Êxodo 1:1
" Visão de Obadias: Assim diz o Senhor DEUS a respeito de Edom: Temos ouvido a pregação do SENHOR, e foi enviado aos gentios um emissário, dizendo: Levantai-vos, e levantemo-nos contra ela para a guerra. "
Entenda os temas principais e aplique Êxodo 1 na sua vida hoje
21 versiculos | Almeida Corrigida Fiel
O capítulo mostra o momento em que Israel assume formalmente o compromisso de obedecer às palavras do Senhor. Moisés escreve, lê o livro da aliança e o povo responde afirmando que fará e obedecerá. A aliança é ratificada com sangue, indicando um pacto sério e irrevogável.
Nem todos podem se aproximar igualmente de Deus. Somente Moisés se achega mais perto, enquanto Arão, seus filhos e os anciãos adoram à distância. Isso reforça a santidade divina e a necessidade de um mediador entre Deus e o povo.
O sangue dos sacrifícios é separado: parte no altar, parte sobre o povo. Esse gesto conecta Deus e Israel em um mesmo pacto de vida e compromisso, mostrando que a relação com Deus é marcada por sacrifício e entrega.
Moisés, Arão, Nadabe, Abiú e os anciãos veem o Deus de Israel e uma pavimentação como safira, semelhante ao céu. Depois, todo o povo vê a glória do Senhor como fogo consumidor no topo do monte, revelando a majestade e o temor ligados à presença divina.
Moisés sobe ao monte como servo de Deus para receber as tábuas de pedra com a lei e os mandamentos. Ele permanece quarenta dias e quarenta noites na presença de Deus, representando o povo e preparando-se para ensinar o que recebeu.
Êxodo 24 está situado logo após a entrega dos Dez Mandamentos (Êxodo 20) e dos diversos estatutos que regulavam a vida civil, moral e religiosa de Israel (Êxodo 21–23). Israel está acampado ao pé do monte Sinai, poucos meses depois de sair do Egito. O povo passou pela Páscoa, pela travessia do mar Vermelho e pela provisão de maná e água no deserto.
Este capítulo registra uma cerimônia formal de ratificação da aliança, semelhante aos tratados de soberania do antigo Oriente Próximo, em que um grande rei firmava um pacto com seus vassalos. Era comum que tais alianças incluíssem: declaração das condições, promessas de bênçãos e maldições, registro escrito e um rito com sangue. Aqui, Deus é o soberano que toma a iniciativa, e Israel, o povo que se compromete em obediência.
Os sacrifícios oferecidos (holocaustos e sacrifícios pacíficos) faziam parte do sistema de culto da época: o holocausto era totalmente queimado, simbolizando entrega total a Deus, e o sacrifício pacífico envolvia comunhão, muitas vezes com refeição compartilhada, apontando para a paz entre Deus e Seu povo.
A referência às setenta lideranças de Israel provavelmente aponta para uma representação ampla das famílias e tribos, reforçando o caráter comunitário da aliança. Josué aparece como auxiliar de Moisés, figura que se tornará central na condução do povo após a morte de Moisés.
Êxodo 24 apresenta uma narrativa estruturada em etapas cerimoniais e teofânicas:
Convocação para subir ao Senhor (24:1-2)
Deus chama Moisés, Arão, Nadabe, Abiú e setenta anciãos para subirem, com uma distinção clara: somente Moisés chegará mais perto.
Compromisso verbal do povo com a aliança (24:3)
Moisés transmite todas as palavras e estatutos do Senhor, e o povo responde unanimemente declarando que fará o que o Senhor falou.
Registro escrito e preparação do altar (24:4-5)
Moisés escreve as palavras do Senhor, constrói um altar e doze monumentos, e jovens de Israel oferecem holocaustos e sacrifícios pacíficos.
Rito do sangue e leitura do livro da aliança (24:6-8)
O sangue é dividido entre o altar e o povo. Moisés lê o livro da aliança, o povo reafirma a obediência, e então ele asperge o sangue sobre o povo, selando a aliança.
Subida dos representantes e visão de Deus (24:9-11)
Moisés, Arão, Nadabe, Abiú e os setenta anciãos veem o Deus de Israel, percebem algo como pavimento de safira e participam de uma refeição na presença de Deus.
Chamado de Moisés para receber as tábuas (24:12-14)
Deus ordena que Moisés suba para receber a lei escrita em tábuas. Josué o acompanha até certo ponto, e Arão e Hur ficam responsáveis pelo povo.
A glória do Senhor no Sinai (24:15-17)
A nuvem cobre o monte por seis dias, a glória do Senhor repousa ali, e para Israel ela se apresenta como fogo consumidor.
Moisés entra na nuvem e permanece quarenta dias (24:18)
Moisés entra na nuvem e fica no monte quarenta dias e quarenta noites, preparando a transição para as instruções do tabernáculo nos capítulos seguintes.
Êxodo 24 é um dos capítulos centrais na compreensão bíblica de aliança, mediação e presença de Deus.
Primeiro, mostra que o relacionamento entre Deus e Seu povo é baseado em aliança: um compromisso mútuo, sustentado pela graça divina, mas que envolve resposta de obediência. O povo afirma duas vezes que fará e obedecerá tudo o que o Senhor ordenou, mostrando que a fé bíblica não é apenas sentimento, mas também compromisso com a vontade de Deus.
O rito com o sangue da aliança destaca a seriedade desse pacto. O sangue é símbolo de vida e consagração. Ao aspergir o sangue no altar (lado de Deus) e no povo, Moisés une as duas partes em um vínculo de vida e morte. Isso prepara o terreno para toda a teologia bíblica do sangue, que culmina na ideia de uma nova aliança selada com sangue, em que o sacrifício substitutivo traz reconciliação definitiva com Deus.
A figura de Moisés surge com força como mediador. Ele recebe as palavras de Deus, escreve, lê, instrui, oferece sacrifícios e asperge o sangue. Ele também é o único que entra mais profundamente na presença divina. Isso aponta para a necessidade de um representante entre Deus santo e um povo frágil e pecador, tema que percorre toda a Escritura.
A presença gloriosa de Deus, descrita como pavimento de safira e fogo consumidor, une beleza e temor. Por um lado, Deus permite que os líderes de Israel O vejam de algum modo e comam em Sua presença, sugerindo comunhão e paz. Por outro, a glória aparece como fogo consumidor aos olhos do povo, lembrando que Deus não pode ser tratado com banalidade.
Por fim, o fato de Deus entregar a lei em tábuas de pedra destaca a importância da revelação escrita. A vontade divina não fica nas lembranças humanas, mas é registrada, ensinada e transmitida. A longa permanência de Moisés no monte, quarenta dias e quarenta noites, marca um tempo de preparo intenso para a formação de um povo distinto, regulado diretamente pela palavra do Senhor.
Êxodo 24 pode ser lido também sob uma perspectiva terapêutica, pois toca em temas de compromisso, pertencimento, reverência e segurança.
O capítulo mostra um povo que finalmente encontra um vínculo claro com Deus depois de um longo período de escravidão e instabilidade. A aliança oferece identidade: não são mais apenas ex-escravos, mas um povo em relacionamento formal com o Senhor. Isso fala à necessidade humana de pertencer, de ter uma história e um compromisso que dê sentido à vida.
O rito do sangue, embora forte para sensibilidades atuais, sublinha que vínculos profundos custam algo. Nas relações saudáveis, há entrega, renúncia, escolhas firmes. A vida emocional encontra estabilidade quando há clareza de pactos: o que se promete, o que se espera, quais limites existem.
Ao mesmo tempo, a distância estabelecida entre o povo e a presença mais intensa de Deus lembra da importância de reconhecer limites. Não é tudo que se controla, não é tudo que se vê. Esse reconhecimento pode aliviar a ansiedade de quem tenta dominar todas as situações: há um lugar para confiar, sem precisar invadir o que não cabe ao ser humano.
A refeição dos líderes na presença de Deus traz a imagem de comunhão segura em meio à grandeza divina. Isso pode ressoar em momentos de medo: mesmo diante de um Deus descrito como fogo consumidor, há espaço de paz, mesa e sustento.
A espera de seis dias com o monte coberto pela nuvem, antes do chamado de Moisés, evoca experiências de silêncio e aparente demora de Deus, que podem ser angustiantes. O texto sugere que períodos assim podem fazer parte do processo normal de amadurecimento espiritual, não sendo sinal de abandono, mas de preparação.
Algumas imagens de Êxodo 24 podem provocar desconforto emocional ou espiritual, especialmente em pessoas sensíveis a temas de violência religiosa, autoridade abusiva ou medo intenso de Deus.
Uso de sangue em rito religioso (24:5-8):
A descrição de sacrifícios de animais e aspersão de sangue sobre o povo pode ser perturbadora para quem tem histórico de trauma associado a violência, religiosidade rígida ou culpa intensa. Pode acionar imagens de castigo ou de um Deus apenas severo, se lido sem contexto.
Imagem de Deus como fogo consumidor (24:17):
Para pessoas com medo religioso, experiências de comunidades muito punitivas ou crises de ansiedade ligados à fé, a linguagem de fogo consumidor pode intensificar pavor, alimentar pensamentos de condenação e dificultar a percepção do amor e da misericórdia de Deus.
Ênfase no "tudo faremos e obedeceremos" (24:3, 7):
Quem luta com perfeccionismo espiritual, escrúpulos religiosos ou sentimento de que nunca é bom o suficiente pode ler essas frases como cobrança impossível, reforçando culpa, autocrítica ou exaustão espiritual.
Hierarquia rígida e distância do povo (24:1-2):
A distinção entre quem pode se aproximar mais de Deus e quem deve ficar distante pode ser gatilho para quem vem de contextos de abuso espiritual, clericalismo extremo ou sensação de exclusão em comunidades de fé.
Ao trabalhar com esse texto em contexto de cuidado emocional, é importante reconhecer esses possíveis gatilhos, ler o capítulo dentro da história maior da redenção e, se necessário, abordar temas como culpa, medo e autoridade espiritual de forma sensível e sem pressa.
Êxodo 24 inspira vários princípios práticos para a vida cotidiana.
Levar a sério compromissos assumidos:
O povo responde de forma clara ao que ouviu: assume publicamente que fará e obedecerá. Na prática, isso encoraja a tratar promessas, votos, contratos e alianças com seriedade, evitando palavras vazias e compromissos frouxos.
Valorizar a palavra escrita:
Moisés escreve todas as palavras do Senhor antes de conduzir a cerimônia. Isso lembra a importância de registrar o que é essencial: planos, decisões, acordos, e também reflexões espirituais. Escrever ajuda a lembrar, a revisar e a permanecer firme em decisões importantes.
Reconhecer limites saudáveis:
Nem todos sobem ao mesmo lugar no monte; há espaços que não pertencem a todos. Isso pode inspirar respeito a fronteiras: entender papéis diferentes na família, no trabalho e na comunidade, sem inveja nem opressão, mas com clareza de responsabilidades.
Cultivar momentos de reverência:
A cena do monte coberto de nuvem e da glória como fogo consumidor convida a recuperar o senso de reverência. No cotidiano, isso pode se traduzir em momentos intencionais de silêncio, respeito diante de Deus e cuidado para não banalizar o que é sagrado.
Compreender que a comunhão com Deus envolve sacrifício:
Os sacrifícios oferecidos e o sangue da aliança lembram que relacionamentos profundos requerem renúncia. Na vida prática, isso aparece em escolhas éticas, em abrir mão de vantagens injustas, em perdoar e em assumir responsabilidades mesmo quando custam algo.
Aprender a esperar em tempos de silêncio:
A espera de seis dias antes do chamado de Moisés sugere que nem sempre as respostas vêm na hora. No dia a dia, isso encoraja a perseverar com fidelidade, mesmo quando as emoções não acompanham e quando não há sinais imediatos de mudança.
Valorizar lideranças responsáveis:
Moisés organiza a comunidade, deixando Arão e Hur responsáveis em sua ausência. Esse cuidado com liderança e delegação pode inspirar práticas saudáveis em igrejas, famílias, equipes de trabalho e projetos, com comunicação clara e responsabilidades definidas.
O "sangue da aliança" é o sangue dos animais sacrificados e usado por Moisés para aspergir o altar e o povo. No contexto bíblico, o sangue representa vida e consagração. Ao ser aplicado no altar (lado de Deus) e no povo, ele une as duas partes num pacto de vida e morte. Isso mostra que a aliança não é algo superficial, mas um compromisso profundo, selado com sacrifício. Essa imagem prepara a compreensão posterior de uma aliança definitiva marcada por sangue derramado em favor do povo.
O texto diz que eles "viram o Deus de Israel" e descreve especialmente o que havia debaixo de Seus pés, como pavimentação de safira. A Bíblia também afirma em outros lugares que ninguém pode ver a Deus em Sua essência plena. A melhor forma de entender o texto é reconhecer que eles tiveram uma visão real da manifestação de Deus, mas não necessariamente da totalidade de Sua essência. Foi uma experiência autêntica da presença divina, adaptada à capacidade humana, em que perceberam algo da glória de Deus, sem serem consumidos por ela.
A distinção em Êxodo 24:1-2 mostra a função especial de Moisés como mediador da aliança. Ele é chamado para chegar mais perto, receber diretamente as tábuas de pedra e a lei escrita pelo próprio Deus, e depois ensinar o povo. Essa separação ressalta a santidade de Deus e a necessidade de um representante que faça a ponte entre Deus e o povo. Ao mesmo tempo, lembra que a comunhão com Deus, naquele momento da história, estava organizada por meio de estruturas e pessoas específicas, o que mantinha ordem e proteção para o povo.
A resposta do povo é a aceitação consciente da aliança. Não se trata apenas de ouvir, mas de se comprometer em obedecer. Isso mostra que a relação com Deus envolve responsabilidade: não é só receber bênçãos, mas também alinhar a vida à vontade divina. Embora a história de Israel mostre que eles falharam muitas vezes, esse momento revela o ideal de uma comunidade que se dispõe, como um todo, a seguir as orientações de Deus.
O período de quarenta dias e quarenta noites aparece em vários momentos da Bíblia como tempo de prova, preparação e transição. Em Êxodo 24:18, esse tempo marca a permanência de Moisés na presença de Deus recebendo instruções detalhadas sobre o tabernáculo, o culto e a vida do povo. É um período intenso de revelação e formação. A longa duração ressalta a importância do que está sendo entregue: não é algo apressado, mas um projeto completo para estruturar a vida espiritual e comunitária de Israel.
Êxodo 24 mostra um povo que finalmente encontra um lugar de pertencimento depois de tanto sofrimento. Eles haviam passado por escravidão, humilhação, medo. Agora, ouvem as palavras do Senhor, respondem juntos e entram numa aliança que dá sentido à história deles. Há algo profundamente consolador em perceber que Deus não apenas livra do sofrimento, mas também oferece um vínculo firme, um pacto de cuidado. A cena do sangue pode soar dura, mas naquele contexto falava de vida e compromisso. Deus não está brincando com o povo; está dizendo, de forma muito séria: "Eu assumo vocês, e vocês podem contar comigo". Para corações marcados por rejeição e abandono, essa firmeza pode ser um bálsamo: a relação com Deus não depende de um humor passageiro, mas é selada por um compromisso que Ele mesmo estabelece. É bonito notar que, mesmo sendo um Deus descrito como fogo consumidor, Ele permite que os líderes de Israel O vejam e comam em Sua presença. Em meio ao temor, existe mesa, comida, bebida, um momento de paz. A imagem é de um Deus grande demais para ser controlado, mas próximo o suficiente para partilhar uma refeição com Seu povo. Os dias de nuvem e silêncio sobre o monte lembram experiências de espera em que nada parece acontecer. Ainda assim, a glória do Senhor estava ali, mesmo quando o povo não via tudo claramente. Para quem caminha por fases de escuridão, esse capítulo sugere que o silêncio não é ausência, e que Deus pode estar agindo de forma profunda justamente nos momentos em que parece distante. Moisés sobe, entra na nuvem e desaparece aos olhos de todos por quarenta dias. Para o povo, isso poderia parecer perda de controle; para Deus, era cuidado, preparando um caminho mais seguro para a caminhada deles. Em tempos de incerteza, esse texto sustenta a esperança de que, por trás do que não se vê, há um Deus fiel que organiza, ensina e guarda Sua gente com carinho firme.
Do ponto de vista exegético, Êxodo 24 funciona como um eixo de transição entre a proclamação da lei (Êxodo 20–23) e as instruções para o tabernáculo (Êxodo 25–31). O capítulo formaliza a aliança sinaítica usando elementos típicos de tratados do antigo Oriente Próximo: exposição das condições, registro escrito, resposta dos vassalos, sacrifícios e rito de sangue. Moisés atua em várias funções: profeta (transmite as palavras do Senhor), escriba (escreve o livro da aliança), sacerdote em sentido funcional (dirige sacrifícios e asperge o sangue) e mediador (sobe mais perto de Deus). Essa multiplicidade destaca seu papel único na história de Israel e prepara a reflexão posterior sobre mediação, sacerdócio e revelação escrita. A estrutura do rito em 24:3-8 é significativa: 1) proclamação das palavras; 2) resposta verbal do povo; 3) registro escrito; 4) sacrifícios; 5) divisão do sangue entre altar e bacias; 6) leitura pública do livro da aliança; 7) nova resposta do povo; 8) aspersão do sangue e declaração "este é o sangue da aliança". Tudo isso reforça a seriedade jurídica e comunitária do pacto. A visão de 24:9-11 é notável. O texto evita descrições detalhadas de Deus e concentra-se no que está "debaixo de seus pés", uma maneira de manter a transcendência divina. A referência ao pavimento de safira, semelhante ao céu, sugere uma ligação entre o trono celestial e a cena no Sinai. A observação de que Deus não estendeu a mão contra os líderes indica uma expectativa de morte diante da visão divina, que é suspensa pela graça. Os versículos 15–18 retomam a teofania do Sinai e enfatizam a glória de Deus como "fogo consumidor". A nuvem e o fogo são símbolos recorrentes da presença divina, ao mesmo tempo reveladora e ocultadora. O período de seis dias antes do chamado a Moisés lembra outras sequências de preparação na Bíblia, e os quarenta dias e quarenta noites se conectam com padrões de provação e revelação (como no dilúvio ou em relatos proféticos posteriores). Teologicamente, o capítulo é chave para a doutrina bíblica de aliança, para a compreensão do papel da lei como expressão da vontade de Deus para um povo redimido e para a noção de culto como resposta ordenada à iniciativa divina. Ele mostra um modelo em que graça (libertação do Egito) e lei (palavras da aliança) caminham juntas dentro de um relacionamento pactuado.
Êxodo 24 traz cenas antigas, mas com implicações muito atuais para organização de vida, decisões e relacionamentos. O povo não faz um acordo vago com Deus; antes de dizer "tudo faremos", ele ouve as palavras, e Moisés ainda escreve e lê de novo. Há um processo claro: ouvir, registrar, confirmar, selar. Esse caminho é útil para qualquer compromisso importante hoje: em casamento, sociedade, liderança de ministério ou empresa, vale esclarecer termos, colocar por escrito, garantir que todos entenderam, e só então assumir publicamente. O altar e os doze monumentos ao pé do monte lembram que decisões marcantes podem e devem ser lembradas. Na prática, isso pode inspirar a criar marcos visíveis para escolhas de vida: uma anotação guardada, um documento assinado, um momento celebrado em família ou comunidade. Isso ajuda a manter o rumo quando as emoções mudam. A forma como Moisés organiza a liderança é bastante prática. Ele não sobe ao monte deixando tudo solto: orienta os anciãos, deixa Arão e Hur como referências, indica a quem recorrer em caso de problemas. Isso aponta para a importância de não centralizar tudo em uma só pessoa e de preparar substituições e referências claras, seja em casa, no trabalho ou na igreja. A reverência diante da presença de Deus, vista na nuvem e no fogo, pode se traduzir hoje em respeito a momentos, espaços e decisões que exigem mais cuidado. Nem tudo é trivial: há horas de desligar distrações, refletir com calma e tratar certos assuntos com mais peso, como finanças da família, educação dos filhos, reconciliações delicadas. O tempo de espera antes de Moisés ser chamado da nuvem fala com a ansiedade contemporânea. Muitos processos importantes — cura de relacionamentos, mudanças de carreira, amadurecimento pessoal — exigem mais do que alguns dias. O texto sugere uma postura de perseverança: enquanto a resposta não vem, a comunidade continua organizada, as responsabilidades seguem, e todos aguardam sem abandonar o que já sabem fazer. Por fim, a refeição dos líderes na presença de Deus lembra que espiritualidade não está desconectada do cotidiano. Comer e beber diante de Deus sugere que trabalho, descanso, conversas e celebrações podem ser vividos com senso de presença divina, integrando fé e vida comum, em vez de separar o "sagrado" apenas para alguns momentos da semana.
Êxodo 24 abre uma janela para o mistério da aliança de Deus com um povo e, por meio dela, para o modo como Deus se relaciona com seres humanos limitados. O capítulo mostra que Deus não apenas fala, mas entra em pacto. Ele se compromete, oferece palavras claras, estabelece sinais visíveis. Há um movimento de descida de Deus: Ele se aproxima em nuvem, permite que Sua glória seja percebida, aceita uma refeição na presença de representantes do povo. Isso revela um Deus que toma a iniciativa de se deixar conhecer, ainda que de forma velada e protegida. O sangue da aliança é um símbolo denso. Fala de vida entregue, de seriedade, de comunhão que passa por sacrifício. O povo é aspergido com esse sangue e, de certa forma, marcado por ele. Espiritualmente, isso sugere que a relação com Deus não é acessório, mas algo que atravessa a identidade, o destino e as escolhas mais profundas de quem entra nessa aliança. O fato de somente Moisés subir mais alto e entrar na nuvem indica que há dimensões da realidade divina que permanecem parcialmente ocultas. O povo vê o fogo, mas não ouve tudo; vê a nuvem, mas não sabe o que se passa lá dentro. Essa assimetria convida à humildade espiritual. Há um chamado para confiar em Deus mesmo quando nem todas as respostas são dadas e nem todos os processos são visíveis. Os quarenta dias e quarenta noites no monte remetem a um tempo prolongado de exposição à presença de Deus, em que Moisés é moldado tanto quanto instruído. Vida espiritual profunda costuma envolver períodos assim: tempos em que se permanece à disposição de Deus, deixando que Ele reorganize prioridades, cure motivações e reoriente caminhos, muitas vezes longe dos olhos dos outros. A visão do pavimento como safira, semelhante ao céu, sugere que o culto no Sinai é um reflexo terreno de uma realidade celeste maior. A espiritualidade bíblica aponta para essa conexão: a vida com Deus aqui já é um prenúncio de uma comunhão plena, quando a presença divina não será mais percebida à distância, nem por meio de nuvens e fogo, mas em clareza e paz completas. Êxodo 24, com seu misto de temor, beleza, sangue e banquete, antecipa essa esperança de uma comunhão definitiva e indestrutível com Deus.
" Visão de Obadias: Assim diz o Senhor DEUS a respeito de Edom: Temos ouvido a pregação do SENHOR, e foi enviado aos gentios um emissário, dizendo: Levantai-vos, e levantemo-nos contra ela para a guerra. "
" Eis que te fiz pequeno entre os gentios; tu és muito desprezado. "
Obadias 1:2 mostra Deus dizendo que Edom, antes orgulhoso, seria humilhado e visto como insignificante entre as nações. O versículo ensina que o orgulho leva …
Ler analise completa" A soberba do teu coração te enganou, como o que habita nas fendas das rochas, na sua alta morada, que diz no seu coração: Quem me derrubará em terra? "
Obadias 1:3 mostra que o orgulho cega e faz a pessoa achar que sua posição, segurança financeira ou status a tornam intocável. Assim como quem …
Ler analise completa" Se te elevares como águia, e puseres o teu ninho entre as estrelas, dali te derrubarei, diz o Senhor. "
Obadias 1:4 mostra que nenhum orgulho resiste a Deus. Mesmo quem parece “no topo”, seguro e intocável, pode cair se confiar apenas em si. O …
Ler analise completa" Se viessem a ti ladrões, ou assaltantes de noite (como estás destruído! ), não furtariam o que lhes bastasse? Se a ti viessem os vindimadores, não deixariam algumas uvas? "
" Como foram rebuscados os bens de Esaú! Como foram investigados os seus tesouros escondidos! "
Obadias 1:6 mostra que nada fica realmente oculto diante de Deus. Os bens e segredos de Esaú são totalmente expostos, revelando orgulho, injustiça e falsa …
Ler analise completa" Todos os teus confederados te levaram até a fronteira; os que gozam da tua paz te enganaram, prevaleceram contra ti; os que comem o teu pão puseram debaixo de ti uma armadilha; não há nele entendimento. "
" Porventura não acontecerá naquele dia, diz o Senhor, que farei perecer os sábios de Edom, e o entendimento do monte de Esaú? "
Obadias 1:8 mostra Deus dizendo que derrubará o orgulho de Edom, removendo até seus “sábios” e conselheiros. A mensagem é que nenhuma habilidade humana sustenta …
Ler analise completa" E os teus poderosos, ó Temã, estarão atemorizados, para que do monte de Esaú seja cada um exterminado pela matança. "
" Por causa da violência feita a teu irmão Jacó, cobrir-te-á a confusão, e serás exterminado para sempre. "
" No dia em que o confrontaste, no dia em que estranhos levaram cativo o seu exército, e os estrangeiros entravam pelas suas portas, e lançaram sortes sobre Jerusalém, tu eras também como um deles. "
" Mas tu não devias olhar com prazer para o dia de teu irmão, no dia do seu infortúnio; nem alegrar-te sobre os filhos de Judá, no dia da sua ruína; nem alargar a tua boca, no dia da angústia; "
" Nem entrar pela porta do meu povo, no dia da sua calamidade; sim, tu não devias olhar satisfeito o seu mal, no dia da sua calamidade; nem lançar mão dos seus bens, no dia da sua calamidade; "
" Nem parar nas encruzilhadas, para exterminares os que escapassem; nem entregar os que lhe restassem, no dia da angústia. "
" Porque o dia do Senhor está perto, sobre todos os gentios; como tu fizeste, assim se fará contigo; a tua recompensa voltará sobre a tua cabeça. "
" Porque, como vós bebestes no meu santo monte, assim beberão também de contínuo todos os gentios; beberão, e sorverão, e serão como se nunca tivessem sido. "
" Mas no monte Sião haverá livramento, e ele será santo; e os da casa de Jacó possuirão as suas herdades. "
" E a casa de Jacó será fogo, e a casa de José uma chama, e a casa de Esaú palha; e se acenderão contra eles, e os consumirão; e ninguém mais restará da casa de Esaú, porque o Senhor o falou. "
" E os do sul possuirão o monte de Esaú, e os das planícies, os filisteus; possuirão também os campos de Efraim, e os campos de Samaria; e Benjamim possuirá a Gileade. "
" E os cativos deste exército, dos filhos de Israel, possuirão os cananeus, até Zarefate; e os cativos de Jerusalém, que estão em Sefarade, possuirão as cidades do sul. "
" E subirão salvadores ao monte Sião, para julgarem o monte de Esaú; e o reino será do Senhor. "
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