Versículo em destaque
Jó 37:21 - Significado e aplicação
Entenda como este versículo fala com o que você está vivendo e como aplicá-lo hoje
Tradução: Almeida Corrigida Fiel
" E agora não se pode olhar para o sol, que resplandece nas nuvens, quando o vento, tendo passado, o deixa limpo. "
Jó 37:21
Versículo no contexto
Entender os versículos ao redor evita interpretações incorretas:
19 Ensina-nos o que lhe diremos: porque nós nada poderemos pôr em boa ordem, por causa das trevas.
20 Contar-lhe-ia alguém o que tenho falado? Ou desejaria um homem que ele fosse devorado?
21 E agora não se pode olhar para o sol, que resplandece nas nuvens, quando o vento, tendo passado, o deixa limpo.
22 O esplendor de ouro vem do norte; pois, em Deus há uma tremenda majestade.
23 Ao Todo-Poderoso não podemos alcançar; grande é em poder; porém a ninguém oprime em juízo e grandeza de justiça.
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Eliú encerra seu discurso com algumas palavras breves e solenes sobre a glória de Deus. Ele está profundamente impressionado com a grandeza do Senhor e deseja que outros também sejam tomados por essa mesma reverência santa. Fala de modo curto e rápido, como se percebesse que Deus está prestes a assumir a conversa.
Ele declara que o Deus que “habita em densas trevas” e faz delas a sua tenda (2 Samuel 22:12; Salmo 18:11) agora vem em sua direção naquele carro impressionante de nuvens e tempestade. É como se Deus estivesse preparando o trono para o juízo, cercado de nuvens e escuridão (Salmo 97:2, 9). Eliú tinha visto uma nuvem com um redemoinho vindo do sul, mas agora ela parecia tão espessa e negra sobre a cabeça deles que ninguém conseguia enxergar a luz brilhante que há pouco surgira nas nuvens. O próprio sol ficou encoberto, e isso o fazia lembrar da escuridão que o impedia de falar (Jó 37:19), por isso temia continuar (Jó 37:20). Do mesmo modo, os discípulos ficaram com medo quando entraram na nuvem (Lucas 9:34). Ainda assim, Eliú olha para o norte e vê o céu limpo ali, o que lhe dá esperança de que aquelas nuvens não trarão um dilúvio. Estão carregadas, mas não o cercam por todos os lados. Ele espera que o vento passe e as limpe, como o vento que soprou sobre a terra após o dilúvio de Noé para secá-la (Gênesis 8:1). Isso seria sinal de que o favor de Deus havia voltado, e então o bom tempo viria do norte (Jó 37:22). Deus não permanecerá para sempre irado, nem contenderá para sempre.
Agora que Deus está prestes a falar, Eliú se apressa em concluir. Ele resume muito do que tem dito em poucas palavras, que servem para fortalecer seu argumento e preparar o caminho para a própria fala de Deus. Afirma que junto de Deus há temível majestade. Ele é tão cheio de glória e perfeição que todos os seus servos são tomados de profundo respeito, e seus inimigos, de pavor. Alguns entendem a expressão como se fosse um “louvor tremendo”, porque até o louvor que lhe é devido inspira temor, pois ele é “terrível em feitos gloriosos” (Êxodo 15:11). Ao falar do Todo-Poderoso, é preciso reconhecer que não podemos compreendê-lo plenamente (Jó 37:23). Nossa mente é pequena demais para abranger sua grandeza sem limites. Não conseguimos colocar o mar dentro de uma casca de ovo, nem seguir, passo a passo, todos os caminhos de sua providência, a forma como dirige e governa todas as coisas. Seu caminho está no mar, e nós não alcançamos tudo o que Ele faz.
Ele é também excelente em poder. Seu poder é incomparável, pois pode fazer tudo o que lhe apraz, no céu e na terra. Nenhuma criatura tem um braço como o dele, tão longo e tão forte. Mas o seu poder não está separado de sua sabedoria e justiça. Ele é excelente em sabedoria e retidão, em juízo e abundante justiça; caso contrário, seu poder não seria belo nem bom. Podemos estar certos de que Aquele que pode fazer todas as coisas fará tudo da melhor maneira, pois é infinitamente sábio. E como é perfeitamente justo, nunca pratica injustiça. Quando julga os pecadores, há sempre justiça em abundância em seus atos, e ele jamais impõe um castigo maior do que o devido.
Eliú também declara que Deus não aflige de bom grado. Não encontra prazer em entristecer os seres humanos, e menos ainda em entristecer seus próprios filhos. Ele nunca envia aflições sem motivo justo e necessidade real, e não coloca sobre nós peso além do que podemos suportar. Leva em conta nossa fraqueza e fragilidade humana. Alguns entendem o versículo desta forma: o Todo-Poderoso, que não podemos compreender totalmente, é grande em poder, mas não castigará de modo injusto, e com ele há abundante justiça. Ele não é severo em registrar nossos pecados para nos condenar desnecessariamente.
Ele não dá atenção àqueles que se acham sábios aos próprios olhos. Não alterará seus planos para agradá-los, e os que pretendem instruí-lo não conseguirão fazê-lo agir como desejam (Jó 37:24). Ele ouve a oração dos humildes, mas não se curva às manobras dos astutos. Mesmo aquilo que em Deus parece loucura é mais sábio do que os homens (1 Coríntios 1:25). De tudo isso, a conclusão é clara: sendo Deus grande, deve ser profundamente temido. E justamente porque é gracioso e não aflige sem causa, as pessoas devem temê-lo ainda mais, pois há perdão junto dele, para que seja temido (Salmo 130:4). Mais cedo ou mais tarde, todos o temerão. Os que se recusam a temer o Senhor em sua bondade um dia estremecerão debaixo do derramamento de sua ira.
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Deste capítulo
Jó 37:1
"Sobre isto também treme o meu coração, e salta do seu lugar."
Jó 37:2
"Atentamente ouvi a indignação da sua voz, e o sonido que sai da sua boca."
Jó 37:3
"Ele o envia por debaixo de todos os céus, e a sua luz até aos confins da terra."
Jó 37:4
"Depois disto ruge uma voz; ele troveja com a sua voz majestosa; e ele não os detém quando a sua voz é ouvida."
Jó 37:5
"Com a sua voz troveja Deus maravilhosamente; faz grandes coisas, que nós não podemos compreender."
Jó 37:6
"Porque à neve diz: Cai sobre a terra; como também à garoa e à sua forte chuva."
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