Êxodo 2:1
" Tocai a trombeta em Sião, e clamai em alta voz no meu santo monte; tremam todos os moradores da terra, porque o dia do SENHOR vem, já está perto; "
Entenda os temas principais e aplique Êxodo 2 na sua vida hoje
32 versiculos | Almeida Corrigida Fiel
Todo primogênito, humano ou animal, é declarado propriedade do Senhor. Alguns animais deveriam ser resgatados mediante sacrifício substitutivo e todos os primogênitos humanos seriam resgatados. Esse princípio marca que a vida pertence a Deus e lembra o livramento na última praga do Egito.
A festa dos pães ázimos, celebrada por sete dias, é um memorial permanente da saída da casa da servidão. O povo não deveria comer pão levedado nem ter fermento em suas casas, como sinal concreto da pressa do êxodo e da separação da antiga vida de escravidão.
Os rituais instituídos por Deus vinham acompanhados de instrução. Quando os filhos perguntassem sobre o significado desses costumes, os pais deveriam contar a história da libertação com simplicidade e clareza, conectando o símbolo ao agir de Deus na história.
Deus não leva o povo pelo caminho mais curto, pela terra dos filisteus, para evitar que desanimem ao ver a guerra e desejem voltar ao Egito. Em vez disso, os conduz pelo deserto, mostrando que Ele considera a fragilidade do povo e escolhe o melhor caminho, ainda que pareça mais longo.
A coluna de nuvem de dia e a coluna de fogo à noite simbolizam a presença ativa de Deus à frente do povo, guiando, iluminando e protegendo. Essa presença não se afasta do povo, seja de dia ou de noite.
Ao levar os ossos de José, Israel reconhece que Deus está cumprindo o que havia sido prometido há gerações. A saída do Egito não é um evento isolado, mas parte de uma história longa de promessas e fidelidade divina.
Versiculos-chave: 19
Êxodo 13 se insere imediatamente após a Páscoa e a décima praga, quando os primogênitos egípcios morreram e Faraó finalmente permitiu a saída de Israel. O povo está deixando o Egito em direção à terra prometida a Abraão, Isaque e Jacó, descrita como terra que mana leite e mel. No mundo antigo, os primogênitos tinham importância especial: representavam força, herança e continuidade da família. Ao exigir a consagração dos primogênitos, Deus afirma seu direito sobre o povo que libertou. A instituição dos pães ázimos lembra que os hebreus saíram às pressas, sem tempo para fermentar o pão. A rota mencionada contrasta a “caminho da terra dos filisteus” — uma via costeira mais curta e militarizada — com a rota pelo deserto rumo ao mar Vermelho, escolhida por Deus para poupar o povo recém-liberto do choque imediato com a guerra. Levar os ossos de José cumpre o juramento de Gênesis, onde José pediu que seus restos mortais fossem trasladados quando Deus tirasse Israel do Egito, mostrando a continuidade da fé ao longo das gerações.
O capítulo pode ser organizado em três grandes blocos:
1) Ordem de consagrar os primogênitos e resumo da saída (13:1-4) - Deus fala a Moisés e ordena a santificação de todo primogênito. - Moisés relembra ao povo o dia da saída do Egito e a proibição de pão levedado.
2) Instituição da festa dos pães ázimos e explicação geracional (13:5-16) - Projeção da celebração para quando entrarem na terra prometida. - Detalhes da observância: sete dias de pães ázimos, ausência total de fermento. - Instrução explícita para ensinar aos filhos o sentido do rito. - Regulamento sobre separação e resgate dos primogênitos humanos e animais. - Repetição da ideia de “sinal sobre tua mão e por lembrança entre teus olhos”, reforçando a função memorial.
3) Início da jornada e direção divina (13:17-22) - Descrição da rota escolhida por Deus, evitando a via dos filisteus. - Menção à saída do Egito com o povo armado. - Destaque para o transporte dos ossos de José. - Relato da presença de Deus em coluna de nuvem e de fogo, dia e noite, sem interrupção.
O texto alterna mandamentos e narrativa, unindo instrução cúltica, memória histórica e relato da condução divina.
Êxodo 13 aprofunda o significado espiritual da libertação do Egito. A consagração dos primogênitos declara que tudo que tem início e força entre o povo pertence a Deus. Os primogênitos israelitas foram poupados pela ação do Senhor na Páscoa, e a resposta adequada é reconhecê-lo como dono da vida. O princípio do resgate com um cordeiro aponta para a ideia de substituição: algo inocente morre para que o outro viva.
A festa dos pães ázimos mostra que a salvação não é apenas um evento a ser esquecido, mas uma memória a ser celebrada continuamente. O afastamento do fermento simboliza rompimento com a antiga realidade de escravidão e impureza. A fé bíblica é moldada pela lembrança comunitária dos atos de Deus na história, não só por experiências individuais.
O cuidado de Deus com a rota do povo revela um Senhor que considera a fragilidade humana: Ele evita que Israel enfrente imediatamente a guerra, para que não deseje voltar à escravidão. A direção divina não é apenas poderosa, mas também pastoral. A presença na coluna de nuvem e de fogo mostra um Deus que não apenas liberta e dá ordens, mas caminha à frente, guiando de modo visível e contínuo.
Levar os ossos de José conecta a saída do Egito às promessas feitas aos patriarcas. Deus se mostra fiel numa perspectiva de gerações, mantendo sua palavra ao longo do tempo. Assim, Êxodo 13 reforça que a identidade de Israel é marcada pela pertença a Deus, pela memória da libertação, pela transmissão da fé e pela condução constante do Senhor.
Lido em chave terapêutica, Êxodo 13 toca em temas de pertença, memória e condução segura em meio à mudança. A consagração dos primogênitos fala da necessidade de reconhecer uma origem e um sentido maior para a própria vida, algo que pode trazer segurança interior em contextos de instabilidade ou perda. O foco na memória da libertação mostra o valor de revisitar experiências de cuidado e livramento, não para viver do passado, mas para fortalecer a identidade presente.
A ordem de explicar aos filhos o significado dos ritos ressalta a importância de narrativas familiares claras. Histórias bem contadas sobre o que foi vivido, sobre sofrimentos e livramentos, ajudam a organizar a memória emocional das pessoas e a evitar confusão ou silêncios pesados entre gerações.
A decisão de Deus de não levar o povo pelo caminho mais curto, para que não se assuste com a guerra, ressoa com processos terapêuticos em que o ritmo precisa respeitar limites reais. Nem toda mudança pode ser feita no trajeto mais rápido; caminhos mais longos podem ser mais seguros para um coração fragilizado. A imagem da coluna de nuvem e de fogo sugere uma presença que acompanha, dia e noite, trazendo a ideia de que não se caminha sozinho em períodos de transição e incerteza.
Assim, o capítulo oferece imagens úteis para quem enfrenta recomeços, lutos, ou a saída de situações opressoras, mostrando um Deus que lembra, guia com cuidado e não abandona no meio do caminho.
Determinadas leituras de Êxodo 13 podem gerar desconforto ou gatilhos em pessoas sensíveis a temas de violência, morte ou autoridade religiosa.
1) Morte dos primogênitos egípcios (v.15): A referência ao juízo sobre os primogênitos pode ser difícil para quem passou por luto, perda de filhos ou traumas envolvendo morte infantil. Uma leitura sensível reconhece a dor evocada por essa imagem, evita justificativas simplistas e ressalta que o texto descreve um momento específico de julgamento divino na história, não uma regra para a vida cotidiana.
2) Sacrifícios e resgate com morte de animais (v.13, 15): Menções a cortar a cabeça da jumenta ou sacrificar primogênitos animais podem gerar repulsa ou sensação de crueldade. É importante lembrar que se trata de práticas de um contexto antigo, com outro sistema de culto, e não de prescrições para hoje.
3) Linguagem de posse absoluta de Deus sobre primogênitos (v.2, 12): Pessoas que sofreram abuso espiritual, controle religioso ou manipulação familiar podem se sentir ameaçadas com a ideia de pertença total. Uma abordagem cuidadosa esclarece que o foco do texto é a gratidão a Deus pelo livramento e não a legitimação de controle humano sobre outros.
4) Percepção de um Deus que evita a guerra, mas conduz ao deserto (v.17-18): Alguém em sofrimento pode interpretar o deserto apenas como punição ou abandono. É importante destacar que, no texto, o deserto é também lugar de cuidado e formação, e que a escolha do caminho mais longo visa proteção, não castigo.
Em contextos de acompanhamento emocional ou pastoral, esse capítulo precisa ser trabalhado com espaço para lamentar, fazer perguntas difíceis e acolher a tensão entre juízo, misericórdia e processo de cura.
Êxodo 13 inspira práticas concretas para a vida diária.
1) Cultivar memoriais saudáveis: Assim como Israel recebeu a ordem de celebrar a saída do Egito todos os anos, comunidades e famílias podem criar momentos simples para lembrar livramentos, provisões e recomeços. Datas de libertação de vícios, curas, reconciliações podem ser marcadas com agradecimento e partilha de histórias.
2) Contar a história às novas gerações: O capítulo mostra pais explicando aos filhos o sentido das práticas. Na prática, isso encoraja conversas em casa sobre fé, decisões, acertos e erros, sem esconder o passado, mas interpretando-o à luz do cuidado de Deus. Isso fortalece identidade e valores.
3) Reconhecer o que pertence a Deus: A consagração dos primogênitos lembra que a vida, a força e os primeiros frutos pertencem ao Senhor. Hoje, isso pode se expressar em dedicar a Ele o início de projetos, trabalho, relacionamentos e recursos, com atitudes de gratidão, generosidade e compromisso ético.
4) Aceitar caminhos mais longos, porém mais seguros: Deus não levou o povo pela rota mais curta. Em decisões práticas, isso sugere a sabedoria de respeitar processos: buscar ajuda para mudar hábitos enraizados, estabelecer passos realistas em vez de atalhos arriscados, não forçar mudanças para as quais ainda não há maturidade.
5) Viver atento à presença de Deus na rotina: A coluna de nuvem e de fogo era um lembrete constante de que o Senhor ia à frente. Hoje, isso inspira a buscar sensibilidade à direção de Deus por meio da Escritura, oração, conselho sábio e comunidade de fé, percebendo que a presença divina não se limita a momentos religiosos, mas acompanha o dia e a noite.
6) Honrar compromissos antigos: Levar os ossos de José mostra respeito a promessas feitas no passado. Na prática, esse princípio encoraja o cumprimento de compromissos assumidos, a honra à história familiar e comunitária e o cuidado em não abandonar pactos sérios apenas por conveniência.
Em Êxodo 13, todo primogênito, tanto de homens quanto de animais, é declarado pertencente a Deus. Isso está ligado à última praga no Egito, quando os primogênitos egípcios morreram, mas os de Israel foram poupados. Consagrar o primogênito é reconhecer que a vida deles foi preservada por Deus e que tudo o que é primeiro e mais valioso na comunidade pertence ao Senhor. Alguns animais eram oferecidos, outros resgatados por meio de sacrifício substitutivo, e os primogênitos humanos eram sempre resgatados, não sacrificados.
A festa dos pães ázimos é enfatizada porque funciona como um memorial permanente da saída do Egito. Comer pão sem fermento por sete dias e remover todo fermento das casas fazia o povo reviver, ano após ano, a pressa com que saiu da escravidão e a separação da antiga vida. Era um modo concreto de manter viva a memória do que Deus fez, envolvendo toda a família e gerando oportunidade para ensinamento às novas gerações.
O texto diz que Deus não levou o povo pelo caminho mais perto, pela terra dos filisteus, porque temeu que, vendo a guerra, eles se arrependessem e quisessem voltar ao Egito. Isso mostra a consideração divina pela fragilidade do povo recém-liberto. A rota mais curta era também mais perigosa, com presença militar. Deus escolhe o caminho do deserto, mais longo, mas mais adequado ao estágio emocional e espiritual de Israel naquele momento.
Levar os ossos de José cumpre um juramento antigo: José havia pedido aos filhos de Israel que o levassem quando Deus os tirasse do Egito. Isso mostra que a saída do Egito não é um evento isolado, mas o cumprimento de uma promessa feita gerações antes. A atitude revela respeito pela memória dos antepassados e fé na fidelidade de Deus, que visita seu povo como havia sido anunciado.
A coluna de nuvem, de dia, e a coluna de fogo, à noite, representam a presença e a direção de Deus junto ao povo. Elas guiavam o caminho, iluminavam, protegiam e eram sinal visível de que o Senhor ia à frente, tanto de dia quanto de noite. O fato de essas colunas nunca se afastarem do povo reforça a ideia de cuidado constante de Deus durante a jornada pelo deserto.
Êxodo 13 respira cuidado em meio a uma grande mudança. O povo acabou de sair da casa da servidão e ainda carrega marcas profundas da escravidão. E, logo no início da caminhada, Deus se apresenta não só como libertador, mas como alguém que quer estar perto, lembrar e ser lembrado. Os mandamentos sobre primogênitos e pães ázimos podem soar rígidos à primeira vista, mas o tom do capítulo é o de um Deus que não quer que a dor do passado e o livramento recebido se percam no esquecimento. Ele sabe como o coração humano esquece rápido, ainda mais quando atravessa cansaço e insegurança. Por isso transforma memória em gesto, história em celebração, dor antiga em oportunidade de gratidão. Há também uma sensibilidade profunda quando Deus escolhe o caminho. O trajeto mais curto é evitado para que o povo não se assuste com a guerra. É como se o Senhor dissesse: “Eu sei do que vocês dão conta agora”. Em vez de expor Israel a um choque que talvez não suportasse, Ele os conduz por um caminho aparentemente mais árido, porém mais seguro ao coração. O deserto não é abandono; é rota protegida para quem ainda está se recompondo. A imagem da coluna de nuvem e de fogo fala forte ao coração cansado. Israel não precisa caminhar tateando no escuro: há um sinal visível, constante, que não se afasta. De dia, a nuvem protege e guia; de noite, o fogo ilumina. O povo pode descansar sabendo que, na claridade ou na escuridão, Deus está à frente. O capítulo retrata um Senhor que não apenas pede memória, mas oferece presença. Em meio a lutos, ansiedades e recomeços, essa presença que não se retira é um consolo silencioso, mas firme.
Êxodo 13 aprofunda, em linguagem normativa e narrativa, a teologia do êxodo. A abertura com a consagração dos primogênitos (v.1-2) faz ponte direta com o episódio da décima praga, em que os primogênitos egípcios morrem e os israelitas são poupados. A lógica básica é: o que foi poupado agora pertence, de forma especial, ao Deus que salvou. A seção sobre pães ázimos (v.3-10) consolida a relação entre rito e memória. O texto associa claramente a proibição do pão levedado à saída rápida do Egito, e usa termos como “lembrança” e “sinal” (v.9-10). A linguagem de “sinal sobre tua mão” e “entre teus olhos” antecipa, em certa medida, tradições posteriores de uso de filactérios, mas aqui já indica que a lei deve estar integrada à ação (mão) e à percepção (olhos). Os versículos 11-16 expandem o tema do primogênito, introduzindo a categoria de resgate. Animais considerados impuros para sacrifício, como a jumenta, não podiam ser oferecidos diretamente, por isso eram resgatados por um cordeiro ou mortos. Já os primogênitos humanos eram todos resgatados, não sacrificados. Esse arranjo preserva a santidade de Deus e a sacralidade da vida humana, ao mesmo tempo em que reforça que tudo o que abre a madre tem uma relação especial com o Senhor. Outro destaque importante é a pedagogia explícita: os filhos perguntarão “Que é isto?” (v.14), e a resposta deve ser uma releitura teológica da história: Deus nos tirou com mão forte do Egito. O rito é estruturado para provocar questionamento e, assim, transmitir a fé. Na seção narrativa (v.17-22), a escolha da rota não é um detalhe geográfico apenas, mas um dado teológico: Deus leva em conta a possibilidade de o povo “arrepender-se” ao ver a guerra. A via dos filisteus era uma importante rota costeira, mais curta e militarmente estratégica. Deus prefere o caminho do deserto, menos direto, mas ajustado à condição espiritual de Israel. A menção dos ossos de José (v.19) liga o êxodo às promessas patriarcais, mostrando continuidade da aliança. Finalmente, a coluna de nuvem e de fogo (v.21-22) serve como teofania e como comprovação de que o Deus que ordena é também o Deus que conduz e permanece. O capítulo, portanto, articula lei, memória, pedagogia, geografia e presença divina de forma coerente, construindo a identidade de Israel como povo consagrado e guiado.
Êxodo 13 oferece princípios que se conectam muito com a vida prática. O primeiro é sobre o que vem primeiro na rotina: o primogênito simboliza o início, o mais precioso. Consagrá-lo a Deus lembra que o primeiro lugar do tempo, da energia e das decisões precisa ser alinhado com o Senhor. Na prática, é o cuidado com o que ocupa o centro da agenda, da mente e do coração. A festa dos pães ázimos mostra como hábitos e calendários ajudam a sustentar a fé. Deus não manda apenas lembrar “por dentro”; Ele orienta um ritmo anual, com ações concretas. No cotidiano, isso se traduz em criar rotinas que lembrem quem se é e a quem se pertence: práticas simples, repetidas, que mantêm viva a consciência de que não se vive mais na antiga “casa da servidão”. Outro ponto muito prático é a educação pelas perguntas. Deus prevê que os filhos vão questionar o sentido dos ritos e orienta respostas claras. Isso inspira uma comunicação aberta em casa: explicar decisões, contar por que certos valores são importantes, relacionar costumes a histórias reais de livramento e mudança. A escolha do caminho também traz um ensinamento direto: nem sempre a rota mais rápida é a mais sábia. Deus evita a terra dos filisteus para proteger o povo de um choque que não suportaria. Em termos de vida diária, isso aponta para respeitar processos: não atropelar mudanças profundas, buscar ajuda quando for preciso e escolher caminhos de transformação que sejam sustentáveis, mesmo que pareçam mais longos. Por fim, a imagem da coluna de nuvem e de fogo sugere que a vida é melhor vivida quando se busca direção antes de avançar. Israel só anda porque Deus vai à frente. De forma prática, trata-se de manter um hábito de discernimento: consultar a Palavra, ouvir conselhos sábios, avaliar passos com calma. Caminhos novos são menos assustadores quando se tem clareza de que não se está andando às cegas.
Êxodo 13 contempla a jornada espiritual como um êxodo contínuo: sair da escravidão, aprender a lembrar, consagrar o que é primeiro, caminhar guiado. Não é apenas uma mudança geográfica; é uma reorientação profunda de pertencimento e propósito. A consagração dos primogênitos expressa que a vida não é autônoma nem neutra: ela começa sob o sinal de Deus. Espiritualmente, esse princípio aponta para uma existência que se sabe resgatada e, por isso, entregue. A ideia de resgate com um cordeiro antecipa, em figura, a lógica de substituição e graça: alguém paga um preço para que outros vivam. A relação com Deus se constrói sobre esse reconhecimento de ter sido alcançado pela misericórdia. Os ritos da festa dos pães ázimos mostram que a espiritualidade bíblica é tecida pela memória. A fé não se sustenta apenas de sentimentos do momento, mas do retorno consciente às obras de Deus na história. O povo é chamado a lembrar, a cada ano, que pertence ao Deus que o tirou da casa da servidão. Essa lembrança não é nostálgica; é formadora de identidade, protegendo contra o desejo de voltar às antigas cadeias. O cuidado de Deus na escolha do caminho, evitando a guerra, fala de um Senhor que conduz o processo de santificação considerando a condição real de seu povo. Ele não exige maturidade instantânea, mas educa, prepara, fortalece aos poucos. O deserto, assim, torna-se lugar de encontro e formação, e não apenas cenário de provação. A vida espiritual se desenrola nesse espaço: afastado das seguranças falsas do Egito, mas ainda a caminho da plenitude prometida. A coluna de nuvem e de fogo é uma imagem densa da presença divina: transcendente e, ao mesmo tempo, próxima; misteriosa e, ainda assim, tão visível quanto uma nuvem e um fogo. Ela não se retira diante do povo. A jornada do Espírito é acompanhada por esse Deus que vai à frente, de dia e de noite, iluminando, guiando e testemunhando que a salvação não termina na saída do Egito, mas continua em cada passo dado rumo à terra da promessa eterna.
" Tocai a trombeta em Sião, e clamai em alta voz no meu santo monte; tremam todos os moradores da terra, porque o dia do SENHOR vem, já está perto; "
" Dia de trevas e de escuridão; dia de nuvens e densas trevas, como a alva espalhada sobre os montes; povo grande e poderoso, qual nunca houve desde o tempo antigo, nem depois dele haverá pelos anos adiante, de geração em geração. "
" Diante dele um fogo consome, e atrás dele uma chama abrasa; a terra diante dele é como o jardim do Éden, mas atrás dele um desolado deserto; sim, nada lhe escapará. "
" A sua aparência é como a de cavalos; e como cavaleiros assim correm. "
" Como o estrondo de carros, irão saltando sobre os cumes dos montes, como o ruído da chama de fogo que consome a pragana, como um povo poderoso, posto em ordem para o combate. "
" Diante dele temerão os povos; todos os rostos se tornarão enegrecidos. "
" Como valentes correrão, como homens de guerra subirão os muros; e marchará cada um no seu caminho e não se desviará da sua fileira. "
" Ninguém apertará a seu irmão; marchará cada um pelo seu caminho; sobre a mesma espada se arremessarão, e não serão feridos. "
" Irão pela cidade, correrão pelos muros, subirão às casas, entrarão pelas janelas como o ladrão. "
" Diante dele tremerá a terra, abalar-se-ão os céus; o sol e a lua se enegrecerão, e as estrelas retirarão o seu resplendor. "
" E o Senhor levantará a sua voz diante do seu exército; porque muitíssimo grande é o seu arraial; porque poderoso é, executando a sua palavra; porque o dia do Senhor é grande e mui terrível, e quem o poderá suportar? "
" Ainda assim, agora mesmo diz o Senhor: Convertei-vos a mim de todo o vosso coração; e isso com jejuns, e com choro, e com pranto. "
" E rasgai o vosso coração, e não as vossas vestes, e convertei-vos ao Senhor vosso Deus; porque ele é misericordioso, e compassivo, e tardio em irar-se, e grande em benignidade, e se arrepende do mal. "
" Quem sabe se não se voltará e se arrependerá, e deixará após si uma bênção, em oferta de alimentos e libação para o Senhor vosso Deus? "
" Tocai a trombeta em Sião, santificai um jejum, convocai uma assembléia solene. "
" Congregai o povo, santificai a congregação, ajuntai os anciãos, congregai as crianças, e os que mamam; saia o noivo da sua recâmara, e a noiva do seu aposento. "
" Chorem os sacerdotes, ministros do Senhor, entre o alpendre e o altar, e digam: Poupa a teu povo, ó Senhor, e não entregues a tua herança ao opróbrio, para que os gentios o dominem; por que diriam entre os povos: Onde está o seu Deus? "
" Então o Senhor se mostrou zeloso da sua terra, e compadeceu-se do seu povo. "
" E o Senhor, respondendo, disse ao seu povo: Eis que vos envio o trigo, e o mosto, e o azeite, e deles sereis fartos, e vos não entregarei mais ao opróbrio entre os gentios. "
" Mas removerei para longe de vós o exército do norte, e lançá-lo-ei em uma terra seca e deserta; a sua frente para o mar oriental, e a sua retaguarda para o mar ocidental; e subirá o seu mau cheiro, e subirá a sua podridão; porque fez grandes coisas. "
" Não temas, ó terra: regozija-te e alegra-te, porque o Senhor fez grandes coisas. "
Joel 2:21 significa que, mesmo depois de tempos de crise e destruição, Deus restaura e traz nova esperança. O chamado para não ter medo mostra …
Ler analise completa" Não temais, animais do campo, porque os pastos do deserto reverdecerão, porque o arvoredo dará o seu fruto, a vide e a figueira darão a sua força. "
" E vós, filhos de Sião, regozijai-vos e alegrai-vos no Senhor vosso Deus, porque ele vos dará em justa medida a chuva temporã; fará descer a chuva no primeiro mês, a temporã e a serôdia. "
" E as eiras se encherão de trigo, e os lagares trasbordarão de mosto e de azeite. "
" E restituir-vos-ei os anos que comeu o gafanhoto, a locusta, e o pulgão e a lagarta, o meu grande exército que enviei contra vós. "
Joel 2:25 fala da promessa de Deus de restaurar anos de perdas, consequências e fracassos. Mesmo depois de tempo desperdiçado com vícios, relacionamentos abusivos, escolhas …
Ler analise completa" E comereis abundantemente e vos fartareis, e louvareis o nome do Senhor vosso Deus, que procedeu para convosco maravilhosamente; e o meu povo nunca mais será envergonhado. "
" E vós sabereis que eu estou no meio de Israel, e que eu sou o Senhor vosso Deus, e que não há outro; e o meu povo nunca mais será envergonhado. "
" E há de ser que, depois derramarei o meu Espírito sobre toda a carne, e vossos filhos e vossas filhas profetizarão, os vossos velhos terão sonhos, os vossos jovens terão visões. "
" E também sobre os servos e sobre as servas naqueles dias derramarei o meu Espírito. "
" E mostrarei prodígios no céu, e na terra, sangue e fogo, e colunas de fumaça. "
" O sol se converterá em trevas, e a lua em sangue, antes que venha o grande e terrível dia do Senhor. "
" E há de ser que todo aquele que invocar o nome do Senhor será salvo; porque no monte Sião e em Jerusalém haverá livramento, assim como disse o Senhor, e entre os sobreviventes, aqueles que o Senhor chamar. "
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