Josué 11 - Significado, temas e aplicação

Entenda os temas principais e aplique Josué 11 na sua vida hoje

23 versículos | Almeida Corrigida Fiel

Sobre o que é Josué 11?

Josué 11 descreve a grande coalizão de reis cananeus do norte que se unem para atacar Israel, a vitória esmagadora concedida por Deus, a destruição de Hazor (capital desses reinos), a campanha prolongada de conquista e a eliminação dos anaquins. O capítulo conclui com o resumo de que Josué tomou toda a terra prometida, repartiu-a entre as tribos e a terra descansou da guerra.

Temas principais em Josué 11

Deus é soberano sobre grandes coalizões e forças esmagadoras (versículos 1-9)

Reis de várias regiões se unem com exércitos, cavalos e carros em multidão, mas Deus garante a Josué que entregará todos em suas mãos. A ameaça humana é grande, mas a palavra do Senhor é definitiva.

Versículos-chave: 4, 6, 8

Obediência completa às ordens do Senhor (versículos 9-15)

Josué executa exatamente o que Deus havia ordenado por meio de Moisés, sem omitir nenhuma palavra. A conquista é apresentada como resultado direto de fidelidade à instrução divina.

Versículos-chave: 12, 15

Juízo de Deus sobre as nações cananeias (versículos 10-14, 19-20)

A destruição total é descrita como cumprimento do juízo de Deus. O endurecimento dos corações dos povos para entrarem em guerra contra Israel é apresentado como parte do propósito divino de julgamento.

Versículos-chave: 11, 20

Persistência na batalha até o cumprimento da promessa (versículos 16-18, 23)

A conquista não é instantânea; Josué faz guerra por muito tempo contra muitos reis, até que toda a região prometida seja tomada e repartida.

Versículos-chave: 18, 23

Deus remove obstáculos aparentemente invencíveis (versículos 21-22)

Os anaquins, conhecidos por sua estatura e força, são extirpados da terra de Israel. Nada que se opõe ao plano de Deus permanece de pé para sempre.

Versículos-chave: 21, 22

Contexto histórico e literario

Josué 11 se situa na segunda grande fase das conquistas de Israel na terra de Canaã, focada na região norte, após as vitórias no centro (Jericó, Ai, Gibeom) e no sul. Hazor era uma cidade-estado importante no norte de Canaã, descrita aqui como a “cabeça de todos estes reinos”, indicando sua primazia política e militar na região.

Coalizões de cidades-estado eram comuns no mundo cananeu quando uma ameaça externa surgia. Os termos “cavalos e carros” apontam para tecnologia militar avançada da época, associada a exércitos bem equipados, especialmente nas planícies. Israel, vindo do deserto, não era conhecido por esse tipo de armamento, o que ressalta a superioridade aparente dos inimigos e a intervenção divina.

A ordem de jarretar os cavalos e queimar os carros mostra a intenção de não adotar a mesma dependência militar típica das nações ao redor, mas confiar no Senhor. A referência aos anaquins remete à geração anterior, quando os espias haviam descrito gigantes na terra e o povo temeu (Números 13–14). Agora, sob Josué, esses antigos temores são confrontados e vencidos.

O texto também reflete a mentalidade de guerra santa da época: a conquista é vista como execução do juízo de Deus contra povos cuja maldade havia chegado ao limite, conforme já fora anunciado a Abraão séculos antes. A expressão “por muito tempo Josué fez guerra” indica que o processo levou anos, ainda que o relato seja condensado em poucos capítulos.

Estrutura de Josué 11

O capítulo possui uma estrutura narrativa organizada em blocos que destacam a progressão da batalha e o cumprimento das ordens divinas:

  1. Formação da grande coalizão do norte (11:1-5)

    • Mensageiros de Jabim, rei de Hazor, convocando vários reis.
    • Descrição da vasta multidão de soldados, cavalos e carros.
    • Reunião dos exércitos junto às águas de Merom.
  2. Palavra do Senhor e ataque surpresa de Josué (11:6-9)

    • Ordem de Deus a Josué: “Não temas diante deles”.
    • Promessa de vitória e instrução específica sobre cavalos e carros.
    • Ataque repentino junto às águas de Merom.
    • Perseguição ampla e destruição dos exércitos.
  3. Queda de Hazor e das cidades do norte (11:10-15)

    • Tomada de Hazor e morte de seu rei.
    • Destruição total dos habitantes e queima da cidade.
    • Resumo das demais cidades tomadas e reis mortos.
    • Ênfase na obediência de Josué às ordens de Moisés e do Senhor.
  4. Resumo geográfico da conquista (11:16-18)

    • Lista das regiões ocupadas: montanhas, sul, planícies, campinas.
    • Referências de norte a sul (do monte Halaque a Baal-Gade e Hermom).
    • Nota sobre o longo tempo de guerra.
  5. Explicação teológica da resistência das cidades (11:19-20)

    • Observação de que nenhuma cidade, exceto Gibeom, fez paz com Israel.
    • Interpretação: o endurecimento de seus corações vinha do Senhor.
    • Objetivo: que fossem destruídos, conforme a ordem dada a Moisés.
  6. Extirpação dos anaquins e conclusão da conquista (11:21-23)

    • Campanha contra os anaquins nas montanhas de Judá e Israel.
    • Restos de anaquins apenas em algumas cidades filisteias.
    • Conclusão: Josué toma toda a terra e a distribui às tribos.
    • Fecho com a frase marcante: “e a terra descansou da guerra”.

Significado teológico

Josué 11 levanta questões profundas sobre a soberania de Deus, o juízo divino e a natureza da obediência. A narrativa apresenta Deus como o Senhor da história, que governa não apenas Seu povo, mas também os movimentos e decisões das nações. O endurecimento dos corações dos reis cananeus é descrito como algo que “vinha do Senhor”, o que indica um juízo em andamento: Deus entrega esses povos ao resultado de sua resistência prolongada e idolatria.

A obediência de Josué é constantemente relacionada ao que o Senhor ordenara a Moisés. O texto mostra continuidade entre as gerações: o que Deus prometeu e ordenou no passado agora se cumpre na prática. A vitória não é atribuída à habilidade militar de Israel, mas à fidelidade de Deus à Sua palavra e à submissão do líder às ordens divinas.

Teologicamente, o capítulo também contrasta duas formas de segurança: a confiança nos recursos militares (cavalos e carros) e a confiança na direção de Deus. Ao ordenar que esses recursos fossem inutilizados, o Senhor preserva em Israel a convicção de que sua força vem dEle, e não de estratégias típicas dos reinos ao redor.

O juízo sobre Canaã ressalta o aspecto santo da presença de Deus: a terra prometida não é apenas um território, mas um espaço consagrado à presença do Senhor. A remoção dos povos e dos anaquins está ligada à purificação da terra para que o povo viva em aliança com Deus. A frase final, “a terra descansou da guerra”, antecipa a ideia de descanso como dom divino, vinculando posse da promessa e paz sob o governo de Deus.

Aplicação restauradora e de saúde mental

Este capítulo trabalha com imagens fortes de conflito, destruição e juízo, mas também com temas de segurança, direção e descanso. Em termos de cuidado emocional e espiritual, ele fala de situações em que a sensação é de estar cercado por forças muito maiores, como os exércitos com “multidão como a areia” e carros de guerra. Nesse contexto, a palavra “Não temas” revela um Deus que reconhece o medo humano e oferece uma promessa específica de ajuda.

A perseverança de Josué em uma guerra que dura “por muito tempo” ressoa com processos de cura e transformação que também não são imediatos. Há um caminho longo entre as promessas recebidas e o descanso final. A obediência constante, passo a passo, funciona como um eixo que sustenta o coração em meio às pressões.

A eliminação dos anaquins, figuras que lembram gigantes, pode ser lida como a derrubada de lembranças antigas de medo que marcavam o povo desde a geração dos espias. Em termos terapêuticos, há um simbolismo de superar traumas e narrativas paralisantes do passado sob a direção de Deus.

Por fim, o “descanso da guerra” aponta para um estado de alívio depois de períodos intensos de conflito. Ele não apaga o que foi vivido, mas marca um tempo novo em que a luta não é mais a realidade dominante. Isso traz esperança de que fases difíceis podem, sim, chegar ao fim sob o cuidado de Deus.

warning Importante: maus usos comuns

A linguagem de destruição total, morte de todos os habitantes e juízo severo pode ser difícil para pessoas sensíveis a temas de violência, especialmente quem viveu traumas relacionados a guerra, abuso ou violência religiosa. A ideia de Deus endurecendo corações para destruir povos pode despertar medo intenso, culpa espiritual ou confusão quanto ao caráter divino.

Pessoas em quadro de depressão ou baixa autoestima podem interpretar esses textos como prova de que Deus é implacável ou de que não há misericórdia para falhas pessoais. Quem já sofreu com discursos religiosos rígidos pode reativar lembranças dolorosas ao ler sobre juízo e destruição.

Nesses casos, é importante ler o capítulo dentro do panorama maior das Escrituras, que apresentam também a paciência, a misericórdia e o desejo de salvação de Deus. A leitura pausada, com acompanhamento pastoral ou terapêutico, pode ajudar a integrar esses textos difíceis sem alimentar medo tóxico, desespero ou pensamentos autodestrutivos.

Aplicação prática para hoje

Josué 11 oferece vários princípios práticos para a vida diária:

  1. Enfrentar desafios grandes sem paralisar pelo medo: assim como Israel via uma coalizão de exércitos numerosos, pessoas hoje se deparam com problemas que parecem maiores do que sua capacidade. O texto mostra que o tamanho da adversidade não define o resultado quando se segue a direção de Deus.

  2. Agir com prontidão diante da orientação certa: Josué, ao ouvir a palavra do Senhor, avança rapidamente e de forma estratégica. Em questões de trabalho, família ou decisões complexas, não basta saber o que é correto; é necessário agir com coragem e diligência.

  3. Não colocar segurança apenas em recursos humanos: cavalos e carros simbolizam poder e tecnologia. Na prática, isso pode ser traduzido em dinheiro, status, conexões ou competência. O capítulo lembra que, embora recursos sejam úteis, a base última de segurança não deve estar neles.

  4. Perseverar em processos longos: a expressão “por muito tempo Josué fez guerra” encoraja a manter firmeza em projetos, mudanças de caráter, restauração de relacionamentos e caminhadas de fé que exigem anos, não dias.

  5. Lidar com “gigantes” internos e externos: os anaquins representam obstáculos que geram pavor. Em termos práticos, podem ser padrões de pecado, medos enraizados, vícios, estruturas injustas. O texto aponta para a possibilidade de enfrentá-los de forma decidida, sob autoridade e direção de Deus.

  6. Valorizar o descanso depois de períodos intensos: o descanso da terra após a guerra lembra a importância de ciclos saudáveis: momentos de luta e esforço, seguidos de tempos de pausa, reconstrução e celebração do que foi conquistado.

Perguntas frequentes

Quem era Jabim, rei de Hazor, mencionado em Josué 11?

Jabim era o rei de Hazor, uma das cidades mais importantes do norte de Canaã. Hazor é descrita como a “cabeça de todos estes reinos”, indicando que exercia liderança política e possivelmente econômica sobre outras cidades-estado da região. Jabim lidera a grande coalizão contra Israel, mas é derrotado e morto quando Josué toma Hazor e queima a cidade.

Por que Deus ordenou a destruição total das cidades e habitantes?

O texto apresenta a destruição total como cumprimento de uma ordem de Deus dada anteriormente a Moisés. No contexto bíblico mais amplo, os povos cananeus são descritos como praticando idolatria e costumes considerados extremamente corruptos. A conquista é vista como juízo divino sobre essa maldade acumulada e como purificação da terra para que Israel viva ali em aliança com o Senhor. Essa linguagem reflete uma época específica de “guerra santa” e não é apresentada como modelo para a atuação humana fora dessas ordens históricas particulares.

O que significa Deus endurecer o coração dos povos em Josué 11:20?

O endurecimento do coração, nesse contexto, significa que Deus confirma a decisão dos povos de resistir a Ele. Eles já haviam rejeitado repetidamente a vontade de Deus e, em vez de buscarem paz, escolheram a guerra contra Israel. O texto interpreta essa escolha à luz da soberania divina: Deus permite e utiliza essa atitude para cumprir o juízo anunciado e encerrar um ciclo de maldade. Não se trata de pessoas neutras sendo forçadas a rejeitar a Deus, mas de povos que persistem em caminhos contrários a Ele e são entregues às consequências disso.

Por que Josué jarretou os cavalos e queimou os carros?

Jarretar os cavalos (inutilizar para a guerra) e queimar os carros impedia Israel de adotar o mesmo tipo de força militar em que as outras nações confiavam. A ordem de Deus visava preservar a identidade de Israel como povo que depende do Senhor e não de poder bélico. Além disso, isso sinalizava que a vitória não viria por superioridade tecnológica ou numérica, mas pelo agir de Deus em favor de Seu povo.

Quem eram os anaquins mencionados no final do capítulo?

Os anaquins eram um povo associado a homens de grande estatura, que causavam medo em Israel desde a época dos espias enviados por Moisés. Eles eram vistos como “gigantes” e simbolizavam um dos principais motivos pelos quais a geração anterior temeu entrar na terra prometida. Em Josué 11, a extirpação dos anaquins mostra que aquilo que antes parecia intransponível agora é vencido, sinalizando um novo tempo de confiança nas promessas de Deus.

Perspectivas dos nossos guias espirituais

Heart
Heart

Josué 11 apresenta um cenário intenso de guerra e juízo, mas também revela um Deus que fala ao medo humano. Antes de a batalha começar, a palavra que rompe o silêncio é: “Não temas diante deles”. Isso mostra que o Senhor enxerga não apenas exércitos e estratégias, mas corações que tremem diante de ameaças que parecem maiores do que tudo. O povo enfrenta uma coalizão imensa, com carros e cavalos em multidão, e ainda assim Deus promete estar no controle. Em termos emocionais, a narrativa toca na experiência de se sentir minúsculo diante de problemas gigantescos. No meio disso, está a certeza de que o olhar de Deus não se afasta, e que nenhuma multidão de preocupações é grande demais para o cuidado dEle. A longa duração da guerra também fala de cansaço. Não se trata de uma vitória instantânea, mas de um processo prolongado. Há uma delicadeza em perceber que o texto não esconde o “por muito tempo Josué fez guerra”. Isso legitima a sensação de exaustão que surge em caminhadas demoradas, lembrando que a perseverança também faz parte da história de fé. Quando finalmente “a terra descansou da guerra”, o texto deixa ecoar um suspiro. Depois de tanto conflito, existe a possibilidade real de descanso. Para corações feridos, essa imagem traz consolo: conflitos não são eternos, e o Senhor conduz a jornada em direção a um descanso que Ele mesmo prepara, mesmo que o caminho até lá passe por terrenos difíceis.

Mind
Mind

Do ponto de vista exegético e teológico, Josué 11 consolida a seção de conquistas com foco no norte de Canaã. A narrativa é cuidadosamente estruturada para destacar a iniciativa divina, a formação da coalizão inimiga e a obediência de Josué como mediador da vontade de Deus. O contraste entre a imensa força militar dos cananeus e a dependência de Israel da palavra do Senhor é central. O capítulo também reforça a continuidade entre Moisés e Josué. Expressões como “como ordenara Moisés servo do Senhor” e “nem uma só palavra tirou de tudo o que o Senhor ordenara a Moisés” vinculam diretamente a obediência de Josué à revelação já dada. A teologia deuteronomista, com seu foco em bênção pela obediência e juízo pela rebeldia, permeia a narrativa. O tema do endurecimento dos corações dos povos (v. 20) dialoga com outros textos bíblicos onde a soberania de Deus e a responsabilidade humana se cruzam. Lido no contexto canônico, ele não retrata povos moralmente neutros, mas nações cuja maldade havia sido mencionada anteriormente. O narrador interpreta o fato de não haver propostas de paz (exceto Gibeom) como sinal de um processo de juízo em curso. A eliminação dos anaquins tem função literária e teológica. Ela conecta o presente de Josué ao relatório dos espias em Números, mostrando que os “gigantes” que antes serviram de desculpa para incredulidade agora são removidos. Isso reforça a fidelidade de Deus à promessa de dar a terra, e a importância da fé que responde à palavra divina, em contraste com a incredulidade da geração anterior. O versículo 23, com a menção à herança e ao descanso da terra, funciona como ponte para a próxima seção do livro, na qual a repartição da terra ganha destaque. Assim, o capítulo não é apenas um relato militar, mas um marco teológico: o Senhor cumpre Sua promessa patriarcal e estabelece as bases para a vida de Israel em sua herança.

Life
Life

Josué 11 traduz princípios práticos que dialogam diretamente com os desafios diários. Israel enfrenta algo parecido com o que muitas pessoas conhecem na vida moderna: problemas que se juntam, forças que se somam contra um só lado, prazos apertados, sensação de insuficiência. A coalizão de reis do norte representa esses acúmulos de pressões que surgem ao mesmo tempo. A postura de Josué diante disso é instrutiva. Ele não ignora a gravidade da situação, mas também não fica paralisado. Ao receber uma palavra clara, age com rapidez e estratégia: marcha de surpresa, persegue até desarticular completamente a ameaça. Em situações comuns — crises familiares, conflitos no trabalho, decisões financeiras complexas — essa combinação de ouvir bem, planejar e agir é extremamente prática. Outro ponto é a relação com recursos. Cavalos e carros eram, na época, símbolos de segurança militar, assim como hoje podem ser o dinheiro, o currículo, as conexões sociais ou a tecnologia. O fato de Deus mandar inutilizar esses recursos lembra que confiar apenas no que se pode controlar ou acumular é um risco. Planejamento e preparo são necessários, mas não substituem a dependência de princípios justos e da orientação de Deus. O texto também mostra que algumas batalhas são de longo prazo. Josué “por muito tempo fez guerra” até ver o resultado. Em mudanças de hábitos, superação de vícios, reconstrução de confiança ou desenvolvimento profissional, não há atalhos consistentes: é um processo sustentado por escolhas repetidas. Por fim, o descanso da terra após a guerra sugere a necessidade de ritmos saudáveis. Depois de períodos de grande esforço, é apropriado estabelecer momentos de descanso, reorganização e celebração do que foi conquistado. Essa alternância entre trabalho intenso e descanso consciente ajuda a evitar esgotamento e dá espaço para reconhecer o que Deus já realizou ao longo do caminho.

Soul
Soul

Em perspectiva espiritual, Josué 11 fala sobre o avanço do propósito de Deus na história até que Seu povo entre na herança prometida e experimente descanso. A conquista da terra é mais do que conquista territorial; é um sinal visível de que o Senhor cumpre Sua aliança, conduzindo de forma soberana cada etapa, inclusive as que passam por conflitos intensos. Os reis cananeus que se unem e resistem apontam para a realidade de um mundo em oposição ao reinado de Deus. A decisão de guerrear contra Israel, e não buscar paz, ilustra, em escala histórica, o que acontece quando corações se fecham ao chamado divino. O endurecimento mencionado não é um capricho, mas um ato de juízo sobre uma persistente recusa em se alinhar à vontade de Deus. A extirpação dos anaquins tem um peso simbólico para a formação espiritual do povo. Os gigantes que antes alimentaram a incredulidade são finalmente removidos, e isso sinaliza que o Senhor não apenas promete, mas também remove barreiras que pareciam intransponíveis. Em termos de caminhada espiritual, isso ecoa a certeza de que Deus é capaz de lidar com aquilo que parece grande demais, seja em estruturas de maldade, seja em resistências internas. O descanso da terra depois da guerra antecipa, em miniatura, a ideia de um descanso maior e definitivo. Ao longo da Bíblia, esse tema se desdobra até apontar para um descanso eterno na presença de Deus, no qual cessam as guerras, tanto externas quanto interiores. Josué 11, então, não fala apenas de um capítulo antigo de história militar, mas de um Deus que guia Seu povo em direção a um futuro de paz sob Seu governo, depois de ter julgado o mal e estabelecido Seu reino de forma plena.

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Versículos em Josué 11

Josué 11:1

" Sucedeu depois disto que, ouvindo-o Jabim, rei de Hazor, enviou mensageiros a Jobabe, rei de Madom, e ao rei de Sinrom, e ao rei de Acsafe; "

Josué 11:2

" E aos reis, que estavam ao norte, nas montanhas, e na campina para o sul de Quinerete, e nas planícies, e nas elevações de Dor, do lado do mar; "

Josué 11:3

" Ao cananeu do oriente e do ocidente; e ao amorreu, e ao heteu, e ao perizeu, e ao jebuseu nas montanhas; e ao heveu ao pé de Hermom, na terra de Mizpá. "

Josué 11:4

" Saíram pois estes, e todos os seus exércitos com eles, muito povo, em multidão como a areia que está na praia do mar; e muitíssimos cavalos e carros. "

Josué 11:5

" Todos estes reis se ajuntaram, e vieram e se acamparam junto às águas de Merom, para pelejarem contra Israel. "

Josué 11:6

" E disse o Senhor a Josué: Não temas diante deles; porque amanhã, a esta mesma hora, eu os darei todos feridos diante dos filhos de Israel; os seus cavalos jarretarás, e os seus carros queimarás a fogo. "

Josué 11:7

" E Josué, e todos os homens de guerra com ele, veio apressadamente sobre eles às águas de Merom, e atacou-os de repente. "

Josué 11:8

" E o Senhor os deu nas mãos de Israel; e eles os feriram, e os perseguiram até à grande Sidom, e até Misrefote-Maim, e até ao vale de Mizpá ao oriente; feriram até não lhes deixarem nenhum. "

Josué 11:9

" E fez-lhes Josué como o Senhor lhe dissera; os seus cavalos jarretou, e os seus carros queimou a fogo. "

Josué 11:10

" E naquele mesmo tempo voltou Josué, e tomou a Hazor, e feriu à espada ao seu rei; porquanto Hazor antes era a cabeça de todos estes reinos. "

Josué 11:11

" E a todos os que nela estavam, feriram ao fio da espada, e totalmente os destruíram; nada restou do que tinha fôlego, e a Hazor queimou a fogo. "

Josué 11:12

" E Josué tomou todas as cidades destes reis, e todos os seus reis, e os feriu ao fio da espada, destruindo-os totalmente, como ordenara Moisés servo do Senhor. "

Josué 11:13

" Tão-somente não queimaram os israelitas as cidades que estavam sobre os seus outeiros; a não ser Hazor, a qual Josué queimou. "

Josué 11:14

" E todos os despojos destas cidades, e o gado, os filhos de Israel tomaram para si; tão-somente a todos os homens feriram ao fio da espada, até que os destruíram; nada do que tinha fôlego deixaram com vida. "

Josué 11:15

" Como ordenara o Senhor a Moisés, seu servo, assim Moisés ordenou a Josué; e assim Josué o fez; nem uma só palavra tirou de tudo o que o Senhor ordenara a Moisés. "

Josué 11:16

" Assim Josué tomou toda aquela terra, as montanhas, e todo o sul, e toda a terra de Gósen, e as planícies, e as campinas, e as montanhas de Israel, e as suas planícies. "

Josué 11:17

" Desde o monte Halaque, que sobe a Seir, até Baal-Gade, no vale do Líbano, ao pé do monte de Hermom; também tomou todos os seus reis, e os feriu e os matou. "

Josué 11:19

" Não houve cidade que fizesse paz com os filhos de Israel, senão os heveus, moradores de Gibeom; por guerra as tomaram todas. "

Josué 11:19 mostra que quase nenhuma cidade quis paz com Israel, escolhendo a resistência até o fim. O texto revela como a teimosia e o …

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Josué 11:20

" Porquanto do Senhor vinha o endurecimento de seus corações, para saírem à guerra contra Israel, para que fossem totalmente destruídos e não achassem piedade alguma; mas para os destruir a todos como o Senhor tinha ordenado a Moisés. "

Josué 11:21

" Naquele tempo veio Josué, e extirpou os anaquins das montanhas de Hebrom, de Debir, de Anabe e de todas as montanhas de Judá e de todas as montanhas de Israel; Josué os destruiu totalmente com as suas cidades. "

Josué 11:22

" Nenhum dos anaquins foi deixado na terra dos filhos de Israel; somente ficaram alguns em Gaza, em Gate, e em Asdode. "

Josué 11:22 mostra que Deus cumpriu a promessa de remover um inimigo considerado gigante e impossível de vencer. Indica que, com perseverança e obediência, desafios …

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Josué 11:23

" Assim Josué tomou toda esta terra, conforme a tudo o que o Senhor tinha dito a Moisés; e Josué a deu em herança aos filhos de Israel, conforme as suas divisões, segundo as suas tribos; e a terra descansou da guerra. "

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