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Levítico 26:1 - Significado e aplicação

Entenda como este versículo fala com o que você está vivendo e como aplicá-lo hoje

Tradução: Almeida Corrigida Fiel

" Não fareis para vós ídolos, nem vos levantareis imagem de escultura, nem estátua, nem poreis pedra figurada na vossa terra, para inclinar-vos a ela; porque eu sou o SENHOR vosso Deus. "

Levítico 26:1

menu_book Versículo no contexto

1 Não fareis para vós ídolos, nem vos levantareis imagem de escultura, nem estátua, nem poreis pedra figurada na vossa terra, para inclinar-vos a ela; porque eu sou o SENHOR vosso Deus.

2 Guardareis os meus sábados, e reverenciareis o meu santuário. Eu sou o Senhor.

3 Se andardes nos meus estatutos, e guardardes os meus mandamentos, e os cumprirdes,

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auto_stories Comentário Bible Guided

Aqui Deus reforça os mandamentos que mais importavam e que seriam a prova mais clara da obediência do povo (Levítico 26:1, Levítico 26:2). São o conteúdo do segundo e do quarto mandamentos, que estão entre os mais extensos dos Dez Mandamentos e são muitas vezes repetidos na lei. Como um senhor que termina repetindo as instruções principais, Deus, por meio de Moisés, encerra com uma exortação especial para que estes dois grandes mandamentos sejam guardados com cuidado.

Em primeiro lugar, eles jamais deveriam adorar imagens nem fazer qualquer tipo de imagem ou figura para uso religioso (Levítico 26:1). Nenhum pecado provocou mais a ira de Deus do que a idolatria, e Israel tinha uma inclinação especial para ela. Moldar uma representação de Deus, tratá‑la como santa e inclinar‑se diante dela é transformar a verdade de Deus em mentira e a sua glória em vergonha.

Em segundo lugar, deviam conservar profundo respeito pelo sábado e pelas santas convocações (Levítico 26:2). Assim como as imagens corrompem a religião, a guarda do sábado e a reverência pelo santuário a preservam. São partes externas importantes da religião, que ajudam a manter o seu coração vivo. Nos profetas, depois da idolatria, nenhum pecado é mais frequentemente censurado e ameaçado do que a profanação do dia de sábado.

Deus também dá fortes incentivos à obediência plena, prometendo que um povo fiel será um povo abençoado. Governos humanos geralmente sustentam suas leis apenas com penalidades, mas Deus se apresenta como aquele que recompensa os que o buscam e o servem. Essas promessas dizem respeito principalmente a esta vida e à vida nacional de Israel, mas também apontam para as bênçãos espirituais dadas, na aliança da graça, a todos os crentes em Cristo.

Ele promete fartura vinda da terra. A chuva viria no tempo certo, nem de menos nem em excesso, de modo que a terra, regada pelo orvalho do céu (Deuteronômio 11:10, Deuteronômio 11:11), produziria abundantemente (Levítico 26:4). A fertilidade da terra depende do céu acima, lembrando que todo dom perfeito vem de Deus, o Pai das luzes. As colheitas seriam tão abundantes que eles estariam colhendo cereais e uvas ao mesmo tempo (Levítico 26:5). Antes de terminarem de segar e debulhar o trigo, as uvas já estariam maduras; e, antes de terminarem a vindima, já seria tempo de voltar a semear. Isso aponta para a riqueza da graça derramada em tempos do evangelho, quando “o que lavra alcançará o que sega” (Amós 9:13), e uma grande colheita de almas será ajuntada para Cristo.

A colheita seria tão cheia que eles teriam de tirar o trigo velho para dar lugar ao novo, repartindo o antigo com os pobres, em vez de guardá‑lo ciosamente. Não teriam necessidade de derrubar seus celeiros e construir outros maiores, como fez o rico insensato (Lucas 12:18), porque Deus dá abundância para ser usada, não para ser acumulada ano após ano. “Ao que retém o trigo o povo o amaldiçoa” (Provérbios 11:26). Essa promessa é esclarecida por: “derramarei sobre vós tal bênção, que dela vos advenha a maior abastança” (Malaquias 3:10). O ápice dessa bênção é que comeriam o seu pão à fartar, isto é, teriam ao mesmo tempo abundância e satisfação (Levítico 26:5). Teriam o suficiente e perceberiam que era suficiente. Assim os mansos comerão e se fartarão (Salmo 22:26).

Deus também promete paz sob a sua proteção. “E habitareis seguros na vossa terra” (Levítico 26:5), seguros de fato e tranquilos na mente. Deitariam em paz, amparados pelo poder e pela promessa de Deus, e nada os amedrontaria (Levítico 26:6). Não seriam perturbados por animais selvagens, porque estes seriam tirados da terra ou, como diz outra promessa, estariam em paz com eles (Jó 5:23). Também estariam livres dos alarmes da guerra: “a espada não passará pela vossa terra”. Essa segurança santa pertence a todos os fiéis (Salmo 91:1). Habita em segurança quem habita em Deus (comparar com Jó 9:18, Jó 9:19).

Ele promete vitória na guerra ao mesmo tempo em que desfrutam de paz em casa (Levítico 26:7, Levítico 26:8). Deus tornaria tão evidente o seu poder nas vitórias que o número de combatentes deixaria de ser determinante. Cinco deles seriam fortes o bastante para perseguir e derrotar cem, como fez Jônatas (1 Samuel 14:12), confirmando a sua própria declaração de que para o Senhor tanto faz salvar com muitos ou com poucos.

Ele promete ainda que o povo se multiplicaria: “vos farei frutificar, e vos multipliquei” (Levítico 26:9). Assim se cumpriria a promessa feita a Abraão, de que a sua descendência seria tão numerosa quanto o pó da terra. Eles teriam sido ainda mais numerosos se o pecado não tivesse abreviado seus dias. Também à igreja do evangelho é prometida frutificação (João 15:16).

Acima de tudo, Deus promete o seu favor, que é a fonte de todo bem: “vos olharei favoravelmente” (Levítico 26:9). Quando a fé está firmada em Deus, o seu favor repousa sobre nós. Há mais coisa incluída no que ele diz, “a minha alma não vos abominará” (Levítico 26:11), do que as palavras expressam, assim como há mais na advertência: “a minha alma não tem prazer nele” (Hebreus 10:38). Mesmo que houvesse entre eles o que justificasse que ele se afastasse, não os rejeitaria se permanecessem firmes em seus mandamentos.

Ele promete também sinais da sua presença no culto: “e porei o meu tabernáculo no meio de vós” (Levítico 26:11). Era grande honra e bênção o tabernáculo de Deus estar armado no meio do povo. Mas ele deixa claro que a permanência desse tabernáculo dependia da obediência deles. O tabernáculo que agora fora plantado entre eles ficaria estabelecido se obedecessem, mas não se fossem rebeldes.

Observe‑se que o modo de conservar firmes entre nós as ordenanças de Deus, como prego bem fixado em lugar firme, é mantê‑las do modo como ele as instituiu. Também é dito: “e andarei no meio de vós” (Levítico 26:12), com prazer e satisfação, como um homem anda em seu jardim. Ele terá comunhão com eles como um homem anda com o seu amigo. Isso parece ser o que se quer dizer em (Apocalipse 2:1), onde se afirma que Cristo anda no meio dos castiçais de ouro.

A graça da aliança é a fonte e o fundamento de todas essas bênçãos, bem como a causa de sua doçura e segurança. “Confirmarei a minha aliança convosco” (Levítico 26:9). Se eles fizessem a parte deles na aliança, Deus não deixaria de cumprir a sua. Todas as bênçãos da aliança se resumem na promessa: “serei o vosso Deus, e vós sereis o meu povo” (Levítico 26:12). E todas repousam na redenção deles: “Eu sou o SENHOR vosso Deus, que vos tirei da terra do Egito” (Levítico 26:13).

Tendo‑os comprado, ele os reconheceria como seu povo e nunca os rejeitaria, a não ser que primeiro o rejeitassem. Ele quebrou o jugo que pesava sobre eles e os fez andar erguidos. Ou seja, o livramento do Egito os colocou numa condição de descanso e honra, para que, livres dos inimigos, servissem a Deus sem temor, cada um andando ereto em seu caminho. Quando Israel rejeitou a Cristo, e por isso foi rejeitado por ele, a sua “costas ficaram curvadas para sempre” sob o peso da culpa, mais pesado do que a escravidão do Egito (Romanos 11:10).

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