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Isaías 14:1 - Significado e aplicação

Entenda como este versículo fala com o que você está vivendo e como aplicá-lo hoje

Tradução: Almeida Corrigida Fiel

" Porque o SENHOR se compadecerá de Jacó, e ainda escolherá a Israel e os porá na sua própria terra; e ajuntar-se-ão com eles os estrangeiros, e se achegarão à casa de Jacó. "

Isaías 14:1

menu_book Versículo no contexto

1 Porque o SENHOR se compadecerá de Jacó, e ainda escolherá a Israel e os porá na sua própria terra; e ajuntar-se-ão com eles os estrangeiros, e se achegarão à casa de Jacó.

2 E os povos os receberão, e os levarão aos seus lugares, e a casa de Israel os possuirá por servos, e por servas, na terra do Senhor; e cativarão aqueles que os cativaram, e dominarão sobre os seus opressores.

3 E acontecerá que no dia em que o Senhor vier a dar-te descanso do teu sofrimento, e do teu pavor, e da dura servidão com que te fizeram servir,

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auto_stories Comentário Bible Guided

Este versículo apresenta a razão pela qual Babilônia precisava ser destruída e derrubada: Deus tinha misericórdia reservada para o seu povo. Como Ele determinou mostrar bondade a Jacó, as injustiças cometidas contra eles tinham de ser reparadas, e o opressor precisava ser julgado. A misericórdia para com Jacó implicava ira e ruína para os inimigos obstinados de Jacó, e Babilônia era um desses inimigos. O jugo que Babilônia havia colocado por tanto tempo sobre o pescoço deles precisava ser quebrado, e o povo precisava ser libertado. Assim como a destruição de Faraó foi necessária para a libertação de Israel do Egito, a queda de Babilônia era necessária para o resgate do povo de Deus.

A mesma profecia é, ao mesmo tempo, promessa para o povo de Deus e advertência para seus inimigos. A providência de Deus tem um lado luminoso voltado para Israel e um lado escuro voltado para os egípcios. Aqui o favor do Senhor repousa sobre Jacó, isto é, sobre os descendentes de Jacó que estavam cativos na Babilônia. Ele mostraria que ainda tem compaixão deles, que sua misericórdia não se esgotou e que não ficará irado para sempre. Embora por um tempo parecesse tê-los rejeitado, Ele provaria que continuam a ser o seu povo escolhido, e que a sua escolha permanece firme. Por mais que, aos nossos olhos, pareça o contrário, a misericórdia de Deus não acabou, e a sua promessa não falha (Salmo 77:8).

As bênçãos específicas que Ele tinha em mente para eles eram muitas. Primeiro, Ele os traria de volta à sua própria terra, da qual haviam sido expulsos. Ser restabelecido na terra santa, a terra prometida, é dom de misericórdia, e uma misericórdia especial. Segundo, muitos estrangeiros se uniriam à sua fé e voltariam com eles, movidos pelos claros sinais do favor de Deus, pela sua obra neles e pelo cuidado que Ele demonstrava para com eles. Estrangeiros se juntariam a eles dizendo, em essência: “Iremos com vocês, porque ouvimos dizer que Deus está com vocês” (Zacarias 8:23). Isso acrescenta honra e força a Israel, e também mostra o crescimento da igreja quando muitos de fora são incorporados (Atos 2:47).

O povo de Deus não deve se mostrar relutante em acolher estrangeiros. Deve receber aqueles a quem Deus recebe e reconhecer aqueles que se apegam à casa de Jacó. Em terceiro lugar, esses novos seguidores não apenas honrariam a sua causa, mas também os ajudariam de forma prática no caminho de volta para casa. Os povos entre os quais eles haviam vivido os tomariam, cuidariam deles, se compadeceriam e os conduziriam ao seu lugar. Alguns fariam isso como amigos que lamentam perder uma companhia tão boa, outros como servos prontos a lhes prestar toda a gentileza. Da mesma forma, o povo de Deus deve viver de tal modo entre os outros que ganhe afeto e faça a fé parecer bela aos olhos deles. Isso se cumpriu quando os cativos voltaram da Babilônia e os que estavam ao redor os ajudaram na viagem, conforme o decreto de Ciro (Esdras 1:4, 1:6), não porque estivessem cansados deles, como os egípcios estiveram de Israel, mas porque os amavam.

Em quarto lugar, quando os cativos regressem, seriam beneficiados pelo serviço desses estrangeiros. Alguns prefeririam ir com eles, ocupando o lugar mais humilde, a ficar onde estavam. Passariam a possuí-los na terra do Senhor como servos e servas. As leis daquela terra impediam que os servos fossem esmagados, e as bênçãos ali presentes faziam dela um lugar melhor para servos do que muitos outros. Até mesmo aqueles que antes estavam fora da aliança podiam participar de sua bondade, pois havia uma só lei para o estrangeiro e para o natural da terra. Os que vivem na terra do Senhor, terra de luz, devem cuidar para que seus servos e servas também participem de suas bênçãos. Assim, será melhor pertencer à terra do Senhor do que pertencer a qualquer outro lugar.

Em quinto lugar, eles triunfariam sobre seus inimigos, e aqueles que recusassem a paz com eles seriam abatidos. Eles levariam cativos os que antes os haviam levado cativos e dominariam seus opressores, de modo justo, mas não por espírito de vingança. É possível que os judeus tenham comprado cativos babilônios dos medos e persas e os tenham feito escravos. Ou isso pode ter se cumprido em suas vitórias sobre os inimigos nos dias dos macabeus. Também aponta para o êxito do evangelho, quando alguns de seus maiores opositores, como Paulo, foram trazidos à obediência. E aponta para a participação dos crentes nas vitórias de Cristo sobre os inimigos espirituais, quando Ele levou cativo o cativeiro, e para o poder que os retos terão naquela manhã final (Salmo 49:14).

Por fim, eles veriam um desfecho feliz para todas as suas aflições (Isaías 14:3). O Senhor lhes daria descanso da tristeza, do temor e da dura servidão. O próprio Deus realizaria essa mudança bendita. Em sua condição externa, teriam repouso da escravidão, e os longos dias de aflição chegariam ao fim. A vara dos ímpios não repousaria para sempre sobre a sorte deles. Em seu interior, teriam descanso da tristeza e do medo, tanto dos fardos presentes quanto do pavor de males futuros. O medo pode agitar a alma tão fortemente quanto a tristeza, e alguém só está verdadeiramente em paz quando Deus concede descanso de ambos. Aqueles que são libertos da escravidão do pecado têm, assim, o início seguro de um verdadeiro descanso da dor e do temor.

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