Deuteronômio 20:1
" E aconteceu num daqueles dias que, estando ele ensinando o povo no templo, e anunciando o evangelho, sobrevieram os principais dos sacerdotes e os escribas com os anciãos, "
Entenda os temas principais e aplique Deuteronômio 20 na sua vida hoje
47 versículos | Almeida Corrigida Fiel
Os versículos 1–3 regulam as punições físicas para que sejam proporcionais à culpa e para que o condenado não seja humilhado além do necessário. A justiça deveria proteger o justo e corrigir o culpado sem desumanizá-lo, preservando a dignidade até mesmo de quem errou.
A ordem de não atar a boca do boi que trilha (v.4) revela um princípio maior: quem trabalha deve participar do fruto do seu esforço. Até o animal de serviço deveria ser tratado com consideração, refletindo um coração justo e generoso.
Versículos-chave: 4
A lei do casamento do cunhado (levirato) nos versículos 5–10 visava proteger a viúva e manter vivo o nome do irmão falecido em Israel. A recusa do cunhado era vista como falta grave de lealdade familiar, trazendo vergonha pública.
Os versículos 11–12 tratam de uma situação extrema num conflito físico. A severidade da pena mostra que, mesmo para defender alguém querido, havia limites a serem respeitados e partes do corpo que simbolizavam a honra e a continuidade da família.
Deus exige pesos e medidas honestas (v.13–16). Ter dois padrões – um para enganar, outro para aparência – é declarado abominação. A integridade econômica é tratada como questão espiritual, ligada à permanência do povo na terra.
Nos versículos 17–19, Israel é chamado a lembrar a covardia de Amaleque, que atacou os fracos e cansados na retaguarda, e a participar do juízo de Deus apagando sua memória quando tivesse descanso na terra. A injustiça contra os vulneráveis não é esquecida por Deus.
Deuteronômio registra os últimos discursos de Moisés às vésperas da entrada de Israel na terra prometida. O capítulo 25 reúne leis civis e sociais para organizar a vida do povo numa sociedade agrária, tribal e teocrática, onde Deus era reconhecido como Rei supremo e a Torá regulava tanto a vida religiosa quanto a civil.
A punição com açoites (vv.1–3) era uma prática legal comum no antigo Oriente Próximo, mas aqui recebe limites claros: o máximo de quarenta golpes buscava evitar abusos e humilhações que transformassem o condenado em objeto de desprezo.
A ordem sobre o boi que trilha (v.4) reflete uma agricultura em que o boi caminhava sobre os grãos para separá-los da palha. Amordaçar o animal impedia que comesse algo enquanto trabalhava. A lei protege até o animal, sendo depois aplicada no Novo Testamento para defender o sustento de quem serve na obra.
A prática do levirato (vv.5–10) era conhecida em várias culturas antigas (por exemplo, em parte do Código de Hamurábi). Em Israel, porém, ganha um caráter teológico: preservar o nome do irmão e a herança na terra dada por Deus. A cerimônia do descalçar do sapato e cuspir no rosto funcionava como rito público de vergonha para quem se recusava a cumprir esse dever de solidariedade familiar.
A exigência de pesos e medidas honestos (vv.13–16) responde a uma realidade comercial onde balanças e recipientes podiam ser manipulados para enganar compradores. Ter dois tipos de pesos e efas era meio de fraude sistemática. Em várias partes do antigo Oriente Próximo há leis sobre medidas, mas aqui a integridade econômica é ligada diretamente ao temor de Deus.
Quanto a Amaleque (vv.17–19), trata-se de um povo nômade do deserto, descendente de Esaú segundo a tradição bíblica. O ataque covarde narrado remete a Êxodo 17, quando Israel estava vulnerável na jornada do Egito ao Sinai. A ordem de apagar sua memória é vista como participação de Israel na execução do juízo divino contra uma nação que se opôs frontalmente a Deus e a seu povo.
O capítulo é composto por uma série de leis e lembranças agrupadas de forma temática, ainda que não linear em termos de assunto:
Justiça em contendas e limites para a punição (vv.1–3)
Proteção do trabalhador animal (v.4)
Lei do levirato e sua recusa (vv.5–10)
Limite no auxílio num conflito físico (vv.11–12)
Honestidade em pesos e medidas (vv.13–16)
Memória e juízo sobre Amaleque (vv.17–19)
O capítulo revela um Deus profundamente envolvido com a justiça em todas as esferas da vida: tribunais, família, trabalho, comércio e guerra.
A limitação dos açoites (vv.1–3) mostra que Deus não aprova punições cruéis ou desproporcionais. O justo deve ser declarado justo, o culpado, corrigido, mas sempre reconhecendo a humanidade do infrator. A disciplina é vista como instrumento de justiça, não de vingança ou humilhação.
O cuidado com o boi (v.4) aponta para um princípio criacional de respeito ao trabalho e à criação. Quem trabalha – seja humano ou animal – não deve ser explorado. No Novo Testamento, esse princípio é aplicado para afirmar o direito daqueles que servem na obra de viver do Evangelho, mostrando como a lei tem um sentido mais profundo que atravessa as épocas.
A lei do levirato (vv.5–10) ressalta a importância do nome, da herança e da continuidade da família em Israel. A terra era dom de Deus, e cada família tinha sua porção; por isso, o desaparecimento de um nome era mais que um fato social, era algo ligado às promessas divinas. O rito de desonra para o cunhado que se recusa a ajudar mostra o valor que Deus dá à lealdade familiar e à proteção da viúva.
O caso extremo dos versículos 11–12 sublinha que, mesmo em situações de conflito e defesa, há limites éticos que não podem ser ultrapassados. A integridade física ligada à fertilidade e continuidade da linhagem tinha peso sagrado, e a lei protege esse símbolo mesmo num contexto de briga.
Nos versículos 13–16, a honestidade comercial é elevada ao nível de questão de aliança com Deus. Pesos e medidas injustos não são apenas “coisa errada”, mas abominação diante do Senhor. A longevidade na terra é ligada diretamente à integridade nas relações econômicas, mostrando que espiritualidade e economia não são esferas separadas.
Por fim, a lembrança de Amaleque (vv.17–19) revela um Deus que observa como os fortes tratam os fracos. O ataque aos cansados e vulneráveis é descrito como falta de temor a Deus e resulta em um juízo severo: apagar sua memória debaixo do céu. A santidade de Deus envolve não apenas pureza ritual, mas também proteção dos indefesos e condenação de toda crueldade covarde.
Lido com cuidado, Deuteronômio 25 pode contribuir para reflexões terapêuticas sobre limites, justiça, dignidade e memória da dor.
A limitação dos açoites e a preocupação em não humilhar o culpado (vv.1–3) oferecem uma imagem de disciplina que busca corrigir sem destruir a identidade da pessoa. Esse princípio se aproxima da ideia de estabelecer limites firmes, porém respeitosos, nas relações humanas: corrigir comportamentos sem rotular permanentemente o indivíduo.
O cuidado com o boi que trabalha (v.4) e a exigência de honestidade nos negócios (vv.13–16) tocam em temas de valor pessoal e reconhecimento. Revelam a importância de ambientes em que o esforço é respeitado e em que não há manipulação ou engano. Em termos emocionais, isso lembra a necessidade de viver – e buscar – relações transparentes, onde não haja “dois pesos e duas medidas”.
A lei do levirato (vv.5–10) fala da preservação do nome e da continuidade da família. Em chave terapêutica, isso se relaciona com sentimentos de pertencimento, legado e identificação com a história familiar. A vergonha pública imposta ao cunhado que não cumpre seu papel mostra o quanto a quebra de responsabilidade familiar pode gerar dor e estigma.
O episódio da intervenção inadequada da esposa no conflito (vv.11–12) destaca que mesmo na defesa de alguém amado existem fronteiras. Em termos emocionais, sugere reflexão sobre atitudes impulsivas, invasivas ou desproporcionais que, embora motivadas por amor ou proteção, acabam por gerar danos graves.
A ordem de lembrar Amaleque e sua crueldade (vv.17–19) toca na memória de traumas coletivos. A Bíblia não manda esquecer artificialmente agressões sofridas, mas lidar com elas à luz da justiça de Deus. Isso pode inspirar processos de reconhecer a dor, nomear abusos sofridos e confiar que a injustiça não passa despercebida diante de Deus, ainda que nem sempre a reparação aconteça da forma ou no tempo esperados.
Alguns trechos de Deuteronômio 25 podem gerar desconforto ou gatilhos em pessoas com histórico de violência, abuso ou traumas familiares:
Punições físicas e açoites (vv.1–3):
Rigidez e vergonha pública no levirato (vv.5–10):
Pena extrema de mutilação (vv.11–12):
Mandato de apagar a memória de Amaleque (vv.17–19):
Pessoas com histórico de trauma intenso podem se beneficiar de ler esse capítulo com acompanhamento pastoral sensível ou apoio terapêutico, integrando o texto a uma visão mais ampla da Bíblia, onde justiça e misericórdia se encontram na pessoa de Cristo.
Buscar justiça que não humilha:
Valorizar o trabalho de forma concreta:
Honrar compromissos familiares:
Ser íntegro em negócios e acordos:
Estabelecer limites saudáveis na defesa de quem se ama:
Lidar com memórias de injustiça:
O limite de quarenta açoites (vv.1–3) tinha o objetivo de impedir punições desproporcionais e cruéis. A disciplina deveria ser forte o suficiente para expressar a gravidade da culpa, mas sem degradar a pessoa ao ponto de ser vista como menos que um “irmão”. A lei protege tanto o ofendido quanto o ofensor, impedindo abusos por parte de juízes ou autoridades.
No contexto agrícola, o boi andava sobre os grãos para separá-los da palha. Amordaçar o animal impedia que ele comesse enquanto trabalhava. A lei (v.4) ensinava que até o animal que serve merece participar do fruto do seu esforço. Esse princípio é aplicado depois à vida humana: quem trabalha tem direito a ser sustentado pelo seu trabalho.
A lei do levirato (vv.5–10) determinava que, se um homem morresse sem filhos, seu irmão deveria casar-se com a viúva para gerar um filho que seria considerado descendente do falecido. Isso preservava o nome e a herança do irmão em Israel e protegia a viúva da vulnerabilidade social. A recusa do cunhado era vista como quebra grave de solidariedade familiar, resultando em vergonha pública por meio do ritual de descalçar o sapato e cuspir no rosto.
Os versículos 11–12 tratam de um caso específico em que a esposa, tentando ajudar o marido numa briga, apela a um gesto considerado desonroso e ameaçador à fertilidade do adversário, tocando seus órgãos genitais. Na cultura de Israel, isso atingia simbolicamente a continuidade da família e a honra do homem. A pena severa reflete a gravidade atribuída a esse ataque num contexto antigo e não deve ser aplicada literalmente em contextos jurídicos atuais, mas lida à luz do respeito aos limites mesmo em situações de conflito.
Deus considera abominação o uso de pesos e medidas fraudulentos (vv.13–16) porque isso representa exploração sistemática e engano, especialmente contra pessoas mais frágeis ou menos informadas. A integridade econômica reflete o caráter de Deus; por isso, enganar no comércio é visto não apenas como erro social, mas como afronta espiritual ao Senhor, afetando a relação do povo com ele e sua permanência na terra.
Amaleque era um povo nômade que atacou Israel de forma covarde durante a saída do Egito, atingindo os fracos e cansados na retaguarda (vv.17–18). Esse ataque revelava falta de temor de Deus e desprezo pelos vulneráveis. A ordem de apagar a memória de Amaleque (v.19) é entendida como participação de Israel no juízo de Deus contra uma nação que se opôs frontalmente ao plano divino. Trata-se de um mandato específico, ligado a um episódio histórico, não de uma licença geral para violência contra outros povos.
Em Deuteronômio 25 aparece um Deus que leva a sério tanto a dor causada pela injustiça quanto a dignidade de quem erra. Logo no começo, a lei dos açoites mostra que até quando alguém é culpado, seus limites devem ser respeitados. Não há espaço para humilhação sem medida. Isso revela um traço do coração de Deus: ele não trata ninguém como descartável. O cuidado com o boi que trabalha toca num ponto sensível para muitas histórias de vida: quantas pessoas se sentem usadas, exploradas, sem direito ao descanso ou ao reconhecimento? O olhar de Deus alcança até o animal que pisa o grão, como se dissesse: nenhum esforço passa despercebido. Por trás dessa imagem, há consolo para quem se sente cansado e pouco visto. A lei do levirato fala de nomes que não deveriam ser apagados e de famílias que não deveriam ser esquecidas. Em contextos de perda e luto, essa ideia de que o nome não se apaga dialoga com a saudade que fica. Deus se importa com histórias, com memórias, com linhagens; não trata a vida humana como número. Há partes duras no capítulo, como a pena extrema na briga e a ordem de juízo sobre Amaleque. Elas podem mexer com quem já sofreu violência ou injustiça. Nesse cenário, é importante perceber que o texto expõe a gravidade do mal, da covardia contra os fracos, e afirma que Deus não passa pano em agressões silenciosas, naquelas que atingem justamente quem está mais cansado, no fim da fila. Por trás das leis e detalhes, aparece um Deus atento às margens: o condenado que não pode ser desfigurado, o boi que não pode ser calado, a viúva que não pode ser largada, o fraco na retaguarda que não pode ser esquecido. É um retrato de um Deus que vê, que ouve e que leva a sério a dor muitas vezes ignorada pelos outros.
Deuteronômio 25 está estruturado como uma coleção de leis casuísticas, isto é, baseadas em casos concretos. O fio que as conecta é a busca por justiça equilibrada em diversas esferas: jurídica, econômica, familiar e militar. Nos versos 1–3, temos uma típica formulação legal: “Quando houver contenda…”. O texto afirma o princípio de absolver o justo e condenar o injusto, seguido por uma regulamentação específica da punição corporal. O limite de quarenta açoites, além de humanizador, impede que o condenado se torne objeto de escárnio. Curiosamente, na tradição judaica posterior, passou-se a aplicar apenas trinta e nove açoites para garantir que não se ultrapassasse o limite por engano. O verso 4, aparentemente isolado, condensa um princípio de justiça trabalhista aplicado a um animal. A literatura bíblica posterior interpreta esse mandamento de forma paradigmática, como Paulo faz no Novo Testamento, mostrando que a Torá frequentemente usa casos concretos para ensinar princípios mais amplos. A lei do levirato (vv.5–10) tem paralelos em outros códigos do Antigo Oriente Próximo, mas aqui há ênfase na preservação do nome do falecido dentro da herança da terra. O ritual da casa do descalçado, com o sapato tirado e o cuspe no rosto, tem função social educativa: desencorajar a negligência familiar, expondo publicamente a recusa. Não é apenas uma vingança simbólica, mas um mecanismo de pressão social em favor do vulnerável, no caso, a viúva sem filhos. O caso dos versos 11–12, pela gravidade da pena, é um dos mais debatidos. Trata-se provavelmente de uma lei exemplar, que visa coibir um tipo de ataque considerado extremamente vergonhoso e perigoso ao futuro familiar do homem atingido. Em termos de gênero literário, estamos diante de casuística hiperbólica: uma formulação muito severa, que enfatiza a seriedade do gesto. Os versos 13–16 se inscrevem na tradição de leis sobre pesos e medidas presentes em vários códigos antigos, mas aqui são teologizados: a fraude comercial é abominação ao Senhor, e a integridade econômica está ligada à permanência na terra. Isso reforça a ideia de que a aliança envolve todas as dimensões da vida. Por fim, a lembrança de Amaleque (vv.17–19) retoma Êxodo 17 e se encaixa num padrão de “memória teológica”: recordar atos passados para moldar a identidade e a prática futuras de Israel. A ordem de apagar a memória de Amaleque é um ato de juízo divino mediado pela ação de Israel, não mera vingança étnica. No conjunto do Pentateuco, Amaleque se torna símbolo de oposição hostil a Deus e ao seu povo, o que explica o tom absoluto do mandamento.
A sabedoria de Deuteronômio 25 desce para o chão da vida diária, onde se tomam decisões sobre como tratar pessoas, dinheiro, trabalho e conflitos. A preocupação com a proporção da punição (vv.1–3) inspira qualquer contexto em que alguém exerce autoridade: educar filhos, chefiar uma equipe, liderar um ministério. Há um princípio claro: corrigir é necessário, mas não é licença para humilhar. Na prática, isso se traduz em conversas francas, consequências definidas e, ao mesmo tempo, cuidado para não rotular a pessoa pelo erro. O mandamento sobre o boi lembra uma realidade comum no Brasil: gente que trabalha muito e recebe pouco, ou que não vê reconhecimento. O princípio bíblico é que quem planta também deve colher. Isso vale para salários justos, para dividir lucros, para reconhecer serviços prestados em família e igreja, não se aproveitando da boa vontade alheia. A lei do levirato, mesmo não sendo aplicada literalmente hoje, fala de responsabilidade com os mais vulneráveis da família. Em muitas casas há uma “viúva” ou “órfãos” simbólicos: parentes sem renda, idosos sozinhos, crianças sem referência. O texto mostra que fechar os olhos para essas necessidades não é neutro; tem peso moral. No caso da briga e da intervenção da esposa (vv.11–12), a mensagem prática é que boas intenções não justificam qualquer meio. Na vida real, isso alerta contra atitudes impulsivas em brigas de casal, conflitos de vizinhança ou disputas familiares, que acabam piorando a situação e trazendo consequências sérias. A parte dos pesos e medidas (vv.13–16) é muito atual. Em tempos de contratos, boletos e compras online, a integridade exige clareza em preços, entrega do que foi prometido, honestidade em orçamentos. “Dois pesos e duas medidas” aparecem quando alguém age de um jeito com quem pode se defender e de outro com quem não tem voz. O texto chama para uma vida coerente, em que o discurso de fé combina com a forma como se ganha e se usa dinheiro. Ao lembrar Amaleque (vv.17–19), o capítulo convida a levar a sério a forma como se trata os que estão “na retaguarda”: idosos, crianças, doentes, exaustos. Na prática, isso passa por rever como uma comunidade acolhe os mais frágeis, como uma empresa trata funcionários mais vulneráveis e como, em casa, se protege justamente quem tem menos força para se defender.
Por trás das leis de Deuteronômio 25 está a formação de um povo que espelha o caráter de Deus em cada detalhe da vida. O texto mostra que espiritualidade não se limita ao culto; alcança tribunais, mercados, casas, campos e campos de batalha. A limitação da punição (vv.1–3) aponta para um Deus que conhece a gravidade do pecado, mas não se compraz em destruição. Há um chamado a olhar para o outro – mesmo o culpado – como alguém que ainda carrega a marca de “irmão”. Na perspectiva da salvação, isso prepara o coração para compreender a obra de Cristo, que assume a culpa sem nos anular como pessoas. O cuidado com o boi (v.4) e a exigência de honestidade nas medidas (vv.13–16) formam uma espiritualidade integrada: fé que se expressa na forma como se lida com o trabalho, com o lucro e com a vulnerabilidade alheia. Viver na presença de Deus inclui a consciência de que todas as balanças, físicas e simbólicas, estão diante dele. A lei do levirato (vv.5–10) revela a preocupação divina com o nome que não deve ser apagado. Em termos espirituais, isso ressoa com a promessa de que Deus conhece os que são seus pelo nome, escreve seus nomes em seu livro e não esquece sua herança. A vergonha do “descalçado” contrasta com a imagem, em outras partes da Escritura, de quem tem os pés firmados pela graça, calçado para caminhar na vontade de Deus. O episódio da mulher que ultrapassa limites no conflito (vv.11–12) lembra que até o zelo em defesa de alguém amado precisa ser submetido à sabedoria de Deus. Na jornada espiritual, há impulsos que parecem justos, mas violam fronteiras santas. O temor do Senhor ensina a colocar no altar não apenas os pecados óbvios, mas também as “boas intenções” que correm sem discernimento. A memória de Amaleque (vv.17–19) traz uma dimensão escatológica: Deus não esquece o mal praticado contra os fracos. Há um juízo que não se limita à história imediata. Isso consola os que sofrem injustiças sem reparação plena aqui e agora, e adverte os que usam força e poder sem temor de Deus. A vida espiritual madura aprende a entregar vingança ao Senhor, esperando o dia em que toda injustiça será finalmente julgada, ao mesmo tempo em que se deixa moldar hoje por esse Deus que ama justiça e cuida dos que estão cansados na retaguarda.
" E aconteceu num daqueles dias que, estando ele ensinando o povo no templo, e anunciando o evangelho, sobrevieram os principais dos sacerdotes e os escribas com os anciãos, "
" E falaram-lhe, dizendo: Dize-nos, com que autoridade fazes estas coisas? Ou, quem é que te deu esta autoridade? "
" E, respondendo ele, disse-lhes: Também eu vos farei uma pergunta: Dizei-me pois: "
" O batismo de João era do céu ou dos homens? "
Lucas 20:4 mostra Jesus revelando a hipocrisia dos líderes, que evitam responder por medo de perder prestígio. O versículo ensina que reconhecer a origem divina …
Ler análise completa" E eles arrazoavam entre si, dizendo: Se dissermos: Do céu, ele nos dirá: Então por que o não crestes? "
" E se dissermos: Dos homens; todo o povo nos apedrejará, pois têm por certo que João era profeta. "
" E responderam que não sabiam de onde era. "
" E Jesus lhes disse: Tampouco vos direi com que autoridade faço isto. "
" E começou a dizer ao povo esta parábola: Certo homem plantou uma vinha, e arrendou-a a uns lavradores, e partiu para fora da terra por muito tempo; "
" E no tempo próprio mandou um servo aos lavradores, para que lhe dessem dos frutos da vinha; mas os lavradores, espancando-o, mandaram-no vazio. "
" E tornou ainda a mandar outro servo; mas eles, espancando também a este, e afrontando-o, mandaram-no vazio. "
" E tornou ainda a mandar um terceiro; mas eles, ferindo também a este, o expulsaram. "
" E disse o senhor da vinha: Que farei? Mandarei o meu filho amado; talvez que, vendo, o respeitem. "
" Mas, vendo-o os lavradores, arrazoaram entre si, dizendo: Este é o herdeiro; vinde, matemo-lo, para que a herança seja nossa. "
" E, lançando-o fora da vinha, o mataram. Que lhes fará, pois, o senhor da vinha? "
" Irá, e destruirá estes lavradores, e dará a outros a vinha. E, ouvindo eles isto, disseram: Não seja assim! "
Em Lucas 20:16, Jesus mostra que Deus tira sua obra de quem é infiel e a entrega a quem produz fruto. A vinha representa as …
Ler análise completa" Mas ele, olhando para eles, disse: Que é isto, pois, que está escrito? A pedra, que os edificadores reprovaram, Essa foi feita cabeça da esquina. "
" Qualquer que cair sobre aquela pedra ficará em pedaços, e aquele sobre quem ela cair será feito em pó. "
Lucas 20:18 mostra que resistir a Jesus, a “pedra”, traz consequências sérias. Quem tropeça nele, rejeitando seus ensinamentos, tem a vida quebrada por dentro; quem …
Ler análise completa" E os principais dos sacerdotes e os escribas procuravam lançar mão dele naquela mesma hora; mas temeram o povo; porque entenderam que contra eles dissera esta parábola. "
" E, observando-o, mandaram espias, que se fingissem justos, para o apanharem nalguma palavra, e o entregarem à jurisdição e poder do presidente. "
" E perguntaram-lhe, dizendo: Mestre, nós sabemos que falas e ensinas bem e retamente, e que não consideras a aparência da pessoa, mas ensinas com verdade o caminho de Deus. "
" É-nos lícito dar tributo a César ou não? "
Lucas 20:22 mostra líderes tentando fazer Jesus escolher entre obedecer a Deus ou ao governo. O sentido é que pagar impostos não anula a fé, …
Ler análise completa" E, entendendo ele a sua astúcia, disse-lhes: Por que me tentais? "
" Mostrai-me uma moeda. De quem tem a imagem e a inscrição? E, respondendo eles, disseram: De César. "
Lucas 20:24 mostra Jesus usando a moeda de César para ensinar que impostos e obrigações civis pertencem ao governo, mas a vida, o caráter e …
Ler análise completa" Disse-lhes então: Dai, pois, a César o que é de César, e a Deus o que é de Deus. "
" E não puderam apanhá-lo em palavra alguma diante do povo; e, maravilhados da sua resposta, calaram-se. "
" E, chegando-se alguns dos saduceus, que dizem não haver ressurreição, perguntaram-lhe, "
" Dizendo: Mestre, Moisés nos deixou escrito que, se o irmão de algum falecer, tendo mulher, e não deixar filhos, o irmão dele tome a mulher, e suscite posteridade a seu irmão. "
" Houve, pois, sete irmãos, e o primeiro tomou mulher, e morreu sem filhos; "
Lucas 20:29 faz parte de uma história usada para testar Jesus sobre casamento e ressurreição. O versículo descreve um costume da época, em que o …
Ler análise completa" E tomou-a o segundo por mulher, e ele morreu sem filhos. "
" E tomou-a o terceiro, e igualmente também os sete; e morreram, e nào deixaram filhos. "
" E por último, depois de todos, morreu também a mulher. "
" Portanto, na ressurreição, de qual deles será a mulher, pois que os sete por mulher a tiveram? "
" E, respondendo Jesus, disse-lhes: Os filhos deste mundo casam-se, e dão-se em casamento; "
" Mas os que forem havidos por dignos de alcançar o mundo vindouro, e a ressurreição dentre os mortos, nem hão de casar, nem ser dados em casamento; "
" Porque já não podem mais morrer; pois são iguais aos anjos, e são filhos de Deus, sendo filhos da ressurreição. "
Lucas 20:36 ensina que, na ressurreição, quem pertence a Deus terá vida que não acaba, como os anjos, sem sofrimento nem morte. Isso encoraja perseverança …
Ler análise completa" E que os mortos hão de ressuscitar também o mostrou Moisés junto da sarça, quando chama ao Senhor Deus de Abraão, e Deus de Isaque, e Deus de Jacó. "
" Ora, Deus não é Deus de mortos, mas de vivos; porque para ele vivem todos. "
" E, respondendo alguns dos escribas, disseram: Mestre, disseste bem. "
" E não ousavam perguntar-lhe mais coisa alguma. "
" E ele lhes disse: Como dizem que o Cristo é filho de Davi? "
" Visto como o mesmo Davi diz no livro dos Salmos: Disse o SENHOR ao meu Senhor: Assenta-te à minha direita, "
" Até que eu ponha os teus inimigos por escabelo de teus pés. "
" Se Davi lhe chama Senhor, como é ele seu filho? "
Lucas 20:44 mostra Jesus provando que o Messias é mais que um simples descendente humano de Davi: é o próprio Senhor. Isso ensina que fé …
Ler análise completa" E, ouvindo-o todo o povo, disse Jesus aos seus discípulos: "
" Guardai-vos dos escribas, que querem andar com vestes compridas; e amam as saudações nas praças, e as principais cadeiras nas sinagogas, e os primeiros lugares nos banquetes; "
" Que devoram as casas das viúvas, fazendo, por pretexto, largas orações. Estes receberão maior condenação. "
Lucas 20:47 denuncia líderes religiosos que exploravam pessoas frágeis, como viúvas, enquanto fingiam piedade com longas orações. Jesus mostra que religiosidade usada para ganhar dinheiro, …
Ler análise completaEstudo do capítulo por email
Receba Escritura, oração e um próximo passo simples conectado a este capítulo.
Aviso importante: Esta orientação bíblica não substitui cuidados profissionais de saúde mental. Se você estiver com sintomas de crise, ligue para 188 (CVV) no Brasil ou 988 nos EUA, ou procure ajuda profissional imediatamente.