Versículo em destaque
Zacarias 8:18 - Significado e aplicação
Entenda como este versículo fala com o que você está vivendo e como aplicá-lo hoje
Tradução: Almeida Corrigida Fiel
" E a palavra do Senhor dos Exércitos veio a mim, dizendo: "
Zacarias 8:18
Versículo no contexto
Entender os versículos ao redor evita interpretações incorretas:
16 Estas são as coisas que deveis fazer: Falai a verdade cada um com o seu próximo; executai juízo de verdade e de paz nas vossas portas.
17 E nenhum de vós pense mal no seu coração contra o seu próximo, nem ameis o juramento falso; porque todas estas são coisas que eu odeio diz o Senhor.
18 E a palavra do Senhor dos Exércitos veio a mim, dizendo:
19 Assim diz o Senhor dos Exércitos: O jejum do quarto, e o jejum do quinto, e o jejum do sétimo, e o jejum do décimo mês será para a casa de Judá gozo, alegria, e festividades solenes; amai, pois, a verdade e a paz.
20 Assim diz o Senhor dos Exércitos: Ainda sucederá que virão os povos e os habitantes de muitas cidades.
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Esses versículos contêm duas preciosas promessas, dadas para encorajar os judeus piedosos que se empenhavam em reconstruir o templo.
Primeiro, seus jejuns chegariam ao fim e não seriam mais necessários. Em vez disso, esses jejuns se tornariam dias de ações de graças (Zacarias 8:19). Esta é a resposta clara de Deus à pergunta sobre os jejuns em (Zacarias 7:3). Alguns jejuaram apenas exteriormente e receberam juízo no capítulo anterior. Mas aqueles que de fato se humilharam diante de Deus e buscaram a sua face agora recebem a consoladora promessa de terem parte na alegria futura.
Os quatro jejuns anuais que eles guardavam fielmente se transformariam em gozo e alegria para a casa de Judá, junto com festividades cheias de contentamento. Tempos alegres chegam à igreja depois de períodos de aflição. Se o choro dura mais do que uma noite, e a alegria não vem na manhã seguinte, ainda assim a manhã virá a seu tempo. Quando Deus se aproxima de nós em misericórdia, devemos encontrá-lo com alegria e gratidão. Quando ele converte juízos em misericórdias, devemos converter jejuns em festas e andar em sintonia com o Senhor.
Os que semeiam em lágrimas com Sião colherão com alegria com ela, e os que se submetem a seus jejuns solenes enquanto duram participarão de suas festas jubilosas quando chegarem (Isaías 66:10). Dessa promessa decorre uma lição prática: amar a verdade e a paz. Ser fiel e honesto em tudo, e considerar isso um prazer, mesmo que implique abrir mão de ganhos desonestos de que outros desfrutam. No que depender de você, viver em paz com todos, e sentir-se em casa na prática da bondade. Deixar que a verdade de Deus guie a mente e que a paz de Deus governe o coração.
A segunda promessa é que muitos estrangeiros seriam trazidos para dentro da igreja pela conversão (Zacarias 8:20-23). Isso se cumpriu em parte mais tarde, dentro da comunidade judaica, quando muitos convertidos vieram de terras próximas e distantes para adorar em Jerusalém. Isso contribuiu para que a cidade se tornasse mais importante e próspera antes do tempo do nosso Salvador. Mas a promessa se cumpriria muito mais plenamente quando os gentios, as nações não judias, fossem trazidos à fé em Cristo e se unissem aos judeus crentes em um só grande corpo, sob Cristo como cabeça, mistério agora esclarecido pelos escritos dos profetas (Romanos 16:26).
Note-se quem seria acrescentado à igreja: povos e habitantes de muitas cidades (Zacarias 8:20). Não seriam apenas alguns camponeses simples, ou pessoas ociosas sem ocupação, que creriam no evangelho. Homens e mulheres das cidades, pessoas inteligentes, de negócios e experiência, também abraçariam a Cristo. Sim, muitos povos e poderosas nações viriam, de muitas línguas (Zacarias 8:22-23). Isso mostra que eles não são trazidos apenas por persuasão humana, pois falam línguas diferentes; nem por força, pois são nações fortes que poderiam resistir. Eles vêm somente pela ação eficaz da verdade e da graça de Deus. Deus tem seu remanescente em todo lugar, e na grande assembleia da igreja dos primogênitos haverá pessoas de toda nação e tribo (Apocalipse 7:9).
A vinda deles à igreja é descrita assim: virão para orar diante do Senhor e para buscar ao Senhor dos Exércitos (Zacarias 8:21). Para mostrar que isso é o principal na conversão deles, a ideia é repetida em (Zacarias 8:22): virão buscar ao Senhor dos Exércitos em Jerusalém e orar diante do Senhor. Não se fala de sacrifícios, não só porque estes não eram esperados dos convertidos gentios, mas porque, quando os gentios fossem trazidos, sacrifício e oferta seriam abolidos. Assim se vê quem deve ser considerado verdadeiro convertido a Deus e membro da igreja, e todo verdadeiro convertido a Deus é membro da igreja.
São aqueles que buscam o Senhor dos Exércitos, que perguntam pelo Deus que os fez, desejam o seu favor e, com sinceridade, querem conhecer a sua vontade e honrá-lo. Esse é o povo que o busca. São também os que oram diante do Senhor, que levam a sério a oração e a integram de fato à vida, que não ousariam viver sem ela e que, por meio da oração, dão a Deus honra, confessam sua dependência dele, mantêm comunhão com ele e dEle recebem misericórdia e graça. Eles igualmente demonstram respeito pelo modo de adoração revelado por Deus, o que é representado pelo fato de fazerem isso em Jerusalém, o lugar que Deus escolheu, onde estavam a sua palavra e o seu templo. Esse templo apontava para Cristo e para a sua mediação, isto é, seu ofício de nos conduzir a Deus, o que todos os adoradores fiéis considerarão com confiança.
A vinda deles seria conjunta, e eles se estimulariam mutuamente a participar disso (Zacarias 8:21). O povo de uma cidade iria a outra, como antes iam de todas as partes da terra às festas anuais, e diriam: “Vamos depressa orar diante do Senhor. Eu também irei.” Isso mostra, em primeiro lugar, que aqueles que chegam ao conhecimento de Cristo devem fazer todo o possível para conduzir outros a ele. André levou Pedro a Cristo, e Filipe levou Natanael. A verdadeira graça não deseja guardar Cristo só para si.
Em segundo lugar, os que realmente sentem sua necessidade de Cristo e do favor de Deus por meio dele vão se despertar e despertar outros sem demora. “Vamos depressa orar” significa que isso é questão de vida ou morte para nossa alma e, portanto, não se deve perder tempo. Demoras são perigosas em assunto de tal importância. Em terceiro lugar, a comunhão com Deus é grandemente ajudada pela comunhão com outros crentes. É agradável ir juntos à casa de Deus (Salmo 55:14), ir com a multidão (Salmo 42:4), e faz bem quando os crentes se exortam uns aos outros a ir com presteza e não perder oportunidade. Devemos nos alegrar quando outros nos dizem: “Vamos” (Salmo 122:1). Assim como o ferro se afia com o ferro, os bons podem afiar uns aos outros no que é bom.
Por fim, todo aquele que estimula outros ao bem deve cuidar para não se desviar, desanimar ou recuar. O que diz “Vamos” também diz “Eu irei contigo”. Tudo o que recomendamos aos outros, devemos, com o máximo empenho, praticar nós mesmos, ou seremos julgados por nossas próprias palavras. Não deve ser: “Vão vocês, eu ficarei em casa”, mas: “Vão vocês, e eu irei com vocês”.
Eles se unirão à igreja não apenas por causa da própria igreja, mas por causa daquele que habita nela (Zacarias 8:23). Dez homens de diferentes nações e línguas pegarão na orla da veste de um judeu, pedindo que ele não os deixe para trás, mas os conduza. Isso mostra a grande honra que tributam a um judeu, por ele pertencer ao povo escolhido de Deus, e o consideram digno de estreita amizade.
Nem todos podem chegar e tomar-lhe a mão ou abraçá-lo, mas se mostram ansiosos por segurar a barra de sua roupa, tocar a orla do seu manto, e dizer: “Iremos com você, porque ouvimos que Deus está com você” (João 12:21). O evangelho foi pregado primeiro aos judeus, pois os apóstolos eram judeus, e a partir deles foi levado aos gentios, isto é, às nações. Paulo, judeu, foi alguém cuja “orla” muitos agarraram quando o receberam como se fosse um anjo de Deus, rogando que os guiasse a Cristo.
Esse é o privilégio dos santos: eles têm Deus com eles, no meio deles, conhecido, temido e adorado entre eles. Eles desfrutam de seu favor e de sua presença graciosa, e isso deve nos atrair à comunhão com eles. É bom estar com aqueles que têm Deus com eles, e os que se unem ao Senhor devem também unir-se ao seu povo. Se tomamos Deus como nosso Deus, devemos tomar seu povo como nosso povo, partilhar nossa sorte com ele e estar dispostos a ser contados entre eles.
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Deste capítulo
Zacarias 8:1
"Depois veio a mim a palavra do SENHOR dos Exércitos, dizendo:"
Zacarias 8:2
"Assim diz o Senhor dos Exércitos: Zelei por Sião com grande zelo, e com grande indignação zelei por ela."
Zacarias 8:3
"Assim diz o Senhor: Voltarei para Sião, e habitarei no meio de Jerusalém; e Jerusalém chamar-se-á a cidade da verdade, e o monte do Senhor dos Exércitos, o monte santo."
Zacarias 8:4
"Assim diz o Senhor dos Exércitos: Ainda nas praças de Jerusalém habitarão velhos e velhas; levando cada um, na mão, o seu bordão, por causa da sua muita idade."
Zacarias 8:5
"E as ruas da cidade se encherão de meninos e meninas, que nelas brincarão."
Zacarias 8:6
"Assim diz o Senhor dos Exércitos: Se isto for maravilhoso aos olhos do restante deste povo naqueles dias, será também maravilhoso aos meus olhos? diz o Senhor dos Exércitos."
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