Versículo em destaque
Josué 20:1 - Significado e aplicação
Entenda como este versículo fala com o que você está vivendo e como aplicá-lo hoje
Tradução: Almeida Corrigida Fiel
" Falou mais o SENHOR a Josué, dizendo: "
Josué 20:1
Versículo no contexto
Entender os versículos ao redor evita interpretações incorretas:
1 Falou mais o SENHOR a Josué, dizendo:
2 Fala aos filhos de Israel, dizendo: Apartai para vós as cidades de refúgio, de que vos falei pelo ministério de Moisés,
3 Para que fuja para ali o homicida, que matar alguma pessoa por engano, e não com intenção; para que vos sirvam de refúgio contra o vingador do sangue.
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Muitas coisas haviam sido ordenadas pela lei de Moisés para serem feitas quando Israel entrasse em Canaã, e esta era uma delas: a separação de cidades de refúgio para quem houvesse matado alguém por acidente. Isso era uma grande misericórdia para todo o Israel, porque ninguém podia ter certeza de que um caso assim nunca seria o seu. Também era bom para a própria terra que o sangue de uma pessoa inocente, culpada apenas no ato e não no coração, não fosse derramado, nem mesmo pelo vingador de sangue, o parente mais próximo que tinha o direito de buscar justiça.
Deus os lembra dessa lei porque era extremamente útil para eles, a fim de que também se lembrassem das demais leis que ele havia dado para a sua glória. As ordens para designar essas cidades foram dadas em um momento muito oportuno, quando a terra acabara de ser descrita e eles podiam dividi-la em três partes, como Deus havia ordenado, para a melhor localização das cidades de refúgio (Deuteronômio 19:3). Ainda assim, é provável que isso só tenha sido efetivamente cumprido depois que os levitas receberam a sua parte, no capítulo seguinte, já que todas as cidades de refúgio deveriam ser cidades levíticas.
Assim que Deus lhes deu cidades de descanso, ordenou também que separassem cidades de refúgio, lugares para onde qualquer um deles, um dia, pudesse precisar correr em busca de segurança. Desse modo, Deus provia não só o conforto em tempos normais, mas também a proteção em tempos de perigo; e, neste mundo, é de se esperar e é preciso se preparar para tais perigos. Isso aponta também para aquilo que o Israel espiritual de Deus tem e terá em Cristo e no céu: não apenas descanso para habitar, mas refúgio onde estar seguro.
Não se deve pensar que essas cidades de refúgio foram mencionadas com tanta frequência na lei de Moisés e cercadas de tantos cuidados sem que tivessem a intenção de apontar para algo maior. Seu propósito poderia ter sido plenamente atendido, em nossa forma de administrar a justiça, pelo simples fato de os tribunais protegerem e declararem inocente o homicida em todos os casos em que o direito de refúgio se aplicasse. Mas a Escritura lhes dá tanto destaque porque elas representavam a ajuda que o evangelho oferece aos pobres pecadores arrependidos, e a proteção contra a maldição da lei e a ira de Deus, encontrada em nosso Senhor Jesus. Os crentes fogem para ele como para um refúgio (Hebreus 6:18) e nele são achados (Filipenses 3:9) como em um lugar seguro, onde estão protegidos de qualquer acusação, e já não há condenação para eles (Romanos 8:1).
As instruções seguintes explicam como essas cidades deveriam ser usadas. A lei sobre esse assunto já havia sido dada em detalhes (Números 35:10 em diante). Parte-se do princípio de que uma pessoa pode matar alguém por acidente, até mesmo o próprio filho ou o amigo mais querido, sem ter intenção de fazê-lo. Ela pode não odiar aquela pessoa, mas tê-la verdadeiramente amado antes (Josué 20:3, 5). A vida humana é tão incerta que devemos agradecer a Deus por nos ter guardado tanto de matar quanto de sermos mortos por acidente.
Numa situação assim, era natural que os parentes do morto exigissem a vida do autor do golpe, em cumprimento daquela antiga regra de que quem derramasse o sangue do homem, pelo homem teria o seu sangue derramado. Mas se, após uma audiência justa, ficasse provado que a morte havia sido realmente acidental e não premeditada, seja por ódio antigo, seja por ira repentina, então o homicida deveria ser protegido do vingador de sangue em qualquer uma dessas cidades (Josué 20:4-6). Ele podia viver ali sob a tutela da autoridade, mas devia permanecer na cidade, como alguém sob restrição, até a morte do sumo sacerdote; só então poderia voltar para casa.
Os judeus dizem que, se tal homem morresse antes do sumo sacerdote e fosse sepultado na cidade de refúgio, então, quando o sumo sacerdote morresse, seus ossos deveriam ser removidos com honra para o túmulo de sua família.
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Deste capítulo
Josué 20:2
"Fala aos filhos de Israel, dizendo: Apartai para vós as cidades de refúgio, de que vos falei pelo ministério de Moisés,"
Josué 20:3
"Para que fuja para ali o homicida, que matar alguma pessoa por engano, e não com intenção; para que vos sirvam de refúgio contra o vingador do sangue."
Josué 20:4
"E fugindo para alguma daquelas cidades, pôr-se-á à porta dela e exporá a sua causa aos ouvidos dos anciãos da tal cidade; então o tomarão consigo na cidade; e lhe darão lugar, para que habite com eles."
Josué 20:5
"E se o vingador do sangue o seguir, não entregarão na sua mão o homicida, porquanto não feriu a seu próximo com intenção, e não o odiou antes."
Josué 20:6
"E habitará na mesma cidade, até que compareça em juízo perante a congregação, até que morra o sumo sacerdote que houver naqueles dias; então o homicida voltará, e virá à sua cidade e à sua casa, à cidade de onde fugiu."
Josué 20:7
"Então designaram a Quedes na Galiléia, na montanha de Naftali, e a Siquém, na montanha de Efraim, e a Quiriate-Arba (esta é Hebrom), na montanha de Judá."
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