1 Reis 14 - Significado, temas e aplicacao

Entenda os temas principais e aplique 1 Reis 14 na sua vida hoje

31 versiculos | Almeida Corrigida Fiel

Sobre o que e 1 Reis 14?

1 Reis 14 descreve o juízo de Deus sobre a casa de Jeroboão por causa da idolatria e do desvio de Israel, e também mostra o declínio espiritual de Judá sob Roboão. O capítulo começa com a doença de Abias, filho de Jeroboão, e a consulta secreta ao profeta Aías, que anuncia a destruição da casa real e o futuro exílio de Israel. Em seguida, o texto relata o reinado de Roboão, a crescente idolatria em Judá e a invasão de Sisaque, rei do Egito, que leva os tesouros do templo e do palácio, simbolizando a perda da glória anterior.

Temas principais em 1 Reis 14

Consequências da idolatria e do afastamento de Deus (versiculos 7-16, 22-24)

Jeroboão, levantado por Deus, escolhe criar ídolos e levar a nação ao pecado. O resultado é um juízo severo sobre sua casa e sobre Israel. A idolatria não é apenas um erro religioso, mas um rompimento de aliança que atinge famílias, gerações e o próprio destino da nação.

Versiculos-chave: 9, 10, 16, 22

Responsabilidade espiritual da liderança (versiculos 7-9, 16, 22-24, 30)

Tanto Jeroboão quanto Roboão são avaliados não apenas por decisões políticas, mas por como conduzem o povo diante de Deus. Seus pecados fazem outros pecarem, e isso atrai juízo coletivo. A liderança espiritual tem peso e influência profundos.

Versiculos-chave: 8, 9, 16, 22

Juízo misturado com sinais de misericórdia (versiculos 12-13, 17-18)

Em meio ao anúncio de destruição, há um detalhe de graça: o filho de Jeroboão, em quem Deus encontra algo bom, é o único da casa que recebe sepultamento honroso. Mesmo quando julga, Deus discerne corações e preserva o que é bom.

Versiculos-chave: 13, 18

Perda de glória como resultado da infidelidade (versiculos 25-28)

A invasão de Sisaque e o roubo dos tesouros do templo e dos escudos de ouro ilustram a perda da honra e proteção que antes acompanhavam o povo fiel. Os escudos de cobre feitos em substituição revelam uma glória empobrecida, consequência da infidelidade nacional.

Versiculos-chave: 26, 27

A fidelidade de Deus à sua palavra profética (versiculos 5-6, 12-14, 17-20, 29-31)

Tudo o que o profeta Aías anuncia se cumpre exatamente: a morte do menino, o pranto de Israel, o juízo sobre a casa de Jeroboão. A história de Roboão também é registrada conforme o padrão dos livros reais, mostrando que Deus governa a história e cumpre o que diz.

Versiculos-chave: 5, 12, 18, 20

Contexto historico e literario

O capítulo se passa no período da monarquia dividida, logo após a cisão do reino de Salomão em dois: o reino do norte (Israel), governado por Jeroboão, e o reino do sul (Judá), governado por Roboão, filho de Salomão. Jeroboão havia sido escolhido por Deus para reinar sobre as dez tribos do norte, mas, por medo de perder o povo, instituiu a adoração de bezerros em Betel e Dã, estabeleceu sacerdotes não levitas e criou um sistema religioso alternativo ao culto em Jerusalém. Isso é visto como grande pecado nacional.

O profeta Aías, que antes havia anunciado a Jeroboão a promessa de reinado, agora se torna mensageiro do juízo divino contra ele e sua casa. O texto menciona Tirza, uma das futuras capitais de Israel, indicando a consolidação política do reino do norte.

Em Judá, Roboão reina em Jerusalém, cidade escolhida por Deus para colocar o seu nome. Contudo, o povo de Judá passa a copiar práticas idólatras dos povos vizinhos, com altares em lugares altos, postes sagrados e até práticas sexuais cultuais ligadas à idolatria.

No cenário internacional, Sisaque (Sheshonq I), faraó do Egito, invade Judá no quinto ano de Roboão. Registros arqueológicos egípcios mencionam uma campanha militar nessa época em Canaã, o que se alinha com o relato bíblico da pilhagem dos tesouros do templo e do palácio. A perda dos escudos de ouro de Salomão e sua substituição por escudos de cobre marcam visualmente a decadência do reino em comparação com a glória dos dias de Salomão.

Estrutura de 1 Reis 14

1 Reis 14 apresenta uma narrativa histórica cuidadosamente organizada, com duas grandes seções paralelas sobre os reinos de Israel e Judá:

  1. Consulta de Jeroboão ao profeta Aías (vv. 1-6): A doença de Abias motiva a ida secreta da esposa de Jeroboão a Siló. O disfarce humano contrasta com o conhecimento divino, pois Deus revela a Aías quem ela é e o conteúdo da mensagem.

  2. Oráculo de juízo contra Jeroboão e Israel (vv. 7-16): Aías relembra a escolha de Deus por Jeroboão, denuncia sua infidelidade, anuncia a destruição de sua casa, a morte do filho doente e o futuro arrancar de Israel da terra por causa dos ídolos.

  3. Cumprimento imediato da profecia e resumo do reinado de Jeroboão (vv. 17-20): A morte do menino ao cruzar o limiar da cidade e o luto nacional confirmam a palavra profética. A narrativa encerra o ciclo de Jeroboão com uma fórmula típica: menção às crônicas, duração do reinado e sucessão por Nadabe.

  4. Avaliação espiritual do reinado de Roboão em Judá (vv. 21-24): O texto fornece dados básicos (idade, duração do reinado, nome da mãe) e, em seguida, uma avaliação teológica de Judá, destacando sua idolatria e práticas semelhantes às das nações pagãs.

  5. Invasão de Sisaque e perda dos tesouros (vv. 25-28): Um episódio específico ilustra o juízo de Deus: o saque egípcio e a substituição dos escudos de ouro por cobre, símbolo da perda de glória.

  6. Resumo do reinado de Roboão e conclusão (vv. 29-31): A narrativa segue o padrão dos livros de Reis: referência às fontes oficiais, menção ao conflito constante com Jeroboão, morte, sepultamento e sucessão por Abias.

A composição alterna entre Norte e Sul, mostrando que tanto Israel quanto Judá são avaliados segundo o mesmo padrão de fidelidade ao Senhor.

Significado teologico

Este capítulo destaca a seriedade da aliança com Deus e o peso da infidelidade, tanto pessoal quanto coletiva. Jeroboão é um exemplo de alguém levantado pela graça divina, mas que escolhe governar com base no medo e na conveniência, criando um sistema religioso que contraria o mandamento de adorar somente o Senhor. O texto mostra que privilégios espirituais não anulam a responsabilidade; ao contrário, ampliam-na.

O juízo sobre a casa de Jeroboão revela que Deus não é indiferente à idolatria, principalmente quando ela é institucionalizada por líderes. O pecado de um rei se torna o pecado de um povo, e Deus leva isso em conta ao agir na história: "entregará a Israel por causa dos pecados de Jeroboão, o qual pecou, e fez pecar a Israel" (v. 16).

Ao mesmo tempo, a narrativa conserva nuances de misericórdia. O filho doente, em quem Deus encontra algo bom, é tratado de forma distinta e recebe sepultamento digno, em contraste com o destino trágico dos demais membros da casa de Jeroboão. Isso demonstra que, mesmo dentro de uma casa marcada pelo juízo, Deus vê corações individuais.

No caso de Judá, o texto sublinha que estar em Jerusalém, ter o templo e a linhagem de Davi não garante imunidade ao juízo. Quando Judá imita as abominações das nações, passa a experimentar as mesmas consequências. A invasão de Sisaque e o saque do templo são apresentados não apenas como eventos políticos, mas como sinais teológicos: a glória visível se esvai quando o povo se afasta do Deus que é sua verdadeira glória.

Teologicamente, 1 Reis 14 reforça a fidelidade de Deus à sua palavra profética. Aías anuncia, e se cumpre. A longa linha de reis será constantemente aferida por esse padrão: caminham como Davi, servindo ao Senhor com o coração inteiro, ou como Jeroboão, que inaugurou um caminho de desvio e idolatria? O capítulo prepara o leitor para perceber a história real como palco do cumprimento das promessas e advertências divinas.

Aplicacao restauradora e de saude mental

A narrativa carrega um tom pesado de juízo, perda e luto. Há dor pessoal (a doença e morte do filho de Jeroboão), dor familiar (uma casa marcada por sentença severa) e dor nacional (idolatria, invasão estrangeira, perda de tesouros). A história toca em temas como culpa coletiva, vergonha, decadência e consequências tardias de decisões erradas.

Ao mesmo tempo, oferece pontos de reflexão consoladora. Deus não é indiferente à realidade interna das pessoas, mesmo em contextos espiritualmente sombrios. O fato de ser reconhecido algo bom no coração de Abias mostra que não há determinismo total: a bondade vista por Deus pode emergir em meio ao caos familiar e nacional.

O texto também legitima a experiência de luto comunitário. Israel chora pela morte do menino; o choro aqui não é negado, mas narrado como parte da resposta adequada à perda. Já a perda da glória em Judá, simbolizada pelos escudos de ouro substituídos por cobre, evoca o sentimento de nostalgia por um passado melhor e a dor de perceber a própria decadência.

Do ponto de vista de cuidado emocional, o capítulo lembra que certas dores atuais estão ligadas a processos longos e escolhas repetidas, e que Deus trabalha tanto por meio do consolo quanto por meio da confrontação. A verdade dura que Aías anuncia não é crueldade, mas exposição da realidade para que o povo compreenda a gravidade de se afastar da fonte da vida.

warning Importante: maus usos comuns

Alguns elementos do texto podem ser emocionalmente desafiadores para determinadas pessoas:

  • A morte de uma criança associada ao juízo divino (vv. 12-13, 17) pode ser especialmente dolorosa para quem viveu luto infantil, perdas gestacionais ou culpa ligada à morte de alguém querido.
  • A linguagem forte de juízo e destruição completa de uma família (vv. 10-11) pode acionar sentimentos de medo extremo, desespero espiritual ou visão distorcida de Deus em pessoas com histórico de abuso religioso.
  • A ideia de que o pecado de um líder traz consequências severas sobre outros (vv. 9, 16, 22-24) pode despertar ressentimento, impotência ou sensação de injustiça em quem sofreu por decisões alheias (familiares, religiosas, políticas).
  • A perda de glória e decadência nacional (vv. 25-28) pode tocar em ansiedades ligadas à crise econômica, insegurança social e medo do futuro.

Pessoas sensíveis a temas de juízo, morte de crianças, ou que carregam culpa intensa podem precisar ler este capítulo com acompanhamento pastoral, psicológico ou em contexto de estudo guiado, para que o texto seja compreendido dentro do quadro mais amplo da graça, da justiça e da fidelidade de Deus.

Aplicacao pratica para hoje

1 Reis 14 inspira algumas aplicações práticas importantes:

  • Cuidado com decisões motivadas pelo medo: Jeroboão moldou um sistema religioso inteiro por insegurança política. Medos não trabalhados podem produzir escolhas que se afastam da vontade de Deus.

  • Consciência da influência espiritual da liderança: Quem lidera, em qualquer esfera, influencia pessoas para mais perto ou mais longe de Deus. O texto relembra a responsabilidade de ensinar e viver de forma que não faça outros tropeçarem.

  • Atenção às pequenas concessões à idolatria: Os altos, estátuas e postes em Judá mostram uma espiritualidade que tenta conciliar devoção a Deus com práticas contrárias à sua vontade. A vida cotidiana também pode acumular "altos" modernos (prioridades, dependências, apegos) que competem com o lugar central de Deus.

  • Leitura das perdas como convites à reflexão: A invasão de Sisaque e a perda dos escudos de ouro revelam que realidades dolorosas podem funcionar como espelhos da condição espiritual. Não significam automaticamente um castigo específico, mas convidam a examinar caminhos, prioridades e a buscar restauração.

  • Lembrança de que Deus vê o coração individual: Mesmo em contextos familiares ou comunitários marcados por erro, a história de Abias sugere que Deus discerne e valoriza o bem encontrado em cada pessoa.

  • Valorização da fidelidade constante: Davi é lembrado como padrão de alguém que andou com Deus "com todo o seu coração". A vida de fé não se resume a atos isolados, mas a um percurso perseverante de obediência e confiança.

Perguntas frequentes

Por que Jeroboão mandou sua esposa disfarçada até o profeta Aías?

Jeroboão sabia que Aías era o profeta que tinha anunciado sua subida ao trono e reconhecia, mesmo que de forma distorcida, a autoridade espiritual dele. O disfarce parece refletir medo e desconfiança: talvez temesse uma palavra negativa por causa de seus pecados e tentasse obter informação sem se expor. O texto mostra o contraste entre a tentativa humana de ocultar a verdade e o conhecimento perfeito de Deus, que revela a Aías quem está vindo e o conteúdo da mensagem.

Por que a morte do filho de Jeroboão é descrita de forma diferente do restante da família?

A morte do menino é anunciada como sinal do juízo de Deus, mas também como expressão de cuidado particular. Deus declara que nele se encontrou algo bom, e por isso ele será o único da casa de Jeroboão a receber sepultamento digno e luto público. Em vez de ser um castigo isolado, o episódio mostra que, dentro de um contexto de juízo coletivo, Deus trata cada pessoa individualmente, reconhecendo o que há de bom em seu coração.

O que significa Deus "arrancar" Israel da terra e espalhá-lo além do rio?

A expressão aponta para a possibilidade de exílio: ser tirado da terra prometida e levado para fora, além do rio (provavelmente o Eufrates). Aqui, é anunciada como consequência dos ídolos que o povo fez, provocando a ira do Senhor. Ainda que o cumprimento pleno desse anúncio apareça mais tarde na história bíblica, o texto já avisa que a permanência na terra está ligada à fidelidade à aliança.

Qual a importância da invasão de Sisaque no relato de 1 Reis 14?

A invasão de Sisaque, rei do Egito, tem importância política e teológica. Politicamente, mostra a fragilidade do reino de Roboão diante de potências estrangeiras. Teologicamente, a perda dos tesouros do templo e dos escudos de ouro de Salomão sinaliza a decadência espiritual de Judá. A glória visível da época de Salomão dá lugar a uma realidade empobrecida, representada pelos escudos de cobre, deixando claro que afastar-se de Deus tem reflexos concretos na vida da nação.

Por que o texto compara Roboão e Jeroboão com Davi?

Davi é usado como padrão de referência porque é lembrado como alguém que, apesar de falhas graves, andou com Deus com o coração voltado para Ele, buscando fazer o que era reto aos olhos do Senhor. Jeroboão é criticado por ser o oposto disso, estabelecendo idolatria deliberada. Roboão, por sua vez, é avaliado em função de como Judá segue ou não o caminho de Davi. Ao longo dos livros de Reis, essa comparação com Davi é um critério teológico para julgar o caráter espiritual dos reinados.

Perspectivas dos nossos guias espirituais

Heart
Heart

Este capítulo carrega uma atmosfera de dor e perda. Há um pai aflito por seu filho doente, uma mãe que viaja em segredo, um menino que morre ao chegar em casa, um povo que chora e uma nação que vê sua glória ser levada embora. Em meio a tudo isso, aparece um detalhe profundo: Deus diz que encontrou algo bom naquele menino e, por isso, ele receberia um tratamento diferente. Isso mostra um Deus que não olha para as pessoas somente pela casa de onde vêm ou pelo ambiente em que vivem, mas enxerga o coração de cada um. Para quem lê uma história assim, pode surgir o peso do juízo e da disciplina divina. Mas o texto revela também um Deus que vê lágrimas, que registra o luto de um povo, que sabe o nome dos seus servos (como Aías) e que se importa com o que acontece dentro das famílias, mesmo quando elas se afastam. A dureza das palavras não apaga o cuidado com detalhes: o aviso à mãe, o tempo da morte do filho, o choro do povo. Há também a dor de Judá, que vê a invasão estrangeira e a perda do esplendor do templo. Essa sensação de que o presente é tão menor do que o passado glorioso é algo que muitas pessoas experimentam. O coração pode se encher de tristeza ao perceber que escolhas, pecados e descuidos trouxeram consequências. O capítulo, porém, não termina em desespero, mas num relato sóbrio: reis morrem, reinos passam, mas a história segue nas mãos de Deus. Dentro desse cenário, há espaço para lamento, para reconhecer a dor pelas perdas, e também para lembrar que o olhar de Deus é mais profundo que qualquer rótulo. Mesmo em casas e épocas marcadas por falhas, Ele continua vendo o que é bom, ouvindo choros e escrevendo a história além das tragédias aparentes.

Mind
Mind

1 Reis 14 é um texto-chave para compreender o padrão teológico dos livros de Reis. Ele junta, em uma só unidade literária, a avaliação dos reinos do norte e do sul à luz da aliança com o Senhor. No norte, Jeroboão é apresentado como paradigma negativo: alguém levantado por Deus, mas que deliberadamente rompe com o culto legítimo, instaurando um sistema idólatra. O oráculo de Aías, com linguagem de pacto, recapitula a eleição de Jeroboão (v. 7-8) e denuncia sua infidelidade (v. 9), culminando em juízo sobre sua casa (vv. 10-11) e sobre toda a nação (vv. 15-16). A figura de Aías integra coerência literária à narrativa: ele é o mesmo profeta que, em capítulo anterior, anunciara a divisão do reino. Agora, cego fisicamente, mantém visão espiritual clara, revelando a ironia: quem tenta disfarçar-se diante de um profeta idoso esquece que o próprio Deus vê tudo. A doença de Abias serve como gatilho narrativo para trazer à tona a palavra profética que pairava sobre Jeroboão desde sua exaltação. No sul, Roboão e Judá são avaliados a partir de termos típicos deuteronomistas: fizeram o que era mau, provocaram o Senhor a ciúmes, imitaram as abominações das nações (vv. 22-24). A presença de "sodomitas" e altares em todo lugar indica a degradação moral e cultual, rompendo frontalmente com o ideal de adoração exclusiva no lugar escolhido por Deus (Jerusalém). A entrada de Sisaque em cena tem valor histórico e teológico. Historicamente, corresponde à campanha de Sheshonq I, registrada em inscrições egípcias, o que reforça a plausibilidade do relato bíblico. Teologicamente, mostra que o Senhor continua Senhor da história: usa potências estrangeiras como instrumento de disciplina. A troca dos escudos de ouro por escudos de cobre é um símbolo narrativo poderoso da perda de glória entre os dias de Salomão e os de Roboão. O capítulo usa fórmulas típicas de encerramento de reinados (referência às crônicas, duração do reinado, morte e sucessão) para mostrar que, apesar de toda a turbulência, a história está sob um fio condutor: a avaliação divina. O leitor é levado a ler a política, a guerra, a doença e a morte não de forma isolada, mas integradas ao tema maior da aliança, da idolatria e da fidelidade do Senhor à sua palavra profética.

Life
Life

A vida concreta retratada em 1 Reis 14 é feita de decisões políticas, estratégias de imagem, escolhas religiosas, medo de perder poder, crises nacionais e perdas familiares. Em tudo isso, há lições práticas claras. Jeroboão é um exemplo do que acontece quando decisões importantes são guiadas pelo medo. Com receio de que o povo voltasse para a casa de Davi, ele cria um sistema alternativo de culto, aparentemente prático e conveniente, mas profundamente errado. Na vida diária, algo parecido ocorre quando alguém adapta valores e princípios para manter controle, status ou segurança. O texto mostra que soluções rápidas e desconectadas da vontade de Deus podem funcionar por um tempo, mas produzem consequências sérias a longo prazo. A tentativa de Jeroboão de manipular a situação com um disfarce também é significativa. Em vez de enfrentar com honestidade sua condição espiritual, ele tenta obter informação e ajuda sem encarar a verdade. Em termos práticos, isso se parece com procurar respostas, mas sem disposição para arrependimento real. O relato deixa claro que Deus não se deixa enganar por aparências, e que integridade é essencial em qualquer busca por direção. A vida em Judá, sob Roboão, ilustra o poder da cultura ao redor: pouco a pouco, o povo adota costumes e práticas contrárias à fé que professa. Altos, imagens e práticas sexuais religiosas vão sendo incorporados ao cotidiano, até que o quadro geral se torna irreconhecível. Isso levanta um alerta sobre como hábitos, entretenimento, discursos e valores do ambiente podem moldar comportamentos sem que se perceba claramente. A invasão de Sisaque e a perda dos tesouros mostram que decisões espirituais têm repercussões materiais. A perda dos "escudos de ouro" e sua substituição por cobre podem lembrar situações em que a qualidade do que se vive e se constrói cai porque compromissos foram afrouxados. A narrativa convida a olhar para áreas em que se trocou excelência por algo mais barato, apenas para manter aparências. Por fim, a história do menino Abias lembra que, mesmo em meio a contextos familiares difíceis, há espaço para que o bem seja visto por Deus. Nem todos estão presos ao padrão negativo da família ou da geração. Isso inspira esperança prática: é possível, com a ajuda de Deus, romper ciclos problemáticos e trilhar outro caminho, mesmo quando o ambiente não favorece.

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Versiculos em 1 Reis 14

1 Reis 14:2

" E disse Jeroboão à sua mulher: Levanta-te agora, e disfarça-te, para que não conheçam que és mulher de Jeroboão; e vai a Siló. Eis que lá está o profeta Aías, o qual falou de mim, que eu seria rei sobre este povo. "

1 Reis 14:3

" E leva contigo dez pães, e bolos, e uma botija de mel, e vai a ele; ele te declarará o que há de suceder a este menino. "

1 Reis 14:4

" E a mulher de Jeroboão assim fez, e se levantou, e foi a Siló, e entrou na casa de Aías; e já Aías não podia ver, porque os seus olhos estavam já escurecidos por causa da sua velhice. "

1 Reis 14:5

" Porém o Senhor disse a Aías: Eis que a mulher de Jeroboão vem consultar-te sobre seu filho, porque está doente; assim e assim lhe falarás; porque há de ser que, entrando ela, fingirá ser outra. "

1 Reis 14:6

" E sucedeu que, ouvindo Aías o ruído de seus pés, entrando ela pela porta, disse-lhe ele: Entra, mulher de Jeroboão; por que te disfarças assim? Pois eu sou enviado a ti com duras novas. "

1 Reis 14:7

" Vai, dize a Jeroboão: Assim diz o Senhor Deus de Israel: Porquanto te levantei do meio do povo, e te pus por príncipe sobre o meu povo de Israel, "

1 Reis 14:8

" E rasguei o reino da casa de Davi, e o dei a ti, e tu não foste como o meu servo Davi, que guardou os meus mandamentos e que andou após mim com todo o seu coração para fazer somente o que era reto aos meus olhos, "

1 Reis 14:9

" Antes tu fizeste o mal, pior do que todos os que foram antes de ti; e foste, e fizeste outros deuses e imagens de fundição, para provocar-me à ira, e me lançaste para trás das tuas costas; "

1 Reis 14:10

" Portanto, eis que trarei mal sobre a casa de Jeroboão; destruirei de Jeroboão todo o homem até ao menino, tanto o escravo como o livre em Israel; e lançarei fora os descendentes da casa de Jeroboão, como se lança fora o esterco, até que de todo se acabe. "

1 Reis 14:11

" Quem morrer dos de Jeroboão, na cidade, os cães o comerão, e o que morrer no campo as aves do céu o comerão, porque o Senhor o disse. "

1 Reis 14:12

" Tu, pois, levanta-te, e vai para tua casa; entrando os teus pés na cidade, o menino morrerá. "

1 Reis 14:12 mostra que o pecado de Jeroboão trouxe consequência até para seu filho inocente. O versículo ensina que escolhas erradas de líderes e …

Ler analise completa

1 Reis 14:13

" E todo o Israel o pranteará, e o sepultará; porque de Jeroboão só este entrará em sepultura, porquanto se achou nele coisa boa para com o Senhor Deus de Israel em casa de Jeroboão. "

1 Reis 14:14

" O Senhor, porém, levantará para si um rei sobre Israel, que destruirá a casa de Jeroboão no mesmo dia. Que digo eu? Há de ser já. "

1 Reis 14:15

" Também o Senhor ferirá a Israel como se agita a cana nas águas; e arrancará a Israel desta boa terra que tinha dado a seus pais, e o espalhará para além do rio; porquanto fizeram os seus ídolos, provocando o Senhor à ira. "

1 Reis 14:17

" Então a mulher de Jeroboão se levantou, e foi, e chegou a Tirza; chegando ela ao limiar da porta, morreu o menino. "

1 Reis 14:18

" E o sepultaram, e todo o Israel o pranteou, conforme a palavra do Senhor, a qual dissera pelo ministério de seu servo Aías, o profeta. "

1 Reis 14:19

" Quanto ao mais dos atos de Jeroboão, como guerreou, e como reinou, eis que está escrito no livro das crônicas dos reis de Israel. "

1 Reis 14:20

" E foram os dias que Jeroboão reinou vinte e dois anos; e dormiu com seus pais; e Nadabe, seu filho, reinou em seu lugar. "

1 Reis 14:21

" E Roboão, filho de Salomão, reinava em Judá; de quarenta e um anos de idade era Roboão quando começou a reinar, e dezessete anos reinou em Jerusalém, na cidade que o Senhor escolhera de todas as tribos de Israel para pôr ali o seu nome; e era o nome de sua mãe Naamá, amonita. "

1 Reis 14:22

" E fez Judá o que era mau aos olhos do Senhor; e com os seus pecados que cometeram, provocaram-no a zelos, mais do que todos os seus pais fizeram. "

1 Reis 14:23

" Porque também eles edificaram altos, e estátuas, e imagens de Aserá sobre todo o alto outeiro e debaixo de toda a árvore verde. "

1 Reis 14:24

" Havia também sodomitas na terra; fizeram conforme a todas as abominações dos povos que o Senhor tinha expulsado de diante dos filhos de Israel. "

1 Reis 14:26

" E tomou os tesouros da casa do Senhor e os tesouros da casa do rei; e levou tudo. Também tomou todos os escudos de ouro que Salomão tinha feito. "

1 Reis 14:27

" E em lugar deles fez o rei Roboão escudos de cobre, e os entregou nas mãos dos chefes da guarda que guardavam a porta da casa do rei. "

1 Reis 14:28

" E todas as vezes que o rei entrava na casa do Senhor, os da guarda os levavam, e depois os tornavam à câmara da guarda. "

1 Reis 14:29

" Quanto ao mais dos atos de Roboão, e a tudo quanto fez, porventura não está escrito no livro das crônicas dos reis de Judá? "

1 Reis 14:31

" E Roboão dormiu com seus pais, e foi sepultado com seus pais na cidade de Davi; e era o nome de sua mãe Naamá, amonita; e Abias, seu filho, reinou em seu lugar. "

Aviso importante: Esta orientacao biblica nao substitui cuidados profissionais de saude mental. Se voce estiver com sintomas de crise, entre em contato com o 988 (National Suicide Prevention Lifeline) ou procure ajuda profissional imediata.