Versículo em destaque
Jó 34:1 - Significado e aplicação
Entenda como este versículo fala com o que você está vivendo e como aplicá-lo hoje
Tradução: Almeida Corrigida Fiel
" Respondeu mais Eliú, dizendo: "
Jó 34:1
Versículo no contexto
Entender os versículos ao redor evita interpretações incorretas:
1 Respondeu mais Eliú, dizendo:
2 Ouvi, vós, sábios, as minhas razões; e vós, entendidos, inclinai os ouvidos para mim.
3 Porque o ouvido prova as palavras, como o paladar experimenta a comida.
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Aqui, Eliú se volta humildemente para as pessoas que o escutavam e procura, como um orador cuidadoso, ganhar a boa vontade e a atenção delas. Ele as chama de homens sábios e pessoas de conhecimento, porque é mais fácil raciocinar com quem entende (Jó 34:2). Eliú discordava deles, mas ainda assim os honra como sábios. Pessoas briguentas costumam chamar todos os outros de tolos, mas devemos reconhecer o que há de bom nos outros, mesmo quando não concordamos com eles.
Ele também apela para o julgamento deles, mostrando-se disposto a que ponham à prova o que ele diz (Jó 34:3). Um ouvido atento consegue discernir se as palavras são verdadeiras ou falsas, certas ou erradas. Assim como devemos examinar o que ouvimos, também devemos aceitar que examinem o que falamos. Eliú não se coloca como a única autoridade no assunto. Em vez disso, convida todos a investigarem juntos, deixando de lado a ira, antigas contendas, preconceitos e teimosia, escolhendo o juízo reto para chegarem ao que é bom.
Em seguida, Eliú acusa com firmeza a Jó por palavras que, no seu entendimento, desonravam o governo e o domínio de Deus. Ele pergunta aos ouvintes se Jó não deveria ser chamado a prestar contas por isso. Diz que Jó havia insistido na sua própria inocência, dizendo: “Sou justo”, e se recusara a admitir culpa, dizendo, em outras palavras: “Acaso vou mentir a respeito da minha causa?” (Jó 34:5; Jó 34:6). Jó também dissera que Deus lhe havia tirado o direito, isto é, sentia que Deus o tratara de forma injusta (Jó 27:2). Eliú acrescenta que Jó tinha falado como se sua ferida fosse incurável, embora dissesse não ter cometido mal algum, e como se Deus não fosse socorrê-lo (Jó 16:16; Jó 16:17).
Eliú ainda diz que Jó parecia dar a entender que não há vantagem em servir a Deus (Jó 34:9). Ele, porém, reconhece que há verdadeira alegria na vida de fé, pois deleitar-se em Deus é desfrutar de comunhão com Ele, concordar com Ele e andar com Ele, como Enoque andou. Esse é o verdadeiro retrato da piedade e mostra por que os caminhos de Deus são bons. Mesmo assim, as palavras de Jó pareciam negar qualquer proveito em servir a Deus, semelhantes àquelas dos que dizem: “Inútil é servir a Deus” (Malaquias 3:14). Eliú tira essa conclusão a partir do que Jó havia dito, ainda que Jó talvez não o tivesse afirmado com tanta força. Como observa Mr. Caryl, pessoas piedosas às vezes falam mais do que realmente querem dizer, e uma pessoa temente a Deus costuma suportar mais culpa do que merece, em vez de se justificar quando erra.
Então Eliú torna a acusação ainda mais grave. Ele diz, em essência: “Que homem é como Jó?” (Jó 34:7). Ou seja: “Já se ouviu alguém falar de modo tão descontrolado?” Ele descreve Jó como alguém que “bebe o escárnio como água”, o que pode significar que Jó falava com ousado desprezo contra Deus e contra seus amigos, ou que dava ouvidos com gosto a falas zombadoras sobre os outros, ou ainda que suas palavras insensatas o tornavam alvo fácil de zombaria. De qualquer forma, Eliú entende que o modo de falar de Jó o expunha à reprovação e prejudicava a honra da verdadeira religião. Devemos pedir que Deus não nos deixe entregues a nós mesmos, para que não façamos nem falemos nada que traga vergonha sobre nós diante dos insensatos (Salmo 39:8).
Eliú também afirma que Jó estava agindo como alguém que anda com os ímpios e se coloca ao lado dos pecadores, porque parecia favorecer o julgamento deles (Jó 34:8). Ele não quer dizer que Jó andasse com eles na vida cotidiana, mas que sua opinião parecia apoiar os ímpios e fortalecer suas mãos. Se, como Jó parecia sugerir, nada aproveita a alguém deleitar-se em Deus, por que então não dar livre curso aos próprios desejos e juntar-se aos que praticam o mal? Quem diz: “Em vão tenho purificado as minhas mãos” faz mais do que ofender o povo de Deus: ele também anima os inimigos de Deus e repete o modo de falar deles (Salmo 73:13; Salmo 73:14).
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Deste capítulo
Jó 34:2
"Ouvi, vós, sábios, as minhas razões; e vós, entendidos, inclinai os ouvidos para mim."
Jó 34:3
"Porque o ouvido prova as palavras, como o paladar experimenta a comida."
Jó 34:4
"O que é direito escolhamos para nós; e conheçamos entre nós o que é bom."
Jó 34:5
"Porque Jó disse: Sou justo, e Deus tirou o meu direito."
Jó 34:6
"Apesar do meu direito sou considerado mentiroso; a minha ferida é incurável, embora eu esteja sem transgressão."
Jó 34:7
"Que homem há como Jó, que bebe a zombaria como água?"
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