Versículo em destaque

Atos 18:12 - Significado e aplicação

Entenda como este versículo fala com o que você está vivendo e como aplicá-lo hoje

Tradução: Almeida Corrigida Fiel

" Mas, sendo Gálio procônsul da Acaia, levantaram-se os judeus concordemente contra Paulo, e o levaram ao tribunal, "

Atos 18:12

menu_book Versículo no contexto

10 Porque eu sou contigo, e ninguém lançará mão de ti para te fazer mal, pois tenho muito povo nesta cidade.

11 E ficou ali um ano e seis meses, ensinando entre eles a palavra de Deus.

12 Mas, sendo Gálio procônsul da Acaia, levantaram-se os judeus concordemente contra Paulo, e o levaram ao tribunal,

13 Dizendo: Este persuade os homens a servir a Deus contra a lei.

14 E, querendo Paulo abrir a boca, disse Gálio aos judeus: Se houvesse, ó judeus, algum agravo ou crime enorme, com razão vos sofreria,

auto_stories

Explore estudos bíblicos guiados

Sessões estruturadas com notas, perguntas e insights de orientadores

Micro-Study 5 dias

As Bem-Aventuranças (5 Dias)

Cinco encontros curtos com as bênçãos de Jesus e o caráter do reino de Deus.

Prévia da sessão 1:

Bem-Aventurados os Humildes e os que Choram

schedule 6 min

Micro-Study 5 dias

Salmos de Consolo (5 Dias)

Cinco encontros curtos nos Salmos, pensados para dias pesados em que há pouco tempo e pouca energia.

Prévia da sessão 1:

O Cuidado do Pastor

schedule 5 min

lock_open Crie uma conta grátis para salvar notas, acompanhar progresso e desbloquear todas as sessões

person_add Criar conta grátis

auto_stories Comentário Bible Guided

Aqui temos um relato de problemas que sobrevieram a Paulo e seus amigos em Corinto. No entanto, isso não causou grande dano, nem impediu por muito tempo a obra de Cristo naquele lugar.

Primeiro, Paulo é acusado pelos judeus diante do governador romano, Gálio, procônsul da Acaia, que era uma província romana. Gálio era irmão mais velho do conhecido Sêneca. Quando jovem, chamava-se Novato, mas depois passou a usar o nome Gálio quando foi adotado na família de Júlio Gálio. Sêneca o descreve como honesto, justo e de temperamento muito brando. Era até apelidado de “doce Gálio”, por causa de seu caráter amável.

Percebe-se em primeiro lugar com quanta rudeza Paulo foi preso e levado à presença de Gálio. Os judeus se levantaram contra ele “concordemente”, isto é, de comum acordo, com um só propósito. Eram eles os cabeças de toda a perseguição contra Paulo e tramaram um plano para prejudicá-lo. Avançaram sobre ele com violência e furor e o arrastaram ao tribunal, sem qualquer sinal de que lhe dessem tempo para preparar sua defesa.

Vê-se também quão falsa foi a acusação que apresentaram diante de Gálio. Disseram: “Este persuade os homens a servir a Deus contra a lei” (Atos 18:13). Não podiam acusá-lo de afastar as pessoas de Deus por completo, nem de conduzi-las à adoração de falsos deuses (Deuteronômio 13:2). A queixa deles era apenas que Paulo ensinava um modo diferente de servir a Deus. Os romanos permitiam que os judeus nas suas províncias seguissem a própria lei, mas isso não significava que pudessem obrigar todos os demais a se submeterem a ela. A acusação era injusta, pois a própria lei deles prometia um profeta que Deus levantaria, a quem deviam ouvir. Paulo justamente os conclamava a crer nesse profeta prometido, que já havia vindo, e a dar ouvidos a ele. Isso estava em plena harmonia com a lei, porque Cristo não veio abolir a lei, mas cumpri-la.

As regras do templo os judeus em Corinto não podiam observar plenamente, por viverem longe de Jerusalém. E Paulo não contrariava nada do que era feito na sinagoga deles. Assim, quando as pessoas são ensinadas a servir a Deus por meio de Cristo e no Espírito, muitas vezes reclamam como se isso fosse contra a lei. Na realidade, isso conduz a lei ao seu verdadeiro cumprimento.

Gálio, depois da primeira audiência, ou melhor, sem sequer ouvir o caso de fato, rejeitou a causa e se recusou a julgar. Paulo estava prestes a se defender e mostrar que nada havia ensinado contra a lei, mas Gálio já havia decidido que não tomaria conhecimento do assunto. Ele declarou aos judeus que, se se tratasse de injustiça, crime, furto, fraude, homicídio ou violência, ele os ouviria com paciência, mesmo que falassem de modo áspero e desrespeitoso. Um governante deve proteger o ofendido e julgar o culpado, e não deve deixar de escutar uma queixa só porque não é apresentada com toda a cortesia.

Mas Gálio não permitiu que lhe trouxessem um caso que estava fora de sua alçada. Disse-lhes que, se a questão dizia respeito apenas a palavras, nomes e à lei deles, cuidassem disso entre si. Ele não queria sobrecarregar sua paciência ouvindo aquilo, nem sua consciência julgando-o. Como insistiram, ele os expulsou do tribunal e mandou chamar outro caso (Atos 18:16).

Havia algo de correto na atitude de Gálio. Ele não fingiu julgar o que não entendia. Deixou os judeus à vontade nos assuntos que pertenciam à religião deles e não permitiu que usassem a religião como disfarce para atacar Paulo. Também se recusou a ser instrumento da maldade deles. Já que julgava que a questão estava fora de sua jurisdição, não quis se envolver.

Contudo, errou ao tratar com tanta leviandade uma lei e uma religião que poderia ter reconhecido como vindas de Deus, e que deveria ter examinado. As questões sobre como Deus deve ser adorado, se Jesus é o Messias e se o evangelho é de Deus, não eram meras discussões de palavras e nomes, como ele, com descuido, as chamou. São assuntos de grande peso, e, se os tivesse entendido melhor, veria que diziam respeito a ele de maneira profunda. Ele falou como se se orgulhasse de não conhecer as Escrituras, como se fosse algo inferior a ele dar atenção à lei de Deus ou fazer perguntas sérias sobre ela.

Em seguida vem o abuso sofrido por Sóstenes e a indiferença de Gálio a esse respeito. A multidão demonstrou grande desprezo pelo tribunal quando agarrou Sóstenes e o espancou diante do juiz. Há alguma incerteza sobre quem exatamente era esse Sóstenes, e quem eram os gregos que o agrediram. A explicação mais provável é que Sóstenes fosse cristão e amigo próximo de Paulo. É possível que tenha se levantado em defesa de Paulo naquele momento e, provavelmente, o tenha ajudado a sair em segurança quando Gálio dispensou o caso. Assim, como não puderam alcançar Paulo, voltaram-se contra o homem que o havia protegido.

Com certeza havia em Corinto um Sóstenes conhecido como amigo de Paulo. O próprio Paulo o chama de irmão e o inclui consigo na saudação da carta aos coríntios (1 Coríntios 1:1). Isso torna muito provável que fosse o mesmo homem. É possível também que fosse ministro da Palavra. Alguns entendem que ele era chefe de sinagoga, talvez juntamente com Crispo (Atos 18:8), ou dirigindo outra sinagoga, enquanto Crispo governava a sua.

Quanto aos gregos que o espancaram, provavelmente eram judeus helenistas, isto é, judeus de língua grega, ou judeus de origem grega que haviam se unido na oposição ao evangelho (Atos 18:4, Atos 18:6). Os judeus locais podem tê-los incitado, imaginando que a fúria deles pareceria menos grave. Estavam tão furiosos contra Paulo que descarregaram sua violência em Sóstenes. Estavam também irritados com Gálio por não apoiar a acusação deles, e, ao espancar Sóstenes diante do tribunal, demonstraram seu desprezo pelo governador. Em outras palavras, sinalizavam que não se importavam com a autoridade dele. Se ele não queria servir como juiz para eles, fariam justiça com as próprias mãos.

O tribunal, assim, tratou o caso e as pessoas envolvidas com profundo desprezo. E Gálio “não se incomodava com nenhuma daquelas coisas”. Se isso significar que ele não se perturbava com insultos de homens ímpios, isso era correto e adequado. Enquanto se mantivesse fiel à justiça e à boa ordem, podia ignorar o escárnio deles.

Mas, se significa, como parece ser o caso, que ele não se importava com a injustiça sofrida por homens bons, então sua indiferença foi longe demais. Isso nos dá uma imagem bem pobre de seu caráter. A impiedade se manifestava justamente onde a justiça deveria reinar (Eclesiastes 3:16), e nada foi feito para impedi-la.

Como juiz, Gálio deveria ter protegido Sóstenes e contido e punido os gregos que o atacaram. Se um homem é agredido na rua ou no mercado, muitas vezes é difícil evitar. Mas que isso aconteça dentro do tribunal, enquanto o juiz está sentado e nada faz, revela uma falha grave na justiça. É algo semelhante ao que se descreve em Isaías 59:14-15, onde a verdade cai na praça e a justiça não pode entrar, e aquele que se desvia do mal se torna uma presa.

Os que ouvem ou veem os sofrimentos do povo de Deus e não se inquietam com isso estão com o mesmo espírito de Gálio aqui. Não se condoem, não intercedem. Agem como se fosse indiferente que a verdadeira religião prospere ou desapareça. São como aqueles que viviam à vontade em Sião e não se afligiam com a aflição de José (Amós 6:6), e como o rei e Hamã, que se assentaram para beber enquanto a cidade de Susã estava em angústia (Ester 3:15).

IA cristã que considera sua denominação

Aplique Atos 18:12 na sua vida hoje

Receba orientação fundamentada nas Escrituras, que considera sua denominação e é personalizada para a sua situação.

1 Faça sua pergunta arrow_forward 2 Considere sua tradição arrow_forward 3 Aplique as Escrituras

✓ Sem cartão de crédito • ✓ 100% privado • ✓ 30 créditos grátis para começar

Como a sua IA cristã pode ajudar

Explore as Escrituras e a vida por uma perspectiva cristã

menu_book

Estudo bíblico

psychology

Orientação para a vida

favorite

Apoio em oração

lightbulb

Sabedoria diária

forum Pergunte à sua IA cristã — Grátis

Faça 3 perguntas grátis por semana. Não é necessário cartão de crédito. Ver planos

Deste capítulo

auto_awesome

Oração diária

Receba uma reflexão bíblica diária por e-mail

Comece cada manhã com um versículo, uma oração e um próximo passo simples.

Grátis. Cancele quando quiser. Nunca compartilhamos seu email.

Aviso importante: Esta orientação bíblica não substitui cuidados profissionais de saúde mental. Se você estiver com sintomas de crise, ligue para 188 (CVV) no Brasil ou 988 nos EUA, ou procure ajuda profissional imediatamente.

Bible Guided oferece orientação baseada na fé e deve complementar, não substituir, apoio terapêutico profissional.