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Deuteronômio 13:12 - Significado e aplicação

Entenda como este versículo fala com o que você está vivendo e como aplicá-lo hoje

Tradução: Almeida Corrigida Fiel

" Quando ouvires dizer, de alguma das tuas cidades que o Senhor teu Deus te dá para ali habitar: "

Deuteronômio 13:12

menu_book Versículo no contexto

10 E o apedrejarás, até que morra, pois te procurou apartar do Senhor teu Deus, que te tirou da terra do Egito, da casa da servidão;

11 Para que todo o Israel o ouça e o tema, e não torne a fazer semelhante maldade no meio de ti.

12 Quando ouvires dizer, de alguma das tuas cidades que o Senhor teu Deus te dá para ali habitar:

13 Uns homens, filhos de Belial, que saíram do meio de ti, incitaram os moradores da sua cidade, dizendo: Vamos, e sirvamos a outros deuses que não conhecestes;

14 Então inquirirás e investigarás, e com diligência perguntarás; e eis que, sendo verdade, e certo que se fez tal abominação no meio de ti;

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auto_stories Comentário Bible Guided

Aqui Moisés apresenta o caso de uma cidade que se rebela contra o Deus de Israel e passa a servir a outros deuses.

O crime é primeiro suposto acontecer em uma das próprias cidades de Israel, isto é, uma cidade que está debaixo da autoridade de seus tribunais. A congregação então julgava apenas os que estavam dentro da própria comunhão (1 Coríntios 5:12-13). Mesmo quando Deus havia ordenado que mantivessem a religião pura e a defendessem pela força, isso se aplicava somente àqueles que estavam sob seu governo. Pessoas nascidas sob a autoridade de um rei são tratadas como traidoras se se levantam contra ele; já invasores estrangeiros não são julgados da mesma forma. Essa cidade, em algum momento, havia adorado o Deus verdadeiro, mas agora se voltara para outros deuses. Isso mostra a gravidade do pecado e a severidade da punição para aqueles que, depois de conhecerem o caminho da justiça, dele se desviam (2 Pedro 2:21).

A lei também pressupõe que a maior parte da cidade se extraviou. Se um número significativo tivesse permanecido fiel, apenas os culpados seriam destruídos, e a cidade seria poupada por causa dos justos que nela houvesse. Afinal, “o Juiz de toda a terra” não faria justiça? Com certeza faria. Diz-se que o povo foi levado à idolatria por certos homens, “filhos de Belial”, isto é, homens imprestáveis, que não suportam nenhum tipo de freio. Eles não temem nem a Deus nem às pessoas, rejeitam a autoridade da consciência e da lei. São esses que dizem: “Vamos servir a outros deuses” e que não apenas toleram o mal, mas o incentivam. Belial é usado aqui como nome do diabo (2 Coríntios 6:15), e os filhos de Belial são seus filhos. Tais homens conseguem desviar uma cidade inteira, porque um pouco desse velho fermento, uma vez permitido, logo leveda toda a massa.

A questão devia ser examinada com grande cuidado (Deuteronômio 13:14). Eles deviam investigar e inquirir diligentemente. Não deviam agir com base em boatos ou ouvir-dizer, mas verificar os fatos e julgar somente quando a prova fosse clara. Do próprio Deus se diz que, antes de destruir Sodoma, “desceu” para ver se a acusação era verdadeira (Gênesis 18:21). Em causas legais são necessários tempo, zelo e esforço para descobrir a verdade, e essa busca deve ser feita sem ira, sem parcialidade e sem favoritismo. Escritores judeus dizem que, enquanto idólatras individuais podiam ser julgados por tribunais inferiores, a rebelião de uma cidade inteira tinha de ser julgada pelo grande Sinédrio, o tribunal máximo. Se parecia que a cidade tinha sido levada à idolatria, dois homens instruídos eram enviados para advertir e tentar reconduzi-la. Se se arrependessem, tudo ficava resolvido. Se recusassem, então todo Israel devia subir contra ela em guerra, para demonstrar repulsa à idolatria e impedir que se espalhasse.

Se o crime fosse provado e os pecadores permanecessem obstinados, a cidade devia ser totalmente destruída. Se alguns justos morassem ali, sem dúvida sairiam com suas famílias de um lugar tão perigoso. Então todo o povo, homens, mulheres e crianças, devia ser morto (Deuteronômio 13:15). Todos os despojos da cidade, tanto mercadorias do mercado quanto móveis das casas, deviam ser ajuntados e queimados, e a própria cidade reduzida a cinzas e jamais reconstruída (Deuteronômio 13:16). Os soldados eram proibidos, sob pena de morte, de tomar qualquer parte do despojo para si (Deuteronômio 13:17). Tudo era devotado à destruição, e era perigoso tocar no que fosse, como mostra o caso de Acã.

Essa severidade ensina várias coisas. Primeiro, Deus mostra o quanto é zeloso do seu culto e quão grande pecado é servir a outros deuses. Os homens precisam saber que ele não dará sua glória a outro nem o seu louvor às imagens. Segundo, os governantes recebem dele honra e poder, por isso ele espera que defendam sua honra e usem sua autoridade para atemorizar os malfeitores; caso contrário, levam a espada em vão. Terceiro, os que adoram verdadeiramente o Deus vivo devem mostrar forte indignação contra a idolatria, e ainda mais contra o ateísmo, a incredulidade e a irreligião. Quarto, a passagem ensina que uma das melhores maneiras de afastar a ira de Deus de uma terra é exercer justiça contra os perversos (Deuteronômio 13:17). De outro modo, sua ardente ira estava prestes a se acender contra toda a nação por causa do pecado daquela única cidade.

Deus também promete que, se eles extirparem a maldade da terra, ele os multiplicará. Eles poderiam pensar que seria imprudente, até prejudicial à nação, destruir uma cidade inteira por um pecado relacionado à religião, sobretudo derramando sangue israelita. Mas Moisés os exorta a não temer: Deus os multiplicaria ainda mais. A nação não seria enfraquecida ao cortar essa parte corrupta. Na história de Israel, não vemos essa lei aplicada em todos os casos. Gibeá foi destruída, mas não por idolatria, e sim por imoralidade. Contudo, como as cidades menores que serviam a ídolos não foram tratadas como deviam, o próprio Deus mais tarde executou esse juízo por meio do exército dos caldeus sobre Jerusalém, a principal cidade. Por causa de seu desvio de Deus, ela foi destruída, assolada e deixada em ruínas por setenta anos. Mesmo que idolatrás escapem ao castigo humano, e embora essa lei, em sua forma exata, não seja obrigatória sob o evangelho, o Senhor nosso Deus não os deixará escapar de seu justo juízo. O Novo Testamento afirma que ter comunhão com idólatras é um pecado que provoca de maneira especial o zelo do Senhor, como se estivéssemos desafiando-o e agindo como se fôssemos mais fortes do que ele (1 Coríntios 10:21-22).

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