Gênesis 11 - Significado, temas e aplicação

Entenda os temas principais e aplique Gênesis 11 na sua vida hoje

45 versículos | Almeida Corrigida Fiel

Sobre o que é Gênesis 11?

Gênesis 46 narra a descida de Jacó e de toda a sua família ao Egito em resposta à orientação direta de Deus. O capítulo mostra Deus confirmando a Jacó que Ele mesmo o acompanharia nessa mudança, detalha a genealogia dos descendentes que vão com ele e registra o reencontro profundamente emotivo entre Jacó e José na terra de Gósen, onde a família passaria a habitar.

Temas principais em Gênesis 11

Direção de Deus em tempos de mudança (versículos 1-4)

Antes de uma grande mudança geográfica e de vida, Jacó busca a Deus em Berseba e recebe uma resposta clara: não temer descer ao Egito, porque Deus está conduzindo esse caminho e promete fazer dele ali uma grande nação.

Versículos-chave: 3, 4

Fidelidade de Deus à aliança (versículos 1-7, 26-27)

A promessa de fazer de Jacó uma grande nação se conecta com as alianças feitas com Abraão e Isaque. Deus mostra que seu plano continua, mesmo em um ambiente estrangeiro como o Egito.

Versículos-chave: 3, 27

Continuidade da linhagem do povo de Deus (versículos 8-27)

A longa lista de nomes reforça a ideia de um povo em formação. Cada filho e neto representa a continuidade da história de Deus com Israel e a base das futuras tribos.

Versículos-chave: 8, 26, 27

Restauração de relacionamentos (versículos 28-30)

O reencontro entre Jacó e José é carregado de emoção e encerra anos de luto, saudade e separação; é um sinal concreto de restauração e consolação depois de muitas dores familiares.

Versículos-chave: 29, 30

Providência de Deus em contexto estrangeiro (versículos 31-34)

A estratégia de José diante de Faraó, ao destacar que sua família é de pastores, prepara o caminho para que Israel habite na terra de Gósen, preservando sua identidade em meio a um povo para quem os pastores eram abominação.

Versículos-chave: 32, 34

Contexto histórico e literario

Gênesis 46 se passa no contexto de uma grande fome na região do Oriente Médio antigo. José, vendido como escravo anos antes, tornou-se governador do Egito pela providência divina. O Egito, com seus celeiros, era o centro de abastecimento da região. Berseba, onde Jacó oferece sacrifícios, era um lugar marcante na história da família: ali Abraão e Isaque tiveram encontros importantes com Deus. Descer ao Egito significava deixar a terra prometida, o que naturalmente causava temor e incerteza. Por isso, Deus aparece a Jacó em visão noturna para reafirmar sua identidade (“Eu sou Deus, o Deus de teu pai”) e garantir Sua presença naquela jornada.

A lista de nomes serve, no contexto da época, para registrar oficialmente a composição do clã que formaria o povo de Israel. Os “setenta” que descem ao Egito são frequentemente lembrados como número simbólico da família inicial de Israel. Os egípcios, historicamente, valorizavam a agricultura e tinham reservas quanto a povos nômades e pastores, o que ajuda a entender por que “todo o pastor de ovelhas é abominação aos egípcios”. Isso, paradoxalmente, favorece Israel, pois o isola em Gósen, preservando costumes e fé em meio a um ambiente culturalmente diferente.

Estrutura de Gênesis 11

O capítulo apresenta uma estrutura clara e organizada:

  1. Preparação espiritual da viagem (46:1-4) – Jacó vai a Berseba, oferece sacrifícios e recebe revelação de Deus. É um prólogo teológico à mudança de país.
  2. Partida da família para o Egito (46:5-7) – Descrição objetiva da viagem com bens, filhos, netos e toda a descendência.
  3. Genealogia dos que descem ao Egito (46:8-25) – Lista detalhada, organizada pelas mães (Lia, Zilpa, Raquel, Bila) e seus filhos, netos e, em alguns casos, bisnetos.
  4. Resumo numérico da família de Jacó (46:26-27) – Síntese dos números de pessoas e a ênfase no total de setenta almas.
  5. Chegada a Gósen e reencontro entre Jacó e José (46:28-30) – Narrativa emotiva, em contraste com o tom mais técnico da genealogia anterior.
  6. Plano de José diante de Faraó (46:31-34) – Orientação estratégica de José, preparando o diálogo com Faraó e explicando a profissão da família.

O capítulo combina narrativa, genealogia e diálogo. A alternância entre listas de nomes e cenas emotivas cria um ritmo que enfatiza tanto a dimensão histórica (quem foi ao Egito) quanto a dimensão relacional (o reencontro pai e filho) e teológica (promessa de Deus).

Significado teológico

Teologicamente, Gênesis 46 reforça a ideia de que Deus guia seu povo nas grandes transições da vida. Ao se revelar a Jacó em Berseba, Deus se apresenta como o mesmo Deus de antes, o Deus de seu pai, sublinhando continuidade e fidelidade. A ordem de não temer ao descer ao Egito mostra que a presença de Deus não está limitada à terra de Canaã; Ele é o Deus que acompanha, e não apenas o Deus de um território.

A promessa de fazer de Jacó uma grande nação no Egito mostra que, muitas vezes, o lugar de aparente exílio se torna palco do crescimento do povo de Deus. O período no Egito será ao mesmo tempo proteção (contra a fome) e preparação (formação da nação que depois será libertada no Êxodo).

A genealogia enfatiza que Deus trabalha por meio de pessoas concretas, famílias, histórias. Cada nome representa alguém incluído na aliança e na história da salvação. O número setenta, completo e simbólico, apresenta a família de Israel como um núcleo coeso que Deus multiplicará.

O reencontro de Jacó e José revela a restauração que Deus pode operar após anos de sofrimento. A frase de Jacó, “Morra eu agora, pois já tenho visto o teu rosto, que ainda vives”, expressa plenitude e contentamento marcados pela fidelidade de Deus à sua família.

Por fim, a preparação de José para o encontro com Faraó mostra que fé e sabedoria prática caminham juntas. José confia na providência de Deus, mas também planeja, lê a cultura à sua volta e protege a identidade de seu povo, elementos que se tornam um modelo da atuação de Deus por meio dos seus servos em contextos estrangeiros.

Aplicação restauradora e de saúde mental

Este capítulo toca temas relevantes para processos emocionais e terapêuticos: mudanças profundas, migração, perdas, reencontros e reconstrução de identidade.

Jacó vive uma transição intensa: deixa a terra conhecida, lida com o peso da idade, da história familiar complicada e do luto mal resolvido por José. Em Berseba, antes da grande mudança, ele busca a Deus e encontra segurança na promessa divina. Essa dinâmica espelha momentos em que pessoas, ao enfrentar mudanças de cidade, emprego, fase da vida ou rupturas familiares, buscam um ponto de apoio maior do que seus próprios recursos.

O reencontro entre Jacó e José simboliza reparação de traumas antigos. Anos de dor e saudade são derramados em lágrimas longas e profundas. O texto legitima o choro prolongado, não o apressa. Emoções acumuladas encontram um espaço seguro para se expressar.

A genealogia, muitas vezes ignorada, também aponta para a importância da história familiar: padrões, origens, pertencimento. Nomes organizados por mães e filhos revelam uma família grande, complexa, com dores e tensões, mas ainda assim guardada por Deus.

Além disso, o cuidado estratégico para que Israel viva em Gósen, mantendo certa distância cultural dos egípcios, fala de fronteiras saudáveis: preservar identidade e valores em ambientes potencialmente hostis. Isso se conecta a temas de saúde emocional, como limites, pertencimento e diferenciação.

warning Importante: maus usos comuns

Alguns elementos do capítulo podem acionar memórias dolorosas ou gatilhos emocionais:

  • Histórias de separação e reencontro familiar (46:28-30) podem tocar em feridas de abandono, ausência de pais, filhos distantes ou lutos não resolvidos.
  • A mudança repentina de país e contexto (46:5-7) pode mexer com quem passou por migração forçada, deslocamento, perda de casa, ou transições abruptas.
  • A forte centralidade da família extensa pode pressionar quem vive rupturas familiares, rejeição ou conflitos com a própria história.

Leitores em sofrimento intenso podem precisar de apoio complementar: acompanhamento pastoral sensível, escuta terapêutica profissional ou rede de apoio segura, especialmente se o texto despertar lembranças de traumas familiares, mudanças forçadas ou sentimentos de desamparo.

Aplicação prática para hoje

Gênesis 46 inspira alguns caminhos práticos:

  • Antes de decisões grandes, buscar a Deus com sinceridade, como Jacó em Berseba, abrindo medos e expectativas e procurando discernir a direção divina.
  • Lembrar que mudanças difíceis não significam ausência de Deus. Assim como Ele desceu com Jacó ao Egito, situações de transição podem se tornar lugares de crescimento e amadurecimento.
  • Valorizar a própria história familiar, reconhecendo tanto as bênçãos quanto as feridas. A lista de nomes mostra que Deus leva a sério trajetórias, origens e pertencimento.
  • Permitir a expressão de emoções profundas em processos de reencontro, reconciliação ou fechamento de ciclos. O choro de José e Jacó sugere que lágrimas podem ser parte da cura.
  • Exercitar sabedoria prática no convívio com contextos diferentes. José planeja como se apresentar a Faraó e como proteger a identidade familiar; isso inspira atitudes responsáveis no trabalho, na sociedade e na cultura em que se vive.
  • Manter limites saudáveis em ambientes que rejeitam valores essenciais da fé, preservando convicções e identidade sem hostilidade desnecessária, semelhante à separação geográfica de Israel em Gósen.

Perguntas frequentes

Por que Jacó oferece sacrifícios em Berseba antes de descer ao Egito?

Berseba era um lugar marcante na história espiritual da família de Jacó, onde Abraão e Isaque tiveram encontros significativos com Deus. Ao oferecer sacrifícios ali, Jacó busca confirmar se descer ao Egito estava de acordo com a vontade de Deus, já que isso significava deixar temporariamente a terra prometida. Deus responde com uma visão, reafirmando sua identidade e prometendo acompanhar Jacó e fazer dele uma grande nação no Egito.

Qual o significado do número setenta em Gênesis 46?

O texto informa que todas as almas da casa de Jacó que vieram ao Egito eram setenta (46:27). Esse número funciona como um resumo simbólico e histórico da família que formaria o povo de Israel. Setenta é frequentemente visto na Bíblia como número de completude em relação a povos e nações. Aqui, destaca a família inteira, em sua fase inicial, que será multiplicada no Egito até se tornar uma grande nação.

Por que o texto lista tantos nomes neste capítulo?

A genealogia em Gênesis 46 registra quem, de fato, compôs o núcleo inicial de Israel quando desceu ao Egito. Em uma cultura que valorizava fortemente família e descendência, essa lista funciona como documento histórico e teológico: mostra que Deus está formando um povo concreto, não apenas um conceito. Cada nome reforça a continuidade da promessa feita a Abraão, Isaque e Jacó.

O que significa Deus dizer a Jacó para não temer descer ao Egito?

Descer ao Egito podia parecer contraditório, pois a promessa de Deus estava ligada à terra de Canaã. O medo de Jacó é compreensível: mudança de país, idade avançada, incertezas sobre o futuro. Ao dizer “não temas descer ao Egito”, Deus assegura que sua presença e seu plano não estão limitados à terra; Ele mesmo desceria com Jacó, o faria voltar (por meio de seus descendentes) e cumpriria a promessa de fazer dele uma grande nação.

Por que José orienta seus irmãos a dizerem que são pastores a Faraó?

José sabia que os egípcios desprezavam pastores de ovelhas (46:34), o que, em vez de prejudicar, ajudaria a manter a família de Israel separada, em Gósen. Ao enfatizar a profissão da família, José garante dois pontos: provisão e terra para todos, e ao mesmo tempo certa distância cultural, protegendo a identidade do povo de Deus de uma assimilação completa aos costumes egípcios.

Perspectivas dos nossos guias espirituais

Heart
Coração

Gênesis 46 mostra uma família no meio de uma grande mudança, carregando lembranças boas e ruins, medos e esperanças. Jacó não é mais um jovem: está cansado, com muitas marcas da vida, e precisa sair da terra conhecida por causa da fome. No meio disso, ele para em Berseba para adorar e ouvir a voz de Deus. Há um cuidado muito terno nesse detalhe: antes da viagem pesada, Deus o chama pelo nome, duas vezes, e diz para não ter medo. Esse “não temas” não vem como cobrança, mas como colo. Deus se apresenta como o Deus do pai de Jacó, lembrando uma história de cuidado que já vinha de antes. Ele não promete um caminho fácil, mas uma presença fiel: “Eu descerei contigo ao Egito”. Em tempos de mudança, quando o coração fica apertado, esse compromisso de Deus de caminhar junto é uma fonte profunda de consolo. O reencontro de Jacó e José é um dos momentos mais emocionantes do livro. Dois homens marcados por anos de separação e dor se abraçam e choram “longo tempo”. Não há pressa para secar as lágrimas, nem tentativa de esconder a emoção. O texto dignifica o choro, como se dissesse que, depois de tanta espera, vale a pena derramar tudo diante de Deus e um do outro. É um consolo ver que a Bíblia não romantiza a dor, mas mostra uma restauração que passa pelo pranto e pelo abraço. A longa lista de nomes, à primeira vista seca, esconde histórias de gente real: filhos, netos, famílias que carregam suas alegrias e tragédias. Deus inclui todos nessa contagem. Ninguém é esquecido. Isso reflete um Deus que vê cada rosto em meio à multidão, que conhece cada história e cada perda. Em uma família cheia de conflitos, Ele ainda assim constrói uma história de cuidado. No final do capítulo, quando José planeja a conversa com Faraó, também aparece um cuidado prático: proteger aquela família em um lugar seguro, em Gósen. Mesmo em terra estrangeira, Deus vai abrindo espaço para que seu povo viva, se organize, aprenda, sem perder quem é. Em meio às incertezas da vida, Gênesis 46 deixa um rastro de consolo: Deus fala, acompanha, restaura relações e guarda sua gente, passo a passo.

Mind
Mente

Gênesis 46 tem forte densidade teológica e histórica. O capítulo abre com uma cena de culto em Berseba, lugar carregado de memória patriarcal. A estrutura do texto destaca que a descida ao Egito não é apenas uma decisão humana, mas um movimento conduzido por Deus. A autoapresentação divina em 46:3, “Eu sou Deus, o Deus de teu pai”, retoma a linha da aliança abraâmica e isaquiana, garantindo que a transição geográfica não rompe a continuidade da promessa. O conteúdo da revelação possui três eixos: (1) exortação contra o medo; (2) promessa de multiplicação (“ali te farei uma grande nação”); e (3) garantia de presença e retorno (“eu descerei contigo… certamente te farei tornar a subir”). A expressão “tornar a subir” se cumpre de forma corporativa na geração seguinte, no Êxodo, e não apenas no corpo individual de Jacó, cuja morte ocorrerá no Egito, embora seus restos sejam levados de volta a Canaã. Isso mostra a tensão entre a biografia pessoal de Jacó e a história coletiva de Israel. A genealogia (46:8-25) é organizada segundo as esposas de Jacó e suas servas: Lia, Zilpa, Raquel e Bila. Tal arranjo ressalta as origens das futuras tribos de Israel, com destaque para as matriarcas. O autor faz observações internas, como a morte de Er e Onã em Canaã (46:12), apontando continuidade com narrativas anteriores. Há um interesse numérico e teológico: o texto estabelece que “todas as almas da casa de Jacó, que vieram ao Egito, eram setenta” (46:27), ainda que a forma de contar (se inclui ou não certas mulheres, por exemplo) seja um tema de discussão entre estudiosos. O número setenta, comum no mundo bíblico, aparece também em outras passagens ligadas a nações e povos (por exemplo, a tabela das nações em Gênesis 10, tradicionalmente associada a setenta nações). Aqui, sugere completude da família inicial de Israel. Além disso, os versículos 26-27 fazem um resumo técnico: 66 que saíram dos “lombos” de Jacó, mais dois filhos de José no Egito, somando setenta com o próprio Jacó, dependendo da forma de conta considerada. A narrativa do reencontro em Gósen (46:28-30) contrasta com o tom quase burocrático da lista de nomes. O envio de Judá à frente indica a crescente liderança dessa tribo, que será importante para o restante da história bíblica. O abraço e o choro prolongados de José e Israel trazem à tona a dimensão humana da história da salvação. No final (46:31-34), aparece o caráter estratégico de José. Ele conhece a cultura egípcia e antecipa a reação de Faraó. O comentário de que “todo o pastor de ovelhas é abominação aos egípcios” explica por que a família será instalada em Gósen, região adequada para rebanhos e ao mesmo tempo um tanto apartada do centro da cultura egípcia. Assim, o texto mostra que Deus utiliza tanto intervenções diretas (visão a Jacó) quanto habilidades humanas (gestão política de José) na condução de sua história com Israel.

Life
Vida

Gênesis 46 oferece uma espécie de mapa para tempos de mudança, decisões familiares e convivência com culturas diferentes. Jacó está prestes a sair de sua terra em idade avançada. O que ele faz primeiro? Para em Berseba, lugar de memória espiritual, para prestar culto e ouvir a Deus. Na prática, isso mostra um princípio valioso: grandes decisões não são tomadas apenas com cálculo humano, mas com espaço para buscar direção, lembrar o que Deus já fez e escutar com calma. Quando Deus fala com Jacó, não muda a situação externa (a fome continua, a ida ao Egito ainda é necessária), mas muda a forma como ele entra nessa situação: sem pânico, com promessa. Em termos de vida diária, isso se traduz em atravessar mudanças com um senso de propósito e de companhia divina, em vez de agir apenas por impulso ou medo. A organização da família também chama atenção. O texto mostra filhos, netos, bens, gado, tudo sendo levado com planejamento. Não é uma fuga caótica; é uma transição organizada. Aplicado ao cotidiano, inspira cuidar dos detalhes práticos em mudanças: comunicar bem, preparar finanças, pensar em moradia, trabalho, rotina, sem separar isso da confiança em Deus. O reencontro entre Jacó e José revela a possibilidade de restauração de vínculos marcados por anos de distância. Não há discurso pronto, há choro e reconhecimento da realidade: “já tenho visto o teu rosto, que ainda vives”. Em relacionamentos quebrados, esse trecho lembra que, em alguns casos, a reconciliação verdadeira passa por abrir espaço para emoções, reconhecer perdas e valorizar o simples fato de estar vivo e presente, sem tentar apagar a história. A atitude de José diante de Faraó é um exemplo de sabedoria no trabalho e na vida pública. Ele não expõe a família de modo imprudente, mas antecipa o que será perguntado, orienta os irmãos sobre como responder e pensa na melhor condição para todos: Gósen, um lugar adequado ao tipo de trabalho que exercem. Isso mostra que fé não exclui planejamento, leitura da cultura, nem cuidado com a identidade da família. Em ambientes de trabalho ou estudo que têm valores diferentes, o exemplo de José inspira a encontrar formas de se adaptar sem perder princípios essenciais. Por fim, a separação em Gósen lembra a importância de limites saudáveis. Israel não se isola totalmente, mas também não se mistura a ponto de perder quem é. Na vida prática, isso se traduz em aprender a conviver com diferentes estilos de vida, mantendo convicções, rotinas saudáveis e práticas de fé que sustentam a identidade, especialmente em contextos que não compartilham os mesmos valores.

Soul
Alma

Gênesis 46 é um capítulo de travessia espiritual. Jacó está no limiar entre o conhecido e o desconhecido. Em Berseba, ele encontra um Deus que se apresenta não como uma novidade, mas como continuidade: “Eu sou Deus, o Deus de teu pai”. Essa apresentação ecoa a ideia de um Deus que sustenta gerações, não apenas momentos isolados. A fé madura aprende a enxergar a própria vida como parte de uma história maior do que o próprio tempo, onde Deus permanece o mesmo. Ao dizer “não temas descer ao Egito”, Deus sinaliza que sua presença acompanha o povo também nos lugares que não parecem espiritualmente ideais. O Egito, que se tornará mais tarde símbolo de opressão, aqui é ao mesmo tempo refúgio e escola. Espiritualmente, isso lembra que há fases em que Deus conduz por caminhos que não parecem, à primeira vista, coerentes com as expectativas: sair da terra prometida para crescer em terra estranha. A obediência se torna menos uma questão de geografia física e mais de confiança na voz que guia. A promessa de que Deus “desceria” com Jacó e “o faria subir” aponta para um padrão bíblico profundo: descer e subir, morte e vida, exílio e retorno. O povo de Israel viverá esse movimento no Êxodo; a fé cristã o verá de forma plena na morte e ressurreição de Cristo. Gênesis 46 antecipa esse ritmo espiritual em que o caminho de Deus passa por vales e cativeiros, mas não termina neles. A genealogia, com seus muitos nomes, convida a uma visão mais ampla de vocação e propósito. Cada pessoa mencionada participa, ainda que silenciosamente, da formação do povo por meio do qual Deus se revelará ao mundo. Nem todos terão histórias detalhadas, mas todos estão dentro da história de Deus. Espiritualmente, isso fala sobre valorizar o lugar anônimo de muitos fiéis que, mesmo sem destaque, compõem o corpo do povo de Deus ao longo do tempo. O reencontro de Jacó e José é um vislumbre de restauração escatológica: aquilo que parecia definitivamente perdido é reencontrado; um pai que vivia como se o filho estivesse morto finalmente o vê vivo. A frase de Jacó, desejando morrer tranquilo após ver o rosto de José vivo, antecipa, em miniatura, a plenitude de quem encontra a vida onde esperava apenas morte. É uma pequena parábola de esperança eterna: Deus é capaz de virar histórias que pareciam encerradas. Por fim, a instalação em Gósen, um lugar de certo isolamento dentro do Egito, pode ser lida espiritualmente como um chamado a viver “no mundo, mas não do mundo”. Israel será formado ali, mantendo uma identidade diferente em meio a uma cultura poderosa e sedutora. A vida espiritual, em qualquer época, caminha nessa tensão: estar presente na história, trabalhar, plantar, viver, e ao mesmo tempo guardar um coração alinhado com Deus, esperando o tempo em que Ele completará o movimento de descida e subida, conduzindo seu povo da peregrinação à plenitude definitiva.

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Versículos em Gênesis 11

Gênesis 11:2

" E agora te declararei a verdade: Eis que ainda três reis estarão na Pérsia, e o quarto acumulará grandes riquezas, mais do que todos; e, tornando-se forte, por suas riquezas, suscitará a todos contra o reino da Grécia. "

Gênesis 11:4

" Mas, estando ele em pé, o seu reino será quebrado, e será repartido para os quatro ventos do céu; mas não para a sua posteridade, nem tampouco segundo o seu domínio com que reinou, porque o seu reino será arrancado, e passará a outros que não eles. "

Gênesis 11:5

" E será forte o rei do sul; mas um dos seus príncipes será mais forte do que ele, e reinará poderosamente; seu domínio será grande. "

Gênesis 11:6

" Mas, ao fim de alguns anos, eles se aliarão; e a filha do rei do sul virá ao rei do norte para fazer um tratado; mas ela não reterá a força do seu braço; nem ele persistirá, nem o seu braço, porque ela será entregue, e os que a tiverem trazido, e seu pai, e o que a fortalecia naqueles tempos. "

Gênesis 11:7

" Mas de um renovo das raízes dela um se levantará em seu lugar, e virá com o exército, e entrará na fortaleza do rei do norte, e operará contra eles, e prevalecerá. "

Gênesis 11:8

" Também os seus deuses com as suas imagens de fundição, com os seus objetos preciosos de prata e ouro, levará cativos para o Egito; e por alguns anos ele persistirá contra o rei do norte. "

Gênesis 11:10

" Mas seus filhos intervirão e reunirão uma multidão de grandes forças; e virá apressadamente e inundará, e passará adiante; e, voltando levará a guerra até a sua fortaleza. "

Gênesis 11:11

" Então o rei do sul se exasperará, e sairá, e pelejará contra ele, contra o rei do norte; este porá em campo grande multidão, e aquela multidão será entregue na sua mão. "

Gênesis 11:12

" A multidão será tirada e o seu coração se elevará; mas ainda que derrubará muitos milhares, contudo não prevalecerá. "

Gênesis 11:13

" Porque o rei do norte tornará, e porá em campo uma multidão maior do que a primeira, e ao fim dos tempos, isto é, de anos, virá à pressa com grande exército e com muitas riquezas. "

Gênesis 11:14

" E, naqueles tempos, muitos se levantarão contra o rei do sul; e os violentos dentre o teu povo se levantarão para cumprir a visão, mas eles cairão. "

Gênesis 11:15

" E o rei do norte virá, e levantará baluartes, e tomará a cidade forte; e os braços do sul não poderão resistir, nem o seu povo escolhido, pois não haverá força para resistir. "

Gênesis 11:16

" O que, pois, há de vir contra ele fará segundo a sua vontade, e ninguém poderá resistir diante dele; e estará na terra gloriosa, e por sua mão haverá destruição. "

Gênesis 11:17

" E dirigirá o seu rosto, para vir com a potência de todo o seu reino, e com ele os retos, assim ele fará; e lhe dará uma filha das mulheres, para corrompê-la; ela, porém, não subsistirá, nem será para ele. "

Gênesis 11:18

" Depois virará o seu rosto para as ilhas, e tomará muitas; mas um príncipe fará cessar o seu opróbrio contra ele, e ainda fará recair sobre ele o seu opróbrio. "

Gênesis 11:19

" Virará então o seu rosto para as fortalezas da sua própria terra, mas tropeçará, e cairá, e não será achado. "

Gênesis 11:20

" E em seu lugar se levantará quem fará passar um arrecadador pela glória do reino; mas em poucos dias será quebrantado, e isto sem ira e sem batalha. "

Gênesis 11:21

" Depois se levantará em seu lugar um homem vil, ao qual não tinham dado a dignidade real; mas ele virá caladamente, e tomará o reino com engano. "

Gênesis 11:22

" E com os braços de uma inundação serão varridos de diante dele; e serão quebrantados, como também o príncipe da aliança. "

Gênesis 11:24

" Virá também caladamente aos lugares mais férteis da província, e fará o que nunca fizeram seus pais, nem os pais de seus pais; repartirá entre eles a presa e os despojos, e os bens, e formará os seus projetos contra as fortalezas, mas por certo tempo. "

Gênesis 11:25

" E suscitará a sua força e a sua coragem contra o rei do sul com um grande exército; e o rei do sul se envolverá na guerra com um grande e mui poderoso exército; mas não subsistirá, porque maquinarão projetos contra ele. "

Gênesis 11:27

" Também estes dois reis terão o coração atento para fazerem o mal, e a uma mesma mesa falarão a mentira; mas isso não prosperará, porque ainda verá o fim no tempo determinado. "

Gênesis 11:28

" Então tornará para a sua terra com muitos bens, e o seu coração será contra a santa aliança; e fará o que lhe aprouver, e tornará para a sua terra. "

Gênesis 11:30

" Porque virão contra ele navios de Quitim, que lhe causarão tristeza; e voltará, e se indignará contra a santa aliança, e fará o que lhe aprouver; voltará e atenderá aos que tiverem abandonado a santa aliança. "

Gênesis 11:31

" E braços serão colocados sobre ele, que profanarão o santuário e a fortaleza, e tirarão o sacrifício contínuo, estabelecendo abominação desoladora. "

Gênesis 11:32

" E aos violadores da aliança ele com lisonjas perverterá, mas o povo que conhece ao seu Deus se tornará forte e fará proezas. "

Daniel 11:32 mostra que, mesmo em meio a engano, corrupção e pressão para abandonar a fé, quem realmente conhece a Deus recebe forças para permanecer …

Ler análise completa

Gênesis 11:33

" E os entendidos entre o povo ensinarão a muitos; todavia cairão pela espada, e pelo fogo, e pelo cativeiro, e pelo roubo, por muitos dias. "

Gênesis 11:35

" E alguns dos entendidos cairão, para serem provados, purificados, e embranquecidos, até ao fim do tempo, porque será ainda para o tempo determinado. "

Gênesis 11:36

" E este rei fará conforme a sua vontade, e levantar-se-á, e engrandecer-se-á sobre todo deus; e contra o Deus dos deuses falará coisas espantosas, e será próspero, até que a ira se complete; porque aquilo que está determinado será feito. "

Gênesis 11:37

" E não terá respeito ao Deus de seus pais, nem terá respeito ao amor das mulheres, nem a deus algum, porque sobre tudo se engrandecerá. "

Gênesis 11:38

" Mas em seu lugar honrará a um deus das forças; e a um deus a quem seus pais não conheceram honrará com ouro, e com prata, e com pedras preciosas, e com coisas agradáveis. "

Gênesis 11:39

" Com o auxílio de um deus estranho agirá contra as poderosas fortalezas; aos que o reconhecerem multiplicará a honra, e os fará reinar sobre muitos, e repartirá a terra por preço. "

Gênesis 11:40

" E, no fim do tempo, o rei do sul lutará com ele, e o rei do norte se levantará contra ele com carros, e com cavaleiros, e com muitos navios; e entrará nas suas terras e as inundará, e passará. "

Gênesis 11:41

" E entrará na terra gloriosa, e muitos países cairão, mas da sua mão escaparão estes: Edom e Moabe, e os chefes dos filhos de Amom. "

Gênesis 11:43

" E apoderar-se-á dos tesouros de ouro e de prata e de todas as coisas preciosas do Egito; e os líbios e os etíopes o seguirão. "

Gênesis 11:45

" E armará as tendas do seu palácio entre o mar grande e o monte santo e glorioso; mas chegará ao seu fim, e não haverá quem o socorra. "

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