Josué 13:1
" Era, porém, Josué já velho, entrado em dias; e disse-lhe o SENHOR: Já estás velho, entrado em dias; e ainda muitíssima terra ficou para possuir. "
Entenda os temas principais e aplique Josué 13 na sua vida hoje
33 versículos | Almeida Corrigida Fiel
Mesmo com Josué já idoso, Deus mostra que a missão de conquista ainda não terminou. A obra de Deus é maior que a vida de um líder, e precisa ser levada adiante por gerações sucessivas.
A repartição da terra não é apenas uma decisão política ou militar, mas um ato espiritual dirigido por Deus. Ele define regiões, limites e tribos, mostrando que a herança do povo é dom da graça, não apenas fruto de esforço humano.
Os levitas não recebem um território próprio como as outras tribos. Sua herança é o Senhor e o serviço no culto. Isso revela uma dimensão de herança que não é material, mas relacional e espiritual.
O texto registra que alguns povos, como gesureus e maacateus, não foram expulsos. Essa obediência incompleta se torna uma ferida aberta dentro do território de Israel e antecipa futuros conflitos espirituais e morais.
Josué 13 se situa após as grandes campanhas militares de Israel na terra de Canaã. As batalhas principais contra grandes coalizões de reis já haviam ocorrido (Josué 10–12), mas muitas cidades e regiões menores ainda permaneciam sob domínio de povos cananeus e filisteus. Josué já está idoso, e o livro entra na segunda grande parte: a distribuição da terra entre as tribos.
A porção descrita neste capítulo foca principalmente nas terras a leste do Jordão (o chamado "além do Jordão"), já conquistadas por Moisés antes da entrada em Canaã propriamente dita (Números 21–32). Ali ficavam os antigos reinos de Siom, rei dos amorreus, e Ogue, rei de Basã. Essas regiões foram distribuídas às tribos de Rúben, Gade e à meia tribo de Manassés, em resposta ao pedido dessas tribos, que possuíam muitos rebanhos.
O texto menciona povos como filisteus, sidônios, gesureus e maacateus, que ocupavam faixas estratégicas da região, desde a fronteira com o Egito até o Líbano. Muitos desses povos permaneceriam como vizinhos ou até como habitantes no meio de Israel por gerações, influenciando politicamente, militarmente e religiosamente o povo.
A tribo de Levi, já definida em livros anteriores como tribo sacerdotal, não recebe um território definido, mas seria espalhada em cidades dentro das demais tribos, vivendo do serviço no templo e das ofertas. Isso reforça uma estrutura de sociedade onde culto, lei e vida cotidiana estão integrados.
O capítulo tem uma estrutura principalmente descritiva e geográfica, mas organizada com lógica teológica e administrativa:
A repetição de expressões como "esta é a herança" e a enumeração cuidadosa de cidades e fronteiras conferem ao texto um caráter de registro oficial, quase cartorial, preservando a memória da alocação territorial de cada tribo.
Teologicamente, Josué 13 mostra que a promessa da terra é ao mesmo tempo cumprida e ainda em progresso. Deus já havia dado vitórias significativas, mas declara que "ainda muitíssima terra ficou para possuir". Isso ilustra o princípio de que a promessa divina se realiza em etapas: há um já e um ainda não.
O próprio Deus se apresenta como o doador soberano da herança. Não é a estratégia militar, nem a capacidade política de Israel que definem as porções, mas a ordem do Senhor. A divisão da terra é um ato de graça e fidelidade à aliança feita com os patriarcas. O uso constante da palavra "herança" reforça que a terra é dom, não conquista autônoma.
A presença de povos não expulsos aponta para a tensão entre promessa e responsabilidade. Deus promete expulsar as nações, mas Israel deveria cooperar em obediência. A permanência de certos povos reflete uma obediência parcial, que ao longo da história bíblica resultará em idolatria, sincretismo e conflitos.
A situação da tribo de Levi oferece um contraste fundamental: enquanto as outras tribos recebem herança territorial, os levitas recebem ao Senhor como herança. Isso antecipa a ideia de que a maior riqueza do povo de Deus não é geográfica nem econômica, mas a própria presença de Deus. Essa realidade se aprofunda no restante das Escrituras, apontando para uma herança espiritual e eterna que ultrapassa qualquer terra física.
A menção de Balaão e dos antigos reis derrotados (Siom e Ogue) relembra que Deus julga a injustiça e a idolatria, ao mesmo tempo em que protege e conduz seu povo. A história passada se torna fundamento teológico para a confiança presente: o Deus que já venceu inimigos poderosos continuará conduzindo o processo até que sua promessa seja plena.
Josué 13 oferece um retrato da vida em transição: um líder envelhecido, uma tarefa ainda inacabada e um povo que precisa aprender a viver a promessa no cotidiano, não apenas em grandes vitórias espetaculares. Em termos de cuidado emocional, esse capítulo fala de frustrações, limites pessoais e do processo de aceitar que nem tudo será concluído por uma única pessoa ou geração.
A afirmação de Deus a Josué — reconhecendo sua velhice e, ao mesmo tempo, apresentando o que ainda falta — reflete uma forma de validação e realismo. Não há negação da limitação, mas também não há desvalorização da missão. Isso pode acolher sentimentos de insuficiência ou de cansaço, mostrando que a obra de Deus não depende de perfeição individual.
A herança dos levitas ilustra que valor e identidade não se limitam ao que se vê ou se mede em posses materiais. Em contextos de perda, insegurança financeira ou sensação de estar "ficando para trás", essa perspectiva lembra que existe um tipo de herança que ninguém pode tomar: a relação com Deus e o lugar diante dEle.
O registro de povos que permanecem na terra revela que a vida raramente é totalmente organizada e concluída. Sempre restam desafios, tensões e problemas não resolvidos. A narrativa, porém, não é dominada pelo medo, mas pela consciência de que Deus continua atuando na história, mesmo em meio à incompletude.
O capítulo menciona guerras, matança de reis e de Balaão, além da expulsão de povos e da categoria de "gigantes" (v. 12, 21-22). Para pessoas sensíveis a temas de violência, trauma histórico ou perseguição, essas passagens podem despertar emoções intensas ou memórias dolorosas.
A repetida linguagem de divisão de terras e heranças pode tocar em questões de injustiça social, perda de bens, conflitos familiares por herança ou experiências de deslocamento e migração. A tribo de Levi, que não recebe herança de terra, pode ser mal interpretada por quem já se sentiu excluído ou esquecido, reforçando sentimentos de rejeição se lida sem o contexto espiritual.
A velhice de Josué ressaltada no início do capítulo pode despertar ansiedade em pessoas que temem envelhecer, perder função ou serem substituídas. A consciência de que "ainda muitíssima terra ficou para possuir" pode ser gatilho para quem lida com perfeccionismo ou sensação crônica de não conseguir fazer o suficiente.
Leitores em estado emocional fragilizado podem se sentir sobrecarregados pela quantidade de nomes, fronteiras e detalhes, sentindo o texto como distante e pouco acolhedor. Nesses casos, focar nos temas centrais — a fidelidade de Deus, a continuidade da obra e a herança espiritual — tende a ser mais saudável do que se prender à dimensão bélica e geopolítica.
Josué 13 sugere aplicações práticas ligadas a como se enxerga missão, limites pessoais, herança e continuidade:
• Reconhecimento de limites e continuidade da missão: Josué é idoso e não concluirá tudo, mas ainda é chamado a organizar a herança. Na prática, isso encoraja pessoas e comunidades a aceitarem que nem tudo será feito por uma só geração ou por uma só liderança, e que planejar a continuidade é parte da fidelidade.
• Disciplina em tempos de "aparente normalidade": Depois das grandes batalhas, vem a fase administrativa e aparentemente menos emocionante da divisão da terra. Isso se aplica à vida diária: fidelidade não se expressa apenas em momentos extraordinários, mas também em tarefas burocráticas, rotineiras e discretas.
• Cuidado com obediência parcial: A permanência de povos não expulsos simboliza áreas da vida em que se aceita conviver com padrões contrários à vontade de Deus. Em termos práticos, inspira reflexão sobre hábitos, relacionamentos e estruturas internas que permanecem intocados, mesmo sabendo que trarão consequências futuras.
• Valorização da herança espiritual: A tribo de Levi, sem terra, mas com o Senhor como herança, convida a rever a escala de valores. Decisões sobre carreira, finanças e projetos de vida podem ser repensadas à luz de uma herança que não se reduz ao material.
• Memória das vitórias passadas: A lembrança dos feitos de Moisés contra Siom, Ogue e de como Deus lidou com Balaão reforça a importância de cultivar memória histórica. Na prática, comunidades podem manter viva a lembrança de livramentos, provisões e transformações já vividas, fortalecendo a confiança no presente.
O livro de Josué mostra que as grandes coalizões inimigas já haviam sido derrotadas, mas muitas cidades, territórios menores e povos locais ainda permaneciam na terra. Deus declara que "ainda muitíssima terra ficou para possuir" para mostrar que o processo de apropriação da promessa seria gradual e envolveria também as tribos em sua vida cotidiana, não apenas exércitos em campanha. A promessa foi garantida, mas precisava ser vivida e consolidada ao longo do tempo, geração após geração.
Siom era rei dos amorreus em Hesbom, e Ogue era rei de Basã. Ambos governavam territórios a leste do Jordão. Eles haviam sido derrotados por Israel sob a liderança de Moisés antes da entrada na terra de Canaã propriamente dita (Números 21; Deuteronômio 2–3). Josué 13 relembra seus reinos para explicar a origem das terras que foram dadas às tribos de Rúben, Gade e à meia tribo de Manassés.
A tribo de Levi foi separada para o serviço sacerdotal e para o cuidado do culto a Deus. Em vez de uma porção contínua de terra, os levitas receberiam cidades espalhadas entre as demais tribos e viveriam das ofertas e dos sacrifícios. O texto afirma que "os sacrifícios queimados do Senhor Deus de Israel são a sua herança" e, mais amplamente, que o próprio Senhor é a herança deles. Isso destaca que sua principal porção não seria econômica, mas espiritual e vocacional.
Balaão foi um adivinho contratado por Balaque, rei de Moabe, para amaldiçoar Israel (relatado em Números 22–24). Deus, porém, impediu que ele amaldiçoasse o povo e o fez pronunciar bênçãos. Mais tarde, Balaão é associado a conselhos que levaram Israel à idolatria e à imoralidade. Josué 13.22 registra sua morte entre os que caíram à espada, como parte do juízo de Deus e como lembrança de que a tentativa de resistir à bênção divina não prevalece.
Gesureus e maacateus eram povos que habitavam regiões ao norte e nordeste da terra, próximos a Basã e ao monte Hermom. O texto registra que "os filhos de Israel não expulsaram os gesureus, nem os maacateus" e que eles permaneceram "no meio de Israel". Essa permanência simboliza uma obediência incompleta ao mandado de Deus. Historicamente e teologicamente, isso antecipa dificuldades futuras, pois a convivência prolongada com povos que mantinham práticas religiosas contrárias ao Deus de Israel frequentemente levou o povo ao sincretismo e à infidelidade.
Josué 13 apresenta um momento delicado: um líder que já não tem as mesmas forças de antes e uma missão que ainda não acabou. Há algo profundamente humano nesse retrato. Deus olha para Josué, reconhece sua idade e seus limites, mas não o descarta nem o desonra. Ele o inclui na etapa seguinte, no planejamento da distribuição da terra. Isso mostra um Deus que não se espanta com cansaço, com fragilidades, com a sensação de não dar conta de tudo. O texto também ressoa com sentimentos de quem olha para trás e vê vitórias, mas também percebe que muitas áreas da vida continuam em aberto. Há terras não conquistadas, questões não resolvidas, histórias interrompidas. Em vez de condenação, o capítulo revela um Deus que, em meio a isso, organiza, acompanha e direciona. Ele não abandona seu povo nem deixa a história solta; até os detalhes da herança são cuidados. A tribo de Levi, sem uma terra própria, lembra aqueles que, aos olhos humanos, parecem ter recebido menos. Enquanto as outras tribos ganham territórios visíveis, os levitas recebem uma herança que não se vê: o Senhor e o serviço no culto. Isso fala de consolo para corações que se sentem deixados de lado, esquecidos ou com pouco para mostrar. Há uma dignidade silenciosa em ter o próprio Deus como porção, mesmo quando o reconhecimento material parece pequeno. Os povos que permanecem na terra também refletem a realidade de uma vida que raramente é totalmente arrumada. Sempre há espinhos, tensões, situações que não se encaixam. Ainda assim, Deus permanece presente nesse cenário misto, fiel em meio à incompletude. A narrativa inteira é um lembrete de que a história pessoal não precisa estar perfeita para que Deus continue escrevendo capítulos de cuidado, direção e graça.
Do ponto de vista exegético, Josué 13 marca o início da seção de distribuição da terra (Josué 13–21), que sucedem as narrativas de conquista (Josué 1–12). O versículo 1 é programático: a velhice de Josué é explicitamente mencionada, e Deus declara que ainda existe ampla terra por possuir, introduzindo a tensão entre promessa garantida e apropriação progressiva. Os versículos 2–6 listam, com forte densidade geográfica, territórios ainda não subjugados: os domínios filisteus (cinco cidades-estado) e regiões sidônias e do Líbano. Esses nomes não são apenas referências cartográficas, mas indicam zonas de poder político e cultural que continuariam a exercer influência sobre Israel ao longo de sua história (especialmente os filisteus, em Juízes e Samuel). O versículo 7 conecta essa visão de futuro à tarefa presente: repartir a terra às nove tribos e meia. Em seguida, há uma recapitulação das terras já concedidas a leste do Jordão, sob Moisés (v. 8-12), mostrando continuidade clara entre os ministérios de Moisés e Josué. A menção de Ogue como remanescente dos "gigantes" (refaim) reforça a dimensão mítica e ameaçadora desses inimigos, derrotados, entretanto, pelo poder de Deus, e não por superioridade de Israel. O versículo 13 introduz um motivo importante: povos não expulsos. Esta é uma notação editorial que prepara o leitor para o padrão recorrente no livro de Juízes, onde a presença contínua de nações estrangeiras se torna foco de infidelidade e opressão. Do ponto de vista narrativo, é um sinal de que a conquista não é absoluta nem uniforme. A situação de Levi, em 13.14 e 13.33, liga-se a uma teologia mais ampla presente em Números e Deuteronômio. Os levitas não têm herança territorial porque sua função é cultual: viver do altar, das ofertas e do serviço religioso. A ênfase de que "o Senhor Deus de Israel é a sua herança" constitui uma declaração teológica de alta importância, exemplificando um tipo de posse não vinculada à terra. Os blocos referentes às tribos de Rúben (v. 15-23), Gade (v. 24-28) e à meia tribo de Manassés (v. 29-31) refletem material de tipo cadastral, possivelmente proveniente de listas administrativas antigas. A enumeração de cidades, limites e vales mostra preocupação histórica com a delimitação precisa do território tribal. Ao mesmo tempo, a inserção de referências narrativas — como a morte de Balaão (v. 22) e a recordação de Siom, Ogue e Midiã (v. 21) — integra o registro geográfico à grande narrativa de libertação, juízo e aliança. O versículo 32 funciona como um sumário, encerrando a seção sobre a repartição feita por Moisés. Em termos teológicos, o capítulo reafirma a soberania de Deus sobre espaço e tempo, seu compromisso com a promessa abraâmica e a dimensão condicional da experiência da promessa: a terra é dada, mas sua posse e desfrute exigem obediência contínua.
Josué 13 fala de uma fase de vida em que as coisas mudam de ritmo. As grandes batalhas diminuem e começa o trabalho mais discreto: organizar a terra, definir limites, estabelecer estruturas. Em termos práticos, é a transição de uma época de crise ou conquista para uma época de gestão, onde é preciso consolidar o que já foi alcançado em vez de apenas buscar novas vitórias. Para líderes e responsáveis por projetos, a experiência de Josué mostra que chega um momento em que a principal tarefa não é fazer tudo pessoalmente, mas garantir que a próxima etapa esteja bem organizada. Ele precisa repartir, delegar, registrar, planejar. Isso implica aceitar limites pessoais e pensar em continuidade: quem vai ocupar quais espaços, como os recursos serão divididos, de que forma cada grupo assumirá a responsabilidade por sua parte da terra. A repartição da terra entre as tribos também ilustra a importância de clareza de papéis e fronteiras. Cada tribo sabe onde começa e onde termina sua porção. Em termos de vida prática, isso tem relação com acordos claros em família, em trabalho e em comunidade: o que cabe a cada um, quais são as responsabilidades e até onde vão as decisões pessoais. Os povos não expulsos representam aquelas áreas da vida que são deixadas de lado, por comodismo ou medo, mesmo sabendo que podem gerar problemas no futuro. No cotidiano, isso se traduz em hábitos não tratados, conflitos evitados ou decisões adiadas. O texto não romantiza essa situação; ele registra como algo que permanece no meio de Israel e que terá impacto adiante. Já a tribo de Levi aponta para um estilo de vida orientado por vocação e propósito, mais do que por posse material. Na prática, isso encoraja a avaliar escolhas de carreira, uso de tempo e prioridades, não apenas pela rentabilidade, mas pelo alinhamento com a identidade e com aquilo que se entende como chamado. A herança deles é servir e viver próximo do centro do culto, lembrando que, na organização da vida diária, é possível escolher caminhos que expressem mais intensamente valores espirituais do que ganhos visíveis.
Em nível espiritual profundo, Josué 13 retrata uma realidade que atravessa toda a Escritura: a promessa de Deus é verdadeira e segura, mas sua plenitude se manifesta de forma progressiva. Israel recebeu a garantia da terra, porém ainda havia espaços não conquistados, fronteiras abertas, povos presentes. Isso ecoa o mistério do "já" e "ainda não" que marca a experiência da fé. Deus já age, já salva, já chama, mas a consumação definitiva aguarda um tempo futuro. A figura de Josué idoso, ainda chamado a participar, mostra que a vocação não está limitada à juventude ou à força física. Há um papel para cada estágio da jornada: tempos de luta, tempos de estabelecimento, tempos de transmissão. A vida espiritual, assim, não é uma corrida solitária, mas uma peregrinação geracional, em que cada um recebe uma porção da tarefa e da herança. O tema da herança domina o capítulo e aponta para algo maior do que a posse de um território. A insistência de que o Senhor é a herança da tribo de Levi sinaliza uma verdade que se expande no restante da Bíblia: a herança última do povo de Deus não é uma terra, mas a própria presença de Deus. A terra de Canaã é um sinal, uma antecipação concreta, mas não o fim em si. Ao longo da revelação bíblica, essa herança se aprofunda até a visão de novos céus e nova terra, onde a morada de Deus com os humanos é plena. Os povos não expulsos refletem, em dimensão espiritual, as áreas do coração em que antigas lealdades, medos e ídolos ainda residem. A vida com Deus, até a consumação final, é um processo de purificação e entrega, em que a promessa de santidade já foi declarada, mas ainda está em andamento. A história de Israel com esses povos se torna um espelho da luta interior entre a fidelidade a Deus e as influências contrárias que resistem em partir. A lembrança de Balaão, de Siom e de Ogue reafirma que nenhum poder espiritual, político ou religioso contrário ao propósito de Deus permanece de pé para sempre. O juízo de Deus, às vezes lento aos olhos humanos, se cumpre. Isso dá seriedade à vida espiritual e, ao mesmo tempo, esperança: a maldição não prevalece sobre a bênção que Deus decidiu conceder. No horizonte eterno, a herança que Ele prometeu a seu povo será plenamente desfrutada, sem inimigos internos ou externos, sem territórios em disputa, sem fronteiras frágeis — apenas a plenitude de Deus como porção definitiva.
" Era, porém, Josué já velho, entrado em dias; e disse-lhe o SENHOR: Já estás velho, entrado em dias; e ainda muitíssima terra ficou para possuir. "
" A terra que ainda fica é esta: Todos os termos dos filisteus e toda a Gesur; "
" Desde Sior, que está em frente ao Egito, até ao termo de Ecrom para o norte, que se diz ser dos cananeus; cinco príncipes dos filisteus; o gazeu, e o asdodeu, o asqueloneu, o giteu, e o ecroneu, e os aveus; "
" Desde o sul, toda a terra dos cananeus, e Meara, que é dos sidônios; até Afeca, até ao termo dos amorreus; "
" Como também a terra dos gebalitas, e todo o Líbano, para o nascente do sol, desde Baal-Gade, ao pé do monte Hermom, até a entrada de Hamate; "
" Todos os que habitam nas montanhas desde o Líbano até Misrefote-Maim, todos os sidônios; eu os lançarei de diante dos filhos de Israel; tão-somente reparte a terra em herança a Israel, como já te mandei. "
" Reparte, pois, agora esta terra por herança às nove tribos, e à meia tribo de Manassés, "
" Com a qual os rubenitas e os gaditas já receberam a sua herança, além do Jordão para o oriente, assim como já lhes tinha dado Moisés, servo do Senhor. "
" Desde Aroer, que está à beira do ribeiro de Arnom, e a cidade que está no meio do vale, e toda a campina de Medeba até Dibom; "
" E todas as cidades de Siom, rei dos amorreus, que reinou em Hesbom, até ao termo dos filhos de Amom; "
" E Gileade, e o termo dos gesureus, e dos maacateus, e todo o monte Hermom, e toda a Basã até Salcá; "
" Todo o reino de Ogue em Basã, que reinou em Astarote e em Edrei; este ficou do restante dos gigantes que Moisés feriu e expulsou. "
" Porém os filhos de Israel não expulsaram os gesureus, nem os maacateus; antes Gesur e Maacate ficaram habitando no meio de Israel até ao dia de hoje. "
Josué 13:13 mostra que Israel obedeceu só pela metade, deixando povos inimigos no meio do território. Essas presenças depois causaram problemas espirituais e morais. O …
Ler análise completa" Tão-somente à tribo de Levi não deu herança; os sacrifícios queimados do Senhor Deus de Israel são a sua herança, como já lhe tinha falado. "
" Assim Moisés deu à tribo dos filhos de Rúben, conforme as suas famílias. "
" E foi o seu limite desde Aroer, que está à beira do ribeiro de Arnom, e a cidade que está no meio do vale, e toda a campina até Medeba; "
" Hesbom e todas as suas cidades, que estão na campina; Dibom, e Bamote-Baal, e Bete-Baal-Meom; "
" E Jasa e Quedemote, e Mefaate; "
" E Quiriataim e Sibma, e Zerete-Saar, no monte do vale; "
" Bete-Peor, e Asdote-Pisga, Bete-Jesimote; "
" E todas as cidades da campina, e todo o reino de Siom, rei dos amorreus, que reinou em Hesbom, a quem Moisés feriu, como também aos príncipes de Midiã, Evi, e Requém, e Zur, e Hur, e Reba, príncipes de Siom, moradores da terra. "
" Também os filhos de Israel mataram à espada a Balaão, filho de Beor, o adivinho, com os outros que por eles foram mortos. "
Josué 13:22 mostra que Balaão, o adivinho, recebeu o mesmo fim que os inimigos de Israel, porque usou seu dom de forma errada, contra o …
Ler análise completa" E o termo dos filhos de Rúben ficou sendo o Jordão e os seus limites; esta foi a herança dos filhos de Rúben, segundo as suas famílias, as cidades, e as suas aldeias. "
" E deu Moisés à tribo de Gade, aos filhos de Gade, segundo as suas famílias. "
" E foi o seu termo Jazer, e todas as cidades de Gileade, e metade da terra dos filhos de Amom, até Aroer, que está em frente de Rabá. "
" E desde Hesbom até Ramate-Mizpá e Betonim, e desde Maanaim até ao termo de Debir; "
" E no vale Bete-Arã, e Bete-Nimra, e Sucote, Zafom, que ficara do restante do reino de Siom, em Hesbom, o Jordão e o seu termo, até a extremidade do mar de Quinerete além do Jordão para o oriente. "
" Esta é a herança dos filhos de Gade segundo as suas famílias, as cidades e as suas aldeias. "
Josué 13:28 mostra que Deus cumpre a promessa de dar uma herança concreta ao povo, definindo território, cidades e aldeias da tribo de Gade. Isso …
Ler análise completa" Deu também Moisés herança à meia tribo de Manassés; e deu à meia tribo dos filhos de Manassés, segundo as suas famílias. "
" De maneira que o seu termo foi desde Maanaim, todo o Basã, todo o reino de Ogue, rei de Basã, e todas as aldeias de Jair, que estão em Basã, sessenta cidades, "
" E metade de Gileade, e Astarote, e Edrei, cidades do reino de Ogue em Basã, deu aos filhos de Maquir, filho de Manassés, a saber, à metade dos filhos de Maquir, segundo as suas famílias. "
" Isto é o que Moisés repartiu em herança nas campinas de Moabe, além do Jordão para o oriente de Jericó. "
" Porém, à tribo de Levi, Moisés não deu herança; o Senhor Deus de Israel é a sua herança, como já lhe tinha falado. "
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