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Juízes 6:1 - Significado e aplicação

Entenda como este versículo fala com o que você está vivendo e como aplicá-lo hoje

Tradução: Almeida Corrigida Fiel

" Porém os filhos de Israel fizeram o que era mau aos olhos do SENHOR; e o SENHOR os deu nas mãos dos midianitas por sete anos. "

Juízes 6:1

menu_book Versículo no contexto

1 Porém os filhos de Israel fizeram o que era mau aos olhos do SENHOR; e o SENHOR os deu nas mãos dos midianitas por sete anos.

2 E, prevalecendo a mão dos midianitas sobre Israel, fizeram os filhos de Israel para si, por causa dos midianitas, as covas que estão nos montes, as cavernas e as fortificações.

3 Porque sucedia que, semeando Israel, os midianitas e os amalequitas, e também os do oriente, contra ele subiam.

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auto_stories Comentário Bible Guided

Aqui vemos, em primeiro lugar, o recomeço do pecado de Israel: “os filhos de Israel fizeram o que era mau aos olhos do SENHOR” (Juízes 6:1). Uma criança que já se queimou aprende a ter medo do fogo, mas este povo teimoso e insensato, embora muitas vezes tivesse sofrido duramente por causa da idolatria, logo que tinha um pouco de alívio dos juízos de Deus voltava ao mesmo pecado. Seus corações eram rebeldes. A providência de Deus, por si só, não muda o coração do pecador nem o seu modo de viver.

Em seguida, vemos o retorno das aflições de Israel. O pecado sempre traz sofrimento atrás de si, e quem volta à insensatez deve esperar voltar à miséria. Deus se volta contra os obstinados como eles se voltam contra ele, mostrando-se contrário para com os que andam contrariamente a ele (Salmo 18:26; Levítico 26:21, 24).

Esse castigo veio por meio de um inimigo que, à primeira vista, parecia fraco. O Senhor entregou Israel nas mãos dos midianitas (Juízes 6:1), não o Midiã do sul, onde Jetro vivia, mas o Midiã oriental, na fronteira de Moabe (Números 22:4). Era um povo desprezado pelos outros como grosseiro e sem cultura. Não se menciona aqui rei, senhor ou general, porque se pareciam mais com um bando espalhado do que com um exército treinado. Era ainda mais humilhante porque Israel já os havia derrotado severamente, quase os exterminando (Números 31:7), mas agora, cerca de duzentos anos depois, eles haviam se multiplicado a ponto de serem um duro castigo para Israel. Assim Deus provocou ciúmes em Israel por meio de um povo que “não era povo”, uma gente insensata (Deuteronômio 32:21).

A menor criatura pode se tornar instrumento de Deus para disciplinar aqueles que fizeram do grande Criador o seu inimigo. E, quando pessoas sobre as quais deveríamos exercer autoridade se mostram teimosas e desobedientes, convém perguntar se nós mesmos não temos sido desobedientes ao nosso soberano Senhor.

A aflição também chegou a um ponto assustador. Midiã levou vantagem pelo simples peso do número. Deus havia prometido multiplicar Israel como a areia do mar, mas o pecado conteve seu crescimento e os diminuiu. Então seus inimigos, embora mais fracos em todos os outros aspectos, os dominaram pela quantidade. Vieram como gafanhotos em enxames incontáveis (Juízes 6:5), não como um exército organizado para batalha em campo aberto, mas como uma multidão desordenada para saquear a terra, acampar sobre ela e enriquecer com o roubo.

O pecado havia cortado Israel da comunhão com Deus, e por isso não tinham força para resistir. Os midianitas causaram grande devastação com suas tropas de saqueadores. Os israelitas foram empurrados para covas e cavernas, embora, na verdade, fossem eles mesmos que se enfiavam ali por medo. Isso vinha de sua própria covardia, alimentada por uma consciência culpada que os fazia tremer até ao som de uma folha. Era também uma justa punição por terem se afastado de Deus, que agora lutava contra eles com os mesmos terrores com que antes teria lutado por eles contra seus inimigos. Sem essa fraqueza, Israel provavelmente poderia enfrentar Midiã de igual para igual. Mas, quando o coração se afasta de Deus, perde a força tanto para o que é grande quanto para o que é bom.

O pecado esvazia a coragem e empurra as pessoas para as covas e cavernas do medo. Virá um dia em que até chefes e homens poderosos clamarão aos montes e rochas que os escondam.

Eles também se tornaram muito pobres. Midiã e outros povos do oriente, que viviam de pilhagem, como faziam os sabeus e caldeus quando roubaram Jó, vinham repetidas vezes invadir Canaã. A terra fértil os atraía, e a acomodação e o relaxamento de Israel depois de quarenta anos de paz os tornaram presa fácil. Subiam contra Israel (Juízes 6:3), acampavam no meio deles (Juízes 6:4) e traziam grande quantidade de camelos (Juízes 6:5). Não eram apenas bandos de saqueadores de passagem. Avançavam país adentro até Gaza, no lado ocidental (Juízes 6:4). Deixavam os israelitas semearem, e, no tempo da colheita, vinham e levavam tudo, consumindo o que havia nos campos e destruindo os pastos. Ao partir, também levavam ovelhas e bois. No fim, deixaram Israel sem provisões, exceto o pouco que os donos conseguiram esconder em covas e cavernas.

Nisso se vê a justiça de Deus ao castigar o pecado. Israel não havia honrado a Deus com seus bens nos dízimos e ofertas, e o que deveria ter sido entregue ao Senhor foi gasto com Baal. Agora Deus, com razão, envia um inimigo para tomar seus bens no tempo da colheita (Oséias 2:8, 9). Vemos também o que acontece quando Deus abandona um povo. Quando ele se retira, todos os bens o acompanham, e toda sorte de males se apressa a entrar. Quando Israel andava perto de Deus, colhia o que outros haviam plantado (Josué 24:13; Salmo 105:44). Agora que Deus se afastou, são outros que colhem o fruto de seus campos.

Por fim, depois de sete anos de invasões, cada uma pior do que a anterior, Israel foi levado a clamar ao SENHOR (Juízes 6:6). Seus clamores a Baal os haviam arruinado e eram incapazes de socorrê-los. Quando Deus executa juízo, ele prevalece, e os pecadores acabam curvando-se diante dele ou sendo quebrados diante dele.

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