Versículo em destaque
Atos 21:15 - Significado e aplicação
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Tradução: Almeida Corrigida Fiel
" E depois daqueles dias, havendo feito os nossos preparativos, subimos a Jerusalém. "
Atos 21:15
Versículo no contexto
Entender os versículos ao redor evita interpretações incorretas:
13 Mas Paulo respondeu: Que fazeis vós, chorando e magoando-me o coração? Porque eu estou pronto não só a ser ligado, mas ainda a morrer em Jerusalém pelo nome do Senhor Jesus.
14 E, como não podíamos convencê-lo, nos aquietamos, dizendo: Faça-se a vontade do Senhor.
15 E depois daqueles dias, havendo feito os nossos preparativos, subimos a Jerusalém.
16 E foram também conosco alguns discípulos de Cesaréia, levando consigo um certo Mnasom, chíprio, discípulo antigo, com quem havíamos de hospedar-nos.
17 E, logo que chegamos a Jerusalém, os irmãos nos receberam de muito boa vontade.
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Nessa viagem a Jerusalém, Paulo partiu de Cesareia com aqueles que permaneceram ao seu lado. Eles arrumaram seus pertences e, ao que tudo indica, carregaram suas próprias bagagens, como viajantes pobres ou como soldados. Tinham tão poucas roupas e bens extras que se poderia dizer que tudo o que possuíam ia em suas costas. Alguns entendem também que levavam consigo o dinheiro recolhido na Macedônia e em Acaia para os crentes pobres de Jerusalém.
Se tivessem conseguido convencer Paulo a tomar outro rumo, teriam ido de bom grado com ele por esse caminho alternativo. Mas, como ele decidiu firmemente ir a Jerusalém, eles não o deixaram seguir sozinho. Como Tomé, quando Jesus se dirigia ao perigo em Jerusalém, eles estavam prontos a ir com Paulo e morrer com ele, se necessário (João 11:16). A lealdade deles para com Paulo lembra a lealdade de Itaí para com Davi, quando disse: “Onde o rei meu senhor estiver, seja para a morte ou para a vida, aí estará também este teu servo” (2 Samuel 15:21). A coragem de Paulo acendeu coragem neles.
Alguns dos discípulos de Cesareia também foram com eles. Não nos é dito se já pretendiam viajar e apenas aproveitaram a oportunidade de ir em tão boa companhia, ou se foram de propósito para ajudar Paulo. Talvez esperassem evitar que ele se metesse em problemas, ou pelo menos consolá‑lo em meio a eles. Sabendo que a liberdade de Paulo provavelmente seria breve, quiseram aproveitar ao máximo cada momento com ele. Eliseu procedeu assim com Elias, permanecendo junto dele quando sabia que o tempo da sua partida se aproximava.
Eles levaram consigo um homem piedoso e mais velho, chamado Mnason, natural de Chipre, que tinha uma casa em Jerusalém e estava disposto a hospedar Paulo e seu grupo (Atos 21:16). Como muita gente subia a Jerusalém por ocasião da festa, era difícil encontrar alojamento. As hospedarias públicas eram tomadas pelos viajantes mais ricos, e os moradores que tinham casa eram esperados a acolher estrangeiros. Mnason se dispôs a receber Paulo, embora soubesse que isso poderia lhe trazer problemas, por abrigar alguém tão visado. Ainda assim, Paulo e seus companheiros encontraram acolhida ali.
Mnason é chamado de “discípulo antigo”, sugerindo que já era crente havia muito tempo. Alguns supõem que ele tenha sido um dos setenta discípulos, ou um dos primeiros convertidos logo após a descida do Espírito Santo, ou ainda um dos primeiros crentes alcançados em Chipre (Atos 13:4). Seja como for, era avançado em idade e maduro na fé. É uma honra ser um discípulo antigo de Jesus Cristo, perseverar fielmente por muitos anos e crescer em sabedoria e firmeza com o passar do tempo. Uma pessoa assim é ótima companhia, porque muitos anos de serviço a Deus ensinam sabedoria.
Quando Paulo chegou a Jerusalém, muitos irmãos o receberam com alegria (Atos 21:17). Assim que souberam de sua chegada, foram à casa de Mnason para saudá‑lo. Alegraram‑se em vê‑lo em segurança e sentiram‑se honrados em conhecer de perto um servo de Cristo tão dedicado. A mesma palavra usada aqui para essa acolhida alegre é usada antes para descrever a maneira como o povo recebeu de bom grado o ensino dos apóstolos (Atos 2:41). Podemos imaginar que receberíamos Paulo de boa vontade se ele viesse até nós, mas a verdadeira questão é se recebemos com alegria a doutrina que ele ensinou.
No dia seguinte, Paulo foi com Tiago, levando também os demais companheiros, para se encontrar com os líderes da igreja em Jerusalém (Atos 21:18). Tiago, irmão do Senhor e então o único apóstolo residente ali, estava presente, junto com os presbíteros, os pastores que pregavam e governavam a igreja. Paulo os saudou a todos, mostrou‑lhes respeito, interessou‑se por seu bem‑estar e lhes deu a destra de comunhão. Saudar alguém dessa forma era desejar‑lhe saúde e bênção, algo muito apropriado entre cristãos que se amam e honram a Deus em conjunto.
Então Paulo lhes contou em detalhes o que Deus havia feito entre os gentios por meio do seu ministério (Atos 21:19). Ele falou com cuidado e modéstia. Não ressaltou o que ele tinha feito, pois era apenas instrumento, mas o que Deus havia realizado por seu intermédio. Ele sabia que não era ele mesmo, mas a graça de Deus com ele. Ele plantara, outros regaram, mas Deus é quem deu o crescimento. Ao relatar tudo com detalhes, fez sobressair ainda mais claramente, em cada parte de seu êxito, a graça de Deus.
Ao ouvirem isso, eles glorificaram ao Senhor (Atos 21:20). Paulo deu o crédito a Deus, e eles igualmente dirigiram o louvor a Deus. Não colocaram elogios sobre Paulo, deixando essa avaliação para o próprio Senhor, que um dia dirá: “Muito bem, servo bom e fiel”. Eles glorificaram a Deus por sua graça estendida aos gentios. A conversão de pecadores deve encher nosso coração de alegria e louvor, assim como enche o coração dos anjos. Deus havia dado a Paulo um campo de trabalho mais amplo que aos demais, mas eles não o invejaram nem se ressentiram de sua crescente honra. Em vez disso, glorificaram o Senhor, e essa era a melhor forma de encorajar Paulo a seguir trabalhando com alegria.
Tiago e os presbíteros de Jerusalém, na verdade, buscavam o conselho de Paulo e, ao mesmo tempo, pediam que ele agradasse os crentes judeus demonstrando algum respeito pela lei cerimonial. Queriam que ele aparecesse publicamente no templo e oferecesse um sacrifício. Esse ato não era pecaminoso em si mesmo, porque a lei cerimonial não devia ser imposta aos gentios convertidos, como os falsos mestres defendiam, mas ainda não era proibida para os judeus que haviam sido criados sob ela, desde que não confiassem nela para sua justificação, isto é, para serem considerados justos diante de Deus. A lei já não era obrigatória da mesma forma, mas ainda não tinha se tornado ilícita para uso pessoal. Como o ato em si não era pecado, eles julgaram prudente que Paulo cedesse até esse ponto.
Observe o espírito do conselho que deram a Paulo. Não falavam com pretensão de autoridade sobre ele, mas por afeto. Pediram que ele considerasse a situação de muitos crentes judeus em Jerusalém: “Bem vês, irmão, quantos milhares de judeus há que creem”. Chamam‑no de irmão porque o enxergavam como cooperador no evangelho. Embora viessem do meio da circuncisão e Paulo fosse o apóstolo dos gentios, embora fossem mais conformistas e ele menos, reconheciam‑se mutuamente como irmãos.
Também queriam que Paulo percebesse quão grande fora a obra da graça entre os judeus. A palavra usada pode significar não apenas milhares, mas dezenas de milhares. Mesmo entre os judeus, tão fortemente contrários ao evangelho, muitos o haviam recebido, pois a graça de Deus pode romper as fortalezas mais firmes de Satanás. No início, a igreja contava cerca de cento e vinte pessoas, mas agora eram muitos milhares. Ninguém deve desprezar o dia das pequenas coisas, porque Deus pode fazer o fim crescer grandemente. Isso também era prova de que Deus não havia rejeitado totalmente o seu povo, os judeus, pois entre eles ainda havia um remanescente, um povo eleito, que cria (Romanos 11:1, Romanos 11:5, Romanos 11:7). É provável que Paulo recebesse essa notícia com tanta alegria quanto eles receberam as notícias dele sobre a conversão dos gentios, pois o desejo do seu coração e sua oração a Deus pelos judeus era que fossem salvos.
Eles então apontaram para Paulo uma fraqueza que ainda permanecia nesses crentes judeus, algo de que ainda não haviam se libertado plenamente: “todos são zelosos da lei”. Criam em Cristo como o verdadeiro Messias, confiavam em sua justiça e se submetiam ao seu governo. Ainda assim, sabiam que a lei de Moisés viera de Deus e tinham encontrado verdadeiro proveito espiritual no cumprimento de suas cerimônias. Por isso, não conseguiam imaginar facilmente abandoná‑la ou mesmo afrouxar seu apego a ela. Talvez até argumentassem que, já que Cristo nascera “debaixo da lei” e a cumprira, isto seria motivo para continuarem sob ela também. Essa era uma fraqueza séria e um erro, porque se apegavam a sombras depois que a realidade havia chegado, e mantinham o pescoço sob um jugo de servidão quando Cristo viera para libertá‑los.
Ao mesmo tempo, vemos aqui duas coisas. Primeiro, hábitos antigos e a educação recebida desde cedo têm grande força, especialmente quando ligados a uma lei cheia de ritos. Segundo, a caridade exige que tenhamos paciência com tais fraquezas. Esses crentes judeus não deviam ser rejeitados como se não fossem cristãos apenas porque eram zelosos da lei, contanto que não impusessem a lei sobre os outros. Seu zelo podia ser visto pelo melhor lado e também relevado, considerando a forma como haviam sido criados e o meio em que viviam.
Eles queriam ainda que Paulo soubesse que esses judeus zelosos da lei eram contrários a ele, como se vê em (Atos 21:21). Paulo, embora fiel servo de Cristo, não conseguiu obter a aprovação de todos na família de Cristo. Eles haviam ouvido relatos a seu respeito e o julgavam com base nesses boatos. A acusação era que ele não apenas deixava de ensinar os gentios a guardar a lei, como alguns desejavam, mas também ensinava a todos os judeus que viviam entre gentios a abandonar Moisés, a não circuncidar seus filhos e a não observar os costumes da nação. Esses costumes haviam sido ordenados por Deus, na medida em que ainda podiam ser observados longe do templo, como os jejuns e festas, os filactérios e a abstenção de alimentos impuros.
Essa acusação contra Paulo era em parte verdadeira e em parte falsa. Era verdadeira no sentido de que Paulo pregava o fim da lei de Moisés como caminho de justificação, isto é, como meio de ser declarado justo diante de Deus. Assim, os crentes já não estavam mais obrigados a guardá-la como base de aceitação diante de Deus. Mas era falsa a ideia de que ele ensinasse as pessoas a abandonarem Moisés por completo. Sua mensagem não destruía a lei, mas a cumpria. Ele pregava Cristo como o fim da lei para justiça, e pregava arrependimento e fé, nos quais ainda fazemos bom uso da lei. Os judeus entre os gentios, instruídos por Paulo, não abandonaram Moisés; na verdade, passaram a entendê-lo melhor, quando aprenderam a vê-lo como guia que conduz a Cristo.
Mesmo assim, os judeus crentes haviam passado a pensar que Paulo era contra Moisés, e provavelmente tinham dado ouvidos demais aos judeus incrédulos. Isso os deixava irritados com Paulo. Os presbíteros ali presentes, que eram seus ministros, o amavam e respeitavam, chamavam-no de irmão e aprovavam sua obra. Mas o povo dificilmente podia ser levado a pensar bem dele. Quanto menos sábias as pessoas são, mais prontas estão para criticar. Não conseguiam julgar corretamente o ensino de Paulo e, por isso, o condenavam de forma geral e ignorante.
Por essa razão, pediram a Paulo que fizesse algo público agora que havia chegado a Jerusalém, algo que mostrasse que a acusação contra ele era falsa. Ele não ensinava o povo a abandonar Moisés nem a romper com os costumes da igreja judaica, pois ele mesmo ainda fazia uso deles. Decidiram que seria necessário algum ato público. “Que faremos, então? O que deve ser feito? A multidão vai saber que você chegou à cidade.” A fama traz esse problema: a ida e vinda de uma pessoa conhecida é mais observada e comentada do que a de outros, às vezes com boa intenção, às vezes com má vontade.
Ao ouvirem que Paulo chegara, naturalmente se reuniriam, seja porque esperavam ser convocados para discutir se ele deveria ser recebido como irmão, seja porque desejavam ouvi-lo pessoalmente. Era, portanto, necessário fazer algo que mostrasse que Paulo não ensinava os judeus a abandonarem Moisés. Eles consideravam isso importante por três motivos.
Primeiro, era importante para a reputação do próprio Paulo, para que um homem piedoso não carregasse uma mancha injusta e um obreiro útil não fosse impedido. Segundo, era importante para o povo, para que não permanecesse em seu preconceito contra ele e não perdesse o proveito do seu ministério. Terceiro, era importante para os próprios líderes, pois, sabendo que era seu dever apoiar Paulo, não queriam que o seu silêncio fosse usado contra eles pelo povo que pastoreavam.
Então ofereceram a Paulo uma oportunidade justa de se esclarecer. Pediram que fizesse o que lhe sugeriam. Havia ali quatro homens, judeus crentes em Cristo e pertencentes às igrejas deles, que estavam debaixo de um voto, um voto de nazireu, um voto especial de consagração por um tempo determinado. O período deles estava se cumprindo (Atos 21:23), e eles deviam trazer as ofertas requeridas pela lei quando o cabelo da sua consagração fosse cortado: um cordeiro macho para holocausto, uma cordeira para oferta pelo pecado e um carneiro para oferta pacífica, junto com as demais ofertas relacionadas (Números 6:13-20).
Muitos costumavam fazer isso em conjunto quando seus votos terminavam em época aproximada, seja para poupar tempo, seja para tornar o acontecimento mais solene. O próprio Paulo havia, pouco tempo antes, assumido um voto de nazireu e mostrado o seu término raspando a cabeça em Cencreia, segundo o costume dos que moravam longe do templo (Atos 18:18). Assim, pediram que ele fosse um pouco além e se unisse àqueles quatro homens na apresentação dos sacrifícios do nazireu. Queriam que ele se purificasse com eles, conforme a lei, e participasse das despesas dos sacrifícios para aquela ocasião solene. Criam que isso calaria as falsas notícias e provaria que Paulo não era o homem que seus críticos descreviam. Mostraria que ele não ensinava os judeus a abandonarem Moisés, mas que ele mesmo, sendo judeu de nascimento, vivia de maneira ordeira e guardava a lei.
Eles também deixaram claro que isso não enfraqueceria a decisão anterior em favor dos crentes gentios, nem lhes tiraria a liberdade (Atos 21:25). Quanto aos gentios que criam, já haviam escrito e concordado que tais coisas não lhes seriam impostas. Não desejavam prendê-los à lei cerimonial, mas apenas que se abstivessem das coisas sacrificadas a ídolos, do sangue, dos animais sufocados e da imoralidade sexual. Não deveriam ser ligados a sacrifícios judaicos, purificações ou outros ritos e cerimônias. Sabiam o quanto Paulo se empenhava em preservar a liberdade dos crentes gentios, por isso fizeram questão de reafirmar isso.
Paulo aceitou o plano. Embora não pudesse ser dissuadido de ir a Jerusalém, uma vez lá ele se dispôs a fazer o que lhe pediram (Atos 21:26). Então, conforme o conselho recebido, tomou consigo aqueles homens e, no dia seguinte, purificou-se com eles. Entrou no templo, como outros judeus devotos fariam numa incumbência dessas, para informar aos sacerdotes que se completavam os dias da purificação. Pediu que fosse designado o tempo para se oferecer o sacrifício por cada um deles.
Alguns entendem que aqui Paulo contribuiu com as despesas das ofertas desses nazireus, e que talvez até tenha se submetido às regras do nazireado por uma semana, com jejum e oração, antes de serem oferecidos os sacrifícios. Outros questionam se Tiago e os presbíteros agiram bem ao dar esse conselho, e se Paulo agiu bem em segui-lo.
Alguns criticam essa conformidade temporária de Paulo, considerando que ela teria dado apoio demais ao apego judaico à lei cerimonial e desencorajado aqueles que firmemente mantinham a liberdade recebida em Cristo. Perguntam se foi correto Tiago e os presbíteros de Jerusalém permitirem que os judeus crentes permanecessem nesse equívoco e, além disso, convencerem Paulo a apoiá-lo com seu exemplo. Argumentam que teria sido melhor pedir a Paulo, dotado de tantos dons de Deus, que ensinasse ao povo o erro deles e lhes mostrasse que, por sua união com Cristo, estavam libertos da lei (Romanos 7:4). Incentivar os judeus em seu erro, por meio da conduta dele, dizem, parece mais prudência humana do que graça de Deus.
Outros consideram o conselho sábio e bom, e que Paulo foi justificado em segui-lo, dadas as circunstâncias. O próprio princípio declarado por Paulo era o de que, para com os judeus, fazia-se como judeu, para ganhá-los (1 Coríntios 9:20). Ele já havia circuncidado Timóteo para não escandalizar os judeus. Embora não guardasse continuamente a lei cerimonial, estava disposto a aproveitar tais ocasiões para fazer o bem e mostrar até onde poderia ir em acomodação a eles.
Os fracos na fé devem ser suportados com paciência, enquanto aqueles que trabalham para minar a fé devem ser resistidos. É verdade que a submissão de Paulo acabou tendo um desfecho ruim para ele, pois o próprio ato que visava acalmar os judeus acabou despertando-os ainda mais e trazendo-lhe problemas. Mas isso não prova que a ação em si fosse errada. Paulo podia fazer o que era certo e ainda assim sofrer por isso. Também é possível que Deus tenha dirigido tanto o conselho quanto a obediência de Paulo a um propósito melhor do que qualquer um deles imaginava.
Há bons motivos para pensar que, quando os judeus crentes, que tentavam ganhar simpatia por meio do zelo pela lei, viram quão cruelmente trataram Paulo, que procurara agradá-los, foram afastados ainda mais da lei cerimonial do que seriam pelos argumentos mais fortes ou pelos discursos mais comoventes. Perceberam que era inútil tentar agradar pessoas que só se satisfariam com a destruição do cristianismo.
A integridade e a retidão são muito mais seguras para nos guardar do que acomodações secretas. Quando pensamos em quanto isso deve ter angustiado Tiago e os presbíteros, ao verem que o conselho deles contribuiu para o sofrimento de Paulo, isso nos adverte a não pressionar ninguém a fazer algo contra a própria consciência ou julgamento.
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Deste capítulo
Atos 21:1
"E aconteceu que, separando-nos deles, navegamos e fomos correndo caminho direito, e chegamos a Cós, e no dia seguinte a Rodes, de onde passamos a Pátara."
Atos 21:2
"E, achando um navio, que ia para a Fenícia, embarcamos nele, e partimos."
Atos 21:3
"E, indo já à vista de Chipre, deixando-a à esquerda, navegamos para a Síria e chegamos a Tiro; porque o navio havia de ser descarregado ali."
Atos 21:4
"E, achando discípulos, ficamos ali sete dias; e eles pelo Espírito diziam a Paulo que não subisse a Jerusalém."
Atos 21:5
"E, havendo passado ali aqueles dias, saímos, e seguimos nosso caminho, acompanhando-nos todos, com suas mulheres e filhos até fora da cidade; e, postos de joelhos na praia, oramos."
Atos 21:6
"E, despedindo-nos uns dos outros, subimos ao navio; e eles voltaram para suas casas."
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