Versículo em destaque
2 Reis 19:20 - Significado e aplicação
Entenda como este versículo fala com o que você está vivendo e como aplicá-lo hoje
Tradução: Almeida Corrigida Fiel
" Então Isaías, filho de Amós, mandou dizer a Ezequias: Assim diz o Senhor Deus de Israel: O que me pediste acerca de Senaqueribe, rei da Assíria, ouvi. "
2 Reis 19:20
Versículo no contexto
Entender os versículos ao redor evita interpretações incorretas:
18 E lançaram os seus deuses no fogo; porquanto não eram deuses, mas obra de mãos de homens, madeira e pedra; por isso os destruíram.
19 Agora, pois, ó Senhor nosso Deus, te suplico, livra-nos da sua mão; e assim saberão todos os reinos da terra que só tu és o Senhor Deus.
20 Então Isaías, filho de Amós, mandou dizer a Ezequias: Assim diz o Senhor Deus de Israel: O que me pediste acerca de Senaqueribe, rei da Assíria, ouvi.
21 Esta é a palavra que o Senhor falou dele: A virgem, a filha de Sião, te despreza, de ti zomba; a filha de Jerusalém meneia a cabeça por detrás de ti.
22 A quem afrontaste e blasfemaste? E contra quem alçaste a voz e ergueste os teus olhos ao alto? Contra o Santo de Israel?
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Aqui vemos a resposta graciosa e completa que Deus deu à oração de Ezequias. A mensagem enviada por meio do mesmo mensageiro, Isaías, filho de Amós (2 Reis 19:6, 2 Reis 19:7), já poderia parecer suficiente em si mesma. Mesmo assim, Deus deu mais a Ezequias, para que ele tivesse forte consolação, firmando-se em duas coisas imutáveis nas quais é impossível que Deus minta (Hebreus 6:18).
De modo geral, Deus disse a Ezequias que a sua oração tinha sido ouvida, especialmente a súplica contra Senaqueribe (2 Reis 19:20). Terrível é a situação daqueles contra quem o povo de Deus clama em oração. Se o oprimido clama a Deus contra o que o oprime, Deus o ouvirá (Êxodo 22:23). Ele ouve e responde, e ouve com a força salvadora de sua destra (Salmo 20:6).
Esta mensagem trata de duas coisas: juízo para Senaqueribe e alívio para Ezequias.
Primeiro, ela prediz confusão e vergonha para Senaqueribe e seu exército. O profeta volta-se para ele de maneira marcante, como em Isaías 10:5, onde a Assíria é chamada de vara da ira de Deus. A mensagem não foi de fato enviada a Senaqueribe com essas palavras, mas ele foi levado a conhecê-la pelos acontecimentos. A providência falou claramente com ele e, talvez, seu próprio coração também lhe sussurrasse isso, pois Deus tem mais de uma forma de falar em ira e perturbar os pecadores em seu desagrado (Salmo 2:5).
Senaqueribe é mostrado como objeto de desprezo para Jerusalém (2 Reis 19:21). Ele imaginava estar aterrorizando a filha de Sião, Jerusalém, retratada como uma jovem pura na casa de seu pai. Achava que suas ameaças a forçariam a se submeter. Mas ela está sob a proteção do Pai, por isso o despreza e zomba dele. Sua fúria vazia é ridícula. Aquele que está entronizado nos céus ri, e assim também todos os que habitam debaixo de sua sombra. Deus disse isso para sossegar os temores de Ezequias e do povo. Aos olhos humanos o inimigo parecia terrível, mas à fé ele aparecia como insensato.
Ele também é apresentado como inimigo de Deus, e isso por si só o tornava miserável. Ezequias havia dito: “Senhor, ele te afrontou” (2 Reis 19:16). Deus responde: “Sim, afrontou, e eu tomo isso como feito contra mim mesmo” (2 Reis 19:22). Ele insultou o Santo de Israel, cuja honra é preciosa para ele e a quem ele é capaz de defender, ao contrário dos deuses das nações.
Senaqueribe é exposto ainda como um tolo orgulhoso e jactancioso, que pronuncia grandes palavras de vaidade e toma para si o crédito por aquilo que não era dele. Em suas vanglórias, tanto quanto em suas ameaças, ele afrontou o Senhor. Exagerou imensamente seus feitos (2 Reis 19:23, 2 Reis 19:24). Deus diz: “Tu disseste isto e aquilo.” Essas palavras não estavam na carta em si, mas Deus mostra a Ezequias que não apenas viu o que estava escrito, como também ouviu o que Senaqueribe dizia em outros lugares, provavelmente em conselho ou diante de seus exércitos. Deus percebe as bravatas dos soberbos e os chamará a prestar contas, para então humilhá-los (Jó 40:11).
Senaqueribe se imaginava um grande conquistador. Falava como se tivesse levado seus carros de guerra ao topo das montanhas, cortado florestas, atravessado rios e vencido todo obstáculo. Nada, segundo ele, podia resistir diante de si. Nenhum monte era alto demais, nenhuma árvore forte demais, nenhuma água profunda demais. Ele falava como se tivesse o próprio poder de Deus, capaz de dizer e fazer acontecer.
Ele também apropriou para si a glória de coisas que, na realidade, foram feitas pelo Senhor (2 Reis 19:25, 2 Reis 19:26). Na carta, havia apelado para aquilo que Ezequias ouvira falar dos reis da Assíria (2 Reis 19:11). Deus responde lembrando a Ezequias o que ele mesmo fizera por Israel no passado: secando o mar Vermelho, conduzindo o povo pelo deserto e plantando-o em Canaã. Que eram, em comparação, as obras de Senaqueribe? Quanto à devastação que trouxera sobre a terra, especialmente sobre Judá, ele não passava de instrumento de Deus, ferramenta em sua mão. Deus diz: “Fui eu quem determinei isso. Eu te dei teu poder, teu sucesso e tua posição. Eu te levantei para arrasar cidades fortificadas e puni-las pelos seus pecados. Por isso seus habitantes tinham tão pouca força.”
Quão louco e ousado foi de parte de Senaqueribe exaltar-se acima de Deus e contra Deus, justamente por meio daquilo que Deus fizera por seu intermédio. Isaías explica essa jactância em Isaías 10:13, Isaías 10:14, quando ele diz: “Pela força da minha mão e pela minha sabedoria eu fiz isso.” Deus responde a isso com a figura do machado que se gaba contra aquele que o maneja (Isaías 10:15). É absurdo a mosca na roda dizer: “Veja o pó que eu levanto”, ou a espada na mão dizer: “Olha a destruição que eu causo.” Se Deus é o principal agente em todas as coisas, não há lugar para vanglória.
Senaqueribe também é mostrado debaixo do freio e da repreensão do Deus que blasfemou. Todos os seus movimentos estavam sob o olhar de Deus (2 Reis 19:27). Deus diz: “Eu conheço o teu assentar e o teu levantar, o teu sair e o teu entrar, o teu furor contra mim e contra o meu povo, e o ruído das tuas preparações.” Ezequias queria informação sobre os movimentos do inimigo, mas que necessidade havia disso, se o olhar de Deus o vigiava constantemente (2 Crônicas 16:9)?
Além disso, suas ações estavam sob o controle de Deus (2 Reis 19:28). Deus diz: “Porei o meu anzol no teu nariz e o meu freio nos teus queixos.” Como a um grande monstro marinho, Deus o conterá, o governará e o levará para onde quiser. Fará com que volte para casa como um insensato, de mãos vazias e derrotado. Isto é grande consolo para todos os que amam a igreja. Deus tem o anzol no nariz e o freio na boca de todos os inimigos dela. Ele pode fazer até a ira deles redundar em seu louvor, e então deter o restante. Aqui as ondas altivas têm de parar.
Em segundo lugar, a mensagem traz salvação e alegria para Ezequias e seu povo. Haverá um sinal do favor de Deus, prova de que ele está reconciliado com eles e de que sua ira se afastou (Isaías 12:1). É uma maravilha aos seus olhos, um sinal que aponta para o bem e penhor de mais misericórdia ainda por vir. A tribulação presente terminará bem em todos os aspectos.
O alimento era escasso e caro; o que comeriam? O exército assírio havia consumido a produção da terra (Isaías 32:9, Isaías 32:10). Ainda assim, eles não apenas permaneceriam na terra, como seriam de fato sustentados. Se Deus os salva, não os deixará morrer de fome depois de poupá-los da espada. Naquele ano comeriam o que nascesse espontaneamente, e seria suficiente. Os assírios tinham colhido o que não semearam, mas agora eles colheriam o que não tinham semeado.
O ano seguinte seria ano sabático, quando a terra deveria descansar, e não deviam semear nem colher. O que fariam então? A resposta é simples: Jeová-Jiré, “o Senhor proverá”.
A bênção de Deus guardaria tanto a semente como o trabalho. Mesmo naquele ano, o que a terra produzisse espontaneamente os sustentaria, lembrando-lhes que a terra deu fruto antes mesmo de haver homem para cultivá-la (Gênesis 1:11). Então, no terceiro ano, a vida agrícola voltaria ao normal, e eles tornariam a semear e colher como antes.
A terra tinha sido devastada, as famílias desfeitas e dispersas, e tudo estava em confusão. Não é de admirar, quando um exército tão grande havia assolado o país. Mas Deus promete que o restante da casa de Judá, isto é, o povo do campo que escapou, seria novamente plantado em suas casas e propriedades. Eles criariam raízes ali, aumentariam em número e prosperariam (2 Reis 19:30).
Observe como a prosperidade deles é descrita: é como raízes que se aprofundam e fruto que cresce para cima. Serão firmemente estabelecidos e bem supridos e, a partir dessa posição, poderão também socorrer outros. Isso é também uma figura da verdadeira prosperidade da alma. A alma cria raiz para baixo pela fé em Cristo, para então dar fruto para cima nos frutos de justiça.
A cidade tinha sido fechada de tal modo que ninguém podia sair nem entrar. Agora o restante em Jerusalém e em Sião sairá livremente, e ninguém os deterá nem os amedrontará (2 Reis 19:31). Grande destruição havia vindo tanto sobre a cidade quanto sobre o campo, mas em ambos houve um remanescente que escapou. Esse remanescente apontava para o verdadeiro remanescente salvo de Israel, como se vê comparando Isaías 10:22-23 com Romanos 9:27-28, onde o mesmo acontecimento está em vista. Eles sairão para a gloriosa liberdade dos filhos de Deus.
Os assírios avançavam em direção a Jerusalém e estavam prestes a cercá-la. A cidade corria real perigo de cair em suas mãos. Contudo, Deus promete que o cerco temido nunca aconteceria. Ainda que o inimigo chegasse a acampar ao redor da cidade, não entraria nela, nem sequer lançaria uma flecha contra ela (2 Reis 19:32-33). O rei da Assíria seria forçado a bater em retirada em vergonha e viveria por muito tempo com o remorso de sua tentativa frustrada.
O próprio Deus promete defender a cidade (2 Reis 19:34). Quando Deus assume a causa de uma pessoa ou de um lugar, essa pessoa ou esse lugar está seguro. A honra e a verdade de Deus estão por trás de tudo isso. São grandes promessas, mas como acontecerão? Serão cumpridas pelo zelo do Senhor dos Exércitos, seu forte e ciumento cuidado por aquilo que lhe pertence (2 Reis 19:31).
Ele é o Senhor dos Exércitos, portanto todas as criaturas estão sob seu comando, e ele é plenamente capaz de cumprir o que promete. Ele tem grande zelo por Jerusalém, com um ciúme santo (Zacarias 1:14). Ele a uniu a si como uma noiva pura, por isso não permitirá que seja maltratada (2 Reis 19:21). Eles tinham motivos para se sentirem indignos de que coisas tão grandiosas fossem feitas em favor deles, mas o zelo do próprio Deus realizaria isso.
Seu zelo age por dois motivos. Primeiro, pela sua própria honra: “Eu o farei por amor de mim, para que o meu nome permaneça para sempre” (2 Reis 19:34). As razões de Deus para mostrar misericórdia vêm de dentro dele mesmo. Segundo, por causa da sua própria verdade: “Eu o farei por amor de Davi, meu servo”, não porque Davi o merecesse, mas por causa da promessa feita a ele e da aliança firmada com ele, aquelas firmes promessas concedidas a Davi. Da mesma maneira, todos os livramentos da igreja são concedidos por causa de Cristo, o Filho de Davi.
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Deste capítulo
2 Reis 19:1
"E aconteceu que, tendo Ezequias ouvido isto, rasgou as suas vestes, e se cobriu de saco, e entrou na casa do SENHOR."
2 Reis 19:2
"Então enviou a Eliaquim, o mordomo, e a Sebna, o escrivão, e os anciãos dos sacerdotes, cobertos de sacos, ao profeta Isaías, filho de Amós."
2 Reis 19:3
"E disseram-lhe: Assim diz Ezequias: Este dia é dia de angústia, de vituperação e de blasfêmia; porque os filhos chegaram ao parto, e não há força para dá-los à luz."
2 Reis 19:4
"Bem pode ser que o SENHOR teu Deus ouça todas as palavras de Rabsaqué, a quem enviou o seu senhor, o rei da Assíria, para afrontar o Deus vivo, e para vituperá-lo com as palavras que o SENHOR teu Deus tem ouvido; faze, pois, oração pelo restante que subsiste."
2 Reis 19:5
"E os servos do rei Ezequias foram a Isaías."
2 Reis 19:6
"E Isaías lhes disse: Assim direis a vosso senhor: Assim diz o SENHOR: Não temas as palavras que ouviste, com as quais os servos do rei da Assíria me blasfemaram."
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