Versículo em destaque
1 João 2:12 - Significado e aplicação
Entenda como este versículo fala com o que você está vivendo e como aplicá-lo hoje
Tradução: Bíblia BibleGuided — Português Brasileiro
" Filhinhos, escrevo-lhes porque os pecados de vocês lhes foram perdoados pelo seu nome. "
1 João 2:12
Versículo no contexto
Entender os versículos ao redor evita interpretações incorretas:
10 Quem ama seu irmão permanece na luz e não se expõe a tropeçar.
11 Mas quem odeia seu irmão está nas trevas e anda nas trevas, sem saber para onde dirige os passos; as trevas cegaram seus olhos.
12 Filhinhos, escrevo-lhes porque os pecados de vocês lhes foram perdoados pelo seu nome.
13 Pais, escrevo-lhes porque vocês conhecem aquele que existe desde o princípio. Jovens, escrevo-lhes porque vocês venceram o Maligno.
14 Crianças, escrevo-lhes porque vocês conhecem o Pai. Pais, escrevi-lhes porque vocês conhecem aquele que existe desde o princípio. Jovens, escrevi-lhes porque vocês são fortes, a Palavra de Deus permanece em vocês, e vocês venceram o Maligno.
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Este mandamento sobre o santo amor, junto com as razões para ele, parece ser dirigido aos diferentes grupos de crentes mencionados aqui. Toda a igreja de Cristo é como uma escola, e todos os seus membros precisam conservar o vínculo do amor sagrado. Como logo depois vem uma advertência séria, e a verdadeira religião — o amor a Deus e o amor aos irmãos — não pode permanecer sem esse vínculo, João começa de modo solene, dirigindo-se a crentes de todos os níveis.
Ele fala aos mais novos, aos mais velhos e aos que estão entre um grupo e outro. Na escola de Cristo, há crianças, crentes maduros e discípulos idosos. Cada grupo tem seu próprio estágio de crescimento e seus próprios deveres, mas alguns mandamentos valem para todos, especialmente o amor mútuo e a recusa de amar o mundo. Pastores sábios dão a cada parte da família de Deus a porção certa de ensino. João faz isso quando diz: “Escrevo-vos, filhinhos, pais e jovens” (1 João 2:12-14).
Ele começa pela classe mais baixa nessa escola cristã, os filhinhos. São os novos convertidos, bebês espirituais, ainda aprendendo as verdades básicas da piedade cristã. João parece animá-los ao falar com eles em primeiro lugar, e os crentes mais velhos também podem ser edificados pelo que é dito aos mais novos. As primeiras lições muitas vezes precisam ser repetidas, porque são o fundamento de todo o restante.
João escreve a esses filhinhos por duas razões. Primeiro, porque seus pecados já foram perdoados por causa de Cristo, “pelo seu nome” (1 João 2:12). Mesmo o mais novo discípulo verdadeiro está perdoado. Os pecados são perdoados ou “por amor do seu nome”, isto é, para o louvor da glória de Deus, ou por causa do nome de Cristo, em razão da redenção que há nele. Aqueles a quem Deus perdoou ficam fortemente obrigados a se afastar de um mundo que puxa contra o amor de Deus.
Em segundo lugar, João lhes escreve porque eles conhecem o Pai (1 João 2:13). Em geral, as crianças conhecem o pai antes de qualquer outra pessoa, e as crianças em Cristo também conhecem a Deus como Pai. Deus prometeu: “Todos me conhecerão, desde o menor deles até ao maior” (Hebreus 8:11). Saber que Deus é seu Pai é uma grande sabedoria para eles. Como se costuma dizer, é uma criança sábia a que conhece o seu pai. Esses crentes podem ter certeza de quem os fez nascer de novo e de quem os adotou pela graça. Aqueles que conhecem o Pai devem ser afastados do amor deste mundo.
Em seguida, João se volta para os de maior posição e mais longa experiência, os pais, os discípulos mais antigos. Ele lhes dá um título honroso e diz: “Escrevo-vos, pais” (1 João 2:13-14). Ele passa da classe mais baixa à mais alta, para que os do meio ouçam ambas as instruções e entendam para onde devem caminhar. Até o discípulo mais idoso ainda precisa de instrução. O santo mais velho deve ir para o céu com a Bíblia na mão. Os pais ainda precisam ser alcançados pela escrita apostólica e pela pregação, porque ninguém é velho demais para aprender.
João fala com eles por causa do conhecimento que têm. Eles conhecem “aquele que é desde o princípio” (1 João 2:13-14), isto é, o Senhor Jesus Cristo, como já fora dito no começo desta carta (1 João 1:1). Cristo é o começo e o fim de todo o verdadeiro conhecimento cristão, assim como é o Alfa e o Ômega. Paulo considerou todas as outras coisas como perda diante da excelência do conhecimento de Cristo Jesus, seu Senhor (Filipenses 3:8). Aqueles que conhecem aquele que existia antes que o mundo começasse devem achar este mundo menos atraente.
Depois João se dirige ao estágio intermediário de crescimento cristão, os jovens. São os crentes em sua força e vigor, os que já alcançaram maturidade de juízo e sabem discernir entre o bem e o mal. Ele lhes fala por três razões. Primeiro, porque já lutaram bem: “porque vencestes o maligno” (1 João 2:13). Satanás está sempre em guerra contra as almas, especialmente contra os discípulos de Cristo. Mas os que foram bem ensinados na escola de Cristo sabem usar suas armas e derrotar o maligno. E, se podem vencê-lo, também podem ser chamados a vencer o mundo, que é uma das principais ferramentas dele.
Em segundo lugar, João lhes fala por causa da força que têm. “Sois fortes, e a palavra de Deus está em vós, e já vencestes o maligno” (1 João 2:14). Os jovens costumam se orgulhar da própria força, e é apropriado que os jovens crentes sejam fortes em Cristo e em sua graça. A força deles se mostrará e será provada ao vencer o diabo. Se não puderem resistir a ele, ele os dominará. Assim, os cristãos fortes devem demonstrar sua força vencendo também o mundo. A mesma força empregada contra o diabo deve ser usada contra o mundo.
Em terceiro lugar, João lhes fala porque a palavra de Deus permanece neles (1 João 2:14). A palavra de Deus precisa permanecer nos crentes maduros. Ela os alimenta e lhes dá vigor. É a arma com a qual vencem o maligno, a espada do Espírito, que os ajuda a apagar os dardos inflamados dele. Aqueles em quem a palavra de Deus habita estão bem preparados para vencer o mundo.
Depois dessa cuidadosa introdução, João apresenta a advertência que está no centro da prática cristã: “Não ameis o mundo, nem o que no mundo há” (1 João 2:15). Sejam mortos para o mundo e afastem-se de seus negócios e atrações. Todas as classes de cristãos devem concordar nisso. Se estivessem unidos em morrer para o mundo, logo estariam mais unidos em outras coisas também. Seu amor deve ser guardado para Deus, e não desperdiçado no mundo.
João então expõe as razões dessa advertência. São várias, e precisam ser, porque é difícil convencer até mesmo os crentes a não amarem o mundo. As razões começam aqui.
Esse amor ao mundo entra em choque com o amor a Deus. João diz: “Se alguém ama o mundo, o amor do Pai não está nele” (1 João 2:15). O coração humano é pequeno demais para abrigar plenamente os dois amores. O mundo puxa o coração para baixo, afastando-o de Deus; assim, quanto mais cresce o amor ao mundo, mais se enfraquece o amor a Deus.
Esse amor mundano também é proibido por Deus. João afirma que ele “não é do Pai, mas do mundo” (1 João 2:16). Deus não ordena esse tipo de amor. Pelo contrário, ele nos chama para fora dele. Esse amor entra a partir do mundo, como se o mundo estivesse tomando o lugar que pertence ao nosso afeto.
Por isso precisamos ter a visão correta do mundo. Em certo sentido, o mundo é bom, porque é obra de Deus e manifesta a sua grandeza. Mas devemos considerá-lo como ele agora age sobre nós em nosso estado caído, despertando nossas fraquezas e alimentando nossos maus desejos. O mundo está estreitamente ligado à carne, isto é, à nossa natureza corporal com sua inclinação pecaminosa. Ele nos pressiona e se alia à carne em oposição a Deus.
É por isso que as coisas do mundo se dividem em três grupos principais, correspondendo aos três grandes desejos da natureza humana caída. Em primeiro lugar, a concupiscência da carne. Aqui, “carne” significa o corpo, em contraste com os olhos e a vida. A concupiscência da carne é o desejo de desfrutar prazeres sensuais, junto com tudo o que alimenta esses prazeres. Isso é muitas vezes chamado de indulgência sensual.
Em segundo lugar, a concupiscência dos olhos. Os olhos se fixam nas riquezas; um olhar descontrolado cobiça bens e posses. É a avareza, o desejo de ter cada vez mais.
Em terceiro lugar, a soberba da vida. Uma mente orgulhosa busca exibicionismo, luxo e brilho exterior. Ela quer honra e elogios. Em parte, é uma doença dos ouvidos, porque ama ouvir admiração e lisonja.
Esses desejos precisam ser evitados e rejeitados. Uma vez que passam a governar nossos afetos e desejos, já não vêm do Pai, mas do mundo (1 João 2:16). O Pai não os aprova. O mundo pode ficar com eles para si. Nosso desejo por essas coisas deve ser mortificado e colocado sob domínio. Ceder a elas não é algo estabelecido pelo Pai, e sim algo que o mundo tentador infiltra em nós.
Devemos também lembrar o quão breves são as coisas terrenas. “O mundo passa, e a sua concupiscência” (1 João 2:17). As coisas deste mundo estão murchando e morrendo rapidamente. Até o próprio desejo, e o prazer que o acompanha, secará e terá fim. “Os que olham pela janela escurecerão” e todas as suas vaidades logo acabarão (Eclesiastes 12:5). O que restou de todo o luxo e prazer daqueles que agora estão no túmulo?
Em contraste, aquele que ama a Deus permanece para sempre. “Aquele que faz a vontade de Deus permanece para sempre” (1 João 2:17). Fazer a vontade de Deus é a marca de quem ama a Deus, em oposição ao amante do mundo. O objeto do seu amor permanece para sempre, ao contrário do mundo, que passa. O seu santo desejo também permanece para sempre, diferentemente da concupiscência passageira que pertence a este mundo. O amor jamais acaba. Ele mesmo é herdeiro da imortalidade e da vida sem fim e, a seu tempo, será introduzido plenamente nela.
Em todos esses versículos, percebe-se quão puro e espiritual é o ensino dos apóstolos. Nossa vida no corpo precisa ser colocada sob o governo de Deus. O corpo, com seus desejos e ações, deve ser orientado pela verdadeira religião, isto é, pelo amor de Deus que triunfa e domina sobre tudo.
Deste capítulo
1 João 2:1
"Meus filhinhos, escrevo-lhes isto para que vocês não pequem. Mas, se alguém pecar, temos um intercessor junto ao Pai, Jesus Cristo, o Justo."
1 João 2:2
"Ele é a expiação pelos nossos pecados, e não somente pelos nossos, mas também pelos pecados de todo o mundo."
1 João 2:3
"É assim que sabemos que o conhecemos: se guardamos os seus mandamentos."
1 João 2:4
"Aquele que diz conhecê-lo e não guarda os seus mandamentos é mentiroso, e a verdade não está nele."
1 João 2:5
"Aquele, porém, que guarda a sua palavra, nele o amor de Deus é verdadeiramente perfeito. É assim que sabemos se estamos nele:"
1 João 2:6
"aquele que afirma permanecer nele deve também viver como ele viveu."
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