Versículo em destaque
Jó 37:14 - Significado e aplicação
Entenda como este versículo fala com o que você está vivendo e como aplicá-lo hoje
Tradução: Almeida Corrigida Fiel
" A isto, ó Jó, inclina os teus ouvidos; para, e considera as maravilhas de Deus. "
Jó 37:14
Versículo no contexto
Entender os versículos ao redor evita interpretações incorretas:
12 Então elas, segundo o seu prudente conselho, se espalham em redor, para que façam tudo quanto lhes ordena sobre a superfície do mundo na terra.
13 Seja que por vara, ou para a sua terra, ou por misericórdia as faz vir.
14 A isto, ó Jó, inclina os teus ouvidos; para, e considera as maravilhas de Deus.
15 Porventura sabes tu como Deus as opera, e faz resplandecer a luz da sua nuvem?
16 Tens tu notícia do equilíbrio das grossas nuvens e das maravilhas daquele que é perfeito nos conhecimentos?
Explore estudos bíblicos guiados
Sessões estruturadas com notas, perguntas e insights de orientadores
As Bem-Aventuranças (5 Dias)
Cinco encontros curtos com as bênçãos de Jesus e o caráter do reino de Deus.
Prévia da sessão 1:
Bem-Aventurados os Humildes e os que Choram
6 min
Salmos de Consolo (5 Dias)
Cinco encontros curtos nos Salmos, pensados para dias pesados em que há pouco tempo e pouca energia.
Prévia da sessão 1:
O Cuidado do Pastor
5 min
Crie uma conta grátis para salvar notas, acompanhar progresso e desbloquear todas as sessões
Criar conta grátisComentário Bible Guided
Eliú fala diretamente com Jó e quer que ele leve a sério tudo o que foi dito até aqui. Ele pede que Jó ouça com atenção e faça uma pausa: “Inclina os teus ouvidos; para, e considera as maravilhas de Deus” (Jó 37:14). O que ouvimos não nos aproveita se não refletirmos sobre isso. E normalmente não pensamos bem enquanto não paramos, aquietamos a mente e prestamos atenção de verdade.
As obras de Deus são maravilhosas e, por isso, merecem ser cuidadosamente consideradas. Quanto mais as meditamos, mais elas nos ajudam a confiar no governo de Deus, mesmo quando não entendemos os seus caminhos. Então Eliú humilha Jó, mostrando que ele não entende as causas que estão por trás da natureza, nem consegue ver como essas causas produzem seus efeitos (Jó 37:15-17). Ele pergunta, em resumo: “Você sabe como são as maravilhas daquele que é perfeito em conhecimento?” Isso nos lembra de duas coisas: o conhecimento perfeito de Deus e os nossos próprios limites.
O conhecimento de Deus é completo e sem falha. Ele vê todas as coisas diretamente, não por ouvir dizer. Ele conhece tudo de modo pleno, não em parte. Nada está longe dele, nada está apenas no futuro diante dele, e nada está escondido aos seus olhos. Quando não conseguimos entender alguma de suas obras, basta sabermos que ela vem daquele que sabe exatamente o que está fazendo.
Nosso conhecimento é muito limitado. Até os maiores pensadores entendem bem menos do que imaginam. Somos cheios de enigmas, até para nós mesmos. A força que mantém os corpos unidos, a forma como a matéria se mantém coesa, são realidades certas, mas ainda difíceis de explicar. É bom para nós sentir a nossa ignorância. Alguns a admitem com honestidade; outros a revelam justamente quando tentam escondê-la. Disso deveríamos aprender o quão incapazes somos para julgar o governo de Deus sobre o mundo, se entendemos tão pouco do próprio mundo.
Não sabemos quais ordens Deus dá às nuvens, nem o que ainda mandará que elas façam (Jó 37:15). Sabemos que tudo acontece por decisão dele e com um propósito, mas não sabemos o que ele determinou, nem quando determinou. Às vezes Deus faz brilhar o esplendor de sua nuvem, seja no arco-íris, seja no relâmpago. Mas poderíamos prever o momento exato em que isso vai acontecer? Podemos até tentar adivinhar o tempo um pouco, pela observação comum ou por instrumentos, quando as mudanças já começaram. Ainda assim, isso nos diz muito pouco sobre o propósito de Deus nessas mudanças.
Também não sabemos como as nuvens se sustentam no ar, o que é uma das obras maravilhosas de Deus. Elas são equilibradas e espalhadas de forma que não tirem completamente a luz do sol. Mesmo um dia nublado ainda é dia. São equilibradas de maneira que não caiam todas de uma vez, nem se rompam sempre em tempestades violentas ou trombas d’água. O arco-íris é um sinal do favor de Deus nesse equilíbrio, impedindo que as nuvens tornem a inundar o mundo. As nuvens também são dispostas de tal modo que a chuva se distribui com justiça sobre a terra, para que cada lugar receba a sua porção no tempo certo.
Não sabemos como acontece a passagem agradável quando o inverno termina (Jó 37:17). Não entendemos plenamente como o ar volta a ficar quente depois do frio. Sabemos que nossas roupas podem nos aquecer porque o ar ao nosso redor está quente. Sem a bênção de Deus, podemos nos vestir e ainda assim não nos aquecer (Ageu 1:6). Mas, quando Deus assim ordena, nossas roupas nos aquecem, mesmo quando o frio rigoroso poderia vencer toda a nossa proteção.
Também não sabemos como o tempo se acalma depois de dias de tempestade. Deus aquieta a terra pelo vento sul quando chega a primavera. Ele tem um vento norte áspero e gelado, e também um vento sul suave e aquecedor. Por isso o Espírito é comparado a ambos: ele tanto convence e fere a consciência, como consola e conforta (Cânticos 4:16).
Eliú diz ainda que Jó não teve parte na criação do mundo (Jó 37:18). “Estendeste com ele os céus?”, é a ideia de sua pergunta. Jó não poderia dizer que estendeu os céus sem Deus, nem sequer ao lado dele. Deus não precisou de ajuda para planejá-los ou formá-los. A vasta extensão dos céus visíveis, que Deus fez no princípio (Gênesis 1:6-8), permanece diante de nós como uma grande demonstração do poder divino.
Os céus são maravilhosos porque são ao mesmo tempo firmes e imensos. Parecem algo fluido, mas permanecem estáveis. São fortes, e até o seu nome aponta para firmeza. Continuam o que sempre foram, sem se corromper, e a ordem celeste não mudará até que o próprio tempo termine. São também brilhantes e delicadamente formados. São como um espelho polido, liso, sem rachaduras nem falhas. Neles vemos a glória de Deus e a sabedoria de suas obras (Salmo 19:1). Quando olhamos para cima, devemos lembrar que o céu não foi dado para refletir o nosso rosto, mas para nos dar um fraco retrato da pureza, da honra e do esplendor do mundo de cima e de seus gloriosos habitantes.
Eliú acrescenta que nem ele nem Jó conseguem falar da glória de Deus de um modo que esteja à altura da grandeza desse assunto (Jó 37:19-20). Ele desafia Jó, com certa ironia, a ser o mestre deles, se for capaz: “Ensina-nos o que lhe diremos” (Jó 37:19). Jó tinha desejado discutir com Deus e queria que outros apresentassem seu caso. Assim, Eliú diz, em essência: se Jó tem mais luz, que os instrua. Será que Jó enxerga mais fundo nesses mistérios do que eles? Se for assim, que compartilhe o que sabe.
Eliú confessa a própria fraqueza ao falar com Deus e sobre Deus. “Não podemos ordenar as palavras, por causa das trevas.” Mesmo as pessoas mais piedosas entendem apenas uma pequena parte da natureza gloriosa de Deus e de seu governo sobre o mundo. Aqueles que conhecem muito de Deus pela graça ainda conhecem muito pouco em comparação com o que ainda há para conhecer. Quando o perfeito vier e o véu for tirado, muito mais será visto. Quando falamos de Deus, muitas vezes falamos com confusão e incerteza. Logo nos falta clareza, não porque o assunto seja pequeno, mas porque as nossas palavras são fracas.
Por isso, devemos sempre começar com cuidado, com temor e tremor, para não falarmos de modo errado. Mesmo dizer coisas verdadeiras sobre Deus pode ser perigoso se as tratarmos com leviandade. E devemos terminar com vergonha e humildade, porque não falamos tão bem quanto deveríamos. Eliú entende que falou bem em favor de Deus, mas não pensa que Deus lhe deve algo por isso, nem que ele seja apto a servir como conselheiro jurídico do Altíssimo. Ele até se envergonha do que disse, não porque a causa estivesse errada, mas porque o modo como lidou com ela foi fraco: “Será contado a ele que eu teria falado?” (Jó 37:20).
Será que isso deve ser apresentado a Deus como um serviço digno, algo que mereça sua atenção? De modo nenhum. O orador teme que a causa tenha saído prejudicada em suas mãos, como um rosto belo estragado por um mau pintor. Seu trabalho está tão longe de merecer agradecimento, que precisa de perdão.
Quando temos feito tudo o que podemos para Deus, ainda assim devemos reconhecer que somos servos inúteis e não temos do que nos gloriar. Ele teme até dizer mais: se alguém fala, se tenta defender a Deus, e muito mais se tenta argumentar contra ele, certamente será tragado. Se falar com ousadia e de modo errado, logo a ira de Deus o consumirá. Mas mesmo se falar o melhor que puder, logo se perderá no mistério e ficará dominado pela glória de Deus. O assombro o deixará sem palavras e incapaz de agir.
Como a sua IA cristã pode ajudar
Explore as Escrituras e a vida por uma perspectiva cristã
Estudo bíblico
Orientação para a vida
Apoio em oração
Sabedoria diária
Faça 3 perguntas grátis por semana. Não é necessário cartão de crédito. Ver planos
Deste capítulo
Jó 37:1
"Sobre isto também treme o meu coração, e salta do seu lugar."
Jó 37:2
"Atentamente ouvi a indignação da sua voz, e o sonido que sai da sua boca."
Jó 37:3
"Ele o envia por debaixo de todos os céus, e a sua luz até aos confins da terra."
Jó 37:4
"Depois disto ruge uma voz; ele troveja com a sua voz majestosa; e ele não os detém quando a sua voz é ouvida."
Jó 37:5
"Com a sua voz troveja Deus maravilhosamente; faz grandes coisas, que nós não podemos compreender."
Jó 37:6
"Porque à neve diz: Cai sobre a terra; como também à garoa e à sua forte chuva."
Oração diária
Receba uma reflexão bíblica diária por e-mail
Comece cada manhã com um versículo, uma oração e um próximo passo simples.
Aviso importante: Esta orientação bíblica não substitui cuidados profissionais de saúde mental. Se você estiver com sintomas de crise, ligue para 188 (CVV) no Brasil ou 988 nos EUA, ou procure ajuda profissional imediatamente.
Bible Guided oferece orientação baseada na fé e deve complementar, não substituir, apoio terapêutico profissional.