Versículo em destaque

Salmos 110:1 - Significado e aplicação

Entenda como este versículo fala com o que você está vivendo e como aplicá-lo hoje

Tradução: Almeida Corrigida Fiel

" Disse o SENHOR ao meu Senhor: Assenta-te à minha mão direita, até que ponha os teus inimigos por escabelo dos teus pés. "

Salmos 110:1

menu_book Versículo no contexto

1 Disse o SENHOR ao meu Senhor: Assenta-te à minha mão direita, até que ponha os teus inimigos por escabelo dos teus pés.

2 O Senhor enviará o cetro da tua fortaleza desde Sião, dizendo: Domina no meio dos teus inimigos.

3 O teu povo será mui voluntário no dia do teu poder; nos ornamentos de santidade, desde a madre da alva, tu tens o orvalho da tua mocidade.

auto_stories

Explore estudos bíblicos guiados

Sessões estruturadas com notas, perguntas e insights de orientadores

Micro-Study 5 dias

As Bem-Aventuranças (5 Dias)

Cinco encontros curtos com as bênçãos de Jesus e o caráter do reino de Deus.

Prévia da sessão 1:

Bem-Aventurados os Humildes e os que Choram

schedule 6 min

Micro-Study 5 dias

Salmos de Consolo (5 Dias)

Cinco encontros curtos nos Salmos, pensados para dias pesados em que há pouco tempo e pouca energia.

Prévia da sessão 1:

O Cuidado do Pastor

schedule 5 min

lock_open Crie uma conta grátis para salvar notas, acompanhar progresso e desbloquear todas as sessões

person_add Criar conta grátis

auto_stories Comentário Bible Guided

Alguns chamam este salmo de o “credo” de Davi, porque ele contém quase todas as principais verdades da fé cristã. O título o apresenta como salmo de Davi, pois, em fé e em sua visão do Messias, Davi tanto louvou a Deus como encontrou consolo. Quanto mais nós devemos cantá‑lo, já que aquilo que Davi apenas viu de antemão agora se cumpriu e nos foi revelado com muito mais clareza.

Aqui são ditas coisas maravilhosas a respeito de Cristo, que devem nos levar a considerar quão grande ele é. Primeiro, ele é o Senhor de Davi. Devemos notar isso especialmente porque o próprio Jesus chamou a atenção para esse fato: Davi, falando pelo Espírito, o chama de Senhor (Mateus 22:43). Assim como o apóstolo demonstra a grandeza de Melquisedeque, e por meio dele a grandeza de Cristo, mostrando que Abraão lhe deu os dízimos (Hebreus 7:4), assim também o fato de Davi chamar Jesus de seu Senhor prova a grandeza de Jesus. O próprio rei se curva diante dele como um servo diante de seu senhor.

Alguns entendem que Davi o chama de seu Senhor porque Cristo viria de sua linhagem familiar, sendo ao mesmo tempo seu Filho e seu Senhor. Do mesmo modo, Maria o chamou de seu Salvador (Lucas 1:47). Até seus próprios pais eram seus súditos, pois eram pessoas que ele veio para salvar.

Em segundo lugar, Cristo é constituído Senhor soberano pela vontade e pelo decreto do próprio Deus: “Disse o SENHOR ao meu Senhor: Assenta‑te à minha mão direita” (Salmo 110:1). Ele recebe essa honra e glória do Pai, que é a fonte de toda honra e poder, e não a toma para si mesmo (2 Pedro 1:17). Assim, ele é o verdadeiro e legítimo Senhor, e seu direito não pode ser contestado, porque o que Deus falou não pode ser revogado. Ele também é o Senhor eterno, porque o que Deus disse permanece para sempre. Ele certamente tomará e conservará o reino que o Pai lhe deu, e ninguém o poderá impedir.

Em terceiro lugar, Cristo é exaltado à mais alta honra e recebe pleno domínio no céu e na terra: “Assenta‑te à minha mão direita”. Sentar‑se é postura de descanso, e, depois de sua obra e de seus sofrimentos, ele entrou no descanso de todo o seu trabalho. É também postura de governante, pois ele se assenta para dar lei e juízo. E é uma postura permanente, pois ele se assenta como rei para sempre. Assentar‑se à direita de Deus significa tanto honra como autoridade, a dignidade conferida a ele e o poder confiado a ele pelo Pai.

Todas as bênçãos que vêm de Deus aos homens, e todo o serviço que sobe dos homens para Deus, passam por sua mão. Em quarto lugar, todos os seus inimigos a seu tempo serão postos por estrado de seus pés, e não antes disso. Mesmo então, ele reinará na glória de Mediador, isto é, daquele que está entre Deus e os homens, ainda que, em certo sentido, a obra de mediação esteja concluída. O próprio Cristo tem inimigos que pelejam contra o seu reino, o seu povo e a sua honra no mundo. Alguns se recusam a deixá‑lo reinar sobre eles e, nisso, se colocam ao lado de Satanás, que não quer de modo algum que Cristo reine.

Esses inimigos serão feitos estrado de seus pés. Ele os vencerá e triunfará sobre eles com facilidade, tão facilmente quanto se põe um escabelo em seu devido lugar. Ele o fará de modo que resulte em honra para si e em vergonha perpétua para eles. Ele “pisará os ímpios” (Malaquias 4:3). O Pai prometeu fazê‑lo: “Porei os teus inimigos por escabelo dos teus pés”. No entanto, isso não acontecerá de uma só vez. Agora seus inimigos estão sob freio, mas ainda não foram feitos escabelo de seus pés. O apóstolo também observa isso: “Ainda não vemos que todas as coisas lhe estejam sujeitas” (Hebreus 2:8). O próprio Cristo deve esperar até que suas vitórias e triunfos sejam completos.

Ainda assim, ele esperará até que tudo esteja cumprido, e todo o poder e ódio de seus inimigos não perturbará em nada o seu governo. Seu assentar‑se à direita de Deus é penhor de que, por fim, ele colocará seus pés sobre o pescoço de todos os seus adversários. Em quinto lugar, ele terá um reino estabelecido no mundo, começando em Jerusalém: “O SENHOR enviará o cetro da tua fortaleza desde Sião” (Salmo 110:2). Isso significa que o seu reino será estabelecido, sustentado e governado por esse cetro poderoso.

Quando o Messias se assentar à direita da Majestade nos céus, ainda terá uma igreja na terra e cuidará dela. Ele é Rei sobre o santo monte de Sião (Salmo 2:6), em contraste com o monte Sinai, o monte tremendo em que a lei foi dada (Hebreus 12:18, 24; Gálatas 4:24‑25). O reino de Cristo começou em Sião, a cidade de Davi, porque ele era o Filho de Davi e havia de receber o trono de Davi.

Pelo “cetro da tua fortaleza”, ou “teu cetro forte”, o salmo entende o seu evangelho permanente, junto com o poder do Espírito Santo operando com ele, a mensagem da palavra e o braço do SENHOR com ela (Isaías 53:1; Romanos 1:16), o evangelho que vem “não somente em palavras, mas também em poder e no Espírito Santo” (1 Tessalonicenses 1:5). Por meio da palavra e do Espírito de Deus, primeiro as pessoas deveriam ser trazidas à obediência a Deus, e depois conduzidas segundo a vontade de Deus. Deus enviou esse cetro poderoso. Ele derramou o Espírito e concedeu tanto autoridade como dons àqueles que pregavam a palavra e ministravam pelo Espírito (Gálatas 3:5).

Esse cetro foi enviado desde Sião, porque ali o Espírito foi dado e ali a pregação do evangelho a todas as nações tinha de começar, em Jerusalém (Lucas 24:47, 49). “A lei” da fé também deveria sair de Sião (Isaías 2:3). O evangelho de Cristo, por ser enviado por Deus, é poderoso em Deus para realizar grandes coisas (2 Coríntios 10:4). Ele é o cetro da fortaleza de Cristo. Alguns entendem isso não apenas como o cetro de um governante, mostrando a glória de Cristo no evangelho, mas também como o cajado de um pastor, mostrando o cuidado terno de Cristo por sua igreja, pois ele é ao mesmo tempo o grande Pastor e o bom Pastor.

Em sexto lugar, uma vez estabelecido o seu reino, ele será mantido no mundo apesar de todos os ataques das potestades das trevas. Cristo reinará, dará leis e governará o seu povo por meio delas. Ele os fará amadurecer e lhes trará paz e alegria. Ele cumprirá a sua própria vontade, executará os seus planos e defenderá a sua causa entre os homens. Seu reino vem de Deus e permanecerá. Sua coroa está firmemente colocada sobre sua cabeça, e continuará ali brilhando.

Ele reinará “no meio dos teus inimigos”. No céu ele se assenta entre amigos, e ali o seu trono de glória é cercado apenas por adoradores fiéis (Apocalipse 5:11). Mas na terra ele reina em meio a inimigos, e aqui o seu trono de governo é cercado por pessoas que o odeiam e lutam contra ele. A igreja de Cristo é como um lírio entre espinhos, e seus discípulos são enviados como ovelhas entre lobos. Ele sabe onde eles habitam, até mesmo onde está o trono de Satanás (Apocalipse 2:13). Isso redunda em honra para Cristo, porque ele não apenas mantém sua posição, mas realiza seu propósito, apesar de todos os planos perversos e poderes do inferno e da terra, que não podem abalar a rocha sobre a qual a igreja está edificada. Grande é a verdade, e prevalecerá.

Em sétimo lugar, ele terá um grande número de súditos, que lhe trarão honra e louvor (Salmo 110:3).

A ideia é que esse povo seja verdadeiramente seu, com um direito claro e incontestável sobre eles. O Pai os deu a ele, o mesmo Pai que lhes deu vida e existência, e a quem suas vidas estavam perdidas. “Eram teus, e tu mos deste” (João 17:6). Cristo também os remiu, comprando‑os para si como um povo exclusivo (Tito 2:14). Assim, pertencem a ele por direito, mesmo antes de consentirem em segui‑lo. Ele já tinha muito povo em Corinto antes de eles se converterem (Atos 18:10).

Eles devem ser também um povo voluntário, um povo que se entrega a ele de boa vontade. Isso aponta para servos que escolhem servir, não pessoas forçadas ao serviço. Aponta para soldados que se apresentam como voluntários, como aquele que diz: “Eis‑me aqui, envia‑me a mim”, e para sacrifícios ofertados espontaneamente, não apenas por dever. Devemos nos apresentar como sacrifícios vivos. O povo de Cristo é um povo voluntário. Uma alma é convertida quando se torna disposta a pertencer a Cristo, a ficar sob o seu governo e a entrar em seus desígnios, com pleno acordo e satisfação.

Eles serão dispostos no dia do seu poder, quando a sua autoridade se torna eficaz. Alguns entendem esse dia como o dia do seu alistamento, quando ele reúne soldados e encontra muitos voluntários prontos a se engajar. Uma vez erguido o estandarte, os gentios virão a ele (Isaías 11:10; Isaías 60:3). Outros entendem como o dia dos seus exércitos, quando os primeiros pregadores do evangelho saem como o exército de Cristo para subjugar rebeldes e derrubar o reino dos anjos rebeldes. Então todos os que são dele serão voluntários, e esse será o tempo do estabelecimento do seu reino. O sentido também pode ser o dia da tua força. O evangelho traz um poder público para todos, por causa da autoridade de seu autor, da beleza do que ele ensina e dos milagres que o confirmaram. E traz também o poder especial do Espírito ao povo de Cristo, tornando-os realmente dispostos. O primeiro deixa os pecadores sem desculpa; o segundo deixa os crentes sem motivo para se gloriar. Se alguém está disposto a pertencer a Cristo, é apenas a graça livre e poderosa de Deus que o faz assim.

Eles também serão dispostos “nos ornamentos de santidade”. Isso envolve três ideias. Primeiro, são atraídos a ele pela beleza da santidade, conquistados pela visão da santidade do próprio Cristo e da santidade da igreja, que é sua nação santa. Segundo, são introduzidos por ele na beleza da santidade, como sacerdotes espirituais que servem em seu santuário, pois, pelo sangue de Jesus, temos ousadia para entrar no lugar santo. Terceiro, o acompanham vestidos com as formosas vestes da graça e da santificação, a bela roupa que convém ao seu povo. A santidade é o sinal distintivo da família de Cristo, e é o que convém para sempre à sua casa. Os soldados de Cristo estão todos vestidos assim; essas são as cores que usam. Os exércitos do céu o seguem vestidos de linho fino, puro e resplandecente (Apocalipse 19:14).

Ele terá também um grande número de pessoas consagradas a ele. A multidão de súditos é a honra de um príncipe, e essa será a honra desse Príncipe. “Desde o seio da alva tens o orvalho da tua mocidade” aponta para grande número de jovens convertidos, como o orvalho que cobre a relva numa manhã de verão. Nos primeiros dias do evangelho, na manhã do Novo Testamento, muitos jovens vieram a Cristo, e multidões creram. Eram um restante como o orvalho que vem do Senhor (Miquéias 5:7; Isaías 64:4, 8). Ou pode significar isto: desde o seio da alva, isto é, desde os primeiros anos de vida, Cristo tem o orvalho da mocidade do seu povo, isto é, seus corações e afetos ainda jovens. É a sua mocidade, porque é entregue a ele. Esse orvalho de juventude é um grande, vivo e promissor contingente de jovens vindo a Cristo, e eles são como o orvalho para a terra, tornando-a frutífera. O orvalho da nossa mocidade, mesmo nos primeiros dias da vida, deve ser dado ao nosso Senhor Jesus.

Ele não será apenas Rei, mas também Sacerdote (Salmo 110:4). O mesmo Senhor que disse: “Assenta-te à minha direita” também jurou: “Tu és sacerdote”, isto é, “Sê sacerdote”, pois ele foi separado para esse ofício pela palavra do juramento de Deus. Nosso Senhor Jesus Cristo é sacerdote. Foi designado para esse encargo e o exerce fielmente. É constituído em favor dos homens nas coisas referentes a Deus, para oferecer dons e sacrifícios pelos pecados (Hebreus 5:1), para fazer expiação por nossas culpas e apresentar nossos serviços de modo que Deus os aceite. É ministro de Deus para nós e nosso advogado diante de Deus; assim, permanece como mediador, aquele que aproxima duas partes, entre nós e Deus.

Ele é sacerdote para sempre. Foi escolhido para essa obra no conselho eterno de Deus, e foi sacerdote para os crentes do Antigo Testamento, bem como para todos os crentes até o fim dos tempos (Hebreus 13:8). É chamado sacerdote para sempre não apenas porque nunca haverá outro caminho de graça senão por meio do sacerdócio de Cristo, mas também porque os resultados benditos do seu sacerdócio permanecerão para sempre.

Ele foi feito sacerdote com juramento, e o apóstolo usa isso para mostrar que seu sacerdócio é maior do que o de Arão (Hebreus 7:20, 21). O Senhor jurou para deixar claro que não havia um plano oculto de revogar essa designação. Ele não mudaria de ideia, como fez quanto ao sacerdócio da casa de Eli (1 Samuel 2:30). Isso foi estabelecido para honrar a Cristo e consolar os crentes. O sacerdócio de Cristo tem a confirmação mais alta possível, de modo que pode ser um firme fundamento para nossa fé e nossa esperança.

Ele é sacerdote, não segundo a linhagem de Arão, mas segundo a ordem de Melquisedeque. Essa ordem veio antes e, em muitos aspectos, foi superior à de Arão, oferecendo uma figura mais clara do sacerdócio de Cristo. Melquisedeque foi ao mesmo tempo sacerdote e rei, e assim é Cristo (Zacarias 6:13), Rei de justiça e Rei de paz. Melquisedeque não teve sucessor, e Cristo também não. Seu sacerdócio é intransferível e imutável. O apóstolo explica longamente essas palavras em Hebreus 7 e constrói ali sua doutrina sobre o ofício sacerdotal de Cristo a partir dessa profecia tão segura. Assim como o Novo Testamento esclarece o Antigo, o Antigo Testamento confirma o Novo, e Jesus Cristo é o princípio e o fim de ambos.

IA cristã que considera sua denominação

Aplique Salmos 110:1 na sua vida hoje

Receba orientação fundamentada nas Escrituras, que considera sua denominação e é personalizada para a sua situação.

1 Faça sua pergunta arrow_forward 2 Considere sua tradição arrow_forward 3 Aplique as Escrituras

✓ Sem cartão de crédito • ✓ 100% privado • ✓ 30 créditos grátis para começar

Como a sua IA cristã pode ajudar

Explore as Escrituras e a vida por uma perspectiva cristã

menu_book

Estudo bíblico

psychology

Orientação para a vida

favorite

Apoio em oração

lightbulb

Sabedoria diária

forum Pergunte à sua IA cristã — Grátis

Faça 3 perguntas grátis por semana. Não é necessário cartão de crédito. Ver planos

Deste capítulo

auto_awesome

Oração diária

Receba uma reflexão bíblica diária por e-mail

Comece cada manhã com um versículo, uma oração e um próximo passo simples.

Grátis. Cancele quando quiser. Nunca compartilhamos seu email.

Aviso importante: Esta orientação bíblica não substitui cuidados profissionais de saúde mental. Se você estiver com sintomas de crise, ligue para 188 (CVV) no Brasil ou 988 nos EUA, ou procure ajuda profissional imediatamente.

Bible Guided oferece orientação baseada na fé e deve complementar, não substituir, apoio terapêutico profissional.