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Jeremias 11:1 - Significado e aplicação
Entenda como este versículo fala com o que você está vivendo e como aplicá-lo hoje
Tradução: Almeida Corrigida Fiel
" A palavra que veio a Jeremias, da parte do SENHOR, dizendo: "
Jeremias 11:1
Versículo no contexto
Entender os versículos ao redor evita interpretações incorretas:
1 A palavra que veio a Jeremias, da parte do SENHOR, dizendo:
2 Ouvi as palavras desta aliança, e falai aos homens de Judá, e aos habitantes de Jerusalém.
3 Dize-lhes pois: Assim diz o Senhor Deus de Israel: Maldito o homem que não escutar as palavras desta aliança,
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O profeta passa a atuar como um promotor, em nome de Deus. Ele apresenta uma acusação contra os judeus por desobediência deliberada aos mandamentos de seu legítimo Rei. Mas ele faz isso de modo solene, porque foi o próprio Deus quem lhe deu a mensagem e lhe ordenou que a anunciasse ao povo de Judá (Jeremias 11:1; Jeremias 11:2).
A forma de falar é no plural: “Fala aos homens de Judá… e aos moradores de Jerusalém”. O que Deus disse a Jeremias era a mesma mensagem que já havia dado a todos os seus servos, os profetas. Nenhum deles ensinou nada diferente do que Moisés já tinha escrito na lei. Por isso, o povo é enviado de volta às Escrituras: “Ouvi as palavras deste concerto”. Em outras palavras, voltem-se para a Palavra de Deus e deixem que ela julgue vocês. Jeremias devia proclamar isso nas cidades de Judá e nas ruas de Jerusalém, porque todos estavam envolvidos.
Todas as palavras de advertência e correção dadas pelos profetas tinham raiz nas palavras da aliança e com elas concordavam. O povo precisava ouvir essas palavras e compreender em que termos, no princípio, havia se colocado diante de Deus. Então, ao se comparar com a aliança, logo veria qual era, de fato, a sua condição atual diante dele.
O profeta também reabre a “carta” sobre a qual a nação fora fundada e por meio da qual recebia seus privilégios. Eles haviam esquecido o que ela dizia. Viviam como se o dom fosse incondicional, como se pudessem fazer o que quisessem e ainda assim conservar tudo o que Deus prometera. Ou agiam como se Deus se importasse apenas com as cerimônias religiosas exteriores. Por isso Deus deixa tudo claro: o que ele requer é obediência, e obediência é melhor do que sacrifícios. Ele diz: “Obedecei à minha voz” (Jeremias 11:4; Jeremias 11:7).
Isso significa que eles deviam reconhecer Deus como seu Senhor, entregar-se a ele como súditos e servos, e prestar muita atenção a tudo o que ele lhes revelasse. Deviam cumprir seus mandamentos, não apenas alguns, mas tudo o que ele ordenasse. Precisavam ter cuidado especial com os deveres morais, sem se acomodar apenas em rituais. Deveriam ouvir as palavras da aliança e colocá-las em prática.
Esse foi o acordo original de Deus com eles, quando primeiro os formou como povo. Era o que ele havia ordenado a seus pais quando os tirou do Egito (Jeremias 11:4; Jeremias 11:7). Deus nunca pretendeu guiá-los e protegê-los em outros termos. Ele os resgatou dos egípcios, que foram para eles como uma fornalha de ferro, para que servissem a ele em seu lugar. Libertou-os da escravidão para que entrassem em seu serviço, que é a verdadeira liberdade (Lucas 1:74; Lucas 1:75).
Esse dever não apenas lhes foi apresentado, mas lhes foi insistentemente cobrado (Jeremias 11:7). Deus não somente o ordenou, mas advertiu com força seus pais quando os trouxe para a aliança consigo. Moisés repetia isso sem cessar, ensinando-os pouco a pouco, mandamento sobre mandamento.
Essa obediência também era a condição da relação especial deles com Deus, que era sua grande honra e privilégio: “Assim sereis o meu povo, e eu serei o vosso Deus”. Isso quer dizer que Deus os reconheceria como seu povo, e eles poderiam invocá-lo como seu Deus. Mas também fica o alerta de que, se se recusassem a obedecer, não poderiam mais reivindicar os benefícios dessa relação.
Também foi nesses termos que a terra de Canaã lhes foi dada por herança: “Obedecei à minha voz, para que eu confirme o juramento que fiz a vossos pais, de lhes dar uma terra que mana leite e mel” (Jeremias 11:5). Deus estava pronto para cumprir a promessa, mas eles precisavam cumprir a condição. Se não o fizessem, a promessa deixaria de valer para eles, e Deus seria justo em removê-los da terra. Eles entraram naquela terra sob a condição de boa conduta; portanto, não seria injusto expulsá-los por má conduta. A obediência era como o “aluguel” previsto no contrato, com o direito de tomar a terra de volta se o aluguel não fosse pago.
Essa obediência era exigida não apenas como condição para a bênção, mas também sob pena de maldição. Isso é declarado primeiro aqui, para que o povo, se possível, fosse despertado pelo temor do Senhor: “Maldito o homem” – ainda que fosse apenas uma pessoa – “que não obedecer às palavras deste concerto” (Jeremias 11:3). Quanto mais grave, então, quando toda a nação se rebelava. Há maldições na aliança, assim como bênçãos. Moisés lhes apresentou não só a vida e o bem, mas também a morte e o mal (Deuteronômio 30:15); portanto, eles haviam sido claramente advertidos quanto às consequências mortais da desobediência.
Para que essa aliança não fosse esquecida, Deus continuou a lembrá-la repetidas vezes. Por meio de seus servos, os profetas, insistiu constantemente na mesma exigência. Assim, eles não podiam desculpar sua desobediência alegando que essa demanda nunca lhes fora feita. Desde o dia em que os tirou do Egito até aquele momento, por quase mil anos, Deus vinha, de uma forma ou de outra, chamando-os de volta à obediência. Ele leva em conta por quanto tempo temos à disposição os meios de graça, quão fortemente esses meios têm agido sobre nós, e quantas vezes não apenas fomos instruídos, mas advertidos com solene urgência quanto ao nosso dever.
Essa aliança também foi respondida com consentimento (Jeremias 11:5). “Então respondi e disse: Amém, ó Senhor!” Essas são palavras do profeta e podem ser entendidas de três maneiras. Podem exprimir a concordância pessoal de Jeremias com a aliança, desejando participar de suas bênçãos. Podem expressar o bom desejo dele de que o povo desfrutasse dos benefícios da aliança e permanecesse na terra. Ou ele pode estar falando em nome do povo, lembrando que, um dia, eles mesmos haviam concordado com esses termos.
Se entendermos assim, isso aponta para a concordância declarada do próprio povo com a aliança. Eles haviam aceitado seus mandamentos quando disseram: “Tudo o que o Senhor falou faremos e obedeceremos”. Também aceitaram as penalidades quando responderam “Amém” às maldições proclamadas no monte Ebal. Quanto mais solenemente nos ligamos a Deus, mais motivo temos para esperar que nosso compromisso permaneça. E, no entanto, no caso deles, não permaneceu.
O profeta então os acusa de quebrarem a aliança, de forma tão séria que equivalia a perder o direito ao próprio documento que os constituía como povo (Jeremias 11:8).
Deus havia falado repetidas vezes, por meio da lei e dos profetas, dizendo: “Obedecei à minha voz, fazei o que vos ordeno, e tudo vos irá bem”. Mas eles não quiseram obedecer. Tendo o coração voltado contra os mandamentos de Deus, nem sequer se dispunham a ouvi-los. Mantinham-se o mais longe possível do chamado de Deus.
Em vez disso, cada um andava segundo os propósitos obstinados de seu próprio coração maligno. Seguiam as próprias ideias. Cada um fazia o que seu gosto e inclinação lhe sugeriam, fosse certo ou errado, lícito ou ilícito, tanto no culto quanto na vida diária (Jeremias 7:24). Que poderiam esperar, então, senão cair sob a maldição da aliança, já que se recusavam a cumprir seus mandamentos e condições? Por isso Deus diz: “Trarei sobre eles todas as palavras deste concerto”, isto é, todas as advertências e juízos que ele contém, porque não fizeram o que lhes foi ordenado.
As palavras da aliança de Deus nunca falham. Se não obedecemos e, assim, não nos colocamos debaixo de suas bênçãos, nossa desobediência nos colocará debaixo de suas maldições. O que tornava ainda pior o afastamento deles de Deus era o fato de ser algo generalizado e, por assim dizer, combinado em comum acordo (Jeremias 11:9; Jeremias 11:10). Jeremias podia ver que muitos estavam abertamente desobedecendo a Deus, mas o Senhor lhe revelou que a situação era mais grave do que ele imaginava: “Uma conspiração se acha entre os homens de Judá e entre os moradores de Jerusalém”, conhecida por aquele cujo olhar vê o mal oculto.
Havia um complô contra Deus e contra a verdadeira religião, um plano perigoso de derrubar o governo de Deus e introduzir falsos deuses. Isso mostra que eles pecavam de modo deliberado, e não por descuido ou ignorância. Mostra também que eram astutos no mal e atacavam a verdadeira fé com habilidade e planejamento. Estavam unidos nesse esquema e, como costuma acontecer com conspiradores, comprometidos a se apoiar mutuamente e a permanecer juntos, para o bem ou para o mal. Era uma conspiração maldita. Oxalá não houvesse nada semelhante em nossos dias.
Note o alvo dessa conspiração. Eles queriam derrubar a revelação de Deus, pô-la de lado e impedir que o povo ouvisse ou se importasse com as palavras de Deus. Fizeram o que puderam para enfraquecer a autoridade da Escritura e torná-la coisa de pouco valor. Desejavam que o povo seguisse outros deuses, consultando-os como se fossem oráculos, buscando-os como se fossem seus ajudadores e doadores de bens. Na prática, a razão humana se tornaria seu deus, ou uma suposta “luz interior” se tornaria seu deus, ou um juiz infalível se tornaria seu deus, ou santos e anjos seriam seus deuses, ou o deus de uma ou outra nação seria o deles. Sob muitas máscaras diferentes, era a mesma conspiração contra o Senhor e contra o seu Ungido, isto é, contra o Rei que ele escolheu.
Quem fazia parte dessa conspiração? Alguém poderia esperar que fossem líderes estrangeiros no centro de tudo, mas não era assim. O povo de Jerusalém se uniu aos homens de Judá; cidade e campo estavam juntos nisso, mesmo que discordassem em outras questões. O povo daquela geração também parecia unir-se ao povo das gerações anteriores, levando adiante, de era em era, uma guerra contra a verdadeira religião. Tinham retornado aos pecados de seus pais e ocupado o lugar deles, uma semente de malfeitores, um povo que crescia em iniquidade (Números 32:14).
No tempo de Josias houve uma reforma, mas, depois de sua morte, o povo voltou ao culto aos ídolos que antes havia rejeitado. Judá e Israel, o reino das dez tribos e o reino das duas tribos, embora muitas vezes em oposição feroz um ao outro, ainda assim estavam unidos em quebrar a aliança que Deus fizera com seus pais, os pais de todas as doze tribos. A casa de Israel iniciou a rebelião, mas a casa de Judá logo aderiu a essa conspiração.
O que mais se poderia esperar, senão que Deus tratasse com severidade tanto os conspiradores quanto a própria conspiração? Ninguém jamais endureceu o coração contra Deus desse modo e prosperou. Quem faz rolar essa pedra contra o Senhor acabará vendo-a rolar de volta sobre si mesmo.
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Deste capítulo
Jeremias 11:2
"Ouvi as palavras desta aliança, e falai aos homens de Judá, e aos habitantes de Jerusalém."
Jeremias 11:3
"Dize-lhes pois: Assim diz o Senhor Deus de Israel: Maldito o homem que não escutar as palavras desta aliança,"
Jeremias 11:4
"Que ordenei a vossos pais no dia em que os tirei da terra do Egito, da fornalha de ferro, dizendo: Dai ouvidos à minha voz, e fazei conforme a tudo quanto vos mando; e vós sereis o meu povo, e eu serei o vosso Deus."
Jeremias 11:5
"Para que confirme o juramento que fiz a vossos pais de dar-lhes uma terra que manasse leite e mel, como se vê neste dia. Então eu respondi, e disse: Amém, ó Senhor."
Jeremias 11:6
"E disse-me o Senhor: Apregoa todas estas palavras nas cidades de Judá, e nas ruas de Jerusalém, dizendo: Ouvi as palavras desta aliança, e cumpri-as."
Jeremias 11:7
"Porque deveras adverti a vossos pais, no dia em que os tirei da terra do Egito, até ao dia de hoje, madrugando, e protestando, e dizendo: Dai ouvidos à minha voz."
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