, econômica e ecológica.
Primeiro, o capítulo revela a santidade exclusiva de Deus. A proibição à idolatria (vv. 1-2, 30-31) destaca que o Senhor não divide sua glória com outros “deuses”. A idolatria não é apenas um erro religioso, mas uma traição à aliança.
Segundo, o texto expõe a conexão entre obediência e bênção. As bênçãos não são arbitrárias; são fruto de um relacionamento correto com Deus, e incluem tanto prosperidade material quanto paz, segurança e, acima de tudo, a presença divina (vv. 11-12). A promessa “andarei no meio de vós” aponta para o ideal da aliança: Deus habitando com o seu povo.
Terceiro, Levítico 26 mostra a seriedade do pecado. A rebeldia sistemática contra Deus rompe a harmonia com Ele, com o próximo e com a criação. Por isso, os juízos alcançam o corpo (doenças), a sociedade (guerra, terror), a economia (falta de colheita, fome) e a própria terra (desolação). O pecado da nação produz consequências históricas e concretas.
Quarto, o capítulo destaca a paciência e progressividade do juízo divino. Deus não parte imediatamente para o castigo máximo; Ele vai intensificando as correções com o objetivo de chamar ao arrependimento. A repetição de “se ainda com isto não me ouvirdes” e de “sete vezes mais” enfatiza que cada etapa é um convite ignorado.
Por fim, a seção de restauração (vv. 40-45) revela a fidelidade inquebrável de Deus à sua aliança. Mesmo quando Israel falha, Deus continua comprometido com as promessas feitas aos patriarcas. O caminho de volta passa pela confissão do pecado, pela humildade do coração e pela aceitação do castigo como justo. Em última análise, esse padrão aponta para a necessidade de uma restauração mais profunda, que no conjunto das Escrituras encontra cumprimento em uma aliança ainda mais plena, em que Deus continua fiel mesmo quando o ser humano falha.
Levítico 26, embora duro em muitas partes, oferece uma visão terapêutica importante sobre consequências, responsabilidade e esperança. O texto trabalha com a ideia de que escolhas têm resultados concretos, e que a persistência em caminhos destrutivos gera sofrimento crescente. Ao mesmo tempo, mostra que o objetivo das correções divinas não é a destruição, mas a restauração.
A progressão das advertências se assemelha a processos de vida em que sinais de alerta vão se acumulando. Quando há recusa em ouvir, os problemas aumentam. Isso pode ajudar a enxergar, em termos terapêuticos, a importância de reconhecer limites, aprender com as dores e não insistir em padrões que só trazem mais dano.
O capítulo também trabalha o tema da culpa e do arrependimento. Nos versículos finais, a confissão dos pecados e a aceitação do castigo aparecem como caminhos de reconciliação. Isso ressoa com processos de cura emocional e espiritual: admitir erros, reconhecer as consequências e se abrir para um recomeço. A mensagem é que, mesmo após escolhas erradas e seus efeitos, ainda existe possibilidade de restauração, porque Deus mantém sua aliança e não rejeita completamente o seu povo.
Por outro lado, as descrições intensas de juízo podem ser perturbadoras para pessoas sensíveis, especialmente quem enfrenta culpa excessiva, traumas espirituais ou medo intenso de punição. Nesses casos, é importante ler o texto à luz do caráter global de Deus nas Escrituras: justo, mas também compassivo, paciente e pronto a perdoar o coração que se volta para Ele.
Alguns elementos de Levítico 26 podem gerar angústia, especialmente em pessoas com histórico de abuso espiritual, depressão, ansiedade religiosa ou visão distorcida de Deus.
Imagens severas de castigo e violência (vv. 16-33): doenças, fome extrema, guerra, devastação e até referências chocantes à fome em situações de cerco podem despertar medo intenso, disparar memórias traumáticas ou reforçar visões de um Deus apenas irado.
Linguagem de terror e pavor constante (vv. 16-17, 36-37): para pessoas com ansiedade ou pânico, a leitura dessas imagens pode aumentar sintomas de medo difuso ou sentimento de perseguição espiritual.
Associação direta entre sofrimento e pecado: embora o texto, no seu contexto de aliança nacional, estabeleça uma relação clara entre a desobediência coletiva de Israel e o juízo histórico, uma aplicação individual e direta pode ser perigosa. Alguém em sofrimento pode interpretar que toda dor pessoal é punição específica por um pecado, o que não corresponde ao ensino equilibrado das Escrituras sobre o sofrimento.
Risco de autoacusação extrema: pessoas com tendência à culpa patológica podem se ver presas em leituras literais e absolutas das maldições, ignorando a parte de restauração, misericórdia e lembrança da aliança (vv. 40-45).
Numa abordagem cuidadosa, é importante enfatizar o contexto histórico e coletivo do texto, lembrar a intenção corretiva (e não sádica) dos juízos e dar destaque à fidelidade de Deus, que, mesmo após tantos alertas, continua abrindo uma porta de retorno e não abandona definitivamente seu povo.
Lealdade exclusiva a Deus: A proibição da idolatria (vv. 1-2) pode ser aplicada hoje como chamado a não colocar nada acima de Deus – seja trabalho, dinheiro, status, relacionamentos ou ideologias. A vida prática é continuamente convidada a identificar “ídolos modernos” e substituí-los por adoração ao Deus vivo.
Seriedade da obediência no cotidiano: As bênçãos ligadas à obediência mostram que seguir os caminhos de Deus não é um detalhe religioso, mas algo que impacta decisões diárias, ética no trabalho, justiça nas relações, cuidado com os vulneráveis e honestidade. A vida alinhada com os mandamentos de Deus tende a gerar ambientes mais saudáveis, justos e estáveis.
Responsabilidade e consequências: A progressão dos juízos lembra que escolhas repetidas, contrárias à vontade de Deus, têm efeitos crescentes. Na prática, isso pode ser visto em hábitos destrutivos mantidos por anos, em injustiças alimentadas, em relações marcadas por egoísmo. O texto encoraja a interromper ciclos de destruição antes que se tornem irreversíveis.
Valor de ouvir os alertas: Em vez de ignorar avisos internos (consciência) e externos (conselhos, correções, consequências iniciais), o capítulo mostra a importância de responder cedo aos sinais de que algo está errado. Na vida diária, isso pode significar buscar ajuda, mudar de rota, pedir perdão e ajustar atitudes antes que danos maiores aconteçam.
Chamado ao arrependimento genuíno: A parte final do capítulo enfatiza a confissão, o reconhecimento do pecado e a humildade do coração. Na prática, arrependimento não é apenas remorso, mas mudança de direção: assumir responsabilidade, ajustar comportamentos, reparar danos quando possível e voltar a caminhar segundo a vontade de Deus.
Esperança de recomeço: Mesmo depois de consequências sérias, Deus ainda fala de lembrança da aliança e de não rejeitar totalmente seu povo. Isso encoraja a não considerar nenhuma situação como absolutamente perdida quando há disposição de retorno e mudança. Recomeços são possíveis porque a fidelidade de Deus é maior que a falha humana.
As bênçãos e maldições de Levítico 26 fazem parte da aliança de Deus com Israel. As bênçãos (vv. 3-13) descrevem os resultados da obediência: chuva no tempo certo, colheitas abundantes, paz, segurança, vitória sobre inimigos e, sobretudo, a presença de Deus no meio do povo. As maldições (vv. 14-39) apresentam as consequências da desobediência persistente: doenças, derrota, seca, fome, animais ferozes, guerra, devastação da terra e exílio. Essas promessas e advertências têm foco na experiência coletiva de Israel na terra prometida.
Os castigos severos devem ser entendidos no contexto de um tratado de aliança entre Deus e Israel. Eles mostram a seriedade do pecado, especialmente da idolatria e da quebra deliberada da aliança. A progressão do juízo indica a paciência de Deus, que vai intensificando as correções na tentativa de levar o povo ao arrependimento. O objetivo final não é a destruição, mas a restauração. Prova disso é a ênfase final na confissão, na humildade e na lembrança da aliança por parte de Deus (vv. 40-45).
Levítico 26 fala especificamente da aliança de Deus com Israel em relação à terra prometida. As bênçãos e maldições são dirigidas à nação como um todo, dentro desse pacto histórico. Não é adequado aplicar cada detalhe literalmente e diretamente a qualquer pessoa ou país hoje. No entanto, o texto revela princípios válidos: Deus leva a sério a obediência e a idolatria; escolhas têm consequências; e o Senhor é fiel à sua palavra. A forma como esses princípios se aplicam hoje deve considerar toda a revelação bíblica e o contexto da nova aliança.
A expressão se refere ao mandamento dado em outros textos de que a terra deveria descansar a cada sete anos, sem ser cultivada, como um “sábado” para a terra. Israel muitas vezes ignorou esse mandamento. Em Levítico 26, Deus diz que, quando o povo for removido da terra por causa da desobediência, a própria terra finalmente terá o descanso que lhe era devido (vv. 34-35, 43). Isso ressalta que a aliança inclui também o cuidado com a criação e que a terra participa das bênçãos e juízos do relacionamento do povo com Deus.
Sim. Apesar da longa seção de juízos, o capítulo termina com uma forte nota de esperança (vv. 40-45). Deus prevê que o povo confessará seus pecados, reconhecerá a justiça do castigo e se humilhará. Nessa situação, o Senhor promete lembrar-se da aliança com Abraão, Isaque e Jacó, e afirma que não rejeitará completamente seu povo nem invalidará sua aliança. A mensagem é que, mesmo depois de muitos erros e consequências, há caminho de volta por meio do arrependimento, porque Deus é fiel.
Levítico 26 traz uma mistura intensa de promessas lindas e advertências muito duras. Em meio a tudo isso, a grande linha que atravessa o capítulo é o desejo de Deus de estar perto do seu povo. As palavras “porei o meu tabernáculo no meio de vós” e “andarei no meio de vós” revelam o coração de um Deus que quer proximidade, comunhão e cuidado. As descrições das consequências da desobediência podem soar assustadoras, mas também mostram um Deus que não é indiferente ao que destrói seu povo. Quando os caminhos do coração se afastam Dele, a própria vida começa a se desorganizar: medo, insegurança, vazio, sensação de perseguição. O texto, então, funciona como um grande grito de amor severo, chamando de volta antes que o dano seja ainda maior. É tocante perceber que, mesmo depois de tanta resistência, o capítulo termina com a promessa de que Deus não rejeitará completamente Israel. Há espaço para confissão, lágrimas, reconhecimento dos erros. Há lugar para o coração quebrantado que aceita o castigo como justo e descobre que, por trás dele, ainda existe um Deus disposto a lembrar da aliança. Em linguagem de cuidado emocional, Levítico 26 diz que não existe queda tão profunda que impeça Deus de ouvir um coração que se humilha e volta para Ele. Esse capítulo também toca em algo muito humano: a vergonha pelo passado, inclusive pelos erros herdados de gerações anteriores. Quando fala da iniquidade dos pais sendo confessada, ele abre espaço para uma cura mais ampla, que alcança padrões antigos. O consolo está em saber que a história não precisa terminar na culpa; pode seguir pela confissão até chegar na restauração de um Deus que permanece fiel, mesmo quando o povo falha.
Do ponto de vista exegético, Levítico 26 é um típico tratado de bênçãos e maldições de aliança, semelhante a textos encontrados em Deuteronômio e em documentos do Antigo Oriente Próximo. Ele consolida a teologia da retribuição no contexto da aliança mosaica, mostrando como a obediência e a desobediência de Israel se relacionam com a sua permanência na terra. A estrutura progressiva do juízo é notável. Quatro ciclos de advertências (“sete vezes mais”) sugerem uma pedagogia divina: Deus age de modo escalonado, intensificando as consequências conforme a persistência no pecado. Cada ciclo toca em esferas diferentes: saúde, segurança militar, fertilidade da terra, estabilidade social e, finalmente, a própria permanência na terra. Essa progressão ajuda a entender a narrativa histórica posterior de Israel, em especial os livros de Reis, Crônicas e os profetas, que frequentemente interpretam calamidades nacionais como cumprimento dessas cláusulas de aliança. Outro aspecto teológico essencial é a centralidade da presença de Deus (vv. 11-12). As bênçãos materiais não são um fim em si mesmas; apontam para o privilégio maior de ter Deus habitando no meio do povo. A teologia da habitação divina – tabernáculo, depois templo – ganha aqui uma formulação densa: “andarei no meio de vós”. Essa ideia ecoa em toda a Escritura e encontra desdobramentos importantes em outros momentos da história bíblica. O papel da terra também é teologicamente significativo. A terra prometida não é apenas cenário, mas participante ativa da aliança. Ela responde à fidelidade ou infidelidade de Israel, frutificando ou tornando-se desolada. A noção de “sábados da terra” (vv. 34-35, 43) revela uma dimensão ecológica da teologia veterotestamentária: o descanso periódico da terra é parte do culto a Deus, e sua violação traz consequências históricas muito concretas. Por fim, a seção de restauração (vv. 40-45) demonstra que a aliança mosaica está enraizada em uma promessa mais antiga: a aliança com os patriarcas. Quando tudo parece perdido, Deus invoca a memória de Abraão, Isaque e Jacó. Isso confere profundidade à teologia da graça no Antigo Testamento: mesmo no contexto de um pacto condicional, há um fio de fidelidade unilateral de Deus que assegura a continuidade do povo e aponta para desenvolvimentos posteriores na história da revelação.
Levítico 26 fala de forma muito concreta sobre a vida real, porque conecta escolhas a resultados práticos. Na rotina, muitas vezes se imagina que desobedecer aos princípios de Deus afeta apenas a esfera “espiritual”. O capítulo corrige essa visão: obediência e desobediência mexem com trabalho, finanças, segurança, relações, saúde emocional e até o ambiente ao redor. Quando descreve que a terra vai frutificar, que haverá paz, que o povo vai dormir seguro, o texto está mostrando um estilo de vida que nasce de valores firmes: integridade, justiça, reverência, descanso no tempo certo, rejeição de falsos deuses. Esses valores, trazidos para hoje, tocam decisões diárias: como se ganha dinheiro; como se lida com o descanso; como se respeitam limites; como se reage à pressão por resultados; como se tratam pessoas vulneráveis. As maldições, por sua vez, ilustram o que acontece quando padrões destrutivos se mantêm: esforço em vão, sensação de correr sem sair do lugar, medo constante, perda de controle sobre a própria história. Elas funcionam como um espelho de diversos ciclos de vida: vícios mantidos, injustiças toleradas, desonestidade que se torna habitual, decisões guiadas por orgulho ou ganância. Com o tempo, as consequências se acumulam, e a pessoa ou a comunidade colhe o que plantou. Um ponto muito prático do capítulo é o valor de reconhecer erros cedo. Antes que a situação chegue ao extremo, a atitude de voltar atrás, pedir perdão, ajustar rotas e aprender com as pequenas consequências é um caminho bem mais sábio do que insistir até o limite. O texto mostra que ignorar sinais de alerta leva a estágios mais dolorosos. A parte de confissão e restauração também tem implicações concretas: assumir responsabilidade pela própria história, não ficar apenas culpando gerações anteriores, mas também entender que padrões herdados podem ser interrompidos. Há um convite a quebrar ciclos antigos com atitudes novas, sabendo que Deus não anula sua fidelidade e segue abrindo espaço para recomeços mesmo depois de temporadas difíceis.
Levítico 26 oferece um olhar profundo sobre a caminhada espiritual em termos de aliança, propósito e destino. Ele mostra que a vida com Deus não é um acordo superficial, mas um pacto que envolve todo o ser. Nas bênçãos, o ponto mais elevado não é a prosperidade material, mas o anúncio: “andarei no meio de vós, e eu vos serei por Deus, e vós me sereis por povo”. Esse é o núcleo da espiritualidade bíblica: pertencer a Deus e viver na sua presença. O capítulo também revela que a infidelidade à aliança não é apenas um deslize moral, mas um afastamento do próprio sentido da existência. Quando o povo se entrega à idolatria e rejeita os estatutos de Deus, perde-se do centro para o qual foi criado. As consequências descritas – medo, vazio, alienação, exílio – refletem, em nível espiritual, a experiência de viver longe da vontade do Criador: a alma perde descanso, a identidade se dispersa, o futuro parece ameaçador. Ao mesmo tempo, os versículos finais trazem um retrato belíssimo do caminho de volta: confissão sincera, coração humilhado, aceitação do castigo como justo e, sobre tudo isso, a lembrança da aliança por parte de Deus. A restauração não começa na força humana, mas na fidelidade divina à sua própria promessa. Deus se lembra da aliança com Abraão, Isaque e Jacó e se recusa a romper totalmente o vínculo com seu povo. Em termos de formação espiritual, o capítulo convida a uma consciência mais profunda da própria vida diante de Deus: perceber como decisões diárias podem aproximar ou afastar desse “andar com Ele”. Chama também a cultivar um coração sensível, que responde aos primeiros toques de correção em vez de endurecer. E aponta para a esperança de que, mesmo depois de longos períodos de distância, a porta da aliança continua aberta para quem se volta com sinceridade, porque o caráter de Deus é firmemente comprometido com a restauração, e não com o abandono definitivo.
" Não fareis para vós ídolos, nem vos levantareis imagem de escultura, nem estátua, nem poreis pedra figurada na vossa terra, para inclinar-vos a ela; porque eu sou o SENHOR vosso Deus. "
" Guardareis os meus sábados, e reverenciareis o meu santuário. Eu sou o Senhor. "
" Se andardes nos meus estatutos, e guardardes os meus mandamentos, e os cumprirdes, "
" Então eu vos darei as chuvas a seu tempo; e a terra dará a sua colheita, e a árvore do campo dará o seu fruto; "
" E a debulha se vos chegará à vindima, e a vindima se chegará à sementeira; e comereis o vosso pão a fartar, e habitareis seguros na vossa terra. "
Levítico 26:5 mostra a promessa de Deus de provisão contínua: colheitas tão abençoadas que uma etapa da plantação emenda na outra, sem falta. Em termos …
Ler análise completa" Também darei paz na terra, e dormireis seguros, e não haverá quem vos espante; e farei cessar os animais nocivos da terra, e pela vossa terra não passará espada. "
" E perseguireis os vossos inimigos, e cairão à espada diante de vós. "
" Cinco de vós perseguirão a um cento deles, e cem de vós perseguirão a dez mil; e os vossos inimigos cairão à espada diante de vós. "
Levítico 26:8 mostra que, quando Israel vive em obediência a Deus, Ele dá força muito maior que a capacidade humana. Poucos vencem muitos. Hoje, esse …
Ler análise completa" E para vós olharei, e vos farei frutificar, e vos multiplicarei, e confirmarei a minha aliança convosco. "
" E comereis da colheita velha, há muito tempo guardada, e tirareis fora a velha por causa da nova. "
" E porei o meu tabernáculo no meio de vós, e a minha alma de vós não se enfadará. "
" E andarei no meio de vós, e eu vos serei por Deus, e vós me sereis por povo. "
" Eu sou o Senhor vosso Deus, que vos tirei da terra dos egípcios, para que não fôsseis seus escravos; e quebrei os timões do vosso jugo, e vos fiz andar eretos. "
" Mas, se não me ouvirdes, e não cumprirdes todos estes mandamentos, "
" E se rejeitardes os meus estatutos, e a vossa alma se enfadar dos meus juízos, não cumprindo todos os meus mandamentos, para invalidar a minha aliança, "
" Então eu também vos farei isto: porei sobre vós terror, a tísica e a febre ardente, que consumam os olhos e atormentem a alma; e semeareis em vão a vossa semente, pois os vossos inimigos a comerão. "
" E porei a minha face contra vós, e sereis feridos diante de vossos inimigos; e os que vos odeiam, de vós se assenhorearão, e fugireis, sem ninguém vos perseguir. "
" E, se ainda com estas coisas não me ouvirdes, então eu prosseguirei a castigar-vos sete vezes mais, por causa dos vossos pecados. "
" Porque quebrarei a soberba da vossa força; e farei que os vossos céus sejam como ferro e a vossa terra como cobre. "
" E em vão se gastará a vossa força; a vossa terra não dará a sua colheita, e as árvores da terra não darão o seu fruto. "
" E se andardes contrariamente para comigo, e não me quiserdes ouvir, trar-vos-ei pragas sete vezes mais, conforme os vossos pecados. "
" Porque enviarei entre vós as feras do campo, as quais vos desfilharão, e desfarão o vosso gado, e vos diminuirão; e os vossos caminhos serão desertos. "
" Se ainda com estas coisas não vos corrigirdes voltando para mim, mas ainda andardes contrariamente para comigo, "
" Eu também andarei contrariamente para convosco, e eu, eu mesmo, vos ferirei sete vezes mais por causa dos vossos pecados. "
" Porque trarei sobre vós a espada, que executará a vingança da aliança; e ajuntados sereis nas vossas cidades; então enviarei a peste entre vós, e sereis entregues na mão do inimigo. "
" Quando eu vos quebrar o sustento do pão, então dez mulheres cozerão o vosso pão num só forno, e devolver-vos-ão o vosso pão por peso; e comereis, mas não vos fartareis. "
" E se com isto não me ouvirdes, mas ainda andardes contrariamente para comigo, "
" Também eu para convosco andarei contrariamente em furor; e vos castigarei sete vezes mais por causa dos vossos pecados. "
" Porque comereis a carne de vossos filhos, e a carne de vossas filhas. "
" E destruirei os vossos altos, e desfarei as vossas imagens, e lançarei os vossos cadáveres sobre os cadáveres dos vossos deuses; a minha alma se enfadará de vós. "
" E reduzirei as vossas cidades a deserto, e assolarei os vossos santuários, e não cheirarei o vosso cheiro suave. "
" E assolarei a terra e se espantarão disso os vossos inimigos que nela morarem. "
" E espalhar-vos-ei entre as nações, e desembainharei a espada atrás de vós; e a vossa terra será assolada, e as vossas cidades serão desertas. "
" Então a terra folgará nos seus sábados, todos os dias da sua assolação, e vós estareis na terra dos vossos inimigos; então a terra descansará, e folgará nos seus sábados. "
" Todos os dias da assolação descansará, porque não descansou nos vossos sábados, quando habitáveis nela. "
" E, quanto aos que de vós ficarem, eu porei tal pavor nos seus corações, nas terras dos seus inimigos, que o ruído de uma folha movida os perseguirá; e fugirão como quem foge da espada; e cairão sem ninguém os perseguir. "
" E cairão uns sobre os outros como diante da espada, sem ninguém os perseguir; e não podereis resistir diante dos vossos inimigos. "
" E perecereis entre as nações, e a terra dos vossos inimigos vos consumirá. "
" E aqueles que entre vós ficarem se consumirão pela sua iniqüidade nas terras dos vossos inimigos, e pela iniqüidade de seus pais com eles se consumirão. "
" Então confessarão a sua iniqüidade, e a iniqüidade de seus pais, com as suas transgressões, com que transgrediram contra mim; como também eles andaram contrariamente para comigo. "
" Eu também andei para com eles contrariamente, e os fiz entrar na terra dos seus inimigos; se então o seu coração incircunciso se humilhar, e então tomarem por bem o castigo da sua iniqüidade, "
" Também eu me lembrarei da minha aliança com Jacó, e também da minha aliança com Isaque, e também da minha aliança com Abraão me lembrarei, e da terra me lembrarei. "
" E a terra será abandonada por eles, e folgará nos seus sábados, sendo assolada por causa deles; e tomarão por bem o castigo da sua iniqüidade, em razão mesmo de que rejeitaram os meus juízos e a sua alma se enfastiou dos meus estatutos. "
" E, demais disto também, estando eles na terra dos seus inimigos, não os rejeitarei nem me enfadarei deles, para consumi-los e invalidar a minha aliança com eles, porque eu sou o Senhor seu Deus. "
" Antes por amor deles me lembrarei da aliança com os seus antepassados, que tirei da terra do Egito perante os olhos dos gentios, para lhes ser por Deus. Eu sou o Senhor. "
" Estes são os estatutos, e os juízos, e as leis que deu o Senhor entre si e os filhos de Israel, no monte Sinai, pela mão de Moisés. "
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