Versículo em destaque

Zacarias 6:9 - Significado e aplicação

Entenda como este versículo fala com o que você está vivendo e como aplicá-lo hoje

Tradução: Almeida Corrigida Fiel

" E a palavra do Senhor veio a mim, dizendo: "

Zacarias 6:9

menu_book Versículo no contexto

7 E os cavalos fortes saíam, e procuravam ir por diante, para percorrerem a terra. E ele disse: Ide, percorrei a terra. E percorreram a terra.

8 E chamou-me, e falou-me, dizendo: Eis que aqueles que saíram para a terra do norte fizeram repousar o meu Espírito na terra do norte.

9 E a palavra do Senhor veio a mim, dizendo:

10 Toma dos que foram levados cativos, a saber, de Heldai, de Tobias e de Jedaías, os quais vieram de babilônia, e vem tu no mesmo dia, e entra na casa de Josias, filho de Sofonias.

11 Toma, digo, prata e ouro, e faze coroas, e põe-nas na cabeça do sumo sacerdote Josué, filho de Jozadaque.

auto_stories

Explore estudos bíblicos guiados

Sessões estruturadas com notas, perguntas e insights de orientadores

Micro-Study 5 dias

As Bem-Aventuranças (5 Dias)

Cinco encontros curtos com as bênçãos de Jesus e o caráter do reino de Deus.

Prévia da sessão 1:

Bem-Aventurados os Humildes e os que Choram

schedule 6 min

Micro-Study 5 dias

Salmos de Consolo (5 Dias)

Cinco encontros curtos nos Salmos, pensados para dias pesados em que há pouco tempo e pouca energia.

Prévia da sessão 1:

O Cuidado do Pastor

schedule 5 min

lock_open Crie uma conta grátis para salvar notas, acompanhar progresso e desbloquear todas as sessões

person_add Criar conta grátis

auto_stories Comentário Bible Guided

Deus não falou de uma só maneira no passado. Ele falou em muitas ocasiões e de muitas formas, por meio dos profetas, ao seu povo. Na primeira parte deste capítulo, Ele falou por meio de uma visão que somente o profeta viu. Aqui, na parte final, Ele fala por meio de um sinal, um tipo, que muitos puderam ver. À medida que esse sinal era explicado, ficava claro que apontava para o Messias, Cristo como sacerdote e rei de sua igreja.

O ato especial que Deus ordenou foi a coroação de Josué, o sumo sacerdote, em Zacarias 6:10-11. Vale notar que o Antigo Testamento nos apresenta dois grandes tipos de Cristo, e ambos se chamam Josué, o mesmo nome que Jesus, forma que aparece na Bíblia grega e no Novo Testamento (Atos 7:45). Um Josué foi o grande capitão, figura de Cristo, o capitão da nossa salvação. O outro Josué foi o sumo sacerdote, figura de Cristo, o sumo sacerdote da nossa confissão. Ambos, em seu tempo, foram salvadores e condutores para a terra de Canaã.

O que aqui é especialmente impressionante é que Josué, o sumo sacerdote, foi alvo de uma ação ordenada por Deus justamente para apontar para Cristo, o sacerdote segundo a ordem de Melquisedeque, que é ao mesmo tempo rei e sacerdote. Josué não estava tentando obter uma coroa, e o povo não estava pedindo um governante coroado sobre eles. Mesmo assim, o profeta, para surpresa de ambos, recebeu ordem de coroar Josué como se fosse um rei. A sabedoria e devoção de Zorobabel impediram que isso fosse entendido como um insulto a ele, como se um rival tivesse sido levantado ao seu lado. Ao mesmo tempo, a providência de Deus impediu que os reis persas se ofendessem, como se isso fosse uma rebelião contra o seu domínio. Quando temos certeza de que algo é vontade de Deus, como era o caso aqui, podemos suportar com segurança a desaprovação dos homens.

Alguns judeus vieram da Babilônia trazendo uma oferta para a casa de Deus, e seus nomes foram registrados para honra deles. Eles vieram do cativeiro a Jerusalém para uma visita. Deveriam ter dado um adeus definitivo à Babilônia e se estabelecido com seus irmãos na sua própria terra. Como não fizeram isso, talvez tenham pensado que essa visita compensaria sua demora e frieza. É possível também que tenham vindo como representantes da comunidade judaica mais ampla que ainda vivia na Babilônia, onde muitos levavam uma vida confortável, e trouxeram ouro e prata porque tinham ouvido dizer que a obra do templo avançava lentamente por falta de recursos.

Os que não podem sustentar uma boa obra com suas próprias mãos devem sustentá-la com seus bens, na medida em que podem. Se alguns podem fornecer o trabalho, outros podem fornecer os recursos. Deus também marcou o tempo e o lugar para o profeta encontrá-los. Eles pretendiam entregar sua dádiva ao sacerdote, o ministro comum de Deus, mas Deus tinha preparado um profeta, um mensageiro extraordinário, para recebê-los. Isso seria motivo de encorajamento para eles, pois no cativeiro muitas vezes tinham dito: “Já não vemos sinais; não há mais profeta.” E esse fato também serviria para atrair de volta a terra outros judeus, pois ela começava novamente a se mostrar como terra santa, agora que o espírito de profecia havia retornado.

Zacarias recebeu ordem de encontrá-los no mesmo dia em que chegassem, porque eles não perderiam tempo para ofertar o seu presente. Ele devia recebê-los com acolhimento e assegurar-lhes que Deus aceitava a oferta. Ele deveria encontrá-los na casa de Josias, filho de Sofonias, que provavelmente era o tesoureiro do templo e responsável pelos seus fundos. Eles trouxeram ouro e prata para uso no templo, mas Deus determinou que esses recursos servissem para honrar Alguém maior que o templo (Mateus 12:6).

Coroas deveriam ser feitas e colocadas sobre a cabeça de Josué, em Zacarias 6:11. É provável que fossem duas coroas, uma de prata e outra de ouro. Alguns entendem que a coroa de prata indicaria a dignidade sacerdotal e a de ouro, a dignidade real. Mais provavelmente, porém, já que Josué já era sacerdote e já possuía uma coroa de ouro puro, que simbolizava sua honra e autoridade sacerdotais, essas coroas de prata e ouro apontavam ambas para a dignidade real. A coroa de prata pode ter representado o reino do Messias durante sua vida terrena, quando Ele foi o Rei de Israel (João 1:49). A coroa de ouro, então, representaria seu reino exaltado, cuja glória supera tanto a primeira quanto o ouro supera a prata.

Aqueles que antes adoraram o sol e a lua agora se inclinariam diante das coroas de prata e de ouro do Redentor exaltado. Diante dele, o sol ficará envergonhado e a lua perderá o seu brilho, porque ambos serão ofuscados.

O significado dessa cerimônia também foi dado por Deus. Todos iriam perguntar: “O que significa Josué ser coroado assim?” O profeta estava pronto para explicar. Uma mensagem falada foi unida ao sinal visível, para que o sinal fosse mais notado e melhor lembrado.

A promessa é, em primeiro lugar, que, na plenitude dos tempos, Deus levantará um grande sumo sacerdote semelhante a Josué. Josué foi informado de que ele era apenas uma figura de Alguém que ainda viria, um pálido esboço dele (Zacarias 6:12). O Senhor dos Exércitos declara que o homem cujo nome é Renovo brotará do seu lugar, de Belém, cidade de Davi, lugar escolhido para o seu nascimento. Embora sua família parecesse como raiz em terra seca, desse tronco brotaria o Renovo, assim como flores nascem na primavera quando o sol retorna. Alguns entendem a expressão como “ele crescerá pela sua própria força”, isto é, se levantará por sua própria vida e poder.

Em segundo lugar, assim como Josué foi um trabalhador útil na construção do templo, assim o Renovo será o grande construtor, o único construtor, do templo espiritual, a igreja do evangelho. Ele edificará o templo do Senhor, e a profecia repete isso para dar ênfase: ele mesmo edificará o templo do Senhor (Zacarias 6:13). Ele crescerá para fazer o bem, para servir à glória de Deus e para ser grande bênção para as pessoas. A igreja do evangelho é o templo do Senhor, uma casa espiritual (1 Pedro 2:5), um templo santo (Efésios 2:21). No antigo templo, Deus se revelava ao seu povo e recebia a sua adoração. Na igreja do evangelho, sua luz brilha por meio da Palavra, e seu povo oferece sacrifícios espirituais de oração e louvor. Cristo não é apenas o fundamento desse templo, mas também aquele que o edifica por meio do seu Espírito e da sua graça.

Em terceiro lugar, Cristo levará sobre si a glória. A glória é um fardo pesado, mas não pesado demais para aquele que sustenta todas as coisas. Ele carregou a cruz, que era a sua glória, e também levará a coroa, que é um peso de glória. O governo está sobre os seus ombros, e nisto Ele leva a glória (Isaías 9:6). Toda a glória da casa de seu Pai será pendurada nele (Isaías 22:24). Isso lhe convém perfeitamente, e Ele é plenamente capaz de suportá-la.

A glória do sacerdócio e da realeza havia sido dividida entre a casa de Arão e a casa de Davi. Agora, uma só pessoa carregará toda a glória de ambas. O que Ele assume, e o que Ele realiza, será verdadeiramente a glória de Israel. Por isso o povo deve esperá-lo e ficar satisfeito mesmo sem o esplendor exterior que teve no passado, porque uma glória maior está para vir.

Ele exaltará essa glória, ou, em outras palavras, a restaurará. A glória de Israel tinha sido abatida e pisoteada, mas Ele a levantará do pó. Ele também terá um trono, e será ao mesmo tempo sacerdote e rei nesse trono. Ter um trono significa honra e domínio, um lugar elevado com ampla autoridade.

Esse sacerdote será também rei, e sua obra sacerdotal não diminuirá em nada sua dignidade real. Ele se assentará e dominará no seu trono. Cristo, como sacerdote, vive sempre para interceder por nós, isto é, para pleitear a nossa causa diante de Deus. Contudo, Ele o faz à destra do Pai, com plena autoridade (Hebreus 8:1). Temos um sumo sacerdote que Israel nunca teve, pois Ele está assentado à direita do trono da Majestade nos céus, e isso confere poder à sua mediação, à sua obra de aproximar Deus e pecadores. Aquele que fala por nós dentro do véu é o mesmo que ali se assenta e reina.

Cristo foi designado para oferecer sacrifício por nós, e também foi autorizado a reinar sobre nós. Ele não nos salvará se não estivermos dispostos a que Ele nos governe. Deus preparou-lhe um trono no céu, e, se quisermos qualquer benefício desse trono, precisamos também preparar para Ele um trono em nossos corações. Devemos alegrar-nos em vê-lo assentado e governando ali, e todo pensamento em nós deve ser trazido à obediência a Ele.

Esse rei será também sacerdote, sacerdote em seu trono. Junto com a majestade e o poder de um rei, Ele possui a ternura e a simplicidade de um sacerdote. O sacerdote é tirado dentre os homens e constituído a favor dos homens, para poder ter compaixão dos ignorantes e dos que se desviam (Hebreus 5:1, 2). Em cada ato do seu governo como rei, Ele realiza o propósito de sua graça como sacerdote. Assim, seu povo não deve olhar para o seu trono, ainda que seja um trono de glória e de juízo, apenas com temor. Há um arco-íris ao redor do trono, e Aquele que ali está é também sacerdote sobre o trono.

O conselho de paz estará entre ambos. Isso pode significar, em primeiro lugar, entre o Senhor e o Renovo, entre o Pai e o Filho. Os planos da paz que seria feita entre Deus e os homens, por meio da mediação de Cristo, foram estabelecidos pela sabedoria infinita na aliança da redenção, o acordo eterno para salvar pecadores. O Pai e o Filho estavam em perfeita harmonia quanto a isso.

Ou pode significar, mais diretamente, entre o sacerdócio e o trono, isto é, entre o ofício sacerdotal e o ofício real de Jesus Cristo. O homem, o Renovo, precisa crescer para executar um plano de paz: paz na terra e, antes disso, paz com o céu. Os pensamentos de Deus para conosco eram pensamentos de paz e, ao realizá-los, ele exaltou seu Filho Jesus Cristo como Príncipe e Salvador. Deu-lhe um trono, com a condição de que fosse sacerdote no seu trono. Exercendo conjuntamente ambos os ofícios, sacerdote e rei, ele traria a reconciliação do homem com Deus e a felicidade do homem em Deus.

Alguns entendem que isso aponta também para o antigo governo de Israel, em que rei e sacerdote eram oficiais distintos, mas cooperavam para a paz e a prosperidade da igreja e do Estado, como fazem agora Zorobabel e Josué, com o auxílio dos profetas. De modo semelhante, a paz e o bem-estar da igreja sob o evangelho e de todos os crentes são realizados não por duas pessoas diferentes, mas por dois ofícios distintos unidos em uma só pessoa. Cristo adquire toda a paz por seu sacerdócio e a preserva e protege por seu reino. Seu ofício profético também serve a ambos nesse grande trabalho.

Haverá ainda uma feliz união de judeus e gentios na igreja do evangelho, e ambos se encontrarão em Cristo, o sacerdote no seu trono, como centro de sua unidade (Zacarias 6:15). Aqueles que estão longe virão edificar no templo do Senhor. Alguns entendem isso dos judeus que ainda estavam longe, em Babilônia, e tinham permanecido no cativeiro, o que desanimava os que tinham voltado e sentiam falta da ajuda deles na reconstrução do templo. Deus promete que muitos deles, e também alguns de outras nações que tinham abraçado a fé de Israel, viriam auxiliar na edificação do templo, e muitas mãos tornariam o trabalho mais leve.

Os reis da Pérsia ajudaram na construção do templo (Esdras 6:8) e no seu suprimento (Esdras 7:19, 20). Mais tarde, Herodes, o Grande, e outros estrangeiros contribuíram para adornar e enriquecer o templo. Mas isso aponta também para aquele templo do Senhor que o homem, o Renovo, edificaria. Gentios, estrangeiros de terras distantes, cooperariam nessa edificação, porque Deus suscitaria ministros dentre eles, que trabalhariam com Cristo nessa obra. E todos os crentes gentios seriam também como pedras acrescentadas a esse templo, de modo que ele cresce para ser um santuário santo (Efésios 2:20-22). Quando Deus decide edificar o seu templo, ele pode trazer gente de longe e usá-la nesse serviço.

O cumprimento disso confirmaria de forma marcante a veracidade da palavra de Deus: sabereis que o Senhor dos Exércitos me enviou a vós. A promessa de que os que estavam de longe viriam ajudar a construir o templo funcionava como um sinal. Por meio dela, eles poderiam ter certeza de que as demais promessas também seriam cumpridas a seu tempo. Isso aconteceria em breve, e assim foi. Aqueles que tinham sido seus inimigos e acusadores, por causa do decreto do rei, tornaram-se seus auxiliares e rapidamente fizeram o que lhes foi ordenado para o progresso da obra. Assim o trabalho avançou e foi concluído (Esdras 6:13, 14). Por essa ajuda surpreendente, vinda de longe, na edificação do templo, eles podiam saber que Zacarias, que havia anunciado isso de antemão, fora realmente enviado por Deus, e que sua palavra sobre o homem, o Renovo, também se cumpriria.

Essas promessas eram também um forte chamado à obediência: isso acontecerá, e vocês terão ajuda na construção do templo, se diligentemente ouvirem a voz do Senhor, seu Deus. Eles contariam com auxílio estrangeiro na construção do templo, se se aplicassem ao trabalho com seriedade. A ajuda de outros não deveria servir de desculpa para sua negligência, mas sim estimulá-los a trabalhar com mais empenho. Eles desfrutariam do benefício e do consolo dessas promessas se levassem a sério o seu dever. Precisavam lembrar que estavam sob um chamado à obediência fiel; e, ainda que Deus se inclinasse para eles em misericórdia, não poderiam esperar que ele continuasse a fazê-lo se não andassem nos seus caminhos.

O que Deus exige de nós, para que desfrutemos do seu favor, é obediência à sua vontade revelada. E essa obediência precisa ser zelosa e sincera. Não podemos obedecer de fato à voz de Deus sem esforço e atenção, e nossa obediência não será aceita se for apenas pela metade, feita de modo descuidado ou dividido.

Havia ainda uma providência para manter esse acontecimento na memória. As coroas usadas nesse ato solene não foram dadas a Josué para seu uso pessoal, mas deviam ser guardadas como memorial no templo do Senhor (Zacarias 6:14). Ou foram colocadas no tesouro do templo, ou, como diz a tradição judaica, penduradas nas janelas do templo, onde todos pudessem vê-las. Assim serviam como lembrança permanente, testemunho público da promessa do Messias e desse ato simbólico que confirmava tal promessa.

As coroas foram atribuídas àqueles que haviam fornecido os materiais, e alguns pensam que seus nomes foram gravados nelas. Eram guardadas como prova pública de sua dedicação generosa e como estímulo para que outros trouxessem ofertas à casa de Deus com o mesmo espírito. De muitas maneiras, Deus deu aos crentes do Antigo Testamento auxílios para a sua fé enquanto esperavam a consolação de Israel, até que chegasse o tempo determinado em que ela se manifestaria.

IA cristã que considera sua denominação

Aplique Zacarias 6:9 na sua vida hoje

Receba orientação fundamentada nas Escrituras, que considera sua denominação e é personalizada para a sua situação.

1 Faça sua pergunta arrow_forward 2 Considere sua tradição arrow_forward 3 Aplique as Escrituras

✓ Sem cartão de crédito • ✓ 100% privado • ✓ 30 créditos grátis para começar

Como a sua IA cristã pode ajudar

Explore as Escrituras e a vida por uma perspectiva cristã

menu_book

Estudo bíblico

psychology

Orientação para a vida

favorite

Apoio em oração

lightbulb

Sabedoria diária

forum Pergunte à sua IA cristã — Grátis

Faça 3 perguntas grátis por semana. Não é necessário cartão de crédito. Ver planos

Deste capítulo

auto_awesome

Oração diária

Receba uma reflexão bíblica diária por e-mail

Comece cada manhã com um versículo, uma oração e um próximo passo simples.

Grátis. Cancele quando quiser. Nunca compartilhamos seu email.

Aviso importante: Esta orientação bíblica não substitui cuidados profissionais de saúde mental. Se você estiver com sintomas de crise, ligue para 188 (CVV) no Brasil ou 988 nos EUA, ou procure ajuda profissional imediatamente.

Bible Guided oferece orientação baseada na fé e deve complementar, não substituir, apoio terapêutico profissional.