Versículo em destaque
Isaías 14:4 - Significado e aplicação
Entenda como este versículo fala com o que você está vivendo e como aplicá-lo hoje
Tradução: Almeida Corrigida Fiel
" Então proferirás este provérbio contra o rei de babilônia, e dirás: Como já cessou o opressor, como já cessou a cidade dourada! "
Isaías 14:4
Versículo no contexto
Entender os versículos ao redor evita interpretações incorretas:
2 E os povos os receberão, e os levarão aos seus lugares, e a casa de Israel os possuirá por servos, e por servas, na terra do Senhor; e cativarão aqueles que os cativaram, e dominarão sobre os seus opressores.
3 E acontecerá que no dia em que o Senhor vier a dar-te descanso do teu sofrimento, e do teu pavor, e da dura servidão com que te fizeram servir,
4 Então proferirás este provérbio contra o rei de babilônia, e dirás: Como já cessou o opressor, como já cessou a cidade dourada!
5 Já quebrantou o Senhor o bastão dos ímpios e o cetro dos dominadores.
6 Aquele que feria aos povos com furor, com golpes incessantes, e que com ira dominava sobre as nações agora é perseguido, sem que alguém o possa impedir.
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Os reis de Babilônia, um após o outro, foram grandes inimigos e opressores do povo de Deus. Por isso, quando Babilônia cai e o seu rei e sua casa são arruinados, a Escritura faz uma pausa para notar isso e celebrar. No dia em que Deus der descanso a Israel, eles entoarão este provérbio zombeteiro contra o rei de Babilônia. Não convém que alguém se alegre pela queda de um inimigo meramente pessoal, como se só ficasse contente por causa de si mesmo. Mas quando Babilônia, inimiga comum de Deus e do seu povo, afunda, então o céu, os santos apóstolos e os profetas também são chamados a se alegrar (Apocalipse 18:20).
O império babilônico se comportou como se pudesse ser absoluto, mundial e eterno. Agindo assim, colocou-se contra o Todo‑Poderoso, de modo que é justo que não apenas seja abatido, mas ainda ridicularizado em sua queda. Este provérbio não se dirige apenas ao último rei, Belsazar, que foi morto na noite em que Babilônia foi tomada (Daniel 5:30). Ele representa todo o reino, que caiu com ele, especialmente na forma como havia chegado ao auge sob Nabucodonosor. Assim, a queda do rei de Babilônia é celebrada em um poema cuidadosamente composto, não para honrar seu sepultamento, mas para expor sua vida e deixar uma marca de vergonha permanente em sua memória.
O poema descreve como esse poderoso governante desceu morto à sepultura, embora tivesse sido um terror até para os fortes na terra dos viventes (Ezequiel 32:27). Primeiro, mostra a altura espantosa de riqueza e poder a que esse rei e seu império chegaram. Babilônia era uma “cidade dourada”, ou uma cidade que se dizia dourada, como a expressão original sugere. Era mais rica do que as outras cidades, assim como o ouro é mais valioso do que os outros metais. Alguns entendem que a expressão indica que ela era ávida por ouro, ou que espremia ouro dos outros. A Nova Jerusalém é a única cidade verdadeiramente dourada (Apocalipse 21:18, Apocalipse 21:21).
O rei de Babilônia, com suas imensas riquezas e pleno domínio sobre elas, usou-as para governar as nações (Isaías 14:6). Dava-lhes leis, decidia o seu destino e as enfraquecia quando bem queria (Isaías 14:12), de modo que não podiam resistir a ele. Levava aos campos exércitos imensos e vitoriosos, de forma que a terra tremia e os reinos se abalavam por onde quer que se voltasse (Isaías 14:16). Seus vizinhos o temiam e eram obrigados a se submeter. Nenhum homem sozinho poderia fazer isso por sua própria força, mas apenas pela multidão de pessoas sob seu comando. Grandes tiranos conseguem que alguns façam a sua vontade e forçam muitos outros a suportar o que lhes agrada. É um triste retrato da humanidade quando as pessoas são voltadas umas contra as outras, e seus próprios direitos e liberdades são esmagados pela força humana.
Em seguida, a passagem mostra o uso cruel de toda essa riqueza e poder. Ele era conhecido como opressor (Isaías 14:4). Tinha o cetro de governo (Isaías 14:5), com todos os príncipes sob seu domínio, mas na verdade era o bordão dos ímpios. Sustentava o seu domínio perverso e feria todos ao seu redor. Ele feria os povos, não para corrigi-los com justiça, mas com ira (Isaías 14:6), apenas para satisfazer seu próprio rancor. Mantinha os golpes sem pausa, não lhes dava descanso, nunca cessava as agressões. Governava as nações com furor, dizendo e fazendo tudo com cólera, de tal forma que o homem que dominava sobre todos os outros não tinha domínio sobre si mesmo. Tornou o mundo como um deserto, como se se orgulhasse de ser a praga da sua geração e uma maldição para a humanidade (Isaías 14:17). Governantes costumam se gloriar de construir cidades, mas ele se gloriava em destruí‑las (Salmo 9:6).
Dois exemplos especialmente graves de sua tirania são destacados. Primeiro, ele foi cruel com seus cativos (Isaías 14:17). Ele não abria a casa da prisão, isto é, não os deixava voltar para casa. Mantinha-os em rigoroso cativeiro e não permitia que retornassem à sua própria terra. Isso aponta especialmente para o povo judeu e mostra uma das principais razões da culpa do rei de Babilônia: ele manteve o povo de Deus no exílio e recusou-se a libertá-lo. Chegou a profanar os utensílios do templo de Deus em Jerusalém, como se quisesse dizer que nunca mais seriam usados em seu verdadeiro propósito (Daniel 5:3). Por causa disso, foi rápida e justamente removido por aquele cuja primeira ação foi abrir a casa dos prisioneiros de Deus e mandar de volta os utensílios do templo.
Segundo, ele também foi cruel com seus próprios súditos (Isaías 14:20). “Destruíste a tua terra e mataste o teu povo.” E o que ganhou com isso? A riqueza da terra e a grandeza do seu povo são a força e a honra de um príncipe. Um governante nunca está tão seguro nem tão glorioso quanto quando reina no coração e no afeto de seu povo. Mas os tiranos sacrificam o seu verdadeiro bem à própria cobiça e ira. Deus os chamará a prestar contas pelo tratamento cruel dado àqueles que estão sob seu poder, como se pudessem usar as pessoas a seu bel‑prazer.
A passagem também destaca o grande orgulho e arrogância desse rei. Menciona o fausto e o luxo extravagante de sua corte (Isaías 14:11). Ele queria aparecer com o máximo de magnificência possível. Mas o problema mais profundo era o orgulho em seu coração, que o preparou para a ruína (Isaías 14:13, Isaías 14:14). “No teu coração disseste, como Lúcifer: Subirei ao céu.” É a linguagem da vanglória vazia, talvez emprestada dos anjos caídos, que não se contentaram com o lugar que lhes foi designado e desejaram ser iguais a Deus. Ou pode apontar para Nabucodonosor, que tentou ultrapassar os limites humanos e, com justiça, foi transformado em besta por isso (Daniel 4:30).
O rei de Babilônia prometeu a si mesmo, primeiro, que se elevaria acima de todos os vizinhos em poder e esplendor, alcançando a mais alta glória e felicidade terrenas. Para um coração mundano, isso é o que “céu” significa. Ele esperava subir a essa posição e ficar acima dos outros tanto quanto o céu está acima da terra. Os príncipes são chamados de estrelas de Deus, porque dão alguma luz a este mundo escuro (Mateus 24:29), mas ele queria levantar o seu trono acima de todos eles. Em segundo lugar, ele desejava especialmente afrontar o monte de Sião, de Deus. Belsazar, em sua última festa de embriaguez, parece ter demonstrado ódio especial contra Jerusalém quando mandou trazer os vasos do templo para serem profanados (Daniel 5:2). No mesmo espírito, disse: “Assentar-me-ei no monte da congregação, aos lados do norte.” É a mesma palavra usada para as reuniões santas, e o monte Sião é descrito assim (Salmo 48:2). Talvez Belsazar até planejasse um ataque contra Jerusalém, esperando triunfar sobre as suas ruínas, quando Deus o eliminou.
Ele também tinha ouvido coisas gloriosas sobre o Deus de Israel, que habita acima das mais altas nuvens. Ainda assim, diz, em seu orgulho: “Subirei para lá também e me farei igual a ele. Serei como aquele a quem chamam de Altíssimo.” É bom e correto desejar ser semelhante ao Santíssimo, pois Deus diz: “Sede santos, porque eu sou santo.” Mas é pecado de orgulho tentar fazer de si mesmo alguém igual ao Altíssimo, pois ele também diz: “O que a si mesmo se exaltar será humilhado.” O diabo usou a mesma mentira com nossos primeiros pais, Adão e Eva, prometendo que seriam como deuses se comessem do fruto proibido.
Ele também queria ser tratado como um deus depois da morte, como aconteceram com alguns dos primeiros governantes assírios, dos quais até estrelas receberam nome. Mesmo assim ele diz: “Porei o meu trono acima de todos eles.” Este foi o seu orgulho, e era um sinal certo de sua ruína próxima.
Sua riqueza e seu poder seriam quebrados, e sua vida orgulhosa de luxo chegaria ao fim. Por muito tempo tinha sido opressor, mas deixaria de sê-lo (Isaías 14:4). Se tivesse parado por meio de um verdadeiro arrependimento e mudança de vida, como Daniel aconselhou a Nabucodonosor, isso poderia ter-lhe trazido paz e segurança mais longas. Mas aqueles que não querem parar de pecar, Deus os fará parar. A cidade dourada, Babilônia, que parecia destinada a durar para sempre, caiu. O Senhor, o Deus justo, quebrou o bordão daquele governante ímpio sobre a própria cabeça dele, mostrando que o removeu do poder. Deus tirou sua força e o tornou incapaz de fazer mais mal, e quebrou os seus cetros, pois até coisas tão poderosas são frágeis e podem ser despedaçadas com justiça.
Ele também seria preso. Seria caçado, e ninguém impediria isso (Isaías 14:6). É o que frequentemente acontece com os tiranos quando caem nas mãos dos inimigos: os bajuladores os abandonam, embora antes fossem tidos por amigos. Outro inimigo semelhante é descrito como chegando ao fim sem que haja quem o ajude (Daniel 11:45). Tibério e Nero aprenderam essa mesma lição amarga.
Ele seria morto e desceria à assembleia dos mortos, para ficar com os mortos que são esquecidos (Salmo 88:5). Ficaria tão fraco quanto eles (Isaías 14:10). Seu esplendor seria abatido até à sepultura (Isaías 14:11), isto é, morreria com ele. Sua glória exterior não terminaria com um funeral cheio de honras, como muitos esperam. A verdadeira glória, que é a verdadeira graça, sobe com a alma para o céu; já o brilho vazio desce com o corpo para a sepultura. A música de suas harpas não seria mais ouvida. A morte despede tanto os prazeres deste mundo quanto o seu brilho.
Esse poderoso príncipe havia repousado em leitos macios, andado sobre tapetes ricos e vivido sob cortinas e dosséis finos. Agora os vermes seriam estendidos debaixo dele e o cobririam por cima. Esses vermes sairiam do próprio corpo em decomposição. Embora tivesse se imaginado como um deus, tinha o mesmo corpo que qualquer outro ser humano. Quando estamos alimentando e enfeitando o corpo, é sábio lembrar que em breve ele se tornará alimento para vermes.
Ele também perderia a honra do sepultamento, e certamente de um sepultamento digno nos túmulos de seus pais. Os reis das nações são deitados com glória (Isaías 14:18), seja porque seus corpos eram preservados com especiarias, como no antigo Egito, seja porque suas imagens entalhadas eram colocadas sobre seus sepulcros, como ainda é comum em alguns lugares. Nisso, bem pouco, procuravam resistir à vergonha da morte. Descansam em sua própria morada, isto é, em seu próprio túmulo, pois o túmulo é a casa designada para todos os viventes. É um lugar de sono, onde os atarefados e aflitos ficam quietos, e os cansados encontram descanso.
Mas o rei da Babilônia é lançado fora e não tem sepultura (Isaías 14:19). Seu corpo é tratado como o de uma besta, lançado numa vala ou num monturo de lixo, como uma planta daninha que ninguém quer tocar. É como os corpos de criminosos executados, cobertos com pedras ou atirados num poço profundo entre as rochas. Pior ainda, seu corpo será como as carcaças de soldados mortos em batalha, pisados por cavalos e homens. Assim, ele não será posto com os seus antepassados em sepultura (Isaías 14:20). Ser privado de um enterro decente é uma desonra. Quando essa vergonha vem por causa da justiça, pode ser suportada com alegria (Salmo 79:2; Mateus 5:12); foi a porção das duas testemunhas (Apocalipse 11:9). Mas quando é o justo castigo da maldade, como aqui, mostra que o mal acompanha os pecadores impenitentes além da morte, e que eles ressuscitarão para vergonha e desprezo eternos.
Muitos se alegrarão com a sua queda. Aqueles que ele oprimira e aterrorizara ficarão contentes de se ver livres dele (Isaías 14:7, Isaías 14:8). Com a sua partida, toda a terra descansa e se aquieta, pois ele era o grande perturbador. Agora todos irrompem em cânticos, porque, quando os ímpios perecem, há gritos de alegria (Provérbios 11:10). Os ciprestes e os cedros do Líbano também se sentem seguros, porque não serão mais cortados para servir a seus exércitos ou lhe fornecer madeira. Os príncipes e grandes vizinhos, figurados nesses ciprestes e cedros (Zacarias 11:2), agora podem descansar e deixar de temer pela perda de seus direitos. O martelo que feria toda a terra foi quebrado (Jeremias 50:23), e o machado que se gabava contra aquele que o manejava foi despedaçado (Isaías 10:15).
O mundo dos mortos também o receberá, especialmente aqueles que ele, com crueldade, havia mandado para lá antes do tempo (Isaías 14:9, Isaías 14:10). “O além, desde o profundo, se turbou por ti, para te sair ao encontro na tua vinda.” Os grandes da terra, que antes o temiam e não ousavam se aproximar, agora se levantam de seus tronos para zombar dele quando entra no estado de morte. Eles o recebem como se fossem saudar um conquistador entrando em uma cidade, mas aqui o cortejo é para um lugar de horror, o que torna sua desgraça e tormento ainda maiores. Levantam-se de seus assentos e lhe perguntam se agora deseja sentar-se neles, como antes se assentava nos seus tronos na terra. Ri-se da vergonha que o cobre: “Tu também estás fraco como nós?” Quem teria imaginado isso? É mais do que ele mesmo esperava, quando parecia forte demais para qualquer um.
“Tu que te colocaste entre os deuses imortais, agora desces a partilhar a sorte dos homens mortais. Onde está agora o teu esplendor, e onde está a tua alegria? Como caíste do céu, ó Lúcifer, filho da alva” (Isaías 14:11, Isaías 14:12). O rei da Babilônia brilhava como a estrela da manhã e agia como se levasse o dia claro por onde passasse. Mas pode um governante tão glorioso cair tanto, como uma estrela brilhante transformada num pedaço de barro? Algum homem já caiu de tanta honra e poder para tamanha vergonha e miséria?
Muitos têm usado isto como figura da queda dos anjos, que são chamados de estrelas da manhã (Jó 38:7). Mas é apenas uma figura, que nos ajuda a sentir quão terrível foi a queda deles. “Como foste lançado por terra, tu que debilitavas as nações!” Deus pedirá contas daqueles que pisam os direitos dos outros e perturbam a paz humana, porque ele é Rei das nações, assim como é Rei dos seus santos.
Essa figura do rei da Babilônia descendo ao mundo dos mortos é mais do que imaginação; ensina verdades muito sérias. Primeiro, existe um mundo invisível, um mundo de espíritos, para onde as almas vão na morte e vivem separadas do corpo. Segundo, as almas separadas do corpo conhecem e falam umas com as outras, embora nós não possamos falar com elas. A história do rico e de Lázaro aponta para isso. Terceiro, morte e inferno serão de fato morte e inferno para aqueles que deixam esta vida ainda impuros, depois de terem vivido no auge das riquezas e prazeres do mundo. “Filho, lembra-te” (Lucas 16:25).
Os que contemplarem a sua queda ficarão espantados. Quando ele for abatido até o inferno, ao mais profundo do abismo, e ali for colocado, as pessoas olharão atentamente para ele e refletirão sobre o que veem (Isaías 14:15, Isaías 14:16). Mal acreditarão nos próprios olhos. Nunca a morte foi mudança tão grande para qualquer homem como é para ele. Poderia este ser o mesmo homem que, pouco antes, parecia tão grandioso, tão satisfeito consigo mesmo, tão ricamente vestido e tão bem acompanhado? É este o homem que fazia tremer a terra e abalava os reinos? Quem teria pensado que acabaria assim? (Salmo 82:7)
De tudo isso decorre uma lição importante: “A semente dos malfeitores nunca será nomeada” (Isaías 14:20). Os governantes da Babilônia eram todos filhos da maldade, opressores do povo de Deus, e por isso essa vergonha lhes cabia. Alguns entendem como: “Não serão lembrados para sempre.” Podem parecer impressionantes por um tempo, mas todo o seu esplendor só tornará mais pesada a sua desgraça final. Não há honra em um caminho de pecado.
A profecia então se volta para a ruína completa da família real e a destruição da cidade real. A linhagem real seria totalmente eliminada. Os medos e persas, que seriam usados nessa obra de juízo, recebem ordem de que, depois de matarem Belsazar, preparem a matança também para seus filhos (Isaías 14:21) e não poupem nenhum deles. Os filhinhos da Babilônia deveriam ser despedaçados contra as pedras (Salmo 137:9). Essas ordens parecem severas, mas há uma razão. Primeiro, os filhos são levados a sofrer pelos pecados dos pais, pois muitas vezes o castigo vem sobre as gerações posteriores. Isso mostra o quanto Deus odeia o pecado e com que força adverte os pecadores a se afastarem dele. Nabucodonosor matara os filhos de Zedequias (Jeremias 52:10), e agora sua própria descendência recebe o mesmo tratamento.
Segundo, eles deviam ser eliminados então, para que não se levantassem depois, tomassem a terra e fizessem, em seu tempo, o mesmo mal que seus pais haviam feito. Deus muitas vezes protege as nações de maneiras que não percebemos, até mesmo cortando aqueles que, se vivessem, fariam grande mal. Os inimigos podem, com justiça, cortar os filhos, pois o Senhor diz: “Levantar-me-ei contra eles” (Isaías 14:22). Quando Deus manifesta a sua vontade, ninguém pode impedi-la, nem precisa ficar inquieto em executá-la. Babilônia podia se orgulhar do tamanho de sua família real, mas Deus havia determinado cortar todo o seu restante, para que não sobrassem filhos nem netos do rei. E, ainda assim, temos plena certeza de que Deus jamais faz injustiça a qualquer de suas criaturas.
A própria cidade real será derrubada e ficará deserta (Isaías 14:23). Tornar-se-á morada de aves solitárias e assustadoras, especialmente a garça-do-brejo, juntamente com o corvo-marinho e a coruja (Isaías 24:11). Isso também ajuda a entender a destruição total da Babilônia do Novo Testamento (Apocalipse 18:2), que se torna uma prisão de toda ave imunda e aborrecível.
Babilônia se situava em terreno baixo e, quando foi abandonada e ninguém mais cuidou da drenagem, rapidamente se transformou em poças de água e charcos parados, fétidos, feios e insalubres. Assim, Deus a varrerá com a vassoura da destruição. Quando um povo se enche de imundícia e rejeitos, e não aceita ser purificado por meio de reforma, não pode esperar outra coisa senão ser varrido da terra pelo juízo destruidor.
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Deste capítulo
Isaías 14:1
"Porque o SENHOR se compadecerá de Jacó, e ainda escolherá a Israel e os porá na sua própria terra; e ajuntar-se-ão com eles os estrangeiros, e se achegarão à casa de Jacó."
Isaías 14:2
"E os povos os receberão, e os levarão aos seus lugares, e a casa de Israel os possuirá por servos, e por servas, na terra do Senhor; e cativarão aqueles que os cativaram, e dominarão sobre os seus opressores."
Isaías 14:3
"E acontecerá que no dia em que o Senhor vier a dar-te descanso do teu sofrimento, e do teu pavor, e da dura servidão com que te fizeram servir,"
Isaías 14:5
"Já quebrantou o Senhor o bastão dos ímpios e o cetro dos dominadores."
Isaías 14:6
"Aquele que feria aos povos com furor, com golpes incessantes, e que com ira dominava sobre as nações agora é perseguido, sem que alguém o possa impedir."
Isaías 14:7
"Já descansa, já está sossegada toda a terra; rompem cantando."
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