Josué 6:1
" Ora Jericó estava rigorosamente fechada por causa dos filhos de Israel; ninguém saía nem entrava. "
Entenda os temas principais e aplique Josué 6 na sua vida hoje
27 versículos | Almeida Corrigida Fiel
A queda de Jericó não é resultado de força militar ou de tática humana, mas da intervenção direta de Deus. Ele declara a vitória antes da batalha e orienta um plano que ressalta sua própria ação soberana.
O povo precisa obedecer a instruções detalhadas, aparentemente estranhas, durante sete dias. A obediência diária, silenciosa e perseverante é o meio pelo qual Deus concretiza a promessa.
Jericó é colocada sob anátema, representando o juízo de Deus sobre o pecado cananeu e o princípio de que o primeiro despojo da terra prometida pertence inteiramente ao Senhor.
Raabe, uma prostituta estrangeira, é poupada com toda a sua família por ter acolhido os mensageiros. Em meio ao juízo, a graça de Deus alcança quem crê e se alia ao povo de Deus.
Josué 6 se passa logo após a travessia do Jordão e a preparação para a conquista da terra prometida. Jericó era uma das cidades mais fortificadas de Canaã, estrategicamente localizada ao oeste do Jordão, controlando o acesso à região montanhosa central. As muralhas de Jericó simbolizavam não apenas uma barreira física, mas também a resistência dos povos cananeus ao propósito de Deus de estabelecer Israel na terra.
O conceito de anátema (herem) usado neste capítulo descreve algo totalmente consagrado a Deus, muitas vezes por meio de destruição. A primeira cidade conquistada na terra prometida deveria ser inteiramente dedicada ao Senhor, marcando o início da conquista como um ato de fidelidade e santidade. A prática de destruir cidades e consagrar despojos a divindades era conhecida no Antigo Oriente, mas aqui assume um significado teológico: Deus é o verdadeiro dono da terra e o juízo sobre o pecado dos cananeus chega à sua medida.
Raabe, mencionada anteriormente em Josué 2, era uma mulher de Jericó que havia acolhido os espias israelitas e reconhecido a ação do Deus de Israel. Sua preservação cumpre o juramento deles e mostra que, mesmo em meio ao juízo sobre uma cidade, há espaço para arrependimento e fé. A maldição final sobre a reconstrução de Jericó (v. 26) aponta para a gravidade do juízo divino e é lembrada séculos depois quando Hiel, de Betel, reconstrói a cidade em 1 Reis 16:34, sofrendo exatamente aquilo que Josué profetizou.
Politicamente, a queda de Jericó abalou as defesas de Canaã e espalhou o temor da presença de Israel, como indicado pelo fato de que a fama de Josué correu por toda a terra. Religiosamente, este episódio reafirma que o Senhor, e não os deuses cananeus, é o verdadeiro Deus que controla a história e o destino das nações.
O capítulo apresenta uma narrativa bem estruturada, com repetições intencionais que reforçam a obediência e a centralidade da presença de Deus:
Situação inicial: Jericó fechada e promessa de Deus (6:1-2)
Instruções detalhadas da estratégia divina (6:3-5)
Obediência de Josué e organização do povo (6:6-11)
Rotina dos seis dias de marcha (6:12-14)
O sétimo dia e a queda de Jericó (6:15-20)
Destruição de Jericó e preservação de Raabe (6:21-25)
Maldição sobre a reconstrução de Jericó e conclusão (6:26-27)
A repetição das ordens e da execução (buzinas, arca, rodear a cidade) dá ritmo ao texto, cria expectativa e destaca a fé expressa na obediência contínua. A alternância entre comando divino, obediência humana e intervenção sobrenatural enfatiza o tema da cooperação entre a soberania de Deus e a resposta do povo.
Este capítulo é teologicamente rico, unindo temas de soberania divina, juízo, graça e santidade. A promessa de Deus em 6:2 (“tenho dado na tua mão a Jericó”) mostra que a vitória é, em primeiro lugar, um dom, não uma conquista humana. Israel age, mas age sobre a base de uma vitória já declarada por Deus. Isso reflete uma dinâmica recorrente na Escritura: Deus promete, o povo responde em fé e obediência, e o resultado manifesta aquilo que Deus já havia determinado.
A estratégia da batalha, profundamente litúrgica, coloca a arca, os sacerdotes e as buzinas no centro, mais do que espadas e carros. A guerra aqui é apresentada como ato de culto. A queda dos muros acontece por meio de um rito de obediência que exalta o Senhor como Guerreiro divino. Isso comunica que a verdadeira segurança e vitória de Israel dependem da presença de Deus, não de seu poder militar.
O anátema de Jericó sublinha a santidade de Deus e a seriedade do pecado. Jericó, primeira cidade conquistada na terra, é como as primícias consagradas totalmente ao Senhor. Ao mesmo tempo, o juízo sobre Jericó não é arbitrário: em toda a Bíblia, o pecado dos cananeus é apresentado como pesado e persistente, e a conquista aparece como instrumento de juízo divino. A proibição de tomar qualquer coisa do anátema (v. 18-19) reforça que o povo não deveria se enriquecer com aquilo que Deus separou para si.
Em contraste claro com o juízo, a história de Raabe destaca a graça. Apesar de ser prostituta e cananeia, ela é acolhida por sua fé no Deus de Israel e sua aliança com o povo de Deus. Sua inserção “no meio de Israel” antecipa a inclusão de gentios no povo de Deus e mostra que a identidade do povo de Deus é definida antes pela fé e pela aliança do que pela etnia.
A maldição pronunciada sobre quem reconstruísse Jericó (v. 26) tem caráter profético. Ela preserva o significado teológico da cidade como símbolo do juízo divino e da primeira grande intervenção de Deus na conquista. O cumprimento posterior dessa maldição, em 1 Reis 16:34, confirma a fidelidade da palavra de Deus no longo prazo.
No conjunto, Josué 6 apresenta um Deus que reina sobre a história, que julga o pecado com seriedade, que salva e integra aqueles que nele confiam e que chama seu povo a uma santidade concreta, expressa em obediência precisa e reverente.
Lido em chave terapêutica, Josué 6 fala de muros que caem, de esperas silenciosas e de fidelidade em meio a instruções que nem sempre parecem fazer sentido. A cidade fortificada pode simbolizar situações interiores ou circunstâncias externas que parecem intransponíveis: traumas antigos, padrões destrutivos, relacionamentos quebrados, ansiedades intensas.
O texto mostra um povo que caminha dia após dia, repetindo um gesto simples, carregando a presença de Deus representada pela arca, sustentado por um som contínuo (as buzinas) e pelo compromisso de silêncio até o momento certo de gritar. Esse processo lembra percursos terapêuticos em que pequenas ações, repetidas com constância e fé, produzem mudanças profundas, ainda que invisíveis no início.
A espera em silêncio pode ser lida como espaço de elaboração interna, de contenção de impulsos e de confiança amadurecida. Em vez de atacar os muros por conta própria, Israel aprende a andar em volta deles com Deus, aceitando um ritmo que não é o seu. Para quem vive sofrimento emocional, esse ritmo mais lento, sustentado pela presença divina, pode oferecer uma imagem de esperança para jornadas de cura que exigem paciência.
A preservação de Raabe, marcada por seu passado e por uma identidade socialmente estigmatizada, mostra que nenhuma história está além do alcance de restauração. Mesmo em um cenário de juízo e destruição, há espaço para histórias de resgate e reconstrução de identidade.
Ao mesmo tempo, o anátema e a destruição total de Jericó podem despertar desconforto e dor em quem já sofreu violência ou injustiça, ou em quem tem sensibilidade intensa diante de imagens duras. Esse impacto emocional pode ser acolhido como legítimo e trabalhado com cuidado, lembrando que o texto reflete um momento específico da história da salvação, com categorias de guerra e juízo difíceis de transpor diretamente para experiências pessoais. A leitura cuidadosa, acompanhada de apoio pastoral ou clínico, pode ajudar a diferenciar entre a ação histórica de Deus no texto e experiências traumáticas individuais.
No conjunto, o capítulo pode ser um recurso simbólico para refletir sobre confiança em processos, sobre a queda de defesas rígidas e sobre a possibilidade de um novo lugar de pertencimento, como aconteceu com Raabe no meio de Israel.
Este capítulo contém cenas e temas que podem acionar gatilhos em algumas pessoas:
Violência extrema e destruição total (v. 21):
Linguagem de anátema e juízo (v. 17-19, 21, 26):
Imagens de fogo e queima de cidade (v. 24):
Linguagem de maldição sobre reconstrução (v. 26):
Dinâmica de guerra religiosa:
Uma leitura pastoralmente sensível reconhece esse potencial de gatilho, evita simplificações como “isso é normal” ou “não é nada demais” e incentiva que, em caso de forte angústia, o texto seja explorado em diálogo com um acompanhante maduro na fé, e, se necessário, com apoio profissional em saúde mental.
Perseverar nas pequenas obediências diárias:
Caminhar com Deus em vez de atacar sozinho:
Honrar limites e tempos de silêncio:
Tratar o que é de Deus como santo:
Reconhecer e acolher histórias de conversão e mudança:
Lembrar que a fama saudável vem da presença de Deus, não da autopromoção:
Jericó foi colocada sob anátema, ou seja, consagrada inteiramente ao Senhor por meio da destruição. Esse ato tem dois sentidos principais: primeiro, expressa o juízo de Deus sobre o pecado e a idolatria dos cananeus, apresentados na Bíblia como persistentes e graves; segundo, marca Jericó como as “primícias” da conquista, indicando que o primeiro fruto da terra prometida pertencia totalmente a Deus. É um evento único dentro de um momento específico da história da salvação, não um modelo para conflitos humanos posteriores.
Ser anátema (herem) significa ser separado exclusivamente para Deus, muitas vezes por meio da destruição. No caso de Jericó, toda a cidade, com tudo o que havia nela, deveria ser destruída, e apenas os metais preciosos seriam preservados para o tesouro da casa do Senhor. Ninguém do povo de Israel poderia se apropriar de nada, sob pena de tornar maldito o próprio arraial. Isso reforça a santidade de Deus, o caráter de juízo sobre o pecado e o princípio de que o povo não deveria se beneficiar de algo que Deus havia declarado consagrado a si.
A estratégia sublinha que a vitória vem de Deus, não de táticas militares humanas. Em vez de escalar muros, usar aríetes ou cercos prolongados, o povo é chamado a realizar um ato de obediência litúrgica: sacerdotes tocando buzinas, a arca da aliança no centro, o povo marchando em silêncio. Quando os muros caem, fica evidente que o poder de Deus, e não a capacidade de Israel, foi determinante. A instrução incomum também exige confiança: Israel tem de crer que, mesmo sem entender completamente, o caminho de Deus é melhor.
Raabe havia acolhido e protegido os espias israelitas, confessando sua fé no Deus de Israel e pedindo misericórdia para sua família. Os espias juraram preservá-la, desde que ela reunisse seus parentes em casa e marcasse a janela com um sinal. Em Josué 6, Josué lembra dessa aliança e envia os dois homens para resgatar Raabe, seus pais, irmãos e toda a parentela. Eles são retirados da cidade antes da queima de Jericó e colocados fora do arraial, vindo depois a habitar no meio de Israel. Assim, em meio ao juízo geral, a fé de Raabe se torna o caminho para sua salvação e inclusão.
A maldição de Josué (v. 26) declara que quem se levantasse para reedificar Jericó pagaria um preço altíssimo: lançaria seus alicerces sobre o primogênito e colocaria suas portas sobre o filho mais novo. Isso significa que a cidade ficaria ligada a uma marca de luto profundo. A maldição preserva o caráter simbólico de Jericó como cidade de juízo e sinal da intervenção de Deus na conquista. Séculos depois, em 1 Reis 16:34, Hiel, de Betel, reconstrói Jericó e sofre exatamente essa consequência, o que mostra a seriedade da palavra pronunciada por Josué em nome do Senhor.
Josué 6 traz uma imagem poderosa para tempos de ansiedade e sensação de bloqueio interior: um povo inteiro diante de muros altos e fechados, sem caminho aparente. A cidade estava “rigorosamente fechada”, ninguém entrava nem saía. Muitos corações se identificam com essa sensação de estar cercado, preso em situações, emoções e dores que parecem intransponíveis. No entanto, ainda no começo do capítulo, antes de qualquer mudança visível, Deus já declara: “tenho dado na tua mão a Jericó”. A promessa vem antes da queda dos muros. Isso fala de um cuidado que antecede a solução percebida. O povo continua vendo muralhas firmes, mas o coração de Deus já decidiu pela libertação. A marcha ao redor da cidade, dia após dia, em silêncio, ao som das buzinas e na companhia da arca, lembra trajetórias de sofrimento em que quase nada parece mudar por fora, mas algo vai se formando por dentro. O silêncio ordenado pode simbolizar aquele espaço em que o coração está cansado de falar, discutir, justificar, e apenas segue, passo a passo, com Deus por perto. Não é um silêncio de abandono, mas um silêncio acompanhado: sacerdotes, arca, presença divina no meio do caminho. Quando, finalmente, chega o momento do grito, não é um grito de desespero, mas de confiança: “Gritai, porque o Senhor vos tem dado a cidade”. O brado do povo se une àquilo que Deus já havia dito. Os muros caem, não porque o povo guardou a dor ou porque foi forte por si mesmo, mas porque Deus honrou cada passo de obediência e fé, inclusive os passos cansados. No meio de uma cena pesada de juízo, a história de Raabe brilha como um fio de esperança para corações marcados por culpa, vergonha ou rótulos dolorosos. Ela é apresentada como prostituta, estrangeira, alguém que, na lógica humana, talvez fosse descartada. Ainda assim, Deus tece uma história de preservação e pertencimento: ela é resgatada, sua família é salva, e ela passa a viver “no meio de Israel”. Há um lugar para quem carrega um passado difícil; há lugar para histórias que, aos olhos humanos, pareciam condenadas. Para corações feridos, esse capítulo não elimina as perguntas difíceis sobre juízo e violência, mas oferece imagens de um Deus que está presente dentro do cerco, que caminha ao redor dos muros com o povo, que acolhe justamente quem parecia mais distante e que transforma destinos marcados pela vergonha em histórias de inclusão e nova identidade.
Do ponto de vista exegético e teológico, Josué 6 é um texto central para a compreensão da teologia da conquista em Israel. Sua estrutura alterna comandos divinos, transmissão das ordens por Josué, obediência do povo e resultado miraculoso, reforçando o papel de Josué como mediador fiel entre Deus e Israel. A introdução (v. 1-2) estabelece o contraste entre a realidade visível (“Jericó estava rigorosamente fechada”) e a realidade teológica (“tenho dado na tua mão a Jericó”). A forma verbal enfatiza que a entrega da cidade já é um fato na perspectiva divina, embora ainda não se tenha manifestado historicamente. Essa tensão entre promessa e cumprimento atravessa todo o capítulo. A estratégia dada por Deus (v. 3-5) é profundamente simbólica. O número sete, associado à completude, aparece nas voltas, nos dias e nas buzinas. Os sacerdotes e a arca ocupam o centro da cena, o que indica que a batalha é, antes de tudo, um ato de culto. A prática de rodear a cidade com a arca lembra procissões litúrgicas, nas quais o povo afirma, na prática, que a presença de Deus cerca a realidade inimiga. O desenvolvimento narrativo realça a obediência minuciosa de Josué: ele repassa fielmente as ordens, e o narrador repete detalhes (ordem da marcha, toque das buzinas, silêncio do povo), demonstrando que a vitória está ligada a essa escuta precisa. O silêncio imposto ao povo (v. 10) contrasta com o brado final, mostrando que a fala de Israel é regulada pela palavra de Deus. Eles não gritam por conta própria, mas quando Deus determina. Teologicamente, o anátema (herem) é conceito-chave. Ele associa Jericó à esfera do sagrado, não por consagração para uso, mas por consagração para juízo. A destruição total, incluindo pessoas e animais (v. 21), choca a sensibilidade moderna, mas precisa ser lida à luz do contexto do Antigo Oriente Próximo, em que guerras eram vistas como conflitos entre divindades e seus povos. O texto bíblico, porém, desloca a ênfase: não se trata de disputa entre deuses, mas do Deus único exercendo juízo sobre nações cuja medida de pecado teria se enchido ao longo do tempo. A preservação de Raabe (v. 22-25) funciona como contrapeso essencial na narrativa. Ela é o exemplo concreto de que o juízo não é cego nem indiscriminado: quem responde com fé ao Deus de Israel, mesmo sendo estrangeiro e socialmente marginalizado, é poupado e integrado. O fato de o texto notar que ela “habitava no meio de Israel até ao dia de hoje” sugere que sua história se tornou conhecida e significativa na memória da comunidade. A maldição de Josué (v. 26) tem cunho profético e jurídico. Ela estabelece um tabu sagrado sobre a reconstrução de Jericó, ligando-a a uma tragédia familiar. O cumprimento literal em 1 Reis 16:34 reforça a confiabilidade da palavra profética e sinaliza a continuidade da história de salvação: aquilo que Deus estabelece em Josué continua válido séculos depois. No conjunto, Josué 6 exemplifica a teologia deuteronomista: a vitória depende da obediência à palavra do Senhor; a santidade do povo exige separação do pecado; o juízo é real, mas a graça também se manifesta para aqueles que se voltam a Deus. A narrativa é construída para mostrar que Josué está na linha de Moisés, conduzindo o povo sob a presença e autoridade do mesmo Deus.
Lido a partir das lutas do dia a dia, Josué 6 apresenta um jeito diferente de enfrentar desafios: em vez de atacar diretamente o problema, o povo recebe ordens para andar em volta, com disciplina, silêncio e foco na presença de Deus. Essa dinâmica fala muito com contextos práticos como conflitos familiares, pressões no trabalho ou decisões complexas. A tendência natural é “bater de frente”, discutir, forçar situações, tentar resolver na hora. Em Jericó, porém, o povo é orientado a dar voltas com propósito. Cada volta é um ato de confiança: eles obedecem mesmo sem ver rachaduras nos muros. Aplicado ao cotidiano, isso inspira a valorizar processos. Muitas mudanças concretas – restaurar um casamento, reorganizar finanças, tratar um vício, reconstruir a confiança em alguém – exigem mais de uma “volta”. Exigem práticas diárias: diálogo respeitoso, planejamento financeiro, limites claros, acompanhamento especializado, oração persistente. Do lado de fora, pode parecer repetição cansativa; do lado de dentro, é preparação para uma transformação mais profunda. O silêncio ordenado ao povo também traz lições pragmáticas. Em momentos de pressão, falar demais, reclamar sem parar ou espalhar desânimo pode minar qualquer avanço. Aprender a conter a fala, observar, ouvir e esperar o momento adequado para se posicionar ajuda em reuniões difíceis, conversas delicadas em família, decisões sensíveis na igreja. Não é omissão; é sabedoria no uso das palavras. A gestão dos recursos após a queda de Jericó também é instrutiva. O povo não podia tomar para si aquilo que Deus declarou consagrado. Isso se traduz, na prática, em aprender a lidar com dinheiro, bens e oportunidades com senso de mordomia. Nem tudo o que se pode pegar deve ser pego. Alguns ganhos, embora pareçam vantajosos, comprometem valores e alianças. Manter o coração livre de ganância e respeitar limites éticos protege a pessoa e a comunidade de consequências graves, como se vê depois na história de Acã, ligada justamente à desobediência nessa área. A história de Raabe ilustra o impacto das escolhas individuais. Ela decide arriscar-se acolhendo os espias, e essa decisão altera o destino de toda a sua família. No cotidiano, pequenas atitudes de coragem – assumir a verdade, pedir ajuda, proteger quem é vulnerável, abrir portas para reconciliação – podem ter efeitos duradouros sobre os que estão ao redor. Por fim, a fama de Josué se espalha não porque ele faz propaganda de si, mas porque caminha em sintonia com Deus. Em ambientes profissionais, acadêmicos ou comunitários, isso convida a buscar reconhecimento não pela autopromoção, mas pela constância, integridade e entrega sincera ao que é correto, confiando que uma boa reputação é fruto de um caminho consistente, e não apenas de momentos de visibilidade.
" Ora Jericó estava rigorosamente fechada por causa dos filhos de Israel; ninguém saía nem entrava. "
" Então disse o Senhor a Josué: Olha, tenho dado na tua mão a Jericó, ao seu rei e aos seus homens valorosos. "
" Vós, pois, todos os homens de guerra, rodeareis a cidade, cercando-a uma vez; assim fareis por seis dias. "
" E sete sacerdotes levarão sete buzinas de chifres de carneiros adiante da arca, e no sétimo dia rodeareis a cidade sete vezes, e os sacerdotes tocarão as buzinas. "
" E será que, tocando-se prolongadamente a buzina de carneiro, ouvindo vós o seu sonido, todo o povo gritará com grande brado; e o muro da cidade cairá abaixo, e o povo subirá por ele, cada um em frente. "
" Então Josué, filho de Num, chamou aos sacerdotes e disse-lhes: Levai a arca da aliança; e sete sacerdotes levem sete buzinas de chifres de carneiros, adiante da arca do Senhor. "
" E disse ao povo: Passai e rodeai a cidade; e quem estiver armado, passe adiante da arca do Senhor. "
Josué 6:7 mostra Josué orientando o povo a obedecer exatamente à estratégia de Deus para derrubar Jericó. O versículo ensina que, mesmo quando o plano …
Ler análise completa" E assim foi que, como Josué dissera ao povo, os sete sacerdotes, levando as sete buzinas de carneiros diante do Senhor, passaram e tocaram as buzinas; e a arca da aliança do Senhor os seguia. "
" E os homens armados iam adiante dos sacerdotes, que tocavam as buzinas; e a retaguarda seguia após a arca; andando e tocando as buzinas iam os sacerdotes. "
" Porém ao povo Josué tinha dado ordem, dizendo: Não gritareis, nem fareis ouvir a vossa voz, nem sairá palavra alguma da vossa boca até ao dia que eu vos diga: Gritai. Então gritareis. "
Josué 6:10 mostra que Deus queria obediência silenciosa antes da vitória em Jericó. O povo precisava conter emoções, opiniões e ansiedade até o momento certo …
Ler análise completa" E fez a arca do Senhor rodear a cidade, contornando-a uma vez; e entraram no arraial, e ali passaram a noite. "
" Depois Josué se levantou de madrugada, e os sacerdotes levaram a arca do Senhor. "
" E os sete sacerdotes, que levavam as sete buzinas de chifres de carneiros, adiante da arca do Senhor, iam andando, e tocavam as buzinas, e os homens armados iam adiante deles e a retaguarda seguia atrás da arca do Senhor; os sacerdotes iam andando e tocando as buzinas. "
" Assim rodearam outra vez a cidade no segundo dia e voltaram para o arraial; e assim fizeram seis dias. "
" E sucedeu que, ao sétimo dia, madrugaram ao subir da alva, e da mesma maneira rodearam a cidade sete vezes; naquele dia somente rodearam a cidade sete vezes. "
" E sucedeu que, tocando os sacerdotes pela sétima vez as buzinas, disse Josué ao povo: Gritai, porque o Senhor vos tem dado a cidade. "
" Porém a cidade será anátema ao Senhor, ela e tudo quanto houver nela; somente a prostituta Raabe viverá; ela e todos os que com ela estiverem em casa; porquanto escondeu os mensageiros que enviamos. "
" Tão-somente guardai-vos do anátema, para que não toqueis nem tomeis alguma coisa dele, e assim façais maldito o arraial de Israel, e o perturbeis. "
" Porém toda a prata, e o ouro, e os vasos de metal, e de ferro são consagrados ao Senhor; irão ao tesouro do Senhor. "
" Gritou, pois, o povo, tocando os sacerdotes as buzinas; e sucedeu que, ouvindo o povo o sonido da buzina, gritou o povo com grande brado; e o muro caiu abaixo, e o povo subiu à cidade, cada um em frente de si, e tomaram a cidade. "
" E tudo quanto havia na cidade destruíram totalmente ao fio da espada, desde o homem até à mulher, desde o menino até ao velho, e até ao boi e gado miúdo, e ao jumento. "
" Josué, porém, disse aos dois homens que tinham espiado a terra: Entrai na casa da mulher prostituta, e tirai-a de lá com tudo quanto tiver, como lhe tendes jurado. "
" Então entraram os jovens espias, e tiraram a Raabe e a seu pai, e a sua mãe, e a seus irmãos, e a tudo quanto tinha; tiraram também a toda a sua parentela, e os puseram fora do arraial de Israel. "
" Porém a cidade e tudo quanto havia nela queimaram a fogo; tão-somente a prata, e o ouro, e os vasos de metal e de ferro, deram para o tesouro da casa do Senhor. "
" Assim deu Josué vida à prostituta Raabe e à família de seu pai, e a tudo quanto tinha; e habitou no meio de Israel até ao dia de hoje; porquanto escondera os mensageiros que Josué tinha enviado a espiar a Jericó. "
" E naquele tempo Josué os esconjurou, dizendo: Maldito diante do Senhor seja o homem que se levantar e reedificar esta cidade de Jericó; sobre seu primogênito a fundará, e sobre o seu filho mais novo lhe porá as portas. "
" Assim era o Senhor com Josué; e corria a sua fama por toda a terra. "
Estudo do capítulo por email
Receba Escritura, oração e um próximo passo simples conectado a este capítulo.
Aviso importante: Esta orientação bíblica não substitui cuidados profissionais de saúde mental. Se você estiver com sintomas de crise, ligue para 188 (CVV) no Brasil ou 988 nos EUA, ou procure ajuda profissional imediatamente.