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1 João 2:1 - Significado e aplicação

Entenda como este versículo fala com o que você está vivendo e como aplicá-lo hoje

Tradução: Bíblia BibleGuided — Português Brasileiro

" Meus filhinhos, escrevo-lhes isto para que vocês não pequem. Mas, se alguém pecar, temos um intercessor junto ao Pai, Jesus Cristo, o Justo. "

1 João 2:1

menu_book Versículo no contexto

1 Meus filhinhos, escrevo-lhes isto para que vocês não pequem. Mas, se alguém pecar, temos um intercessor junto ao Pai, Jesus Cristo, o Justo.

2 Ele é a expiação pelos nossos pecados, e não somente pelos nossos, mas também pelos pecados de todo o mundo.

3 É assim que sabemos que o conhecemos: se guardamos os seus mandamentos.

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auto_stories Comentário Bible Guided

João dá continuidade ao pensamento do fim do capítulo anterior, onde fica claro que cristãos verdadeiros ainda pecam. Aqui ele lhes traz ao mesmo tempo uma advertência e um consolo.

Primeiro vem a advertência, para que ninguém trate o pecado com leveza: “Meus filhinhos, estas coisas vos escrevo, para que não pequeis” (1 João 2:1). João fala com calor e ternura. Chama-os de “meus filhinhos” porque provavelmente muitos foram levados à fé por meio da sua pregação, porque eram mais novos em idade e experiência, e porque eram queridos para ele no laço do evangelho. A obra do evangelho costuma florescer mais onde esse cuidado amoroso é mais forte.

A ideia também pode ser entendida assim: “Eu vos escrevo estas coisas, não para que pequeis.” Assim, João retoma o que acabou de dizer sobre o perdão certo de Deus ao pecado confessado, especialmente que Deus é fiel e justo para nos perdoar os pecados (1 João 1:9). Ele quer garantir que ninguém distorça essa promessa, transformando-a em desculpa para pecar. Ou João pode estar olhando para o que está prestes a dizer sobre Cristo como o ajudador do crente diante do Pai. Então suas palavras significam: “Escrevo, não para incentivar vocês ao pecado, mas para mostrar qual é o remédio quando vocês pecarem.”

Isso nos leva à ajuda que o crente tem quando o pecado acontece: “e, se alguém pecar, temos um Advogado para com o Pai, Jesus Cristo, o justo” (1 João 2:1). Mesmo os crentes, que vivem no estado abençoado do evangelho, ainda têm pecados. Assim, há uma diferença clara entre as pessoas que pecam de modo geral. Alguns pertencem a Cristo, foram introduzidos nos privilégios salvadores do seu corpo espiritual; outros permanecem fora dele. E entre os próprios crentes, alguns, em comparação com outros, são descritos como não pecando da mesma maneira (1 João 3:9), porque o pecado não reina sobre eles como reina sobre os não convertidos.

Os crentes, portanto, têm uma expiação aplicada a eles quando entram no estado de perdão e justificação, isto é, quando passam a ser considerados justos diante de Deus. Mas eles também têm um Advogado no céu, que continua sustentando essa condição de perdoados e busca seu perdão contínuo. Esse é o grande apoio, consolo e refúgio dos cristãos verdadeiros quando caem em pecado: “Temos um Advogado.” A mesma palavra às vezes é usada para o Espírito Santo, onde é traduzida como “Consolador”. Ele atua em nós, colocando súplicas e argumentos em nosso coração e em nossa boca, ensinando-nos assim a orar por nós mesmos. Mas aqui João fala de Alguém fora de nós, no céu, junto do Pai.

A tarefa de um advogado é se apresentar diante do juiz e defender a causa do seu cliente. O Juiz diante de quem Cristo intercede é o Pai, seu Pai e nosso Pai. O mesmo Deus que se apresenta como Juiz no tribunal da lei violada é nosso Pai no tribunal do evangelho, o tribunal do céu e da graça. Seu trono agora é um trono de misericórdia. Ainda assim, ele continua sendo nosso Juiz, o soberano supremo sobre nossa vida, morte, tempo e eternidade. Aproximamo-nos de “Deus, o Juiz de todos” (Hebreus 12:23). Por isso os crentes podem ser encorajados a esperar um bom desfecho, porque o seu Juiz é também o seu Pai.

João também destaca as qualificações de Cristo como nosso Advogado. Em primeiro lugar, ele é “Jesus Cristo”, o Filho do Pai, aquele que o Pai designou para toda a obra de mediação, isto é, para se colocar entre Deus e os pecadores a fim de trazer salvação. Isso o torna perfeitamente apto para pleitear em nosso favor. Em segundo lugar, ele é “o justo”. Isso é de suma importância, porque nossa causa não pode se apoiar em nossa própria inocência. Somos culpados, e nosso pecado precisa ser reconhecido. Cristo apresenta a sua própria justiça em favor de pessoas culpadas. Ele foi justo até a morte, justo em nosso lugar, e trouxe uma justiça eterna. O Pai não rejeitará uma intercessão assim. Com base nela, Cristo pede que nossos pecados não sejam lançados contra nós.

João acrescenta o fundamento dessa intercessão: “Ele é a propiciação pelos nossos pecados” (1 João 2:2). Propiciação é um sacrifício que aplaca a ira e remove a culpa. Cristo é a oferta pelo pecado apresentada a Deus por todas as nossas ofensas contra sua majestade, sua lei e seu governo. É errado separar Cristo em dois papéis distintos, um para redenção e outro para intercessão, como se fossem mediadores diferentes. O mesmo Mediador que intercede por nós é aquele que nos redimiu por meio do seu sacrifício. Sua intercessão se baseia em sua própria morte expiatória.

Não se deve imaginar que o sangue de Cristo perdeu seu valor por não estar mais na terra. Seu valor é honrado no céu, onde o grande Advogado o apresenta continuamente em favor do povo de Deus. Ele vive para sempre a fim de interceder pelos que se achegam a Deus por meio dele. E João deixa claro quão amplo é o alcance dessa propiciação. Ela não se limita a uma só nação, nem mesmo apenas a Israel. Cristo é a propiciação pelos nossos pecados, e não somente pelos nossos, isto é, não somente pelos crentes judeus, filhos de Abraão segundo a carne, mas também pelos pecados do mundo inteiro (1 João 2:2). Isso abrange todas as tribos, nações e povos, e todos os que virão a crer nele e a se achegar a Deus por seu intermédio. Cristo é a única expiação, e é a expiação universal, para todos os que são salvos e reconduzidos a Deus e ao seu perdão.

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