Versículo em destaque
Levítico 25:8 - Significado e aplicação
Entenda como este versículo fala com o que você está vivendo e como aplicá-lo hoje
Tradução: Almeida Corrigida Fiel
" Também contarás sete semanas de anos, sete vezes sete anos; de maneira que os dias das sete semanas de anos te serão quarenta e nove anos. "
Levítico 25:8
Versículo no contexto
Entender os versículos ao redor evita interpretações incorretas:
6 Mas os frutos do sábado da terra vos serão por alimento, a ti, e ao teu servo, e à tua serva, e ao teu diarista, e ao estrangeiro que peregrina contigo;
7 E ao teu gado, e aos teus animais, que estão na tua terra, todo o seu produto será por mantimento.
8 Também contarás sete semanas de anos, sete vezes sete anos; de maneira que os dias das sete semanas de anos te serão quarenta e nove anos.
9 Então no mês sétimo, aos dez do mês, farás passar a trombeta do jubileu; no dia da expiação fareis passar a trombeta por toda a vossa terra,
10 E santificareis o ano qüinquagésimo, e apregoareis liberdade na terra a todos os seus moradores; ano de jubileu vos será, e tornareis, cada um à sua possessão, e cada um à sua família.
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Aqui é apresentada a lei geral do jubileu, em (Levítico 25:8). Ele viria depois de sete “sábados de anos”. Eruditos discutem há muito tempo se isso significa o quadragésimo nono ano ou o quinquagésimo. O comentarista entende que o quadragésimo nono ano, o sétimo ano sabático, é a explicação mais provável, embora não se detenha aqui para argumentar em favor disso.
Sete sábados de semanas eram contados da Páscoa até o Pentecostes, cujo nome significa “quinquagésimo dia”. Do mesmo modo, sete sábados de anos eram contados de um jubileu até o outro, e o sétimo era chamado de quinquagésimo. Deus deu honra especial ao número sete porque Ele descansou no sétimo dia, depois da criação.
O jubileu devia ser anunciado com toques de trombeta por toda a terra (Levítico 25:5). Isso serviria para que todos soubessem que ele havia chegado e também para expressar alegria e celebração. Entende‑se que a palavra “jubileu” se refira a um toque especial de trombeta, claramente reconhecível. Uma trombeta que dá som incerto não serve para muita coisa (1 Coríntios 14:8).
A trombeta era tocada ao final do Dia da Expiação. Isso era apropriado, porque, depois de se humilharem por causa do pecado, deviam ouvir essa voz de alegria e regozijo (Salmo 51:8). Quando a paz com Deus havia sido estabelecida, podia‑se proclamar libertação, pois a culpa precisa ser removida antes que o verdadeiro consolo possa entrar (Romanos 5:1, Romanos 5:2). Nessa proclamação do jubileu, Cristo era anunciado de antemão como aquele que pregaria o “ano aceitável do Senhor” (Isaías 61:2). Ele enviou seus apóstolos para anunciá‑lo com a trombeta do evangelho eterno a toda criatura. E a Bíblia ainda aponta para o último dia, quando a trombeta soará e libertará os mortos do túmulo, restaurando‑os à sua herança.
Naquele ano especial, exigia‑se mais do que o descanso sabático comum da terra, que já era observado a cada sétimo ano (Levítico 25:11, Levítico 25:12), juntamente com o cancelamento das dívidas pessoais (Deuteronômio 15:2, Deuteronômio 15:3). Todo israelita também devia ser legalmente restituído a qualquer propriedade e liberdade que tivesse perdido desde o último jubileu. Nenhum povo foi tão protegido em sua liberdade e em seus bens, que são grandes marcas da honra de uma nação, como Israel foi.
Deus providenciou para que, enquanto permanecessem próximos dEle, esses dons não lhes fossem tirados pela força, nem desperdiçados por sua própria insensatez. A terra em Canaã pertencia a cada família como quinhão dado por Deus, e não podia ser vendida em caráter definitivo. No jubileu, a terra voltava ao proprietário original ou aos seus herdeiros, com pleno direito e posse tranquila, como se nunca tivesse saído de suas mãos (Levítico 25:10, Levítico 25:13). Assim, se alguém havia vendido ou hipotecado parte de sua herança, ela retornava livre de qualquer reivindicação.
Isso não era injusto para o comprador, porque a data do jubileu era fixa e todos sabiam quando chegaria. Podiam, portanto, estabelecer o preço levando isso em conta. No direito humano, uma concessão de terra pode ser considerada válida mesmo que inclua uma cláusula contra a venda, ainda que juristas discutam essa condição. Mas Deus estava ensinando a Israel que a terra era dEle e que eles eram apenas arrendatários. Por isso, não podiam vendê‑la de modo absoluto, apenas arrendá‑la por um prazo de anos que não ultrapassasse o próximo jubileu.
Essa organização tinha vários propósitos sábios. Ajudava a preservar os registros de família, o que mais tarde contribuiu para traçar a linhagem de nosso Salvador. Também mantinha as tribos distintas, já que a terra comprada em outra tribo retornaria no jubileu. Impedia que uma só pessoa se tornasse poderosa demais amontoando cada vez mais terras (Isaías 5:8). Em vez de se expandir sem limites, o povo devia concentrar‑se em trabalhar a terra que já possuía. E evitava que famílias fossem esmagadas e deixadas em pobreza permanente.
Deus se importava em preservar a honra de seu povo. Ele protegeu não apenas a parte da nação na terra, mas também a porção particular de cada família, para que permanecesse como herança duradoura. Nisso, a terra apontava para aquela porção melhor que nunca será tirada do povo de Deus.
O mesmo se aplicava à liberdade pessoal. Se alguém havia sido vendido ou havia perdido sua liberdade, essa liberdade devia ser restaurada no jubileu: “Tornareis cada um à sua família” (Levítico 25:10). Aqueles que tinham sido vendidos para outras casas tinham se tornado estranhos aos seus próprios lares, mas nesse ano de libertação deviam voltar. Isso representava nossa redenção por Cristo da escravidão do pecado e de Satanás, e nosso retorno à gloriosa liberdade dos filhos de Deus. Alguns pensam que o ano em que Cristo morreu foi, em si, um jubileu, e o último que chegou a ser observado. Seja assim ou não, sabemos ao menos isto: se o Filho nos libertar, verdadeiramente seremos livres.
Nessa mesma ocasião, Deus deu uma lei contra enganos na compra e venda de terras (Levítico 25:14-17). Nem comprador nem vendedor deviam tirar vantagem um do outro. Em termos simples, o comprador não devia pagar menos do que a terra realmente valia, e o vendedor não devia exigir mais, visto que a terra tinha de voltar no jubileu. Deviam calcular o valor anual da terra e então contar quantos anos de uso restavam até o jubileu. Porém, só deviam contar os anos em que a terra produziria colheitas (Levítico 25:15), deixando de fora os anos sabáticos.
É fácil perceber que, quanto mais perto o jubileu estivesse, menos a terra valeria. “Conforme se diminuírem os anos, diminuireis o preço.” No entanto, não é tão fácil para as pessoas aplicarem a mesma lição às coisas deste mundo. Já que nosso tempo é curto e este mundo passa, os que compram deveriam agir como se não possuíssem plenamente aquilo que têm. Ninguém pagaria muito por uma casa velha, prestes a desabar.
Todas essas transações deviam seguir esta regra: não oprimas o teu próximo, nem te aproveites da ignorância ou necessidade de alguém, mas teme ao teu Deus.
O temor de Deus no coração livraria a pessoa de fazer mal ao próximo, seja em palavras, seja em ações. Mesmo que nenhum ser humano veja, Deus castigará aqueles que enganam ou exploram seus irmãos (1 Tessalonicenses 4:6). Neemias parece se referir a essa lei quando diz que não oprimiu o povo sob sua autoridade porque temia a Deus (Neemias 5:15).
Deus também assegurou a eles que nada perderiam, e na verdade ganhariam muito, ao guardar esses anos de descanso. Ele prometeu, primeiro, que estariam seguros: “Habitareis na terra em segurança” (Levítico 25:18), e novamente no versículo 19. A palavra inclui tanto segurança externa quanto paz interior, de modo que estariam livres do perigo e também do medo.
Em segundo lugar, prometeu que seriam bem supridos: “Comereis a fartar”. Se formos cuidadosos em cumprir nosso dever, podemos confiar com calma em Deus quanto ao nosso conforto. Em terceiro lugar, prometeu que não lhes faltaria alimento no ano em que não semeassem nem colhessem: “Eu mandarei a minha bênção sobre vós no sexto ano, para que dê fruto por três anos” (Levítico 25:21).
Isso era um milagre contínuo. Em outras épocas, a colheita de um ano apenas ajudava a prover para o ano seguinte, mas a produção do sexto ano duraria até o nono. A bênção de Deus sobre o que temos pode fazer com que pouco renda muito, e até o pobre pode ser saciado de pão (Salmo 132:15). Era também um lembrete permanente do maná, que era dado em dobro no sexto dia, para que durasse dois dias.
Essa promessa foi destinada a encorajar todo o povo de Deus, em todas as épocas, a confiar nEle enquanto faz o que é certo e a lançar sobre Ele suas preocupações. Nada se perde de verdade quando obedecemos com fé e nos negamos a nós mesmos por amor a Deus.
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Deste capítulo
Levítico 25:1
"Falou mais o SENHOR a Moisés no monte Sinai, dizendo:"
Levítico 25:2
"Fala aos filhos de Israel, e dize-lhes: Quando tiverdes entrado na terra, que eu vos dou, então a terra descansará um sábado ao Senhor."
Levítico 25:3
"Seis anos semearás a tua terra, e seis anos podarás a tua vinha, e colherás os seus frutos;"
Levítico 25:4
"Porém ao sétimo ano haverá sábado de descanso para a terra, um sábado ao Senhor; não semearás o teu campo nem podarás a tua vinha."
Levítico 25:5
"O que nascer de si mesmo da tua sega, não colherás, e as uvas da tua separação não vindimarás; ano de descanso será para a terra."
Levítico 25:6
"Mas os frutos do sábado da terra vos serão por alimento, a ti, e ao teu servo, e à tua serva, e ao teu diarista, e ao estrangeiro que peregrina contigo;"
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