1 Crônicas 1 - Significado, temas e aplicacao

Entenda os temas principais e aplique 1 Crônicas 1 na sua vida hoje

25 versiculos | Almeida Corrigida Fiel

Sobre o que e 1 Crônicas 1?

1 Crônicas 14 descreve o fortalecimento do reinado de Davi em Jerusalém. O capítulo mostra como Deus confirma seu governo por meio do reconhecimento internacional, da consolidação familiar e, principalmente, de vitórias militares sobre os filisteus, alcançadas quando Davi consulta o Senhor e obedece às suas orientações específicas. O resultado é que o nome de Davi se espalha e o temor do Senhor se estabelece entre as nações ao redor.

Temas principais em 1 Crônicas 1

Confirmação do chamado e exaltação por causa do povo de Deus (versiculos v.1-2)

Davi reconhece que não chegou ao trono apenas por méritos pessoais, mas porque o Senhor o confirmou e exaltou seu reino por amor a Israel. A honra concedida a Davi está ligada ao propósito de Deus para o Seu povo, não a um projeto individual de poder.

Versiculos-chave: 1, 2

Família real e continuidade da aliança (versiculos v.3-7)

A lista dos filhos de Davi em Jerusalém aponta para a consolidação da casa real. Entre eles estão Natã e Salomão, nomes importantes para a linha messiânica. A multiplicação dos filhos mostra estabilidade e continuidade da promessa de Deus à casa de Davi.

Versiculos-chave: 3, 4, 7

Dependência de Deus nas batalhas (versiculos v.8-12)

Diante da ameaça filisteia, Davi não confia apenas em sua experiência militar. Ele consulta a Deus antes de agir, recebe direção específica e, depois da vitória, reconhece publicamente que foi o Senhor quem derrotou seus inimigos, como um rompimento de águas.

Versiculos-chave: 10, 11

Obediência contínua e estratégias diferentes para lutas diferentes (versiculos v.13-16)

Quando os filisteus atacam novamente, Davi não pressupõe que Deus agirá da mesma forma. Ele torna a consultar o Senhor e recebe uma nova estratégia, envolvendo um movimento de cerco e um sinal sobrenatural nas amoreiras. A vitória vem da atenção renovada à direção de Deus.

Versiculos-chave: 14, 15, 16

Testemunho público e temor do Senhor entre as nações (versiculos v.17)

Após as vitórias, o nome de Davi se espalha pelas terras ao redor e o Senhor coloca o temor dele sobre as nações. A reputação de Davi está diretamente ligada à ação de Deus, que usa o rei como instrumento para manifestar Sua glória e autoridade.

Versiculos-chave: 17

Contexto historico e literario

1 Crônicas 14 se passa no início do reinado de Davi em Jerusalém, após a transferência da capital para a cidade recém-conquistada (Sião) e em paralelo aos relatos de 2 Samuel 5. Hirão, rei de Tiro, era governante de uma cidade-estado fenícia marcada por comércio marítimo e habilidades em construção. A aliança com Davi, expressa no envio de madeira de cedro, pedreiros e carpinteiros, mostra que o novo reino unificado de Israel estava ganhando respeito e influência política na região.

Os filisteus, inimigos tradicionais de Israel desde os dias de Sansão e de Saul, viam a unificação das tribos sob Davi como uma ameaça direta. Por isso, ao ouvirem que Davi havia sido ungido rei sobre todo Israel, organizam campanhas militares contra ele no vale de Refaim, uma região estratégica ao sudoeste de Jerusalém. A presença de ídolos abandonados pelos filisteus, depois queimados por ordem de Davi, reflete o costume de levar deuses de guerra para o campo de batalha, esperando proteção e vitória.

A narrativa em Crônicas enfatiza o aspecto teológico e litúrgico do reinado de Davi. O cronista não está apenas registrando eventos políticos ou militares, mas mostrando como o governo de Davi, em obediência a Deus, se torna modelo de liderança teocrática: o rei consulta o Senhor, espera Sua direção, obedece às instruções específicas e reconhece que as vitórias pertencem a Deus.

Estrutura de 1 Crônicas 1

O capítulo pode ser organizado em três blocos principais:

  1. Confirmação do reinado e consolidação em Jerusalém (v.1-7)

    • v.1: Hirão, rei de Tiro, envia materiais e trabalhadores para construir o palácio de Davi.
    • v.2: Davi discerne que o Senhor o confirmou como rei e exaltou o seu reino por amor a Israel.
    • v.3-7: Notícia sobre mais mulheres e a lista dos filhos nascidos em Jerusalém.
  2. Primeira batalha contra os filisteus em Baal-Perazim (v.8-12)

    • v.8-9: Os filisteus reagem à unção de Davi e avançam até o vale de Refaim.
    • v.10: Davi consulta a Deus pedindo direção.
    • v.11: Vitória em Baal-Perazim, com a imagem das "águas que se rompem" e o nome dado ao lugar.
    • v.12: Os ídolos filisteus são abandonados e queimados por ordem de Davi.
  3. Segunda batalha e estratégia diferenciada dada por Deus (v.13-17)

    • v.13: Os filisteus atacam novamente o vale.
    • v.14-15: Davi torna a consultar a Deus e recebe uma nova tática, com o sinal do ruído nas copas das amoreiras.
    • v.16: Vitória sobre os filisteus, desde Gibeom até Gezer.
    • v.17: Expansão da fama de Davi e o temor que o Senhor coloca sobre as nações.

A narrativa é concisa, com foco em três eixos: confirmação do rei, dependência de Deus nas guerras e o efeito público dessas intervenções divinas na reputação de Davi e no temor das nações.

Significado teologico

Teologicamente, 1 Crônicas 14 destaca que a autoridade legítima em Israel não é apenas resultado de alianças políticas ou capacidade militar, mas da confirmação de Deus. Davi reconhece que seu trono foi estabelecido pelo Senhor e que o propósito principal dessa exaltação é o bem do povo de Deus.

A prática de Davi de consultar o Senhor antes das batalhas é apresentada como marca de verdadeira liderança espiritual. Em vez de tomar decisões apenas com base em experiências passadas, ele busca orientação fresca de Deus para cada situação. Isso ressalta a soberania divina sobre a história e o fato de que as vitórias do povo de Deus não são automáticas, mas fruto de relacionamento, obediência e sensibilidade à direção do Senhor.

O texto também confronta a idolatria ao mostrar os deuses filisteus abandonados e queimados. Em contraste com ídolos impotentes, o Deus de Israel é o Senhor vivo que fala, guia, intervém e derrota os inimigos. O novo nome do lugar, Baal-Perazim (Senhor das brechas, ou das rupturas), enfatiza o caráter vitorioso de Deus, que rompe as linhas inimigas como águas transbordando.

Por fim, a expansão da fama de Davi e o temor das nações apontam para a vocação de Israel: ser um povo cujo Deus é reconhecido entre os povos. A grandeza do rei está a serviço da revelação da grandeza de Deus, antecipando a realeza perfeita de Cristo, o Filho de Davi, por meio de quem o temor reverente e a glória de Deus alcançam todas as nações.

Aplicacao restauradora e de saude mental

Este capítulo pode ser lido de forma terapêutica como um retrato de como a segurança interior cresce quando a pessoa se percebe confirmada por Deus e não apenas por circunstâncias externas. Davi passa por ameaças reais, mas sua postura é marcada por discernimento, consulta a Deus e obediência, mesmo quando a estratégia muda de uma situação para outra.

Para quem lida com ansiedade em decisões ou conflitos, a narrativa mostra que buscar direção não é sinal de fraqueza, mas de maturidade. Davi não se apoia apenas no que já funcionou antes; ele volta a perguntar, volta a escutar. Essa atitude rompe ciclos de impulsividade, reatividade ou repetição mecânica de velhos padrões.

A imagem de Deus como aquele que "rompe" contra os inimigos como águas pode ajudar pessoas que se sentem cercadas ou sem saída. A história sugere que, em momentos críticos, a saída não depende só de esforço humano, mas de intervenção divina em tempo e modo adequados. Ao mesmo tempo, a orientação específica de Deus para esperar o ruído nas amoreiras traz uma dimensão de atenção, paciência e sensibilidade ao tempo certo, aspectos importantes em processos de cura emocional.

warning Importante: maus usos comuns

Algumas leituras apressadas podem gerar interpretações problemáticas. A menção a Davi tomar mais mulheres não é um endosso moral, mas uma descrição histórica. Em contextos de abuso ou distorção de relacionamentos, usar esse texto para justificar poligamia, infidelidade ou desrespeito conjugal seria uma aplicação indevida e danosa.

Outro ponto sensível é a temática de guerra e derrota de inimigos. Pessoas com histórico de violência, traumas de conflito ou envolvidas em situações de perseguição podem se sentir confundidas se o texto for usado para alimentar espírito de vingança pessoal. As batalhas aqui são parte da história de Israel e da proteção nacional, não um modelo para justificar agressividade individual.

Também é importante cuidar da expectativa espiritual: a vitória de Davi não significa que todo conflito presente se resolverá rapidamente ou de forma espetacular. Em quadros de depressão, luto ou frustração espiritual, insistir que "Deus sempre dará vitória imediata" pode aprofundar culpa e desânimo quando a realidade é mais lenta e complexa. A ênfase saudável do texto está na busca de Deus, na obediência e no reconhecimento de que Ele age de modos e em tempos que muitas vezes fogem ao controle humano.

Aplicacao pratica para hoje

1 Crônicas 14 oferece princípios práticos para a vida cotidiana.

Na área de liderança, mostra que influência e reconhecimento não são apenas construídos por esforço próprio, mas por caráter e dependência de Deus. Como Davi, lideranças em família, trabalho ou comunidade são mais estáveis quando entendem que sua posição existe para servir ao bem dos outros, não para autoexaltação.

No campo das decisões, o exemplo de Davi consultando o Senhor em cada batalha encoraja a não viver apenas de experiências passadas. Mudanças de contexto pedem nova escuta, novos passos e, às vezes, estratégias completamente diferentes. Isso vale para conflitos familiares, desafios profissionais, gestão de recursos ou escolhas importantes.

A atitude de Davi frente aos ídolos filisteus, mandando queimá-los, sugere a necessidade de romper com seguranças falsas ou práticas que competem com a confiança em Deus. Pode significar abandonar hábitos, crenças ou apoios que, na prática, ocupam o lugar de Deus como fonte de segurança.

Por fim, o espalhar da fama de Davi e o temor que o Senhor coloca nas nações lembram que uma vida marcada por obediência e dependência de Deus acaba gerando influência e respeito. A preocupação central não é construir uma reputação, mas caminhar de modo fiel; o restante é consequência que Deus mesmo pode ordenar.

Perguntas frequentes

Quem foi Hirão, rei de Tiro, mencionado em 1 Crônicas 14?

Hirão era o rei da cidade fenícia de Tiro, uma potência comercial e marítima importante na região. Ao enviar madeira de cedro, pedreiros e carpinteiros para construir o palácio de Davi, ele demonstra reconhecimento diplomático e parceria com o novo rei de Israel. Essa cooperação indica que o reino de Davi estava ganhando prestígio internacional e acesso a recursos de alta qualidade, já que os fenícios eram conhecidos por sua habilidade em construção e uso de cedro.

Por que Davi entende que Deus o confirmou como rei sobre Israel?

Davi percebe a confirmação de Deus ao observar sinais concretos: o apoio de um rei estrangeiro poderoso (Hirão), a consolidação de Jerusalém como capital e a expansão de sua família real. O texto afirma que Davi entendeu que o Senhor o havia confirmado e exaltado o reino "por amor do seu povo Israel". Ou seja, ele lê os acontecimentos não apenas como fruto de sua capacidade, mas como evidência do agir de Deus em favor do povo, cumprindo promessas anteriores.

O que significa o nome Baal-Perazim na narrativa?

Baal-Perazim é o nome dado ao lugar onde Davi derrota os filisteus. O termo carrega a ideia de "Senhor das brechas" ou "Senhor dos rompimentos", baseado na comparação de Davi: Deus rompeu contra os inimigos como águas que se arrebentam. O nome passa a marcar aquele local como memorial da ação poderosa de Deus, lembrando que a vitória não veio da força humana, mas de uma intervenção divina que quebrou a resistência inimiga de forma decisiva.

Por que Davi consulta a Deus duas vezes se o inimigo é o mesmo?

Embora o inimigo seja o mesmo (os filisteus) e o cenário geográfico semelhante (vale de Refaim), Davi não pressupõe que Deus agirá da mesma maneira sempre. Ele consulta novamente o Senhor, mostrando dependência contínua e abertura para orientações diferentes. Em resposta, Deus dá uma nova estratégia: em vez de atacar diretamente, Davi deve rodear, esperar um sinal nas amoreiras e então avançar. Isso ensina que situações parecidas podem pedir respostas diferentes e que a sabedoria está em buscar direção renovada de Deus.

Por que os deuses dos filisteus são queimados?

Os filisteus levavam seus deuses (imagens ou ídolos) para o campo de batalha, esperando proteção. Depois da derrota, esses ídolos são abandonados, e Davi ordena que sejam queimados. Queimar os deuses inimigos expressa rejeição absoluta à idolatria e afirma que nenhum outro "deus" tem poder diante do Senhor de Israel. Historicamente, também impede que esses objetos se tornem troféus ou tentação para o povo, reforçando a exclusividade do culto ao Deus verdadeiro.

Perspectivas dos nossos guias espirituais

Heart
Coração

1 Crônicas 14 mostra um tempo em que Davi, mesmo já reconhecido como rei, ainda enfrentava ameaças e pressões fortes. Havia guerra ao redor, decisões a tomar, vida de família acontecendo ao mesmo tempo. Não era um cenário calmo, mas um lugar onde o coração podia facilmente se sentir sobrecarregado. No meio disso, o texto diz que Davi entendeu algo profundo: o Senhor o tinha confirmado rei, e fez isso por amor ao Seu povo. Essa percepção muda tudo por dentro. Não se trata apenas de estar em uma posição, mas de saber que não se chegou ali sozinho, e que há um amor maior sustentando o caminho. Para um coração cansado, esse detalhe é precioso: a história não é só peso e obrigação; há cuidado de Deus por trás dos passos, mesmo quando o ambiente é de luta. As guerras contra os filisteus revelam uma alma que não age no automático. Em vez de reagir impulsivamente, Davi para e consulta a Deus: pergunta se deve subir, espera uma resposta, obedece. Ele faz isso mais de uma vez, como quem sabe que precisa ouvir de novo, hoje, o que Deus quer, e não apenas repetir o que deu certo ontem. Isso é muito parecido com quem, em momentos de angústia, precisa voltar e ouvir outra vez que não está só, que continua havendo direção no meio da confusão. Há também a imagem bonita de Deus agindo como águas que se rompem. Quando tudo parece travado, esse retrato fala de um Deus que sabe romper bloqueios que o coração não consegue quebrar sozinho. E o sinal do ruído nas copas das amoreiras lembra que, às vezes, o cuidado de Deus chega de maneira suave, quase como um sussurro, convidando a esperar o tempo certo antes de avançar. No final, o nome de Davi se espalha, mas o texto deixa claro que é o Senhor quem coloca o temor dele nas nações. A segurança de Davi não está em controlar tudo, mas em ser sustentado por Alguém maior. Em meio a ansiedades, perdas e incertezas, esse capítulo sussurra que a confirmação verdadeira, a proteção e a direção não vêm de dentro da própria força, mas de um Deus que vê, guia e permanece, mesmo nos vales de batalha.

Mind
Mente

Lido com atenção, 1 Crônicas 14 é um texto denso em teologia da liderança e da guerra santa em Israel. O cronista, escrevendo muitos anos após os eventos, seleciona detalhes que sublinham o papel de Davi como rei-modelo, em contraste com Saul. Enquanto Saul, em narrativas anteriores, age muitas vezes sem aguardar a orientação divina, Davi se destaca por consultar o Senhor antes de se engajar em ações militares. O versículo 2 é programático: Davi "entendeu" que o Senhor o havia confirmado. O verbo indica um discernimento teológico sobre a própria história. Ele lê a cooperação de Hirão, o crescimento de seu reino e a estruturação da casa real não apenas como êxito político, mas como confirmação da mão de Deus. O motivo dessa exaltação é crucial: "por amor do seu povo Israel". A realeza davídica é funcional, não autônoma; existe em função da aliança de Deus com o povo. O trecho sobre as mulheres e os filhos (v.3-7) cumpre função genealógica e teológica. A lista inclui Natã e Salomão, ambos ligados à linhagem messiânica: Salomão pela sucessão direta, Natã por tradições genealógicas posteriores. Em Crônicas, a ênfase não recai na crítica à poligamia (tema abordado de outras formas em outros livros), mas na continuidade da casa de Davi como eixo da história da salvação. A sequência das duas batalhas contra os filisteus (v.8-16) é particularmente reveladora. Num primeiro embate, Deus ordena que Davi suba diretamente e garante a entrega dos inimigos. O lugar é chamado Baal-Perazim, reforçando a ideia de um Deus que "rompe" as linhas adversárias. Já na segunda situação, a ordem divina é diferente: não subir de frente, mas contornar e esperar um sinal sonoro nas amoreiras. O texto sublinha, assim, que a revelação e a orientação de Deus não são fórmulas fixas, mas respostas específicas a contextos específicos. A destruição dos deuses filisteus (v.12) insere-se no combate à idolatria, tema central na teologia de Crônicas. Os ídolos são mostrados como inúteis em contraste com o Deus que fala, guia e vence. Por fim, o versículo 17 liga a fama de Davi à ação do Senhor que coloca o terror sobre as nações. Não se trata apenas de reputação militar, mas de um reconhecimento, ainda que involuntário, da singularidade do Deus de Israel. O capítulo, portanto, articula uma visão de história em que política, família, culto e guerra são lidos sob a lente da soberania e da revelação divina.

Life
Vida

1 Crônicas 14 traz lições práticas para quem lida com responsabilidades, pressões e decisões importantes no dia a dia. Davi está num momento de expansão: nova casa, novas alianças, família crescendo e, ao mesmo tempo, inimigos se levantando. É um retrato realista de fases em que conquistas e dificuldades andam lado a lado. Um primeiro ponto é a forma como Davi lê seu próprio sucesso. Ele não se enxerga apenas como alguém capaz, mas como alguém confirmado por Deus para servir ao povo. Esse olhar muda a postura em qualquer cargo ou função: em vez de usar a posição para benefício próprio, a pergunta passa a ser como essa posição pode proteger, cuidar e promover o bem dos outros. Em contextos de família, empresa ou igreja, essa mentalidade reduz disputas e alimenta senso de responsabilidade. Outro aspecto muito prático é o hábito de consultar a Deus antes de agir, mesmo em áreas nas quais Davi já é experiente. Ele é um guerreiro treinado, mas não vive de instinto ou de passado. Diante de uma mesma ameaça (os filisteus), ele pergunta duas vezes, e Deus não dá a mesma resposta. Isso ensina a não repetir estratégias apenas porque "sempre foi assim". Mudanças de cenário pedem escuta nova: em conflitos familiares, negociações de trabalho, decisões financeiras, relacionamento com filhos ou cônjuge. O texto também traz um movimento de ruptura com seguranças falsas. Os deuses filisteus são queimados, não guardados. Em termos práticos, isso se aproxima de abandonar aquilo que, na prática, ocupa o lugar de Deus como fonte de segurança: vícios, manipulações, dependências, práticas religiosas vazias ou qualquer coisa que pareça "garantia" fora da confiança no Senhor. Por fim, o resultado da obediência de Davi é que seu nome se espalha e o temor é colocado nas nações. A ordem é importante: primeiro vem a escuta, depois a obediência, depois a influência. Em vez de gastar energia tentando construir imagem, o capítulo aponta para uma vida em que o foco está em caminhar de forma fiel, dia após dia, e deixar que Deus cuide das portas, dos contatos e da reputação que realmente importam.

Soul
Alma

Espiritualmente, 1 Crônicas 14 é um convite a enxergar a própria vida como parte de uma história conduzida por Deus, e não como uma sequência solta de acertos e erros humanos. Davi não enxerga sua chegada ao trono como simples consequência de habilidade, mas como confirmação do Senhor, orientada por um propósito maior: o amor de Deus por Seu povo. Essa percepção desloca o centro: a vocação de Davi não é um fim em si, mas um meio para a manifestação da fidelidade divina. Isso dialoga com qualquer chamada espiritual: vocações, dons e oportunidades são sinais de um propósito que transcende o indivíduo. Quando compreendidos assim, produzem temor reverente, gratidão e senso de serviço, não apenas ambição pessoal. As duas consultas de Davi ao Senhor, antes das batalhas, falam de uma espiritualidade que não vive de automatismos. Uma vez não basta; a alma precisa voltar, escutar, discernir de novo. A orientação de Deus muda conforme a situação, mas o princípio permanece: Ele vai à frente, e Seu povo segue. O sinal do ruído nas copas das amoreiras evoca uma experiência de sensibilidade à presença de Deus, que nem sempre se manifesta com estrondos, mas, muitas vezes, em detalhes e sinais discretos que pedem atenção interior. O nome Baal-Perazim, ligado à imagem de águas que se rompem, aponta para um Deus que intervém rompendo bloqueios espirituais, históricos e pessoais. Não se trata de triunfalismo, mas da convicção de que há uma soberania maior que não é anulada pelos ataques, ainda que o caminho passe por lutas. O contraste com os deuses filisteus, inertes e queimados, lembra que apenas o Deus vivo é digno de confiança última. O fato de o temor de Davi se espalhar entre as nações, por ação do Senhor, antecipa a realidade de um Reino maior, no qual a autoridade do Filho de Davi alcança todos os povos. A espiritualidade que emerge desse capítulo é marcada por dependência, obediência e consciência de que a verdadeira segurança e a verdadeira influência nascem de caminhar debaixo do senhorio de Deus, à espera do cumprimento pleno de Seu governo eterno.

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Versiculos em 1 Crônicas 1

1 Crônicas 1:1

" Judas, servo de Jesus Cristo, e irmão de Tiago, aos chamados, santificados em Deus Pai, e conservados por Jesus Cristo: "

Judas 1:1 mostra que a carta é dirigida a pessoas que Deus escolheu, separou para si e protege em Jesus. Indica identidade e segurança: mesmo …

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1 Crônicas 1:2

" Misericórdia, e paz, e amor vos sejam multiplicados. "

Judas 1:2 expressa o desejo de que os cristãos vivam cercados por misericórdia, paz e amor em quantidade crescente. Mostra que Deus não oferece essas …

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1 Crônicas 1:3

" Amados, procurando eu escrever-vos com toda a diligência acerca da salvação comum, tive por necessidade escrever-vos, e exortar-vos a batalhar pela fé que uma vez foi dada aos santos. "

1 Crônicas 1:4

" Porque se introduziram alguns, que já antes estavam escritos para este mesmo juízo, homens ímpios, que convertem em dissolução a graça de Deus, e negam a Deus, único dominador e Senhor nosso, Jesus Cristo. "

1 Crônicas 1:5

" Mas quero lembrar-vos, como a quem já uma vez soube isto, que, havendo o Senhor salvo um povo, tirando-o da terra do Egito, destruiu depois os que não creram; "

1 Crônicas 1:6

" E aos anjos que não guardaram o seu principado, mas deixaram a sua própria habitação, reservou na escuridão e em prisões eternas até ao juízo daquele grande dia; "

1 Crônicas 1:7

" Assim como Sodoma e Gomorra, e as cidades circunvizinhas, que, havendo-se entregue à fornicação como aqueles, e ido após outra carne, foram postas por exemplo, sofrendo a pena do fogo eterno. "

1 Crônicas 1:8

" E, contudo, também estes, semelhantemente adormecidos, contaminam a sua carne, e rejeitam a dominação, e vituperam as dignidades. "

1 Crônicas 1:9

" Mas o arcanjo Miguel, quando contendia com o diabo, e disputava a respeito do corpo de Moisés, não ousou pronunciar juízo de maldição contra ele; mas disse: O Senhor te repreenda. "

1 Crônicas 1:11

" Ai deles! porque entraram pelo caminho de Caim, e foram levados pelo engano do prêmio de Balaão, e pereceram na contradição de Coré. "

1 Crônicas 1:12

" Estes são manchas em vossas festas de amor, banqueteando-se convosco, e apascentando-se a si mesmos sem temor; são nuvens sem água, levadas pelos ventos de uma para outra parte; são como árvores murchas, infrutíferas, duas vezes mortas, desarraigadas; "

1 Crônicas 1:13

" Ondas impetuosas do mar, que escumam as suas mesmas abominações; estrelas errantes, para os quais está eternamente reservada a negrura das trevas. "

1 Crônicas 1:14

" E destes profetizou também Enoque, o sétimo depois de Adão, dizendo: Eis que é vindo o Senhor com milhares de seus santos; "

1 Crônicas 1:15

" Para fazer juízo contra todos e condenar dentre eles todos os ímpios, por todas as suas obras de impiedade, que impiamente cometeram, e por todas as duras palavras que ímpios pecadores disseram contra ele. "

1 Crônicas 1:16

" Estes são murmuradores, queixosos da sua sorte, andando segundo as suas concupiscências, e cuja boca diz coisas mui arrogantes, admirando as pessoas por causa do interesse. "

1 Crônicas 1:19

" Estes são os que a si mesmos se separam, sensuais, que não têm o Espírito. "

Judas 1:19 descreve pessoas que causam divisão porque seguem apenas seus próprios desejos e não são guiadas pelo Espírito de Deus. Na prática, isso aparece …

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1 Crônicas 1:21

" Conservai-vos a vós mesmos no amor de Deus, esperando a misericórdia de nosso Senhor Jesus Cristo para a vida eterna. "

Judas 1:21 ensina a permanecer firme no amor de Deus, confiando que Jesus mostrará misericórdia e garantirá a vida eterna. Isso implica cuidar da fé …

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1 Crônicas 1:24

" Ora, àquele que é poderoso para vos guardar de tropeçar, e apresentar-vos irrepreensíveis, com alegria, perante a sua glória, "

Judas 1:24 mostra que Deus tem poder para proteger a fé mesmo em tempos de tentação, dúvida ou pressão no trabalho, na família ou nos …

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1 Crônicas 1:25

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Judas 1:25 declara que Deus é o único verdadeiro e sábio Salvador, digno de toda glória e autoridade para sempre. Isso lembra, por exemplo, alguém …

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