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Jó 22:1 - Significado e aplicação

Entenda como este versículo fala com o que você está vivendo e como aplicá-lo hoje

Tradução: Almeida Corrigida Fiel

" Então respondeu Elifaz, o temanita, dizendo: "

Jó 22:1

menu_book Versículo no contexto

1 Então respondeu Elifaz, o temanita, dizendo:

2 Porventura será o homem de algum proveito a Deus? Antes a si mesmo o prudente será proveitoso.

3 Ou tem o Todo-Poderoso prazer em que tu sejas justo, ou algum lucro em que tu faças perfeitos os teus caminhos?

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auto_stories Comentário Bible Guided

Elifaz está insinuando que, porque Jó reclamou tanto do seu sofrimento, ele devia achar que Deus tinha sido injusto ao afligi‑lo. Essa era uma sugestão forçada e injusta, e Jó estava longe de pensar dessa maneira. Ainda assim, o que Elifaz diz aqui é verdadeiro em si mesmo, embora seja aplicado de modo errado a Jó.

Primeiro, quando Deus nos faz o bem, não é porque Ele nos deva alguma coisa. Se Deus estivesse realmente em nossa dívida, alguém poderia tentar argumentar que Ele é injusto quando nos aflige. Mas quem afirma ter feito bem suficiente para tornar Deus seu devedor deveria provar isso, e então não perderia sua recompensa (Romanos 11:35). Quem já deu algo a Deus de modo que Deus seja obrigado a pagar de volta?

Na verdade, Elifaz está mostrando que a justiça e a perfeição moral do melhor dos homens não ajudam a Deus em nada. Por isso, essa bondade não pode conquistar nada Dele. A piedade humana, isto é, a devoção a Deus, não traz lucro nem ganho para Deus (Jó 22:1; Jó 22:2). Se alguma coisa pudesse “merecer” o favor de Deus, seriam nossa piedade, nossa justiça e nossa conduta reta. Se isso não o faz, então nada mais fará. Se uma pessoa não consegue tornar Deus seu devedor por meio de obediência, honestidade e santidade, com certeza não o fará por esperteza, conhecimento ou habilidade humana.

Assim, Elifaz pergunta se algum homem pode ser realmente útil a Deus. A resposta é não. Uma pessoa sábia pode ser útil a si mesma. Nossa sabedoria e nossa devoção a Deus são grandes bênçãos para nós, e tendem a continuar nos abençoando. A sabedoria nos ajuda a saber como viver (Eclesiastes 10:10). A piedade é proveitosa em tudo (1 Timóteo 4:8). Se você é sábio, é sábio para o seu próprio bem (Provérbios 9:12). Os benefícios da verdadeira fé são muito maiores que suas perdas, e isso fica claro quando tudo é pesado de modo justo. Mas um ser humano pode ser útil a Deus do mesmo modo? Não. Deus é perfeitamente completo, nada pode ser acrescentado a Ele. O homem é fraco e limitado, e não pode dar a Deus nenhum benefício real. A luz de uma vela pode ajudar o sol? Uma gota de um balde pode aumentar o oceano? Uma pessoa sábia pode ajudar a si mesma com direção, proteção, honra e consolo. Pode até enriquecer a própria vida com sabedoria. Mas pode tornar Deus mais rico ou melhor? Não. Deus não precisa de nós nem do nosso serviço. Nós estamos perdidos sem Ele, mas Ele é perfeitamente feliz sem nós. Mesmo que o nosso caminho fosse completamente perfeito, o que Deus ganharia com isso? E, como o nosso caminho está tão longe da perfeição, a resposta fica ainda mais evidente.

Em segundo lugar, quando Deus nos corrige ou repreende, não é porque Ele tem medo de nós ou porque sente ciúmes de nós (Jó 22:4). Elifaz quer dizer: “Será que Deus te repreende porque teme você, ou tira a tua prosperidade porque teme que você se torne grande demais para Ele?” Alguns governantes agem assim, tentando rebaixar um súdito em ascensão para que não vire ameaça. Satanás contou uma mentira parecida aos primeiros pais, dizendo que Deus os impediu de comer da árvore do conhecimento porque temia que eles se tornassem como deuses e rivaissem com Ele. Mas isso era uma mentira maligna. Deus corrige os bons porque os ama, nunca porque os teme. Ele não procura ocasião de contenda com as pessoas, nem as acusa com receio de que diminuam Sua honra ou prejudiquem Seu governo.

Pessoas em posição de autoridade muitas vezes punem por medo. Faraó oprimiu Israel porque o temia. Herodes mandou matar as crianças de Belém porque temia o menino Jesus. Os judeus perseguiram Cristo e os apóstolos pelo mesmo motivo. Mas Deus nunca age assim. Ele não distorce a justiça por medo de ninguém (Jó 35:5-8).

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