Juízes 18:1
" E depois disto partiu Paulo de Atenas, e chegou a Corinto. "
Atos 18:1 mostra Paulo saindo de Atenas e indo para Corinto, uma cidade grande e difícil. O versículo indica mudança de fase e obediência à …
Ler análise completaEntenda os temas principais e aplique Juízes 18 na sua vida hoje
28 versículos | Almeida Corrigida Fiel
O capítulo ilustra novamente o padrão recorrente em Juízes: após um período de liderança estável sob Tola e Jair, Israel volta ao mal, é entregue aos inimigos, clama a Deus e experimenta restauração. Esse ciclo revela tanto a infidelidade do povo quanto a perseverança da graça divina.
O texto destaca que Israel não serviu apenas a um ídolo, mas a vários deuses estrangeiros, abandonando por completo o Senhor. A infidelidade não é parcial: eles trocam o Deus da aliança por um panteão de divindades pagãs.
Versículos-chave: 6
A ira do Senhor se acende e Ele entrega Israel nas mãos dos filisteus e dos amonitas. A disciplina é apresentada como resposta justa à infidelidade do povo, mostrando que Deus não é indiferente ao pecado e à idolatria.
O povo não apenas confessa o pecado, mas remove efetivamente os ídolos e volta a servir ao Senhor. O arrependimento verdadeiro aparece como algo que envolve palavras e ações, reconhecendo a justiça de Deus e aceitando suas consequências.
Mesmo depois de declarar que não os livraria mais, Deus se compadece diante da miséria de Israel. A expressão de que a alma do Senhor se angustia pela desgraça do povo revela o coração misericordioso de Deus, que responde ao arrependimento.
Versículos-chave: 16
Diante da ameaça amonita, os líderes de Gileade procuram um homem que comece a luta e se torne cabeça da região. A necessidade de liderança preparada e corajosa se torna evidente na beira do conflito.
Versículos-chave: 18
Juízes 10 está situado na época dos juízes, entre a conquista de Canaã e o estabelecimento da monarquia em Israel. Após a morte de Abimeleque, um período de instabilidade, surge Tola, da tribo de Issacar, que julga Israel por 23 anos e reside em Samir, na região montanhosa de Efraim (centro de Israel). Em seguida, Jair, um gileadita, julga o povo por 22 anos na região de Gileade, a leste do Jordão, área antes ocupada por amorreus e posteriormente herdada por tribos como Gade e parte de Manassés.
A menção a 30 filhos de Jair montados em 30 jumentos e com 30 cidades (Havote-Jair) sugere uma família influente, ligada a estabilidade econômica e certo prestígio local. Depois desse período de relativa paz, o texto mostra uma idolatria generalizada: Israel passa a servir deuses de várias nações vizinhas — Baal e Astarote (cultos cananeus), deuses da Síria (norte), Sidom (noroeste, região fenícia), Moabe e Amom (leste do Jordão) e os deuses dos filisteus (sudoeste, faixa costeira mediterrânea).
Como resposta à infidelidade, Deus permite que Israel seja oprimido por dois grandes inimigos: filisteus e amonitas. Os amonitas atacam especialmente a região de Gileade (leste do Jordão) e chegam a atravessar o rio para guerrear contra Judá, Benjamim e Efraim, criando um clima de forte angústia nacional. A duração de 18 anos de opressão indica um sofrimento prolongado, que leva o povo a um arrependimento mais profundo. A parte final do capítulo prepara a entrada de Jefté (no capítulo seguinte), ao mostrar os líderes de Gileade buscando um comandante para enfrentar os amonitas e assumir liderança regional.
Juízes 10 pode ser lido em três blocos principais, com função de transição entre a história de Abimeleque e a de Jefté:
Resumo dos juízes menores: Tola e Jair (10:1-5)
O novo ciclo de idolatria e opressão (10:6-9)
Clamor, resposta divina e preparação para o libertador (10:10-18)
Teologicamente, Juízes 10 aprofunda temas centrais do livro: a aliança entre Deus e Israel, a seriedade da idolatria e a tensão entre justiça e misericórdia divinas.
A seção sobre Tola e Jair mostra que Deus continua sustentando seu povo com lideranças, mesmo quando a Bíblia não registra grandes feitos. Isso lembra que o cuidado do Senhor nem sempre aparece em eventos espetaculares, mas também em períodos de estabilidade, onde juízes menos conhecidos mantêm ordem e justiça.
A idolatria descrita nos versículos 6 e 7 revela uma ruptura ampla com o primeiro mandamento: Israel não apenas adiciona outros deuses ao culto, mas efetivamente abandona o Senhor. A enumeração das divindades pagãs destaca que a infidelidade se espalha por várias influências culturais e políticas, refletindo um coração dividido e moldado pelas nações ao redor. Em resposta, a ira de Deus não é um capricho, mas a expressão da sua santidade e do seu zelo pela aliança.
A fala divina nos versículos 11 a 14 evidencia uma teologia da memória: Deus relembra as libertações anteriores (do Egito, amorreus, amonitas, filisteus, sidônios, amalequitas e maonitas), expondo a ingratidão do povo. Ao dizer que não os livrará mais e mandá-los clamar a outros deuses, Deus revela ironia profética e confronta a falsa segurança na idolatria. Ainda assim, o texto não termina na rejeição. Quando Israel se arrepende de fato, removendo ídolos e aceitando a justiça de Deus, a Escritura afirma que a alma do Senhor se angustia diante da desgraça de Israel.
Esse versículo carrega grande peso teológico: o Deus justo, que disciplina o pecado, também é profundamente compassivo. Ele sente dor diante da miséria do seu povo e responde ao arrependimento com misericórdia. O capítulo, portanto, apresenta uma visão equilibrada de Deus: santo e irado contra o mal, mas também terno e sensível ao sofrimento dos que retornam a Ele.
Por fim, a busca por um líder em 10:17-18 aponta para a necessidade de alguém que represente o povo diante do inimigo e, em última instância, antecipa a figura de um libertador maior. Dentro do conjunto da Escritura, esse padrão de juízes libertadores prepara a compreensão de um Salvador definitivo, que lida não apenas com inimigos externos, mas com o próprio pecado e a idolatria do coração.
Lido de forma pastoral, Juízes 10 toca temas humanos recorrentes: recaída em padrões antigos, consequências dolorosas de escolhas erradas, vergonha e culpa, mas também arrependimento real e restauração. O texto mostra um povo que, mesmo tendo experimentado livramentos, volta aos mesmos erros, o que espelha processos de recaída em vícios, relacionamentos destrutivos e hábitos nocivos.
A longa opressão de 18 anos remete a situações em que a pessoa vive por muito tempo sob peso emocional, espiritual ou relacional, colhendo efeitos prolongados de decisões passadas. O clamor de Israel e a confissão explícita — “contra ti havemos pecado” — mostram a importância de nomear a realidade, sem autoengano. Há um movimento da negação para a honestidade.
Deus, ao recordar libertações passadas e confrontar a idolatria, funciona quase como um terapeuta que ajuda o paciente a olhar para sua história, perceber padrões repetidos e entender como certas escolhas levaram à dor atual. A resposta divina dura (“não vos livrarei mais”) não é abandono definitivo, mas confronto necessário, que rompe a superficialidade do arrependimento apenas por alívio.
Quando Israel aceita a justiça de Deus e muda concretamente de vida — removendo os ídolos — o texto destaca que o Senhor se angustia pela desgraça do povo. Essa imagem oferece base para acolhimento emocional: a dor não é ignorada por Deus; Ele percebe, sente e se move em favor daqueles que se voltam a Ele. Em termos terapêuticos, o capítulo valida tanto a responsabilidade pessoal quanto a esperança de reconstrução, mesmo depois de longos períodos de desordem.
Alguns pontos do texto podem acionar gatilhos em pessoas em sofrimento emocional:
Linguagem da ira divina (v.7, 13-14): Quem tem histórico de abuso espiritual, medo intenso de Deus ou culpa exagerada pode ler esses versículos como confirmação de rejeição total, sem perceber o contexto de aliança e a posterior compaixão de Deus. Isso pode aumentar sentimentos de desvalor, vergonha tóxica e desespero.
Associação direta entre sofrimento e pecado (v.7-9): Embora no contexto de Juízes a opressão esteja ligada à idolatria, a leitura simplista pode ser usada para dizer que todo sofrimento atual é castigo direto de Deus. Pessoas com depressão, ansiedade ou traumas podem internalizar uma visão punitiva de Deus, agravando o quadro emocional.
Frase “não vos livrarei mais” (v.13): Para quem já sente que não tem mais chance, essa afirmação, isolada do restante do capítulo, pode gerar sensação de abandono irreversível. Sem a leitura do versículo 16, que mostra a compaixão de Deus, o texto pode ser mal interpretado como fechamento definitivo de portas.
Opressão prolongada (18 anos) (v.8): Pessoas que vivem longos períodos de violência, abuso ou pobreza extrema podem se identificar de forma dolorosa com a narrativa, revivendo sentimentos de impotência e angústia.
Em acompanhamento pastoral ou clínico, é importante ler o capítulo dentro do conjunto bíblico, enfatizando a compaixão de Deus, o valor do arrependimento sincero e a possibilidade de recomeço, evitando aplicações simplistas que culpabilizam ou pressionam emocionalmente quem já está fragilizado.
Juízes 10 oferece princípios que podem ser traduzidos para a prática do dia a dia:
Reconhecer pequenos ciclos antes que virem grandes quedas: Assim como Israel voltou ao mal após anos de paz, a vida cotidiana pode incluir recaídas em padrões antigos. Observar sinais de afastamento espiritual, descuido com a consciência e tolerância a pequenos “ídolos” (status, dinheiro, aprovação, prazer) ajuda a interromper ciclos antes que se aprofundem.
Evitar corações divididos: Israel serviu a muitos deuses ao mesmo tempo. Na prática, isso lembra o perigo de tentar conciliar fé com valores que a contradizem — por exemplo, espiritualidade e desonestidade no trabalho, ou discurso de fé e práticas abusivas em casa. A aplicação passa por revisitar prioridades, rotinas e decisões, perguntando que lugar Deus de fato ocupa nelas.
Lidar com consequências sem negar responsabilidade: O povo sofre por 18 anos e finalmente admite: “pecamos”. Na vida real, enfrentar resultados de escolhas erradas — dívidas, rompimentos, vícios — exige coragem para assumir a parcela de responsabilidade, em vez de culpar sempre terceiros ou circunstâncias.
Transformar arrependimento em ação concreta: Israel não apenas falou, mas removeu ídolos e voltou a servir ao Senhor. Em termos práticos, isso pode significar cortar fontes de tentação, romper com ambientes que alimentam o erro, reorganizar rotinas, buscar ajuda em comunidade e adotar práticas que fortaleçam a fidelidade a Deus.
Lembrar o histórico de cuidado de Deus: O Senhor relembra as libertações passadas. Uma forma prática de aplicar isso é cultivar memória espiritual: registrar respostas de oração, livramentos, provisões, para, em tempos de aperto, não perder de vista o cuidado já demonstrado.
Valorizar lideranças preparadas e responsáveis: A pergunta final sobre quem liderará a batalha mostra a importância de pessoas disponíveis e maduras para assumir responsabilidades em tempos de crise — na igreja, na família, no trabalho. Aplicar isso pode envolver preparar-se com caráter, conhecimento e serviço fiel mesmo quando ninguém está olhando, para estar pronto quando for necessário liderar.
Tola e Jair foram juízes de Israel que governaram em períodos relativamente estáveis, entre a história de Abimeleque e a de Jefté. Tola, da tribo de Issacar, julgou Israel por 23 anos e morava em Samir, na região montanhosa de Efraim. Jair, gileadita, julgou por 22 anos na região de Gileade. Embora o texto não registre grandes feitos militares deles, sua função parece ter sido manter ordem e justiça internas, garantindo um tempo de paz antes do novo ciclo de crise.
O versículo mostra que Israel foi influenciado por vários povos vizinhos — sírios, sidônios, moabitas, amonitas, filisteus — e adotou seus deuses e práticas religiosas. Isso revela um coração seduzido por promessas de segurança, fertilidade, prosperidade e poder, além do desejo de se ajustar cultural e politicamente às nações ao redor. Em vez de confiar unicamente no Senhor da aliança, o povo se misturou espiritualmente com outros cultos, escolhendo um sincretismo que, na prática, significava abandono de Deus.
A expressão “vendeu-os nas mãos dos filisteus e dos filhos de Amom” é uma forma de dizer que Deus os entregou, permitindo que seus inimigos os dominassem. Não indica um comércio literal, mas uma decisão judicial de Deus dentro da aliança: se o povo insiste em seguir outros deuses, Ele os deixa experimentar as consequências dessa escolha. A imagem reforça a ideia de disciplina divina: o sofrimento não é mero acaso, mas parte de um processo de correção e chamado ao arrependimento.
Quando Deus diz que não os livrará mais e manda que clamem aos deuses que escolheram, Ele está confrontando a hipocrisia e a superficialidade do arrependimento do povo. É uma fala dura, com tom de ironia profética, para expor a incoerência de confiar em ídolos e, ao mesmo tempo, esperar o livramento do Senhor. No desenvolvimento do texto, porém, fica claro que essa recusa não é final: após um arrependimento verdadeiro, com abandono dos ídolos, Deus se compadece e volta a agir em favor de Israel. O objetivo é levar o povo a uma mudança profunda, não rejeitá-lo definitivamente.
Essa expressão, em linguagem humana, comunica que Deus não é indiferente ao sofrimento do seu povo. Ainda que Ele seja justo ao disciplinar o pecado, Ele se comove quando vê a miséria de Israel, especialmente depois que o povo se volta novamente a Ele com sinceridade. Teologicamente, isso aponta para o caráter compassivo de Deus: Ele não tem prazer na dor, mas deseja restauração. É uma forma de afirmar que o coração de Deus se volta com misericórdia para aqueles que se arrependem e o buscam de novo.
Em Juízes 10:18, os líderes de Gileade perguntam quem começará a pelejar contra os amonitas e será cabeça de todos os moradores de Gileade. Esse verso prepara a entrada de Jefté, apresentada no capítulo 11. Jefté se tornará o líder militar e juiz usado por Deus para livrar Israel dos amonitas, embora sua história traga também dilemas e decisões trágicas, mostrando a complexidade dessa liderança.
Juízes 10 mostra um povo cansado, machucado por suas próprias escolhas, vivendo debaixo de opressão por muitos anos. Há algo profundamente humano nessa história: mesmo depois de já ter sido ajudado por Deus, Israel recai, se perde de novo, entra em caminhos que só trazem dor. Não é um povo de “vilões”, mas de gente frágil, confusa, que se deixa seduzir por promessas vazias e acaba carregando o peso disso. O capítulo também mostra o silêncio dos anos em que Tola e Jair julgam Israel. Não há grandes milagres registrados, nem vitórias impressionantes, apenas um tempo de governança e relativa paz. Esses períodos discretos lembram fases da vida em que nada parece extraordinário, mas em que Deus continua sustentando, organizando, protegendo de forma quase invisível. Quando o sofrimento aperta, Israel finalmente admite: errou, se afastou de Deus, buscou outros caminhos. A sinceridade das palavras “pecamos” e a disposição de aceitar o que Deus achar certo revelam um coração quebrantado, sem defesas. É a confissão de quem não tenta mais se justificar. A parte mais terna do texto é a frase que diz que a alma do Senhor se angustiou pela desgraça de Israel. Deus está irado com o pecado, mas não é frio diante da dor. Ele não banaliza o sofrimento que o próprio povo ajudou a criar. A compaixão de Deus aparece exatamente no ponto em que a miséria e o arrependimento se encontram. Juízes 10 fala de quedas e consequências, mas também fala de um Deus que ainda se importa, que ainda sente, que ainda olha para um povo quebrado e o considera digno de misericórdia. É um capítulo que acolhe quem carrega vergonha de histórias repetidas, mostrando que, quando há arrependimento verdadeiro, o coração de Deus não se fecha, mas se inclina de novo em cuidado.
Do ponto de vista da compreensão bíblica, Juízes 10 funciona como um elo entre a queda de Abimeleque e a ascensão de Jefté. Os versículos 1 a 5 apresentam Tola e Jair como juízes “menores”, assim chamados não por serem insignificantes, mas porque o texto dedica a eles descrições breves. A ênfase não está em feitos militares, e sim na continuidade da função de julgar Israel, indicando que Deus preserva a ordem social mesmo em momentos sem grandes narrativas heroicas. O versículo 4, ao mencionar os 30 filhos de Jair com 30 jumentos e 30 cidades, sugere uma estrutura de poder familiar e descentralizada, com forte presença em Gileade. Isso pode apontar para certo nível de prosperidade e influência local, além de antecipar a região que será palco do conflito com os amonitas. O centro teológico do capítulo está nos versículos 6 a 16. A enumeração dos deuses estrangeiros é um recurso literário importante: mostra o alcance da apostasia israelita. Eles não simplesmente “escorregam” para um ritual isolado, mas abraçam a religiosidade dos povos de todos os lados geográficos, abandonando completamente o Senhor. A fórmula típica de Juízes — “tornaram os filhos de Israel a fazer o que era mau aos olhos do Senhor” — reforça o ciclo de pecado. Quando Deus responde ao clamor do povo (v.11-14), Ele adota um discurso de lembrança histórica: Egito, amorreus, amonitas, filisteus, sidônios, amalequitas e maonitas. Essa lista não é exaustiva, mas representativa de várias opressões anteriores. A ideia é confrontar Israel com a lógica de sua ingratidão: tendo sido liberto tantas vezes, ainda assim escolheu outros deuses. A afirmação “não vos livrarei mais” e o convite irônico a clamar aos outros deuses enfatizam que Deus não é um mero recurso de emergência a ser acionado sem compromisso real. No entanto, o texto imediatamente mostra uma intensificação no arrependimento: além da confissão, há mudança prática (v.16). A frase “então se angustiou a sua alma por causa da desgraça de Israel” atribui a Deus uma emoção humana, em linguagem antropopática. Essa forma de falar não pretende limitar Deus à experiência humana, mas comunicar, em termos compreensíveis, sua profunda compaixão. Os versículos finais (17-18) cumprem dupla função: descrevem a tensão militar com os amonitas e criam expectativa narrativa pela figura do líder que surgirá. A pergunta “Quem será o homem que começará a pelejar...?” abre o caminho para Jefté, cujo retrato trará elementos tanto positivos quanto problemáticos. Assim, Juízes 10 prepara o cenário teológico e histórico em que a ação de Deus por meio desse novo juiz será compreendida: um contexto de longa infidelidade, disciplina severa, arrependimento renovado e misericórdia restauradora.
Lendo Juízes 10 com olhos práticos, aparecem vários padrões que se repetem em muitas histórias de vida. Israel passa anos sob a liderança de Tola e Jair, em relativa estabilidade, e depois se acomoda, se distrai, começa a flertar com outros valores, até mergulhar em idolatria plural. Na rotina, isso se parece com tempos em que tudo vai bem e a pessoa relaxa nos limites: a fé fica em segundo plano, as prioridades se confundem, decisões são tomadas mais por conveniência que por convicção. Quando o texto mostra o povo servindo tantos deuses diferentes, dá um retrato de um coração dividido entre várias lealdades. Hoje, seriam metas e paixões que competem: sucesso profissional acima de qualquer coisa, relacionamentos idealizados, prazer imediato, reputação nas redes, controle sobre tudo. Pouco a pouco, aquilo que deveria ser apenas uma parte da vida ganha status de “deus”, definindo escolhas e consumindo energia. As consequências aparecem: 18 anos de opressão. Na prática, escolhas repetidas geram resultados que não mudam de um dia para o outro. Dívidas, vínculos abusivos, vícios, desorganização crônica: tudo isso costuma se formar ao longo de muitos anos, como a opressão de Israel. O capítulo, então, convida a olhar com realismo para onde certos caminhos levam, em médio e longo prazo. O movimento de Israel em direção ao arrependimento é bem concreto. Primeiro, reconhecem: “pecamos”, sem justificar. Depois, aceitam: “faze-nos conforme te parecer bem”, o que indica que não estão tentando negociar um alívio fácil. Em seguida, agem: tiram os deuses estrangeiros e voltam a servir o Senhor. Isso sugere um caminho prático para mudanças hoje: identificar o que ocupa demais o coração, assumir responsabilidade, aceitar que certas consequências podem permanecer por um tempo e tomar medidas visíveis de correção. Por fim, a organização militar em Mizpá e a busca de um líder mostram que, além do arrependimento interno, era preciso enfrentar o problema concreto — o inimigo real à porta. De forma semelhante, não basta apenas mudar intenções; é necessário estruturar passos, pedir ajuda, assumir posições e, às vezes, exercer ou aceitar liderança em processos difíceis. Juízes 10, portanto, aponta para uma fé que mexe com a agenda, com as relações e com as decisões práticas, e não fica só nas palavras.
Juízes 10 revela um movimento profundo da alma humana diante de Deus: afastamento, disciplina, lembrança, arrependimento e renovação da misericórdia. A idolatria descrita ali não é apenas um problema de rituais externos; é um desvio do coração, que passa a buscar segurança, sentido e alegria em outras fontes que não o Senhor. Ao listar tantos deuses estrangeiros, o texto mostra uma interioridade fraturada, repartida entre várias lealdades. Espiritualmente, o ciclo apresentado desafia a romantização da experiência com Deus. Israel havia sido liberto muitas vezes, mas isso não impediu novas quedas. A caminhada com o Senhor, portanto, não é uma linha reta de conquistas ininterruptas, e sim um processo em que o coração precisa ser continuamente recordado, reorientado e purificado. A fala divina que relembra libertações passadas convida a uma disciplina espiritual da memória: trazer à mente as obras de Deus para que a gratidão proteja da ingratidão e do esquecimento. Quando Deus diz que não os livrará mais, a fé é confrontada. Aparece a pergunta: a busca por Deus é apenas interesse por livramento ou um retorno ao próprio Deus, mesmo que Ele não alivie imediatamente as consequências? A resposta de Israel — “faze-nos conforme parecer bem aos teus olhos” — marca um ponto de virada interior. O arrependimento se torna menos utilitarista e mais submisso, disposto a confiar no caráter de Deus mesmo diante da disciplina. A afirmação de que a alma do Senhor se angustia pela desgraça de Israel ilumina a vida espiritual com uma verdade essencial: o Deus santo, que não tolera a idolatria, é também o Deus que sente compaixão pelos que se encontram esmagados, especialmente quando se voltam de novo para Ele. Isso afasta tanto a presunção (a ideia de que Deus sempre livrará sem santidade) quanto o desespero (a ideia de que, depois de certo ponto, não há mais retorno). A formação espiritual madura inclui segurar essas duas verdades ao mesmo tempo. Ao término do capítulo, o povo está reunido, o inimigo está à vista e a pergunta sobre quem liderará a batalha ainda está em aberto. Espiritualmente, esse cenário sugere que, mesmo após o arrependimento, ainda há lutas a serem enfrentadas. O caminho com Deus não elimina todos os conflitos, mas reposiciona o coração: de fugitivo culpado para povo que, sob a compaixão de Deus, se prepara para caminhar em obediência e confiança renovadas. Nessa tensão entre disciplina e misericórdia, Juízes 10 aponta para a necessidade de um Libertador definitivo, capaz de lidar não apenas com os inimigos externos, mas com a raiz da idolatria no próprio coração humano.
" E depois disto partiu Paulo de Atenas, e chegou a Corinto. "
Atos 18:1 mostra Paulo saindo de Atenas e indo para Corinto, uma cidade grande e difícil. O versículo indica mudança de fase e obediência à …
Ler análise completa" E, achando um certo judeu por nome Áqüila, natural do Ponto, que havia pouco tinha vindo da Itália, e Priscila, sua mulher (pois Cláudio tinha mandado que todos os judeus saíssem de Roma), ajuntou-se com eles, "
" E, como era do mesmo ofício, ficou com eles, e trabalhava; pois tinham por ofício fazer tendas. "
" E todos os sábados disputava na sinagoga, e convencia a judeus e gregos. "
" E, quando Silas e Timóteo desceram da Macedônia, foi Paulo impulsionado no espírito, testificando aos judeus que Jesus era o Cristo. "
" Mas, resistindo e blasfemando eles, sacudiu as vestes, e disse-lhes: O vosso sangue seja sobre a vossa cabeça; eu estou limpo, e desde agora parto para os gentios. "
" E, saindo dali, entrou em casa de um homem chamado chamado Justo, que servia a Deus, e cuja casa estava junto da sinagoga. "
" E Crispo, principal da sinagoga, creu no Senhor com toda a sua casa; e muitos dos coríntios, ouvindo-o, creram e foram batizados. "
" E disse o Senhor em visão a Paulo: Não temas, mas fala, e não te cales; "
" Porque eu sou contigo, e ninguém lançará mão de ti para te fazer mal, pois tenho muito povo nesta cidade. "
" E ficou ali um ano e seis meses, ensinando entre eles a palavra de Deus. "
" Mas, sendo Gálio procônsul da Acaia, levantaram-se os judeus concordemente contra Paulo, e o levaram ao tribunal, "
" Dizendo: Este persuade os homens a servir a Deus contra a lei. "
Atos 18:13 mostra os judeus acusando Paulo de ensinar um jeito errado de adorar a Deus, fora das tradições deles. O versículo revela como quem …
Ler análise completa" E, querendo Paulo abrir a boca, disse Gálio aos judeus: Se houvesse, ó judeus, algum agravo ou crime enorme, com razão vos sofreria, "
" Mas, se a questão é de palavras, e de nomes, e da lei que entre vós há, vede-o vós mesmos; porque eu não quero ser juiz dessas coisas. "
" E expulsou-os do tribunal. "
" Então todos os gregos agarraram Sóstenes, principal da sinagoga, e o feriram diante do tribunal; e a Gálio nada destas coisas o incomodava. "
" E Paulo, ficando ainda ali muitos dias, despediu-se dos irmãos, e dali navegou para a Síria, e com ele Priscila e Áqüila, tendo rapado a cabeça em Cencréia, porque tinha voto. "
" E chegou a Éfeso, e deixou-os ali; mas ele, entrando na sinagoga, disputava com os judeus. "
" E, rogando-lhe eles que ficasse por mais algum tempo, não conveio nisso. "
Atos 18:20 mostra Paulo recusando ficar mais tempo em Éfeso, mesmo sendo muito querido ali, porque seguia a direção de Deus e sua missão. Isso …
Ler análise completa" Antes se despediu deles, dizendo: É-me de todo preciso celebrar a solenidade que vem em Jerusalém; mas querendo Deus, outra vez voltarei a vós. E partiu de Éfeso. "
" E, chegando a Cesaréia, subiu a Jerusalém e, saudando a igreja, desceu a Antioquia. "
" E, estando ali algum tempo, partiu, passando sucessivamente pela província da Galácia e da Frígia, confirmando a todos os discípulos. "
" E chegou a Éfeso um certo judeu chamado Apolo, natural de Alexandria, homem eloqüente e poderoso nas Escrituras. "
" Este era instruído no caminho do Senhor e, fervoroso de espírito, falava e ensinava diligentemente as coisas do Senhor, conhecendo somente o batismo de João. "
" Ele começou a falar ousadamente na sinagoga; e, quando o ouviram Priscila e Aqüila, o levaram consigo e lhe declararam mais precisamente o caminho de Deus. "
" Querendo ele passar à Acaia, o animaram os irmãos, e escreveram aos discípulos que o recebessem; o qual, tendo chegado, aproveitou muito aos que pela graça criam. "
" Porque com grande veemência, convencia publicamente os judeus, mostrando pelas Escrituras que Jesus era o Cristo. "
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