Levítico 14:1
" Depois falou o SENHOR a Moisés, dizendo: "
Entenda os temas principais e aplique Levítico 14 na sua vida hoje
57 versiculos | Almeida Corrigida Fiel
A lei não trata apenas de afastar o impuro, mas de como reintegrá-lo à comunidade. O ritual com aves, água, sangue e azeite, seguido de banhos, raspagem de pelos e sacrifícios, simboliza uma restauração completa: física, social e espiritual, mediada pelo sacerdote diante do Senhor.
Deus provê uma versão adaptada do ritual para quem não tem recursos, mostrando que a possibilidade de ser purificado não depende de riqueza. Há ofertas alternativas mais simples, sem perda do valor espiritual da purificação.
A “lepra” atinge não só pessoas, mas também casas. O texto mostra um cuidado minucioso com o ambiente de moradia: inspeção, quarentena, remoção de partes afetadas, eventual demolição e ritual de expiação. A vida cotidiana é incluída no cuidado com a santidade.
O capítulo conclui enfatizando que todas essas leis existem para ensinar a distinguir quando algo é impuro e quando é puro. A santidade em Israel passa pela capacidade de discernir, obedecer e respeitar os limites estabelecidos por Deus.
Em todo o processo, o sacerdote examina, declara, oferece sacrifícios e faz expiação perante o Senhor. A restauração não é automática, mas passa por uma mediação que aponta para a necessidade de intercessão e sacrifício para o perdão e a purificação.
Levítico 14 faz parte do conjunto de leis de pureza dadas por Deus a Israel no deserto, após o êxodo do Egito. A “lepra” descrita aqui é um termo amplo que pode englobar várias doenças de pele e até deteriorações em tecidos e construções, não se limitando à hanseníase como conhecida hoje.
Na cultura do antigo Oriente Próximo, doenças de pele e pragas em objetos ou casas eram vistas com seriedade, pois comprometiam a vida em comunidade, o culto e, muitas vezes, eram associadas ao juízo divino. Em Israel, porém, Deus não apenas proíbe ou afasta; Ele cria um caminho ordenado de retorno, mediado pelos sacerdotes.
O capítulo supõe uma transição histórica: parte das instruções já podiam ser aplicadas no deserto (purificação do leproso), mas a seção sobre casas (v. 33-53) antecipa a realidade da terra de Canaã, onde Israel teria propriedades fixas. Casas de pedra e argamassa, expostas à umidade, fungos, mofo ou outros tipos de deterioração, precisavam de critérios de avaliação e tratamento, e o texto incorpora essas situações ao âmbito da santidade.
O sacerdote, representante do povo diante de Deus, exerce aqui um papel quase “sanitário” e jurídico: examina, declara impuro ou puro, acompanha o processo, ordena a remoção ou a destruição e supervisiona os rituais de expiação. Tudo isso insere a saúde, a habitação e a organização social sob o senhorio de Deus.
O capítulo é cuidadosamente organizado de forma didática, com repetições que reforçam o ensino:
Introdução à lei da purificação do leproso (v. 1-3)
Ritual inicial de purificação fora do arraial (v. 4-8)
Ritual complementar no oitavo dia (v. 9-20)
Procedimento adaptado para o pobre (v. 21-32)
Lei da “lepra” em casas na terra de Canaã (v. 33-53)
Conclusão geral das leis da lepra (v. 54-57)
Levítico 14 revela um Deus que leva a sério tanto a santidade quanto a restauração. Impureza não é apenas uma condição física; toca a comunhão com Deus, com a comunidade e com o espaço de habitação. O capítulo mostra, porém, que a história do impuro não precisa terminar no afastamento, mas pode avançar para reintegração mediante expiação.
O papel do sacerdote é central: ele sai ao encontro do leproso fora do arraial, examina, pronuncia, oferece sacrifícios e aplica sangue e azeite sobre pontos específicos do corpo. Esse gesto lembra ritos de consagração sacerdotal e simboliza uma espécie de “reconsagração” da pessoa que retorna à vida comunitária. O sangue, ligado à expiação, e o azeite, associado à consagração e bênção, apontam para uma purificação que não é apenas negativa (retirada da impureza), mas positiva (restauração à presença de Deus).
A provisão diferenciada para o pobre destaca um traço fundamental do caráter divino: a graça que alcança todos. Deus não ajusta o valor espiritual da expiação, mas adapta o custo material. A salvação e a restauração não são privilégio dos ricos, mas oferecidas igualmente, ainda que por meios diferentes.
A atenção dada às casas testemunha que, perante Deus, não há uma separação rígida entre “sagrado” e “secular”. O lar, as paredes, os objetos, tudo é envolvido no chamado à santidade. Quando uma casa é contaminada por uma praga persistente, pode ser necessário removê-la por inteiro, o que simboliza a seriedade do pecado e do mal que corrói por dentro se não for tratado.
A repetição de termos como “expiação”, “limpo” e “imundo” ressalta a pedagogia de Deus com seu povo: Israel devia aprender a discernir e a viver em constante retorno à pureza, por meio dos meios que Ele mesmo estabeleceu. Em perspectiva mais ampla, esses rituais apontam para a obra definitiva de Cristo, que purifica o ser humano por completo, não apenas externamente, e oferece uma restauração plena à comunhão com Deus.
O capítulo, embora técnico, carrega uma dimensão profundamente restauradora. A lepra, que isolava pessoas da comunidade e do culto, aqui encontra um caminho de retorno, cuidadosamente descrito. Isso comunica que situações de exclusão, vergonha e afastamento não são finais quando Deus provê um meio de purificação.
O processo é gradual: há exame, espera, repetição, novos exames e, só então, a declaração de pureza. Isso reflete a realidade de muitos processos de cura emocional e espiritual, que também exigem tempo, acompanhamento e etapas visíveis de transformação. O leproso não é simplesmente “jogado de volta” à vida comum; ele é reintroduzido passo a passo, com marcações claras de que a impureza foi tratada.
A presença de alternativas para o pobre diminui a sensação de desamparo ou de inferioridade. Ninguém é excluído da possibilidade de recomeçar por não ter recursos materiais. A lei deixa claro que a restauração está ao alcance de todos dentro da comunidade da aliança.
A purificação da casa, com eventuais cortes, raspagens e até demolição, sugere um princípio terapêutico: às vezes é preciso lidar profundamente com ambientes, hábitos ou estruturas que adoecem, mesmo que isso implique mudanças radicais. O objetivo não é punição pela punição, mas remover o foco de contaminação e permitir um novo começo em um espaço limpo.
Ao final, a ênfase em discernir entre o que é impuro e puro traz uma dimensão de consciência e responsabilidade: a saúde da comunidade passa pela capacidade de perceber sinais de perigo, buscar ajuda apropriada e seguir processos saudáveis de restauração.
O texto fala de lepra, praga, impureza e até demolição de casas. Pessoas com histórico de rejeição, exclusão religiosa ou experiências traumáticas com doenças podem sentir-se ameaçadas ao ler esses termos.
Podem surgir sensações de vergonha associadas a sofrimento físico ou moral, como se toda enfermidade fosse um sinal direto de culpa pessoal. Também há risco de leitura moralista: tratar qualquer problema físico, emocional ou familiar como “impureza” a ser afastada da convivência, em vez de buscar cuidado e acolhimento.
A menção a “leproso”, a isolamento e a declarações de impureza pode reativar lembranças de experiências de estigma social, bullying ou disciplina religiosa rígida. A ideia de casas completamente destruídas pode acionar medos de perda total, insegurança ou ameaça de desabrigo.
Essas passagens precisam ser lidas com cuidado, lembrando o contexto específico de Israel e o propósito de preservação da comunidade, não como justificativa para exclusão fria de pessoas que sofrem. Em situações de sofrimento intenso ou histórico de abuso espiritual, é importante lidar com esses textos acompanhado de apoio pastoral, psicológico ou comunitário responsável.
Valor da restauração: O capítulo mostra que Deus não se contenta em apenas afastar o que é impuro, mas estabelece caminhos concretos para restaurar pessoas e ambientes. Em termos práticos, isso inspira comunidades a criarem processos de acolhimento, reintegração e cuidado com quem esteve afastado por causa de doenças, pecados ou conflitos, evitando tanto a negligência quanto o preconceito.
Atenção ao processo, não só ao resultado: A purificação do leproso acontece em etapas bem definidas. Na vida diária, muitos tipos de cura – emocional, relacional, espiritual – também exigem tempo, perseverança e acompanhamento. Esse capítulo encoraja a respeitar processos, em vez de exigir mudanças instantâneas ou descartes apressados.
Cuidado com o ambiente em que se vive: A preocupação com a “lepra” nas casas lembra que o espaço físico influencia a saúde e a espiritualidade. Na prática, isso pode se traduzir em cuidar do lar como um lugar de ordem, limpeza, paz e justiça, atento a tudo o que “corrói por dentro”: violência, injustiça, vícios, palavras destrutivas e dinâmicas tóxicas.
Igualdade de acesso à restauração: As provisões especiais para o pobre apontam para a responsabilidade coletiva de não criar barreiras econômicas para quem busca recomeçar. Na prática, isso pode abranger ações de solidariedade, fundos de ajuda, apoio emocional e espiritual acessível, e uma cultura de acolhimento que não faz acepção de pessoas.
Discernimento entre o que contamina e o que cura: A conclusão do capítulo enfatiza o aprendizado de distinguir entre impuro e puro. No cotidiano, isso pode significar desenvolver senso crítico à luz da Palavra de Deus para identificar o que prejudica a vida espiritual e comunitária, e o que promove saúde, justiça, reconciliação e paz.
Reconhecimento da necessidade de mediação e perdão: A figura do sacerdote e o foco em expiação lembram que a restauração profunda não se resume a esforços humanos. Em termos práticos, aponta para a necessidade de buscar reconciliação com Deus, arrependimento e perdão, e de valorizar pessoas e estruturas de cuidado espiritual que ajudam a conduzir nesse caminho.
Em Levítico 14, “lepra” é um termo amplo que abrange diversas condições: doenças de pele em pessoas, deteriorações em roupas e até pragas em casas. Não se limita à hanseníase como entendida na medicina moderna. O foco do texto é a impureza ritual e o impacto sobre a comunidade e o culto, não apenas a descrição clínica de uma doença específica.
O ritual é detalhado porque mostra a seriedade da impureza, mas também a profundidade da restauração. O leproso não é apenas curado fisicamente; ele é reintegrado à vida comunitária e ao culto por meio de um processo visível de purificação. A riqueza de elementos (água, sangue, aves, azeite) e etapas reforça que Deus cuida de todo o ser: corpo, relacionamentos e espiritualidade.
A aplicação de sangue e azeite na orelha, no polegar da mão e do pé direitos lembra rituais de consagração sacerdotal. É um símbolo de que a pessoa é novamente dedicada a Deus em tudo que ouve (orelha), faz (mão) e por onde anda (pé). O sangue enfatiza a expiação e o perdão; o azeite aponta para consagração e bênção.
Porque, para Israel, a santidade não se limitava ao templo; incluía também o lar. Pragas em paredes e estruturas podiam ser sinais de deterioração séria, talvez associadas a fungos, mofo ou outras contaminações. A lei incorpora essas situações ao cuidado com a pureza da comunidade, com inspeção responsável, tentativas de restauração e, se necessário, demolição para proteger a saúde e a santidade do povo.
Revela que Deus não exclui ninguém da possibilidade de ser purificado e restaurado por falta de recursos. O mesmo princípio espiritual de expiação é mantido, mas as ofertas são adaptadas à condição econômica. Isso mostra um Deus justo e compassivo, que valoriza o coração obediente mais do que a quantidade material do sacrifício.
Levítico 14 é parte de um sistema que ensina Israel a viver em santidade, distinguindo entre puro e impuro. No restante da Bíblia, essa linguagem é aprofundada: os profetas e, depois, o Novo Testamento, mostram que a impureza mais profunda está no coração humano. Os rituais de Levítico apontam para a necessidade de uma purificação interior que, segundo o testemunho cristão, encontra realização plena na obra de Cristo.
Levítico 14 descreve pessoas e casas marcadas por algo que as afastava do convívio e do lugar da presença de Deus. Há vergonha, isolamento e espera. No entanto, o capítulo inteiro é construído em torno da ideia de que existe um dia de purificação, um caminho de volta cuidadosamente preparado. O leproso não fica esquecido à margem; o sacerdote sai até ele, fora do arraial. Esse movimento revela um Deus que não permanece distante da dor, mas se aproxima de quem foi afastado. O processo é longo, com banhos, raspagem de pelos, ofertas, sangue e azeite, mas cada passo diz: a exclusão não é definitiva; existe esperança de reintegração. Há também espaço para quem não tem recursos. O texto faz questão de incluir o pobre em uma categoria especial, não para diminuí-lo, mas para garantir que o cuidado alcance igualmente a todos. Isso mostra que, para Deus, a dignidade de quem é restaurado não depende do tamanho da oferta, mas da graça que acolhe. Até as casas atingidas por praga são alvo de atenção. O ambiente onde se vive, que poderia ser lugar de medo ou de vergonha, recebe um ritual de purificação e, quando curado, é declarado limpo. Há uma sensibilidade aí com o lugar da vida cotidiana, como se Deus dissesse que se importa com o espaço onde as relações e memórias acontecem. No fim, a lei da lepra não é apenas um conjunto frio de regras, mas um testemunho de que a impureza, a marca que isola, não precisa ter a palavra final. Há um Deus que ensina seu povo a acolher de novo, a declarar limpo aquilo que foi curado, e a transformar lugares de medo em espaços de vida restaurada.
Levítico 14 se situa na seção de Levítico 11–15, voltada às leis de pureza ritual. Enquanto o capítulo anterior tratou do diagnóstico da lepra em pessoas e objetos, aqui o foco recai sobre os procedimentos de purificação após a cura. A estrutura alterna entre normas para indivíduos e para casas, com forte ênfase no papel sacerdotal. Do ponto de vista exegético, é relevante notar que “lepra” (hebraico tsara’at) é um termo técnico cultual, não um diagnóstico médico moderno. A descrição extensa dos ritos – aves, água corrente, cedro, hissope, carmesim, sangue, azeite – compõe um simbolismo rico. A água corrente remete à ideia de frescor e vida; o sangue está ligado à expiação; o azeite associa-se à consagração. A repetição do número sete ecoa padrões de plenitude e completude presentes na literatura sacerdotal. O rito com as duas aves apresenta paralelos interessantes: uma é morta sobre água corrente; a outra, após ser aspergida, é solta no campo. Muitos intérpretes veem aqui uma combinação de morte e libertação que, no conjunto da teologia bíblica, antecipa a lógica substitutiva e libertadora do sacrifício. A aplicação de sangue e azeite na orelha, mão e pé direitos também retoma Levítico 8, onde Arão e seus filhos são consagrados. Isso sugere que a reintegração do leproso é vista como uma espécie de nova consagração à vida comunitária e ao serviço, com todo o ser – ouvir, agir, caminhar – submetido a Deus. A porção sobre casas (v. 33–53) é notavelmente prospectiva: só faria pleno sentido na terra, quando Israel possuísse construções fixas. A presença deliberada da frase “quando tiverdes entrado na terra de Canaã” mostra que as leis de pureza estão integradas ao projeto maior da posse da terra prometida. A casa não é neutra; ela pode ser lugar de contaminação ou de pureza, exigindo avaliação sacerdotal quase “forense”: exame visual, quarentena, retirada de elementos contaminados, reconstrução e, se necessário, demolição. A conclusão (v. 54–57) funciona como um resumo normativo que apresenta a função pedagógica da legislação: ensinar a distinguir impuro e puro. Em termos teológicos, isso reforça o papel de Israel como povo que conhece e pratica a vontade de Deus em todas as esferas da existência. O capítulo, lido dentro do conjunto do Pentateuco, destaca a importância de uma antropologia que integra corpo, espaço, comunidade e culto sob a categoria de santidade.
Levítico 14 mostra um povo aprendendo a lidar com realidades difíceis: doenças que afastam, pragas em casas, riscos para a comunidade. Em vez de negar o problema ou encobri-lo, o texto descreve um processo responsável de avaliação, isolamento, tratamento e, se possível, restauração. Para a vida prática, esse modelo sugere alguns princípios. Primeiro, problemas sérios – sejam físicos, relacionais ou estruturais – exigem exame honesto. O dono da casa, ao perceber algo anormal nas paredes, precisa avisar o sacerdote. Isso vai na contramão da tendência de esconder o que está ruim por orgulho ou medo. A transparência é o primeiro passo para a correção. Segundo, há espaço para prazos e reavaliações. A casa é fechada por sete dias; depois é reexaminada. Isso aponta para a importância de acompanhar processos, verificar se houve melhora ou piora, e então decidir os próximos passos. Nem tudo se resolve de imediato; algumas questões pedem tempo e acompanhamento cuidadoso. Terceiro, mudanças estruturais podem ser necessárias. Se a praga se espalha, pedras precisam ser arrancadas, paredes raspadas, materiais substituídos. Em linguagem de vida diária, relações, hábitos, rotinas e até ambientes podem precisar de ajustes profundos, não apenas “maquiagem”. Em casos extremos, a casa inteira é derrubada – uma imagem forte da necessidade de às vezes encerrar ciclos, desmontar estruturas e recomeçar de forma mais saudável. O capítulo também ensina a cuidar para que ninguém fique para trás por falta de recursos. As regras especiais para o pobre mostram que uma comunidade justa adapta procedimentos para que todos possam passar pelo processo de restauração. Isso pode inspirar hoje iniciativas de apoio financeiro, acompanhamento próximo e flexibilidade em exigências materiais quando se trata de recuperação e reintegração. Por fim, a insistência no ensino sobre o que é impuro e puro chama à responsabilidade pessoal e comunitária. Vida prática alinhada com Deus pede discernimento: saber o que deve ser evitado, o que precisa ser tratado e o que pode ser abraçado como bom. Levítico 14 traduz essa sabedoria em regras concretas para o cotidiano de um povo inteiro.
Levítico 14 lida com marcas visíveis – manchas na pele, sinais nas paredes –, mas aponta para realidades espirituais mais profundas. A lepra, como impureza que isola, torna-se um símbolo poderoso da condição humana diante do pecado: algo que separa da comunhão, que transforma pessoas e ambientes em lugares de afastamento em relação à presença santa de Deus. No entanto, o capítulo é, em essência, sobre caminhos de volta. O dia da purificação, os rituais, as ofertas, o sacerdote que se aproxima, tudo indica que a história do impuro não precisa terminar na exclusão. A expressão recorrente “fará expiação por ele, e será limpo” mostra que, no coração da aliança, Deus provê um meio para que o afastado seja reintegrado. O sangue e o azeite aplicados na orelha, mão e pé direitos falam de uma vida novamente direcionada a Deus em todas as dimensões. A purificação não é apenas deixar de ser impuro; é ser recolocado em um caminho de escuta, serviço e caminhada alinhados com a vontade divina. Há aqui uma visão de vocação renovada: quem foi restaurado é chamado a viver de modo consagrado. A casa atingida por lepra e, depois, purificada, ilustra que não só pessoas, mas também espaços e estruturas podem ser alvo de redenção. Uma casa que foi lugar de risco pode tornar-se lugar de paz; um ambiente antes contaminado pode ser transformado em local de vida. Isso antecipa a esperança de uma criação renovada, em que Deus faz novas todas as coisas. A conclusão do capítulo, que ressalta o ensino sobre puro e impuro, revela o propósito formativo desses mandamentos: produzir um povo capaz de viver em santidade, discernindo e escolhendo o que condiz com a presença de Deus. Em horizonte mais amplo, Levítico 14 aponta para a necessidade de uma purificação mais radical do que a externa, algo que, de acordo com o testemunho bíblico, se cumpre plenamente na obra redentora de Cristo, que toca o impuro, não se contamina e o torna limpo de forma definitiva. Assim, esse capítulo, com seus detalhes rituais, convida a contemplar o Deus que não apenas denuncia o que contamina, mas abre um caminho de expiação e restauração, preparando o coração e o mundo para uma comunhão eterna com Ele.
" Depois falou o SENHOR a Moisés, dizendo: "
" Esta será a lei do leproso no dia da sua purificação: será levado ao sacerdote, "
" E o sacerdote sairá fora do arraial, e o examinará, e eis que, se a praga da lepra do leproso for sarada, "
" Então o sacerdote ordenará que por aquele que se houver de purificar se tomem duas aves vivas e limpas, e pau de cedro, e carmesim, e hissopo. "
" Mandará também o sacerdote que se degole uma ave num vaso de barro sobre águas vivas, "
" E tomará a ave viva, e o pau de cedro, e o carmesim, e o hissopo, e os molhará, com a ave viva, no sangue da ave que foi degolada sobre as águas correntes. "
" E sobre aquele que há de purificar-se da lepra espargirá sete vezes; então o declarará por limpo, e soltará a ave viva sobre a face do campo. "
" E aquele que tem de purificar-se lavará as suas vestes, e rapará todo o seu pêlo, e se lavará com água; assim será limpo; e depois entrará no arraial, porém, ficará fora da sua tenda por sete dias; "
" E será que ao sétimo dia rapará todo o seu pêlo, a sua cabeça, e a sua barba, e as sobrancelhas; sim, rapará todo o pêlo, e lavará as suas vestes, e lavará a sua carne com água, e será limpo, "
" E ao oitavo dia tomará dois cordeiros sem defeito, e uma cordeira sem defeito, de um ano, e três dízimas de flor de farinha para oferta de alimentos, amassada com azeite, e um logue de azeite; "
" E o sacerdote que faz a purificação apresentará o homem que houver de purificar-se, com aquelas coisas, perante o Senhor, à porta da tenda da congregação. "
" E o sacerdote tomará um dos cordeiros, e o oferecerá por expiação da culpa, e o logue de azeite; e os oferecerá por oferta movida perante o Senhor. "
" Então degolará o cordeiro no lugar em que se degola a oferta da expiação do pecado e o holocausto, no lugar santo; porque quer a oferta da expiação da culpa como a da expiação do pecado é para o sacerdote; coisa santíssima é. "
" E o sacerdote tomará do sangue da expiação da culpa, e o porá sobre a ponta da orelha direita daquele que tem de purificar-se e sobre o dedo polegar da sua mão direita, e no dedo polegar do seu pé direito. "
" Também o sacerdote tomará do logue de azeite, e o derramará na palma da sua própria mão esquerda. "
" Então o sacerdote molhará o seu dedo direito no azeite que está na sua mão esquerda, e daquele azeite com o seu dedo espargirá sete vezes perante o Senhor; "
" E o restante do azeite, que está na sua mão, o sacerdote porá sobre a ponta da orelha direita daquele que tem de purificar-se, e sobre o dedo polegar da sua mão direita, e sobre o dedo polegar do seu pé direito, em cima do sangue da expiação da culpa; "
" E o restante do azeite que está na mão do sacerdote, o porá sobre a cabeça daquele que tem de purificar-se; assim o sacerdote fará expiação por ele perante o Senhor. "
" Também o sacerdote fará a expiação do pecado, e fará expiação por aquele que tem de purificar-se da sua imundícia; e depois degolará o holocausto; "
" E o sacerdote oferecerá o holocausto e a oferta de alimentos sobre o altar; assim o sacerdote fará expiação por ele, e será limpo. "
" Porém se for pobre, e em sua mão não houver recursos para tanto, tomará um cordeiro para expiação da culpa em oferta de movimento, para fazer expiação por ele, e a dízima de flor de farinha, amassada com azeite, para oferta de alimentos, e um logue de azeite, "
" E duas rolas, ou dois pombinhos, conforme as suas posses, dos quais um será para expiação do pecado, e o outro para holocausto. "
" E ao oitavo dia da sua purificação os trará ao sacerdote, à porta da tenda da congregação, perante o Senhor. "
" E o sacerdote tomará o cordeiro da expiação da culpa, e o logue de azeite, e os oferecerá por oferta movida perante o Senhor. "
" Então degolará o cordeiro da expiação da culpa, e o sacerdote tomará do sangue da expiação da culpa, e o porá sobre a ponta da orelha direita daquele que tem de purificar-se, e sobre o dedo polegar da sua mão direita, e sobre o dedo polegar do seu pé direito. "
" Também o sacerdote derramará do azeite na palma da sua própria mão esquerda. "
" Depois o sacerdote com o seu dedo direito espargirá do azeite que está na sua mão esquerda, sete vezes perante o Senhor. "
" E o sacerdote porá do azeite que está na sua mão na ponta da orelha direita daquele que tem de purificar-se, e no dedo polegar da sua mão direita, e no dedo polegar do seu pé direito; no lugar do sangue da expiação da culpa. "
" E o que sobejar do azeite que está na mão do sacerdote porá sobre a cabeça daquele que tem de purificar-se, para fazer expiação por ele perante o Senhor. "
" Depois oferecerá uma das rolas ou um dos pombinhos, conforme suas posses, "
" Sim, conforme as suas posses, será um para expiação do pecado e o outro para holocausto com a oferta de alimentos; e assim o sacerdote fará expiação por aquele que tem de purificar-se perante o Senhor. "
" Esta é a lei daquele em quem estiver a praga da lepra, cujas posses não lhe permitirem o devido para purificação. "
" Falou mais o Senhor a Moisés e a Arão, dizendo: "
" Quando tiverdes entrado na terra de Canaã que vos hei de dar por possessão, e eu enviar a praga da lepra em alguma casa da terra da vossa possessão, "
" Então aquele, de quem for a casa, virá e informará ao sacerdote, dizendo: Parece-me que há como que praga em minha casa. "
" E o sacerdote ordenará que desocupem a casa, antes que entre para examinar a praga, para que tudo o que está na casa não seja contaminado; e depois entrará o sacerdote, para examinar a casa; "
" E, vendo a praga, e eis que se ela estiver nas paredes da casa em covinhas verdes ou vermelhas, e parecerem mais fundas do que a parede, "
" Então o sacerdote sairá da casa para fora da porta, e fechá-la-á por sete dias. "
" Depois, ao sétimo dia o sacerdote voltará, e examinará; e se vir que a praga nas paredes da casa se tem estendido, "
" Então o sacerdote ordenará que arranquem as pedras, em que estiver a praga, e que as lancem fora da cidade, num lugar imundo; "
" E fará raspar a casa por dentro ao redor, e o pó que houverem raspado lançarão fora da cidade, num lugar imundo; "
" Depois tomarão outras pedras, e as porão no lugar das primeiras pedras; e outro barro se tomará, e a casa se rebocará. "
" Porém, se a praga tornar a brotar na casa, depois de arrancadas as pedras e raspada a casa, e de novo rebocada, "
" Então o sacerdote entrará e examinará, se a praga na casa se tem estendido, lepra roedora há na casa; imunda está. "
" Portanto se derribará a casa, as suas pedras, e a sua madeira, como também todo o barro da casa; e se levará para fora da cidade a um lugar imundo. "
" E o que entrar naquela casa, em qualquer dia em que estiver fechada, será imundo até à tarde. "
" Também o que se deitar a dormir em tal casa, lavará as suas roupas; e o que comer em tal casa lavará as suas roupas. "
" Porém, tornando o sacerdote a entrar na casa e examinando-a, se a praga não se tem estendido, depois que a casa foi rebocada, o sacerdote a declarará por limpa, porque a praga está curada. "
" Depois tomará, para expiar a casa, duas aves, e pau de cedro, e carmesim e hissopo; "
" E degolará uma ave num vaso de barro sobre águas correntes; "
Aviso importante: Esta orientacao biblica nao substitui cuidados profissionais de saude mental. Se voce estiver com sintomas de crise, entre em contato com o 988 (National Suicide Prevention Lifeline) ou procure ajuda profissional imediata.