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2 Crônicas 32:9 - Significado e aplicação

Entenda como este versículo fala com o que você está vivendo e como aplicá-lo hoje

Tradução: Almeida Corrigida Fiel

" Depois disto Senaqueribe, rei da Assíria, enviou os seus servos a Jerusalém (ele porém estava diante de Laquis, com todas as suas forças), a Ezequias, rei de Judá, e a todo o Judá que estava em Jerusalém, dizendo: "

2 Crônicas 32:9

menu_book Versículo no contexto

7 Esforçai-vos, e tende bom ânimo; não temais, nem vos espanteis, por causa do rei da Assíria, nem por causa de toda a multidão que está com ele, porque há um maior conosco do que com ele.

8 Com ele está o braço de carne, mas conosco o Senhor nosso Deus, para nos ajudar, e para guerrear por nós. E o povo descansou nas palavras de Ezequias, rei de Judá.

9 Depois disto Senaqueribe, rei da Assíria, enviou os seus servos a Jerusalém (ele porém estava diante de Laquis, com todas as suas forças), a Ezequias, rei de Judá, e a todo o Judá que estava em Jerusalém, dizendo:

10 Assim diz Senaqueribe, rei da Assíria: Em que confiais vós, para vos deixardes sitiar em Jerusalém?

11 Porventura não vos incita Ezequias, para morrerdes à fome e à sede, dizendo: O Senhor nosso Deus nos livrará das mãos do rei da Assíria?

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auto_stories Comentário Bible Guided

A história da fúria e da blasfêmia de Senaqueribe, da oração de Ezequias e do livramento de Jerusalém pela destruição do exército assírio é contada com mais detalhes em (2 Reis 18–19). Aqui o relato é mais breve, mas ainda assim suficiente para mostrar três coisas.

Primeiro, mostra a maldade e a crueldade dos inimigos do povo de Deus. Senaqueribe estava ocupado atacando Laquis, mas, ao ouvir que Ezequias fortificava Jerusalém e animava o povo a permanecer firme, enviou servos e cartas para amedrontá‑los e forçá‑los à rendição. Tentou afastar o povo do seu rei e usou meios baixos e vergonhosos, indignos de um rei coroado.

Ele caluniou Ezequias, dizendo que ele levava o povo à ruína e à fome e que já os tinha prejudicado ao tirar os altos e os altares (2 Crônicas 32:11-12). Também afirmou que resistir à Assíria só traria desgraça sobre toda a cidade (2 Crônicas 32:15). Assim procurou abalar a lealdade do povo e fazê‑los desconfiar de seu rei.

Senaqueribe mostrou também grande desprezo pelo Deus de Israel, aqui chamado de Deus de Jerusalém (2 Crônicas 32:19), porque Jerusalém era o lugar que Deus havia escolhido para fazer habitar ali o seu nome e que guardara de modo especial. Esse orgulhoso blasfemo comparou o Deus vivo, Criador dos céus e da terra, com os ídolos das nações, que eram apenas obra de mãos humanas. Agiu como se o Deus eterno não tivesse mais poder que uma pedra ou um tronco de árvore.

Ele se gabou de ter vencido os deuses de outras nações e, a partir disso, argumentou: “Como o vosso Deus vos livrará?” ou até: “Quanto menos o vosso Deus vos livrará?” (2 Crônicas 32:13-15). Ele e seus servos zombaram do Senhor Deus de Israel tanto por escrito como em palavras (2 Crônicas 32:16-17, 19). Deus observa também o que se diz contra o seu povo e chamará os blasfemadores a prestar contas.

Tudo isso tinha por objetivo abalar a confiança do povo em Deus. Foi assim também que os inimigos de Davi tentaram enfraquecê‑lo, dizendo que não haveria socorro para ele em Deus (Salmo 3:2; Salmo 11:1; Salmo 42:10; Salmo 71:11). Satanás ainda hoje age dessa forma na tentação. Ele procura destruir a nossa fé no pleno poder de Deus, porque, se a fé falha, perdemos terreno; se a fé permanece firme, nós também permanecemos firmes (Lucas 22:32).

Em segundo lugar, este relato mostra o dever e a bem-aventurança do povo de Deus em meio à aflição: orar e clamar ao céu. Ezequias e o profeta Isaías fizeram isso juntos (2 Crônicas 32:20). Foi um tempo abençoado, quando o rei e o profeta se uniram em oração. Se alguém está atribulado ou com medo, deve orar. A oração entrega o assunto nas mãos de Deus e nos ajuda a criar ânimo nele.

A oração é chamada de clamar aos céus porque, em oração, olhamos para Deus como nosso Pai que está nos céus. De lá ele contempla os filhos dos homens, e ali estabeleceu o seu trono. Quando as pessoas oram assim, não estão falando ao vento, mas recorrendo Àquele que governa sobre tudo.

Em terceiro lugar, isso mostra o poder e a bondade de Deus. Ele pode conter seus inimigos, por mais exaltados que sejam, e socorrer seus amigos, por mais fracos que pareçam. As blasfêmias do inimigo o despertam contra eles (Deuteronômio 32:27), e as orações do seu povo o atraem para o lado deles.

O exército assírio foi ferido por um anjo, e os mais fortes soldados, príncipes e chefes caíram primeiro, aqueles que haviam desafiado as espadas humanas e se julgavam intocáveis. Deus se agrada em humilhar os orgulhosos e autoconfiantes. O Targum relata que a Palavra do Senhor enviou Gabriel para executar o juízo, e que isso aconteceu com relâmpagos na noite da Páscoa, a mesma noite em que o anjo destruiu os primogênitos do Egito. Qualquer que tenha sido exatamente o modo, a ruína foi repentina e completa.

Depois disso, o próprio Senaqueribe foi morto à espada de seus próprios filhos (2 Crônicas 32:21). Primeiro foi envergonhado, depois morto. O mal persegue os pecadores e, quando escapam de um perigo, muitas vezes correm para outro que não veem.

Por essa grande obra, Deus foi manifestado como protetor do seu povo. Ele salvou Jerusalém não só de Senaqueribe, mas também de qualquer outro perigo (2 Crônicas 32:22). Um livramento como esse era penhor de mais misericórdias futuras. Diz-se também que Deus os guiou, isto é, cercou‑os de proteção por todos os lados. Deus guarda o seu povo dirigindo‑o, mostrando o que deve fazer e, assim, preservando‑o do que se planeja ou se faz contra ele.

Muitos então trouxeram presentes ao Senhor quando viram seu grande poder em defender o seu povo. Até estrangeiros foram levados a buscar o seu favor, e inimigos foram constrangidos a temer a sua ira; uns e outros trouxeram dádivas ao seu templo. Ezequias também foi honrado como alguém de quem o céu cuidara de modo especial. Muitos lhe trouxeram presentes também (2 Crônicas 32:22-23), mostrando respeito por ele e desejando alcançar a sua boa vontade. Quando Deus abençoa alguém, inimigos se afastam e amigos se aproximam.

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