Juízes 20:1
" Então todos os filhos de Israel saíram, e a congregação se ajuntou, perante o SENHOR em Mizpá, como se fora um só homem, desde Dã até Berseba, como também a terra de Gileade. "
Entenda os temas principais e aplique Juízes 20 na sua vida hoje
48 versículos | Almeida Corrigida Fiel
Israel se junta “como se fora um só homem” para lidar com o pecado em Gibeá, revelando senso de justiça coletiva. Porém, a forma como a guerra é conduzida, a pressa em destruir e a falta de busca inicial mais profunda da vontade de Deus mostram uma obediência incompleta e misturada com impulsividade.
A tribo de Benjamim se recusa a entregar os homens perversos de Gibeá, escolhendo proteger o mal em vez de purificá-lo de seu meio. Essa lealdade distorcida leva a um conflito mortal com o restante de Israel e quase resulta na extinção da tribo.
Mesmo com resposta afirmativa do Senhor para subirem à guerra, Israel sofre pesadas perdas nos dois primeiros dias. Essas derrotas os conduzem a um quebrantamento mais profundo: choro, jejum, sacrifícios e uma busca mais sincera da direção divina.
Quando finalmente chega o dia da vitória prometida, a destruição de Benjamim é quase total: dezenas de milhares de guerreiros morrem, e cidades com seus habitantes e animais são passadas ao fio da espada. O juízo de Deus contra o mal resistente é grave e abrangente.
Juízes 20 está inserido no período dos juízes, uma época caracterizada pela ausência de liderança central e pela frase recorrente: “cada um fazia o que parecia bem aos seus olhos”. Após o crime brutal em Gibeá, descrito em Juízes 19, todas as tribos são convocadas a Mizpá, um local de assembleias nacionais e de busca ao Senhor. A menção de “desde Dã até Berseba” indica todo o território de Israel, do norte ao sul, incluindo a região de Gileade a leste do Jordão.
A guerra civil surge quando Israel exige que Benjamim entregue os “filhos de Belial” de Gibeá para punição. Em vez disso, Benjamim se mobiliza em defesa de sua própria tribo, o que revela uma cultura de honra tribal que supera a obediência à lei de Deus. Os números citados (400.000 israelitas contra 26.000 benjamitas, mais 700 guerreiros especiais) enfatizam o desequilíbrio militar e o caráter dramático da vitória inicial de Benjamim.
Betel, onde o povo consulta o Senhor, era um centro de culto importante, e ali estava a arca da aliança, sob o ministério de Finéias, neto de Arão. Essa referência ajuda a situar o episódio em um período relativamente inicial da história dos juízes, quando o sacerdócio aarônico e o culto em torno da arca ainda estavam bem estabelecidos. A estratégia militar com emboscada, sinal de fumaça e retirada simulada mostra que Israel usou tática semelhante à empregada em outras batalhas do Antigo Testamento.
Juízes 20 apresenta uma narrativa de guerra estruturada de forma progressiva e dramática:
O relato combina narrativa militar, teologia da guerra santa (consulta a Deus, arca, sacerdote) e tragédia nacional, construindo um clímax em que a justiça contra o mal termina quase se transformando em aniquilação de uma tribo inteira.
Este capítulo ressalta a seriedade do pecado no meio do povo de Deus e a necessidade de lidar com a maldade de forma firme. O crime de Gibeá é descrito como “loucura em Israel”, linguagem usada para atos que violam profundamente a aliança. A recusa de Benjamim em entregar os culpados mostra como o pecado se agrava quando é protegido por lealdades distorcidas.
Ao mesmo tempo, o texto enfatiza que a justiça não pode ser separada da presença e da direção de Deus. Israel obtém respostas positivas do Senhor sobre subir à batalha, mas ainda assim enfrenta derrotas dolorosas. Isso mostra que não basta ter uma causa justa; é necessário também ter o coração quebrantado, buscar o Senhor de forma profunda e depender dele, e não apenas da força numérica. O ponto de virada vem quando Israel não só pergunta, mas chora, jejua e oferece sacrifícios, demonstrando maior humildade diante de Deus.
A narrativa também ilustra que Deus é ao mesmo tempo justo e soberano em seu juízo. A vitória final sobre Benjamim é atribuída explicitamente ao Senhor: ele “feriu” Benjamim diante de Israel. O juízo é severo, resultando em quase aniquilar uma tribo. Isso serve como advertência de que o endurecimento contínuo diante do pecado pode levar a consequências irreversíveis no plano histórico.
Por fim, o capítulo revela a tensão entre o mandamento de amar o irmão e a necessidade de confrontar o mal no próprio povo. Israel chama Benjamim de “meu irmão” mesmo no contexto da guerra, lembrando que o juízo dentro da comunidade da aliança é especialmente doloroso. A guerra civil aqui é um sintoma da desordem espiritual geral que marca o período dos juízes, ressaltando a necessidade de um Rei justo que governe o povo segundo a vontade de Deus.
A história de Juízes 20 transborda dor, perda e destruição entre irmãos. Em termos de cuidado emocional, ela espelha contextos de famílias divididas, comunidades em conflito e situações em que a busca por justiça se mistura com raiva e excesso. A narrativa legitima o choro, o lamento e até a perplexidade diante de derrotas que acontecem mesmo quando se tenta fazer o que é certo.
O capítulo mostra um caminho de aprofundamento espiritual em meio à dor: não apenas agir, mas parar, chorar, jejuar, trazer o sofrimento à presença de Deus e buscar sua orientação com mais humildade. Isso aponta para um processo de processamento da dor que não ignora a realidade do mal, mas a leva diante de Deus em sinceridade.
Também se percebe o peso das consequências quando o orgulho impede o reconhecimento do erro. Benjamim, ao proteger seus culpados, conduz sua própria tribo a uma perda quase total. Em termos emocionais, isso reflete dinâmicas em que a negação do problema ou a defesa cega de quem erra provoca rupturas profundas em relacionamentos e comunidades.
Em meio ao juízo, porém, permanece um resquício de esperança: um pequeno grupo de 600 homens sobrevive. Mesmo depois de grandes ruínas, a possibilidade de recomeço não é totalmente apagada, apontando para a ideia de que Deus ainda pode trabalhar recuperação e reconstrução após crises severas.
O texto descreve violência extrema, guerra fratricida, quase extermínio de uma tribo, morte em massa e destruição de cidades inteiras. Para pessoas sensíveis a temas de violência, traumas de guerra, perdas familiares ou conflitos intensos dentro da própria comunidade de fé, esta passagem pode despertar lembranças dolorosas e reações emocionais intensas.
A dimensão espiritual do texto – a ideia de juízo, morte em grande escala e destruição como resposta ao pecado – também pode ser angustiante para quem já luta com medo excessivo de punição divina, culpa exagerada ou uma imagem distorcida de Deus como apenas severo. Especialmente em leitores com histórico de abuso espiritual, esse capítulo pode reforçar visões rígidas ou amedrontadoras.
Em casos de sofrimento emocional significativo ao ler histórias assim, é importante que a interpretação do texto seja feita com acompanhamento pastoral, psicológico ou em comunidade saudável, de modo a distinguir o contexto histórico-narrativo do caráter pleno de Deus revelado em toda a Escritura, incluindo sua misericórdia, graça e restauração.
Juízes 20 desafia a lidar com o pecado e a injustiça de forma séria, sem varrer problemas para debaixo do tapete. A proteção dos culpados por parte de Benjamim mostra como a lealdade parcial pode ser destrutiva quando se coloca acima da verdade e da justiça. Em termos práticos, isso fala de contextos familiares, eclesiásticos ou profissionais onde erros graves são acobertados em nome de “defender os seus”, resultando em danos ainda maiores.
A narrativa também expõe o perigo de agir rapidamente em nome de uma causa justa sem um processo profundo de busca a Deus. Israel está certo em condenar o crime, mas a rapidez em entrar em guerra e a intensidade da vingança quase exterminam uma tribo. A prática de parar, consultar, chorar, jejuar e ouvir a direção de Deus antes de decisões graves é uma aplicação clara para conflitos, disciplina e decisões comunitárias importantes.
Outra lição prática é reconhecer que derrotas, mesmo quando se procura obedecer, podem fazer parte do processo de Deus de quebrantar o orgulho e aprofundar a dependência. Em vez de ver o fracasso apenas como sinal de erro total, o capítulo sugere que pode haver um convite ao arrependimento, à revisão de motivações e à busca renovada da presença de Deus.
Por fim, a tragédia da guerra entre irmãos em Israel mostra o quanto conflitos internos podem ser devastadores. A história chama à responsabilidade de lidar com o mal sem perder de vista a dignidade do outro como “irmão” e sem transformar a justiça em destruição impiedosa, lembrando a necessidade de limites, mas também de misericórdia e de cuidado com a forma como se conduz correção e disciplina.
O texto mostra que, embora Israel tivesse uma causa justa ao condenar o crime em Gibeá, isso não significava que seu coração estivesse totalmente alinhado com Deus. Na primeira consulta (v.18), eles perguntam apenas quem deve subir primeiro, e não se deveriam ou não guerrear, parecendo já ter decidido o caminho. Na segunda (v.23), eles perguntam se devem voltar a pelejar, mas ainda sem o nível de quebrantamento que aparece depois. Somente na terceira ocasião (v.26-28) veem-se choro, jejum e sacrifícios, com a presença da arca e de Finéias. As derrotas, portanto, funcionam como meio de humilhação e aprofundamento espiritual, até que Israel aprenda a depender de Deus não só para legitimar seus planos, mas para submeter a Ele o coração inteiro.
O texto afirma que o Senhor entregou Benjamim nas mãos de Israel (v.28, 35), indicando juízo divino sobre a maldade acobertada e a teimosia da tribo. Ao mesmo tempo, o capítulo seguinte mostra o remorso de Israel por quase ter exterminado uma tribo inteira. A narrativa bíblica frequentemente apresenta as ações do povo como misto de obediência e excesso humano. Assim, vê-se tanto a realidade do juízo de Deus contra o pecado persistente quanto o exagero da resposta humana em guerra civil. O episódio aponta para a gravidade do pecado no meio do povo de Deus, mas também revela as distorções que surgem quando o povo, em contexto de desordem espiritual, age sem uma liderança justa e estável.
Finéias, mencionado em Juízes 20:28, era filho de Eleazar e neto de Arão, o primeiro sumo sacerdote de Israel. Ele é conhecido por seu zelo em Números 25, quando interveio contra a idolatria e imoralidade, e Deus fez com ele uma aliança de sacerdócio perpétuo. Sua presença em Betel, diante da arca da aliança, indica que este episódio da guerra contra Benjamim ocorreu relativamente cedo no período dos juízes, enquanto a geração sacerdotal ligada diretamente a Arão ainda exercia influência no culto de Israel.
A expressão “filhos de Belial” (v.13) era um termo hebraico usado para descrever pessoas extremamente perversas, rebeldes e sem freios morais. Transmite a ideia de gente entregue à maldade, inútil para o bem e em oposição direta à aliança com Deus. Ao usar esse termo, o texto enfatiza que o crime cometido em Juízes 19 não foi apenas um pecado comum, mas um ato de corrupção profunda e intolerável no meio do povo de Deus.
O versículo 16 menciona 700 homens canhotos que atiravam com funda sem errar, para ressaltar a habilidade militar especial de parte do exército de Benjamim. No contexto da batalha, esse detalhe enfatiza por que uma tribo numericamente muito menor conseguiu infligir derrotas tão severas em Israel nos primeiros dias. Também reflete a reputação de Benjamim como tribo guerreira, algo lembrado em outros textos bíblicos.
Este capítulo é marcado por dor intensa, perdas em massa e uma sensação de ruptura profunda entre irmãos. Em Juízes 20, o povo de Israel chora, jejua e se derrama diante do Senhor depois de ver tantos caírem, mesmo buscando justiça. Há um retrato muito humano de perplexidade: como é possível sofrer tanto em meio a algo que se entende como correto? A narrativa mostra um povo que precisa aprender a lamentar. Antes da vitória prometida, há lágrimas, quebrantamento, silêncio diante de Deus. Em vez de esconder a dor ou fingir força, o texto expõe um Israel que reconhece sua fragilidade e se coloca em vulnerabilidade na presença do Senhor. O lamento não é sinal de fraqueza, mas parte do caminho de cura e realinhamento do coração. Também aparece um tipo de dor que é especialmente difícil: a dor entre irmãos. A guerra não é contra um inimigo distante, mas contra a própria tribo de Benjamim, chamada de “meu irmão”. O sofrimento é multiplicado quando a destruição vem de dentro da própria família e comunidade. Juízes 20 acolhe essa realidade, por mais dura que seja, e reconhece que, às vezes, o mal precisa ser confrontado mesmo quando está perto, e isso traz rupturas dolorosas. No meio de tanta tragédia, permanece um fio de esperança: Deus continua sendo buscado, ouvido e respondendo. A presença de choro, jejum e culto lembra que, mesmo em tempos de confusão e sangue, ainda há um lugar de encontro com o Senhor, onde a dor é ouvida. O pequeno resto que permanece em Benjamim e o fato de Deus continuar falando apontam para uma verdade consoladora: a história não termina no dia da batalha mais escura.
Juízes 20 é um texto denso em termos históricos, teológicos e literários. Historicamente, ele se situa num estágio inicial do período dos juízes, como sugere a presença de Finéias e da arca da aliança em Betel. O episódio funciona quase como um apêndice que ilustra o estado moral de Israel, mais do que seguir a cronologia dos juízes em si. A convocação nacional “desde Dã até Berseba” indica um senso de unidade territorial, mas essa unidade é rapidamente colocada a serviço de uma guerra interna. Do ponto de vista teológico, o capítulo trata da tensão entre a santidade da comunidade e a solidariedade tribal. A Torah exigia que o mal fosse extirpado do meio do povo de Deus, especialmente quando envolvia depravação moral grave. Israel tenta obedecer a esse princípio ao exigir a entrega dos culpados de Gibeá. Benjamim, no entanto, prioriza a lealdade tribal sobre a fidelidade à aliança, consequência comum em contextos de organização tribal forte. Isso transforma uma questão de disciplina interna em guerra civil. As consultas a Deus são centrais na estrutura do texto. Em cada ciclo de batalha, há um movimento: planejamento humano, confronto armado e, a seguir, busca mais intensa pelo oráculo divino. A progressão das consultas (inicialmente superficial, depois mais ampla, culminando em jejum e sacrifício) sugere que o problema não era apenas “se” deveriam guerrear, mas “como” e em que condição espiritual o fariam. As derrotas, portanto, têm função pedagógica, expondo falhas não explicitadas mas insinuadas no texto, como possível confiança excessiva na superioridade numérica. Literariamente, o autor utiliza repetições e números para acentuar a tragédia. As cifras impressionantes de mortos sublinham a profundidade da ruptura interna em Israel. A descrição dos 700 canhotos habilidosos, as idas e vindas das tropas e a emboscada com sinal de fumaça criam uma cena militar detalhada. A reviravolta no terceiro dia ecoa outros relatos de batalhas em que estratégias táticas e intervenção divina se encontram. Ao final, o quase extermínio de Benjamim prepara o terreno para o capítulo seguinte, em que a comunidade tenta lidar com as consequências de uma disciplina que foi além do necessário, deixando a questão em aberto sobre como conciliar justiça, zelo e misericórdia em um contexto de caos espiritual.
Como narrativa, Juízes 20 se parece com muitos conflitos complexos da vida real: uma injustiça séria acontece, existe um clamor legítimo por correção, mas a resposta acaba se misturando com impulsos humanos, orgulho e exageros. Israel está certo em não ignorar o crime cometido em Gibeá, porém a reação deles, somada à teimosia de Benjamim, leva a uma escalada de violência que quase destrói uma tribo inteira. Na prática, o texto conversa com situações em que grupos, famílias ou igrejas precisam lidar com pecados graves. A recusa de Benjamim em entregar os homens perversos mostra o perigo de relativizar a gravidade do mal por causa de laços de pertencimento: defender o “nosso” a qualquer custo. Quando a lealdade a pessoas supera a lealdade à verdade e à justiça, o resultado tende a ser ruptura maior depois. Por outro lado, a forma como Israel conduz a guerra mostra que uma causa justa pode ser levada longe demais quando faltam maturidade, freios e dependência real de Deus. Em contextos de disciplina, correção ou decisões difíceis, a pressa e a dureza podem transformar um movimento necessário de justiça em algo destrutivo. O texto cria um alerta sobre o risco de confundir indignação justa com licença para ações desmedidas. Juízes 20 também evidencia a importância de processos. Antes de decisões graves, Israel consulta a Deus, mas só depois de derrotas e sofrimento aprofunda essa busca com choro, jejum e sacrifício. Em termos práticos, conflitos significativos pedem mais do que respostas rápidas: exigem parar, refletir, revisar motivações, ouvir pessoas com responsabilidade espiritual, acolher o sofrimento gerado pelo conflito e, então, agir com mais sobriedade. Por fim, a guerra entre irmãos ilustra como conflitos internos podem ser mais destrutivos do que ataques externos. O capítulo encoraja a cuidar com seriedade da forma como se lida com divergências e pecados dentro de comunidades e relacionamentos próximos, buscando equilíbrio entre firmeza e contenção, justiça e cuidado, para que o “tratamento” não destrua o corpo inteiro.
Espiritualmente, Juízes 20 expõe o peso do pecado dentro do povo de Deus e as consequências de um coração endurecido. Os homens de Gibeá agem em flagrante oposição à aliança, e Benjamim, ao protegê-los, coloca sua própria existência em risco. A história sinaliza que o mal persistente e defendido não é apenas uma falha moral isolada, mas uma ameaça ao projeto de Deus para seu povo. O processo que Israel atravessa, da indignação à busca profunda de Deus, revela um caminho de maturidade espiritual. No início, o zelo pela justiça aparece sem tanto quebrantamento. À medida que as derrotas se acumulam, o povo é levado ao choro, ao jejum e ao sacrifício. O culto deixa de ser apenas um acessório à guerra e passa a ser o centro de sua resposta. Isso ilustra um princípio de formação espiritual: Deus frequentemente usa frustrações e dores para purificar intenções, revelar dependências escondidas e conduzir à verdadeira humildade. O juízo severo sobre Benjamim também aponta para a seriedade com que Deus lida com o pecado na comunidade da aliança. Ao longo da Bíblia, a disciplina de Deus sobre seu povo tem um propósito purificador e pedagógico, ainda que, na história, isso se manifeste em episódios muito duros. A quase extinção de uma tribo lembra que a vida espiritual não é neutra: decisões de proteger ou confrontar o mal têm impacto coletivo e, a longo prazo, podem influenciar destinos inteiros. Ao mesmo tempo, a sobrevivência de 600 homens e a continuidade posterior de Benjamim na história de Israel sugerem que, mesmo em meio a juízo, Deus preserva um remanescente. Essa linha de esperança se conecta a todo o enredo bíblico, em que Deus continuamente guarda um povo, apesar de seus fracassos, até a plenitude da revelação em Cristo. A história de Juízes 20, assim, ecoa a necessidade de um Rei justo e perfeito, que traga uma justiça que não se confunde com vingança humana e uma misericórdia que não ignora o pecado, mas o carrega sobre si, abrindo caminho para verdadeira restauração espiritual.
" Então todos os filhos de Israel saíram, e a congregação se ajuntou, perante o SENHOR em Mizpá, como se fora um só homem, desde Dã até Berseba, como também a terra de Gileade. "
" E os principais de todo o povo, de todas as tribos de Israel, se apresentaram na congregação do povo de Deus; quatrocentos mil homens de pé que tiravam a espada "
" (Ouviram, pois, os filhos de Benjamim que os filhos de Israel haviam subido a Mizpá). E disseram os filhos de Israel: Falai, como sucedeu esta maldade? "
" Então respondeu o homem levita, marido da mulher que fora morta, e disse: Cheguei com a minha concubina a Gibeá, cidade de Benjamim, para passar a noite. "
" E os cidadãos de Gibeá se levantaram contra mim, e cercaram a casa de noite; intentaram matar-me, e violaram a minha concubina, de maneira que morreu. "
" Então peguei na minha concubina, e fi-la em pedaços, e a enviei por toda a terra da herança de Israel; porquanto fizeram tal malefício e loucura em Israel. "
" Eis que todos sois filhos de Israel; dai aqui a vossa palavra e conselho. "
Juízes 20:7 mostra todo o povo sendo chamado a dar opinião e assumir responsabilidade diante de um crime grave. O versículo ensina que situações difíceis, …
Ler análise completa" Então todo o povo se levantou como um só homem, dizendo: Nenhum de nós irá à sua tenda nem nenhum de nós voltará à sua casa. "
" Porém isto é o que faremos a Gibeá: procederemos contra ela por sorte. "
" E de todas as tribos de Israel, tomaremos dez homens de cada cem, e cem de cada mil, e mil de cada dez mil, para providenciarem mantimento para o povo; para que, vindo ele a Gibeá de Benjamim, lhe façam conforme a toda a loucura que tem feito em Israel. "
" Assim ajuntaram-se contra esta cidade todos os homens de Israel, unidos como um só homem. "
" E as tribos de Israel enviaram homens por toda a tribo de Benjamim, dizendo: Que maldade é esta que se fez entre vós? "
" Dai-nos, pois, agora aqueles homens, filhos de Belial, que estão em Gibeá, para que os matemos, e tiremos de Israel o mal. Porém os filhos de Benjamim não quiseram ouvir a voz de seus irmãos, os filhos de Israel. "
" Antes os filhos de Benjamim se ajuntaram das cidades em Gibeá, para saírem a pelejar contra os filhos de Israel. "
" E contaram-se naquele dia os filhos de Benjamim, das cidades, vinte e seis mil homens que tiravam a espada, afora os moradores de Gibeá, de que se contaram setecentos homens escolhidos. "
" Entre todo este povo havia setecentos homens escolhidos, canhotos, os quais atiravam com a funda uma pedra em um cabelo, e não erravam. "
" E contaram-se dos homens de Israel, afora os de Benjamim, quatrocentos mil homens que tiravam da espada, e todos eles homens de guerra. "
" E levantaram-se os filhos de Israel, e subiram a Betel; e consultaram a Deus, dizendo: Quem dentre nós subirá primeiro a pelejar contra Benjamim? E disse o Senhor: Judá subirá primeiro. "
" Levantaram-se, pois, os filhos de Israel pela manhã, e acamparam-se contra Gibeá. "
" E os homens de Israel saíram à peleja contra Benjamim; e os homens de Israel ordenaram a batalha contra eles, ao pé de Gibeá. "
" Então os filhos de Benjamim saíram de Gibeá, e derrubaram por terra, naquele dia, vinte e dois mil homens de Israel. "
" Porém esforçou-se o povo, isto é, os homens de Israel, e tornaram a ordenar a peleja no lugar onde no primeiro dia a tinham ordenado. "
" E subiram os filhos de Israel, e choraram perante o Senhor até à tarde, e perguntaram ao Senhor, dizendo: Tornar-me-ei a chegar à peleja contra os filhos de Benjamim, meu irmão? E disse o Senhor: Subi contra ele. "
" Chegaram-se, pois, os filhos de Israel aos filhos de Benjamim, no dia seguinte. "
" Também os de Benjamim no dia seguinte lhes saíram ao encontro fora de Gibeá, e derrubaram ainda por terra mais dezoito mil homens, todos dos que tiravam a espada. "
" Então todos os filhos de Israel, e todo o povo, subiram, e vieram a Betel e choraram, e estiveram ali perante o Senhor, e jejuaram aquele dia até à tarde; e ofereceram holocaustos e ofertas pacíficas perante o Senhor. "
" E os filhos de Israel perguntaram ao Senhor (porquanto a arca da aliança de Deus estava ali naqueles dias; "
" E Finéias, filho de Eleazar, filho de Arão, estava perante ele naqueles dias), dizendo: Tornarei ainda a pelejar contra os filhos de Benjamim, meu irmão, ou pararei? E disse o Senhor: Subi, que amanhã eu to entregarei na mão. "
" Então Israel pôs emboscadas em redor de Gibeá. "
" E subiram os filhos de Israel ao terceiro dia contra os filhos de Benjamim, e ordenaram a peleja junto a Gibeá, como das outras vezes. "
" Então os filhos de Benjamim saíram ao encontro do povo, e desviaram-se da cidade; e começaram a ferir alguns do povo, atravessando-os, como das outras vezes, pelos caminhos (um dos quais sobe para Betel, e o outro para Gibeá pelo campo), uns trinta dos homens de Israel. "
" Então os filhos de Benjamim disseram: Estão derrotados diante de nós como dantes. Porém os filhos de Israel disseram: Fujamos, e desviemo-los da cidade para os caminhos. "
" Então todos os homens de Israel se levantaram do seu lugar, e ordenaram a peleja em Baal-Tamar; e a emboscada de Israel saiu do seu lugar, da caverna de Gibeá. "
" E dez mil homens escolhidos de todo o Israel vieram contra Gibeá, e a peleja se agravou; porém eles não sabiam o mal que lhes tocaria. "
" Então feriu o Senhor a Benjamim diante de Israel; e destruíram os filhos de Israel, naquele dia, vinte e cinco mil e cem homens de Benjamim, todos dos que tiravam a espada. "
" E viram os filhos de Benjamim que estavam feridos; porque os homens de Israel deram lugar aos benjamitas, porquanto estavam confiados na emboscada que haviam posto contra Gibeá. "
" E a emboscada se apressou, e acometeu a Gibeá; e a emboscada arremeteu contra ela, e feriu ao fio da espada toda a cidade. "
" E os homens de Israel tinham um sinal determinado com a emboscada, que era fazer levantar da cidade uma grande nuvem de fumaça. "
" Viraram-se, pois, os homens de Israel na peleja; e já Benjamim começava a ferir, dos homens de Israel, quase trinta homens, pois diziam: Já infalivelmente estão derrotados diante de nós, como na peleja passada. "
" Então a nuvem de fumaça começou a se levantar da cidade, como uma coluna; e, virando-se Benjamim a olhar para trás de si, eis que a fumaça da cidade subia ao céu. "
" E os homens de Israel viraram os rostos, e os homens de Benjamim pasmaram; porque viram que o mal lhes tocaria. "
" E viraram as costas diante dos homens de Israel, para o caminho do deserto; porém a peleja os apertou; e os que saíam das cidades os destruíram no meio deles. "
" E cercaram aos de Benjamim, e os perseguiram, e à vontade os pisaram, até diante de Gibeá, para o nascente do sol. "
" E caíram de Benjamim dezoito mil homens, todos estes sendo homens valentes. "
" Então viraram as costas, e fugiram para o deserto, à penha de Rimom; colheram ainda deles pelos caminhos uns cinco mil homens; e de perto os seguiram até Gidom, e feriram deles dois mil homens. "
" E, todos os que caíram de Benjamim, naquele dia, foram vinte e cinco mil homens que tiravam a espada, todos eles homens valentes. "
" Porém seiscentos homens viraram as costas, e fugiram para o deserto, à penha de Rimom; e ficaram na penha de Rimom quatro meses. "
" E os homens de Israel voltaram para os filhos de Benjamim, e os feriram ao fio da espada, desde os homens da cidade até aos animais, até a tudo quanto se achava, como também a todas as cidades, quantas acharam, puseram fogo. "
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