1 Reis 16:1
" Então veio a palavra do SENHOR a Jeú, filho de Hanani, contra Baasa, dizendo: "
Entenda os temas principais e aplique 1 Reis 16 na sua vida hoje
34 versiculos | Almeida Corrigida Fiel
Baasa, Elá, Zinri, Onri e Acabe repetem o padrão de Jeroboão, fazendo Israel pecar com idolatria e “vaidades”. A palavra do Senhor, anunciada por Jeú, se cumpre em detalhes, mostrando que Deus não ignora o pecado, especialmente quando líderes arrastam o povo para longe dele.
Mesmo em meio a conspirações, assassinatos e disputas políticas, o texto enfatiza que a palavra de Deus se cumpre e que Ele continua governando sobre a sucessão de reis e o destino das nações.
Os reis são avaliados não por suas conquistas militares ou construções, mas por sua fidelidade a Deus. Todos “fazem o que é mau aos olhos do Senhor” e levam o povo a pecar, aumentando a culpa coletiva de Israel.
O texto mostra uma escalada: cada rei “pior do que os anteriores”. Com Acabe e Jezabel, o pecado deixa de ser apenas tolerância à idolatria e se torna promoção ativa do culto a Baal, com altares, templo e imagens.
A destruição da casa de Baasa cumpre a profecia de Jeú, e a morte dos filhos de Hiel ao reconstruir Jericó cumpre a antiga palavra anunciada por Josué. A fidelidade de Deus à sua palavra atravessa séculos.
1 Reis 16 se situa no período da monarquia dividida, quando o reino do norte (Israel) e o reino do sul (Judá) tinham reis distintos. Judá é governado por Asa, enquanto em Israel a instabilidade política se agrava. Baasa, que já havia exterminado a casa de Jeroboão, agora é alvo do mesmo tipo de juízo: sua dinastia é condenada pela palavra profética de Jeú, filho de Hanani.
Após Baasa, seu filho Elá reina apenas dois anos em Tirza, capital provisória de Israel. Nesse contexto de decadência moral, Zinri, um oficial de alto escalão (capitão de metade dos carros), conspira, mata Elá e assume o trono. Sua tentativa de consolidar o poder inclui exterminar toda a casa de Baasa, seguindo o padrão brutal da época para evitar rivais. Porém, o reinado de Zinri dura só sete dias: as tropas em campanha em Gibetom, cidade filisteia, proclamam Omri, comandante do exército, como rei. Omri marcha contra Tirza, e Zinri, cercado, se suicida incendiando o palácio.
Surge, então, uma guerra civil: parte do povo apoia Tibni, filho de Ginate, e outra parte segue Omri. Omri prevalece e reina ao todo doze anos, sendo seis em Tirza. Ele compra o monte de Semer e edifica Samaria, que se torna a nova capital do reino do norte – posição estratégica, com boa defesa e localização central, e que ainda será muito relevante na história bíblica e profética.
Omri é reconhecido fora da Bíblia como um rei poderoso (registros assírios mencionam a “Casa de Omri”), mas o relato bíblico o avalia espiritualmente: “fez pior do que todos” antes dele, seguindo o padrão de Jeroboão. Após Omri, seu filho Acabe reina 22 anos em Samaria. Ele se casa com Jezabel, princesa sidônia, filha de Etbaal, rei dos sidônios, o que traz forte influência fenícia e o estabelecimento oficial do culto a Baal em Israel, com construção de templo, altar e ídolo em Samaria. Esse contexto prepara o cenário para o ministério do profeta Elias, que confrontará diretamente a idolatria de Acabe.
O capítulo termina com a reconstrução de Jericó por Hiel de Betel, ao custo da vida de seus filhos Abirão e Segube, cumprindo a maldição anunciada séculos antes por Josué (Josué 6:26). Isso mostra que, mesmo em tempos de profunda infidelidade, a palavra do Senhor continua se cumprindo com precisão histórica.
1 Reis 16 é organizado como uma sequência de relatos reais curtos, seguindo um padrão típico dos livros de Reis: introdução do rei, resumo de seu reinado, avaliação espiritual e referência ao “livro das crônicas dos reis de Israel”. Porém, o capítulo também evidencia um crescendo literário em direção à figura de Acabe.
Esse arranjo literário enfatiza, de forma repetitiva e cumulativa, o padrão de infidelidade dos reis e o contraste entre o poder político aparente e a avaliação espiritual divina.
Teologicamente, 1 Reis 16 mostra a seriedade com que Deus trata a idolatria e a responsabilidade dos líderes que conduzem o povo. A repetição da avaliação “fez o que era mau aos olhos do Senhor” sublinha um critério teológico para julgar a história: não é a força militar ou as obras administrativas que importam, mas a fidelidade à aliança.
A palavra profética tem destaque. Jeú, filho de Hanani, aparece como porta-voz de Deus, lembrando que Baasa foi levantado “do pó” pelo próprio Senhor. Isso mostra que a autoridade dos reis vem de Deus, e que Ele tem o direito de julgá-los quando se afastam do propósito para o qual foram estabelecidos. A destruição da casa de Baasa, à semelhança da casa de Jeroboão, revela o princípio de que Deus não tolera por muito tempo lideranças que perpetuam a idolatria e a injustiça.
O texto também enfatiza a soberania de Deus em meio à aparente anarquia política. Conspirações, assassinatos e guerras civis não escapam ao controle divino; pelo contrário, são, de alguma forma misteriosa, integrados ao cumprimento dos seus juízos e promessas. O cumprimento da profecia de Josué na reconstrução de Jericó, muitos séculos depois, reforça a confiabilidade da palavra de Deus: Ele não esquece o que disse e vela por sua palavra.
Há ainda uma teologia da progressão do pecado. Jeroboão estabeleceu um padrão de culto distorcido; Baasa, Elá, Zinri e Omri o perpetuam. Acabe vai além, institucionalizando o culto a Baal e trazendo forte influência estrangeira por meio de Jezabel. A idolatria deixa de ser apenas acomodação sincrética e torna-se confrontação direta contra o Senhor. A expressão “vaidades” para se referir aos ídolos lembra que tudo aquilo que compete com Deus é vazio e incapaz de salvar.
Ao pano de fundo dessa decadência, 1 Reis 16 prepara teologicamente o cenário para a manifestação da graça e do poder de Deus através dos profetas, especialmente Elias. Quanto mais escura fica a situação espiritual, mais claro se torna o contraste com a fidelidade e a santidade do Senhor. O capítulo ensina que Deus julga o pecado, mas também que Ele continua falando, levantando profetas, cumprindo promessas e dirigindo a história rumo aos seus propósitos redentores.
1 Reis 16, embora seja um texto histórico e teológico, toca em temas que ecoam em experiências humanas profundas: caos, instabilidade, abuso de poder, consequências de escolhas e sensação de que as coisas estão fora de controle. A sucessão rápida de reis, as conspirações e a violência podem lembrar contextos familiares, profissionais ou sociais marcados por insegurança e medo.
Uma dimensão terapêutica importante desse capítulo é a afirmação de que, mesmo quando as estruturas humanas estão em colapso, Deus não se ausenta. A repetida referência à palavra do Senhor que se cumpre comunica a ideia de que há um eixo firme em meio ao caos. Para quem vive marcado por traumas de liderança abusiva, injustiça ou instabilidade, esse texto oferece uma visão de um Deus que vê, avalia e, no tempo certo, intervém.
O capítulo também ilumina a dinâmica da responsabilidade: decisões de liderança não afetam apenas o indivíduo, mas toda uma comunidade. Isso ajuda a compreender por que certas dores coletivas existem e como padrões destrutivos podem se perpetuar por gerações. Ao mesmo tempo, lembra que Deus não se conforma com esses ciclos e, em sua soberania, pode interrompê-los.
Por fim, a ideia de que a palavra de Deus permanece e se cumpre, mesmo quando tudo parece caminhar na direção oposta, pode oferecer consolo para corações cansados. A fidelidade de Deus, contrastada com a infidelidade humana, aponta para uma base segura para restaurar confiança, esperança e senso de propósito, mesmo ao olhar para histórias marcadas por perdas e rupturas.
1 Reis 16 contém elementos que podem ser gatilhos para algumas pessoas:
Leitores vulneráveis podem precisar de apoio pastoral ou psicológico ao lidar com essas passagens, de forma a compreender o contexto histórico e teológico, evitando interpretações que alimentem desespero, autoacusação indevida ou visão distorcida de Deus.
1 Reis 16 oferece aplicações práticas ligadas especialmente à liderança, escolhas espirituais e responsabilidade comunitária.
Liderança é responsabilidade diante de Deus Reis são avaliados não por conquistas, mas por fidelidade ao Senhor. Isso desafia qualquer tipo de liderança – em casa, no trabalho, na igreja – a ser medida mais pelo caráter e alinhamento com princípios de Deus do que por resultados externos.
Pecado repetido cria padrões e ambientes tóxicos A expressão “andou no caminho de Jeroboão” mostra como escolhas erradas de uma geração viram trilhas para as seguintes. O texto lembra a importância de discernir padrões familiares, culturais ou comunitários que afastam de Deus e precisam ser interrompidos com coragem e arrependimento.
O que se faz em particular também importa Elá é apresentado embriagando-se em casa de Arsa quando é assassinado. Isso sugere que negligência, permissividade e descontrole na vida privada acabam fragilizando a própria vida e a de outros. Há um chamado à sobriedade e vigilância, especialmente em posições de responsabilidade.
Não se deve combater caos com caos As conspirações de Zinri e a guerra civil que se segue mostram como respostas violentas e ambiciosas apenas aprofundam a desordem. Em contextos de conflito, a sabedoria bíblica aponta para caminhos de justiça, arrependimento e reconciliação, não de vingança e destruição.
Influências espirituais importam nas alianças O casamento de Acabe com Jezabel traz consigo o culto a Baal e uma cultura espiritual contrária ao Senhor. Isso destaca o peso das alianças – afetivas, sociais e espirituais – na formação de valores, práticas e prioridades.
A palavra de Deus é um referencial estável O cumprimento das profecias de Jeú e de Josué lembra que Deus é fiel ao que diz. Em tempos de instabilidade, voltar à Escritura como fonte de orientação, correção e consolo oferece uma âncora para decisões e atitudes concretas no dia a dia.
Baasa foi levantado por Deus “do pó” para reinar, mas, em vez de corrigir o pecado de Jeroboão, repetiu e reforçou o mesmo padrão de idolatria, levando Israel a pecar. Ele mesmo havia exterminado a casa de Jeroboão, mas depois se tornou semelhante a ela. A palavra do Senhor, por meio do profeta Jeú, decretou que sua casa teria o mesmo fim: seria eliminada, como forma de juízo contra sua infidelidade e como advertência para o povo.
Zinri era um oficial militar, capitão de metade dos carros de Israel. Ele conspirou contra Elá, filho de Baasa, aproveitando-se de um momento em que o rei estava embriagado. Matou Elá, tomou o trono e, para consolidar o poder, exterminou toda a casa de Baasa. Porém, o exército que estava em campanha ouviu falar do golpe e proclamou Omri como rei. Omri marchou contra Tirza, e, vendo-se cercado, Zinri se suicidou incendiando o palácio. Sua breve história mostra a fragilidade de poder construído sobre conspiração e violência.
Omri foi comandante do exército de Israel e, após a morte de Zinri, tornou-se rei após uma disputa com Tibni. Historicamente, ele foi um rei forte e fundador da capital Samaria, sendo lembrado em registros estrangeiros. No entanto, o texto bíblico o avalia espiritualmente: Omri “fez o que era mau aos olhos do Senhor” e “pior do que todos quantos foram antes dele”, porque manteve e aprofundou o caminho de Jeroboão, conduzindo o povo na idolatria e afastando Israel da fidelidade ao Senhor.
O casamento de Acabe com Jezabel, filha de Etbaal, rei dos sidônios, não foi apenas uma união política, mas trouxe forte influência religiosa estrangeira. Jezabel promove o culto a Baal, e Acabe passa a servir e adorar esse deus, construindo um templo e um altar em Samaria e fazendo um ídolo. Isso representa um avanço dramático da idolatria em Israel: o culto a Baal se torna oficial e central na vida do reino, o que irrita profundamente o Senhor e prepara o cenário para o confronto com os profetas, especialmente Elias.
Hiel, de Betel, reconstrói a cidade de Jericó em tempos de Acabe. Isso é narrado em conexão com o cumprimento de uma antiga palavra do Senhor, pronunciada por Josué, de que quem reedificasse Jericó o faria ao custo de seu primogênito e de seu filho mais novo (Josué 6:26). O texto indica que essa profecia se cumpriu literalmente na vida de Hiel, ressaltando que, apesar da infidelidade generalizada, a palavra de Deus permanece válida e eficaz ao longo dos séculos.
1 Reis 16 apresenta um cenário pesado: traições, mortes, idolatria, instabilidade. É uma história cheia de rupturas e perdas, onde parece que nada é seguro. Esse tipo de narrativa pode ressoar com experiências de quem viveu ou vive em ambientes marcados por caos, abuso de poder ou desrespeito. No meio disso, o texto mostra algo silencioso, mas muito importante: Deus não está indiferente. Sua palavra vem por meio do profeta Jeú, sua avaliação sobre cada rei é registrada, e Ele não se cala diante do mal. Isso revela um Deus que vê o que acontece nos bastidores, que não ignora injustiças e que se importa quando o povo é conduzido a caminhos de destruição. Há uma dor profunda no fato de que os líderes, que deveriam cuidar, são justamente aqueles que ferem e desviam. O capítulo dá nome a essa dor: são escolhas reais, com consequências, e Deus as leva a sério. Isso pode trazer certo alívio, porque mostra que o sofrimento causado por lideranças infiéis não é invisível aos olhos de Deus. Também chama a atenção que, mesmo quando tudo parece sair do controle humano, a palavra do Senhor permanece. Ela se cumpre com Baasa, com Jeroboão, e até em um detalhe distante, como a reconstrução de Jericó nos dias de Hiel. Há uma fidelidade constante de Deus atravessando toda essa confusão. Essa fidelidade pode ser um lugar de descanso para o coração: as circunstâncias podem ser violentas e instáveis, mas a voz e o caráter de Deus não mudam. Para quem carrega feridas por causa de decisões erradas de outras pessoas, esse capítulo lembra que Deus não se mistura com o abuso nem com a idolatria dos líderes. Ele continua sendo justo, presente e atento, mesmo quando o ambiente ao redor parece comprometido e hostil.
1 Reis 16 é um texto fundamental para entender a teologia da história em Reis. O narrador não é neutro: ele interpreta a sucessão de reinados à luz da aliança com o Senhor. Assim, a fórmula “fez o que era mau aos olhos do Senhor” é mais do que um juízo moral genérico; é uma avaliação pactuai, baseada em Deuteronômio e na exigência de exclusividade do culto a YHWH. O capítulo reforça a função do profeta como intérprete da realidade. O oráculo de Jeú contra Baasa (vv.1-4, 7) revela que a ascensão de Baasa foi, em si, uma ação divina (“te levantei do pó”), mas que a subsequente infidelidade do rei não é ignorada. O mesmo padrão se vê na referência à profecia de Josué sobre Jericó (v.34). A história é narrada como palco do cumprimento da palavra divina – seja para juízo, seja como confirmação da fidelidade de Deus. A sucessão rápida de reis – Baasa, Elá, Zinri, Omri, Acabe – ilustra a instabilidade política do reino do norte, mas o texto está mais preocupado com a instabilidade espiritual. O “caminho de Jeroboão” funciona como categoria teológica para descrever uma forma deformada de culto: aparentemente ligada ao Deus de Israel, mas em desacordo com sua revelação (bezerros, altares ilegítimos, sincretismo). Os reis seguintes não apenas seguem esse padrão, mas o intensificam. Omri é um caso interessante: fontes extrabíblicas o destacam como grande figura política, mas o narrador bíblico resume seu reinado em poucas linhas, enfatizando apenas sua maldade espiritual e a fundação de Samaria. Essa seleção de material evidencia o propósito teológico da obra: não se trata de uma historiografia exaustiva, mas de uma leitura da história à luz da relação com Deus. Com Acabe, o texto sinaliza uma virada. O superlativo (“mais do que todos os que foram antes dele”) e a descrição do casamento com Jezabel apontam para uma nova fase: a introdução massiva do culto a Baal, com estrutura religiosa própria (templo, altar, ídolo) em Samaria. Isso prepara literariamente o cenário para o surgimento de Elias e o grande conflito entre YHWH e Baal em 1 Reis 17–19. Teologicamente, o capítulo marca o aprofundamento do afastamento de Israel e o início de um confronto mais explícito entre lealdades espirituais no reino do norte.
1 Reis 16 retrata um mundo onde o poder é conquistado por intriga, violência e alianças pouco sábias. É um alerta sobre o tipo de valores que podem dominar ambientes de liderança, seja no governo, no trabalho ou até na família. Baasa, Elá, Zinri e Omri mostram como decisões egoístas e ambiciosas geram instabilidade em todos os níveis. Zinri, por exemplo, tenta resolver o problema do mau governo com um golpe ainda mais violento, e o resultado é um reinado de sete dias e um fim trágico. Isso ilustra como respostas precipitadas, baseadas apenas em força e oportunidade, podem criar mais destruição do que solução. Omri, por outro lado, tem habilidades administrativas: fortalece o reino, escolhe uma capital estratégica (Samaria) e consolida o poder. Ainda assim, o texto deixa claro que competência não compensa falta de caráter espiritual. Há um princípio prático aqui: resultados visíveis, sucesso externo e boa gestão não substituem integridade, especialmente quando se exerce influência sobre outros. O casamento de Acabe com Jezabel coloca em evidência a força das alianças. A união com alguém que traz outros valores e outra agenda espiritual redefine as prioridades do reino inteiro. A nível prático, isso lembra que relacionamentos – afetivos, profissionais, de parceria – podem fortalecer ou corroer a fidelidade a princípios saudáveis. A influência é real, e ignorar isso pode ter consequências profundas. O texto também sugere uma lição sobre sementes lançadas ao longo do tempo. O “caminho de Jeroboão” vira um padrão que outros simplesmente seguem, sem questionar. Na prática, hábitos, culturas de grupo e decisões estruturais tendem a se repetir até que alguém, conscientemente, interrompa o ciclo. Identificar padrões que se perpetuam em uma família, equipe ou comunidade e decidir não reproduzi-los é uma aplicação direta desse capítulo. Por fim, a reconstrução de Jericó mostra o risco de tratar a palavra de Deus como algo irrelevante para a vida prática. Hiel enfrenta consequências graves por ignorar um aviso antigo, mas claro. Isso aponta para a importância de considerar princípios bíblicos não como teoria religiosa distante, mas como orientações que evitam danos concretos no cotidiano.
Espiritualmente, 1 Reis 16 revela uma disputa de lealdades em escala nacional. Cada rei é um espelho da direção espiritual do povo. O “caminho de Jeroboão” não é apenas um erro litúrgico; é a escolha de substituir a centralidade de Deus por formas de culto mais convenientes, politicamente úteis ou culturalmente atraentes. Nesse sentido, o capítulo chama a atenção para o coração humano como um trono constantemente disputado. A idolatria de Israel se intensifica até culminar em Acabe e Jezabel, que institucionalizam o culto a Baal. O que era tolerado se torna norma oficial. Isso ilustra como pequenas concessões espirituais, ao longo do tempo, podem se consolidar em sistemas que afastam profundamente de Deus. Ao mesmo tempo, o texto deixa claro que Deus não abdica de seu lugar como Senhor da história. Ele levanta reis, derruba dinastias, envia profetas e cumpre sua palavra, ainda que o povo caminhe na direção contrária. A soberania divina não é anulada pela infidelidade humana. Isso oferece uma perspectiva de esperança: mesmo quando estruturas espirituais parecem dominadas por idolatria, Deus continua agindo, preparando respostas, levantando vozes e conduzindo a história a um propósito maior. A fidelidade de Deus à sua palavra – vista no juízo sobre Baasa e na maldição cumprida em Jericó – aponta para um traço central do caráter divino: Ele é digno de confiança. Em termos de formação espiritual, isso alimenta uma postura de reverência e seriedade diante da revelação de Deus, e, ao mesmo tempo, uma confiança profunda de que promessas de graça e restauração também são firmes. 1 Reis 16 também prepara o coração para compreender a necessidade de intervenção divina mais radical. A corrupção crescente no reino do norte aponta para o limite da autogestão humana. Em última análise, esse movimento de queda e juízo cria o pano de fundo para a obra redentora que, séculos depois, se manifestará plenamente em Cristo. Ele vem como Rei fiel, em contraste total com os reis infiéis de Israel, estabelecendo um reino em que justiça, verdade e adoração ao único Deus são restauradas de forma definitiva.
" Então veio a palavra do SENHOR a Jeú, filho de Hanani, contra Baasa, dizendo: "
" Porquanto te levantei do pó, e te pus por príncipe sobre o meu povo Israel, e tu tens andado no caminho de Jeroboão, e tens feito pecar a meu povo Israel, irritando-me com os seus pecados, "
" Eis que tirarei os descendentes de Baasa, e os descendentes da sua casa, e farei a tua casa como a casa de Jeroboão, filho de Nebate. "
" Quem morrer dos de Baasa, na cidade, os cães o comerão; e o que dele morrer no campo, as aves do céu o comerão. "
" Quanto ao mais dos atos de Baasa, e ao que fez, e ao seu poder, porventura não está escrito no livro das crônicas dos reis de Israel? "
" E Baasa dormiu com seus pais, e foi sepultado em Tirza; e Elá, seu filho, reinou em seu lugar. "
" Assim veio também a palavra do Senhor, pelo ministério do profeta Jeú, filho de Hanani, contra Baasa e contra a sua casa; e isso por todo o mal que fizera aos olhos do Senhor, irritando-o com a obra de suas mãos, para ser como a casa de Jeroboão; e porque o havia ferido. "
" No ano vinte e seis de Asa, rei de Judá, Elá, filho de Baasa, começou a reinar em Tirza sobre Israel; e reinou dois anos. "
" E Zinri, seu servo, capitão de metade dos carros, conspirou contra ele, estando ele em Tirza, bebendo e embriagando-se em casa de Arsa, mordomo em Tirza. "
" Entrou, pois, Zinri, e o feriu, e o matou, no ano vigésimo sétimo de Asa, rei de Judá; e reinou em seu lugar. "
" E sucedeu que, reinando ele, e estando assentado no seu trono, feriu a toda a casa de Baasa; não lhe deixou homem algum, nem a seus parentes, nem a seus amigos. "
" Assim destruiu Zinri toda a casa de Baasa, conforme à palavra do Senhor que, contra Baasa, ele falara pelo ministério do profeta Jeú, "
" Por todos os pecados de Baasa, e os pecados de Elá, seu filho, que cometeram, e com que fizeram pecar a Israel, irritando ao Senhor Deus de Israel com as suas vaidades. "
" Quanto ao mais dos atos de Elá, e a tudo quanto fez, não está escrito no livro das crônicas dos reis de Israel? "
" No ano vigésimo sétimo de Asa, rei de Judá, reinou Zinri sete dias em Tirza; e o povo estava acampado contra Gibetom, que era dos filisteus. "
" E o povo que estava acampado ouviu dizer: Zinri tem conspirado, e até matou o rei. Todo o Israel pois, no mesmo dia, no arraial, constituiu rei sobre Israel a Onri, capitão do exército. "
" E subiu Onri, e todo o Israel com ele, de Gibetom, e cercaram a Tirza. "
" E sucedeu que Zinri, vendo que a cidade era tomada, foi ao paço da casa do rei e queimou-a sobre si; e morreu, "
" Por causa dos pecados que cometera, fazendo o que era mau aos olhos do Senhor, andando no caminho de Jeroboão, e no pecado que ele cometera, fazendo Israel pecar. "
" Quanto ao mais dos atos de Zinri, e à conspiração que fez, porventura não está escrito no livro das crônicas dos reis de Israel? "
" Então o povo de Israel se dividiu em dois partidos: metade do povo seguia a Tibni, filho de Ginate, para o fazer rei, e a outra metade seguia a Onri. "
" Mas o povo que seguia a Onri foi mais forte do que o povo que seguia a Tibni, filho de Ginate; e Tibni morreu, e Onri reinou. "
" No ano trinta e um de Asa, rei de Judá, Onri começou a reinar sobre Israel, e reinou doze anos; e em Tirza reinou seis anos. "
" E de Semer comprou o monte de Samaria por dois talentos de prata, e edificou nele; e chamou a cidade que edificou Samaria, do nome de Semer, dono do monte. "
" E fez Onri o que era mau aos olhos do Senhor; e fez pior do que todos quantos foram antes dele. "
" E andou em todos os caminhos de Jeroboão, filho de Nebate, como também nos pecados com que ele tinha feito pecar a Israel, irritando ao Senhor Deus de Israel com as suas vaidades. "
" Quanto ao mais dos atos de Onri, ao que fez, e ao poder que manifestou, porventura não está escrito no livro das crônicas dos reis de Israel? "
" E Onri dormiu com seus pais, e foi sepultado em Samaria; e Acabe, seu filho, reinou em seu lugar. "
" E Acabe, filho de Onri, começou a reinar sobre Israel no ano trigésimo oitavo de Asa, rei de Judá; e reinou Acabe, filho de Onri, sobre Israel, em Samaria, vinte e dois anos. "
" E fez Acabe, filho de Onri, o que era mau aos olhos do Senhor, mais do que todos os que foram antes dele. "
" E sucedeu que (como se fora pouco andar nos pecados de Jeroboão, filho de Nebate) ainda tomou por mulher a Jezabel, filha de Etbaal, rei dos sidônios; e foi e serviu a Baal, e o adorou. "
" E levantou um altar a Baal, na casa de Baal que edificara em Samaria. "
" Também Acabe fez um ídolo; de modo que Acabe fez muito mais para irritar ao Senhor Deus de Israel, do que todos os reis de Israel que foram antes dele. "
" Em seus dias Hiel, o betelita, edificou a Jericó; em Abirão, seu primogênito, a fundou, e em Segube, seu filho menor, pôs as suas portas; conforme a palavra do Senhor, que falara pelo ministério de Josué, filho de Num. "
1 Reis 16:34 mostra que Hiel ignorou a ordem de Deus de não reconstruir Jericó e sofreu a consequência anunciada séculos antes. O versículo ensina …
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