Versículo em destaque

Gálatas 6:11 - Significado e aplicação

Entenda como este versículo fala com o que você está vivendo e como aplicá-lo hoje

Tradução: Bíblia BibleGuided — Português Brasileiro

Vejam com que tamanho de letras escrevo a vocês, de próprio punho!

Gálatas 6:11

menu_book Versículo no contexto

auto_stories

Explore estudos bíblicos guiados

Sessões estruturadas com notas, perguntas e insights de orientadores

Micro-Study 5 dias

As Bem-Aventuranças (5 Dias)

Cinco encontros curtos com as bênçãos de Jesus e o caráter do reino de Deus.

Prévia da sessão 1:

Bem-Aventurados os Humildes e os que Choram

schedule 6 min

Micro-Study 5 dias

Salmos de Consolo (5 Dias)

Cinco encontros curtos nos Salmos, pensados para dias pesados em que há pouco tempo e pouca energia.

Prévia da sessão 1:

O Cuidado do Pastor

schedule 5 min

lock_open Crie uma conta grátis para salvar notas, acompanhar progresso e desbloquear todas as sessões

person_add Criar conta grátis

auto_stories Comentário Bible Guided

O apóstolo já havia exposto o evangelho e exortado esses cristãos a viver de modo coerente com ele. Aqui, ele parece pronto para encerrar a carta, especialmente depois de dizer que lhes escreveu essa longa mensagem de próprio punho como sinal especial de consideração, em vez de usar um escriba e apenas assinar no final, como fazia em outras cartas. Mas seu amor por eles é tão forte, e sua preocupação em resgatá-los da má influência dos falsos mestres é tão grande, que ele continua.

Ele deseja oferecer mais uma descrição clara desses mestres e, em seguida, mostrar o espírito tão diferente que havia nele mesmo. Colocando os dois lado a lado, os gálatas poderiam enxergar com mais facilidade o quão pouco motivo tinham para abandonar a doutrina que Paulo lhes ensinara e seguir, em vez disso, os falsos mestres.

Os falsos mestres queriam ter boa aparência exterior, sobretudo na carne, isto é, na religião externa e na cerimônia visível (Gálatas 6:12). Eram zelosos pelas partes externas da religião e prontos em impor a lei cerimonial aos outros, mas se importavam pouco com a verdadeira piedade. Como Paulo diz em seguida, eles mesmos nem guardavam a lei. Corações orgulhosos e mundanos muitas vezes se contentam com apenas tanta religião quanto baste para manter as aparências; justamente essas pessoas acabam tendo o mínimo de realidade na fé.

Além disso, eles temiam o sofrimento. Compeliam os cristãos gentios a se circuncidarem apenas para não serem perseguidos por causa da cruz de Cristo. A verdadeira preocupação deles não era a lei, mas a própria segurança. Queriam evitar a dor, preservar a reputação e manter a paz com os judeus, mesmo que isso significasse ferir a fé e a boa consciência.

Outro sinal deles era o espírito de facção. Queriam que aqueles cristãos fossem circuncidados para poder se gloriar neles e dizer que os haviam ganho para o seu partido, marcando-os na carne como seus seguidores (Gálatas 6:13). Enquanto afirmavam promover a religião, na verdade a prejudicavam. Poucas coisas têm causado tanto dano à religião quanto a formação de partidos e divisões.

Então Paulo se volta deles para si mesmo e faz uma confissão clara. A sua principal glória estava na cruz de Cristo, isto é, nos sofrimentos e na morte de Jesus na cruz, e na mensagem de salvação por meio de um Salvador crucificado (Gálatas 6:14). Os judeus tropeçavam nessa mensagem, e os gregos a consideravam loucura. Até mesmo os mestres judaizantes, embora se chamassem cristãos, tinham vergonha da cruz e tentavam acrescentar a lei de Moisés à fé em Cristo, para não serem contrariados pelos judeus.

Paulo era completamente diferente. Ele não tinha vergonha da cruz, não temia falar dela, nem estava disposto a colocar qualquer outra coisa ao seu lado, no mesmo nível. Ele se alegrava nela e não queria gloriar-se em mais nada. Nisso se firmava a sua esperança como cristão, e essa era a mensagem que estava decidido a pregar como apóstolo. Por mais sofrimento que isso lhe trouxesse, ele estava pronto a suportar e até a se alegrar nisso. A cruz de Cristo é a verdadeira glória do crente, porque toda a nossa esperança e alegria vêm por meio dela.

Ele também diz que estava morto para o mundo. Em Cristo, ou por meio da cruz de Cristo, o mundo havia sido crucificado para ele, e ele para o mundo. O poder da cruz havia desviado o seu coração dos valores e prazeres do mundo, e esse era um motivo pelo qual ele se gloriava nela. Os falsos mestres eram homens mundanos, preocupados sobretudo com o próprio proveito, e, por isso, moldavam a religião de acordo com seus interesses. Paulo era diferente. Como o mundo não tinha verdadeira bondade para com ele, ele já não se importava muito com o mundo. Ele se tinha elevado acima tanto dos elogios quanto da ira do mundo.

Esse é o tipo de disposição que todos os cristãos devem buscar. O melhor caminho para crescer nisso é dedicar muito tempo a meditar na cruz de Cristo. Quanto mais valorizarmos Cristo, menos valorizaremos o mundo. E quanto mais considerarmos os sofrimentos que o nosso querido Redentor suportou por parte do mundo, menos amaremos o mundo nós mesmos.

Por fim, Paulo diz que não colocava o peso da religião em nenhum dos lados da controvérsia sobre circuncisão e incircuncisão, mas na verdadeira cristandade (Gálatas 6:15). Naquele tempo, os cristãos estavam tristemente divididos sobre essas questões. Alguns queriam que a circuncisão fosse tratada como necessária para a salvação, e pressionavam os crentes gentios a aceitá-la. Paulo se opôs firmemente a isso, porque ameaçava a liberdade do evangelho.

Ainda assim, para ele pouco importava se alguém havia sido judeu ou gentio antes de vir a Cristo, e se continuava ou não a prática da circuncisão, desde que não fizesse disso o fundamento da sua religião. No caminho cristão, circuncisão nada é, e incircuncisão nada é, quanto à aceitação diante de Deus. O que importa é ser uma nova criatura, uma pessoa feita nova por Deus.

Aqui ele mostra tanto o que a verdadeira religião não é quanto o que ela é. Ela não se encontra na circuncisão ou na incircuncisão, nem em pertencer a este ou àquele grupo cristão. Ela se encontra em ser uma nova criação; não apenas receber um novo nome ou adotar uma nova forma exterior, mas ser renovado no espírito da mente e ter Cristo formado em nós. Isso era o que mais importava para Deus, e também o que mais importava para Paulo.

Se compararmos esse versículo com outras passagens, enxergamos mais claramente o que nos torna mais aceitáveis a Deus e ao que devemos dar mais importância. Aqui Paulo diz que é ser nova criação. Em Gálatas 5:6 ele diz que é a fé que atua pelo amor. Em 1 Coríntios 7:19 ele diz que é guardar os mandamentos de Deus. Tudo isso mostra que a verdadeira religião é uma mudança de mente e de coração. Essa mudança nos torna dispostos e capacitados a crer no Senhor Jesus e a viver em serviço dedicado a Deus.

Onde essa religião interior, viva e prática falta, nenhuma profissão exterior ou nome especial nos ajudará diante de Deus. Se os cristãos se preocupassem de fato em experimentar isso em si mesmos e em incentivá-lo nos outros, poderiam até conservar seus nomes distintos, mas ao menos deixariam de dar a eles o peso exagerado que muitas vezes dão. Os cristãos devem ter o cuidado de colocar o peso da religião onde Deus o colocou, nas coisas que contam para a nossa aceitação diante dele. Paulo fez isso, e é sábio e bom seguirmos o seu exemplo.

Paulo já mostrou o que é mais importante na religião: não um simples nome ou profissão externa, mas uma mudança real e salvadora. Agora, em Gálatas 6:16, ele pronuncia uma bênção sobre todos os que andam segundo essa regra: “Paz e misericórdia sobre eles e sobre o Israel de Deus”. Essa regra pode significar toda a Palavra de Deus, que é o guia completo e perfeito para a fé e a vida. Pode também significar o ensino do evangelho que ele expôs nesta carta: justificação, isto é, ser aceito por Deus, e salvação pela fé em Cristo, à parte das obras da lei. Ou ainda pode apontar mais diretamente para a nova criação que ele acabou de descrever.

As bênçãos que ele deseja para os que andam segundo essa regra, ou que lhes apresenta como promessa, são paz e misericórdia. Paz significa paz com Deus e paz de consciência, juntamente com todos os consolos desta vida, na medida em que forem necessários. Misericórdia significa participação no amor e no favor gratuitos de Deus em Cristo, que são a fonte de todas as demais bênçãos. Um bom fundamento para essas bênçãos é lançado naquela mudança graciosa operada neles. Enquanto viverem como novas criaturas e dirigirem sua vida e esperança pela regra do evangelho, podem estar plenamente certos dessas bênçãos.

Ele diz que essas bênçãos pertencem a todo o Israel de Deus, isto é, a todos os cristãos sinceros, sejam judeus ou gentios. Eles são os verdadeiros israelitas, não por nascimento natural, mas por graça espiritual. Ainda que não sejam filhos de Abraão segundo o sangue, tornam-se sua descendência espiritual. Compartilhando da fé dele, compartilham também da promessa, e assim paz e misericórdia lhes pertencem. Os judeus e os mestres que insistiam na circuncisão queriam limitar essas bênçãos àqueles que guardavam a lei de Moisés. Paulo afirma o contrário. Elas pertencem a todos os que andam segundo a regra do evangelho, a regra da nova criação. Assim ele mostra que o verdadeiro Israel de Deus é formado pelos que vivem segundo essa regra, não segundo a regra da circuncisão, tão valorizada por seus oponentes.

Verdadeiros cristãos são pessoas que andam segundo uma regra, não uma regra inventada por eles, mas a regra que Deus deu. Mesmo os que andam por essa regra ainda precisam da misericórdia de Deus. No entanto, todos os que de fato buscam andar por ela podem estar certos de que a paz e a misericórdia lhes pertencerão. Esse é o melhor caminho para ter paz com Deus, conosco mesmos e com os outros. E também nos dá agora segurança quanto ao favor de Deus, e depois, quanto à sua misericórdia para sempre.

Paulo também diz que sofreu alegremente perseguição por causa de Cristo e do cristianismo (Gálatas 6:17). A cruz de Cristo, isto é, a mensagem de salvação por meio de um Salvador crucificado, era o que mais o fazia se gloriar. Ele estava disposto a enfrentar qualquer perigo, em vez de trair essa verdade ou permitir que ela fosse corrompida. Os falsos mestres temiam a perseguição, e esse foi um dos principais motivos pelos quais insistiam na circuncisão, como se vê em (Gálatas 6:12). Mas Paulo não se preocupava com isso. Ele não se deixava abalar pelas dificuldades que sofria e não considerava sua própria vida como algo demasiado precioso, contanto que pudesse completar a carreira com alegria e cumprir o ministério que recebeu do Senhor Jesus, de dar testemunho do evangelho da graça de Deus (Atos 20:24).

Ele já havia sofrido muito por Cristo. Trazia no corpo as marcas do Senhor Jesus, as cicatrizes deixadas pelos ferimentos causados pelos perseguidores, porque se manteve firme em Cristo e no evangelho que tinha recebido dele. Isso mostrava que ele estava plenamente convencido da verdade e da importância do evangelho, e que estava muito longe de apoiar a circuncisão, como seus inimigos falsamente afirmavam. Por isso, com a devida firmeza e seriedade, Paulo declara que ninguém mais o importune, isto é, que não continuem a se opor ao seu ensino ou à sua autoridade, nem a espalhar as injúrias e acusações que tinham sido lançadas contra ele. Já que tanto suas palavras quanto seus sofrimentos mostravam que aquelas acusações eram profundamente injustas, era totalmente irracional que alguém as fizesse ou acreditasse nelas.

É razoável supor que as pessoas estejam plenamente convencidas das verdades pelas quais estão dispostas a sofrer. E é um grande erro acusar outros de coisas que contrariam não apenas o que eles ensinam, mas também o que eles sofrem.

Paulo agora conclui o que pretendia escrever para a correção e restauração das igrejas da Galácia. Assim, encerra a carta com sua bênção apostólica em (Gálatas 6:18). Ele os chama de irmãos, revelando tanto a sua humildade quanto o amor terno que ainda nutria por eles, mesmo depois do tratamento injusto que recebera. Deixa-lhes essa séria e afetuosa petição: que a graça de nosso Senhor Jesus Cristo seja com o espírito deles. Essa era uma despedida habitual em Paulo, como se vê em (Romanos 16:20), (Romanos 16:24) e (1 Coríntios 16:23).

Ele pede que desfrutem do favor de Cristo, tanto nos seus resultados especiais quanto nas evidências claras desse favor. Deseja que recebam de Cristo toda a graça de que precisam para guiar seus passos, fortalecer seu trabalho, firmá-los na vida cristã e consolá-los em todas as provações da vida, inclusive diante da própria morte.

É com toda razão que isso é chamado de a graça de nosso Senhor Jesus Cristo, pois somente ele a adquiriu e somente ele foi designado para concedê-la. Essas igrejas já tinham feito o suficiente para perder esse favor, deixando-se levar por uma doutrina e uma prática que desonravam a Cristo e as colocavam em perigo. No entanto, por profunda preocupação com eles, e sabendo o quanto precisavam dessa graça, Paulo a pede com insistência para eles.

Ele também pede que essa graça esteja com o espírito deles, para que continuem sentindo a sua operação em suas almas. Assim seriam moldados e fortalecidos para viver com sinceridade e integridade na fé. Não precisamos de nada além da graça de nosso Senhor Jesus Cristo para sermos verdadeiramente felizes. Paulo pede isso para esses cristãos e, ao fazê-lo, mostra o que devemos buscar acima de tudo. Para encorajamento deles e nosso, ele conclui com o seu Amém.

IA cristã que considera sua denominação

Aplique Gálatas 6:11 na sua vida hoje

Receba orientação fundamentada nas Escrituras, que considera sua denominação e é personalizada para a sua situação.

1 Faça sua pergunta arrow_forward 2 Considere sua tradição arrow_forward 3 Aplique as Escrituras

Sem cartão de crédito • Orientação bíblica • 15 créditos grátis para começar

Deste capítulo

Oração diária

Receba uma reflexão bíblica diária por e-mail

Comece cada manhã com um versículo, uma oração e um próximo passo simples.

Grátis. Cancele quando quiser. Nunca compartilhamos seu email.

Aviso importante: Esta orientação bíblica não substitui cuidados profissionais de saúde mental. Se você estiver com sintomas de crise, ligue para 188 (CVV) no Brasil ou 988 nos EUA, ou procure ajuda profissional imediatamente.

Bible Guided oferece orientação baseada na fé e deve complementar, não substituir, apoio terapêutico profissional.