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Juízes 20:12 - Significado e aplicação

Entenda como este versículo fala com o que você está vivendo e como aplicá-lo hoje

Tradução: Almeida Corrigida Fiel

" E as tribos de Israel enviaram homens por toda a tribo de Benjamim, dizendo: Que maldade é esta que se fez entre vós? "

Juízes 20:12

menu_book Versículo no contexto

10 E de todas as tribos de Israel, tomaremos dez homens de cada cem, e cem de cada mil, e mil de cada dez mil, para providenciarem mantimento para o povo; para que, vindo ele a Gibeá de Benjamim, lhe façam conforme a toda a loucura que tem feito em Israel.

11 Assim ajuntaram-se contra esta cidade todos os homens de Israel, unidos como um só homem.

12 E as tribos de Israel enviaram homens por toda a tribo de Benjamim, dizendo: Que maldade é esta que se fez entre vós?

13 Dai-nos, pois, agora aqueles homens, filhos de Belial, que estão em Gibeá, para que os matemos, e tiremos de Israel o mal. Porém os filhos de Benjamim não quiseram ouvir a voz de seus irmãos, os filhos de Israel.

14 Antes os filhos de Benjamim se ajuntaram das cidades em Gibeá, para saírem a pelejar contra os filhos de Israel.

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auto_stories Comentário Bible Guided

Aqui vemos, em primeiro lugar, a exigência justa e correta que as tribos de Israel enviaram a Benjamim: que entregassem os criminosos de Gibeá para que fossem julgados (Juízes 20:12, 13). Se Benjamim tivesse comparecido à assembleia, como devia, e concordado com os demais, apenas os homens de Gibeá teriam de responder. Mas, ao se manterem afastados, pareceram tomar partido dos culpados, de modo que a acusação precisou ser estendida à tribo inteira.

Os israelitas estavam indignados com o mal cometido, mas, ao mesmo tempo, foram cuidadosos em sua indignação. Não consideraram justo atacar toda a tribo, a menos que Benjamim se recusasse a entregar os culpados e, assim, se tornasse cúmplice do crime depois de consumado. Eles lembram a Benjamim quão grande era aquela maldade, e que ela havia acontecido entre eles. Por isso, a tribo deveria ou punir os homens ela mesma, de acordo com a lei de Moisés, ou entregá-los a toda a congregação para julgamento público, para que o mal fosse tirado de Israel, a culpa da nação fosse removida e a doença fosse cortada antes que se espalhasse. O pecado era tão semelhante ao de Sodoma que havia bons motivos para temer que Deus os julgasse como julgou aquelas cidades, se recusassem agir.

Essa era uma exigência razoável e, se Israel não a tivesse feito, teria ainda mais motivo para lamentar o que depois aconteceu com Benjamim. Antes da guerra, ou mesmo de uma disputa judicial, todos os meios pacíficos devem ser tentados. O pedido deles se parecia com a exigência de Joabe à cidade de Abel: que entregassem um só homem, e então se afastariam (2 Samuel 20:20, 21). Do mesmo modo, Deus se coloca em paz conosco sob uma condição: que nos separemos dos nossos pecados, mortifiquemos nossos desejos maus, e então tudo estará bem.

Em segundo lugar, vemos a vergonhosa obstinação dos homens de Benjamim, que se uniram com o mesmo vigor para defender os criminosos com que as outras tribos se uniram para buscar justiça. Revelaram ter tão pouco senso de honra, de dever e até de próprio interesse. Não deram ouvidos a seus irmãos (Juízes 20:13), seja porque a tribo estivesse especialmente corrompida naquele tempo, seja porque, como sugere o bispo Patrick, ressentiram a interferência das outras tribos em seus assuntos. Recusaram-se a fazer o que sabiam ser correto apenas porque seus irmãos lhes disseram que o fizessem.

Se havia entre eles alguns mais sensatos, dispostos a concordar, foram vencidos pela maioria. Assim, a tribo inteira tomou para si o crime de Gibeá. Da mesma forma, participamos de obras más quando nos unimos às trevas, as aprovamos ou as defendemos. Dificilmente existe causa tão má que não encontre defensores, mas aqueles que impedem a justiça necessária e fortalecem os perversos, dizendo-lhes: “Vocês não morrerão”, terão muito que responder.

Eles também foram orgulhosos e imprudentes ao pegar em armas contra todo o Israel. Ninguém foi mais insensato do que eles, pois lutaram contra a justiça e, portanto, contra o próprio Deus, contra um povo que tinha o sumo sacerdote e a direção de Deus ao seu lado. Estavam abertamente se rebelando contra a mais alta e mais santa autoridade da nação.

Além disso, foram à guerra contra uma força muito superior. A diferença numérica era bem maior do que a que Jesus menciona em (Lucas 14:31, 32), onde um rei com dez mil soldados, ao ver que outro vem contra ele com vinte mil, prudentemente busca a paz. Ali, o inimigo era apenas dois contra um. Aqui, a desvantagem era de mais de quinze contra um, e ainda assim Benjamim rejeitou a paz. Eles podiam reunir apenas 26.000 homens, mais 700 homens de Gibeá (Juízes 20:15), enquanto Israel tinha 400.000 (Juízes 20:17). Assim, muitas vezes os pecadores correm para a própria ruína e provocam o zelo de Deus, embora ele seja infinitamente mais forte do que eles (1 Coríntios 10:22).

Parece, porém, que eles confiavam mais na habilidade do que nos números, especialmente nos seus 700 flecheiros (atiradores de funda) canhotos, tão treinados que podiam acertar com grande precisão uma pessoa com uma pedra (Juízes 20:16). Mas esses exímios atiradores erraram feio o alvo ao apoiarem uma causa tão perversa. Benjamim significa “filho da mão direita”, e, no entanto, aqui encontramos seus descendentes como homens da mão esquerda.

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