Deuteronômio 7:1
" E, depois de concluir todos estes discursos perante o povo, entrou em Cafarnaum. "
Entenda os temas principais e aplique Deuteronômio 7 na sua vida hoje
50 versículos | Almeida Corrigida Fiel
O culto não deve ser feito de qualquer jeito nem em qualquer lugar. Deus determina um único lugar, escolhido por Ele, onde Seu nome habitaria e para onde deveriam ser levados os sacrifícios, dízimos e votos. A adoração é organizada, obediente e centrada na presença de Deus, não na conveniência humana.
Israel deve eliminar completamente altares, postes ídolos, bosques sagrados e imagens dos deuses das nações. Não há espaço para mistura ou sincretismo. O nome dos falsos deuses deve ser apagado da terra, em contraste com o nome do Senhor que será estabelecido em um lugar específico.
A adoração não é apenas dever sacrificial, mas tempo de alegria, refeição comunitária e celebração diante de Deus. Famílias, servos e levitas participam juntos, desfrutando da bênção divina em um clima de gratidão e festa santa.
O sangue é apresentado como símbolo da vida e, por isso, não deve ser comido. Ele deve ser derramado sobre a terra como água ou oferecido sobre o altar. Essa prática reforça a consciência de que a vida pertence a Deus e que o sacrifício tem caráter sagrado.
O povo é chamado a guardar atentamente todas as palavras do mandamento, sem acrescentar nem tirar. A obediência fiel está ligada diretamente ao bem-estar presente e futuro do povo e de seus filhos.
Há um forte alerta para não se deixar enlaçar pelas práticas religiosas das nações, nem mesmo por curiosidade. As práticas dessas religiões, inclusive o sacrifício de filhos, são descritas como abomináveis ao Senhor.
Deuteronômio 12 faz parte do grande discurso de Moisés nas planícies de Moabe, pouco antes da entrada de Israel em Canaã. O povo estava prestes a sair da vida nômade do deserto, onde o tabernáculo os acompanhava, para uma vida fixa em cidades e campos, rodeados por povos com práticas religiosas diversas e profundamente enraizadas. Nas religiões cananeias, era comum haver altares em colinas, bosques sagrados e debaixo de árvores frondosas, ligados a cultos de fertilidade e rituais imorais. Também havia práticas extremas como o sacrifício de crianças ao fogo. Em contraste, Deus havia dado a Israel um modelo de culto centralizado no tabernáculo e mediado pelos sacerdotes e levitas. Ao entrar na terra, esse culto deveria se concentrar em um lugar único que o Senhor escolheria, que mais tarde se revelaria como Jerusalém, com o templo. A centralização do culto tinha função teológica (afirmar a unicidade de Deus), espiritual (evitar sincretismo), e social (unir as tribos em torno de um centro de fé comum). Além disso, a lembrança constante de que os levitas não possuíam herança de terra reforçava a estrutura de uma sociedade em que a adoração e o ensino da Lei tinham um lugar central e sustentado por todo o povo.
O capítulo tem uma estrutura organizada e progressiva:
Introdução do mandamento geral (v.1):
Ordem de destruir a idolatria (v.2-4):
Estabelecimento do lugar escolhido por Deus (v.5-7):
Contraste entre a situação atual e a futura (v.8-11):
Regras sobre sacrifícios e local de oferta (v.12-14):
Distinção entre consumo comum de carne e ofertas santas (v.15-21):
Ênfase renovada na proibição do sangue (v.22-25):
Destino das coisas santas e dos sacrifícios (v.26-27):
Apelo à obediência e promessa de bem-estar (v.28):
Alerta contra a imitação das nações (v.29-31):
Conclusão normativa (v.32):
Deuteronômio 12 é um texto-chave para entender a teologia bíblica da adoração.
Deus define como quer ser adorado: o culto não nasce da criatividade humana, mas da revelação. Ao determinar um lugar específico para o Seu nome habitar, Deus afirma Sua soberania sobre o tempo, o espaço e a forma de adoração. A iniciativa é Dele; o povo responde em obediência. Esse princípio ecoa em toda a Escritura: a adoração genuína é resposta obediente ao que Deus revelou, não uma projeção dos desejos humanos.
Exclusividade de Deus e combate à idolatria: a ordem de destruir altares pagãos, postes, imagens e apagar os nomes dos deuses rivais expressa a exclusividade do Senhor. Ele não aceita dividir Sua glória com outros “deuses”. A idolatria não é só erro religioso; é ruptura de aliança. A destruição física dos símbolos de culto cananeu representa um rompimento espiritual com os valores e práticas que esses cultos sustentavam.
O lugar do nome de Deus: a expressão “o lugar que o Senhor vosso Deus escolher para ali pôr o seu nome” aponta para a futura centralização do culto em Jerusalém. Teologicamente, destaca que não é o lugar que torna Deus grande, mas Deus que torna o lugar significativo. O “nome” do Senhor representa Sua presença, caráter e autoridade. A centralização do culto, portanto, sublinha a unidade do povo em torno de um único Deus e de uma única aliança.
Santidade da vida e do sangue: a proibição de comer sangue, associando-o à vida, reforça que a vida pertence a Deus. Em um contexto de sacrifícios animais, essa consciência evita a banalização da morte e do culto. Também prepara o terreno teológico para a compreensão futura do valor do sangue nos sacrifícios de expiação e, em perspectiva maior, do sangue de Cristo como entrega de vida.
Adoração como alegria comunitária: o capítulo mostra que a verdadeira adoração envolve festa, refeição compartilhada e alegria diante do Senhor. Sacrifícios e dízimos não são apenas renúncia, mas participação na generosidade de Deus. Filhos, filhas, servos e levitas celebram juntos. A bênção de Deus é desfrutada em comunidade, e a adoração molda a vida social, econômica e familiar.
Obediência integral à revelação: o encerramento com “nada lhe acrescentarás nem diminuirás” destaca a suficiência da palavra de Deus para orientar a vida do povo. A fé não é livre invenção religiosa, mas escuta cuidadosa e submissão à vontade de Deus. Qualquer tentativa de remodelar os mandamentos ao gosto humano é vista como distorção.
Santidade moral do culto: ao condenar práticas como o sacrifício de filhos, o texto denuncia que nem toda “devoção religiosa” é aceitável. O critério não é a intensidade do sacrifício, mas o caráter de Deus. O Senhor rejeita cultos que contradizem Sua santidade e Seu amor pela vida humana.
Este capítulo revela um Deus que organiza, protege e dá limites saudáveis ao Seu povo. Em vez de deixá-los soltos em meio a muitos altares e vozes religiosas, Deus oferece um caminho claro: um lugar específico, um jeito concreto de cultuar, regras sobre o que é santo e o que é comum. Em perspectiva terapêutica, isso fala com pessoas que vivem confusas, sobrecarregadas por muitas influências e pressões. A ênfase na centralização da adoração lembra a importância de ter um centro firme na vida, algo (ou melhor, Alguém) que organize escolhas e prioridades. A ordem de destruir completamente a idolatria também traz uma imagem forte de ruptura com padrões destrutivos, hábitos que escravizam e crenças que ferem. O cuidado com o levita, que depende da comunidade, expressa um modelo de vida onde ninguém é esquecido, e as necessidades dos mais vulneráveis são levadas a sério. A proibição de comer sangue, ligando-o à vida, aponta para o valor da vida, dos limites e do respeito ao corpo. Ao conectar obediência com bem-estar do povo e dos filhos, o texto mostra que limites saudáveis não são controle arbitrário, mas caminho de preservação e cuidado geracional.
O capítulo é intenso em linguagem de destruição completa dos lugares de culto das nações (derrubar, queimar, destruir), o que pode acionar gatilhos em pessoas com histórico de violência religiosa, perseguição, abuso espiritual ou cultural. A referência ao sacrifício de filhos e filhas no fogo (v.31) é especialmente sensível, podendo trazer à tona memórias de abuso infantil, violência doméstica ou traumas familiares profundos. A forte ênfase em obediência, com consequências ligadas ao bem-estar dos filhos, pode ser mal interpretada por pessoas já sobrecarregadas por culpa, especialmente pais e mães que sofrem com escolhas de filhos adultos ou situações fora de seu controle, alimentando um sentimento de “tudo é culpa minha”. Líderes espirituais com tendências controladoras podem usar trechos como “nada acrescentarás nem diminuirás” para justificar uma autoridade rígida e inflexível, sufocando questionamentos legítimos. Leituras que absolutizem a destruição de tudo o que é diferente podem alimentar atitudes de intolerância e violência contra outros grupos religiosos, se o texto for aplicado de forma direta e sem considerar o contexto histórico e a revelação progressiva nas Escrituras.
Centralizar a vida em Deus: assim como Israel deveria buscar o lugar que Deus escolhera, este capítulo inspira a viver com Deus como ponto de referência principal. Em vez de seguir “cada qual o que bem parece aos seus olhos”, aprender a organizar decisões, relacionamentos e prioridades a partir da Palavra e do caráter do Senhor.
Romper com ídolos modernos: a destruição dos altares pagãos aponta para a necessidade de cortar, com clareza, aquilo que ocupa o lugar de Deus no coração. Isso pode incluir hábitos, dependências, relacionamentos ou valores que contrariam a vontade divina. O princípio é não negociar com aquilo que afasta da presença do Senhor.
Cultivar uma adoração alegre e comunitária: a imagem de famílias, servos e levitas comendo e se alegrando diante de Deus inspira uma fé que se expressa em celebração, generosidade e comunhão. Em termos práticos, isso envolve participar da vida comunitária da fé, repartir recursos, acolher quem não tem “herança” e viver a gratidão de forma visível.
Honrar a vida e respeitar limites: a proibição de comer sangue, por ser a vida, ensina um respeito profundo pelo corpo e pela vida em todas as suas formas. Aplicado hoje, incentiva uma postura de cuidado com o próprio corpo, com a saúde, com a integridade do outro e com decisões que envolvem risco à vida.
Resistir à influência destrutiva do ambiente: o alerta para não imitar práticas das nações incentiva discernimento crítico em relação à cultura ao redor. Em vez de absorver sem reflexão ideias, modas e valores, o texto chama a comparar tudo com aquilo que é reto aos olhos do Senhor.
Cuidar dos que dependem da comunidade: o lembrete de não desamparar o levita inspira responsabilidade com quem vive em situação de vulnerabilidade ou depende da solidariedade comunitária: obreiros, missionários, pessoas em necessidade, idosos, crianças. A fidelidade a Deus inclui o cuidado concreto com essas pessoas.
Levar a sério a Palavra de Deus: a ordem de não acrescentar nem diminuir daquilo que foi ordenado reforça o compromisso com uma escuta humilde e fiel das Escrituras, evitando tanto flexibilizar o que é claro quanto criar fardos que Deus não pediu.
A expressão se refere ao local central de adoração que Deus determinaria após a entrada de Israel na terra prometida. Inicialmente, a presença de Deus se manifestava no tabernáculo, que se deslocava com o povo. Depois da conquista, o culto foi se fixando em lugares como Siló, até se estabelecer definitivamente em Jerusalém, com o templo construído por Salomão. O ponto principal é que não cabia ao povo escolher o local de culto; Deus, soberanamente, escolheria onde Seu nome habitaria, e o povo deveria ajustar sua vida religiosa a essa escolha.
Os altares, postes ídolos, bosques e imagens eram centros de um culto que misturava imoralidade, violência e práticas espirituais contrárias ao caráter de Deus, incluindo, em alguns casos, o sacrifício de crianças. Deixá-los de pé seria manter uma forte tentação ao sincretismo e à infidelidade. A destruição total tinha um sentido espiritual: cortar a raiz da idolatria e afirmar que a terra agora pertencia ao Senhor e deveria refletir Sua santidade. Não era um convite genérico à violência religiosa em qualquer época, mas uma ordem específica no contexto da entrada de Israel em Canaã, sob direção direta de Deus.
Em Deuteronômio 12, Deus permite que o povo mate e coma carne em suas cidades ("dentro das tuas portas") como uma refeição comum, semelhante ao consumo de caça, desde que o sangue seja derramado e não comido. Já os dízimos, primogênitos, votos e ofertas voluntárias são considerados santos e devem ser levados ao lugar de culto escolhido por Deus, para serem apresentados diante dEle e frequentemente consumidos em refeição sagrada, em clima de celebração. Assim, o texto diferencia claramente entre o uso cotidiano dos alimentos e o culto específico, mantendo o que é santo sob regras especiais.
O texto afirma que o sangue é vida, ou seja, representa a vida do animal. Ao proibir que o sangue seja comido, Deus ensina ao povo a tratar a vida com reverência. O sangue derramado deveria ir ao chão, como sinal de devolução da vida a Deus, ou ser derramado sobre o altar nos sacrifícios. Essa consciência evitava que a violência e a morte se tornassem algo banal. Em termos teológicos mais amplos, essa visão prepara a compreensão do valor do sangue nos sacrifícios de expiação e, mais tarde, na entrega da vida de Cristo, cujo sangue é apresentado no Novo Testamento como oferta perfeita.
Essa frase reforça que os mandamentos dados por Deus são completos e suficientes para orientar a vida do povo. Não deveriam ser suavizados ou relativizados (diminuir), nem carregados com regras humanas extras que Deus não ordenou (acrescentar). Na prática, isso protege contra dois riscos: o de flexibilizar a vontade de Deus para caber em desejos humanos e o de criar tradições e normas adicionais que escravizam, em nome de uma suposta maior santidade. O chamado é a uma fidelidade simples, atenta e respeitosa àquilo que Deus realmente disse.
Deuteronômio 12 mostra um Deus que não abandona o Seu povo num mar de incertezas espirituais. Em vez de deixá-los perdidos, Ele aponta um lugar claro, um jeito específico de se aproximar, um caminho seguro para viver na terra nova. Para corações cansados, isso fala de estabilidade em meio à confusão. Há muita mudança na vida de Israel: sair do deserto, enfrentar povos, aprender uma nova rotina. No meio disso, Deus organiza a adoração, separa o que é santo do que é comum, protege o povo das práticas que machucam e escravizam. A ordem de destruir a idolatria pode soar dura, mas também é um cuidado contra sistemas religiosos que arrancavam até filhos e filhas ao fogo. O Senhor não se parece com esses deuses cruéis; Ele se opõe a tudo que fere a vida. Ao mesmo tempo, esse capítulo não fala só de regras, mas de alegria: comer, se alegrar, celebrar diante de Deus, com filhos, filhas, servos e levitas. A fé não é pintada como um peso, e sim como uma mesa posta na presença do Senhor, onde a bênção é compartilhada. Para quem vive se sentindo espalhado, dividido entre muitas vozes e exigências, o convite silencioso deste capítulo é lembrar que há um único centro seguro: o Deus que organiza, protege, acolhe à mesa e chama à alegria em Sua presença.
Este capítulo é um ponto de inflexão na teologia deuteronomista, especialmente no tema da centralização do culto. Em contraste com a prática cananeia de múltiplos santuários em colinas e bosques, Deuteronômio 12 consolida o princípio de que o Senhor será adorado em um lugar único, “onde pôr o seu nome”. Essa fórmula prepara a posterior legitimação teológica de Jerusalém como centro cultual, fundamento para boa parte da história deuteronomista (Josué–Reis). A estrutura do capítulo alterna entre ordens negativas (destruir, não imitar, não comer sangue) e positivas (buscar, trazer, alegrar-se), formando um padrão de separação e consagração. A distinção entre o consumo comum de carne e os sacrifícios é teologicamente significativa: mostra que nem toda refeição é sacrifício, ao mesmo tempo em que preserva uma esfera do cotidiano sob a bênção de Deus. O destaque dado ao sangue como vida revela uma antropologia onde a vida está profundamente ligada a Deus, o que impede um ritualismo vazio e sustenta a seriedade do sacrifício. Historicamente, o texto também funciona como um antídoto contra o sincretismo inevitável em uma terra plural em cultos. O alerta contra “perguntar acerca dos seus deuses” evidencia que, para o autor deuteronomista, há um risco real em uma curiosidade que não é neutra. Em termos canônicos, Deuteronômio 12 lança bases para compreender tanto as reformas de reis como Ezequias e Josias quanto as críticas proféticas às práticas cultuais descentralizadas e misturadas com idolatria.
Deuteronômio 12 traduz princípios espirituais em organização prática da vida. O povo está prestes a se estabelecer em casas, plantações, cidades, e Deus já aponta: a rotina não pode ser vivida sem um centro claro de adoração. Isso conversa diretamente com a vida moderna, cheia de tarefas, metas e pressões: ou a pessoa escolhe o que será o centro, ou será levada por qualquer influência ao redor. O capítulo propõe alguns movimentos concretos. Primeiro, separar o que é santo do que é comum: havia comida que podia ser desfrutada livremente em casa e havia dízimos, primogênitos e votos que pertenciam a um espaço específico de culto. Em termos práticos, trata-se de aprender a diferenciar o que é consumo e o que é entrega, o que é lazer e o que é dedicação exclusiva a Deus. Segundo, cultivar alegria em família e comunidade diante de Deus: a adoração aqui inclui refeição, festa, cuidado com servos e levitas. Traduzido para o cotidiano, isso incentiva a abrir espaço para celebrações simples, refeições partilhadas, participação na vida da igreja local com generosidade. Terceiro, proteger-se de influências que pareçam atraentes, mas ferem princípios: as nações ao redor tinham práticas religiosas intensas, mas profundamente destrutivas. O texto ensina a avaliar não só se algo funciona ou é popular, mas se é reto aos olhos do Senhor. Por fim, o lembrete de não abandonar o levita inspira um padrão de vida em que quem não tem as mesmas oportunidades econômicas, ou quem dedica a vida ao ministério, não é esquecido. A fé se torna visível em escolhas de cuidado e partilha.
Neste capítulo, a formação espiritual de Israel passa pelo aprender a adorar a Deus do modo que Ele quer, e não segundo a imaginação religiosa humana. A espiritualidade proposta não é difusa, espalhada por qualquer monte ou árvore frondosa; ela é concentrada em torno do Deus que escolhe um lugar, põe ali o Seu nome e convida o povo à Sua presença. Isso desenha uma pedagogia profunda: o coração precisa de um eixo para não se dispersar em muitos altares. A ordem de destruir os lugares de idolatria não é mero zelo externo; aponta para uma purificação interior, onde imagens, hábitos e desejos que competem com o Senhor são desmantelados. A proibição de imitar as nações, até mesmo na forma de culto, revela que nem todo caminho espiritual é neutro. Algumas formas de “devoção” podem ser intensas e, ao mesmo tempo, abomináveis aos olhos de Deus, porque negam Seu caráter, especialmente no que diz respeito ao valor da vida. Em contraste, o Deus de Israel se revela como aquele cujo culto inclui alegria, refeição, família e cuidado com o levita. A vida diante de Deus é celebrada, não sacrificada em altares de crueldade. A ênfase no sangue como vida também convida a uma contemplação mais profunda do mistério da existência: a vida não é propriedade humana, mas dom de Deus, e todo ato de entrega, sacrifício ou culto passa por essa consciência. Ao encerrar com o chamado para não acrescentar nem diminuir daquilo que Deus ordenou, o texto aponta para uma espiritualidade humilde, que se deixa moldar pela vontade divina em vez de tentar moldar Deus à imagem dos próprios desejos. É um convite a viver com o coração inteiro voltado ao único Senhor, numa terra cheia de vozes concorrentes.
" E, depois de concluir todos estes discursos perante o povo, entrou em Cafarnaum. "
" E o servo de um certo centurião, a quem muito estimava, estava doente, e moribundo. "
" E, quando ouviu falar de Jesus, enviou-lhe uns anciãos dos judeus, rogando-lhe que viesse curar o seu servo. "
" E, chegando eles junto de Jesus, rogaram-lhe muito, dizendo: É digno de que lhe concedas isto, "
" Porque ama a nossa nação, e ele mesmo nos edificou a sinagoga. "
" E foi Jesus com eles; mas, quando já estava perto da casa, enviou-lhe o centurião uns amigos, dizendo-lhe: Senhor, não te incomodes, porque não sou digno de que entres debaixo do meu telhado. "
" E por isso nem ainda me julguei digno de ir ter contigo; dize, porém, uma palavra, e o meu criado sarará. "
" Porque também eu sou homem sujeito à autoridade, e tenho soldados sob o meu poder, e digo a este: Vai, e ele vai; e a outro: Vem, e ele vem; e ao meu servo: Faze isto, e ele o faz. "
" E, ouvindo isto Jesus, maravilhou-se dele, e voltando-se, disse à multidão que o seguia: Digo-vos que nem ainda em Israel tenho achado tanta fé. "
" E, voltando para casa os que foram enviados, acharam são o servo enfermo. "
" E aconteceu que, no dia seguinte, ele foi à cidade chamada Naim, e com ele iam muitos dos seus discípulos, e uma grande multidão; "
" E, quando chegou perto da porta da cidade, eis que levavam um defunto, filho único de sua mãe, que era viúva; e com ela ia uma grande multidão da cidade. "
" E, vendo-a, o Senhor moveu-se de íntima compaixão por ela, e disse-lhe: Não chores. "
" E, chegando-se, tocou o esquife (e os que o levavam pararam), e disse: Jovem, a ti te digo: Levanta-te. E o que fora defunto assentou-se, e começou a falar. "
" E entregou-o à sua mãe. "
" E de todos se apoderou o temor, e glorificavam a Deus, dizendo: Um grande profeta se levantou entre nós, e Deus visitou o seu povo. "
" E correu dele esta fama por toda a Judéia e por toda a terra circunvizinha. "
" E os discípulos de João anunciaram-lhe todas estas coisas. "
" E João, chamando dois dos seusdiscípulos, enviou-os a Jesus, dizendo: És tu aquele que havia de vir, ou esperamos outro? "
" E, quando aqueles homens chegaram junto dele, disseram: João o Batista enviou-nos a perguntar-te: És tu aquele que havia de vir, ou esperamos outro? "
Lucas 7:20 mostra que até João Batista teve dúvidas e buscou confirmação sobre Jesus. O versículo ensina que a fé pode passar por questionamentos honestos. …
Ler análise completa" E, na mesma hora, curou muitos de enfermidades, e males, e espíritos maus, e deu vista a muitos cegos. "
" Respondendo, então, Jesus, disse-lhes: Ide, e anunciai a João o que tendes visto e ouvido: que os cegos vêem, os coxos andam, os leprosos são purificados, os surdos ouvem, os mortos ressuscitam e aos pobres anuncia-se o evangelho. "
" E bem-aventurado é aquele que em mim se não escandalizar. "
" E, tendo-se retirado os mensageiros de João, começou a dizer à multidão acerca de João: Que saístes a ver no deserto? uma cana abalada pelo vento? "
" Mas que saístes a ver? um homem trajado de vestes delicadas? Eis que os que andam com preciosas vestiduras, e em delícias, estão nos paços reais. "
" Mas que saístes a ver? um profeta? Sim, vos digo, e muito mais do que profeta. "
" Este é aquele de quem está escrito: Eis que envio o meu anjo diante da tua face, O qual preparará diante de ti o teu caminho. "
Lucas 7:27 mostra que João Batista foi enviado por Deus para preparar o coração das pessoas para a chegada de Jesus. Hoje, esse princípio inspira …
Ler análise completa" E eu vos digo que, entre os nascidos de mulheres, não há maior profeta do que João o Batista; mas o menor no reino de Deus é maior do que ele. "
" E todo o povo que o ouviu e os publicanos, tendo sido batizados com o batismo de João, justificaram a Deus. "
" Mas os fariseus e os doutores da lei rejeitaram o conselho de Deus contra si mesmos, não tendo sido batizados por ele. "
" E disse o Senhor: A quem, pois, compararei os homens desta geração, e a quem são semelhantes? "
" São semelhantes aos meninos que, assentados nas praças, clamam uns aos outros, e dizem: Tocamo-vos flauta, e não dançastes; cantamo-vos lamentações, e não chorastes. "
" Porque veio João o Batista, que não comia pão nem bebia vinho, e dizeis: Tem demônio; "
" Veio o Filho do homem, que come e bebe, e dizeis: Eis aí um homem comilão e bebedor de vinho, amigo dos publicanos e pecadores. "
Lucas 7:34 mostra que Jesus foi criticado por andar com pessoas malvistas e participar de refeições comuns. O versículo revela que Deus não julga pelas …
Ler análise completa" Mas a sabedoria é justificada por todos os seus filhos. "
Lucas 7:35 significa que a verdadeira sabedoria de Deus fica comprovada pelos resultados na vida de quem a segue. Mesmo que muitos critiquem Jesus ou …
Ler análise completa" E rogou-lhe um dos fariseus que comesse com ele; e, entrando em casa do fariseu, assentou-se à mesa. "
" E eis que uma mulher da cidade, uma pecadora, sabendo que ele estava à mesa em casa do fariseu, levou um vaso de alabastro com ungüento; "
" E, estando por detrás, aos seus pés, chorando, começou a regar-lhe os pés com lágrimas, e enxugava-lhos com os cabelos da sua cabeça; e beijava-lhe os pés, e ungia-lhos com o ungüento. "
" Quando isto viu o fariseu que o tinha convidado, falava consigo, dizendo: Se este fora profeta, bem saberia quem e qual é a mulher que lhe tocou, pois é uma pecadora. "
" E respondendo, Jesus disse-lhe: Simão, uma coisa tenho a dizer-te. E ele disse: Dize-a, Mestre. "
" Um certo credor tinha dois devedores: um devia-lhe quinhentos dinheiros, e outro cinqüenta. "
Lucas 7:41 mostra que Jesus compara dois devedores para ensinar que quem foi muito perdoado ama mais. O foco não é o tamanho da dívida …
Ler análise completa" E, não tendo eles com que pagar, perdoou-lhes a ambos. Dize, pois, qual deles o amará mais? "
Lucas 7:42 mostra que Deus perdoa dívidas espirituais que ninguém consegue pagar. Quanto maior a consciência do perdão, maior o amor por Jesus. Em situações …
Ler análise completa" E Simão, respondendo, disse: Tenho para mim que é aquele a quem mais perdoou. E ele lhe disse: Julgaste bem. "
Lucas 7:43 mostra que quem recebe maior perdão tende a amar mais. Jesus ensina que reconhecer a própria culpa aprofunda a gratidão. Em situações de …
Ler análise completa" E, voltando-se para a mulher, disse a Simão: Vês tu esta mulher? Entrei em tua casa, e não me deste água para os pés; mas esta regou-me os pés com lágrimas, e os enxugou com os cabelos de sua cabeça. "
" Não me deste ósculo, mas esta, desde que entrou, não tem cessado de me beijar os pés. "
Lucas 7:45 mostra que Jesus valoriza gestos simples de carinho e honra. O fariseu foi frio, enquanto a mulher expressou amor sincero. O versículo ensina …
Ler análise completa" Não me ungiste a cabeça com óleo, mas esta ungiu-me os pés com ungüento. "
Lucas 7:46 mostra Jesus elogiando o gesto da mulher que derramou perfume em seus pés, enquanto o anfitrião nem ofereceu o óleo comum de cortesia. …
Ler análise completa" Por isso te digo que os seus muitos pecados lhe são perdoados, porque muito amou; mas aquele a quem pouco é perdoado pouco ama. "
" E disse-lhe a ela: Os teus pecados te são perdoados. "
" E os que estavam à mesa começaram a dizer entre si: Quem é este, que até perdoa pecados? "
" E disse à mulher: A tua fé te salvou; vai-te em paz. "
Lucas 7:50 mostra que Jesus valoriza a fé sincera mais que o passado da pessoa. A mulher é perdoada e recebe paz, não por méritos, …
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