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Levítico 21:1 - Significado e aplicação
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Tradução: Almeida Corrigida Fiel
" Depois disse o SENHOR a Moisés: Fala aos sacerdotes, filhos de Arão, e dize-lhes: O sacerdote não se contaminará por causa de um morto entre o seu povo, "
Levítico 21:1
Versículo no contexto
Entender os versículos ao redor evita interpretações incorretas:
1 Depois disse o SENHOR a Moisés: Fala aos sacerdotes, filhos de Arão, e dize-lhes: O sacerdote não se contaminará por causa de um morto entre o seu povo,
2 Salvo por seu parente mais chegado: por sua mãe, e por seu pai, e por seu filho, e por sua filha, e por seu irmão.
3 E por sua irmã virgem, chegada a ele, que ainda não teve marido; por ela também se contaminará.
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Já havia sido determinado que os sacerdotes deviam ensinar ao povo as leis de Deus sobre o que é limpo e o que é impuro (Levítico 10:10, 11). Aqui Deus também exige que os sacerdotes vivam de acordo com aquilo que ensinam. Quem tem o dever de instruir outros precisa sustentar suas palavras com a própria vida (1 Timóteo 4:12).
Os sacerdotes deviam chegar mais perto de Deus do que o restante do povo e lidavam mais diretamente com as coisas santas. Por isso, tinham de manter-se ainda mais afastados de tudo o que os tornasse impuros ou diminuísse a honra do seu sacerdócio. Isso valia especialmente quanto ao luto pelos mortos. Quem chorava um morto costumava se aproximar do corpo e muitas vezes tocá‑lo. Os judeus diziam que até chegar a cerca de dois metros de um cadáver tornava a pessoa cerimonialmente impura. Em Números 19:14 está escrito que todo aquele que entrar na tenda em que há um morto ficará imundo sete dias.
Por essa razão, os sacerdotes não deviam se colocar em situações que os impedissem de ir ao santuário por sete dias, exceto no caso dos parentes mais chegados (Levítico 21:1-3). O sacerdote podia se contaminar por luto por pai, mãe, filho, irmão ou irmã solteira, e provavelmente também pela esposa, ainda que isso não seja declarado ali. Ezequiel, que era sacerdote, teria chorado pela morte da esposa se Deus não tivesse proibido expressamente (Ezequiel 24:17). Essa concessão divina honrava o afeto natural e permitia que os servos de Deus se afastassem por um tempo do serviço público enquanto choravam seus parentes mais próximos. Mas a exceção não podia ir além disso. A tristeza não deveria afastá‑los por muito tempo da obra no santuário.
Essa permissão não se estendia à morte de qualquer outra pessoa, nem mesmo, como alguns entendem, de um líder importante do povo (Levítico 21:4). Eles não deviam se contaminar nem por causa do sumo sacerdote, a não ser que fosse um desses parentes próximos. Mesmo que um sacerdote tivesse o amigo mais íntimo e querido, não podia conceder a ele o mesmo privilégio se não fosse da família. Se tal luto fosse permitido por um, outros exigiriam o mesmo, e os sacerdotes seriam frequentemente afastados do seu serviço. Ao mesmo tempo, essa regra nos lembra que há um afeto especial devido aos que são nossos parentes de sangue. Quando morrem, devemos sentir a perda profundamente e deixar que isso nos lembre de nossa própria morte e da necessidade de estarmos preparados.
Os sacerdotes também não deviam tornar seu luto descontrolado ou extremo, nem mesmo pelos parentes mais queridos (Levítico 21:5). Sua tristeza não deveria seguir costumes pagãos, como raspar certas partes do cabelo ou ferir o próprio corpo em honra aos mortos. As nações ao redor de Israel usavam esses ritos no culto a falsos deuses, imaginando que tais atos ajudariam seus mortos. Ainda que esses costumes funerários mostrassem que as pessoas criam que a alma continua viva após a morte, Deus proibiu tais práticas porque estavam ligadas à falsa adoração. A lei, porém, permitia um luto correto e decente pelos corpos dos mortos, o que mostra que não devemos considerá‑los simplesmente como perdidos.
O luto deles também não devia tornar‑se passional ou fora de controle. Os ministros de Deus devem dar exemplo de paciência no sofrimento, principalmente quando a perda é muito próxima e dolorosa. Eles sabem, ou deveriam saber melhor do que outros, por que não devemos nos entristecer como os que não têm esperança (1 Tessalonicenses 4:13). São chamados a permanecer firmes e sóbrios para poder consolar outros com o consolo que recebem de Deus. Como o povo em geral já estava proibido de usar práticas supersticiosas em funerais (Levítico 19:27, 28), muito menos cabia aos sacerdotes adotá‑las.
A razão para esse cuidado na conduta é dada em Levítico 21:6: porque os sacerdotes oferecem o pão do seu Deus, isto é, as ofertas queimadas no altar. Essas ofertas eram, de modo figurado, o alimento da casa e da mesa de Deus. Como a vocação deles era tão honrosa, não deviam manchar essa honra cedendo às paixões desordenadas. Estavam sempre envolvidos em serviços sagrados e, por isso, não deviam ser afastados deles nem tornados impróprios para o seu exercício. Se se contaminassem, desonrariam o nome do Deus a quem serviam. Quando os servos se comportam mal, o nome do senhor é mal visto. Do mesmo modo, os que oferecem ou participam do pão do nosso Deus devem viver em santidade, ou profanarão justamente o nome que afirmam honrar.
Os sacerdotes também deviam evitar rebaixar‑se por meio de seus casamentos (Levítico 21:7). O sacerdote não podia tomar por esposa uma mulher de má reputação, conhecida ou tida como sexualmente imoral. Não devia casar com uma prostituta, ainda que ela dissesse ter se arrependido, nem com uma mulher de comportamento dissoluto. Também não devia casar com uma divorciada, porque o divórcio sugeria que havia algum tipo de culpa ou problema. Esses casamentos eram permitidos a outros, mas não aos sacerdotes.
Essa norma protegia tanto o ministério presente quanto a honra de suas famílias. Se um sacerdote se casasse mal, isso traria vergonha ao seu trabalho, encorajaria os descuidados em seu pecado e abalaria os crentes sinceros. O Novo Testamento dá orientação semelhante quanto às esposas dos ministros, para que sejam sérias e confiáveis, a fim de que o ministério não seja desacreditado (1 Timóteo 3:11). Também recairia vergonha sobre os filhos do sacerdote, já que o sacerdócio devia continuar na família. Quem ignora a importância de casar com uma mulher de bom caráter não busca o bem das gerações futuras. Quem deseja filhos piedosos deve, antes, buscar uma esposa piedosa e evitar corromper a linhagem familiar (Malaquias 2:15).
Em Levítico 21:8 está escrito: “Portanto o santificarás, pois ele oferece o pão do teu Deus; santo será para ti”. Isso significa não apenas que Moisés deveria zelar pelo cumprimento dessas leis, mas também que todo o Israel deveria fazer tudo o que fosse possível para preservar a honra do sacerdócio. Os próprios sacerdotes não deviam fazer nada que a manchasse. Como ele é santo para o seu Deus (Levítico 21:7), também deve ser tratado como santo pelo povo. Devemos honrar aqueles a quem Deus honra.
Os ministros do evangelho devem ser muito estimados por causa da obra que realizam (1 Tessalonicenses 5:13), e todo cristão deve sentir-se responsável por resguardar essa honra. Os filhos deles precisam tomar cuidado para não fazer nada que os envergonhe (Levítico 21:9). Se a filha de um sacerdote se tornasse prostituta, seu pecado seria especialmente grave, porque ela não apenas se contaminaria, mas também profanaria a si mesma. Outras mulheres não tinham a mesma dignidade a perder, mas ela tinha, por pertencer à família de um sacerdote e ter participado de coisas santas. Ela também desonraria o pai, pois o povo o culparia e perguntaria por que ele não a havia instruído melhor.
Os pecadores em Sião zombariam, dizendo: “Vejam a filha do sacerdote.” Sua punição devia ser incomum: ela seria queimada no fogo, como aviso a todas as filhas de sacerdotes. A lição é clara. Os filhos dos ministros devem ter especial cuidado para não fazer nada vergonhoso, pois tal pecado é duplamente desonroso neles, e o Deus zeloso o julgará em conformidade.
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Deste capítulo
Levítico 21:2
"Salvo por seu parente mais chegado: por sua mãe, e por seu pai, e por seu filho, e por sua filha, e por seu irmão."
Levítico 21:3
"E por sua irmã virgem, chegada a ele, que ainda não teve marido; por ela também se contaminará."
Levítico 21:4
"Ele sendo principal entre o seu povo, não se contaminará, pois que se profanaria."
Levítico 21:5
"Não farão calva na sua cabeça, e não raparão as extremidades da sua barba, nem darão golpes na sua carne."
Levítico 21:6
"Santos serão a seu Deus, e não profanarão o nome do seu Deus, porque oferecem as ofertas queimadas do Senhor, e o pão do seu Deus; portanto serão santos."
Levítico 21:7
"Não tomarão mulher prostituta ou desonrada, nem tomarão mulher repudiada de seu marido; pois santo é a seu Deus."
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