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Josué 11:1 - Significado e aplicação

Entenda como este versículo fala com o que você está vivendo e como aplicá-lo hoje

Tradução: Almeida Corrigida Fiel

" Sucedeu depois disto que, ouvindo-o Jabim, rei de Hazor, enviou mensageiros a Jobabe, rei de Madom, e ao rei de Sinrom, e ao rei de Acsafe; "

Josué 11:1

menu_book Versículo no contexto

1 Sucedeu depois disto que, ouvindo-o Jabim, rei de Hazor, enviou mensageiros a Jobabe, rei de Madom, e ao rei de Sinrom, e ao rei de Acsafe;

2 E aos reis, que estavam ao norte, nas montanhas, e na campina para o sul de Quinerete, e nas planícies, e nas elevações de Dor, do lado do mar;

3 Ao cananeu do oriente e do ocidente; e ao amorreu, e ao heteu, e ao perizeu, e ao jebuseu nas montanhas; e ao heveu ao pé de Hermom, na terra de Mizpá.

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auto_stories Comentário Bible Guided

Aqui começamos a considerar outra campanha liderada por Josué, e foi uma campanha gloriosa. Em termos de sucesso, igualou a anterior, embora não tenha sido tão marcada por milagres extraordinários. Os grandes feitos que Deus havia realizado antes tinham o propósito de despertá-los para que, depois, agissem com ousadia. De modo semelhante, a guerra que o evangelho trava contra o reino de Satanás, no princípio, foi auxiliada por muitos milagres. Mas, uma vez demonstrado de forma clara que a obra vinha de Deus, os líderes passaram a contar, em geral, com o auxílio ordinário da graça de Deus, usando a espada do Espírito, sem esperar constantemente por saraivadas do céu ou pelo sol parado.

Aqui, os primeiro a tomar a iniciativa no campo de batalha contra Israel foram os cananeus. Eles começaram a guerra, e Deus endureceu o coração deles para que a destruição que Israel lhes traria fosse inteiramente justa. Josué e todo o Israel tinham voltado ao acampamento em Gilgal, e é provável que esses reis tenham pensado que Israel se contentaria com a terra já conquistada. Em vez disso, começaram os preparativos para a guerra. Muitas vezes, os perversos armam a própria ruína, de forma que Deus é justificado quando fala, e eles mesmos carregam para sempre toda a culpa.

Judá foi comparado a um leão que se agacha depois de uma presa abatida, e se os reis do norte o despertassem, fariam isso por sua própria conta e risco (Gênesis 49:9). Várias nações entraram nessa aliança, algumas vindas das montanhas e outras das planícies (Josué 11:2). Cananeus do oriente e do ocidente, amorreus, heteus, ferezeus e outros povos (Josué 11:3), com costumes e interesses diferentes, uniram-se contra Israel como se fossem um único inimigo comum. Nisso, os filhos deste mundo muitas vezes demonstram mais acordo entre si, e até mais sabedoria prática, do que os filhos da luz. A união dos inimigos da igreja deveria envergonhar os amigos da igreja, levando-os a deixar de lado suas contendas e divisões e chamando-os à unidade.

O chefe dessa aliança foi Jabim, rei de Hazor (Josué 11:1), assim como Adoni-Zedeque havia liderado a coalizão anterior. Em Josué 11:10 lemos que Hazor antes tinha sido cabeça de todos aqueles reinos, de modo que o antigo poder desse reino não tornava fácil essa união. Contudo, por causa dessa ocasião, antigas rivalidades foram deixadas de lado, como aconteceu com Herodes e Pilatos, que se tornaram amigos por causa de sua oposição comum (Lucas 23:12). Quando todos os seus exércitos se ajuntaram, cada reino enviando a sua parte, formaram um exército muito numeroso, bem maior que o anterior. Eram tantos como a areia que está à beira do mar, e ainda mais perigosos pela grande quantidade de cavalos e carros de guerra. Israel tinha apenas soldados de infantaria e nunca levava cavalos ou carros para a batalha. Josefo registra que o exército cananeu tinha 300.000 homens de pé, 10.000 cavalos e 20.000 carros. Muitos se levantam contra o povo de Deus e, por serem tantos, sentem-se seguros da vitória. Contudo, o resultado foi apenas um morticínio ainda maior.

Deus então encorajou Josué a ir ao encontro deles, mesmo num terreno que os inimigos haviam escolhido (Josué 11:6). “Não temas por causa deles.” Josué era especialmente conhecido por sua coragem, e ainda assim precisou ouvir essa exortação mais de uma vez. Novos perigos e novas aflições pedem novos consolos da parte da Palavra de Deus, que está sempre perto de nós e pronta para ser usada em toda necessidade. Quem tem Deus ao seu lado não precisa se perturbar por causa do número ou da força dos inimigos. Mais são os que estão conosco do que os que estão contra nós, pois quem tem o Senhor dos Exércitos ao seu lado também conta com os exércitos do Senhor.

Para reforçar o ânimo de Josué, Deus prometeu a vitória e fixou até o tempo: “Amanhã, a esta hora”, quando a batalha provavelmente já estaria planejada de ambos os lados, “eu os entregarei todos mortos a Israel.” Embora Israel fosse feri-los com a espada, a vitória é descrita como obra de Deus, porque é ele quem os entrega nas mãos do seu povo. Deus também ordenou a Josué que jarretasse os cavalos e queimasse os carros. Isso não só para que Israel não viesse a usá-los mais tarde, mas também para que não os temessem naquele momento. Deus quis que aqueles instrumentos de guerra fossem tratados com desprezo. Israel devia olhar para os carros como madeira morta, pronta para o fogo, e para os cavalos como animais de combate tornados inúteis, mal servindo sequer para puxar um carro comum.

É provável que Josué tenha transmitido esse encorajamento ao povo, que poderia se sentir apreensivo diante de um exército tão grande, mesmo depois de já ter visto o poder de Deus. É importante notar aqui a sabedoria e a bondade de Deus. Primeiro, ele confundiu os planos dos inimigos, de modo que todos os reis de Canaã não se uniram de uma vez, embora isso fosse possível, já que não moravam tão distantes uns dos outros. Antes, dividiram-se em coalizões do sul e do norte, o que os tornava menos perigosos. Segundo, Deus preparou o seu povo para enfrentar forças maiores, dando-lhes antes a vitória sobre um grupo menor. Já tinham enfrentado cinco reis juntos; agora, enfrentariam muitos mais. Deus ajusta as provações à força que temos, e também concede força na medida das provações.

Josué marchou contra esse exército unido (Josué 11:7). Chegou de surpresa e os encontrou nos seus acampamentos. Ele avançou rapidamente por dois motivos. Primeiro, para lançar confusão entre eles, atacando-os quando menos esperavam. Segundo, para ter certeza de que estaria no tempo que Deus havia marcado, pois Deus dissera que se encontraria com eles no acampamento inimigo “amanhã, a esta hora”. É justo que o nosso tempo se ajuste ao tempo de Deus.

A vitória de Josué foi completa (Josué 11:8). Ele os feriu e perseguiu pelas várias rotas de fuga. Alguns correram rumo a Sidom, ao noroeste, e outros rumo a Mispa, ao leste, mas os homens enviados por Josué perseguiram em todas as direções. Assim o Senhor os entregou nas mãos de Israel. Eles não quiseram se entregar às mãos de Israel para se tornarem convertidos e servos, e assim serem oferecidos à misericórdia de Deus (Romanos 15:16). Portanto, Deus os entregou a Israel para serem oferecidos à sua justiça. Deus será honrado por nós, ou será honrado sobre nós.

Josué também obedeceu à ordem de destruir os cavalos e queimar os carros (Josué 11:9). Isso mostrou, primeiro, que ele se submetia à vontade de Deus como um homem sob autoridade, que precisa fazer o que lhe é mandado. Segundo, mostrou negação de si mesmo, pois abriu mão de sua própria inclinação e se curvou ao mandamento de Deus. Terceiro, mostrou confiança no poder de Deus a favor de Israel, que os tornava capazes de desprezar os cavalos e carros em que outros confiavam (Salmo 20:7; Salmo 33:17). Quarto, mostrou o cuidado de Josué em manter viva, no meio do povo, a mesma confiança em Deus, afastando aquilo em que eles poderiam ser tentados a confiar em excesso. Isso foi como cortar a própria mão direita.

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